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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Eleições 2026: luta dos trabalhadores e serviço público no Ceará - Podcast Coletivizando, sexta, 11/09/2026 às 8h15, com Gilcélio Paiva


Neste episódio do Podcast Coletivizando, trazemos um debate fundamental sobre a conjuntura política e a valorização do serviço público no Ceará, além de um momento cultural especial!
Bloco Papo Político:

Tema: Eleições 2026: luta dos trabalhadores e serviço público no Ceará

Convidado: Gilcélio Paiva — Presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais de Sobral (SINDSEMS).

Bloco Canta, Minha Gente:

Música: Yo pisaré las calles nuevamente — Pablo Milanés.

🗓️ Data: Sexta-feira, 11 de setembro de 2026
⏰ Horário: 8:15 AM
👤 Apresentação: Paulo Vinícius da Silva

🔔 Inscreva-se no canal e ative o sininho para acompanhar ao vivo!
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Instagram: @ColetivizandoBR | @metamorfosecomunicacao

#PodcastColetivizando #ServiçoPúblico #Eleições2026 #PabloMilanes #SINDSEMS #Sobral #Ceará

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Podcast Coletivizando - Ceará: Estado e Desenvolvimento, com o Professor Samuel Siebra, sexta, 21/8, às 8h15 no YouTube


A edição de 21 de agosto do Podcast Coletivizando traz para o Papo Político, o biólogo Samuel Siebra para uma conversa sobre o Ceará e o papel do Estado no desenvolvimento. 
​Samuel Siebra é uma nova liderança política de esquerda em ascensão no Sul do Ceará, região do Cariri, em que Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha se destacam pela economia pujante, como polo em educação superior e também na saúde pública, além de todo o simbolismo de ser o berço do Padre Cicero, o Santo cearense. 

A fortíssima cultura popular da região rivaliza com sua importância politica indiscutivel no Estado, tendo projetado recentemente o ex-Governador e Ministro, o Senador Camilo Santana.

Samuel Siebra é professor e presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais de Crato. 

O Podcast Coletivizando, tem apresentação do Sociólogo e Bancário Paulo Vinícius da Silva.

O Cuida abre o programa e apresenta o app SUS Digital, ferramenta inovadora que traz a saúde para a palma da mão.

O Canta, minha gente apresenta a canção Araguaia, de Ednardo.

Podcast Coletivizando: 
Ceará: Estado e Desenvolvimento
Sexta, 21/08/26, às 8h15, nos canais Metamorfose e Coletivizando no YouTube 
​
​Convidado:
🎓 Samuel Siebra
Professor de Biologia e Presidente licenciado do Sindicato dos Servidores Municipais do Crato-CE (SINDSMUC).
​Apresentação:
🎙️ Paulo Vinícius da Silva

​🔔 Inscreva-se no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!
​Siga-nos no YouTube @metamorfosecomunicacao @ColetivizandoBR

​#PodcastColetivizando #ProfSamuelSiebra #Ceará #Cariri #DesenvolvimentoRegional #PolíticaEsquerda #Educação #Saúde #JuazeiroDoNorte #Crato #Barbalha #MetamorfoseComunicacao

O Podcast é uma iniciativa do blog Coletivizando, e é produzido pela Metamorfose Comunicação e conta com o apoio da CTB Bancários-CE e do Sindicato dos Bancários de Brasília. 

www.coletivizando.blogspot.com

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Podcast Coletivizando de 14/08/2026, às 8h15: Campanha Nacional dos Bancários 2026



 Card digital horizontal para divulgação de episódio de podcast. No topo, em fundo branco, lê-se em destaque preto e azul: "6a. feira, 14/8, às 8h15", acompanhado pelo logotipo "Coletivizando" e um ícone de microfone.  A imagem é dividida em três faixas horizontais coloridas que organizam o conteúdo do programa:  Faixa superior (fundo verde e azul): Traz o bloco "Cuida" e o título "Campanha Nacional dos Bancários(as) 2026". À esquerda, há o retrato fotográfico de uma mulher negra de cabelos cacheados curtos, sorrindo, vestindo blazer azul e blusa branca. No canto superior direito, um selo verde exibe o texto "Feitos de esperança movidos pela luta".  Faixa central (fundo amarelo): Apresenta o bloco "Papo político" seguido pelo tema principal: "Ciência e Tecnologia no Ceará, o futuro é agora", com a identificação da convidada: "Sandra Monteiro: Secretária de Ciência e Tecnologia do Ceará".  Faixa inferior (fundo vermelho escuro): Exibe o bloco "Canta, minha gente" e a atração musical: "Consolança: Eugênio Leandro e Oswald Barroso".  Na margem inferior, sobre fundo branco, aparecem os logotipos de apoio (Metamorfose, CTB Bancários Ceará, Bancários DF) e os identificadores de redes sociais @metamorfosecomunicacao e @ColetivizandoBR, além do logotipo do YouTube no canto direito.

