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quarta-feira, 13 de abril de 2022

50 anos da guerrilha do Araguaia: Osvaldo Bertolino, Romualdo Pessoa e participação especial Luciana Santos - Portal Vermelho e TV Grabois

 Veja na TV Grabois

12 de abril de 1972, há 50 anos se iniciava a Guerrilha do Araguaia

Assista nesta terça (12), as 19h, a live comemorativa desta luta contra a ditadura militar

 

Militantes, dirigentes e a população camponesa que vivia na região do baixo Araguaia protagonizaram uma história de resistência e luta pela liberdade e pela democracia. A Guerrilha tem sido alvo de estudos acadêmicos, reportagens, filmes que buscam trazer à tona os acontecimentos políticos e a história daqueles personagens que foram brutalmente cassados, torturados e mortos pelas forças da ditadura militar.

Nesta terça-feira (12), às 19h, a TV Grabois e o PCdoB transmitem a live “50 Anos da Guerrilha do Araguaia”, para relembrar a luta dos comunistas que resistiram à ditadura na maior ação revolucionária contra os militares.

 

Dentre os historiadores que pesquisaram sobre a guerrilha, destacamos Romualdo Pessoa Campos Filhos, autor do livro Guerrilha do Araguaia, a esquerda em armas. Em artigo, publicado no ano de 2017, Romualdo destaca a importância de se ter rompido o silêncio em torno da Guerrilha.

Dentre os dirigentes do PCdoB destacados para comandar a Guerrilha estava Maurício Grabois, morto em dezembro de 1973.

Em 2015, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação penal na Justiça contra dois militares da reserva do Exército por crimes ocorridos durante a Guerrilha. Lício Augusto Ribeiro Maciel – conhecido na época da ditadura como major Asdrúbal – foi acusado pelos homicídios dos militantes André Grabois, João Gualberto Calatrone e Antônio Alfredo de Lima e pela ocultação dos cadáveres das vítimas. Sebastião Curió Rodrigues de Moura – conhecido na época como doutor Luchini – foi denunciado pela ocultação dos cadáveres.

Para o presidente da Fundação Maurício Grabois, Renato Rabelo, “A resistência armada do Araguaia conduzida pelo PCdoB foi realizada num período dos mais duros da ditadura, sem nenhuma liberdade política para o povo e constante repressão sanguinária”.

Na passagem dos 50 anos da Guerrilha, assista o vídeo que conta um pouco dessa história.

 

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Luto: Morre o jornalista Duarte Pereira - Portal Vermelho





No final da década de 1960 e início de 1970, Duarte Pereira foi dirigente da Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML) e, também, um de seus ideólogos. Dele, por exemplo, partiu a proposta de unificação daquela organização com o PCdoB.


por Cezar Xavier

Publicado 12/08/2021 21:49 | Editado 13/08/2021 00:35
Morre Duarte Pereira, aos 82 anos

Morreu nesta quinta-feira (12), o jornalista Duarte Brasil Lago Pacheco Pereira, aos 82 anos. O dirigente nacional da Ação Popular faleceu em decorrência de um câncer.

No final da década de 1960 e início de 1970, Duarte Pereira foi dirigente da Ação Popular Marxista-Leninista (AP-ML) e, também, um de seus ideólogos. Dele, por exemplo, partiu a proposta de unificação daquela organização com o PCdoB.

Nascido em 1939, em Salvador, Duarte era formado em Direito pela UFBa, e teve, em 1962, decisiva atuação na criação da Ação Popular. Teve papel importante na transformação teórico-ideológica desta entidade estudantil que, a partir de março de 1971, passou a se denominar Ação Popular Marxista Leninista.

Desde 1965, na cidade de São Paulo, trabalhando como jornalista, Duarte Pereira participou da criação da revista Realidade e foi um dos principais colaboradores de Movimento, jornal da imprensa alternativa que fazia um firme combate à ditadura militar e aglutinava jornalistas, sindicalistas, intelectuais, acadêmicos e artistas – progressistas e de esquerda – em defesa da redemocratização do país.

Com consistente formação teórica marxista, Duarte Pereira foi um fértil autor de artigos sobre temas diversos e aprofundados publicados na imprensa alternativa e comercial, mesmo na clandestinidade sob pseudônimo. Desde 1966 até anos recentes, escreveu sob a perspectiva do socialismo revolucionário, questões políticas, ideológicas e sociais em diferentes conjunturas políticas brasileiras e internacionais.
Leia também:

Renato Rabelo: Integração de AP ao PCdoB é grande contribuição de Duarte Pereira

Duarte Pereira – o socialismo pensado com rigor


Conheça a trajetória e pensamento de Duarte Brasil Pacheco Pereira reunido em dossiê pelo portal Marxismo21

terça-feira, 30 de junho de 2020

quinta-feira, 17 de março de 2016

25 advogados do escritório que defende Lula foram grampeados - Portal Vermelho

25 advogados do escritório que defende Lula foram grampeados - Portal Vermelho

O juiz federal Sergio Moro não quebrou o sigilo telefônico apenas de Roberto Teixeira, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas também do telefone central da sede do escritório dele, o Teixeira, Martins e Advogados, que fica em São Paulo. Com isso, conversas de todos os 25 advogados da banca com pelo menos 300 clientes foram grampeadas.

Por Marcos de Vasconcellos** e Sérgio Rodas**


Sergio Moro autorizou grampo em telefone central de escritório. A interceptação do número foi conseguida com uma dissimulação do Ministério Público Federal. No pedido de quebra de sigilo de telefones ligados a Lula, os procuradores da República incluíram o número do Teixeira, Martins e Advogados como se fosse da Lils Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente.

