SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador Luto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luto. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Velório e Nota de Pesar do PCdoB Ceará - Edson Duarte, presente!


VELÓRIO DE EDSON MATOS DUARTE

Segunda-feira, 4/5/2026, às 18h
Funerária Paz Eterna
Avenida Barão de Studart, 2780


 Nota de Pesar


É com profunda tristeza que recebemos a notícia da partida precoce de Edson Matos Duarte, militante do PCdoB, ocorrida na manhã desta segunda-feira.

Seus camaradas manifestam imenso pesar por essa perda irreparável e se solidarizam com sua companheira, Daciane Barreto, familiares e amigos neste momento de dor.

Edson será sempre lembrado como um amigo afetuoso, generoso e um militante combativo, cuja trajetória foi marcada pelo compromisso firme com a luta dos trabalhadores e a construção de uma sociedade mais justa.

Na segunda metade dos anos de 1980, Edson trabalhou na Indústria Iracema de Beneficiamento de Castanha de Caju, onde teve papel importante na organização do Partido junto à categoria. Esse trabalho contribuiu diretamente para a fundação do Sindicato das Castanhas, em 1988, marcando uma importante conquista para os trabalhadores.

Mesmo diante da perseguição dos patrões, jamais recuou. No final dos anos de 1980, qualificou-se como ferramenteiro e passou a atuar na categoria metalúrgica, na fábrica Movaço/Cibresme. Lá, destacou-se como uma forte liderança dos trabalhadores, chegando a liderar a chapa da Corrente Sindical Classista (CSC) nas eleições do Sindicato dos Metalúrgicos do Ceará, no início dos anos de 1990.

Entre 1986 e meados dos anos de 1990, Edson,foi um dos principais e mais dedicados dirigentes do PCdoB na região noroeste de Fortaleza. Sua atuação foi marcada pela organização dos trabalhadores e por uma grande contribuição na área de agitação e propaganda do Partido. Querido pelo povo e pela militância, foi um dos grandes responsáveis pela consolidação e avanço do Partido na região.

Nos anos1990 e ao longo dos anos 2000, junto com sua companheira Daciane, abriu e administrou o Bar e Restaurante Maria Bonita, espaço que se tornou referência cultural e ponto de encontro para debates dos movimentos sociais.

Neste momento de despedida, reafirmamos nosso reconhecimento e gratidão por sua história de luta e dedicação. Sua memória seguirá viva entre todos que compartilham dos ideais pelos quais ele tanto batalhou.

Edson presente, hoje e sempre!

PCdoB Ceará

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Camarada Rita Lisboa e sua linda despedida - Paulo Vinícius da Silva

Hoje fomos plantar a querida e histórica camarada, liderança do Dias Macedo, camarada Rita Lisboa. Considero especialmente bela a Ladainha de Nossa Senhora. Nela, são citados os diversos epítetos daquela jovem que com uma gravidez nada conservadora, passou à História como a Mãe. São nomes lindos, um após o outro, as virtudes e títulos de Maria. Pois, hoje, o povo fez uma ladainha por Rita Lisboa, Rita da Farmácia, Rita do PCdoB, Rita Mãe, Rita amiga, e o povo foi tecendo as tantas facetas dessa mulher que foi uma das artífices do Glorioso e também de Inácio Arruda. Então, começo por aí. Ela era tão amada que teve até a sua Ladainha. 

Com a proatividade da família e dos camaradas da Federação e Associação do Dias Macedo, foi realizada uma das cerimônias de despedida das mais lindas que eu já vi... Rita teria amado o enterro dela, de tão lindo! Teve tudo que ela gostava
- no dia da Reorganização do PCdoB, 18/2 (acredita?)
- com a Bandeira do PCdoB sobre ela
- com Inácio e sua família toda
- com camaradas, família, amigos, colegas de torcida
- teve Chico Buarque ao vivo e com metais
- teve choro doído, grito de dor, palavra de ordem, aplauso, reza, missa e discursos emocionados, entrecortados por muitos agradecimentos
- teve o hino do vozão, a oração de São Francisco e eu acompanhei o féretro tocando baixinho no celular a Internacional Comunista, antes da Ladainha da Rita
- E as mulheres puxaram, 1, 2, 3, 4, 5 MIL, e viva o Partido Comunista do Brasil!
Se Deus quiser, eu quero ter um igual. Foi realmente lindo de viver. E ela ainda ficou do lado da rua, ouvindo a zoada dos carros, perto da calçada. Se passar uma passeata, pode gritar, Rita!, e ela vai ouvir.

Foi lindo. Obrigado, Rita. Você vai embora deixando saudades, amor, deixando a lição que só amar e lutar valem a pena.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

NOTA DE SOLIDARIEDADE – Rita Lisboa - PCdoB Ceará



A Executiva do PCdoB Ceará recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento de Rita Lisboa, ocorrido na manhã desta terça-feira, 17.

Rita foi uma grande liderança comunitária, companheira de caminhada e militante incansável. Desde os primeiros momentos da luta comunitária no Dias Macedo até a organização partidária, esteve sempre presente, com firmeza, solidariedade e compromisso. Sua trajetória foi marcada pela lealdade aos mais nobres valores socialistas, pela coragem diante das adversidades e por uma dedicação permanente ao povo.

Conhecida carinhosamente como Rita da Farmácia, por ter ajudado, orientou e acolheu inúmeras pessoas. Sua militância extrapolou a política institucional: foi um gesto cotidiano de cuidado, escuta e generosidade.

Mulher de luta e de fibra, Rita também expressou sua sensibilidade e consciência social na poesia, como poeta cordelista, traduzindo em versos a vida, a cultura popular e os sonhos de justiça social.

Ficam a saudade, o exemplo e a inspiração de uma vida inteira dedicada à comunidade e à causa que abraçou com firmeza e lealdade. À família, aos amigos e aos camaradas, nossa solidariedade e nosso abraço fraterno. Seguiremos honrando sua memória na luta coletiva que ajudou a construir.

