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sexta-feira, 20 de março de 2026

PCdoB Fortaleza lança Carta à militância em seu 104° Aniversário e divulga programação.


Arte do 104° aniversário do PCdoB no Ceará 

PCdoB Fortaleza lança Carta à militância e simpatizantes em seu 104° Aniversário e divulga programação.

Para celebrar seu 104º Aniversário, o PCdoB Fortaleza lançou uma carta para a militância, amigos e a população de Fortaleza e divulga as atividades de aniversário da legenda comunista, defendendo o fim da Escala 6x1, denunciando o Feminicídio e a violência contra as mulheres e chamando a necessidade de unir o Brasil em torno da pré-candidatura de Lula a Presidente. Veja a seguir a carta e a programação.

104 anos do PCdoB
Pelo fim da escala 6x1, em defesa do Brasil e das mulheres, e Lula Presidente!


Camarada

Neste março de 2026, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comemora seus 104 anos, uma vida inteira de luta e vitórias pelos sonhos do povo brasileiro.
Somos o primeiro partido da classe trabalhadora. Sempre defendemos a democracia, e nossos melhores militantes tiveram a vida ceifada na luta pela liberdade, contra ditaduras e golpes. Neste março, mês das Mulheres, o PCdoB é dirigido pelas camaradas Nádia Campeão e Luciana Santos. Lutamos por direitos iguais e pela vida e precisamos de mulheres e homens num Pacto Nacional contra o Feminicídio que destrói vidas e famílias. 

Fomos pioneiros na luta da Reforma Agrária e sempre valorizamos a contribuição dos negros e povos indígenas e combatemos o racismo estrutural desde seu nascedouro. O deputado e escritor Jorge Amado foi autor da Lei da Liberdade Religiosa na Constituição de 1946. O PCdoB defende o estado laico e o respeito e convivência entre todos os credos e até por quem não crê. O PCdoB é um partido da luta das mulheres e do respeito à diversidade, contra crimes baseados em ódio e preconceito que atingem mulheres e as populações LGBTQ, negra e pobre. Amar o Brasil é lutar pelo povo na sua diversidade, por sua união e progresso.

O PCdoB defende o Brasil contra a ganância do imperialismo que quer tomar riquezas e escravizar os povos. Lutamos pela PAZ, contra intervenções militares que mentem e matam, violam a soberania de países, oprimem o povo e impõem governos entreguistas. Nossa Ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, presidenta licenciada do PCdoB, trabalha para o Brasil ter indústria, tecnologia, saúde de ponta e para vencer monopólios de internet que querem nos dominar ao semear mentiras, preconceito e ódio.

Lute ao nosso lado pelo Fim da escala 6×1 e contra a superexploração, contra uma elite de banqueiros que nos exploram com juros altíssimos. Venha defender um Brasil desenvolvido e soberano, unido à América Latina e aos BRICS por paz e desenvolvimento.

Tantas lutas precisam do PCdoB, de seus filiados(as), de militantes e de deputados(as) estaduais e federais, lutando com talento e conhecimento para apoiar o Presidente Lula e defender o Brasil. 
Participe das comemorações dos 104 anos do PCdoB! Vamos juntos com Lula, fazer avançar o Brasil e o Ceará!


PROGRAMAÇÃO DO 104° Aniversário do PCdoB em Fortaleza


- Entrega da Comenda Socorro Abreu - 18/ 3 às 18h, no Sindicato dos Bancários, R. 24 de Maio, 1289 




Ingresso: R$50 no fone 85 98765-8707

- Feijoada e Aniversário do PCdoB - 25/3, meio-dia, R. Paulino Nogueira, 91, no Quintal do Samba

- Ato pelos 104 anos do PCdoB no Polo da Sargento Hermínio - 29/3, às 11h 

- Sessão Solene na Assembleia Legislativa - 1° de Abril, às 17h, Plenário 13 de Maio da ALECE

- Ato Político Nacional - 25 de Março de 2026, às 19h - Transmissão ao vivo pelo canal do PCdoB no Youtube



Entre em contato:
Av. da Universidade, 3199, Benfica
85 3281 9217
www.pcdob.org.br
@pcdobfortaleza


segunda-feira, 16 de março de 2026

Entrega da Comenda Socorro Abreu, em 18/3, no Sindicato do Bancários do Ceará - 1a parte

O PCdoB convida para o tradicional evento de entrega da Comenda Socorro Abreu, onde todos os anos no mês de março homenageia oito Mulheres!