O Podcast Coletivizando volta nesta sexta-feira, 14/08/26, às 8h15.

O programa tem uma mudança na ordem dos blocos, com vistas a um melhor aproveitamento do tempo. O programa, apresentado pelo Sociólogo e Bancário Paulo Vinícius da Silva, inicia com o Cuida, que abordará a Campanha Nacional dos Bancários, a maior campanha salarial do Brasil e que inicia um calendário de reivindicações salariais de grandes categorias. O bloco pretende introduzir a audiência na campanha, suas principais pautas e dilemas.

O Canta, minha gente traz a tocante canção cearense Consolança, de Eugênio Leandro e letra de Oswald Barroso, um gigante do teatro e da cultura cearense, lutador pela democracia e que recentemente nos deixou.

O Podcast Coletivizando é uma realização do Blog Coletivizando, em parceria com a Metamorfose Comunicação e o apoio do Núcleo Sindical de Base da CTB Bancários do Ceará e o apoio do Sindicato dos Bancários de Brasília.

SERVIÇO:

Podcast Coletivizando

Sexta-feira, 14/08/2026, 8h15

Nos canais do Youtube

@metamorfosecomunicacao

@coletivizandoBR

A imagem é uma composição visual que combina paisagens naturais, a letra de uma canção e retratos dos autores.  O layout é dividido em três colunas principais sobre um fundo de papel pautado.  Coluna Esquerda:  Superior: Uma fotografia em plano aberto mostrando uma paisagem de caatinga com um grande juazeiro frondoso e verdejante em destaque. Ao redor da árvore, há arbustos secos e pedras, e alguns animais (provavelmente cabras ou bodes) estão pastando na base.  Inferior: Sobre o papel pautado, o título "Consolança" em letras pretas maiúsculas. Abaixo, os nomes "Eugenio Leandro e Oswald Barroso". Em seguida, a primeira parte da letra da música:  Mas, se cortaram O pé de juazeiro Menina não chore Se mataram o sabiá, Não chore não Pois inda resta o sol Banhando o milho Seco no roçado linda tem ruçara Pra nos inquietar  Pedra se encontra Ouvi alguém falar Porque que um grande amor Não pode se encontrar  Coluna Central:  Uma fotografia panorâmica e de tirar o fôlego dos Cânions do Rio São Francisco ao pôr do sol. Paredões rochosos alaranjados emolduram o rio tranquilo, que reflete os tons dourados e alaranjados do sol poente no horizonte. A luz cria raios solares visíveis sobre a paisagem.  Coluna Direita:  Superior: Sobre o papel pautado, repete-se o título "Consolança" e os nomes "Eugenio Leandro e Oswald Barroso". Abaixo, a continuação da letra da música:  Se secaram os rios Inda assim não chore As águas desse mar Ninguém acaba não (bis)  O tempo conta pra gente menina Por isso não chore, que o tempo não para Menina vê se acaba esse choro Assoletre com as pedras que sabem esperar  Extrema Direita (Rodapé):  Dois retratos fotográficos em plano médio.  À esquerda: O retrato de um homem de cabelos grisalhos, Óculos e barba branca, vestindo uma camisa azul. Ele está em pé, com a mão direita levantada na altura do ombro, gesticulando. O nome "Oswald Barroso" aparece em amarelo no canto inferior.  À direita: Uma fotografia mais antiga, em sépia ou preto e branco, de um homem jovem de cabelos cacheados e sorriso largo, com um cigarro na mão direita. O nome "Eugenio Leandro" aparece em amarelo no canto inferior.

 Assista no Coletivizando:


Assista no Metamorfose:



quarta-feira, 17 de junho de 2026

​🚨 ATENÇÃO: ​O Podcast Coletivizando, agora é toda sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨Luis Carlos Paes é o convidado!

 ​🚨 ATENÇÃO: MUDANÇA DE DIA E HORÁRIO! 🚨



​O Podcast Coletivizando, a partir de agora é toda sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨


​Confira o que preparamos para esta sexta (19/6), 8h15:

​• Papo Político: Recebemos Luís Carlos Paes (Presidente do PCdoB cearense) para um debate sobre sua recente viagem à China e a pergunta: Banco Central Independente do Brasil?


