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quinta-feira, 22 de abril de 2021

CASSI: VOTAÇÃO RELATÓRIO CASSI 2020 - TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA VOTAR - CTBANCÁRI@S DF

A Votação do Relatório  Anual da CASSI 2020 vai de 19 até o dia 28 de abril, as 18h. 

A votação aprova ou reprova o resultado econômico-financeiro e as ações dA gestão da Caixa de Assistência.


COMO VOTAR?

-> Pelo app e site da CASSI

-> Pelos terminais de autoatendimento do Banco do Brasil. 

-> Funcionários da ativa podem ainda usar o SisBB. 

FALA A GESTÃO DA CASSI ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA

MENSAGENS DA DIRETORIA E DO CONSELHO DELIBERATIVO - SITE DA CASSI 



 


POSIÇÃO DA CONTRAF-CUT

Baixe a matéria

A votação para aprovação do Relatório 2020 da Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil começa nesta segunda-feira (19) e segue até às 18h do dia 28 de abril. Todos os associados à Cassi podem votar. O documento apresenta o resultado econômico-financeiro de 2020 e as principais ações de gestão da Cassi.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a maioria dos sindicatos e federações da categoria bancária do país têm diversas críticas às ações de gestão da Cassi, mas indicam a aprovação do relatório porque o mesmo reflete fielmente o resultado econômico-financeiro do período e a não aprovação pode ocasionar problemas que podem prejudicar a manutenção da Caixa de Assistência dos funcionários.

“As ações da Cassi não são as mais adequadas para nós, associados. Mas, o relatório reflete a situação financeira da entidade. É isso o que estamos aprovando”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Nós fizemos um documento e vamos publicar um boletim O Espelho expressando nossas críticas”, completou.

Principais críticas

  • Cassi é para cuidar da saúde, não para acumular dinheiro
    A diretoria da Cassi apresentou o Balanço 2020 aos associados, vangloriando-se do superávit acumulado, como se fosse fruto de eficiência e inovações da gestão. Por vezes parece que apresentam o balanço de um banco, não de um plano de assistência à saúde.
  • Telemedicina é paliativo e compromete atenção integral à saúde
    A Cassi implantou a telemedicina como alternativa de atendimento durante a pandemia. Vale como solução paliativa, inclusive para quem não tinha acesso à rede credenciada. Mas não pode ser adotada como solução definitiva, pois entra em choque com a Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo adotado pelos melhores e mais modernos sistemas de saúde do mundo e que foi indicada por consultorias especializadas contratas pela própria Cassi, como a Accenture que atestou o ESF como melhor estratégia de redução de custos.
  • Associados querem redução da coparticipação e mais medicamentos
    Como a situação financeira da Cassi está equilibrada, a Contraf-CUT e as demais entidades representativas reivindicam a redução dos percentuais de copartipação anteriores a 2019, revogando a decisão unilateral tomada pela diretoria da Cassi. Não faz sentido continuar penalizando aqueles que mais precisam dos serviços médicos.
    A Contraf-CUT também defende a ampliação do fornecimento de medicamentos de uso contínuo, alguns deles de alto custo, para garantir o tratamento adequado para todos.


Sindicato dos Bancários de Brasília


POSIÇÃO DO ENFRENTE





quarta-feira, 9 de março de 2016

Vídeo - Por que os bancários, a CUT, a CTB e setores de oposição se uniram na Chapa 2, Sindicato Para Tod@s?



Por que CUT, CTB e setores independentes e de oposição se uniram na Chapa 2 Sindicato para Tod@s?

Há graves ameaças no horizonte, e só a nossa unidade poderá deter o PL da Terceirização, o PLS 555 de abertura do capital da Caixa e das Estatais e a tentativa de rasgar a CLT. Confira no vídeo.#VoteChapa2 #EmDefesadaCaixa #ContraPLS555
Publicado por Chapa 2 Sindicato para Todos Bancários DF em Quarta, 9 de março de 2016

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Foi bom Dilma ter afrontado o “mercado” na sucessão na Petrobras - Paulo Nogueira - DCM

Diário do Centro do Mundo



Postado em 06 fev 2015
por : Paulo Nogueira



O “mercado” não queria este homem

Um dos lugares comuns mais imbecis do noticiário é aquele que fala em nome do “mercado”.


O mercado gostou. O mercado detestou. O mercado aprovou. O mercado rejeitou.

O mundo seria um horror se os desejos do “mercado” fossem sempre atendidas.

O “mercado” é o nome fantasia do que se pode chamar de direita.

Se a humanidade tivesse seguido as sugestões do “mercado”, viveríamos como na Revolução Industrial. Jornadas de 18 horas, crianças nas máquinas, nada de férias, nenhum direito.

Foi Bismarck, na Alemanha da segunda metade do século 19, que criou o chamado Estado de Bem Estar. Não porque fosse um homem bonzinho, mas por temer o que a esquerda alemã, sob a inspiração de um certo Karl, poderia fazer caso a classe trabalhadora continuasse a viver no inferno.

Bismarck afrontou o “mercado”.

Mais recentemente, os gregos também disseram não ao “mercado”. Eles se cansaram de dizer sim, e por conta disso viver em condições abjetas.

O “mercado” clama por austeridade. Mas austeridade para os 99%, porque para o 1% a festa continua.

No Brasil, como na Grécia, a sociedade também rejeitou o “mercado”, que queria Aécio.

Ironicamente, Dilma, a escolhida pelo voto popular, se comportou no começo de seu segundo mandato como se o “mercado” tivesse saído vitorioso nas urnas.

Joaquim Levy é o símbolo disso.

O novo presidente da Petrobras traz uma novidade: é a primeira vez, da Dilma 2, em que o “mercado” é rejeitado.

Vamos resumir. Se o “mercado” fosse bom assim, o mundo não enfrentaria uma crise econômica que se arrasta desde 2008.

Porque esta crise veio exatamente do “mercado”. Ele impôs, e Thatcher foi chave nisso, desregulamentações em série nos bancos.

Resultado: entregues à própria ganância, traduzida em bônus milionários, e sem fiscalização de qualquer espécie, os banqueiros começaram a fazer operações cada vez mais perigosas.

Num certo momento, tais operações se tornaram suicidas – emprestar maciçamente a quem talvez não tivesse condições de honrar os empréstimos.

Veio a quebradeira dos bancos, em 2008 — e com ela o colapso na economia global que ainda vemos hoje.

O dinheiro do contribuinte salvou os grandes bancos nos Estados Unidos e na Europa desenvolvida – Alemanha, Reino Unido e França.

O “mercado” mandava desregulamentar, e assim se fez.

Em todo o mundo, há um cansaço com o “mercado” – pelas enrascadas em que ele mete quem o segue.

E pelo preço que sempre cobra em ações sociais. Quando virou ministra da Educação, antes de se tornar premiê, a primeira ação de Thatcher, a Rainha do “Mercado”, foi cortar o leite que era fornecido às crianças nas escolas britânicas.

Não surpreende a festa que os ingleses fizeram quando ela morreu. Cobri uma delas, em Trafalgar Square, no centro de Londres, e posso garantir que a animação não era pequena.

É positiva a escolha do novo presidente da Petrobras quando mais não seja pelo não submissão ao “mercado”.