A homenageadas de 2026
🌹Ana Lúcia de Sousa Barros ( Lucinha ) 

🌹Catarine Rocha Silva

🌹Erivania Bernardino Cruz

🌹Isabela  Vitória Simplício da Silva

🌹Jeane Freitas Paixão de Sousa

🌹Mayara Pessoa Viana da Silva

🌹Maria de Fátima Bandeira de Paula

🌹Rossana Barros Silveira

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Sarau do Cebolão HOJE, 15/8, 18h, Agosto Lilás - Pela vida das mulheres

SARAU DO CEBOLÃO - AGOSTO LILÁS, HOJE, 15/8, 18H, NO SETOR BANCÁRIO SUL

SAMBA COM ANNA CHRISTINA E BANDA 

POESIA COM 

LADY CALI 
ANNAPURNA
NATIVA NA VOZ

POESIA E SAMBA PELA VIDA DAS MULHERES

O Sarau do Cebolão deste mês de agosto chega com o tom roxo da resistência e da esperança. Em sintonia com o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher, reunimos arte, voz e presença para afirmar: nenhuma a menos.

Vai ter poesia e as poemas, mulheres que escrevem com a força de quem sobrevive e samba. Teremos a voz potente de Anna Christina com os sambas mais belos do Brasil. Um encontro para celebrar a vida, espalhar informação e fortalecer redes de cuidado.

Venha somar sua escuta, sua palavra e sua dança nessa roda onde a cultura é semente de transformação.

O Sarau do Cebolão é uma realização do sindicato dos Bancários de Brasília, da Secretaria de Política Sindical, da CUT e da CTB. 
Apresentação - Rafael Guimarães 
Produção - Hélder Nascimento 


@saraudocebolao_

VIVA SEM VIOLÊNCIA

O Sindicato dos Bancários de Brasília recebe denúncias de violência contra as mulheres, no canal chamado "Viva Sem Violência", que pode ser acessado via Whats App através do número (61) 99292-5294

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Maria Prestes, guerreira da luta pelo socialismo - Luciana Santos - PCdoB de Luto


Luciana exalta a militante comunista como uma das militantes que atravessou todas as lutas pelo socialismo desde sua juventude, acompanhando o líder comunista Luiz Carlos Prestes desde os anos 1950, até sua morte em 1990.

Maria Prestes e luta pela memória de Luiz Carlos Prestes

A presidenta nacional do Partido Comunista do Brasil e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, divulgou nota de pesar pelo falecimento de Maria Prestes, nesta sexta-feira, 4 de fevereiro, em decorrência de covid.

Luciana exalta a militante comunista como uma das militantes que atravessou todas as lutas pelo socialismo desde sua juventude, acompanhando o líder comunista Luiz Carlos Prestes desde os anos 1950, até sua morte em 1990.

Ela também destaca a amizade e carinho que o PCdoB mantinha por ela, que juntos produziram alguns gestos em honra da memória de Luiz Carlos Prestes e sua luta árdua que atravessou todo o século XX.Leia a íntegra da nota:

Maria Prestes, grande brasileira, guerreira da luta pelo socialismo

Com imenso pesar, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) registra o falecimento, aos 92 anos, nesta sexta-feira (4) de dona Maria Prestes, personalidade de destaque na luta do povo brasileiro.

Maria Prestes, ao longo de mais setenta anos de militância comunista, deixa um grande legado revolucionário. Expressamos, neste momento de dor, nossa solidariedade aos familiares – entre os quais, Ana Maria Prestes, da direção nacional do PCdoB, neta de dona Maria –, amigos e camaradas. Nossos sentimentos mais afetuosos e profundos.

Desde os 13 anos de idade, no final da primeira metade do século passado, engajada, ao lado do pai, João Rodrigues Sobral, dirigente do PCB, Maria Prestes percorre a história brasileira participando como militante comunista de grandes lutas nacionais.

Enfrentou as garras do Estado do Novo e do governo do general Eurico Gaspar Dutra, e depois a truculência da ditadura militar. Padeceu em prisões, enfrentou dificuldades extremas, inerentes à vida do povo, e, depois, o exílio. Mas, apesar dessas agruras, dona Maria tinha resistência, fibra, convicções, compromissos revolucionários com a classe trabalhadora, de quem era filha, e com o socialismo, cuja bandeira sempre manteve ao alto.Em 1952, quando tinha apenas 20 anos de idade, o Partido designou dona Maria para a segurança de Prestes em São Paulo. Depois de algum tempo, na clandestinidade, dona Maria e Prestes se casaram e tiveram sete filhos.

Após o golpe de 1964, Prestes, então líder máximo do Partido Comunista Brasileiro (PCB), se exilou com a família na União Soviética, onde viveram por dez anos. Ao voltar ao Brasil, deixou aquela agremiação partidária, se filiou ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), liderado por Leonel Brizola, do qual foi presidente de honra.

