quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Eleições 2026: luta dos trabalhadores e serviço público no Ceará - Podcast Coletivizando, sexta, 11/09/2026 às 8h15, com Gilcélio Paiva
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Podcast Coletivizando - Ceará: Estado e Desenvolvimento, com o Professor Samuel Siebra, sexta, 21/8, às 8h15 no YouTube
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Podcast Coletivizando de 14/08/2026, às 8h15: Campanha Nacional dos Bancários 2026

O programa tem uma mudança na ordem dos blocos, com vistas a um melhor aproveitamento do tempo. O programa, apresentado pelo Sociólogo e Bancário Paulo Vinícius da Silva, inicia com o Cuida, que abordará a Campanha Nacional dos Bancários, a maior campanha salarial do Brasil e que inicia um calendário de reivindicações salariais de grandes categorias. O bloco pretende introduzir a audiência na campanha, suas principais pautas e dilemas.
O Canta, minha gente traz a tocante canção cearense Consolança, de Eugênio Leandro e letra de Oswald Barroso, um gigante do teatro e da cultura cearense, lutador pela democracia e que recentemente nos deixou.
O Podcast Coletivizando é uma realização do Blog Coletivizando, em parceria com a Metamorfose Comunicação e o apoio do Núcleo Sindical de Base da CTB Bancários do Ceará e o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília.
SERVIÇO:
Podcast Coletivizando
Sexta-feira, 14/08/2026, 8h15
Nos canais do Youtube
@metamorfosecomunicacao
@coletivizandoBR
Assista no Coletivizando:
Assista no Metamorfose:
quarta-feira, 17 de junho de 2026
🚨 ATENÇÃO: O Podcast Coletivizando, agora é toda sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨Luis Carlos Paes é o convidado!
🚨 ATENÇÃO: MUDANÇA DE DIA E HORÁRIO! 🚨
O Podcast Coletivizando, a partir de agora é toda sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨
Confira o que preparamos para esta sexta (19/6), 8h15:
• Papo Político: Recebemos Luís Carlos Paes (Presidente do PCdoB cearense) para um debate sobre sua recente viagem à China e a pergunta: Banco Central Independente do Brasil?
* Cuida: as inscrições abertas para os cursos de idiomas das Casas de Cultura da UFC e do IMPARH.
* Canta, minha gente: Uma viagem musical pela história de "We shall overcome".
📍 Onde assistir? Acompanhe a nossa live pelos canais no YouTube:
📺 @metamorfosecomunicacao
📺 @ColetivizandoBR
Anotou aí? Sexta, às 8h15! Esperamos por você! 🎙️🌍
domingo, 3 de maio de 2026
Pré-Campanha Inácio Deputado Federal reúne mais de 150 voluntári@s no Sindicato dos Bancários neste sábado, veja como foi e um trecho da minha fala.
Veja um trecho da minha fala na Plenária da Pré-campanha Lula Presidente e pela reeleição do Deputado Federal Inácio. O evento foi um sucesso! Mais de 150 voluntári@s mostraram que o povo cearense limpará o Congresso dos bandidos e inimigos do povo!
Também foi apresentada a pré-candidatura da Dra. Taís a Deputada estadual, camarada e amiga que conheci ainda na UJS, em Cuba, estudando Medicina para voltar e se doar ao povo mais necessitado, ao SUS e à população de rua. O PCdoB mostra sempre ótimas ideias, gente da melhor qualidade e o rumo maior pensando no Brasil!
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Hoje, 19h30! Comemoração Inacio Federal no Quintal do Samba, no Benfica! Bora?!
terça-feira, 14 de abril de 2026
segunda-feira, 30 de março de 2026
SESSÃO SOLENE dos 104 anos do PCdoB - ALECE, 4a. feira, 17h
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Como ser solidários a Cuba no Ceará? Ao vivo no Instagram do PCdoB Fortaleza - 5a. feira às 18h
Ao vivo no instagram_@pcdobfortalezaComo ser solidário a Cuba no Ceará?