Se dependesse dele, a Petrobras desde FHC teria o destino da Sabesp – que, em bom pedaço privatizada, deu grandes lucros aos acionistas até não dar mais água aos paulistas.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).


Sobre o AutorO jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

domingo, 18 de maio de 2014

Colega Bancário(a) do BB, peço o voto como candidato da Chapa 4 - Unidade e Segurança na PREVI - Vídeos



Paulo Vinícius Silva

Sou candidato junto com os colegas na Chapa 4, para assumir a reflexão sobre a PREVI, o que é coerente com a minha vida, funcionário do BB, de volta à agência.  Não podia negar a confiança do chamado de camaradas como Eduardo Navarro, Emanoel Souza de Jesus, Carlos Lima Caco e Augusto Vasconcelos pelo ramo financeiro da CTB para essa missão num momento tão importante em que os bancos públicos podem ajudar o país.  É o que faço no dia-a-dia atendendo, como um simples escriturário, mas que percebe e atua em missões dadas pela Presidenta Dilma ao BB, como bater as metas de apoio à pequena empresa, a recepção e o apoio à inclusão bancária dos brasileiros(as) e de milhares de médicos de diversos países que vem atender à nossa gente no Mais Médicos, também um período de legalização de inúmeras empresas.

Aceitar - com menos de seis meses de volta à base - compor a chapa 4, Unidade e Segurança na Previ é um desafio, numa composição que conta com companheiros de larga experiência no movimento bancário, ligados à CUT e a outras entidades do movimento bancário. Nesse  time, somos os Bancários Classistas da CTB, que passam a refletir e elaborar sobre esse tema tão complexo, o futuro dos pós-98 e a economia do país. Já temos eleito o Sousa, do Sindicato dos Bancários de Sergipe, o veterano sobre o tema. Temos também na chapa outro cetebista Nei Rios. Tenho certeza que bancários e bancárias poderão nos ajudar, que é possível aproveitar tantas opiniões qualificadas que pude encontrar, por exemplo na tecnologia, como representantes do funcionalismo do BB.

Pessoalmente, minhas participações em conselhos, seja em universidades (UFC ou UNB) seja em espaços como o CONJUVE sempre foram marcados pelo comprometimento com os(as) representados(as) e pela preocupação de somar, de dar opiniões qualificadas, o que levarei para a PREVI.

Por essas razões peço o voto dos(as) colegas bancários(as) na Chapa 4 Unidade e Segurança na Previ!! Vote na chapa 4!

Eleições Previ - 16 a 28 de Maio

http://www.chapa4unidadeeseguranca.com.br/

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Eleições PREVI - Vote chapa 4 - Unidade e Segurança na Previ - 16 a 28 de maio


http://www.chapa4unidadeeseguranca.com.br/

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DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO

Wagner de Sousa Nascimento

Wagner de Souza NascimentoAssociado do Previ Futuro. Ingressou no BB e na Previ em 2002. Tem experiência profissional em contabilidade e administração e foi gerente de serviços no Banco do Brasil. Graduado em Administração e pós-graduado em Gestão Previdenciária. Tem cursos de previdência complementar e gestão pública nas áreas de Contabilidade, Administração e Recursos Humanos. É diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte (MG). Integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, como representante da Fetraf MG. Membro do Conselho Consultivo do Plano Previ Futuro desde 2010, onde foi coordenador.

DIRETORA DE PLANEJAMENTO

Célia Maria Xavier Larichia

Célia Maria Xavier LarichiaAposentada. Foi gerente de várias agências no Rio de Janeiro e gerente executiva na Superintendência RJ, onde atuou nas áreas de crédito, análise de risco, planejamento, orçamento e controladoria. Contabilista, graduada em Ciências Biológicas, com MBA em Administração pela FGV e Gestão de Negócios pela USP. Cursou Auditoria e Controladoria pela FGV e Governança Corporativa pelo IBGC. É presidente da AAFBB, onde foi vice-presidente de Finanças, de Administração e diretora administrativa. Conselheira deliberativa da Previ desde 2010. Foi conselheira deliberativa da AABB Rio, FAABB e AnabbPrev.

CONSELHO DELIBERATIVO
José Ricardo Sasseron - Titular

José Ricardo SasseronAposentado desde 2012, após 32 anos de banco. Técnico em contabilidade, bacharel em História pela USP. Foi eleito para o Conselho Fiscal (96/98), Conselho Deliberativo (2004/06) e Diretoria de Seguridade (2006/12) da Previ. Coordenou as negociações com o BB para melhorar benefícios, reduzir e suspender contribuições e criar o BET em 2006, 2007 e 2010. Foi diretor jurídico do Sindicato dos Bancários de São Paulo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. É vice-presidente da Anapar e representante dos participantes no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).


Gilberto Matos Santiago - Suplente

Gilberto Matos SantiagoAposentado. Nasceu em Recife (PE). Tomou posse no BB em 1965. Trabalhou na Cacex, foi chefe de divisão no Desed Brasília e assessor do vice-presidente da Área Internacional do BB. Foi auditor na Eurobraz, em Londres. Bacharel em Direito pela Faculdade Cândido Mendes. Foi presidente da AAFBB por três mandatos, onde atualmente é presidente do Conselho Deliberativo. Foi conselheiro deliberativo da Previ de 1998 a 2006. Integrante do Comitê da OAB-RJ para assuntos de previdência complementar. É conselheiro deliberativo da Anabb desde 2002. É conselheiro certificado pelo IBGC.


CONSELHO FISCAL
Reinaldo Fujimoto (Fuji) - Titular

Reinaldo FujimotoAposentado. Ingressou no BB em 1973. Foi menor aprendiz e trabalhou em agências, no Cesec e na Direção Geral, onde foi o responsável pela apuração do fluxo de caixa. Graduado em Ciências Contábeis, com especializações em Finanças e Governança Corporativa. Vice-presidente administrativo e financeiro da Anabb. Foi presidente da Fenabb e atualmente é presidente do seu Conselho Deliberativo. Foi conselheiro fiscal do Sindicato dos Bancários de Brasília, Cooperforte e Fenabb. Atuou como conselheiro fiscal de várias empresas por indicação da Previ.




Sandra Regina de Miranda - Suplente

Sandra Regina de MirandaNascida em Jacareí (SP), mora em São Paulo. Participante do Previ Futuro, tem 15 anos de BB. É presidente da Apabb, gestão 2013/2014. Trabalhou na agência Centro SP, Gepes SP e na antiga Dires, atual UDS. Graduada em Comunicação Social. É educadora corporativa da Oficina de Educadores Sociais, diretora voluntária do Comitê de Cidadania Betinho (SP), que atua na construção de cisternas no Nordeste. Foi funcionária do Banespa durante 18 anos e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, de 1988 a 1991.



CONSELHO CONSULTIVO DO PLANO 1
Fernanda Duclós Carisio - Titular

Fernanda Duclós CarisioAposentada desde 1998. Ingressou no BB em 1973. Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Pós-graduada em Gestão e Planejamento e Docência no Ensino Superior pela Universidade Cândido Mendes. Foi gerente de expediente na Agência Bandeira (RJ). Foi presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, de 1994 a 2000, e da CNB-CUT, de 2000 a 2003. Foi conselheira fiscal da Previ em 2000 e em 2006. É presidente do Conselho Deliberativo da Cassi desde 2010. Atualmente é assessora da Ouvidoria da Petros.