Após a morte de Prestes, em 7 de março de 1990, dona Maria seguiu firme na luta pelo socialismo e pelos direitos povo. E, também, junto com seus filhos, filhas, netos e netas, se dedicou a disseminar às novas gerações o legado revolucionário do “Velho”, seu companheiro e camarada Prestes.

Foi amiga estimada do PCdoB, participando de atividades como a restituição simbólica pelo Senado do mandato de Prestes, eleito em 1945 e cassado em 1948, em 22 de maio de 2013, por iniciativa do senador comunista Inácio Arruda. Em 2014, a Fundação Maurício Grabois produziu um documentário em vídeo e livro sobre sua passagem pelo trajeto da Coluna Prestes no Rio Grande do Sul, acompanhada dos filhos do casal Mariana e Luís Carlos. A Fundação Maurício Grabois, também, apoiou uma das edições de seu livro, Meu companheiro, 40 anos ao lado de Luiz Carlos Prestes. Participou, ainda, de atividades da Escola do Partido.

A luta pelo socialismo perde uma de suas guerreiras, mas seu exemplo e legado enchem de esperança os que seguem levantando sua bandeira e inspiram as novas gerações que seguirão seu caminho. O PCdoB, comovido e honrado por ter convivido e se enriquecido com suas contribuições, rende as mais sentidas homenagens à sua memória. Dona Maria viverá para sempre na memória e na luta dos que batalham por um mundo de paz e justiça.

Recife, 4 de fevereiro de 2022

Luciana Santos

 

Veja também:

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Pelo DIREITO À CRECHE - Nágyla Drumond


Me perdoem os que pensam diferente, mas, eu adorava deixar minha filha na creche às 7 horas da manhã e buscá-la às 17horas com banho já tomado e, muitas vezes, com lanche do finzinho de tarde. Adorava. Eu trabalhei, estudei e militei de maneira mais tranquila durante 9 anos. Sim, Clarice saiu da creche e ficou em tempo integral até o 4° ano. Mudou de Colégio e a distância me fez optar por transporte escolar de ida e volta, o que nos fez economizar tempo e dinheiro.
Fiz o primeiro ano de mestrado grávida e raríssimas vezes tive que levá-la ao trabalho, ou pra faculdade (mestrado e doutorado), ou mesmo pra atividades militantes. Tudo bem que só houve amamentação por 120 dias, o que nos deixou "mais independentes" uma da outra, mas, sempre tentei preservar o espaço dela e o meu, compreendendo que eu já havia parido e que não poderia carregá-la como se o cordão umbilical não houvesse sido cortado.
Sempre recebi críticas: veladas e/ou descabidas. Sempre. Piadas. Olhares tortos. Chegavam a dizer que parecia que eu nem era mãe pq parecia que Clarice não reclamava, não adoecia, não chorava.... O povo é escroto demais, né, não?
Sempre tive um suporte emocional fundamental em nossas vidas. Minha mãe assumiu Clarice como dela, tbm. Meu irmão e pai, idem. Sempre estabelecemos redes de apoio e cuidado entre minha filha e seus amigos de colégio. A escola para ela e para nós sempre foi um potente espaço de sociabilidade e formação de redes de solidariedade.
Eu tentei priorizar a qualidade de nosso tempo juntas. Há momentos exclusivamente nossos. Tentando fazer com que ela entenda, desde cedo, que somos pessoas diferentes, com necessidades diferentes, embora compartilhemos a mesma casa e os mesmos cuidados uns com os outros. Ela cresceu sabendo que assumimos tarefas conosco e consigo mesmos e que isso nâo tira a nossa individualidade, principalmente, qdo somos mulheres, este "ser" que o mundo inteiro quer frescar e dizer o que fazer.
Crianças têm o direito de brincar, de ter seu espaço. Para mães e pais que trabalham demais, não tenhamos culpa. Não fiquemos a carregar nossos meninos pra cima e pra baixo, como se eles não precisassem de uma rotina; precisam, necessitam. Construamos mais redes de solidariedade e maternagem e pensemos mais em nossa saúde mental. Cuidar é bom. Cuidar cansa demais. Cuidar é necessário demais. É tarefa de uma vida inteira. E por isso mesmo, não podemos queimar todos os nossos cartuchos de vitalidade de uma só vez, na infância de nossos filhos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Graças à Luta, STF reverte monstruosidade da Deforma Trabalhista contra Grávidas e Lactantes


O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (29), por maioria dos votos, que grávidas e lactantes não podem exercer atividades consideradas insalubres. A ação julgada nesta quarta-feira foi apresentada em abril de 2018 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos.