E Moro autorizou essa escuta por entender que ela poderia “melhor esclarecer a relação do ex-Presidente com as empreiteiras [Odebrecht e OAS] e os motivos da aparente ocultação de patrimônio e dos benefícios custeados pelas empreiteiras em relação aos dois imóveis [o triplex no Guarujá (SP) e o sítio em Atibaia (SP)]”.

A inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente está prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994). Segundo a norma, é um direito do advogado “a inviolabilidade de seu escritório ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondência escrita, eletrônica, telefônica e telemática, desde que relativas ao exercício da advocacia”.

Porém, essas autorizações de interceptação de Sergio Moro mostram, segundo Roberto Teixeira e seu sócio, Cristiano Zanin Martins, que ele não respeita a defesa e o trabalho dos advogados. Para eles, o juiz “se utiliza do Direito Penal do Inimigo, privando a parte do ‘fair trail’, ou seja, do julgamento justo”.

E mais: o monitoramento do celular de Teixeira, conforme os representantes de Lula, “significa que a intenção do juiz e dos membros do Ministério Público foi a de monitorar os atos e a estratégia de defesa do ex-presidente, configurando um grave atentado às garantias constitucionais da inviolabilidade das comunicações telefônicas e da ampla defesa”.

Um exemplo disso é a interceptação da ligação que o petista fez para Teixeira no momento em que policiais federais foram à sua casa no dia 4 de março para conduzi-lo coercitivamente para depor. Assim, Moro e os membros do MPF e da PF já sabiam de antemão qual seria a estratégia de defesa que Lula usaria no interrogatório conduzido pelo delegado Luciano Flores de Lima.

Na visão de Zanin Martins e Teixeira, a justificativa do juiz federal para grampear o telefone do advogado — o fato de ele ter assessorado Jonas Suassuna e Fernando Bittar na aquisição do sítio de Atibaia — é a maior prova de que ele foi interceptado “por exercer atos privativos da advocacia — o assessoramento jurídico de clientes na aquisição de propriedade imobiliária — e não pela suspeita da prática de qualquer crime”.

Os dois profissionais lembram que essa não foi a primeira vez que Sergio Moro praticou um “ato de arbitrariedade” contra advogados. Para exemplificaram, eles destacaram que, no julgamento do Habeas Corpus 95.518, pelo Supremo Tribunal Federal, existem registros de que o juiz monitorou ilegalmente representantes dos acusados, “e por isso foi seriamente advertido pelos Ministros daquela Corte em 28.05.2013”.

Os sócios do escritório ainda alegaram que o fato de Sergio Moro atuar em um só caso, e com “pretensa jurisdição universal”, viola o devido processo legal e todas as garantias a ele inerentes.

Pedido à OAB

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins pediram que as seccionais de São Paulo e do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil tomem “todas as providências cabíveis em relação a esse grave atentado ao Estado Democrático de Direito”.

Nas petições a essas instituições, eles argumentaram que “não se pode cogitar de erro” no fato de o MPF ter pedido – e Moro autorizado – a quebra do sigilo do telefone central da banca como se ele fosse da empresa Lils. Isso porque durante os quase 30 dias da interceptação, foram ouvidas diversas gravações que já começavam com a identificação do escritório de advocacia.

Marcos da Costa determinou que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteção e defesa das prerrogativas".

Cristiano Zanin Martins ainda ressaltou que espera que esses pedidos sejam encaminhados ao Conselho Nacional de Justiça, que pode tomar providências disciplinares contra Moro. O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, deferiu o pedido e determinou que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteção e defesa das prerrogativas dos advogados”.

Entidades criticam

A OAB-RJ não perdeu tempo e já manifestou seu repúdio à decisão de Sergio Moro que autorizou as escutas do escritório. “Tal expediente, além de violar frontal e inequivocamente prerrogativa do advogado acerca da inviolabilidade telefônica quando inerente ao exercício da advocacia (artigo 7º, inciso II, da Lei 8.906/94), atenta gravemente contra as bases do Estado Democrático de Direito”.

Em nota, a Comissão de Prerrogativas da entidade disse que a ordem do juiz federal “representa vertente da lamentável tentativa de criminalização do exercício da advocacia”, e que trata o advogado como se fosse seu cliente.

O Movimento de Defesa da Advocacia, por sua vez, declarou que, em um Estado Democrático, não se pode admitir “qualquer relativização dos Direitos consagrados no artigo 7º da Lei 8.906/94, inclusive a inviolabilidade de correspondência telefônica, independentemente do fim a que se presta”.

Ataques de especialistas

Advogados como Wadih Damous, que também é deputado federal (PT-RJ), Alberto Zacharias Toron, Pedro Serrano e Fernando Fernandes também criticaram os grampos das conversas entre Lula e Teixeira, apontando que isso fere a inviolabilidade da comunicação entre advogado e cliente prevista no artigo 7º do Estatuto da Advocacia.

Segundo eles, a medida viola a Constituição e a Lei de Interceptações Telefônicas (Lei 9.296/1996), e ameaça o Estado Democrático de Direito.




*Marcos de Vasconcellos é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.
**Sérgio Rodas é repórter da revista Consultor Jurídico.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Jornalista esportivo José Trajano: Vamos nos unir para combater o golpe em marcha - Portal Vermelho

O jornalista José Trajano convocou a população, através da TV Vermelho, para ir às ruas contra o golpe da direita. Para o consagrado jornalista esportivo, “é hora de colocar as divergências partidárias de lado e nos unirmos contra o golpe em marcha, defender a democracia, a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula”.

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