Quinta-feira, 26/02/2026, às 18h no Instagram:
@pcdobFortaleza
Mediação:
Maria Pereira (Secretária de Formação do PCdoB)
Expositoras:
Gláucia Lima e
Eunice Bezerra (Presidenta e Tesoureira da Casa de Amizade Brasil Cuba do Ceará)
PCdoB - Fortaleza
#SolidariedadeACuba
#CubaVive
#BrasilCuba
#AmizadeBrasilCuba
#FimDoBloqueio
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
NOTA DE SOLIDARIEDADE – Rita Lisboa - PCdoB Ceará
A Executiva do PCdoB Ceará recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento de Rita Lisboa, ocorrido na manhã desta terça-feira, 17.
Rita foi uma grande liderança comunitária, companheira de caminhada e militante incansável. Desde os primeiros momentos da luta comunitária no Dias Macedo até a organização partidária, esteve sempre presente, com firmeza, solidariedade e compromisso. Sua trajetória foi marcada pela lealdade aos mais nobres valores socialistas, pela coragem diante das adversidades e por uma dedicação permanente ao povo.
Conhecida carinhosamente como Rita da Farmácia, por ter ajudado, orientou e acolheu inúmeras pessoas. Sua militância extrapolou a política institucional: foi um gesto cotidiano de cuidado, escuta e generosidade.
Mulher de luta e de fibra, Rita também expressou sua sensibilidade e consciência social na poesia, como poeta cordelista, traduzindo em versos a vida, a cultura popular e os sonhos de justiça social.
Ficam a saudade, o exemplo e a inspiração de uma vida inteira dedicada à comunidade e à causa que abraçou com firmeza e lealdade. À família, aos amigos e aos camaradas, nossa solidariedade e nosso abraço fraterno. Seguiremos honrando sua memória na luta coletiva que ajudou a construir.
Executiva do PCdoB Cearense
SERVIÇO
sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Sessão Solene de 43 anos da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza na ALECE, 10/10, 9h, inscreva-se:
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
ATO POLÍTICO da 27ª Conferência do PCdoB Cearense, Sábado, 10h na UECE
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
A batalha de Fortaleza e as lições imediatas das eleições de 2024 - Paulo Vinícius da Silva
A impressão que tenho, diante das diversas análises acerca do resultado das eleições municipais, é que venceu a Frente Ampla, bem ampla mesmo - foló, em bom Cearês. Na real, o povo preferiu evitar o mal maior, mesmo que não tenha votado do jeito que queríamos.
Um amigo querido, quadro, fulminou-me ao ler o artigo anterior, numa mensagem de texto: "Frente Ampla, onde"?! E eu respondi: basta pensar em como seria o clima político se o Bolsonarismo tivesse ganho nas disputas do segundo turno. Aí você veria o tamanho do buraco.
Mas, em parte, ele tem razão. A Frente Ampla ainda é uma aspiração, não é uma organização, não tem sede, presidente, ações próprias. Ela é, em boa política brasileira, um xadrez tridimensional com as mais diversas alianças, malgrado a crueza da luta de classes. Poderiam ser tais alianças contra nós, e muitas vezes são, sabemos o gosto amargo. Mas desde que vencemos, passou a ser contra o Bolsonarismo, daí a definição de que a vitória foi da Frente Ampla, no sentido de negar o protagonismo ao extremismo golpista. E é um fato muito positivo, pois seu isolamento é essencial para que os caminhões de provas e as milhares de vítimas possam valer na balança da justiça, sem anistia para golpistas nem para Bolsonaro.
Os acontecimentos seguintes na cena política despencaram de abismo em abismo, como poderia dizer o poeta Paraibano Augusto dos Anjos. Rejeitar o Bolsonarismo não é pouca coisa, é notável.