Executiva do PCdoB Cearense 



SERVIÇO 

O velório ocorre no Cemitério Parque da Paz
O sepultamento será às 10h do dia 18 de fevereiro. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Renato Rabelo: Luta ideológica numa nova ordem mundial de transição

 Hoje o PCdoB, os socialistas, revolucionários e democratas semearão o camarada Renato Rabelo. João,  pequenino, era Amazonas; Renato era chamado por muitos de nós de Renatão, sem ter estatura física elevada. O reconhecimento de grandeza foi obtido na luta de classes em seis décadas, em gestos titânicos que em nada se percebiam nas suas atitudes modestas e gentis, não obstante firmes e definidoras. Sobreviver à Ditadura e vir ao PCdoB, propor a Frente Brasil Popular com Lula, resistir ao fim da URSS e a autocrítica sem cedência,  a chegada ao governo, a manutenção do caráter revolucionário e a transição para as camaradas Luciana e Nádia sem abrir mão do Socialismo.  Gigante, Renato Rabelo,  à altura da confiança de Amazonas, de Lula,  de Dilma, e nossa. Custará a passar a dor. Mas não as dores, e sim os mesmos sonhos nos movem. Honra e glória,  aprendamos!

Renato Rabelo: Luta ideológica numa nova ordem mundial de transição














domingo, 15 de fevereiro de 2026

Comunicado e Nota sobre a perda do Camarada Renato Rabelo, ex-Presidente do PCdoB

COMUNICADO

Com pesar, o Partido Comunista do Brasil, informa que um dos mais importantes dirigentes de sua história centenária, Renato Rabelo, faleceu neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, aos 83 anos, em decorrência de complicações de saúde. 
Filiado desde 1973, Renato presidiu o PCdoB de 2001 a 2015. 

O velório será realizado nesta segunda-feira, 16/02, das 8h às 12h, no Palácio do Trabalhador, em São Paulo, onde receberá as homenagens de familiares, amigos e militantes do partido.

Nesse momento de dor profunda, o PCdoB reafirma que seu legado fortalece a essência do Programa dos comunistas, a luta por um Brasil soberano, democrático e socialista, para o qual contribuiu enormemente. Leia a nota publicada pelo PCdoB:
 https://pcdob.org.br/noticias/renato-rabelo-deixa-importante-legado-ao-brasil-e-ao-pcdob/

A cerimônia de cremação será restrita. 
SERVIÇO

Velório: 16/02 - segunda feira, das 8h às 12h.
Local: Palácio do Trabalhador 
R. Galvão Bueno, 782 - Liberdade, São Paulo.
Camarada Renato Rabelo, presente!
Renato Rabelo deixa importante legado ao Brasil e ao PCdoB

O PCdoB comunica, com imensa dor, o falecimento de Renato Rabelo, um dos mais importantes dirigentes de sua história centenária, do qual foi presidente de 2001 a 2015. Nos últimos três anos, Renato dedicou-se a cuidar da saúde, sem deixar de contribuir com o PCdoB. No período mais recente, lutou de modo tenaz, contra a evolução de um câncer.

Ao mesmo tempo, o PCdoB manifesta condolências à esposa, Conceição Leiro Vilan, a Conchita, a seus filhos, André e Nina, aos demais familiares e aos amigos/as. Expressa o sentimento de consternação de toda a militância comunista que, em homenagem a Renato, inclina a bandeira verde e amarela da pátria, entrelaçada com os estandartes vermelhos da revolução e do socialismo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PCdoB lamenta morte e enaltece legado de Márcio Cabreira

 


Cabreira no Encontro Nordeste do PCdoB, em 2025


PCdoB lamenta morte e enaltece legado de Márcio Cabreira

Data: 10/02/2026


Tomados de emoção e consternados, recebemos a informação do falecimento do destacado dirigente nacional do PCdoB, Márcio Cabreira, aos 54 anos de idade. Ele lutava contra complicações de problemas conjugados de saúde. Internado desde novembro de 2025, na cidade de Porto Alegre, travou um duro combate pela vida, mas faleceu na tarde de hoje, 10 de fevereiro. Manifestamos sentidas condolências à esposa, camarada Ana Maria; às filhas Eduarda e Vitória; aos demais familiares; e aos nossos/as camaradas, amigos e amigas.


Natural de Pelotas, Rio Grande do Sul, Cabreira foi, desde a juventude, um imprescindível lutador das causas da soberania nacional, dos direitos do povo e do socialismo, atuando no movimento estudantil como dirigente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Integrou-se ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), cumprindo destacadas responsabilidades, e foi um dos fundadores do Partido Pátria Livre (PPL).


Foi o dirigente do PPL que fez os primeiros contados com a direção do PCdoB, cujos desdobramentos resultaram no histórico processo de integração do PPL ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), consolidado no Congresso Extraordinário de 2 de dezembro de 2018. Cabreira compôs a Comissão de Enlace, formada por dirigentes das duas legendas, que conduziu a incorporação.


Integrou, desde então, o Comitê Central do PCdoB. Foi membro da Comissão Executiva Nacional, da Comissão Política Nacional, secretário-adjunto de Organização e secretário de Relações Institucionais. No pós-16º Congresso, realizado em outubro de 2025, foi eleito pelo Comitê Central para compor a atual Comissão Executiva Nacional.


Nestes sete anos atuando no núcleo da direção nacional do PCdoB, Cabreira conquistou liderança e admiração do coletivo militante por seu perfil que associava capacidade política, elevado compromisso revolucionário, dedicação incansável e fator de unidade, pelo seu estilo de diálogo e construções. Convicto da justeza do processo de integração, deu tudo de si ao êxito alcançado e sempre na direção de seu avanço.


Márcio Cabreira muito contribuiu para fortalecer o PCdoB e sua luta abnegada pela soberania do Brasil e pelo ideal socialista. Deixa um legado inestimável à jornada revolucionária, que prosseguirá abraçada pela atual e por novas gerações até à vitória.


Márcio Cabreira, presente sempre!


