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quarta-feira, 14 de abril de 2021
segunda-feira, 12 de abril de 2021
49 anos da Guerrilha do Araguaia - Canção, poema e Diário do Comandante Maurício Grabois
Hoje é o aniversário dos 49 anos do início da confrontação armada na Guerrilha do Araguaia, atacada pelo Exército quando desenvolvia um trabalho iniciado ainda em 1967, com a fixação dos primeiros camaradas cuja permanência nas cidades era um gravíssimo risco.
Página magna da resistência armada à Ditadura, o heroísmo dos guerrilheiros e guerrilheiras não se apaga, assim como o pranto por sua partida, seu exemplo generoso e a necessidade de lhes dar ainda hoje um enterro digno, pondo fim ao seu criminoso desaparecimento.
Por quase três anos os guerrilheiros resistiram, derrotando duas das investidas do Exército que, para afogar em sangue a Guerrilha, que tinha apoio popular, precisou mobilizar ao todo 25 mil soldados, reprimir toda a população e mudar a visão sobre a integração da Amazônia ao Brasil. Mesmo assim, a memória e o carinho persistem, gesto de amor e sacrifício que se notabiliza como a maior resistência armada popular à Ditadura no Brasil.
O Blog Coletivizando compartilha com vocês alguns tesouros para marcar essa data. São eles:
- O poema Araguaia, de Adalberto Monteiro, que eu recito;
- A canção Xambioá, de Itamar Correia, publicada no Youtube de Carlos Silva, com imagens dos mártires do Araguaia, muitos ainda hoje carentes de sepultura;
- O Diário de Maurício Grabois, Comandante do Araguaia, Líder da Bancada Constituinte de 1946, Editor de A Classe Operária, caído em combate em 25 de dezembro de 1973;
- A indicação do belíssimo Livro de Osvaldo Bertolino sobre Maurício Grabois.
Aonde estão nossos mortos e desaparecidos da Guerrilha do Araguaia?
Paulo Vinícius da Silva

Foto: Jayme Leão
Paulo Vinicius da Silva · Araguaia - Adalberto Monteiro - Recita Paulo Vinícius da Silva
Araguaia - Adalberto Monteiro
Houve uma época terrível,
A serpente era tão perversa
Que para enfrentá-la,
Além dos olhos gastos de leitura,
Mais do que os dedos calejados
De empunhar a pena,
A história exigiu
Que se empunhassem fuzis.
Então mãos veteranas e juvenis
Embrenharam-se na Amazônia,
A cidade irmanou-se com o campo,
E naquele universo verde
Foi aberta uma clareira,
E na escuridão da ditadura
Foi acesa uma lareira.
Por quase três anos,
O Araguaia virou uma estrela
Que emitia sinais de esperança.
Custou muito sangue
Mas seu brilho
Incutiu na alma brasileira
A certeza de que Roma
Cairia mais uma vez.
Xambioá, por Itamar Correia
Mata virgem e escura, foi lá
Que no meio do mato
Um amigo de infância
Tentou começar.
Ah! foi por lá
Onde o povo sofreu pra contar
Como um homem sozinho
Valia por trinta
Em qualquer lugar.
Êh! Marabá,
Altamira e Estreito olhem lá
Ainda grita até hoje
A vida do povo
Que morreu por lá.
Ei, meu irmão ,
Você fez renascer o sertão
E o maior contingente
Não viu o tamanho
Do seu coração.
Pedra não pára o caminho,
Fogo não queima o luar,
Eu já não canto sozinho,
Canto em Xambioá.
O Diário de Maurício Grabois, guerrilheiro do Araguaia
Baixe no Arquivo Marxista Na internet
domingo, 11 de abril de 2021
sábado, 10 de abril de 2021
Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva
Julio Salas, Michel Sodré, Jocélio, 3 jovens vítimas do genocídio de Bolsonaro...
Para eles e tantos que não precisavam ter partido, p/ nós q lutamos pela vida.
Ouça Mocidade e Morte - Castro Alves - Recita Paulo Vinícius da Silva no #SoundCloud
https://soundcloud.app.goo.gl/PWf59
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Canção do Tamoio - Gonçalves Dias - recita Paulo Vinícius Silva
Gonçalves Dias
Canção do Tamoio
(Natalícia)
I
Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.
II
Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.
III
O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!
IV
Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!
V
E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.
VI
Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.
VII
E a mão nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!
VIII
Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.
IX
E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.
X
As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
Aos que não desistem - Jussara Cony - Poesia

Aos que não desistem
Do amor, da luta, da labuta!
Aos que não desistem
Da ternura
E daquela solidariedade
Incessante e itinerante!
Aos que não desistem
Da beleza contida
Na verdade,
Na unidade,
Na liberdade!
Aos que não desistem
Da construção dessa Nação
Na pampa,
Nas florestas,
No sertão!
Aos que não desistem
Da noite,
Da madrugada,
De um amanhecer.
Aquele novo dia
Para retomar direitos, afetos
E a sonhada democracia!
Antes que tarde!
Pois soa o alarde
E o toque de avançar!
Aos que não desistem
De lutar,
Unir, resistir,
Libertar!
No andar certeiro:
Nenhum passo atrás,
Nenhuma estagnação,
Um só coração!
Organizar,
Unir,
Ampliar,
Resistir,
Avançar!
Reencantar!
Esperançar!
Revolucionar!
Jussara Cony.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
SONETO AOS AMIGOS
Quanto mais o tempo passa (afinal hoje é 20/02/2011), mais lindo é esse poema de meu amigo de ETFCE, Pecê Rodrigues:
Convertes meu instante em alegria,
Adias meu momento malogrado,
E eu vivo plenamente afortunado
De estar no mundo em tua companhia.
Serenamente exerces a magia
De me proporcionar sublime estado,
Ver-me feliz quando estou ao teu lado
E me tornar melhor a cada dia.
Me ensinas a apartar o trigo e o joio,
Confias tua queda ao meu apoio,
Concedes teu apoio em minhas quedas.
Teu verbo me orienta, como aboio,
Percorres minha estrada, qual comboio,
E assim, em minha vida te enveredas.
(Pecê Rodrigues)
Convertes meu instante em alegria,
Adias meu momento malogrado,
E eu vivo plenamente afortunado
De estar no mundo em tua companhia.
Serenamente exerces a magia
De me proporcionar sublime estado,
Ver-me feliz quando estou ao teu lado
E me tornar melhor a cada dia.
Me ensinas a apartar o trigo e o joio,
Confias tua queda ao meu apoio,
Concedes teu apoio em minhas quedas.
Teu verbo me orienta, como aboio,
Percorres minha estrada, qual comboio,
E assim, em minha vida te enveredas.
(Pecê Rodrigues)
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