A despeito dos manuais de eleições municipais, tivemos um grande peso nacional, superando até o debate local, na eleição de Fortaleza.
Fortaleza é rebelde, elegeu Maria Luíza Fontenele, então no PT, ainda em 1985. O neoliberalismo propriamente dito também por lá principia, com a chegada ao governo do Ceará, ainda em 1986, dos então "jovens empresários" liderados por Tasso Jereissati, "o galeguim dos zói azul", figura importante no PSDB desde então, rompendo o domínio "dos coronéis" que estavam no poder sob o Regime Militar de 1964. Paes de Andrade, Mauro Benevides, Gonzaga Mota marcaram a política cearense quando Sarney presidiu a democratização, a constituinte e a eleição de 1989.
A virada do Brasil neoliberal tucano para a era Lula encontrou correspondência com o crescimento da esquerda, projetando uma hegemonia das forças progressistas no cenário local. O surgimento de lideranças femininas é ainda minoritário, mas mesmo nesse contexto, indelével, inclusive pela projeção da Prefeita Luiziane Lins (PT), vinda ela também do movimento estudantil.
Muita vez, a capital alencarina antecipa tendências e grandes debates nacionais nos processos eleitorais que, desde 1985 tem sentido progressista (como me alertou recentemente o amigo Aécio Holanda, coetâneo do movimento estudantil secundarista). De fato, Fortaleza tem uma característica progressista e liberta, assim como o humor político do Ceará Moleque. Em 1922, Fortaleza elegeu o Bode Ioiô vereador, como voto de protesto. O pessoal fresca mesmo.
Fortaleza também antecedeu o padrão televisivo e midiático da implantação da TV e da Propaganda Eleitoral ao fim da Ditadura, como bem mapeado pela Socióloga Rejane Accioly. Isso é coerente com uma sólida tradição cearense em fotografia, artes visuais, cinema e marketing, inclusive eleitoral. O Ceará é presença constante na TV Brasileira, em especial pelo peso do Sistema Verdes, Mares, afiliada local da TV Globo.
A vitória de Brizola sobre Lula na eleição do primeiro turno de 1989 mostra uma outra característica, que é a pluralidade da esquerda cearense. Lideranças do quilate de Heitor Férrer, André Figueiredo, Roberto Cláudio, Eudoro, Sérgio Novais, Cid Gomes e os camarada Inácio Arruda, Chico Lopes e Eliana Gomes protagonizaram um primeiro ciclo de lideranças que ainda hoje têm protagonismo. Uma segunda geração se projeta, com a chegada ao governo nacional e as vitórias locais, que resistem até retomada, com o terceiro Governo lula. Exemplos são Camilo Santana, mas também o decano José Guimarães, líder do governo na Câmara e, agora, Eumano Silva, atual governador. Irrelevante nacionalmente, Ciro Gomes tentou deter essa tendência e a acelerou, perdendo ainda mais relevância.
Das grandes cidades do Brasil, Fortaleza, Terra do Sol foi palco de uma aposta arriscada, diante da força extraordinária da candidatura conservadora, representada pelo deputado André Fernandes, aposta da extrema-direita, fenômeno ainda oculto pelo enigma das redes sociais. A discussão foi, basicamente, PT ou anti-PT. Disso resultou a margem apertada da vitória maiúscula de Evandro Leitão, que virou a eleição. Camilo Santana e Cid Gomes impulsionaram a candidatura do Presidente da Assembleia, pedetista, para ser candidato pelo PT, liderando a frente que reuniu o apoio de Lula e Elmano. Eles peitaram a renovação de direita.
Renovação que veio através da figura constrangedora de André Fernandes, que obteve uma projeção espantosa, ademais na juventude. Jovem, bom de conversa, bonito e adestrado, mostra pouco conteúdo, muito preconceito e ambições desmedidas. Surfou no abismo que separa a esquerda da juventude que compunha o bônus demográfico de 2012. A dificuldade da esquerda em renovar lideranças se expressou sobretudo na juventude, com a demagogia do bolsonarismo se apresentar como força "anti-sistêmica". André navegou nessa oposição, não encontrado quem lhe disputasse espaço. O campo conservador pôde, assim, superar a liderança em declínio do capitão Wagner, e apostar as fichas no jovem. Não importou a fragilidade do material, pois em tempos de influencers e redes sociais, isso é o de menos.