São Paulo, 10 de fevereiro de 2026


Nádia Campeão


Presidente em exercício do Partido Comunista do Brasil-PCdoB


Luciana Santos


Presidente licenciada do Partido Comunista do Brasil-PCdoB


Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil-PCdoB



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Maria Prestes, guerreira da luta pelo socialismo - Luciana Santos - PCdoB de Luto


Luciana exalta a militante comunista como uma das militantes que atravessou todas as lutas pelo socialismo desde sua juventude, acompanhando o líder comunista Luiz Carlos Prestes desde os anos 1950, até sua morte em 1990.

Maria Prestes e luta pela memória de Luiz Carlos Prestes

A presidenta nacional do Partido Comunista do Brasil e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, divulgou nota de pesar pelo falecimento de Maria Prestes, nesta sexta-feira, 4 de fevereiro, em decorrência de covid.

Luciana exalta a militante comunista como uma das militantes que atravessou todas as lutas pelo socialismo desde sua juventude, acompanhando o líder comunista Luiz Carlos Prestes desde os anos 1950, até sua morte em 1990.

Ela também destaca a amizade e carinho que o PCdoB mantinha por ela, que juntos produziram alguns gestos em honra da memória de Luiz Carlos Prestes e sua luta árdua que atravessou todo o século XX.Leia a íntegra da nota:

Maria Prestes, grande brasileira, guerreira da luta pelo socialismo

Com imenso pesar, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) registra o falecimento, aos 92 anos, nesta sexta-feira (4) de dona Maria Prestes, personalidade de destaque na luta do povo brasileiro.

Maria Prestes, ao longo de mais setenta anos de militância comunista, deixa um grande legado revolucionário. Expressamos, neste momento de dor, nossa solidariedade aos familiares – entre os quais, Ana Maria Prestes, da direção nacional do PCdoB, neta de dona Maria –, amigos e camaradas. Nossos sentimentos mais afetuosos e profundos.

Desde os 13 anos de idade, no final da primeira metade do século passado, engajada, ao lado do pai, João Rodrigues Sobral, dirigente do PCB, Maria Prestes percorre a história brasileira participando como militante comunista de grandes lutas nacionais.

Enfrentou as garras do Estado do Novo e do governo do general Eurico Gaspar Dutra, e depois a truculência da ditadura militar. Padeceu em prisões, enfrentou dificuldades extremas, inerentes à vida do povo, e, depois, o exílio. Mas, apesar dessas agruras, dona Maria tinha resistência, fibra, convicções, compromissos revolucionários com a classe trabalhadora, de quem era filha, e com o socialismo, cuja bandeira sempre manteve ao alto.Em 1952, quando tinha apenas 20 anos de idade, o Partido designou dona Maria para a segurança de Prestes em São Paulo. Depois de algum tempo, na clandestinidade, dona Maria e Prestes se casaram e tiveram sete filhos.

Após o golpe de 1964, Prestes, então líder máximo do Partido Comunista Brasileiro (PCB), se exilou com a família na União Soviética, onde viveram por dez anos. Ao voltar ao Brasil, deixou aquela agremiação partidária, se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), liderado por Leonel Brizola, do qual foi presidente de honra.

Após a morte de Prestes, em 7 de março de 1990, dona Maria seguiu firme na luta pelo socialismo e pelos direitos povo. E, também, junto com seus filhos, filhas, netos e netas, se dedicou a disseminar às novas gerações o legado revolucionário do “Velho”, seu companheiro e camarada Prestes.

Foi amiga estimada do PCdoB, participando de atividades como a restituição simbólica pelo Senado do mandato de Prestes, eleito em 1945 e cassado em 1948, em 22 de maio de 2013, por iniciativa do senador comunista Inácio Arruda. Em 2014, a Fundação Maurício Grabois produziu um documentário em vídeo e livro sobre sua passagem pelo trajeto da Coluna Prestes no Rio Grande do Sul, acompanhada dos filhos do casal Mariana e Luís Carlos. A Fundação Maurício Grabois, também, apoiou uma das edições de seu livro, Meu companheiro, 40 anos ao lado de Luiz Carlos Prestes. Participou, ainda, de atividades da Escola do Partido.

A luta pelo socialismo perde uma de suas guerreiras, mas seu exemplo e legado enchem de esperança os que seguem levantando sua bandeira e inspiram as novas gerações que seguirão seu caminho. O PCdoB, comovido e honrado por ter convivido e se enriquecido com suas contribuições, rende as mais sentidas homenagens à sua memória. Dona Maria viverá para sempre na memória e na luta dos que batalham por um mundo de paz e justiça.

Recife, 4 de fevereiro de 2022

Luciana Santos

 

Veja também:

 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

#LutoCTB Severino, Almeida, grande timoneiro, presente, hoje e sempre.

Grande perda para a CTB e o povo brasileiro. Para vcs terem ideia, aqui no DF, a sede da CTB que temos é exatamente aquela cedida pelo Severino e a CONTTMAF, pelos marítimos, a todas as categorias, para a nossa luta. 
 
Severino era um cara incrível, poliglota, que batia duro, opinioso, que dirigia imensos navios de carga pelos portos do mundo, mas veio aportar aqui, na CTB e na luta dos trabalhadores, e só saiu agora, levado pela que pode mais que todos. 
 
Sinto muitíssimo pela perda dessa força do povo, e só posso agradecer por tanto que ele nos deixa, pelo legado de luta e união, pela própria CTB que ele criou.
Severino, grande timoneiro, presente, hoje e sempre. A luta continua! 
Paulo Vinícius da Silva, Blog Coletivizando
 

 


Morre Severino Almeida, maior líder sindical marítimo de nossa época

des1, Notícias

O Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante – Sindmar informa, com imenso pesar, o falecimento de seu ex-presidente Severino Almeida Filho nesta quarta-feira, 12 de janeiro, aos 67 anos.

Líder sindical marítimo mais representativo do seu tempo, Severino presidiu o Sindmar até março de 2020 e a Conttmaf, até janeiro de 2021.