Jurandi Pereira do Nascimento Filho - Titular

Jurandi Pereira do Nascimento FilhoIngressou no BB em 1980, em Aroeiras (PB). Trabalho em Mossoró (RN), Campina Grande e João Pessoa (PB). Graduado em Engenharia Civil e Direito pela Universidade Federal da Paraíba. Pós-graduado em Geotecnia e em Direito Processual Civil. Tem MBA em Gestão Empresarial pela Estratego/Universidade da Amazônia. É diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Integrou o Conselho de Usuários da Cassi da Paraíba por dois mandatos.
José Luiz Barbosa - Suplente

José Luiz BarbosaIngressou no Banco do Brasil em 1976. Trabalhou em várias agências em Minas Gerais e São Paulo. Bacharel em Direito. Técnico em Contabilidade. É diretor do Sindicato dos Bancários de São José do Rio Preto e Região (SP). Representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Compõe o Conselho de Usuários da Cassi de São José do Rio Preto. Foi presidente da AABB de Frutal (MG). Vice-presidente administrativo e financeiro da Apae de São José do Rio Preto.

Antonio Carlos Lima Rios (Nei Rios) - Suplente

Antonio Carlos Lima Rios (Nei Rios)Aposentado. Ingressou no BB em 1982. Economista. Tem especialização em Finanças e Análise de Investimentos pela Universidade Estadual de Feira de Santana (BA) e em Gestão de Previdência Complementar pela PUC RS. Foi conselheiro fiscal e conselheiro deliberativo da Previ. Integrou a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, como representante da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe. Foi dirigente da Federação de Bancários BA/SE e presidente do Sindicato de Feira de Santana. Foi conselheiro fiscal e representante estadual da Anabb na Bahia. É conselheiro deliberativo da AABB de Feira de Santana.

CONSELHO CONSULTIVO DO PREVI FUTURO
Rosalina Amorim - Titular

Rosalina AmorimFuncionária do BB desde 2001. Trabalhou em agências do interior e da capital do Pará. Graduada em Economia pela Universidade Federal do Pará. Tem a vida marcada pela militância nas lutas populares, sindicais e políticas. Foi eleita delegada sindical em 2004 e desde 2007 é diretora do Sindicato dos Bancários do Pará. Em 2010 foi eleita presidente do Sindicato dos Bancários do Pará e foi reeleita em 2013, com apoio dos bancários e de várias entidades sindicais de abrangência local e nacional. É diretora executiva da Contraf-CUT desde 2009.




Pablo Sérgio Meireles Ruiz Diaz - Titular

Pablo Sérgio Meireles Ruiz DiazFuncionário do BB desde 2000. Paranaense, trabalhou em agências de Curitiba, como gerente de expediente. Economista, com extensão em Didática do Ensino Superior, especialização em Controladoria e mestrado em Tecnologia e Trabalho pela UTFPR. Diretor de Estudos Socioeconômicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba. Coordenador estadual do Dieese do Paraná. Tem curso de previdência complementar pela Anapar. Professor universitário de Economia, Estatística e Matemática. Palestrante sobre conjuntura econômica e Sistema Financeiro Nacional.

Kleytton Guimarães Morais - Suplente

Kleytton Guimarães MoraisIngressou no Banco do Brasil em 2009, em Brasília. Foi funcionário do Banco de Brasília durante oito anos. Participante do Previ Futuro, filho de funcionária do BB. Está concluindo a graduação em Ciência Política pela Universidade de Brasília. Diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília. Luta pela melhoria das condições de trabalho dos funcionários do BB e pelo fortalecimento do BB como banco público. Trabalha na Fundação Banco do Brasil, na área de articulação e assessoramento a empreendimentos sociais coletivos.

Paulo Vinícius Santos da Silva - Suplente

Paulo Vinícius Santos da SilvaCearense, 36 anos, funcionário do BB desde 2007. Escriturário da agência SIA Trecho 2, em Brasília. É sociólogo. Mestrando em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília. Diretor Nacional da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Foi Conselheiro Nacional de Juventude e representante sindical juvenil junto à Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul (CCSCS) e à Federação Sindical Mundial (FSM-WFTU).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Características da nova luta pelo Socialismo na América Latina (2007) Por Ronaldo Carmona*

Revista Princípios - Edição número 92 - www.grabois.org.br - 2007



“No queremos, ciertamente, que el socialismo sea en América calco y copia. Debe ser creación heroica. Tenemos que dar vida, con nuestra propria realidad, en nuestro proprio lenguaje, al socialismo indoamericano” José Carlos Mariategui, 1928

A crise do marxismo exige atualizações que a nova luta pelo socialismo terá de enfrentar. Na América do Sul, mesmo onde essa conquista mais avançou, o socialismo ainda não está consolidado.

Buscaremos aqui perceber as características dos países sul-americanos que se propõem transitar ao socialismo Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa ascendem ao governo a partir de vitórias eleitorais segundo as normas da democracia burguesa (representativa) precedidas de fortes lutas de massas, apoiados em frentes compostas de forças políticas e sociais novas que avançam a partir da decomposição acelerada de sistemas políticos desacreditados junto às amplas massas e após sucessão de governos neoliberais.

No governo, apoiados em permanente mobilização de massas, propõem movimentos refundadores da Nação – dado o notório esgotamento da forma anterior de governos oligárquicos –, através de Assembléias Nacionais Constituintes – caso de Venezuela (1999), Bolívia (2006) e Equador (2007). O objetivo é a consolidação do poder político.

No plano econômico, a característica comum é a busca por iniciar a reversão das seqüelas do período neoliberal, retomando o poder do Estado Nacional sobre as fontes de riqueza material desses países – referimos-nos, em especial, à nacionalização nas áreas de gás e petróleo.

Especificamente, na Venezuela, desde janeiro deste ano está em curso medidas que visam a buscar uma aproximação ao socialismo. Trata-se da ativação dos “cinco motores da revolução socialista”, ou: (1) “leis habilitantes”, que buscam reformar o arcabouço jurídico vigente e dar suporte às nacionalizações efetuadas; (2) a “reforma constitucional”, que busca “romper os nós górdios” da revolução, segundo anunciou Chávez ao enviá-las em agosto passado, alterando 33 artigos da Carta; (3) a busca de “moral e luzes”, isto é, uma campanha pela ética no âmbito “moral, econômico, político e social”, incluindo reformas no sistema educacional; (4) “a nova geometria de poder”, que busca reorganizar política e administrativamente o território da Venezuela e, finalmente; e (5) a “explosão do poder comunal”, ou a criação de comunas, uma espécie de conselho ou assembléia popular em nível de bairros com funções de Estado.

Junto a isso, outra grande iniciativa recente é a conformação de um sujeito político da revolução bolivariana, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), pelo qual busca-se organizar politicamente a massa “bolivariana” e ao qual teriam se filiado cinco milhões e meio de venezuelanos, numa população total de 26 milhões.