E ele fez bonito em fazer feio. A cumplicidade com o negacionismo genocida, o irracionalismo, o humor ofensivo, a misoginia, o discurso do falso profeta, o bolsonarismo e tantos constrangimentos lhe valeram a célebre reprimenda de Flávio Dino na Câmara.
Nesse tempo era bom. Levantaram a capivara do falador e acharam o apelido "raspa". Do Bode Ioiô pra cá, piorou, muito, havemos de concordar. Mas é claro que a língua ferina cearense jamais perdoaria uma criatura que quer ser levado a sério dando aula de depilação aonde o sol não costuma bater. "Raspa" já é o diminutivo, gentil e de duplo sentido, podendo ser dito sem problemas, embora a expressão completa não possa ser dita, pelo decoro.
Seu protagonismo teve base em duas forças inegáveis. A primeira, da própria direita conservadora cearense que aderiu ao Bolsonarismo. A instrumentalização do campo conservador pela extrema direita ganhou força com a sua instalação no poder Executivo nacional. É a esse bloco que Ciro leva pela mão o ex-prefeito Roberto Cláudio, gesto cuja racionalidade só se explica contra o plano de fundo das figuras de Camilo e Cid Gomes. Ciro poderia ter apoiado Izolda Cela ao governo. Perdeu. Poderia ter reunido apoio a seu prefeito, Sarto. Muito ao contrário. E após fazer de tudo em vão para implodir a esquerda, acabou explodiu seu próprio campo e segue em direção à direita. Nacionalmente já se omitira em 2018, foi para Paris. Localmente, queima as pontes e abre outras, sem nojinho. Resta saber se tais estripulias são capazes de fazer rodar a roda do tempo ao contrário. Não são.
As modificações na esquerda cearense se deram com a manutenção de um bloco hegemônico que sobrepassa os partidos e que foi capaz de sobreviver ao bolsonarismo. A liderança evoluiu num contexto de presença nos espaços de poder, liderança nos movimentos sociais e acordo entre os maiores partidos de esquerda. Camilo, Cid, Elmano e Evandro Leitão compõem uma nova página da liderança que tem raízes no primeiro ciclo mudancista que afastou o PSDB do controle sobre a Política Cearense, ainda são da mesma geração. Essa transição trouxe setores políticos que compunham a hegemonia anterior, sob Tasso. O sentido progressista persistiu até agora, quando se colocou uma disputa acirradíssima e Camilo topou o jogo. Por já ter ampliado a composição interna até do PT (Evandro veio do PDT), afirmou-se simbolicamente a unidade em torno do PT e de Camilo com a onda 13.
Logo depois da vitória de virada, as placas tectônicas tremeram. Diante da possibilidade de o PT acumular a Prefeitura, o Governo, a Presidência e a Presidência da Assembleia, Cid Gomes se insurgiu, mas com jeitinho. Deixou claro que a hegemonia é plural. E o próprio candidato, Santana, do PT do Juazeiro do Norte, declinou da proposição de seu nome. Cid deve ter lembrou da estreiteza da margem da vitória, questionado sobre o futuro da Frente Ampla e também a aliança que pilota, ao lado de Camilo. Ganhou por ter mostrado o óbvio. O topo é duro de alcançar, mas de manter, é muito mais difícil.
Esse chamado não foi contradito. Vi muita gente de todas as denominações - e no Ceará tem de tudo - botando o 13 no peito, a despeito das tretas, entoando as divertidas músicas da campanha, que alertaram:
"Só quer ferrar com a vida do povo.