Deixa o legado de uma vida inteira dedicada à defesa incansável dos direitos, das remunerações e das condições de trabalho dos marítimos brasileiros, com destaque para a criação do Sindmar no ano 2000, a partir da unificação dos sindicatos de oficiais de Náutica e de Máquinas, e com a incorporação, quatro anos depois, dos eletricistas da Marinha Mercante.

Em sua memória, o Sindmar reproduz uma fala representativa do espírito coletivo de Severino Almeida Filho:

Temos de navegar juntos, para não perdermos o que com muita luta conquistamos. Um Sindmar forte, eficiente e reconhecido externamente é a única garantia que nos restou diante da sanha patronal de desmantelamento dos direitos e da própria noção e do valor do trabalho e do emprego. O Sindicato é um patrimônio de cada um de nós e de todos os oficiais e eletricistas mercantes. Unidade e luta!

Atendendo à vontade do próprio Severino, não haverá velório. A cremação será amanhã, dia 13 de janeiro, na parte da manhã, restrita aos familiares apenas. Agradecemos a compreensão e o respeito de todos a essa determinação.

Àqueles que quiserem enviar flores, informamos o endereço:

Crematório Memorial do Carmo
R. Monsenhor Manuel Gomes, 287 – Caju – Rio de Janeiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Wagner Gomes, Presente, Hoje e Sempre! Paulo Vinícius da Silva

Mas se cortaram o pé de Juazeiro, menina, não chore.

Se matarem o sabiá, não chore não.

Pois inda resta o sol banhando o milho seco no roçado.

Inda tem Jussara pra nos inquietar

(...) O tempo conta pra gente menina

Por isso não chore, que o tempo não para

Menina vê se acaba esse choro

Assoletre com as pedras que sabem esperar...

Consolança - Eugênio Leandro, Oswald Barroso


Não consegui entender ainda a perda do meu amigo Wagner Gomes, quem acompanhava a CTB DF e nos ajudava tanto. Era do tipo de amigo que fazemos entre camaradas. A política une e o caráter cimenta amizades verdadeiras e duradouras. Nunca conheci sua família, nem tomei um café em sua casa e, mesmo assim, digo com absoluta firmeza: querido amigo, querido camarada.

Wagner Gomes fala na 2a Conclat, no Pacaembu, em SP (01/06/2010)

Sua falas eram célebres, não apenas pela clareza com que o condutor de metrôs de São Paulo abordava a política para trabalhadores entenderem; Wagner também tinha aquela simplicidade brincalhona com que iniciava suas falas, um chiste, uma piada, e o plenário ria inteiro, seduzido pelo peão que - tendo conquistado a audiência - desdobrava seus argumentos certeiros, classistas, sinceros, unificadores. Wagner exercia sua liderança com forte espírito unitário e isso marcou a formação da CTB e seu início. Fui muito bem acolhido pelo Presidente Wagner e tive a oportunidade de conversar com vários dirigentes nacionais das centrais sindicais, presidentes, inclusive, e testemunhar os depoimentos gratuitos e afetuosos com que mencionavam nosso camarada.

Eu estava com ele no dia 24 de maio de 2017,  ato de 200 mil em Brasília,  quando fomos violentamente expulsos da Esplanada pela PM, estávamos em cima do primeiro carro de som, uma posição bem difícil. Ainda durante a Marcha, percebemos que ela se dividira, e parte grande dos caminhantes estava à frente, junto ao trio elétrico da Força. O Wagner desceu no momento exato - porque depois não ia dar pra unir e a repressão era certa. Saiu no meio do povo, abrindo caminho, o tiozinho foi ligeiro! E subiu no carro da Força, e voltou com o Juruna, de mãos dadas, e seguimos juntos. Era esse o seu exemplo de luta obstinada pela união da classe trabalhadora. Pouco depois, quando e a repressão principiava, e uma parte do ato não seguia as orientações - que visavam a garantir o ato pacífico e sua continuidade -, lá vai o Wagnão de novo, de braços abertos, bem no meio, protegendo os nossos, pedindo calma à polícia, em meio a cacetetes, escudos e gás, belo testemunho dessa generosidade que lhe marcou a vida.


Wagner tinha imenso compromisso unitário com as Centrais Sindicais e nossa luta. Não se assombrou  quando perdeu a eleição do sindicato dos Metroviários de São Paulo, e reconstruiu a volta e a renovação, sabiamente, com a proporcionalidade e a união. Do mesmo modo, Secretário Geral da CTB, sempre foi um elemento construtor e unificador, com firme disciplina militante e inquestionável compromisso coletivo. 

Doíam-lhe muito as nossas derrotas, mas não era de se queixar. A conquista da união com a CGTB tem sua digital desde há muito, e ele estava feliz com as perspectivas de unidade, nas quais se tornou mestre. Mas havia também as tristezas, duras como o ataque antissindical promovido pelo governo Tucano de Dória e pela sabida seletividade com que o judiciário trata os trabalhadores. Cúmulo da injustiça, para punir o sagrado direito de greve, querem roubar a sede dos Metroviários de São Paulo, casa dos trabalhadores e dá-la à especulação imobiliária, inclusive ameaçando a reintegração violenta. Eu tratei do assunto com ele, ao telefone, e partilhamos essa indignação que certamente lhe amargou os últimos dias. Mas ele era duro na queda. 

Leia: SEDE DOS METROVIÁRIOS: CONTRARIANDO O GOVERNO, BALDY INSISTE EM REINTEGRAÇÃO VIOLENTA

Bom demais um barzinho a seu lado, almoçar com Wagner, tomar uma branquinha de leve, só pra lavar o peritônio, era uma pessoa boa de se conviver. Tratar bem quem nos serve é outra prova de caráter, e eu me lembro como exatamente essas pessoas gostavam daquele nosso amigo, alegria dos papos, boa praça, mas valente, destemido e verdadeiro na defesa do nosso povo. Seu orgulho maior, não era ter sido candidato a Senador e recebido milhões de votos. Seus maiores orgulhos que transpareciam na risadinha conhecida (hehe) era ser peão, comunista e santista, e isso se via, de longe, e gerava a imensa admiração que sempre mereceu.  