* Cuida: as inscrições abertas para os cursos de idiomas das Casas de Cultura da UFC e do IMPARH.

* Canta, minha gente: Uma viagem musical pela história de "We shall overcome".

​📍 Onde assistir? Acompanhe a nossa live pelos canais no YouTube:

​📺 @metamorfosecomunicacao

📺 @ColetivizandoBR


​Anotou aí? Sexta, às 8h15! Esperamos por você! 🎙️🌍

domingo, 3 de maio de 2026

Pré-Campanha Inácio Deputado Federal reúne mais de 150 voluntári@s no Sindicato dos Bancários neste sábado, veja como foi e um trecho da minha fala.

Veja um trecho da minha fala na Plenária da Pré-campanha Lula Presidente e pela reeleição do Deputado Federal Inácio. O evento foi um sucesso! Mais de 150 voluntári@s mostraram que o povo cearense limpará o Congresso dos bandidos e inimigos do povo! 

Também foi apresentada a pré-candidatura da Dra. Taís a Deputada estadual, camarada e amiga que conheci ainda na UJS, em Cuba, estudando Medicina para voltar e se doar ao povo mais necessitado, ao SUS e à população de rua. O PCdoB mostra sempre ótimas ideias, gente da melhor qualidade e o rumo maior pensando no Brasil!


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Hoje, 19h30! Comemoração Inacio Federal no Quintal do Samba, no Benfica! Bora?!

🎉 Comemoração da posse de Inácio Arruda - Deputado Federal

📅 16 de abril de 2026 (quinta)
🕢 A partir das 19h30
📍 Quintal do Samba
Rua Paulino Nogueira, 91 - Benfica

Vamos juntos celebrar!

segunda-feira, 30 de março de 2026

SESSÃO SOLENE dos 104 anos do PCdoB - ALECE, 4a. feira, 17h

SESSÃO SOLENE
Convite especial
Aniversário de 104 anos do PCdoB e homenagem a Benedito de Paula Bizerril.

O presidente estadual do PCdoB, Luís Carlos Paes, e o deputado estadual Alysson Aguiar (PCdoB-CE) convidam para a Sessão Solene na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), em comemoração aos 104 anos do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Na ocasião, será homenageado o histórico dirigente comunista e grande lutador do povo brasileiro, Benedito de Paula Bizerril, referência de compromisso, coragem e dedicação às lutas populares.

Data: 1° de abril de 2026
Horário: 17h
📍 Local: Plenário 13 de Maio – Assembleia Legislativa do Estado do Ceará
📌 Endereço: Av. Desembargador Moreira, 2807 – Dionísio Torres, Fortaleza/CE

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

NOTA DE SOLIDARIEDADE – Rita Lisboa - PCdoB Ceará



A Executiva do PCdoB Ceará recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento de Rita Lisboa, ocorrido na manhã desta terça-feira, 17.

Rita foi uma grande liderança comunitária, companheira de caminhada e militante incansável. Desde os primeiros momentos da luta comunitária no Dias Macedo até a organização partidária, esteve sempre presente, com firmeza, solidariedade e compromisso. Sua trajetória foi marcada pela lealdade aos mais nobres valores socialistas, pela coragem diante das adversidades e por uma dedicação permanente ao povo.

Conhecida carinhosamente como Rita da Farmácia, por ter ajudado, orientou e acolheu inúmeras pessoas. Sua militância extrapolou a política institucional: foi um gesto cotidiano de cuidado, escuta e generosidade.

Mulher de luta e de fibra, Rita também expressou sua sensibilidade e consciência social na poesia, como poeta cordelista, traduzindo em versos a vida, a cultura popular e os sonhos de justiça social.

Ficam a saudade, o exemplo e a inspiração de uma vida inteira dedicada à comunidade e à causa que abraçou com firmeza e lealdade. À família, aos amigos e aos camaradas, nossa solidariedade e nosso abraço fraterno. Seguiremos honrando sua memória na luta coletiva que ajudou a construir.

Executiva do PCdoB Cearense 



SERVIÇO 

O velório ocorre no Cemitério Parque da Paz
O sepultamento será às 10h do dia 18 de fevereiro. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Sessão Solene de 43 anos da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza na ALECE, 10/10, 9h, inscreva-se:


AGENDE ESTA DATA
10 DE OUTUBRO – 9H
SESSÃO SOLENE DE 43 ANOS DA FBFF E DIA ESTADUAL DA LIDERANÇA COMUNITÁRIA

(Logotipo da Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza - FEBFF)
Release de Divulgação
FBFF Comemora 43 Anos e o Dia Estadual da Liderança Comunitária em Sessão Solene
A Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza (FBFF) convida a comunidade e a sociedade civil para uma Sessão Solene especial em comemoração aos seus 43 anos de fundação e para celebrar o Dia Estadual da Liderança Comunitária.

