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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Caso da menina paranaense Rachel Oliveira Genofre completa três anos sem pistas sobre o assassino


No dia 03 de novembro a família faz missa para rememorar a data; no dia 07, Assembleia Legislativa do Paraná fará pronunciamento sobre o caso

Nesta quinta-feira (03), o assassinato brutal da menina Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos, completa três anos. Em 2008, o corpo dela foi encontrado dentro de uma mala, na rodoviária de Curitiba. Segundo a polícia, havia sinais de estrangulamento e violência sexual.

Segundo a tia de Rachel, Maria Carolina Lobo Oliveira, durante esses anos a investigação foi incansável. As denúncias foram apuradas, os indícios averiguados, no entanto, afirma que o problema não está na investigação, mas na negligência quando da descoberta do corpo. “A questão central é a perda de todas as pistas do crime. O saco em que o corpo estava envolto foi jogado no lixo, a mala passou de mão em mão. Foram tantos os erros cometidos que não dá para considerar incompetência e sim negligência dos policiais envolvidos, isso dificulta – e muito – na busca de uma solução. Conquistamos um investigador exclusivo para o caso. O começo foi muito errado”, relembra Carol.

Mobilização - No próximo dia 07 de novembro, às 14 horas, a deputada estadual Luciana Rafagnin fará um pronunciamento na Assembleia Legislativa do Paraná. A atividade será em apoio à campanha "Pelo fim da violência contra mulheres e meninas: Por mim, por nós e pelas outras", da União Brasileira de Mulheres – seção Paraná (UBM-PR). O objetivo é reivindicar políticas públicas para combater a violência contra as crianças e para que o Estado ampare as famílias vítimas da violência urbana. A UBM-PR também fará outras ações. “Estamos organizando uma audiência com o secretário de Segurança Pública e a secretária de Justiça. Vamos fazer ainda uma manifestação na Conferência Estadual de Política Para Mulheres, nos dias 11 e 12 de novembro, para cobrar a responsabilidade do poder público em relação a esse crime brutal”, ressalta a coordenadora estadual da UBM, Gisele Schimidt.

Caso semelhante – Gisele lembra que em agosto deste ano uma menina de 11 anos foi encontrada morta na periferia de Buenos Aires em situação semelhante à de Rachel. O corpo estava em uma mala, com claros sinais de violência, no oeste daquela capital. Para ela, crimes como esse não podem ficar impunes. “O corpo foi encontrado por uma mulher que revirava lixo e que viu o braçinho saindo da mala. Não podemos permitir que estes assassinos continuem a circular livremente pelas ruas. Precisamos mover a opinião pública e as autoridades para que haja empenho cotidiano a fim de chegar aos culpados. Não podemos passar dez anos relembrando essa barbárie”, pontua Gisele.

A tia da Rachel, Carol, reforça que a mobilização é fundamental, mas também destaca que o Estado precisa se envolver para por fim a tais atrocidades. “Na Argentina, a mobilização social foi muito diferente. A presidente do país, Cristina Kirchner, deu atenção pessoal ao caso. Ela ficou sensibilizada com tamanha covardia. No Paraná, temos uma delegada sensível às questões da família que nos permite acompanhar e contribuir. Mas há outras famílias que não tem nem satisfação da investigação do caso de seus filhos. Já ouvi relatos de mães que vieram me procurar para chorar junto, pois é o que resta. Essas famílias necessitam, além de justiça, de atenção psicológica, de assistência social, entre outras. O Estado tem de se responsabilizar, pois essas são as consequências da falta de segurança pública, da falta de políticas sociais, entre outros”, enfatiza Carol.

Lei Maria da Penha e ECA - Segundo a coordenadora nacional da UBM, Elza Campos, a entidade irá exigir mais uma vez das autoridades que crimes contra mulheres e meninas recebam uma atenção efetiva das autoridades brasileiras. “É preciso que as Políticas Públicas sejam efetivadas, como a implementação imediata da Lei Maria da Penha e o fortalecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outras políticas públicas. Este ano, dedicado à realização da III Conferência de Políticas para as Mulheres e da avaliação do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, estaremos alertas entendendo que os desafios são enormes para o movimento feminista e de mulheres. Enfrentar e superar a dominação ainda presente nas estruturas do Estado e na sociedade é tarefa central para a pavimentação de um caminho de justiça e liberdade para as mulheres”, finaliza Elza.