Na Bolívia, o primeiro passo da mudança, a Assembléia Nacional Constituinte é constantemente bloqueada pela direita, primeiro, com a questão do quorum dos 2/3 – que consumiu meses de debate –; agora, através de manobras diversas que buscam vetar a agenda de mudanças do MAS – caso dos bloqueios à “plurinacionalidade”; a possibilidade de reeleição presidencial, a proposta de extinção do Senado; e a reforma agrária. Por outro lado, buscam dividir o país, confrontando departamentos (Estados) com os sensíveis temas da “capitalidade” (Sucre x La Paz) e das “autonomias” departamentais – eufemismo para ameaças secessionistas na “media luna”, ou quatro dos nove departamentos: Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando. O desfecho da Constituinte ainda é incerto.Evo Morales apresenta a etapa atual como uma revolução democrática e cultural cujo conteúdo é a meta do “vivir bien” – uma junção de idéias universalistas do socialismo, como a busca de uma sociedade sem explorados nem exploradores com conceitos indigenistas próprios da Bolívia – 85% da população são indígenas ou mestiços. Mas ao mesmo tempo, como formula Álvaro Garcia Linera – vice-presidente e tido como “ideólogo” do MAS –, há “um espaço, um potencial para o desenvolvimento de um capitalismo produtivo”. Da Constituinte, por exemplo, acordo fechado prevê que haverá três formas de propriedade: além da estatal e da privada, a comunitária.

No Equador a proclamação de Correa pelo “socialismo do século XXI” tem, neste momento, sobretudo nítidos contornos antineoliberais – que se levados às suas efetivas conseqüências possuem feição anti capitalista. Correa, ex-militante da campanha Jubileu Sul, se define como socialista-cristão inspirado na teologia da libertação.

Seu governo luta para aumentar a margem de soberania do país, encerrando as negociações de um TLC com os EUA e não renovando o convênio da Base militar estadunidense de Manta. A contundente vitória de Correa nas eleições da Assembléia Constituinte em setembro (cerca de 70% dos votos) e o resultante esfacelamento dos partidos oligárquicos criam condições para avançar na transformação do país.

Há que se ressaltar ainda peculiaridades de Bolívia e Equador; países andinos cuja formação social resultou em sociedades multiétnicas regidas por Estados unitários – bem distintos do Brasil, onde da miscigenação resultou um povo-uno; ou da Argentina etnicamente homogênea. Com isso, a reação às mudanças nesses países busca manipular diferenças étnicas com notórios objetivos de classe. São, pois, nações onde a “questão nacional” ou a identidade nacional não estão totalmente equacionadas.

O que a experiência de construção do socialismo no século XX tem a dizer à nova luta pelo socialismo na América Latina do século XXI?

Certamente essa questão ainda não pode ser respondida em sua totalidade, pois essas respostas não estão totalmente maduras. Mas é dado que a nova luta pelo socialismo é condicionada; por um lado, pela experiência – erros e acertos – da experiência do século XX; por outro, pela configuração atual do capitalismo financeirizado, neoliberal, que hostiliza fortemente projetos nacionais.

Neste debate, de antemão, vale qualificar a definição de socialismo, com vista a fixar parâmetros. Grosso modo, segundo o marxismo, socialismo é um largo período histórico de transição do capitalismo ao comunismo que comporta um sem número de etapas primárias, intermediárias e mais adiantadas. Da mesma maneira, podemos dizer que a passagem do capitalismo ao socialismo tem como pressuposto a existência de um elevado nível de desenvolvimento das forças produtivas, sem o qual se generalizaria apenas a miséria e com isso o conflito pela necessidade inevitavelmente se imporia, minando qualquer transição sustentada no tempo.

Como lembrou recentemente o intelectual Moniz Bandeira, “nem Marx nem Engels jamais conceberam o socialismo como via de desenvolvimento ou modelo alternativo para o capitalismo, senão como consequência, produto de seu elevado grau de adiantamento e madureza. O próprio Engels advertiu que só com o aumento da oferta de bens e serviços, em quantidade e em qualidade, seria possível atingir um nível em que a liquidação das diferenças de classe constitua verdadeiro progresso e tenha consistência, sem acarretar consigo o estancamento ou, inclusive, a decadência do modo de produção e da sociedade (...) Uma nova formação social não emerge antes que estejam esgotadas todas as possibilidades de desenvolvimento das forças produtivas da sociedade antiga”. Ocorre que toda a reflexão de Marx parte da idéia de que o socialismo se afirmaria primeiro e, sobretudo, nos países capitalistas mais desenvolvidos, isto é, no estágio mais avançado de seu desenvolvimento. No entanto, as revoluções socialistas no século XX se deram no “elo fraco da cadeia” – também as experiências de proclamação de objetivos socialistas na América Latina partem de tais “elos fracos”, não de sociedades relativamente mais complexas, como a brasileira.

A conseqüência disto é a edificação do socialismo em sociedades empobrecidas materialmente – mesmo que ricas em recursos naturais, como é a América do Sul de hoje e também a Rússia de 1917. Lênin, mesmo tendo vivido apenas sete anos após a conquista do poder soviético, enfrentou a questão com originalidade através da brilhante NEP. Também desde 1978, os chineses, a seu modo, enfrentam a tarefa de desenvolver aceleradamente as forças produtivas como objetivo principal e primário para a construção do socialismo.

Afinal, no século XX, experiências de supressão voluntarista do mercado já na transição ao socialismo revelaram-se profundamente idealistas e foram determinantes nos retrocessos verificados. Afinal, a experiência mostra que talvez a tarefa fundamental para a construção do socialismo – apenas após a conquista do poder político, obviamente a tarefa inaugural – seja efetivar um acelerado desenvolvimento das forças produtivas, com a combinação de planificação econômica (crescente peso do setor estatal) com a utilização de mecanismos de mercado. A busca por atingir o princípio comunista – segundo a sociedade ofereceria “a cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades” – só é possível numa sociedade de alto nível de desenvolvimento material. Isso porque Marx era movido pela idéia de que numa sociedade com bases materiais ínfimas não pode haver socialismo.

Assim, uma lição importante é a idéia de que socialismo deve ser sinônimo de prosperidade, progresso, modernização – das forças produtivas e das relações de produção, isto é, do trabalho. Uma segunda grande “lição” das experiências iniciadas no século XX é a idéia de não haver caminho universal, único, “científico” no trânsito ao socialismo. Daqui deriva o fato de as experiências vitoriosas de construção do socialismo no século XX – China, Cuba, Vietnã, Coréia –, mostrarem ser necessário uma aplicação criadora do marxismo-leninismo à realidade nacional – não nos parece exagero falar numa necessária fusão do pensamento universal –, isto é, os princípios universais do marxismo – com o pensamento nacional avançado, histórico (que, no caso brasileiro, pede por uma revisitação global) e contemporâneo.

O Partido Comunista Cubano é uma evolução direta do Partido Revolucionário Cubano de José Martí. O Partido Comunista Chinês busca hoje no pensamento social clássico chinês e em seu anterior peculiar modo de produção asiático camponês lições para os desafios atuais. O PC Vietnamita liderou a libertação do país – e hoje, a renovação do socialismo – como representação da nação vietnamita, assim como na Coréia a tarefa de libertação nacional do jugo estrangeiro foi e segue sendo fator central. Todos representam o interesse nacional mais amplo que ganha preponderância nos interesses do proletariado e que faz deste o principal interessado na afirmação da questão nacional.