Geral sabe que ele vai estragar nossa cidade,
Ele não tem experiência nem maturidade.
Mentiroso, não vai governar
Fortal do jeito certo.
O povo tá comentando:
não vota em raspa caneco!
Deixa ele achar que
vai comandar
Fortaleza ...
Leitão não vai
deixar!
A tropa do 13 é fogo,
vai botar pra correr da cidade
o mini Bozo!"
A aposta plebiscitária foi aceita, e a resultante foi a superação da liderança de Ciro Gomes; obstaculizou-se uma liderança jovem de extrema direita a partir da confiança em um campo já longevo que lidera a política cearense desde a perda da influência de Tasso e do PSDB e que tem uma liderança também nova, Camilo Santana, agora Ministro da Educação.
A unidade, a mobilização bairro a bairro, a contraofensiva nas redes sociais e nas músicas de campanha, o alerta permanente sobre o perigo para a cidade e sobre as fragilidades do adversário, foi a soma desses atores que levou à vitória. Se, no caso de Paes (Rio de Janeiro) e Campos (Recife), a Frente Ampla sem o protagonismo direto do PT levou a esmagadoras vitórias, no caso de Fortaleza, a Frente Ampla foi representada pelo PT, sendo criticada por não ser ainda mais à esquerda. Foi com a entrada do povo na campanha que o jogo virou. Em minha perspectiva, isso alerta-nos para a vitalidade da Frente Ampla e para a necessidade de buscar uma hegemonia distinta e brasileira, no seio dos setores mais progressistas, como Frente Popular.
Mas isso não é tarefa de governos, de caciques, de lideranças que pontuam e passam, mas a tarefa de organizar o povo para que não sejam possíveis os retrocessos. O cearense é muito vivo. Tem uma opinião muito desconfiada sobre política, porque dela participa, e muito. Todos com quem conversei disseram-me a mesma coisa: vamos por aqui, mas há problemas. E talvez o maior problema seja o do futuro, mas não qualquer futuro. O fascismo se apresentou sob o manto da juventude, e foi rejeitado, ainda que por pouco, o que dá orgulho de Fortaleza. Mas isso não nos exime de chamarmos a turma que lotou os bairros e as redes e renovarmos as lideranças, as práticas, corrigir erros. Aí sim, poderemos considerar que estamos no caminho da disputa da hegemonia. Por ora, ganhamos por um pelinho, então precisamos nos unir mais e ir em direção ao povo.
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
Klevisson Viana lança livros na Livraria Lamarca no dia 29 de setembro, em Fortaleza. TV Atitude Popular - Café com Democracia
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
Sérvulo Esmeraldo - O Espaço do Infinito - Paulo Vinícius da SIlva
Femme Bateau - Obra na Ponte Metálica Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles
Domingo de manhã, fui pego de surpresa pelo documentário sobre o artista cearense universal: Sérvulo Esmeraldo - O Espaço do Infinito, que me levou às lágrimas...
Está disponível no Youtube do SESI, assista!
Revi sua obra na paisagem alencarina, do alto de minha ignorância, e chorei de saudade de Fortaleza.
Comoveu-me seu exemplo do dever encarnado, de traços tão diáfanos e elegantes, comprometidos e firmados na terra como concreta mudança da própria realidade, até mesclar-se com a paisagem, com a vida do povo, e só depois ser reconhecido - que mérito, que elegância!
Tocou-me, ele primeiro ter conquistado Paris para só depois regozijar-se com a conquista do Crato, sua cunha. A frase, "Eu estou trabalhando em algo lindo" é glorioso epitáfio, pretensão, utopia, que a Arte traz: querer superar a alienação do trabalho. E Les Feuilles Mortes...
Conheçamos e celebremos o exemplo e a obra de Sérvulo Esmeraldo!
domingo, 11 de junho de 2023
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
Canção do exílio cearense - Paulo Vinícius da Silva
"Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá" Gonçalves Dias
Minha terra tem coqueiros,
O seu nome é Ceará.