O evento, que reconhece a importância histórica da FBFF na luta por direitos e a atuação essencial dos líderes comunitários na construção de um Ceará mais justo, acontecerá na seguinte data e local:
 * Data: 10 de Outubro
 * Horário: 09h
 * Local: Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa do CearáAv. Desembargador Moreira, 2807, Dionísio Torres.

Esta é uma oportunidade para prestar homenagem à trajetória da federação e a todos aqueles que, no dia a dia, dedicam-se à defesa e ao desenvolvimento de seus bairros e favelas.

Participe!

Para garantir sua presença e receber informações adicionais, solicitamos que preencha o formulário de inscrição oficial:

🔗 Link para Inscrição:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdr8ernpgjsMlKF7joa6Romm136QQAwBOj3KNWPa0-WEE20DQ/viewform?usp=dialog

Contamos com sua presença para abrilhantar este momento de celebração e reconhecimento da força da organização popular!

Fonte: FBFF

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

ATO POLÍTICO da 27ª Conferência do PCdoB Cearense, Sábado, 10h na UECE


🚩 27ª Conferência Estadual do PCdoB Ceará

🗓 20 e 21 de setembro de 2025
📍 Auditório Central da Universidade Estadual do Ceará – Campus Itaperi

📌 Programação

Sábado, 20/09/25
8h00 – Credenciamento
9h00 – Início da Conferência
9h30 – Votação do Regimento
10h00 – Ato Político da 27ª Conferência do PCdoB Ceará
Apresentação dos documentos do 16º Congresso e da 27ª Conferência, seguida de debate em plenário.


Domingo, 21/09/25
9h00 às 18h00 – Continuidade dos debates
Eleição do novo Comitê Estadual e da delegação cearense ao 16º Congresso Nacional do PCdoB.

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

A batalha de Fortaleza e as lições imediatas das eleições de 2024 - Paulo Vinícius da Silva


A impressão que tenho, diante das diversas análises acerca do resultado das eleições municipais, é que venceu a Frente Ampla, bem ampla mesmo - foló, em bom Cearês. Na real, o povo preferiu evitar o mal maior, mesmo que não tenha votado do jeito que queríamos. 

Um amigo querido, quadro, fulminou-me ao ler o artigo anterior, numa mensagem de texto: "Frente Ampla, onde"?! E eu respondi: basta pensar em como seria o clima político se o Bolsonarismo tivesse ganho nas disputas do segundo turno. Aí você veria o tamanho do buraco. 

Mas, em parte, ele tem razão. A Frente Ampla ainda é uma aspiração, não é uma organização, não tem sede, presidente, ações próprias. Ela é, em boa política brasileira, um xadrez tridimensional com as mais diversas alianças, malgrado a crueza da luta de classes. Poderiam ser tais alianças contra nós, e muitas vezes são, sabemos o gosto amargo. Mas desde que vencemos, passou a ser contra o Bolsonarismo, daí a definição de que a vitória foi da Frente Ampla, no sentido de negar o protagonismo ao extremismo golpista. E é um fato muito positivo, pois seu isolamento é essencial para que os caminhões de provas e as milhares de vítimas possam valer na balança da justiça, sem anistia para golpistas nem para Bolsonaro.

Os acontecimentos seguintes na cena política despencaram de abismo em abismo, como poderia dizer o poeta Paraibano Augusto dos Anjos. Rejeitar o Bolsonarismo não é pouca coisa, é notável.  

A despeito dos manuais de eleições municipais, tivemos um grande peso nacional, superando até o debate local, na eleição de Fortaleza. 

Fortaleza é rebelde, elegeu Maria Luíza Fontenele, então no PT, ainda em 1985.  O neoliberalismo propriamente dito também por lá principia, com a chegada ao governo do Ceará, ainda em 1986, dos então "jovens empresários" liderados por Tasso Jereissati, "o galeguim dos zói azul", figura importante no PSDB desde então, rompendo o domínio "dos coronéis" que estavam no poder sob o Regime Militar de 1964. Paes de Andrade, Mauro Benevides, Gonzaga Mota marcaram a política cearense quando Sarney presidiu a democratização, a constituinte e a eleição de 1989. 

A virada do Brasil neoliberal tucano para a era Lula encontrou correspondência com o crescimento da esquerda, projetando uma hegemonia das forças progressistas no cenário local. O surgimento de lideranças femininas é ainda minoritário, mas mesmo nesse contexto, indelével, inclusive pela projeção da Prefeita Luiziane Lins (PT), vinda ela também do movimento estudantil.