Vô Wagner e a netinha Antonella, de Joana


Tempos duros esses que vivemos. Quando o genocídio mata mais de meio milhão de brasileiros, o Wagner, nos seus 64 anos, continuou na luta e driblou a pandemia, estava a pleno vapor.  Foi o coração tão grande do Wagner Gomes que, ardiloso, lhe faltou, talvez minado por tantos dissabores que compartilhamos nesses dias amargos. Mandei-lhe mensagem no dia funesto, liguei para ele, e me apercebo que até as notícias de sua partida segui lhe enviando, como a outros amigos queridos que partiram. Wagner formou e acompanhou com dedicação e carinho milhares de quadros, e eu tive essa sorte, militando com ele e outros queridos camaradas. Agora, resta o exemplo.

Que grande força dos trabalhadores e do povo brasileiro meu amigo Wagner Gomes foi, e seguirá sendo, por seu exemplo de dignidade e luta, até o fim, pela democracia, a união e os direitos da classe trabalhadora. Há muito ainda para fazer valer os sonhos do camarada Wagner, a luta continua!

Wagner Gomes, Presente, Hoje e Sempre!

Luto: Morre o jornalista Duarte Pereira - Portal Vermelho





No final da década de 1960 e início de 1970, Duarte Pereira foi dirigente da Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML) e, também, um de seus ideólogos. Dele, por exemplo, partiu a proposta de unificação daquela organização com o PCdoB.


por Cezar Xavier

Publicado 12/08/2021 21:49 | Editado 13/08/2021 00:35
Morre Duarte Pereira, aos 82 anos

Morreu nesta quinta-feira (12), o jornalista Duarte Brasil Lago Pacheco Pereira, aos 82 anos. O dirigente nacional da Ação Popular faleceu em decorrência de um câncer.

No final da década de 1960 e início de 1970, Duarte Pereira foi dirigente da Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML) e, também, um de seus ideólogos. Dele, por exemplo, partiu a proposta de unificação daquela organização com o PCdoB.

Nascido em 1939, em Salvador, Duarte era formado em Direito pela UFBa, e teve, em 1962, decisiva atuação na criação da Ação Popular. Teve papel importante na transformação teórico-ideológica desta entidade estudantil que, a partir de março de 1971, passou a se denominar Ação Popular Marxista Leninista.

Desde 1965, na cidade de São Paulo, trabalhando como jornalista, Duarte Pereira participou da criação da revista Realidade e foi um dos principais colaboradores de Movimento, jornal da imprensa alternativa que fazia um firme combate à ditadura militar e aglutinava jornalistas, sindicalistas, intelectuais, acadêmicos e artistas – progressistas e de esquerda – em defesa da redemocratização do país.

Com consistente formação teórica marxista, Duarte Pereira foi um fértil autor de artigos sobre temas diversos e aprofundados publicados na imprensa alternativa e comercial, mesmo na clandestinidade sob pseudônimo. Desde 1966 até anos recentes, escreveu sob a perspectiva do socialismo revolucionário, questões políticas, ideológicas e sociais em diferentes conjunturas políticas brasileiras e internacionais.
Leia também:

Renato Rabelo: Integração de AP ao PCdoB é grande contribuição de Duarte Pereira

Duarte Pereira – o socialismo pensado com rigor


Conheça a trajetória e pensamento de Duarte Brasil Pacheco Pereira reunido em dossiê pelo portal Marxismo21

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Luto no PCdoB - Wagner Gomes é exemplo de abnegação à luta dos trabalhadores



11 de agosto, 2021




Wagner Gomes: exemplo de abnegação à luta dos trabalhadores e à bandeira do socialismo

A morte por infarto de Wagner Gomes, aos 64 anos de idade, ocorrida em 10 de agosto de 2021, representa uma grande perda para os/as trabalhadores/as e para o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Sua trajetória vincula-se à história centenária dos comunistas brasileiros, que sempre contaram com lideranças do povo, abnegadas, combativas e com grande capacidade política.

Wagner Gomes insere-se nessa galeria de líderes, fortemente identificado com as causas da Nação e da classe trabalhadora. Foi muito respeitado por todas as tendências sindicais, como demonstra a nota conjunta das centrais em homenagem à sua memória.

Sua história de militante comunista inicia-se no final da década de 1970, logo após chegar à cidade de São Paulo, vindo de Araçatuba, no interior paulista. Iniciou a sua atuação nos movimentos sociais da zona Leste paulistana e, como funcionário da Telecomunicações de São Paulo (Telesp), era integrante de uma chapa sindical oposicionista.

Demitido por sua atuação sindical, ingressou à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em 1979, iniciando também a militância no sindicalismo. Foi um dos fundadores do Sindicato dos Metroviários, no início dos anos 1980, e seu presidente em três gestões, além de ter sido uma das lideranças da Corrente Sindical Classista (CSC) desde o seu surgimento.

Nessa fase, participou com destaque de importantes lutas dos trabalhadores, como a greve geral de 21 de julho de 1983, em plena ditadura militar. Como membro da CSC, integrou a direção nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), chegando a ocupar interinamente sua presidência. Foi também um dos destacados fundadores da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em 2007, ocupando o cargo de presidente. Atualmente, era seu secretário-geral.

Wagner Gomes tinha consciência do papel de vanguarda, de liderança política, que a classe trabalhadora é destinada e desafiada a desempenhar. Incentivava seus camaradas a ocuparem espaços políticos. Ele mesmo foi indicado candidato ao Senado Federal tendo obtido, em 2002, quase 10% dos votos válidos em São Paulo, com cerca de 3 milhões e meio de votos.

Dirigente comunista destacado, querido por sua combatividade, por seu humor e sua conduta amigável, tão própria de nosso povo, era membro do Comitê Central do PCdoB desde os anos 1990.

No momento em que os comunistas realizam seu 15º Congresso, no qual um dos objetivos é o revigoramento do Partido, vinculando-o mais ao povo, à vida e à luta da classe trabalhadora, o legado de Wagner Gomes é uma fonte inspiradora. Seu nome está gravado na galeria dos que ajudaram a edificar o PCdoB, que inclina suas bandeiras de luta em memória desse importante filho do povo brasileiro e destacada liderança do proletariado.