Carlos Moura/STF
 Plenário do STF durante julgamento da ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. Plenário do STF durante julgamento da ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos. 
A entidade questionou um trecho da nova lei trabalhista que permitiu o trabalho de gestantes e lactantes em atividades insalubres, exceto em caso de atestado médico.

Para a líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-BA), a reforma de Temer foi desmascarada mais uma vez. À época, a bancada comunista já apontava a inconstitucionalidade do tema.

“Anos depois de aprovada, e que impactou a vida de milhões de brasileiras, reforma trabalhista é desmascarada mais uma vez. STF dá como inconstitucional trecho da lei que admite trabalho de grávidas e lactantes em locais insalubres. Nós avisamos”, destacou a parlamentar em sua conta no Twitter.

O trecho questionado pela confederação estava suspenso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, e agora o plenário do STF analisou o caso de maneira definitiva. Durante a sessão, Moraes votou novamente a favor de derrubar o trecho. Conforme o ministro, a proteção em relação a trabalho insalubre tem "direito instrumental protetivo" para a mulher e para a criança.

"Não é só a salvaguarda da mulher, mas também total proteção ao recém-nascido, possibilitando convivência com a mãe de maneira harmônica, sem os perigos do ambiente insalubre", acrescentou o ministro.

Segundo o voto de Alexandre de Moraes, a mulher grávida ou lactante deverá ser realocada para outra atividade ou receber licença, caso a realocação não seja possível.



Fonte: PCdoB na Câmara

terça-feira, 27 de junho de 2017

Manuela D'Ávila debate transtorno de imagem e dano psíquico às mulheres - Do Facebook

Eu tenho transtorno de imagem (ou distorção de imagem corporal).

Esses dias minha sobrinha de sete anos respondeu a uma brincadeira minha com a seguinte frase: "cada vez mais tenho certeza que tu tens aquela doença que a pessoa se acha gorda", fazendo menção a anorexia.
Não, não tenho. Nunca tive.

Depois que Isadora me disse isso, decidi voltar pra terapia para enfrentar um problema escondido de mim mesma e visível para muitos. Decidi tratar dessa doença contagiosa antes que ela contamine minha filha.

Algumas pessoas sabem que eu fui obesa até os 17 anos. A obesidade fez de mim essa pessoa que "debocha de si mesma", para que os outros não precisem debochar. A obesidade fez de mim a divertida, a líder de turma, a corajosa. Eu precisava mostrar que meu corpo não importava. E ele, de fato, importava pouco. Eu era tão segura de mim que as pessoas não ligavam muito para o fato de eu pesar cem quilos. 
Mas eu sabia o que era não ter onde comprar roupas tamanho 48 ou 50. Claro, existem as lojas pra gordo, mas eu queria as mesmas roupas de minhas colegas.
Eu sabia o que era ouvir que eu não era feminina pois afinal, mulheres femininas andam de Mini saia e Mini blusa (chamava assim em minha adolescência). Mulheres femininas não usam camiseta larga e calça preta. 
Eu sabia e um dia decidi emagrecer. E emagreci, afinal sou uma das pessoas mais determinadas que eu conheço. Emagreci 40 quilos. Entrei no terceiro ano do ensino médio gorda e formei magérrima. Não fiz nada de errado, apenas reeducação alimentar. Passei a comer bem, regrada e com horários.

Passaram muitos anos e eu engordei - um pouco - apenas duas vezes: quando parei de fumar (doze quilos) e na gestação de Laura (dezoito).

ao contrário do que as pessoas imaginam nunca fiz loucuras muito loucas para perder peso. Apenas todas as dietas - razoavelmente - saudáveis. O meu problema não reside aí. Até porque eu perco peso com razoável facilidade.

O meu problema é que eu sempre me acho gorda. Mesmo quando estou um palito eu me vejo mais gorda do que estou.

Eu tenho um peso magro magro, um peso magro ideal e um peso magro limite (quase o que me considero gorda). Agora estou no magro limite. Racionalmente eu decidi comer o que sinto vontade. Eu amamento Laura, não durmo a noite, faço mestrado, sou deputada, faço roteiros pelo estado inteiro. Acho razoável que eu não faça grandes sacrifícios alimentares. Mas Eu disse "racionalmente".

Fora da razão eu odeio meu corpo 24 horas por dia. Basta minha cabeça não estar trabalhando que eu fico pensando em tudo o que eu poderia fazer se estivesse mais magra.

Ontem eu vi aquele filme EMBRACE - pelo amor de suas filhas, vejam!!! Chorei do início ao fim. É difícil para um homem entender ao que somos submetidas. E ainda mais difícil para uma mulher feminista como eu reconhecer o quão envolvidas podemos ser nessa trama de horror aos nossos corpos promovida pela indústria da moda, do entretenimento, da "saúde"...