Muita vez, a capital alencarina antecipa tendências e grandes debates nacionais nos processos eleitorais que, desde 1985 tem sentido progressista (como me alertou recentemente o amigo Aécio Holanda, coetâneo do movimento estudantil secundarista). De fato, Fortaleza tem uma característica progressista e liberta, assim como o humor político do Ceará Moleque. Em 1922, Fortaleza elegeu o Bode Ioiô vereador, como voto de protesto. O pessoal fresca mesmo.

Fortaleza também antecedeu o padrão televisivo e midiático da implantação da TV e da Propaganda Eleitoral ao fim da Ditadura, como bem mapeado pela Socióloga Rejane Accioly. Isso é coerente com uma sólida tradição cearense em fotografia, artes visuais, cinema e marketing, inclusive eleitoral. O Ceará é presença constante na TV Brasileira, em especial pelo peso do Sistema Verdes, Mares, afiliada local da TV Globo.

A vitória de Brizola sobre Lula na eleição do primeiro turno de 1989 mostra uma outra característica, que é a pluralidade da esquerda cearense. Lideranças do quilate de Heitor Férrer,  André Figueiredo, Roberto Cláudio, Eudoro, Sérgio Novais, Cid Gomes e os camarada Inácio Arruda, Chico Lopes e Eliana Gomes protagonizaram um primeiro ciclo de lideranças que ainda hoje têm protagonismo. Uma segunda geração se projeta, com a chegada ao governo nacional e as vitórias locais, que resistem até retomada, com o terceiro Governo lula.  Exemplos são Camilo Santana, mas também o decano José Guimarães, líder do governo na Câmara e, agora, Eumano Silva, atual governador. Irrelevante nacionalmente, Ciro Gomes tentou deter essa tendência e a acelerou, perdendo ainda mais relevância. 

Das grandes cidades do Brasil, Fortaleza, Terra do Sol foi palco de uma aposta arriscada, diante da força extraordinária da candidatura conservadora, representada pelo deputado André Fernandes, aposta da extrema-direita, fenômeno ainda oculto pelo enigma das redes sociais. A discussão foi, basicamente, PT ou anti-PT. Disso resultou a margem apertada da vitória maiúscula de Evandro Leitão, que virou a eleição. Camilo Santana e Cid Gomes impulsionaram a candidatura do Presidente da Assembleia, pedetista, para ser candidato pelo PT, liderando a frente que reuniu o apoio de Lula e Elmano. Eles peitaram a renovação de direita.

Renovação que veio através da figura constrangedora de André Fernandes, que obteve uma projeção espantosa, ademais na juventude. Jovem, bom de conversa, bonito e adestrado, mostra pouco conteúdo, muito preconceito e ambições desmedidas. Surfou no abismo que separa a esquerda da  juventude que compunha o bônus demográfico de 2012. A dificuldade da esquerda em renovar lideranças se expressou sobretudo na juventude, com a demagogia do bolsonarismo se apresentar como força "anti-sistêmica". André navegou nessa oposição, não encontrado quem lhe disputasse espaço. O campo conservador pôde, assim, superar a liderança em declínio do capitão Wagner, e apostar as fichas no jovem. Não importou a fragilidade do material, pois em tempos de influencers e redes sociais, isso é o de menos. 

E ele fez bonito em fazer feio. A cumplicidade com o negacionismo genocida, o irracionalismo, o humor ofensivo, a misoginia, o discurso do falso profeta, o bolsonarismo e tantos constrangimentos lhe valeram a célebre reprimenda de Flávio Dino na Câmara. 


Nesse tempo era bom. Levantaram a capivara do falador e acharam o apelido "raspa". Do Bode Ioiô pra cá, piorou, muito, havemos de concordar. Mas é claro que a língua ferina cearense jamais perdoaria uma criatura que quer ser levado a sério dando aula de depilação aonde o sol não costuma bater. "Raspa" já é o diminutivo, gentil e de duplo sentido, podendo ser dito sem problemas, embora a expressão completa não possa ser dita, pelo decoro.