Missa – No dia 03 de novembro, às 19h30, haverá missa organizada pela família em homenagem à Raquel na igreja Perpétuo Socorro (Rua da Glória, próximo ao Estádio Couto Pereira).

Violência sexual – Rachel foi encontrada morta na madrugada do dia 05 de novembro de 2008 dentro de uma mala abandonada embaixo de uma das escadas do setor de transporte da rodoviária de Curitiba. O corpo, ainda com o uniforme do Instituto de Educação - colégio onde ela estudava - apresentava sinais de estrangulamento. Os médicos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a menina sofreu violência sexual.

sábado, 29 de outubro de 2011

Queima de arquivo - Valdemar Menezes analisa assassinato de Kadafi na Adital

Valdemar Menezes
Jornalista, analista político
Adital


A execução de Muammar Kadhafi, segundo é corrente nos meios informados, foi uma operação planejada com muita antecedência. As potências ocidentais não queriam que ele tivesse uma tribuna de onde pudesse falar sobre acertos constrangedores, no passado, com seus atuais carrascos. Quando foram encontrados os arquivos secretos, no seu palácio, revelando as operações conjuntas com serviços de inteligência dos Estados Unidos e países europeus, sua sentença de morte teria sido definida. Não se deveria dar oportunidade para ele revelar tais segredos diante de um Tribunal Penal Internacional. Daí porque os aviões da Otan foram empregados para matá-lo, quando fugia do cerco de seus inimigos num comboio. Caso escapasse, os rebeldes se encarregariam de completar o serviço - como de fato aconteceu. Só que a ação da Otan foi totalmente ilegal. Aliás, toda a sua intervenção, nos moldes em que se deu, violou os limites do mandato recebido do Conselho de Segurança da ONU. O cinismo e o descaramento, já observados no Iraque, no Afeganistão e no Paquistão (vide a morte e o desaparecimento do cadáver de Osama Bin Laden) repetiram-se agora, na justificativa da operação contra o dirigente líbio.

TRAVE NOS OLHOS

Agora que Kadhafi foi acolhido (quer se queira ou não) no panteão dos mártires da causa árabe, se transformará, provavelmente, numa grande força simbólica a alimentar a luta dos que são movidos pela defesa do interesse nacional. Muito pior (do ponto de vista moral) do que o primitivismo de seu regime é o escândalo de se flagrar um Estado que se diz democrático e civilizado, como os EUA, torturando prisioneiros, instalando prisões clandestinas, bombardeando populações civis e liberando seu serviço secreto para assassinar desafetos (chefes de estado, lideranças políticas e comunitárias estrangeiras) sem que seus dirigentes sejam julgados por crimes contra a humanidade, como, aliás, pede a Anistia Internacional. Por que deixar de acentuar também que a Líbia apresentava o mais alto IDH da África (sem que isso absolva os crimes do regime derrubado)?

AÇODAMENTO

Uma denúncia contra o PCdoB é um prato feito para todos os preconceitos arraigados contra os comunistas e a esquerda em geral. Faltou apenas esperar pelas provas, antes de se tentar desmoralizar um dos mais respeitáveis partidos do Brasil, com uma história de 90 anos (se tomada como referência a data de fundação também reivindicada pelo PCB) de dedicação à causa da justiça social (e que pagou um alto preço em termos morte, tortura e exílio de vários quadros por conta desses ideais). Claro, nenhum partido sério é absolutamente imune a uma traição pelas costas, cometida por algum integrante mal intencionado ("plantado” ou não). Mas, os açuladores contra os comunistas se traem em seu açodamento exagerado. Mandam às favas a presunção de inocência, e ainda se apresentam como guardiães do Estado Democrático de Direito. É por essa e por outras que eles têm naufragado fragorosamente no empenho de levar gente à rua contra o atual governo, sob o pretexto de combater a corrupção. Não têm credibilidade.

