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quinta-feira, 13 de março de 2025

Os juros altos escravizam o Brasil - Paulo Vinícius da Silva




O dinheiro de quem não dá é o trabalho de quem não tem. Berimbau. Vinicius de Moraes



A luta contra os juros altos marca o Brasil desde o Plano Real, e não é à toa. A constituição do mercado da dívida pública foi o mecanismo principal que deu ao parasitismo do capital financeiro uma lucratividade semelhante, substituindo os lucros escandalosos obtidos pela hiperinflação, que era razão de instabilidade econômica, social e política. Ademais, o PSDB cunhou em FHC, ministro de Itamar, o título de “criador do Real que derrotou a inflação”, beneficiando-se do pavor na memória coletiva brasileira. 


Desde 2003, o Brasil tenta desmontar essa bomba, não é uma tarefa fácil. Se vacilarmos, a direita dá o Golpe. Isso expressa a duradoura dominância do capital financeiro parasitário como topo da pirâmide de classes brasileira, que é o fundamento principal da ascensão política da extrema direita aqui e além.



Lembro, ainda quando era Diretor da UNE, da bandeira “Mudança da Política Macroeconômica” nas manifestações de 2003 a 2014. Certo, era uma palavra de ordem difícil, mas queria se opor ao “Tripé Macroeconômico” do Plano Real, intocado até agora, qual seja: Regime de Metas de Inflação, Câmbio Flutuante e Taxa SELIC. Desta última é que deriva o custo do crédito para pessoas físicas e jurídicas. Ora, para o indivíduo pode parecer muito melhor ter uma rentabilidade alta sem pregar um prego e com garantia do Tesouro, do que produzir o que quer que seja. Por isso dói nos parasitas, acreditem, o crescimento do emprego no Brasil, que atingiu patamares históricos sob Lula.


Quem produz, trabalha e consome - especialmente as pequenas e médias empresas e a classe trabalhadora - tem de pagar taxas de juros exorbitantes, em juros compostos, sob a forma de capitalização das tabelas PRICE e SAC. O Agronegócio tem o Plano Safra, não passa por isso, tem juros subsidiados, menores, para plantar monocultura e exportar commodities in natura. Assim, o Brasil tem financiado através dos bancos públicos a expansão do agronegócio, mesmo com as gritantes evidências do prejuízo ambiental e social que parte do setor promove.


O salário, se cresce, cresce pouco, já os juros das dívidas, crescem muito, especialmente se em caso de atraso. Não dá para alcançar. As medidas de redução do patamar dos juros - no cartão, por exemplo - são importantes, mas insuficientes diante da armadilha criada no Banco Central por seu Presidente anterior, Roberto Campos Neto,que fez tudo para deixar o dólar subir e os juros também. Há um bloco social gritando dia e noite a favor da manutenção e do aumento de juros. São poucos, mas detém imenso poder e emparedam o governo. A imprensa empresarial vive de renda no sistema financeiro.


Enquanto isso, adoecem os bancários da Caixa, do BB, BRB, BASA, BNB, BANPARÁ, BANRISUL, etc no ingrato ofício de ser pressionado a vender o crédito num patamar de juros altíssimo. Você acha que um bancário na China ou nos EUA empresta para seus clientes  a taxas MENSAIS? Não, o juro é ANUAL. No Brasil, os juros são divulgados por mês para o cliente não dar um infarto na hora de fazer um empréstimo. 


Por um lado, o sistema financeiro ganha sem fazer nada, especulando com o valor do dólar, ganhando um absurdo com títulos públicos. Por outro, o mesmo sistema financeiro impõe um patamar de juros tão alto, que surge uma nova servidão diante de dívidas que não param de crescer. Brasileiro é bom pagador, e sofre, e paga muito, e empobrece, e quebra. 


A luta de classes permite ver, como disse Vinícius, que “O dinheiro de quem não dá é o trabalho de quem não tem”. São inseparáveis os ganhos históricos no setor financeiro com a escravidão por dívida promovida com as taxas É dívida que faz um motorista de aplicativo se submeter a um regime de 14 horas de trabalho diário. E é a SELIC tão elevada que depois se multiplica para virar as taxas de juros cobradas no crédito. 


O sistema financeiro, desse modo, a classe dominante escravista brasileira: cruel, burra e infecunda, a viver do trabalho alheio. Quem ganha tanto com juros altos, especulação financeira sem riscos, com garantia e vantagens no imposto de renda só poderia odiar a Presidenta  Dilma, quem baixou as taxas de juros. Foi esse crime perfeito que se radicalizou com o Golpe de 2016, com a Ponte Para o Futuro de Temer e o governo Bolsonaro. Virou a farra do boi. E caiu no colo do Lula. 


