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domingo, 25 de julho de 2021

Congresso dos bancários - Inscreva-se até 29/07 - Campanha Nacional dos Bancários 2021





10º Congresso Distrital será em 31 de julho. Inscrições começam nesta quinta (22) e vão até o dia 29
22 de julho de 2021
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Bancários e bancárias do DF e Entorno debaterão plano de lutas e elegerão delegados para os fóruns nacionais da categoria

Os bancários e bancárias do DF e Entorno se reúnem no dia 31 de julho, no 10º Congresso Distrital, para definir o plano de lutas da categoria para o próximo período. Entre os principais desafios estão o enfrentamento da pandemia, em defesa da saúde e da vida, o combate ao desmonte dos bancos públicos e às privatizações e garantia de emprego e de direitos.

Os trabalhadores de bancos públicos e privados vão também eleger seus representantes para a 23ª Conferência Nacional dos Bancários, que acontece em setembro, e para o 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), para o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) e para os demais encontros específicos por bancos (veja abaixo).

O Congresso Distrital terá ato de abertura na sexta-feira, dia 30, e será realizado de forma remota. As inscrições estão abertas e vão até o dia 29. Na segunda-feira 26 o Sindicato divulga a programação e a dinâmica dos debates que ocorrerão durante todo o dia 31.

> Clique aqui para se inscrever

Encontros nacionais por bancos acontecem entre os dias 3 e 8 de agosto

Banco do Brasil

As atividades do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) serão realizadas no dia 8 de agosto, com o tema “Construindo juntos o futuro do Banco do Brasil”.

Caixa

O 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) “em defesa da Caixa e de seus empregos. Por um Brasil melhor” acontece no dia 7 de agosto.

BNB

O 27º Congresso Nacional dos Funcionário do Banco do Nordeste do Brasil acontece no dia 7 de agosto com o tema “Banco do Nordeste do Brasil e FNE juntos construindo um nordeste melhor”.

Bradesco

O encontro nacional dos bancários do Bradesco, a ser realizado no dia 3 de agosto, terá como mote “O que queremos do futuro é emprego, saúde e um Brasil melhor”.

Santander

O encontro nacional dos bancários do Santander será “Contra a precarização e em defesa da vida e do emprego”, no dia 3 de agosto.

Itaú

As atividades do Itaú serão no dia 5 de agosto com o mote “O futuro só será possível com emprego, saúde e melhores condições de trabalho”.

BMB

O Encontro Nacional do Banco Mercantil acontece no dia 4 de agosto, das 14h às 18h, com o tema “Garantindo conquistas e avançando em direitos dos empregados do Banco Mercantil do Brasil”.

BASA

O 12º Congresso dos Funcionários do Banco da Amazônia “Desenvolvendo a região norte e o País” acontece no dia 8 de agosto.

Da Redação com informações da Contraf-CUT




quinta-feira, 22 de abril de 2021

CASSI: VOTAÇÃO RELATÓRIO CASSI 2020 - TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA VOTAR - CTBANCÁRI@S DF

A Votação do Relatório  Anual da CASSI 2020 vai de 19 até o dia 28 de abril, as 18h. 

A votação aprova ou reprova o resultado econômico-financeiro e as ações dA gestão da Caixa de Assistência.


COMO VOTAR?

-> Pelo app e site da CASSI

-> Pelos terminais de autoatendimento do Banco do Brasil. 

-> Funcionários da ativa podem ainda usar o SisBB. 

FALA A GESTÃO DA CASSI ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA

MENSAGENS DA DIRETORIA E DO CONSELHO DELIBERATIVO - SITE DA CASSI 



 


POSIÇÃO DA CONTRAF-CUT

Baixe a matéria

A votação para aprovação do Relatório 2020 da Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil começa nesta segunda-feira (19) e segue até às 18h do dia 28 de abril. Todos os associados à Cassi podem votar. O documento apresenta o resultado econômico-financeiro de 2020 e as principais ações de gestão da Cassi.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a maioria dos sindicatos e federações da categoria bancária do país têm diversas críticas às ações de gestão da Cassi, mas indicam a aprovação do relatório porque o mesmo reflete fielmente o resultado econômico-financeiro do período e a não aprovação pode ocasionar problemas que podem prejudicar a manutenção da Caixa de Assistência dos funcionários.