Associação latinoamericana de Sociologia denuncia assassinato de acadêmicos em Honduras



Pronunciamiento



La Asociación Latinoamericana de Sociología (ALAS) expresa su indignación ante la denuncia que hace el Prof. Rudis Flores, miembro de la Directiva de ALAS, del asesinato de los estudiantes de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras-UNAH, Rafael Alejandro Vargas Castellanos, hijo de la Rectora de la UNAH y estudiante de la Licenciatura en Sociología, y Carlos Pineda, estudiante de la Facultad de Derecho.
La ALAS se suma igualmente al pronunciamiento oficial de la Asociación Centroamericana de Sociología (ACAS), que manifestó públicamente su indignación instando las autoridades competentes a esclarecer este doble crimen.
Solicitamos también a la comunidad académica latinoamericana que se pronuncie ante este hecho de modo de evitar que esta violencia criminal quede impune.



25 Octubre 2011

Por la Directiva de ALAS




Paulo Henrique Martins, Presidente
Marcelo Arnold C., Vicepresidente


Com informações do CEPPAC-UnB

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Conversa Afiada:Santayana e Kadafi: chega de sangue | Conversa Afiada

Santayana e Kadafi: chega de sangue | Conversa Afiada


WOW !
O Conversa Afiada republica texto de Mauro Santayana, extraído do JB:

Chega de sangue


por Mauro Santayana


Diante da imagem de Kadafi trucidado, e dos aplausos de Mrs. Clinton e de dirigentes franceses, ao ver o homem seminu e ensangüentado, recorro a um testemunho indireto de Henri Beyle – o grande Stendhal, autor de Le Rouge e le Noir – de um episódio de seu tempo. Beyle foi oficial de cavalaria e secretariou Napoleão por algum tempo. Em 1816, em Milão, Beyle ficou conhecendo dois viajantes ingleses, o poeta Lord Byron e o jovem deputado whig John Hobhouse. Coube a Hobhouse relatar o encontro, no qual Beyle impressionou a todos os circunstantes, narrando fatos da vida de Napoleão. São vários, mas o que nos interessa ocorreu logo depois da volta do general a Paris, em seguida à derrota em Moscou. Durante uma reunião do Conselho de Estado, da qual Beyle foi o relator, descobriu-se que Talleyrand havia escrito três cartas a Luís de Bourbon, que restauraria, dois anos mais tarde, o trono. As cartas, que se iniciavam com o reconhecimento de vassalagem, no uso do pronome “Sire”, revelavam que o bispo já conspirava contra o Imperador. Os membros do Conselho decidiram que Talleyrand devia ser castigado com rigor – ou seja, condenado à morte. Só um homem, e com a autoridade de “arquichanceler” do Império, Cambacérès, se opôs, com voz firme: Comment? toujours de sang? Napoleão, que estava deprimido com as cenas de seus soldados mortos no campo de batalha, ficou em silêncio.


O sangue que se verteu no século passado devia ter bastado, mas não bastou. Iniciamos este novo milênio com muito sangue e a promessa de novas carnificinas. O cinismo dos que exultam agora com a morte de Kadafi, ao que tudo indica linchado pelos seus inimigos, após a captura, dá engulhos aos homens justos. Os que levaram a ONU a aprovar os bombardeios brutais da OTAN contra a população líbia haviam sido, até pouco tempo antes, parceiros do coronel na exploração de seu petróleo, indiferentes a que houvesse ou não liberdade naquele país. Mas Kadafi não era apenas o ditador megalômano, que vivia no luxo de seus palácios e que promovia festas suntuosas para o jet-set internacional. Ele fizera radical redistribuição de renda em seu país, mediante uma política social exemplar, com a criação de universidades gratuitas, a construção de hospitais modernos e com a assistência à saúde universal e gratuita. Quanto à repressão, ele não foi muito diferente da Arábia Saudita e de outros governos da região, e foi muito menos obscurantista para com as mulheres do que os sauditas.