Por isso, o grande acerto do programa de crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, lançado pelo Presidente Lula. Ele, que denunciou tanto os juros altos, deu com a cara no muro formado pelo mercado financeiro, pela mídia empresarial e pela coalizão dos políticos a seu serviço. Não é menos verdade que sequer pôde Lula contar com os maiores bancos públicos, o BB e a Caixa. Os lucros demonstram, o patamar dos juros também, as metas mais ainda: o sistema gira sozinho como uma imensa bomba de sucção, retirando recursos da economia produtiva para esterilizá-los e pagar caro por isso, sem produzir um cibazol partido e desindustrializando o país. Nem os bancos públicos trabalham contra esse sistema. 


Lula e Haddad acharam um jeito: se baixar o patamar de juros para os trabalhadores formais, é possível baixar de modo geral os juros. Também poderão fazer a portabilidade de dívidas com juros menores. Mas isso demonstra as mãos atadas, por um lado, e a persistência de Lula, por outro. Resta saber se os bancos públicos, especialmente a Caixa e o BB, cumprirão o que prometeram nos discursos do lançamento do programa de crédito consignado para trabalhadores formais. Lágrimas de crocodilo não me sensibilizam. Queremos saber o tamanho da redução do spread, antes de comemorar. Aí sim.





É nesse contexto que na terça-feira, 18/3/2025, realizam as centrais sindicais atos públicos nas sedes do BACEN em Brasília e São Paulo às 10h (por enquanto). Se você deve, você é nosso convidado(a). As centrais também discutem o desafio de unificar o Primeiro de Maio. Se o Banco Central ajudar na redução da taxa SELIC, ajudará imensamente o Brasil, mas essa é uma batalha a ser vencida nas redes e nas ruas, uma das páginas mais importantes da construção da Frente Popular no seio da Frente Ampla. Essa é uma clivagem importante. Na Frente Ampla couberam inclusive os neoliberais. Só a união dos que trabalham e produzem pode libertar o Brasil da especulação parasitária e destrutiva, da nova escravidão por dívida e da burrice capitalista que ameaça a vida na Terra. Vencer o neoliberalismo é fundamental para libertar as imensas potencialidades da Nação Brasileira e deve ser o elemento de coesão das parcelas mais avançadas na Frente Ampla.




terça-feira, 24 de setembro de 2024

SOS Chapada dos Veadeiros - Apoie as brigadas voluntárias de combate aos incêndios florestais - Sindicato dos bancários

 

SOS Chapada dos Veadeiros: 

Apoie as brigadas voluntárias!

As primeiras doações já chegaram, mas ainda precisamos da sua ajuda! A campanha foi prorrogada até o dia 30 de setembro para apoiar as brigadas voluntárias no combate aos incêndios florestais.

 

📅 Doe água e cestas básicas até 30 de setembro 
📍 Local de doação: Sindicato dos Bancários de Brasília - EQS 314/315 
📲 Para doações em dinheiro, escaneie o QR code. 

Sua contribuição é essencial para quem está na linha de frente.

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sábado, 13 de julho de 2024

Cuidando da nossa saúde mental jun24 - Reunião CTB Bancários DF c/ Graça Rocha, voluntária do CVV - 13/7 - sábado, às 10h no youtube

Palestra Graça Rocha, voluntária do CVV, e diálogo com bancários do núcleo sindical de base da CTB Bancários DF sobre a Saúde Mental, o Trabalho e a prevenção do suicídio.


A gravação vai estrear às 10h da manhã de hoje, sábado, 13/7/2024 no meu canal do Youtube


https://www.youtube.com/channel/UCqAMQlIIXqZdwqkdsEGrCjw





quinta-feira, 9 de maio de 2024

Sarau do Cebolão de Maio/24 será no dia 17, sexta-feira, a partir das 18h, no Setor Bancário Sul, em Brasília






O Sarau do Cebolão de maio será realizado no dia 17 de maio, no Setor Bancário Sul, no Churrasquinho do Valdeci. A atividade, promovida pelo Sindicato dos Bancários, pela CUT e a CTB, busca a revitalização da Praça do Cebolão através da cultura e da ação sindical neste espaço icônico da capital federal, ao lado da rodoviária do Plano.

Nessa edição, a parte musical contará com uma homenagem a Gonzaguinha, prestada por Hélder Nascimento e banda, que também produz o evento, feito a partir da iniciativa da Secretaria de Política Sindical, hoje ocupada por Paulo Vinícius da Silva e da Presidência dos Bancários de Brasília, com o companheiro Eduardo Araújo.




 A voz da juventude, do funk e da negritude dará o ar da graça com o show preparado especialmente por Lady Cali para o sarau, que promete sacudir o corpo e a consciência do público no Cebolão.

 

Lady Cali - Seu Psiu me dá nojo!