“As ações da Cassi não são as mais adequadas para nós, associados. Mas, o relatório reflete a situação financeira da entidade. É isso o que estamos aprovando”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Nós fizemos um documento e vamos publicar um boletim O Espelho expressando nossas críticas”, completou.

Principais críticas

  • Cassi é para cuidar da saúde, não para acumular dinheiro
    A diretoria da Cassi apresentou o Balanço 2020 aos associados, vangloriando-se do superávit acumulado, como se fosse fruto de eficiência e inovações da gestão. Por vezes parece que apresentam o balanço de um banco, não de um plano de assistência à saúde.
  • Telemedicina é paliativo e compromete atenção integral à saúde
    A Cassi implantou a telemedicina como alternativa de atendimento durante a pandemia. Vale como solução paliativa, inclusive para quem não tinha acesso à rede credenciada. Mas não pode ser adotada como solução definitiva, pois entra em choque com a Estratégia Saúde da Família (ESF), modelo adotado pelos melhores e mais modernos sistemas de saúde do mundo e que foi indicada por consultorias especializadas contratas pela própria Cassi, como a Accenture que atestou o ESF como melhor estratégia de redução de custos.
  • Associados querem redução da coparticipação e mais medicamentos
    Como a situação financeira da Cassi está equilibrada, a Contraf-CUT e as demais entidades representativas reivindicam a redução dos percentuais de copartipação anteriores a 2019, revogando a decisão unilateral tomada pela diretoria da Cassi. Não faz sentido continuar penalizando aqueles que mais precisam dos serviços médicos.
    A Contraf-CUT também defende a ampliação do fornecimento de medicamentos de uso contínuo, alguns deles de alto custo, para garantir o tratamento adequado para todos.


Sindicato dos Bancários de Brasília


POSIÇÃO DO ENFRENTE





quarta-feira, 31 de julho de 2019

21ª Conferência Nacional dos Bancários acontece neste final de semana - CONTRAF


Evento visa preparar a categoria para se defender e enfrentar a realidade de ataques aos direitos da classe trabalhadora
Conferência Nacional
Arte: Contraf-CUT
Bancários de todo o país se reúnem entre os dias 2 e 4 de agosto, em São Paulo, na 21ª Conferência Nacional da categoria. Os delegados e delegadas vão debater sobre questões que interferem diretamente na sociedade, no cotidiano de trabalho nas agências e nos departamentos bancários e definir as estratégias e plano de ações para defender a soberania nacional, a democracia, os empregos, os direitos dos trabalhadores e ações contra a reforma da Previdência e as privatizações dos bancos e demais empresas públicas.

“A categoria é a única que possui uma convenção coletiva que engloba todo o país. Os direitos dos bancários são os mesmos em qualquer ponto do território nacional. Temos tudo isso graças à nossa unidade e, mais do que nunca, precisamos nos manter unidos para defender nossos direitos e conquistas, nossos empregos e o direito de nos organizarmos”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, responsável pela organização do evento.

Juvandia ressaltou que os direitos dos trabalhadores estão sob forte ataque no Brasil e no mundo. “O capital internacional quer ditar o rumo das políticas a serem adotadas para que obtenham cada vez mais lucros. Esse governo e o Congresso têm pautado a retirada de direitos, como o direito de se aposentar com dignidade; o direito a uma jornada e um trabalho dignos, atacados agora pela MP 881”, disse. “Buscam minar as forças dos sindicatos e demais movimentos sociais porque estes impõem resistência a estes desmandos. Temos que estar unidos, não apenas como categoria, mas no conjunto da classe trabalhadora, e nos preparar para nos defender e cobrar políticas que gerem empregos, não aprofundem o desemprego”, disse a presidenta da Contraf-CUT.

Materiais e informações

Uma novidade da 21ª Conferência Nacional dos Bancários será a substituição dos materiais impressos pela tecnologia. Desde a programação, aos subsídios de reflexões e demais informações estarão disponíveis em um App que pode ser baixado nos celulares e/ou tablets dos delegados.

A iniciativa visa otimizar a utilização dos recursos da categoria e ampliar a gama de informações sobre o evento.

Redes sociais

O evento terá cobertura total de imprensa, com publicação imediata de textos no site da Contraf-CUT, e transmissão ao vivo de algumas mesas de debates, com vídeos veiculados na página da Contraf-CUT no Facebook. Nas redes sociais, os delegados serão instruídos a utilizar as hashtags #21C e #NossaLutaÉ nas fotos, comentários e demais postagens.