Apesar das cenas horripilantes de Sirte, que fazem lembrar as de Saddam Hussein aprisionado e, mais tarde, enforcado, além das usuais que chegam da África, há sinais de que os homens começam a sentir nojo de tanto sangue. É alentador, apesar de tudo, que o governo de Israel tenha aceitado acordo com os palestinos, para a troca de prisioneiros. É também alentador que os bascos hajam renunciado à luta armada e preferido o combate político em busca de sua independência. E é bom ver as multidões reunidas, em paz, em todos os paises do mundo, contra os ladrões do sistema financeiro internacional – não obstante a violência, de iniciativa de agentes provocadores, como ocorreu em Roma,e a costumeira brutalidade policial, na Grécia, na Grã Bretanha e nos Estados Unidos.


Há, sem dúvida, os que sentem a volúpia do cheiro de sangue, associado à voracidade do saqueio. A reação atual dos povos provavelmente interrompa essa ânsia predadora dessas elites européias e norte-americanas – exasperadas pela maior crise econômica dos últimos oitenta anos e ávidas de garantir-se o suprimento de energia de que necessitam e a preços aviltados.


É preciso estancar a sangueira. O fato de que sempre tenha havido guerras não significa que devemos aceitá-las entre as nações e entre facções políticas internas. Como mostra a História, o recurso às armas tem sido iniciativa dos mais fortes, e diante dele só cabe a resistência, com todos os sacrifícios.


No fundo das disputas há sempre os grandes interesses econômicos, que se nutrem do trabalho semi-escravo dos povos periféricos, como se nutriram grandes firmas alemãs, ao usar judeus, eslavos e comunistas, como escravos, em aliança com Hitler.


A frase é um lugar comum, mas só o óbvio é portador da razão: os que trabalham e sofrem só querem a paz, para que usufruam da vida com seus amigos, seus vizinhos, suas famílias.


O odor do sangue é semelhante ao odor do dinheiro, e excita os assassinos para que trucidem e se rejubilem com a morte – como se rejubilaram ontem, diante do corpo humilhado de Kadafi, a Secretária de Estado dos Estados Unidos e os arrogantes franceses. Há três dias, em Trípoli, a senhora Clinton disse a estudantes líbios, que esperava que Kadafi fosse logo capturado ou morto. Nem Condoleeza Rice, nem Madeleine Albright seriam capazes de tamanho desprezo pelos direitos de qualquer homem a um julgamento justo. Esse direito lhe foi negado pelas hordas excitadas por Washington e Paris, com a cumplicidade das Nações Unidas – e garantidas pelas armas da OTAN.


Não que Kadafi tenha sido santo: era um homem insano, e tão insano que acreditou, realmente, que os americanos, italianos e franceses, quando o lisonjeavam, estavam sendo sinceros.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nota de pesar: CTB lamenta assassinato de sindicalista mineiro

Nota de pesar: CTB lamenta assassinato de sindicalista mineiro

antonio_pereiraA Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil lamenta profundamente o falecimento do companheiro Antônio Pereira Kadeca da Silva Filho, de 53 anos, assassinado no início da noite desta terça-feira, no Bairro Bonfim, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

Presidente do Sindicato das Entidades Filantrópicas e membro do Conselho Nacional de Assistência Social, Pereira que dedicou sua vida à luta na defesa dos direitos dos trabalhadores, foi alvejado com pelos menos cinco tiros quando deixava o trabalho. De acordo com a Polícia Militar, Silva foi abordado por um homem logo que deixou o sindicato onde trabalhava. O suspeito atirou contra o conselheiro, que entrava no carro.

A direção da CTB se soma aos familiares e amigos neste momento de dor e exige imediata apuração deste crime que consternou o movimento sindical mineiro.


www.portalctb.org.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CIA: "Podemos torturar?" Bush: "Com certeza!" - Celso Lungaretti - Portal Vermelho

CIA: "Podemos torturar?" Bush: "Com certeza!" - Portal Vermelho
Deu na BBC Brasil: Em livro de memórias, Bush justifica ‘tortura’ de mentor do 11 de setembro
Ao contrário do ditador brasileiro João Batista Figueiredo, cujo pedido ao povo brasileiro foi de que o esquecesse (desnecessário: ninguém iria lembrar dele, mesmo...), o execrável ex-presidente George W. Bush faz questão de reavivar a memória dos estadunidenses sobre sua passagem pelo poder.