Seu protagonismo teve base em duas forças inegáveis. A primeira, da própria direita conservadora cearense que aderiu ao Bolsonarismo. A instrumentalização do campo conservador pela extrema direita ganhou força com a sua instalação no poder Executivo nacional. É a esse bloco que Ciro leva pela mão o ex-prefeito Roberto Cláudio, gesto cuja racionalidade só se explica contra o plano de fundo das figuras de Camilo e Cid Gomes. Ciro poderia ter apoiado Izolda Cela ao governo. Perdeu. Poderia ter reunido apoio a seu prefeito, Sarto. Muito ao contrário. E após fazer de tudo em vão para implodir a esquerda, acabou explodiu seu próprio campo e segue em direção à direita. Nacionalmente já se omitira em 2018, foi para Paris. Localmente, queima as pontes e abre outras, sem nojinho. Resta saber se tais estripulias são capazes de fazer rodar a roda do tempo ao contrário. Não são.

As modificações na esquerda cearense se deram com a manutenção de um bloco hegemônico que sobrepassa os partidos e que foi capaz de sobreviver ao bolsonarismo. A liderança evoluiu num contexto de presença nos espaços de poder, liderança nos movimentos sociais e acordo entre os maiores partidos de esquerda. Camilo, Cid, Elmano e Evandro Leitão compõem uma nova página da liderança que tem raízes no primeiro ciclo mudancista que afastou o PSDB do controle sobre a Política Cearense, ainda são da mesma geração. Essa transição trouxe setores políticos que compunham a hegemonia anterior, sob Tasso. O sentido progressista persistiu até agora, quando se colocou uma disputa acirradíssima e Camilo topou o jogo. Por já ter ampliado a composição interna até do PT (Evandro veio do PDT), afirmou-se simbolicamente a unidade em torno do PT e de Camilo com a onda 13. 

Logo depois da vitória de virada, as placas tectônicas tremeram. Diante da possibilidade de o PT acumular a Prefeitura, o Governo, a Presidência e a Presidência da Assembleia, Cid Gomes se insurgiu, mas com jeitinho. Deixou claro que a hegemonia é plural. E o próprio candidato, Santana, do PT do Juazeiro do Norte, declinou da proposição de seu nome. Cid deve ter lembrou da estreiteza da margem da vitória, questionado sobre o futuro da Frente Ampla e também a aliança que pilota, ao lado de Camilo. Ganhou por ter mostrado o óbvio. O topo é duro de alcançar, mas de manter, é muito mais difícil. 

Esse chamado não foi contradito. Vi muita gente de todas as denominações - e no Ceará tem de tudo - botando o 13 no peito, a despeito das tretas, entoando as divertidas músicas da campanha, que alertaram:

"Só quer ferrar com a vida do povo. 

Geral sabe que ele vai estragar nossa cidade, 

Ele não tem experiência nem maturidade. 

Mentiroso, não vai governar

Fortal do jeito certo. 

O povo tá comentando:

não vota em raspa caneco! 


Deixa ele achar que

vai comandar

Fortaleza ...

Leitão não vai

deixar!


 A tropa do 13 é fogo, 

vai botar pra correr da cidade 

o mini Bozo!"


A aposta plebiscitária foi aceita, e a resultante foi a superação da liderança de Ciro Gomes; obstaculizou-se uma liderança jovem de extrema direita a partir da confiança em um campo já longevo que lidera a política cearense desde a perda da influência de Tasso e do PSDB e que tem uma liderança também nova, Camilo Santana, agora Ministro da Educação. 

A unidade, a mobilização bairro a bairro, a contraofensiva nas redes sociais e nas músicas de campanha, o alerta permanente sobre o perigo para a cidade e sobre as fragilidades do adversário, foi a soma desses atores que levou à vitória. Se, no caso de Paes (Rio de Janeiro) e Campos (Recife), a Frente Ampla sem o protagonismo direto do PT levou a esmagadoras vitórias, no caso de Fortaleza, a Frente Ampla foi representada pelo PT, sendo criticada por não ser ainda mais à esquerda. Foi com a entrada do povo na campanha que o jogo virou.  Em minha perspectiva, isso alerta-nos para a vitalidade da Frente Ampla e para a necessidade de buscar uma hegemonia distinta e brasileira, no seio dos setores mais progressistas, como Frente Popular. 

Mas isso não é tarefa de governos, de caciques, de lideranças que pontuam e passam, mas a tarefa de organizar o povo para que não sejam possíveis os retrocessos. O cearense é muito vivo. Tem uma opinião muito desconfiada sobre política, porque dela participa, e muito. Todos com quem conversei disseram-me a mesma coisa: vamos por aqui, mas há problemas. E talvez o maior problema seja o do futuro, mas não qualquer futuro. O fascismo se apresentou sob o manto da juventude, e foi rejeitado, ainda que por pouco, o que dá orgulho de Fortaleza. Mas isso não nos exime de chamarmos a turma que lotou os bairros e as redes e renovarmos as lideranças, as práticas, corrigir erros. Aí sim, poderemos considerar que estamos no caminho da disputa da hegemonia. Por ora, ganhamos por um pelinho, então precisamos nos unir mais e ir em direção ao povo.