Terra de índios, vaqueiros,
Do verde e bravio mar
Serra, sertão, branca areia,
Nossos risos, nossas dores,
Nossa música e poesias
Aliviam os dissabores.
Minha terra tem uma brisa
Que nunca pude encontrar.
Dançam forrós, os amores
Que a saudade deixou lá,
Minha terra tem coqueiros,
O seu nome é Ceará.
Em cismar, bem longe, penso,
Um dia, hei de voltar!
Minha terra tem coqueiros,
O seu nome é Ceará.
Por ti eu não fico triste, e
Mesmo se a tristeza vem,
Sou valente e digo um chiste,
Faço um riso e vou além,
Meu trabalho, gênio e brilho,
Só dizem de querer bem.
Rogo à Virgem, meu Padim,
Menino Jesus: vou voltar?
Nem a seca poderia
Fazer deixar de te amar,
Ó Terra da Liberdade,
O seu nome é Ceará.
sábado, 29 de maio de 2021
Textos de Combate: Sem perder a ternura, jamais - Paulo Vinícius da Silva - à Venda
O livro Textos de Combate: sem perder a ternura, jamais! já está disponível!Não precisa ter kindle, basta baixar o aplicativo ou entrar no computador com senha. É um ótimo leitor de PDF.
Ainda só na Versão E-book, ajudem a divulgar!
Prefaciado pela diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, Teresa Cristna Pujals, o livro reúne 21 textos, escritos, entre 1991 (a entrevista, com 14 anos) e 2021. Marca assim as efemérides do aniversário de 44 anos e de três décadas de militância comunista, desde o Liceu do Ceará, no Fora Collor, na UJS, até a luta sindical na CTB, como Bancário e, principalmente, Sociólogo.
Nesse percurso, fui do grêmio do Salomé Bastos à Solidariedade Internacional, mas sempre com a juventude e a classe trabalhadora, tendo visitado 18 países nesse período, tendo encontros com líderes sociais dos 5 continentes, além de ter conhecido pessoalmente Lula, Dilma, Daniel Ortega, Hugo Chávez, Ramón Cardona, Renato Rabelo, Luciana Santos, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Manuela D'ávila, lutando ao lado da nova geração que anseia ainda por um país melhor, democrático, justo, desenvolvido, em vez da tragédia que se abateu contra o Brasil, um capítulo sinistro da Guerra Híbrida e das manipulações do Imperialismo e seus títeres.
Nesse período, busquei sempre refletir criteriosamente sobre o mundo e a nossa luta. Assim me construí como intelectual orgânico da classe trabalhadora, dedicado à polêmica e à luta, mas sem perder a ternura, jamais. É o primeiro de um conjunto de livros em elaboração e compilação, ainda para ano de 2021.
Compre pelo link, ou abaixo:
sábado, 8 de maio de 2021
Parar o genocídio é uma tarefa política - In memorian de Leonardo Caverna e Júlio Salas - Paulo Vinícius da Silva
Perdemos mais um veterano da UJS para o genocídio. Outro dia, o Júlio Salas, grande líder secundarista do Amazonas da minha geração. Hoje, Leonardo Caverna. Quem será o(a) próximo(a). E é um problema político. A culpa é do Bolsonaro.
Leonardo Caverna, lembro de você arrombando o portão do 7 de Setembro no dia da manifestação que reuniu 70 mil pessoas no Fora Collor, a maior de todas. Não sei se eu estava ao carro de som, 1992, e vejo ele, a barriguinha, de chinela havaiana, pendurado na marquise e as pernas como um aríete, de calça jeans e sem camisa. Pou! E a estudantada do 7 saiu às ruas (nunca saía).