Por Celso Lungaretti*



Bom para Barack Obama. Por comparação, ele fica parecendo um extraordinário estadista.

No livro, Bush admite ter sido consultado pela CIA, que lhe indagou se poderia torturar um suspeito de terrorismo, Khalid Sheikh Mohammed, com afogamento simulado.

Sua resposta confessa: "com certeza!".

Defende sua decisão com a surrada desculpa de que o interrogatório de Mohammed, capturado no Paquistão em 2003 e detido desde 2006 no campo de Guantánamo (na foto, uma amostra do que acontecia nesse DOI-Codi estadunidense durante a Era Bush), ajudou a “salvar vidas”.

Evidentemente, não especificou quais e quantas vidas, pois, fora da presidência, não tem mais quem forje, com um mínimo de verossimilhança, as versões falaciosas de que carece.

Era bem diferente quando ele e seus cúmplices inventavam que o Iraque possuía armas químicas ou biológicas e a mentira só se evidenciava depois que o governo de um país soberano tinha sido derrubado.

Diz ter ficado com "uma sensação de náuseas" ao ser informado de que as tais armas não haviam sido encontradas pelos invasores estadunidenses... porque, claro, não existiam.

Mesmo assim, justifica:

“Os Estados Unidos estão mais seguros sem um ditador homicida. (...) O povo iraquiano está melhor com um governo que responde a eles em vez de torturá-los e assassiná-los”.
Os EUA estão, isto sim, mais seguros sem um torturador, genocida e mentiroso compulsivo na Casa Branca.

Quanto ao povo iraquiano, nunca pediu a estrangeiros que viessem determinar qual o tipo de governo que teria. Mesmo que Saddam Hussein fosse um monstro, ainda assim os EUA não teriam direito de livrá-lo do monstro sem seu consentimento.

E pensar que uma nação capaz de tais feitos ainda se arroga o papel de defensor do mundo contra supostas bombas atômicas que viriam a ser produzidas em médio ou longo prazo no Irã!

É apenas a nova versão das mirabolantes armas químicas e biológicas que se desmancharam no ar, depois de terem cumprido seu papel de pretexto para uma brutal transgressão do princípio de autodeterminação dos povos.

Me engana duas vezes que eu gosto.


*Jornalista e escritor

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

21 /08/ 2009

CTB repudia assassinato de trabalhador sem-terra no Rio Grande do Sul

Desde que a Fazenda Southall foi declarada improdutiva pelo Incra e determinada a desapropriação dos mais de 13 mil hectares de terra, os conflitos são eminentes no município de São Gabriel. O desfecho previsto há anos se consumou na manhã de hoje (21), com o covarde assassinato do trabalhador rural sem-terra Elton Brum da Silva, 44 anos, vítima de um tiro, durante a desocupação pela Brigada Militar na Fazenda Southall.

Mais uma vez o Governo do Estado demonstra que o jeito tucano de governar é através da covardia, do abuso do comando, da brutalidade sem precedentes na história dos gaúchos, um povo de tradição democrática, que se vê diante selvageria promovida pelo braço armado do Governo - a Brigada Militar – sob o comando de Yeda Crusius.

A CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil manifesta seu mais impetuoso repúdio a ação da Brigada Militar e responsabiliza o Governo do Rio Grande do Sul pelo assassinato desse trabalhador rural e exige punição.

Não aceitamos que o Estado seja instrumento para defender a propriedade privada e em contrapartida trate os movimentos sociais à bala. Nenhum tipo de repressão poderá conter nosso sonho de uma sociedade justa e igualitária. Os movimentos sociais não vão recuar no livre direito de manifestação democrática.

Reforma agrária já! Essa luta é nossa!

CTB RS - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.


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