E o Sarau do Cebolão terá novamente microfone aberto para o público se inscrever  e trazer os poetas que tocam a sensibilidade e a razão, num mês pontilhado de efemérides. Maio iniciou com o Primeiro de Maio, Dia Internacional da Classe Trabalhadora, é o mês das Mães e de Nossa Sra. de Fátima, o mês também vitória da Humanidade sobre o Nazifascismo, o fim da II Guerra Mundial, com a URSS triunfando sobre a Alemanha Nazista. É o mês da Abolição da Escravidão contra a população negra trazida a ferros ao Brasil. Então, as musas prometem bastante inspiração para poetas, ouvintes, com os poemas a se recitarem no nosso Sarau do Cebolão. Veja a seguir algumas participações dos saraus anteriores:


Sarau do Cebolão - Cláudia Martins - Adélia Prado - Sedução


Sarau do Cebolão - Marcos Fabricio - Preto no Branco 



Sarau do Cebolão - Castro Alves - O Povo ao Poder - Paulo Vinícius da Silva


SERVIÇO;
SARAU DO CEBOLÃO
17 de maio de 2024, sexta-feira, a partir de 18h
Apresentações musicais de Helder Nascimento e Banda, Lady Cali e dançarinas
Poemas de poetas convidados(as), vendas de livros, recital de poesia com microfone aberto mediante inscrição.
Em frente ao Churrasquinho do Valdeci, no Setor Bancário Sul - Brasília - DF
Promoção do Sindicato dos Bancários de Brasília, da CUT e da CTB Bancários DF.

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Sarau do Cebolão, sexta 26/abril/24 às 18h - Com Hélder Nascimento e participação de Lady Cali

 

Sarau do Cebolão
sexta 26/abril/24 às 18h

Setor Bancário Sul Churrasquinho do Valdeci

Voz e Violão - Hélder Nascimento

Lady Cali - Participação especial

Traga a sua alegria, traga a sua poesia.

-> 50 anos da Revolução dos Cravos

-> Brasília

-> Tiradentes

-> 60 anos do golpe de 64

terça-feira, 26 de março de 2024

Sarau do Cebolão - Vivas às Mulheres - 28/3/24, quinta-feira, 17h00, no Churrasquinho do Valdeci - Setor Bancário Sul - Brasília

,O Sarau do Cebolão do mês de março ocorre próxima quinta, 28 de março, data que também marca o assassinato de Edson Luís de Lima e Souto em 28 de março de 1968, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. 

O tema dessa edição é "Vivas às Mulheres", em alusão ao 8 de Março, e terá como atrações

 a cantora Anna Christina e banda, com o melhor do samba, e  


os Cangaceiros do Cerrado, com Hélder Nascimento, quem produz e nos traz a participação especial da cantora pernambucana Meriele. 


Nessa noite, as mulheres recitarão para nossa alegria, regozijo e reflexão. 


O Sarau do Cebolão é uma promoção do Sindicato dos Bancários de Brasília, da CUT e da CTB DF através de seus núcleos bancários e da Secretaria de Política Sindical para a preservação e a requalificação do Setor Bancário Sul de Brasília como espaço privilegiado de convívio da classe trabalhadora na capital federal.

A atividade intercalará blocos com músicas e poesias, em um espaço amplo e frequentado por diversas categorias, próximo à Rodoviária e no encontro das sedes do BB, da Caixa e do BRB, o palco das assembleias históricas da categoria bancária.

CEDOC-01102008 Assembléia Bancários 3º dia (2008) - fotos do saudoso Guina -  Sindicato dos Bancários de Brasília - Setor Bancário Sul


Mais informações no nosso portal bancariosdf.com.br.




SERVIÇO
SARAU DO CEBOLÃO - VIVAS ÀS MULHERES
28 DE MARÇO DE 2024, A PARTIR DAS 17H00
CANGACEIROS DO CERRADO, ANNA CHRISTINA E BANDA, POEMAS RECITADOS POR MULHERES AO LONGO DO EVENTO (SARAU) 
SETOR BANCÁRIO SUL - CHURRASQUINHO DO VALDECI

https://maps.app.goo.gl/Ui1mphiZnJcEWHNd7

PROMOÇÃO 
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA, CUT DF, CTB DF E ENTORNO

terça-feira, 19 de abril de 2022

Eleições PREVI - Contra Fake News e interesses privados, vote Chapa 3 Previ para os Associados

 A campanha da Previ esquentou e vários materiais anônimos com "denúncias" foram produzidos competentemente por uma empresa, visando a atacar individualmente as pessoas dos candidatos e candidatas da Chpa 3, Previ para os Associados. Ao lado disso, vemos aparecer o discurso de extrema direita, contra os sindicatos, contra a organização política dos bancários, sempre a partir de mentiras.

Ao não assinarem as "denúncias", os denunciantes escondem-se por que? O problema da mentira é exatamente esse.

Para elevar o debate ao seu nível verdadeiro, deixamos algumas informações para os associados e associadas combaterem as fake news, e alertamos que esse tipo de prática política mostra o crescimento da cobiça sobre a nossa PREVI, e a importância de a defender, como funcionários e brasileiros. Vote Chapa 3 Previ para os Associados até 29/04 e defenda a PREVI

Paulo Vinícius da Silva

Sérgio Riede e os desafios vividos e superados pela nossa PREVI


 

 

 

 

 

Coletivizando no Youtube