Eu, que nunca quis agradar ninguém, que sempre dei minhas opiniões e mesmo que mudei de opinião quando quis, eu não consigo agradar a mim mesma. E como uma versão moderna do "anjo do lar", de Virgínia Woolf. E como se todas nós tivéssemos dentro de nós uma "Anja do corpo". Alguém que nos lembra o que comeria, quantas horas de exercício, que número de calça usaria uma verdadeira Anja do corpo.

Eu decidi enfrentar minha Anja do corpo. Decidi "embrace" (abraçar, aceitar) meu transtorno de imagem para que minha filha não sofra como eu sofro. Decidi falar sobre isso pois conheço mulheres lindas que odeiam seu corpos. Conheço mulheres que trabalhavam com seus corpos e não podem ficar velhas pois a Anja do corpo não fica velha.

Eu não sei o caminho. Mas decidi caminhar. Por Laura. Por todas as meninas. Por mim.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Renato Rabelo: Gilse, orgulho de uma grande combatente de minha geração

Gilse ao centro, com Juliana e Gilda, suas filhas
Quando soube da morte de Gilse, nestes momentos nos quais vivemos brutal retrocesso político e civilizacional, me assomou à recordação o exemplo dessa mulher, simples e imponente na luta libertária, exemplo vivo para nossa luta de resistência atual, crucial para o destino de nosso país.
Conheci Gilse ainda no tempo da Ação Popular. Destacada militante no enfrentamento à ditadura, atuante e destemida, revelou grande capacidade de liderança. Chegou a ser presa e brutalmente torturada enfrentou os esbirros do regime ditatorial – tudo magnificamente descrito por Luis Manfredini, no seu belo trabalho, “As moças de Minas”. Gilse é parte da minha geração, está entre as grandes lutadoras e lutadores dos quais temos imenso respeito e admiração.
Gilse se integrou conosco ao Partido Comunista do Brasil, em 1972. Ocupou a linha de frente nessa histórica decisão da ampla maioria da AP, demonstrando esta Organização seu caráter revolucionário na prática ao se incorporar ao PCdoB no momento em que este conduzia a intrépida resistência do Araguaia, sendo então o Partido o alvo principal da sanha do regime militar.
Já nos estertores da ditadura, Gilse e seu companheiro Abel são designados pela Direção nacional do PCdoB para se fixarem em Fortaleza, onde iniciaram minucioso e detido trabalho para reunir o Partido, que se encontrava disperso, em todo Estado do Ceará. Gilse se empenhou como sempre com audácia e, sobretudo, após a anistia em 1979, ela assume a presidência do PCdoB no Ceará, e em conjunto com as/os camaradas, amigos e simpatizantes nesse Estado remonta todo Partido. O Partido no Ceará tornou-se dos mais organizados no país, sendo implantado nos movimentos operário, estudantil e comunitário, na intelectualidade progressista, passando a eleger representantes no parlamento e ampliou crescentemente sua influência. É onde o PCdoB elege seu primeiro Senador, depois de Luís Carlos Prestes em 1946, o camarada Inácio Arruda.
Gilse, Presidenta do PCdoB no Ceará

Gilse também foi uma grande amiga nossa, minha e da minha companheira Conchita. Suas filhas, Juliana e Gilda foram forjadas nessa caminhada de vida clandestina e legal e sempre destemidas. Gilse demonstrando sua têmpera de lutadora enfrentou um câncer, chegando a ser considerado um caso desenganado, isso há mais de uma década. Continuou sem se desvanecer nenhum momento, sempre na luta para ajudar a construção do Partido em Minas Gerais. Hoje nos despedimos emocionados dessa brava militante comunista.
Adeus Gilse! Fica seu imenso legado de lutadora coerente e apaixonada pela nossa grande causa civilizacional, o socialismo!
RENATO RABELO
Presidente da Fundação Mauricio Grabois

sábado, 1 de abril de 2017

Nas ruas de Fortaleza e os caminhos da vitória do povo - Paulo Vinícius Silva

Tinha comprado uma passagem para Fortaleza, antes de baterem martelo no dia 31, como preparação da Greve Geral. E pude me somar à passeata alencarina, com mais de 20 mil pessoas, outra vez a andar pelos mesmos percursos que percorrera desde 1991. Que emoção.
Tantos lutadores e lutadoras de décadas, que me viram adolescente, tantos meninos e meninas despertando para a luta, e o filme passando pelas retinas da memória.
Dia de luta, dia de amor, dia de abraços, como tem sido ao longo dos já quase 26 anos de militância que completarei em maio. Cumpre registrar o grato encontro com meu professor de Geografia da 8a. série, professor Cícero, que nos pedira um trabalho escolar sobre a Ditadura Militar, instalada no fatídico 31 de março de 1964. Tal dever de casa me levou à pesquisa e à sede do PCdoB, ainda na rua São Paulo, em 1991, onde entrevistei o camarada Cabo Chico, e tudo começou.