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Sérvulo Esmeraldo - O Espaço do Infinito - Paulo Vinícius da SIlva

                      Femme Bateau - Obra na Ponte Metálica Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Domingo de manhã, fui pego de surpresa pelo documentário sobre o artista cearense universal: Sérvulo Esmeraldo - O Espaço do Infinito, que me levou às lágrimas... 

Está disponível no Youtube do SESI, assista!

Revi sua obra na paisagem alencarina, do alto de minha ignorância, e chorei de saudade de Fortaleza.

Comoveu-me seu exemplo do dever encarnado, de traços tão diáfanos e elegantes, comprometidos e firmados na terra como concreta mudança da própria realidade, até mesclar-se com a paisagem, com a vida do povo, e só depois ser reconhecido - que mérito, que elegância! 

Tocou-me, ele primeiro ter conquistado Paris para só depois regozijar-se com a conquista do Crato, sua cunha. A frase, "Eu estou trabalhando em algo lindo" é glorioso epitáfio, pretensão, utopia, que a Arte traz: querer superar a alienação do trabalho. E Les Feuilles Mortes... 

Conheçamos e celebremos o exemplo e a obra de Sérvulo Esmeraldo!



sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Canção do exílio cearense - Paulo Vinícius da Silva




"Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá" Gonçalves Dias

Minha terra tem coqueiros,
O seu nome é Ceará.
Terra de índios, vaqueiros,
Do verde e bravio mar
Que o valente jangadeiro
domou pra nos libertar.

Serra, sertão, branca areia,
Nossos risos, nossas dores,
Nossa música e poesias
Aliviam os dissabores.

Minha terra tem uma brisa
Que nunca pude encontrar.
Dançam forrós, os amores
Que a saudade deixou lá,
Minha terra tem coqueiros,
O seu nome é Ceará.

Em cismar, bem longe, penso,
Um dia, hei de voltar!
Minha terra tem coqueiros,
O seu nome é Ceará.

Por ti eu não fico triste, e
Mesmo se a tristeza vem,
Sou valente e digo um chiste,
Faço um riso e vou além,
Meu trabalho, gênio e brilho,
Só dizem de querer bem.

Rogo à Virgem, meu Padim,
Menino Jesus: vou voltar?
Nem a seca poderia
Fazer deixar de te amar,
Ó Terra da Liberdade,
O seu nome é Ceará.



sábado, 29 de maio de 2021

Textos de Combate: Sem perder a ternura, jamais - Paulo Vinícius da Silva - à Venda

O livro Textos de Combate: sem perder a ternura, jamais! já está disponível!Não precisa ter kindle, basta baixar o aplicativo ou entrar no computador com senha.  É um ótimo leitor de PDF.

Ainda só na Versão E-book, ajudem a divulgar!

Prefaciado pela diretora do Sindicato dos Bancários de Brasília, Teresa Cristna Pujals, o livro reúne 21 textos, escritos, entre 1991 (a entrevista, com 14 anos) e 2021. Marca assim as efemérides do aniversário de 44 anos e de três décadas de militância comunista, desde o Liceu do Ceará, no Fora Collor, na UJS, até a luta sindical na CTB, como Bancário e, principalmente, Sociólogo. 

Nesse percurso, fui do grêmio do Salomé Bastos à Solidariedade Internacional, mas sempre com a juventude e a classe trabalhadora, tendo visitado 18 países nesse período, tendo encontros com líderes sociais dos 5 continentes, além de ter conhecido pessoalmente Lula, Dilma, Daniel Ortega, Hugo Chávez, Ramón Cardona, Renato Rabelo, Luciana Santos, Haroldo Lima, Aldo Arantes, Manuela D'ávila, lutando ao lado da nova geração que anseia ainda por um país melhor, democrático, justo, desenvolvido, em vez da tragédia que se abateu contra o Brasil, um capítulo sinistro  da Guerra Híbrida e das manipulações do Imperialismo e seus títeres.

Nesse período, busquei sempre refletir criteriosamente sobre o mundo e a nossa luta. Assim me construí como intelectual orgânico da classe trabalhadora, dedicado à polêmica e à luta, mas sem perder a ternura, jamais. É o primeiro de um conjunto de livros em elaboração e compilação, ainda para  ano de 2021.