Ele era o mais animado dos estudantes das escolas privadas do Corredor da Av. Imperador. Sua energia e combatividade foram centrais para desenhar o mapa das passeatas de Fortaleza, ele e nossa galera (Andrea, Zizia, Paulinha, Huston, Cristóvão, Pádua, Rogério, Aírton, Paulo Henrique, Flávio Arruda, Saulo, Johnson, etc) e todas as correntes do ME alencarino, nós desenhamos aquele mapa. E ele arrastava a Imperador, aonde era sua escola, o Anglo. Por três caminhos (Liceu do Ceará - Adauto Bezerra-ETFCE e Justiniano de Serpa) dirigiam-se milhares de estudantes ao Centro de Fortaleza.
O cabelo grande e desalinhado, um cordão de osso no pescoço, nem sempre de camisa. Caverna foi consequência, como apelido - pra nós Caverninha. Depois, Leonardo Leite. Era um dos mais ensandecidos membros da terrível comissão de vacilos, até o Marcelo Nogueira, reitor da URBI -universidade regional dos brutos e ignorantes -tinha medo de levar uns sabacús, se vacilasse... Não era raro o Caverna surpreender a mim ou a outro amigo com- literalmente - uma mordida na bunda. Vinha ardiloso, com um sorriso moleque, vc tava em pé conversando, e, do nada, surgia o Caverna dando uma mordida de varar calça jeans! Como doía, mas, como não rir?!
Era uma força da vida, meu amigo Leonardo Leite. Era combativo, teimoso, socialista do PSB de raiz desde o leite materno, militante da UJS que me ensinou na prática como levávamos a sério a UJS ser maior que o Partido, reunindo a juventude socialista. Era um cara que era povo. No meio dos secundaristas, dos trabalhadores, da massa, ele era peixe dentro d'água. Torcedor Tricolor (Fortaleza) fanático, puxador de palavra de ordem, lembro dos pulinhos dele, com os pés unidos, cantando as mais fuleiras palavras de ordem que eu já ouvira. Formiguinha, vovó, elefante, todo tipo de loucura e todo os gritos da TUF. Dirigente sindical da CTB Ceará, pai, meu amigo, mais um da minha geração que tomba diante de o Brasil ter se tornado uma ameaça à vida, à saúde pública global.
Caverna não morreu só de COVID, ele não sobreviveu ao governo Bolsonaro. Você, que me lê, sabe se nós sobreviveremos?!
Não é uma questão teórica, mas político-prática. Não foi individual. As pessoas morrem por falta de vacina, por projeto, por corrupção descarada, pelo culto à ignorância, à burrice, ao crime. Nós estamos perdendo pessoas, inteligências, amores e isso é um problema político. Nos EUA, lembrou-me um amigo, a saída foi pelas ruas e com a eleição, e é verdade. O PCUSA resumiu, à época: tem de votar no Biden e mudar a política. Não podia vacilar. E deu certo.
No Brasil, mudaram bastante as coisas nos últimos dois meses e Lula retoma um digno protagonismo. A hora é de apostar na unidade, na ousadia, na esperança, na iniciativa política. Vislumbra o povo brasileiro retomar o governo? Sim, nós podemos.
Que fazer? No curso da CPI, o que fazer? Qual a unidade, quais as ações que possam parar o genocídio? Responder é o nosso compromisso com cada um que perdemos, com o nosso futuro, com a vida, com o Brasil.
Temos de lutar muito mais, unir muito mais, mudar o jogo! Retomar a vida, a democracia, o Brasil, cobrar tantos crimes contra o povo brasileiro, é nosso compromisso, é a saída, é como sobreviveremos! Leonardo Caverna, presente! Fora Bolsonaro Genocida!
sábado, 17 de abril de 2021
Coletivizando no Youtube
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"Radicalizar, ampliando. E ampliar, radicalizando." Diógenes Arruda Câmara Ferreira En la lucha de clases todas las armas son bue...
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Há grande caos sob os céus. As perspectivas são excelentes! Mao Zedong A unidade é a bandeira da esperança. João Amazonas O Brasil está na ...


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