Toda vez que um/uma trabalhador/a liderar uma greve, erguer a bandeira da CTB, central sindical à qual ele dedicou seu suor e talento; toda vez que um/uma trabalhador/a gritar “viva o socialismo, viva o PCdoB!”, o camarada Wagner Gomes estará presente, hoje, e sempre!

Brasília, 11 de agosto de 2021

Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

domingo, 6 de junho de 2021

Morre o líder comunitário Wanderley Gomes, do PCdoB e da Conam




Militante foi vítima da Covid-19


por André Cintra

Publicado 05/06/2021 13:34 | Editado 06/06/2021 14:00


Morreu na noite desta sexta-feira (4), aos 59 anos, o líder comunitário Wanderley Gomes da Silva, dirigente do PCdoB-AP, da Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores) e da Unegro (União dos Negros pela Igualdada Racial). Ele estava internado desde maio no Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap) devido a complicações da Covid-19.

Wanderley chegou a ser intubado e a passar por sessões de hemodiálise, mas não resistiu. Sua morte ocorreu no dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 470 mil vítimas da pandemia do novo coronavírus.

“A Conam está de luto. Perdemos nesta noite o nosso amigo, militante e parceiro de muitas lutas: Wanderley Gomes da Silva”, registrou a diretoria da Conam, em nota. “Além da sua militância, Wanderley era um grande formulador e sua opinião sempre contribuía aos debates do movimento comunitário e da saúde. Seu legado e exemplo viverão na nossa luta por comunidades mais justas e democráticas, pelos direitos do novo povo!”


Mineiro de Conselheiro Lafaiete, nascido em 1961, Wanderley era apelidado pelos amigos e companheiros de “Caranguejo”. De origem sindical, passou para o movimento comunitário na região metropolitana de São Paulo ainda nos anos 1980. Na década seguinte, foi eleito para o primeiro de seus mandatos na Facesp (Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo). Desde as primeiras lutas, destacou-se sobretudo como ativista do SUS (Sistema Único de Saúde).


“É preciso que a sociedade brasileira lute pelo SUS constitucional – aquele que garante a saúde como um direito. Um SUS universal, com qualidade e equidade, como obrigação do Estado e direito do cidadão”, afirmava. “Não permitamos a volta do tempo anterior ao SUS, em que os mais pobres eram tratados como indigentes e a atenção à saúde estava garantida somente para aqueles que faziam parte do mercado formal de trabalho.”

Uma vez na Conam, Wanderley representou o movimento comunitário e a própria entidade em uma série de instâncias colegiadas. Ele esteve, entre outras tarefas, no Conselho Nacional de Saúde, no Conselho Nacional das Cidades, na Comissão Nacional Intersetorial de Vigilância em Saúde e, mais recentemente, no Conselho Estadual de Saúde do Amapá. Em nota de pesar, o conselho amapaense lamentou a perda de “um dos mais valorosos combatentes em defesa das políticas públicas”, que “dedicou sua vida às causas nobres e à luta por justiça social”.


Filiado ao PCdoB desde os anos 1980, Wanderley foi militante de base, dirigente municipal em Mauá e membro da direção estadual do PCdoB-SP. Desde 2011, era da comissão executiva (secretariado) do PCdoB-AP. Militante antirracista, integrou ainda a Unegro. “Wanderley era um dos imprescindíveis a que se referia Brecht, era um legítimo herdeiro da luta de Zumbi, abençoado pelo Orixás e por Tupã, pelas águas, pelas florestas”, registrou a Unegro, também em nota.

O editor do Vermelho, Inácio Carvalho, também lamentou a morte de Wanderley em mensagem enviada à família. Carvalho externou sua solidariedade “pela partida desse baita cara, lutador do povo” e afirmou que teve muito contato com o líder comunitário quando ele decidiu enviar artigos para o portal. Conforme o jornalista, os textos “aliavam a luta popular e a defesa de ideias avançadas, sempre focado na necessidade um programa de desenvolvimento para o Brasil que atendesse as necessidades do povo”.Homenagem da UJS-AP a Wanderley

Na opinião de Wanderley, era preciso garantir a politização das lutas populares. “O movimento comunitário evoluiu sua visão estratégica de luta na medida que deixou de ser um movimento reivindicativo e elevou seu patamar a movimento político. Com uma visão avançada das lutas sociais no Brasil, compreende que suas lutas específicas devem estar ligadas às lutas políticas que apontam saídas progressistas para os dilemas do País e o projeto de nação”, escreveu ele em artigo para o Vermelho, onde publicou vários artigos.
Segundo Wanderley, “o movimento comunitário politizado e de luta nos aproxima do povo e abre janelas para abordagens dos mais amplos problemas sociais. Reforçar o diálogo com o movimento comunitário é relevante ao projeto de desenvolvimento social como alternativa para o para o BrasilWanderley Gomes da Silva deixa a esposa, Aldinea Machado, e três filhos.

sábado, 8 de maio de 2021

Parar o genocídio é uma tarefa política - In memorian de Leonardo Caverna e Júlio Salas - Paulo Vinícius da Silva

Perdemos mais um veterano da UJS para o genocídio. Outro dia, o Júlio Salas, grande líder secundarista do Amazonas da minha geração. Hoje, Leonardo Caverna. Quem será o(a) próximo(a). E é um problema político. A culpa é do Bolsonaro. 

Leonardo Caverna, lembro de você arrombando o portão do 7 de Setembro no dia da manifestação que reuniu 70 mil pessoas no Fora Collor, a maior de todas. Não sei se eu estava ao carro de som, 1992, e vejo ele, a barriguinha, de chinela havaiana, pendurado na marquise e as pernas como um aríete, de calça jeans e sem camisa. Pou! E a estudantada do 7 saiu às ruas (nunca saía). 

Leonardo caverna, sempre feliz e na luta. Segura a bandeira da CTB.