Por último, destaca-se como a “lição” histórica mais notoriamente assimilada nesse princípio de nova luta pelo socialismo: a centralidade da democracia popular, participativa como destacada marca das experiências atuais na América Latina. Levam adiante um projeto de construção do socialismo como sinônimo de radicalização da democracia.

A vitória da nova luta pelo socialismo na América Latina ainda depende de uma longa trajetória de acumulação revolucionária de forças, sujeita a idas e vindas, vitórias e fracassos, avanços e recuos.

Neste momento, a grande tarefa é o compartilhamento a confluência dos projetos nacionais próprios de cada experiência num ativo movimento integracionista que permita ampliar a margem para a ruptura com neoliberalismo hegemônico (o capitalismo de nossos dias) – sobretudo porque a globalização hostiliza fortemente caminhos nacionais, limitando, se não impedindo, formas autárquicas, mais isoladas de construção do socialismo, quiçá mesmo de grandes países como o Brasil. Por isso, “a mão do império”, como diria Chávez, busca a todo custo evitar a união entre Brasil, Argentina e Venezuela, eixo de um pólo sul-americano independente.

Ronaldo Carmona é cientista social e membro da Comissão de Relações Internacionais do PCdoB.

Notas

(1)Na Venezuela, o Caracazo seguido da insurreição militar de 04 de fevereiro (1992); na Bolívia, as mobilizações indígenas e camponesas que sacodem o país pelo menos desde 2000; no Equador, forte instabilidade faz com que Correa seja o oitavo presidente em uma década.




(2)Trata-se de outra importante peculiaridade o fato de os processos que buscam transitar ao socialismo não estarem sob direção ou hegemonia de Partidos comunistas. Na Venezuela, a origem é o Movimento Bolivariano 200, organizado inicialmente no interior das Forças Armadas, depois MVR e agora PSUV; na Bolívia, o Movimento ao Socialismo que, segundo Álvaro Garcia Linera, “no fundo, é uma coalizão, flexível e negociada, de movimentos sociais” (Página 12, 11/06/07); no Equador, o Movimento País (Pátria Altiva e Soberana), ainda é uma força em estruturação. Em seu conjunto, estas forças acedem ao poder ao lograr representar interesses represados de uma ampla maioria nacional e social.




(3)Esse aspecto da nova luta pelo socialismo é desenvolvido por João Amazonas em “Capitalismo de Estado na Transição ao Socialismo” (Princípios nº29), no qual são recuperadas teses de Lênin a esse respeito. Recomendamos também as Selected Works of Deng Xiaoping (Foreign Languages Press, 1994) e “Note per una discussione sul socialismo”, de Fausto Sorini. Revista L’Ernesto, janeiro-abril de 2007.




(4)Texto de Luiz Alberto Moniz Bandeira na cerimônia de entrega do Prêmio Juca Pato 2007 ao embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (23/08/07).




(5)Mesmo a Venezuela, terceiro PIB da América do Sul, tem uma economia fortemente dependente do petróleo, bem material “não-renovável”; sequer é autônoma na produção de grãos e sua indústria é pobre, pouco diversificada.




EDIÇÃO 92, OUT/NOV, 2007, PÁGINAS 86, 87, 88, 89

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Agosto Verde-Amarelo: o povo sai às ruas em defesa do Brasil - Paulo Vinícius



"A praça é do povo!
                                                           como o céu é do condor".
É o antro onde a liberdade
cria águias em seu calor.
Castro Alves

No dia 03 de agosto, em São Paulo, no estádio do Pacaembu, - o mesmo da II CONCLAT havida em 2010 -  reúnem-se dezenas de milhares de pessoas mobilizadas por uma ampla coalizão de forças vivas da sociedade brasileira.  Lá estão cinco centrais sindicais (CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB), e não apenas, pois as centrais convidaram os movimentos sociais, e souberam incorporar à pauta  com um carinho especial as bandeiras dos estudantes, o que permitiu integrar a UNE, a UBES e a ANPG, mas também UBM, CONAM, UNEGRO e o MST.


Inicia-se, assim, o AGOSTO VERDE-AMARELO. Esse mês, que marca os 51 anos do suicídio de Getúlio Vargas, verdadeiro martírio em favor do Brasil, pode ser uma inflexão da luta de massas no país diante dos dilemas que marcam o debate em torno dos rumos da mudança no Brasil. O ano de 2011 tem outra efeméride, o 50º aniversário da Cadeia da Legalidade, quando o Brasil, sob a liderança de Leonel Brizola, recusou submeter-se aos ditames de Washington e a seus lacaios. Há exemplos de sobra para nos impulsionar para adiante.


Trabalhadores e estudantes em São Paulo no dia 03 de agosto iniciam o calendário que se robustece com a multitudinária Marcha das Margaridas das mulheres camponesas da CONTAG, da CTB e da CUT, que tomarão Brasília no dia 16 de agosto. E agosto finalizará com a Jornada de Lutas dos estudantes, com suas entidades unitárias no dia 31. A pauta estudantil é também unitária de todo o movimento de educação, em defesa dos 10% do PIB, e dos 50% do Fundo Social do Pré-sal para a Educação; e a luta pela aprovação do Plano Nacional de Educação e de suas emendas, que fortalecerão a integração da educação com o trabalho em favor de um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.


Ontem e hoje, como dizia Vargas em sua Carta Testamento, "(...) os interesses contra o povo coordenaram-se (...)", "Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.". E, se no passado, os golpes de estado eram a arma preferencial do imperialismo ianque e seus lacaios, hoje a disputa também é terrível, encoberta sob uma fachada de economês que tenta ocultar a brutal espoliação da Nação Brasileira e toda sorte de constrangimento contra a agenda do desenvolvimento e da soberania, eleita com Dilma em 2010. E aqueles e aquelas que tomam as ruas nesse AGOSTO VERDE-AMARELO são os melhores, os mais fiéis amigos de Dilma, os que mais torcem pelo êxito de seu governo. Amigo não é o que apenas elogia, mas o que alerta diante dos perigos e que se movimenta para que as coisas dêem certo. É exatamente isso que está acontecendo agora.


A agenda dos trabalhadores do campo e da cidade, dos estudantes e das mulheres é a agenda do Novo Brasil, que luta numa cruenta batalha de opinião pública, denunciando a agiotagem financeira e seu conluio com a imprensa golpista.


O povo sai às ruas em defesa do Brasil. Mobiliza-se para que a Presidenta possa encontrar forças no eco das ruas para enfrentar as brutais pressões, abertas e ocultas que visam a apequenar seu programa transformador, que buscam constrangê-la sob uma agenda conservadora, de corrupção, corte de gastos e liberdade para a banca. É preciso mudar a agenda em favor do desenvolvimento e da valorização do trabalho! 


O povo não se calará, e grita a plenos pulmões que outro caminho não é apenas possível, mas imprescindível para enfrentarmos a crise internacional que perigosamente se avizinha de nossa pátria, exportada pelos governos da Europa e EUA, para que os trabalhadores e o povo paguem a conta da crise. É preciso disputar o governo e a sociedade para a defesa do Brasil diante dos interesses da banca monopolista, do cassino da especulação. É preciso mudar a política monetária para defender o Brasil e valorizar o trabalho e a produção.