Tive a alegria de rever esse meu professor, conhecer seu jovem filho, em meio à greve nacional da CNTE, nas ruas. E lembrar do que fui e me tornei, com grata satisfação.

Aproveito a oportunidade para refletir sobre a atividade, que expressa um grande capital da esquerda cearense, com lições para a mobilização popular que estamos a construir, ainda em um cenário bastante adverso. Nesse contexto, a mobilização cearense reuniu as virtudes mais importantes que, creio, necessitamos para esse tipo de ato e para o período atual, daí a razão do presente artigo.
Ao longo da marcha, pude encontrar militantes de 20, 30 anos de luta, e inclusive das gerações precedentes. Dirigiram a mobilização a partir de carros de som organizados ao longo da marcha, presentes as principais organizações de luta do povo cearense, com grande unidade. As centrais sindicais (CUT, CTB e INTERSINDICAL, CGTB, CONLUTAS) dirigiram a concentração, o trajeto e o ato final, sem exclusões, mas respeitando a amplíssima diversidade. Estudantes, trabalhadores(as), sem-teto, sem-terra, mulheres, religiosos, e a presença dos militantes do PT, PCdoB, PSOL, PDT, PSTU,  PPL, o MAIS e até os resistentes de luta que ainda restam no PSB, e a UJS e Levante, e inclusive organizações menores e peculiares, como a turma do Crítica Radical estavam ombro a ombro. Esse exemplo de unidade sincera e sem hegemonismo blinda a mobilização popular e dá um sinal imensamente positivo para a população.

Destaco também a organização da atividade. As alas claramente definidas ao longo do cortejo, reunindo categorias, movimentos e organizações políticas (bancários, professores, saúde, estudantes, juventudes, centrais), o que se somava à própria presença física dos e das dirigentes dos movimentos, assegurando estabilidade, clareza de palavras de ordem, coesão na marcha e segurança, prevenindo a ação de provocadores e infiltrados, tornando o ato muito mais seguro, sem expor os manifestantes a ações policiais. Certamente, o governo estadual em mãos progressistas minimiza - ainda que existam problemas - esses riscos. Mas o movimento estava pronto e organizado, mesmo para uma situação adversa, que não houve.
Destacaria, ademais, o foco definido dos alvos e dos caminhos desta luta. Afinal, a mobilização popular precisa não apenas da força das ruas; carece decerto de caminhos claros, de perspectiva para o atingimento dos objetivos. Assim, o ato de Fortaleza serviu como ampla divulgação da Greve Geral convocada para o dia 28 de abril e, ao mesmo tempo, focou nos deputados que votaram contra o povo, apontando a pressão sobre o Congresso, a luta do Fora Temer e a defesa da democracia, do Brasil e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Uma ala com grandes "pirulitos" expunha a carranca dos que jamais deveriam poder votar contra o povo no Congresso.

E, finalmente, a irreverência, o canto, as palavras de ordem, a bandinha tão característica das mobilizações do povo cearense, as figuras folclóricas que marcam a vida do centro e interagem com o ato, os cartazes feitos por populares, a dinâmica cultural, irreverente, o ar moleque - no bom sentido da cearensidade -, que fez dessa marcha um ato de rebeldia, mas prenhe de esperança; cheio de indignação, mas afirmando a beleza; unitário, mas expressão da força da diversidade. De fato, essas características, na medida em que fundadas numa sólida unidade, puderam aflorar plenamente, causando esse sentimento de "quero mais", da alegria e da beleza da luta, tão necessários em tempos difíceis como os que ora vivemos. Por isso, penso devamos nos inspirar nesse método, muito anterior ao povo estar na rua, fruto de um desejo sincero de unidade, da consciência da adversidade, da responsabilidade da esquerda, de democratas e patriotas. Na prática, as reuniões prévias das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e das Centrais Sindicais asseguraram o êxito.
Há tanto por que lutar, tanto a defender, tanto a avançar!  O dia 31 de março na Terra da Luz ilumina o caminho a seguir, a despeito destes trevosos tempos, no rumo da vitória do povo contra o governo golpista, entreguista, inimigo do povo de Mister #ForaTemer.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Minha homenagem às Mulheres - uma seleta de textos feministas

Essa seleta de textos é uma maneira de homenagear a luta das mulheres pela igualdade, leituras que acredito fundamentais para a luta feminista.