 

Ele era o mais animado dos estudantes das escolas privadas do Corredor da Av. Imperador. Sua energia e combatividade foram centrais para desenhar o mapa das passeatas de Fortaleza, ele e nossa galera  (Andrea, Zizia, Paulinha, Huston, Cristóvão, Pádua, Rogério, Aírton, Paulo Henrique, Flávio Arruda, Saulo, Johnson, etc) e todas as correntes do ME alencarino, nós desenhamos aquele mapa. E ele arrastava a Imperador, aonde era sua escola, o Anglo. Por três caminhos (Liceu do Ceará - Adauto Bezerra-ETFCE e Justiniano de Serpa) dirigiam-se milhares de estudantes ao Centro de Fortaleza. 

O cabelo grande e desalinhado, um cordão de osso no pescoço, nem sempre de camisa. Caverna foi consequência, como apelido - pra nós Caverninha. Depois, Leonardo Leite. Era um dos mais ensandecidos membros da terrível comissão de vacilos, até o Marcelo Nogueira, reitor da URBI -universidade regional dos brutos e ignorantes -tinha medo de levar uns sabacús, se vacilasse... Não era raro o Caverna surpreender a mim ou a outro amigo com- literalmente - uma mordida na bunda. Vinha ardiloso, com um sorriso moleque, vc tava em pé conversando, e, do nada, surgia o Caverna dando uma mordida de varar calça jeans! Como doía, mas, como não rir?! 


 

Era uma força da vida, meu amigo Leonardo Leite. Era combativo, teimoso, socialista do PSB de raiz desde o leite materno, militante da UJS que me ensinou na prática como levávamos a sério a UJS ser maior que o Partido, reunindo a juventude socialista. Era um cara que era povo. No meio dos secundaristas, dos trabalhadores, da massa, ele era peixe dentro d'água. Torcedor Tricolor (Fortaleza) fanático, puxador de palavra de ordem, lembro dos pulinhos dele, com os pés unidos, cantando as mais fuleiras palavras de ordem que eu já ouvira. Formiguinha, vovó, elefante, todo tipo de loucura e todo os gritos da TUF. Dirigente sindical da CTB Ceará, pai, meu amigo, mais um da minha geração que tomba diante de o Brasil ter se tornado uma ameaça à vida, à saúde pública global. 

Caverna não morreu só de COVID, ele não sobreviveu ao governo Bolsonaro. Você, que me lê, sabe se nós sobreviveremos?! 

Não é uma questão teórica, mas político-prática. Não foi individual. As pessoas morrem por falta de vacina, por projeto, por corrupção descarada, pelo culto à ignorância, à burrice, ao crime. Nós estamos perdendo pessoas, inteligências, amores e isso é um problema político. Nos EUA, lembrou-me um amigo, a saída foi pelas ruas e com a eleição, e é verdade. O PCUSA resumiu, à época: tem de votar no Biden e mudar a política. Não podia vacilar. E deu certo. 

No Brasil, mudaram bastante as coisas nos últimos dois meses e Lula retoma um digno protagonismo.  A hora é de apostar na unidade, na ousadia, na esperança, na iniciativa política. Vislumbra o povo brasileiro retomar o governo? Sim, nós podemos. 

Que fazer? No curso da CPI, o que fazer? Qual a unidade, quais as ações que possam parar o genocídio? Responder é o nosso compromisso com cada um que perdemos, com o nosso futuro, com a vida, com o Brasil. 

Temos de lutar muito mais, unir muito mais, mudar o jogo! Retomar a vida, a democracia, o Brasil, cobrar tantos crimes contra o povo brasileiro, é nosso compromisso, é a saída, é como sobreviveremos! Leonardo Caverna, presente! Fora Bolsonaro Genocida!

NOTA DE PESAR - Leonardo Caverna, Presente, Hoje e Sempre - CTB-CE

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar (...)
Apenas começamos.
Legião Urbana
 
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ceará - CTB-CE chora lado a lado com o povo cearense, no cotidiano luto da Nação Brasileira, que sangra com a morte diária de milhares de seus filhos e filhas, nesta que é a maior tragédia da História do Brasil, o Genocídio durante a COVID pelo governo de Jair Bolsonaro. 

Hoje, dentre as milhares de vítimas que não podemos normalizar, perdemos o nosso querido Leonardo Andrade Leite, o Leonardo Caverna, dirigente estadual da CTB-CE, um jovem pai, e destacado militante do PSB, filho dos dirigentes sindicais cetebistas e históricos socialistas, Maria Andrade e Joacy Leite a quem estendemos nosso solidário abraço nessa hora de dor.


Leonardo foi um dos líderes do Fora Collor em Fortaleza, ainda no movimento estudantil secundarista e era o principal militante do PSB na UJS na década de 1990. Foi diretor do DCE Unifor, onde cursou Ciências Sociais. Desde sempre uma força de alegria, sinceridade. Leonardo Caverna jamais se retirou da luta.

Leonardo e cada um(a) que perdemos, nós, que estamos todos ameaçados, sabemos que se está a morrer por uma doença que tem vacina. Não é um problema individual de saúde que o Brasil tenha se tornado um lugar impossível de se sobreviver, uma ameaça sanitária global. É preciso deter o genocídio pois a morte é resultado direto da politica de Bolsonaro. É ele ou nós.


Leonardo, nosso amigo, nosso irmão, pai, filho, companheiro, essa pessoa e todas as centenas de milhares que perdemos, não sobreviveram ao governo Bolsonaro. Perdemos mais um brasileiro por conta da negligência deste governo negacionista irresponsável.

Transformaremos toda nossa dor e indignação em luta em defesa da vida do nosso povo:
Vacina, Pão, SUS e Educação!
Fora Bolsonaro!
Leonardo Caverna, Presente, Hoje e Sempre.
 

NOTA DE PESAR E nossa história não estará pelo avesso Assim, sem final feliz Teremos coisas bonitas pra contar...