Só o protagonismo e a unidade do povo, em especial de trabalhadores e estudantes, homens e mulheres, podem fazer face a tal encruzilhada vivida pelo país. Que esse AGOSTO VERDE-AMARELO seja pleno de lutas, de propostas, de povo na rua, para denunciar os inimigos do Brasil, e unir os patriotas, democratas e a esquerda para a implantação plena do programa e da vitória que tivemos em 2010, que precisa ser defendida todo dia da direita, sempre à espreita e ativa. 

Ganha a consciência do povo a certeza de que a educação, a reforma agrária e o trabalho devem ser os eixos a dirigir os esforços do Brasil na construção de seu futuro. Cresce a revolta diante dos obstáculos e limites deixados pelo neoliberalismo e que cobram altíssimo preço ao desenvolvimento nacional, adiando-o e arriscando comprometê-lo. O povo quer o Brasil a crescer e a valorizar o trabalho, para distribuir riqueza e impulsionar a produção. O povo quer um Brasil desenvolvido e sem miséria.  E é cada vez mais claro que o parasitismo financeiro e a crise internacional por ele gerada demandam uma postura altiva e patriótica em defesa do Brasil, de suas riquezas, de nosso futuro. 

sábado, 19 de fevereiro de 2011

PCdoB, Refundação Comunista (Itália) Instituto Maurício Grabois e Vermelho debatem realidade europeia,c crise e o neliberalismo


PCdoB, Partido da refundação Comunista (Itália), Instituto Maurício Grabois e Vermelho debatem realidade europeia

Nesta segunda-feira, 21, o PCdoB, a Fundação Maurício Grabois e o Portal Vermelho realizarão, na sede nacional do partido, em São Paulo, o debate “Desafios da esquerda italiana e europeia frente à crise e às políticas liberais”, com Fábio Amato e Marco Consolo, ambos dirigentes nacionais do Partido da Refundação Italiana.
O evento faz parte de uma série de atividades de que participam os comunistas italianos em visita ao Brasil, a convite do PCdoB. A ideia é intensificar as relações bilaterais entre as duas organizações. Em breve, dirigentes brasileiros também visitarão o país.

“A Europa vive um momento especial, que registra importantes manifestações populares resultantes da crise do capitalismo, cujos reflexos atingiram especialmente os trabalhadores e recrudesceram as políticas neoliberais. E isso atingiu diretamente a Itália”, disse Ronaldo Carmona, membro da Comissão de Relações Internacionais do PCdoB.

Para ele, esse período de efervescência coloca em pauta novos desafios para a esquerda europeia e especialmente a italiana. “Além da questão da crise, a Itália enfrenta um momento delicado. O governo Berlusconi é amplamente contestado pela população e não apenas pela questão moral, mas também por sua posição semi-fascista”, diz Carmona.

Segundo Carmona, “debater estas questões com os comunistas italianos é uma forma bastante viva de compreender este momento e tirar lições dele”.

O debate acontece a partir das 18h30 na sede nacional d PCdoB (Rua Rego Freitas, 192, República, São Paulo). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3337-1578 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3337-1578 end_of_the_skype_highlighting.

Da redação

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Blog da Hildegard Angel » Denúncia gravíssima de reunião, ontem, de FHC com investidores estrangeiros interessados em privatizações

Blog da Hildegard Angel »
Denúncia gravíssima de reunião, ontem, de FHC com investidores estrangeiros interessados em privatizações: "

Recebi hoje este e-mail impressionante. Uma denúncia gravíssima, que já repercute na internet, e que merece ser apurada pela grande imprensa e deve ser sabida por todos os brasileiros, para tirarem dela suas próprias conclusões.

Trata-se do encontro-jantar que houve ontem, em Foz de Iguaçu, reunindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, falando em inglês para 150 investidores estrangeiros no Hotel das Cataratas. Exatamente às 21h30m, enquanto os candidatos Dilma Rousseff e José Serra debatiam na RedeTV, e este se esquivava de dar respostas concretas sobre possíveis intenções tucanas de privatizar ainda mais o Brasil, pois bem, naquele exato momento, naquele evento fechado, FHC teria feito uma palestra sobre a privatização da Petrobras, de Itaipu e do Banco do Brasil, além de outras “oportunidades” de negócios no Brasil. Segundo o jornalista mineiro Laerte Braga, a idéia inicial dos organizadores de realizar o evento no Hotel Internacional foi afastada para evitar presença de jornalistas. Laerte, que acompanhou o evento do lado de fora, recebendo as informações em conta-gotas, afirma em seu texto que FHC assumiu com os empresários o compromisso de venda dessas empresas em nome de José Serra.

Vou transcrever o texto, que está claro, muito bem explicado e no tempo presente de verbo, pois ele postou a matéria enquanto o evento acontecia, suprimindo algumas partes:

"Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito. E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef. Segundo FHC disse a esses empresários logo após ser apresentado pelo organizador do evento, “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas”.

Para o ex-presidente, é fundamental a participação desses grupo na reta final de campanha. A avaliação de FHC é que a campanha de Dilma sofreu um golpe com a introdução do tema religioso (o que foi deliberado pelos tucanos para desviar a atenção das pessoas dos reais objetivos do candidato José FHC Serra). É preciso, na concepção do ex-presidente arrematar o processo derrotando a candidata e impedindo-a de respirar nessa reta final.

O acordo com empresários internacionais em Foz do Iguaçu envolve a instalação de uma base militar norte-americana na região, desejo antigo dos governos dos Estados Unidos.

Para o ex-presidente também não há grandes problemas com a mídia privada “sob nosso controle”, mas é preciso evitar a divulgação de notícias mesmo que sejam pequenas ou de pequenos fatos e que possam prejudicar o projeto de venda do Brasil (...)".

Laerte informa que o evento "foi organizado por Raphael Ekman - Investor Relations at Tarpon Investment Group São Paulo e região, Brasil - que no momento ocupa cargo de Commercial Manager da Globosat (Setor Serviços financeiros)”.

O jornalista conseguiu apurar a participação, no evento, dos senhores Alice Handy, Keith Johnson e Anjum Hussain, CFA, CAIA...

O fato é realmente grave e pode ser visto como um ato contra a soberania brasileira e seria importante tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o candidato José Serra virem a público esclarecer essa denúncia, que foi postada ontem, em texto assinado por Laerte, e pode ser lida no http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/10/fhc-esta-acertando-venda-do-brasil-em.html

Nascido em Juiz de Fora, Laerte Braga é jornalista, já tendo trabalhado no mais importante veículo de seu estado, o jornal Estado de Minas, e, no Rio de Janeiro, no Diário Mercantil.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Confira o discurso de Lula na COP 15

O Brasil foi muito elogiado pela intervenção do presidente Lula na COP 15, que trata das medidas para combater o aquecimento global.

Vale a pena ver o discurso na íntegra, para entender o impacto da posição do Brasil no tema e as repercussões. O Brasil ocupa um novo espaço no debate mundial.

E, principalmente, nossas posições são justas. Nossa natureza tão cobiçada merece tais posicionamentos, afirmadores da nossa soberania. A aliança por essas posições é ampla e o Brasil cumpriu papel fundamental no seu desenho. Conheçam o sítio sobre a participação do governo no evento e vejam o vídeo do Discurso de Lula na COP 15






Clique na imagem para assistir o vídeo:

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reivindicações dos Bancários - Campanha Salarial de 2009

O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DA BAHIA, entidade de histórica combatividade, divulga com destaque a nossa minuta na campanha deste ano.