Viva o 8 de março, dia internacional da Mulher!
Viva a mulher trabalhadora!
Paulo Vinícius


MARIA LYGIA QUARTIM DE MORAES RESGATA AS ORIGENS SOCIALISTAS DO 8 DE MARÇO




Às que vieram antes de nós: histórias do Dia Internacional da Mulher

Alexandra Kolontai: Discurso da primeira mulher ministra da história permanece atual




Kollontai, Alexandre (1872-1952)
Russian Social-Democrat from 1890s, active in international Socialist Women's movement, and a member of the Mensheviks before 1914. Elected to Central Committee in 1917 and Commissar for Social Welfare in the Soviet government. With Bukharin in 'Left Communist' faction, opposed signing of Brest-Litovsk Peace (Lenin was for signing immediately, Trotsky for delaying in hope of a revolution in Germany, the WO advocated a revolutionary war against Germany); leader of the Workers Opposition. Sent to diplomatic posts in Mexico and Scandanavia. Sympathised with the Left Opposition, but subsequently 'conformed'.





ESPECIAIS

Dia Internacional das Mulheres - Fundação Maurício Grabois


LORETA VALADARES (1943-2004)

Militante do Movimento Estudantil da Ação Popular (AP), nos anos de 1960, participou bravamente da luta contra a ditadura militar. Sequelas da prisão e da tortura comprometeram profundamente sua saúde, mas não a impediram de prosseguir na aguerrida militância comunista. Em plena clandestinidade, atuou junto a Diógenes Arruda e outros (as) camaradas na organização de cursos de marxismo-leninismo. Nos anos de 1980, foi professora de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia. Também foi professora da escola do PCdoB, em cursos nacionais e na Bahia. Escreveu importantes textos sobre os fundamentos do Partido de tipo leninista e sobre o PCdoB, os quais têm sido bibliografia dos diversos cursos partidários. Líder emancipacionista, além do testemunho de vida, deixa uma enorme contribuição ao movimento de mulheres e de luta para a conquista e garantia dos direitos humanos no país. Desde 2005, empresta seu nome ao Centro de Referência Loreta Valadares - Prevenção e Atenção a Mulheres em Situação de Violência (CRLV), em Salvador-BA. Também em sua homenagem foi constituída a Escola de Formação Loreta Valadares, a seção estadual/BA da Escola Nacional do PCdoB.


Teoria: Gênero e emancipacionismo – o clamor da radicalidade



CTB-DF debate a luta das mulheres no rumo de seu 4º Congresso

A CTB Distrito Federal iniciou as atividades preparatórias ao seu 4º Congresso com o debate Feminismo Emancipacionista e a luta das Mulheres no Brasil hoje, que aconteceu nesta terça-feira, 07 de março, contando com cerca de 40 participantes.

A mesa foi coordenada pela diretora da CTB-DF e Presidenta da UNEGRO, Santa Alves, e a palestra foi ministrada pela ex-Coordenadora Nacional da União Brasileira de Mulheres e Mestre em Sociologia, Kátia Souto, sendo comentada pela ex-Senadora Emília Fernandes, pela Diretora de Mulheres da UJS-DF, Ingrid Mangabeira e pela Doutora em Ciência Política Ana Maria Prestes, autora do livro infantil “Mirela e o Dia Internacional da Mulher”. Prestigiaram também o debate o Deputado Federal Chico Lopes (PCdoB-CE) e dirigentes sindicais (SAEP – auxiliares de educação privada -, SINPRO, Bancários, CONTRICOM – construção civil -, o Presidente da CTB e do SINDIVACS, Aldemir Domício, entre outros), além de militantes da UJS e da UBM.

Kátia Souto esclareceu sobre o feminismo e a sua vertente emancipacionista, que leva a discussão do feminismo para o campo da história e da luta de classes, compreendendo a História do surgimento da opressão de gênero a partir da luta de classes e a fundamental contribuição das mulheres para a superação do capitalismo, unindo a luta cotidiana à perspectiva estratégica da emancipação humana, algo muito além da “guerra dos sexos” ou do feminismo burguês. Kátia, ademais, levantou a importância da luta em defesa do corpo das mulheres, ante a escalada de violência simbólica, física e institucional que se verifica depois do Golpe contra a democracia que depôs a Presidenta Dilma, Golpe inegavelmente misógino e machista.

Emília Fernandes, além de ter sido Senadora, foi Secretária de Mulheres do Governo Lula e propositora do Disque 180. Resgatou o papel da educação como trincheira da luta contra o machismo e a importância da luta das mulheres na política, inclusive no interior dos partidos, e por uma Reforma Política Democrática, oposta às maquinações golpistas em curso no Congresso, que amplie a participação feminina, com lista partidária alternada que assegure a representação das mulheres.