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sábado, 8 de maio de 2021

Parar o genocídio é uma tarefa política - In memorian de Leonardo Caverna e Júlio Salas - Paulo Vinícius da Silva

Perdemos mais um veterano da UJS para o genocídio. Outro dia, o Júlio Salas, grande líder secundarista do Amazonas da minha geração. Hoje, Leonardo Caverna. Quem será o(a) próximo(a). E é um problema político. A culpa é do Bolsonaro. 

Leonardo Caverna, lembro de você arrombando o portão do 7 de Setembro no dia da manifestação que reuniu 70 mil pessoas no Fora Collor, a maior de todas. Não sei se eu estava ao carro de som, 1992, e vejo ele, a barriguinha, de chinela havaiana, pendurado na marquise e as pernas como um aríete, de calça jeans e sem camisa. Pou! E a estudantada do 7 saiu às ruas (nunca saía). 

Leonardo caverna, sempre feliz e na luta. Segura a bandeira da CTB.

 

Ele era o mais animado dos estudantes das escolas privadas do Corredor da Av. Imperador. Sua energia e combatividade foram centrais para desenhar o mapa das passeatas de Fortaleza, ele e nossa galera  (Andrea, Zizia, Paulinha, Huston, Cristóvão, Pádua, Rogério, Aírton, Paulo Henrique, Flávio Arruda, Saulo, Johnson, etc) e todas as correntes do ME alencarino, nós desenhamos aquele mapa. E ele arrastava a Imperador, aonde era sua escola, o Anglo. Por três caminhos (Liceu do Ceará - Adauto Bezerra-ETFCE e Justiniano de Serpa) dirigiam-se milhares de estudantes ao Centro de Fortaleza. 

O cabelo grande e desalinhado, um cordão de osso no pescoço, nem sempre de camisa. Caverna foi consequência, como apelido - pra nós Caverninha. Depois, Leonardo Leite. Era um dos mais ensandecidos membros da terrível comissão de vacilos, até o Marcelo Nogueira, reitor da URBI -universidade regional dos brutos e ignorantes -tinha medo de levar uns sabacús, se vacilasse... Não era raro o Caverna surpreender a mim ou a outro amigo com- literalmente - uma mordida na bunda. Vinha ardiloso, com um sorriso moleque, vc tava em pé conversando, e, do nada, surgia o Caverna dando uma mordida de varar calça jeans! Como doía, mas, como não rir?! 


 

Era uma força da vida, meu amigo Leonardo Leite. Era combativo, teimoso, socialista do PSB de raiz desde o leite materno, militante da UJS que me ensinou na prática como levávamos a sério a UJS ser maior que o Partido, reunindo a juventude socialista. Era um cara que era povo. No meio dos secundaristas, dos trabalhadores, da massa, ele era peixe dentro d'água. Torcedor Tricolor (Fortaleza) fanático, puxador de palavra de ordem, lembro dos pulinhos dele, com os pés unidos, cantando as mais fuleiras palavras de ordem que eu já ouvira. Formiguinha, vovó, elefante, todo tipo de loucura e todo os gritos da TUF. Dirigente sindical da CTB Ceará, pai, meu amigo, mais um da minha geração que tomba diante de o Brasil ter se tornado uma ameaça à vida, à saúde pública global. 

Caverna não morreu só de COVID, ele não sobreviveu ao governo Bolsonaro. Você, que me lê, sabe se nós sobreviveremos?! 

Não é uma questão teórica, mas político-prática. Não foi individual. As pessoas morrem por falta de vacina, por projeto, por corrupção descarada, pelo culto à ignorância, à burrice, ao crime. Nós estamos perdendo pessoas, inteligências, amores e isso é um problema político. Nos EUA, lembrou-me um amigo, a saída foi pelas ruas e com a eleição, e é verdade. O PCUSA resumiu, à época: tem de votar no Biden e mudar a política. Não podia vacilar. E deu certo. 

No Brasil, mudaram bastante as coisas nos últimos dois meses e Lula retoma um digno protagonismo.  A hora é de apostar na unidade, na ousadia, na esperança, na iniciativa política. Vislumbra o povo brasileiro retomar o governo? Sim, nós podemos. 

Que fazer? No curso da CPI, o que fazer? Qual a unidade, quais as ações que possam parar o genocídio? Responder é o nosso compromisso com cada um que perdemos, com o nosso futuro, com a vida, com o Brasil. 

Temos de lutar muito mais, unir muito mais, mudar o jogo! Retomar a vida, a democracia, o Brasil, cobrar tantos crimes contra o povo brasileiro, é nosso compromisso, é a saída, é como sobreviveremos! Leonardo Caverna, presente! Fora Bolsonaro Genocida!

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