Como é público, e divugamos neste blog, a CTB, a INTERSINDICAL e outros setores defenderam pontos mais avançados no Congressodos Bancários e defendemos levar esse debate aos trabalhadores nas assembléias da categoria. É um direito democrático fazê-lo.

A CTB não é mais parte da CONTRAF e somos uma força classista, não aceitamos passivamente a maneira como se rebaixa o índice e se abre mão das perdas nos bancos públicos. E embora este debate tenha sido truncado em Brasília, os bancários devem saber o que consta na minuta de reivindicações de 2009.

Como frisa bemo texto:

Observação: Na assembléia do Sindicato dos Bancários da Bahia realizada no dia 29.07.2009,
aprovamos a seguinte formulação:
1- Índice de reajuste: Inflação do período (1º.09.2008 a 31.08.2009) mais 10% de aumento real;
2- Sobre a estratégia de campanha: Mesa Geral na Fenaban e Mesas Específicas nos
Bancos Públicos:
3- Vigência da CCT no período de 01(um) ano;
4- Os itens 1, 2 e 3 aprovados na assembléia do Sindicato dos Bancários da Bahia serão
submetidas às decisões da maioria das assembléias dos bancários nacionalmente.

Reivindicações dos Bancários

Veja a íntegra da minuta (clique aqui)

Minuta específica dos funcionários da Caixa
Minuta específica dos funcionários do Banco do Brasil
Minuta específica dos funcionários do BNB
Minuta específica dos funcionários do Santander

domingo, 12 de abril de 2009

www.uol.com.br

08/04/2009 18h28

Banco do Brasil: Lima Neto nega pressão política




08/04/2009 - 13:18

Luis Nassif On Line: As mudanças no BB

Por Roberto São Paulo/SP

da Agência Brasil , Última modificação em 8 de Abril de 2009 - 13h05

Funcionário de carreira do Banco do Brasil é o novo presidente da instituição

Daniel Lima e Kelly Oliveira \Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou há pouco que Aldemir Bendine é o novo presidente do Banco do Brasil. Ele substitui Antônio Francisco de Lima Neto, que assumiu o cargo em dezembro de 2006. Bendine é funcionário de carreira do BB há 30 anos, e, até então, era vice-presidente de Cartões e Novos Negócios de Varejo da instituição.

Neste momento, Mantega concede entrevista sobre a saída de Lima Neto da presidência do Banco do Brasil. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia confirmado que ele deixaria o cargo, mas o nome do substituto não tinha sido anunciado…………………………………

Comentário

O Banco do Brasil tem essa dupla personalidade, de banco público e banco com capital em Bolsa, disputando mercado com bancos privados.

Tem vantagens de ser banco público, como acesso a depósitos públicos, repasse de recursos públicos, folha de pagamentos dos funcionários e o aval do Tesouro. Quando eclodiu a crise, por exemplo, o BB foi amplamente beneficiado por depósitos que fugiram de outros bancos.

A contrapartida é ser um instrumento de políticas públicas. É evidente que há limites para essa utilização do banco. Não se pode afetar seu desempenho, tem que se mensurar o custo de qualquer pedido que fira sua lógica econômica.

Mas não há nenhuma incompatibilidade entre cumprir a função pública e a privada.

Por exemplo, o governo definiu como prioritária a consolidação da agricultura familiar como fornecedora de biodiesel. O BB tem o Pronaf, para financiamento da agricultura familiar. Montou uma área social, importante para a imagem do banco e importante para a inclusão de novos clientes. Portanto, pode casar atuação social com busca de resultados.

Quando recebe a ordem de reduzir os juros, não há nada que fira seus interesses. Pelo contrário, o banco foi beneficiário de aumento de depósito e, com a redução, poderia avançar na conquista de market-share.

Os problemas do BB foram de outra ordem. No primeiro governo Lula, houve ampla infiltração política no banco, que causou enormes dissabores à corporação BB. Depois dos escândalos - que culminaram com a demissão do Diretor de Marketing, da diretoria da Cobra Informática, entre outros - a corporação sentiu-se fortalecida. E aí o corporativismo falou mais alto que a interlocução com a área econômica.

Deixou-se de lado a visão estratégica, a busca de market share e falou mais alto a competição com o setor privado - especialmente nos indicadores de rentabilidade. O banco se fechou em si, como se tivesse se sentido humilhado pela perda da liderança histórica do mercado bancário brasileiro, após a fusão Itau-Unibanco.

O banco manteve a rentabilidade, mas sua participação, na luta contra a crise, acabou sendo ofuscada pela Caixa Econômica Federal.

Aparentemente, a mudança irá promover ajustes de conduta que seguramente serão benéficas ao país, e provavelmente benéficas para o banco.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Spread: a gravidade da política de juros no Brasil






8 DE ABRIL DE 2009 - 18h47


A decisão do governo de trocar o presidente do Banco do Brasil mostra, de forma concreta, a disposição da equipe econômica de atacar um dos focos que travam a aplicação de políticas contra os efeitos da crise econômica global no país. Ao assumir o posto de Antônio Francisco de Lima Neto, o novo presidente do banco, Aldemir Bendine, terá pela frente, como disse o ministro da Fazenda Guido Mantega, um “contrato de gestão” — sua missão consiste em elevar o volume de crédito e reduzir o spread (a diferença entre o custo do banco para captar dinheiro e a taxa cobrada dos clientes). O episódio chama a atenção para a gravidade da política de juros no Brasil.

Por Osvaldo Bertolino



A “obsessão” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reduzir o spread bancário é um alento. Os lucros dos bancos — inclusive do Banco do Brasil —, não é de hoje, atingiram dimensões de escândalo. Dinheiro que poderia irrigar a economia entra nos cofres das instituições financeiras de uma forma inaceitável. Segundo cálculos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), só em 2008 os brasileiros pagaram R$ 134,5 bilhões em spread. Uma comparação sobre o custo do crédito no Brasil e em outros países demonstra que as taxas brasileiras são bem mais altas do que as cobradas no exterior, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo indica que o empréstimo para pessoa física no Brasil chega a custar dez vezes mais do que em uma agência européia do mesmo banco. No caso de pessoa jurídica, o brasileiro tem que pagar quatro vezes pelo empréstimo em relação ao valor cobrado nos Estados Unidos e na chamada Zona do Euro. O valor pago em spread em 2008 corresponde, por exemplo, a mais que o dobro do Orçamento anual do Ministério da Saúde ou a 289 milhões de salários mínimos. A maior parte dos R$ 134,5 bilhões foi paga nos empréstimos de pessoas físicas. No ano, os consumidores pagaram aos bancos R$ 85,4 bilhões e as empresas, R$ 49,1 bilhões, segundo a Fecomercio-SP.

A barreira do spread não se justifica diante do esforço do governo para elevar o volume de crédito. Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma medida que oferece como garantia, para os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos pelos bancos de menor porte, os recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com o objetivo de prover liquidez. A expectativa da equipe econômica é que os bancos tenham cerca de R$ 40 bilhões a mais para emprestar. Segundo informou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o valor poderia ser superior a R$ 100 bilhões se todos os bancos fizessem a operação.