Publicado por CTB Ceará em Sábado, 8 de maio de 2021

domingo, 11 de abril de 2021

Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva no SoundCloud

 Minha homenagem às vítimas do Covid.

É um genocídio, não precisavam ter morrido, foram vítimas da irresponsabilidade de um governo incompetente que tornou a vida dos Brasileiros.

Perdemos Júlio Sales, líder secundarista de minha geração, perdemos Sodré, perdemos Jocélio, filho de Josenias, jovens, que tragédia...

#ForaBolsonaro

#Vacinaparatodos

sábado, 10 de abril de 2021

Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva

 Julio Salas, Michel Sodré, Jocélio, 3 jovens vítimas do genocídio de Bolsonaro...

Para eles e tantos que não precisavam ter partido, p/ nós q lutamos pela vida.

Ouça Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva no #SoundCloud

https://soundcloud.app.goo.gl/PWf59 


domingo, 7 de fevereiro de 2021

Homenagem do Portal Vermelho a José Carlos Ruy ( e nossa, também)



José Carlos Ruy (1950-2021), um jornalista e um intelectual comunista

https://vermelho.org.br/2021/02/02/jose-carlos-ruy-1950-2021-um-jornalista-e-um-intelectual-comunista/


José Carlos Ruy, o meu irmão brasileiro

https://vermelho.org.br/2021/02/03/jose-carlos-ruy-o-meu-irmao-brasileiro/



Urariano Mota: Para o camarada Ruy, o amigo clássico que hoje faleceu

https://vermelho.org.br/2021/02/02/urariano-mota-para-o-camarada-ruy-o-amigo-classico-que-hoje-faleceu/



PCdoB enaltece legado de José Carlos Ruy

https://vermelho.org.br/2021/02/02/pcdob-enaltece-legado-de-jose-carlos-ruy/



Viva o povo brasileiro! Viva José Carlos Ruy!

https://vermelho.org.br/coluna/viva-o-povo-brasileiro-viva-jose-carlos-ruy/



Lá se vai Ruy, comunista, pensador do Brasil, boa praça, boa gente

https://vermelho.org.br/2021/02/02/la-se-vai-ruy-comunista-pensador-do-brasil-boa-praca-boa-gente/



Tim, tim, querido camarada e amigo José Carlos Ruy

https://vermelho.org.br/2021/02/02/tim-tim-querido-camarada-e-amigo-jose-carlos-ruy/



As homenagens e saudades pela perda de José Carlos Ruy

https://vermelho.org.br/2021/02/03/as-homenagens-e-saudades-pela-perda-de-jose-carlos-ruy/


José Carlos Ruy é homenageado por escola de formação do PCdoB

https://vermelho.org.br/2021/02/07/jose-carlos-ruy-e-homenageado-por-escola-de-formacao-do-pcdob/


Ruy, por Joana Rozowykwiat

https://vermelho.org.br/prosa-poesia-arte/ruy-por-joana-rozowykwiat/

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Perdemos o querido Zezinho, militante exemplar do PCdoB-PE



Não são fáceis os dias que estamos vivendo. Hoje tem sido um tanto mais difícil. Nos despedimos de Zezinho. Um baque no...

Publicado por Luciana Santos em Quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

COMANDANTE ZEZINHO, PRESENTE! 

Luciano Siqueira 

Outro dia foi Moacir, torneiro mecânico, líder metalúrgico, dirigente do PCdoB em Pernambuco. Lúcido e decidido combatente por décadas.

Hoje, José Inácio Barbosa, de origem camponesa, sindicalista no início dos anos 60, também dirigente estadual do PCdoB. 

Zezinho, como todos o chamamos (Manezinho para os baianos, onde militou na clandestinidade no duro tempo da ditadura militar), aos 85 anos resistiu até o último instante. A Covid-19, conjugada a enfermidades crônicas, finalmente o subjugou.

Zezinho e Moacir, guerreiros sempre. Daqueles cuja presença em nossas fileiras inspira um permanente chamamento à luta. 

Pois o PCdoB é assim: feito da teoria científica marxista, descortino programático, sagacidade tática, compromisso com a classe e o povo e múltiplas vivências pelos tortuosos caminhos da História. 

E por gente como Moacir e Zezinho.

Procuro em meus arquivos uma foto de Zezinho e em todas as que encontro vejo estampada no seu rosto a alegria de viver e de lutar. Opto por uma em que estamos juntos ele, Luci e eu numa das últimas manifestações de rua no Recife, pré-pandemia. Ele sorridente, braço erguido e punho cerrado. 

Em nossas reuniões, invariavelmente era aplaudido e saudado com o grito de guerra “Zezinho, guerreiro/do povo brasileiro!”

Pronunciava-se manuseando anotações feitas em letra oscilante, à semelhança de um traçado de eletrocardiograma. Ideias centradas, ditas em tom entusiasmado.

Num dos Congressos do PCdoB, creio que o 8º, um dos nossos quadros dirigentes nacionais da época expôs na tribuna ideias discrepantes da linha geral do Partido. No plenário divisei a figura de Zezinho a sair do seu lugar, percorrer todo o ambiente até me encontrar numa das últimas filas:

 “- Por que isso, camarada?”, me arguiu, preocupado com a unidade partidária.

De certa feita, na sede do Partido no Recife, o camarada Renato Rabelo me pedira notícias dele: 

– Bem, como sempre; mas nos últimos dias anda enfraquecido por uma gripe muito forte, respondi.

Mal terminara de falar, entrou na sala o “comandante” Zezinho, bandeira do PCdoB à mão. Perguntamos pela sua saúde:

- Camaradas, fui ali numa passeata nos Coelhos, fiz uma agitação, já estou melhor!...

Tal como Moacir, que padecia de doença respiratória crônica, Zezinho jamais se deixou abater pelas dificuldades. 

Para ambos valia o dizer de Diógenes Arruda: “a revolução será uma festa de pão e rosas”. 


 

Tristíssimo com a morte do querido camarada Zezinho do Pernambuco... Temos que transformar essa tristeza toda em um...

Publicado por Paulo Vinícius em Quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Coletivizando no Youtube