Ingrid Mangabeira ressaltou a importância da luta de mulheres no presente e no futuro, como parte da luta pelo socialismo, e a complementariedade das lutas comportamentais, de classe e pelo socialismo, destacando o avanço da luta de mulheres no movimento estudantil e o protagonismo da UJS nessa luta cotidiana para mudar a cultura, nas universidades e escolas.

Ana Maria Prestes apresentou um panorama histórico do 8 de Março, e o protagonismo das mulheres na luta dos trabalhadores e pelo socialismo. Resgatou que a Revolução de Fevereiro (no calendário Juliano, na Rússia, mas em março no nosso calendário) teve origem exatamente numa greve de operárias que incendiou o país que meses depois se tornaria o primeiro a implantar o socialismo. Retomou também a importância de personagens históricas como Clara Zetkin, Alexandra Kolontai, e a necessidade de nos apropriarmos da História de luta das mulheres. Relatou sua experiência de, a partir de um trabalho escolar de sua filha, contar a História do 8 de março para as crianças, uma necessidade fundamental de lutar pela cultura progressista, nesses tempos de intolerância e fascismo.

O ponto alto do debate, no entanto, foi a participação de Helena, filha de Ana, que recitou o poema Mirela e o Dia internacional das Mulheres para o público do debate. A emoção tomou o plenário e gerou uma importante reflexão nas falas, entre elas a do Deputado Chico Lopes, que manifestou sua solidariedade à luta feminista e a importância desse tipo de espaço para que os homens reflitam sobre seu papel e reconheçam a necessidade de superar o machismo.

O primeiro debate do processo do 4º Congresso da CTB-DF mostrou a vontade dos trabalhadores ampliarem sua formação política para enfrentar o momento atual e a necessidade imperiosa do protagonismo feminino na luta da classe trabalhadora. Certamente terá impacto no documento local, na agenda do congresso e na renovação da sua direção.

quinta-feira, 2 de março de 2017

CTB-DF DEBATE IV CONGRESSO - Mulheres - 07/03/2017 às 18h00 na CTB-DF





CTB-DF DEBATE IV CONGRESSO
Feminismo Emancipacionista e a luta das mulheres no Brasil de hoje
Terça, 07/03, às 18h00 na CTB-DF
Local: SRTVS quadra 701 Bloco I - Ed. Palácio da Imprensa - sobreloja

Poema:
Mirela e o Dia Internacional da Mulher

Debate:
Kátia Souto - Mestre em Sociologia e ex-Coordenadora Nacional da UBM
Ailma Maria - Presidenta da CTB-GO e da DN
Rita Poli - UBM
Ingrid Mangabeira - UJS

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Jandira Feghali - Nota oficial

NOTA

A convenção do PCdoB foi devidamente registrada e acompanhada pelo TRE. Fiscais, sem autorização para impedir o evento, invadiram o local com violência e fizeram uso de spray de pimenta em idosos, mulheres e crianças. Causa estranhamento que atos de outros partidos não tenham tido a mesma atenção do tribunal, o que demonstra a arbitrariedade da justiça eleitoral neste episódio.

Jandira Feghali
Dep. Federal (PCdoB/RJ)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Nota da UBM/SP e UJS contra o Feminicidio de uma jovem militante

Do luto a luta!
Nenhuma Débora a menos!
Foi com imenso pesar e indignação que recebemos a notícia da morte da jovem Débora Soriano. O machismo ceifou a vida de mais uma de nós, diante de um poder público que pouco ou nada faz para combater a violência patriarcal. Débora era uma jovem mulher de 23 anos, com a vida toda pela frente, cheia de sonhos e expectativas, mas que foi brutalmente violentada e assassinada. Débora acreditava em uma sociedade melhor e mais justa, irradiava alegria de viver e esperança em um mundo novo, para ela e seus dois filhos pequenos.
Nos solidarizamos com a família neste momento de dor e despedida e exigimos dos órgãos responsáveis que este crime bárbaro seja esclarecido e o autor, rigorosamente punido. Não admitimos que os crimes contra as mulheres continuem sendo secundarizados e esquecidos pelas autoridades. Nós não esqueceremos!
A morte trágica de Débora reforça a necessidade de políticas públicas para as mulheres, para que não precisemos mais nos despedir de nenhuma de nós desta maneira.
Por isso, convocamos a todas as mulheres a se somarem a nós neste domingo 18 de dezembro, as 14h na Paulista por Débora e por todas as mulheres que morrem vítimas do machismo e do feminicídio.

União Brasileira de Mulheres

União da Juventude Socialista

Coletivizando no Youtube