Transferência brutal de recursos

A aposta de Mantega é que, com maior crédito disponível na economia brasileira, haverá uma redução dos juros e, consequentemente, do spread. “Nós temos uma oferta de crédito maior. Isso significa que esses bancos que estão captando a taxas mais elevadas vão captar a taxas menores (CDB mais 1%) e isso diminui a taxa dos empréstimos. A tendência é que caia o spread por causa disso. Acredito que é um mecanismo que vai ser usado e que vai ajudar pequenas e médias empresas”, afirmou. Meirelles disse que as medidas do CMN objetivam a competição dos bancos para baixar juros.

São medidas louváveis, mas de pequeno alcance diante do tamanho do problema. O Brasil convive com a anomalia de uma agiotagem financeira oficializada, dirigida pelo Banco Central, alimentada pela indexação de juros instituída em 1964 — TR, TJLP, TBF, CDB, CDI, over, spread, Selic etc. A Assembléia Nacional Constituinte de 1988 pretendeu corrigir a anomalia existente estipulando juros máximos, para qualquer modalidade, de 12% ao ano, como era antes de 1964. Mas o poder granjeado pela direita com o Plano Real passou por cima do espírito da Constituição.

O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) abriu as portas para a transferência brutal de recursos públicos para os bancos ao adotar a constante elevação dos juros como esteio da política de “estabilidade” da moeda. A medida provisória que instituiu o Plano Real anunciou o ''Fundo de Amortização da Dívida Mobiliária Federal'', o embrião do superávit primário que até hoje inferniza a vida brasileira. Os neoliberais venderam ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cortaram despesas orçamentárias para formar o ''Fundo de Estabilização Fiscal''.

Juros poderia ser caso de polícia

Antevendo o estrago que a turma de FHC promoveria, o então presidente da República Itamar Franco, que nunca foi o paspalhão que a mídia tentou pintar, pediu ao Congresso Nacional que agilizasse a regulamentação do artigo da Constituição que determina o limite de 12% ao ano para a taxa de juros. Ele, no entanto, era quase uma voz isolada no país. Mas logo se veria que sua preocupação tinha razão de ser — no primeiro dia útil do Real, a taxa de juros, puxada pelo Banco Central, disparou, chegando aos 12%. Um ano depois, já estava em 60%.

Poderia ser um caso de polícia. Antes de 1964, havia no Brasil crédito diferenciado e juro máximo de 12% ao ano. A agricultura levantava empréstimo no Banco do Brasil a 3,5% e 4% ao ano; a indústria, a 5% e 6% ao ano; o comércio e o transporte, a 6% e 7% ao ano. Como lembra o economista Ney Bassuino Dutra em artigo no Monitor Mercantil, na Rua do Ouvidor, na cidade do Rio de Janeiro, a polícia volta e meia corria procurando prender dois tipos de contraventores: um, que vendia “rabinho de coelho” para dar sorte; outro, agiota que emprestava dinheiro a juros aos funcionários públicos a 14% ao ano.

Além desse problema estrutural da economia brasileira, os juros do financiamento à produção incidem sobre os custos das mercadorias, elevando os preços. Essa elevação o Banco Central não considera inflação. Segundo Ney Bassuino Dutra, hoje respeitáveis organizações bancárias emprestam a 500% e 600% ao ano, amparadas pelo Banco Central, a institução criada para ser “o guardião da moeda nacional”. Ele lembra que outrora o Banco do Brasil, na condição de supridor de dinheiro, controlava os juros e o dinheiro emprestado, dentro do estabelecido pela “Lei da Usura” vigente, à produção, ao consumo e ao financiamento da casa própria, com juros compatíveis com a dignidade humana.

Liberdade para os bancos

Marcos Cintra, outro economista de renome, em artigo no jornal Diário do Grande ABC disse que um dos principais problemas do Brasil são os escandalosos spreads cobrados pelos bancos. “Através deles ocorre uma absurda transferência de riqueza das empresas e dos trabalhadores para o setor financeiro”, escreveu. Segundo Marcos Cintra, o Brasil tem um dos maiores spreads do mundo. “A diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e o que cobram nos empréstimos fechou em dezembro do ano passado em 30,6 pontos percentuais. Em média os bancos pagam 12,6% quando um investidor faz uma aplicação e cobram 43,2% quando emprestam aos seus clientes. Quando o spread se refere apenas às pessoas físicas ele é superior a 45 pontos percentuais”, disse.

O economista afirmou ainda que problema do custo do dinheiro no Brasil era equivocadamente focado quase que exclusivamente na redução da taxa Selic. “Porém, gradualmente os analistas perceberam que os juros que sufocam a economia brasileira são os aplicados ao tomador final. Para as empresas as taxas anuais ultrapassam 38% para o financiamento do capital de giro, 45% no desconto de duplicatas e 76% na conta garantida. Para as pessoas físicas superam 60% no crédito pessoal e 175% no cheque especial. Ou seja: os bancos multiplicam a Selic de três a catorze vezes quando emprestam para seus clientes”, escreveu.

Uma das propriedades do mercado financeiro brasileiro é oferecer liberdade para que os bancos decidam quanto irão cobrar sobre cada tarifa — e, inclusive, decidir quais serão as tarifas existentes. Há algum tempo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse que há desconfiança de que os bancos brasileiros agem como um cartel na hora de estabelecer o preço de tarifas. O Banco Central, que deveria pôr freio nessa farra — a instituição, sob as ordens do banqueiro Henrique Meirelles, controla com exclusividade a Casa da Moeda (emissão de dinheiro), a entrada e saída de capitais, o câmbio, o juro, o balanço de pagamento das contas externas, entre outras atribuições —, na prática finge que nada vê.

Resposta de Henry Ford

A rigor, o Banco Central é o principal patrocinador dessa farra. A economista Sandra Quintela, do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), revelou ao Monitor Mercantil que só em 2009 a gastança com juros e amortizações da dívida consumirá R$ 234 bilhões, mais R$ 756 bilhões com amortizações via emissão de títulos, o que significa a metade de todo o Orçamento. ''Enquanto isso, para toda a folha de pessoal estão previstos R$ 169 bilhões, incluindo todos professores, médicos e demais servidores ativos, aposentados e pensionistas'', afirma. A economista destaca que a crise torna claro como a dívida pública é o centro dos problemas nacionais.

O cidadão Jonathan Teixeira resumiu a ópera ao revelar como funciona a farra financeira, em carta publicada no ''Painel do Leitor'' do jornal Folha de S. Paulo no dia 26 de agosto 2002. ''Deixa eu ver se entendi: os bancos pegam meu dinheiro, que pagam quando muito a 6%, e emprestam a 12% para os exportadores. Os exportadores, em vez de produzir, exportar e gerar empregos, emprestam o meu dinheiro para o governo a 25% e embolsam a diferença. O governo paga a eles com o meu dinheiro, dos meus impostos, e isso não é ilegal?!'', escreveu. Muito tempo antes, Henry Ford, industrial norte-americano que revolucionou a indústria automobilística no começo do século 20, resolveu a equação. ''Sabe-se muito bem que o povo não entende nada do sistema bancário e monetário, porque, se entendesse, acredito que haveria uma revolução antes de amanhã cedinho”, disse.

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