Programação

Veja abaixo a programação completa da 21ª Conferência Nacional dos Bancários.

Dia 02 de agosto: sexta-feira
12h às 20h –
 Credenciamento de delegadas e de delegados.
19h – Abertura solene

Dia 03 de agosto: sábado
9h às 13h –
 Credenciamento de delegados e de delegadas.
9h às 9h30 – Votação do Regimento Interno
10h às 13h – Mesa 1 – Análise de conjuntura
13h às 14h – Prazo para substituições de delegadas ou de delegados

13h às 14h30 – Intervalo para almoço

14h30 às 16h30 – Mesa 2 – Soberania Nacional
16h30 às 18h – Mesa 3 – Reforma da Previdência
19h – Confraternização

Dia 04 de agosto: domingo
10h às 11h30 –
 Mesa 4 – Futuro do Trabalho, Impactos nos empregos e na Organização Sindical
12h às 14h – Mesa 5 – Resoluções e moções

Fonte: Contraf-CUT / Paulo Flores

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Sim à vitória da categoria bancária - Paulo Vinícius Silva*

O movimento sindical bancário ante o desgoverno de Temer

O desgoverno de Temer ameaçou a categoria bancária, criando uma sinuca de bico para a campanha nacional de 2018. Em especial, através de três ações articuladas:

- A Reforma Trabalhista - inúmeros impactos sobre a categoria bancária:
a) A ultratividade assegurava nosso acordo último vigente até o estabelecimento de outro, ainda que em dissídio. Isso não existe mais. Depois de 31 de agosto, deixam de valer os direitos que temos conquistado por gerações e ficam somente aqueles da lei de Temer, Rogério Marinho (PSDB-RN), (Ricardo Ferraço PSDB-ES).
b) Retirou-se no mínimo 40% do financiamento da estrutura sindical, comprometendo a sustentação, a independência e os serviços prestados à categoria. Criaram-se condições para um sindicalismo paralelo, legalizando o desrespeito à lei e a chantagem patronal, com o negociado acima do legislado e os acordos individuais que podem sacrificar direitos e dívidas;
c) Parte da categoria poderia ser considerada hiper-suficiente - segundo sua faixa salarial não poderias se contemplada no acordo coletivo, passando a "negociar" sozinha com o banco;
d) a situação jurídica é francamente desfavorável aos trabalhadores e trabalhadoras, por militância conservadora no judiciário, por fragilidade do marco legal, por grandes dificuldades de acionar a justiça e risco de ônus aos demandantes, além de riscos de paralelismo sindical.

- A Lei da Terceirização - Não há limites à terceirização quanto à atividade fim e atividade-meio, tampouco se impede a quarteirização e fenômenos de precarização similares, assim como a intermediação de mão de obra; impulsiona a pejotização sem qualquer pudor;

- O ataque à saúde e às condições de trabalho - Ao empalmar na mão grande o governo federal pelo golpe de Estado, Temer provou a muitos colegas conservadores que, sim, existe diferença entre governos de centro e esquerda e governos neoliberais que chegam ao poder sem o voto popular. Vivemos um descalabro na gestão das empresas públicas: reestruturações sucessivas e erráticas, dirigentes que praticam gestão temerária que prejudica e causa risco de imagem às próprias empresas, programas de privataria para destruir e pilhar o patrimônio público, novas tecnologias que impactam a saúde psíquica, o regime de metas e a gestão do trabalho pelo assédio sistemático.
Para ampliar o ambiente de medo e insegurança que atinge centenas de milhares de empregados das estatais, publicaram a Resolução nr. 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa de Administração de Participações Societárias da União - CGPAR. Esse nome impoluto esconde três assinaturas que vale a pena conhecer para entender: Dyogo Oliveira, economista, passou um ano e um mês como Ministro do Planejamento, foi pro BNDES; Henrique Meireles, então Ministro da Fazenda, agora candidato a Presidente pelo MDB e Elizeu Padilha, Ministro da Casa Civil de Temer.  Foi essa turma.

Desse modo, o governo Temer matou vários coelhos de uma só cajadada:
a) criou um clima de medo e insegurança jurídica sobre os funcionárias das estatais, já fragilizados pelas ameaças privatistas;
b) avançou mais uma casa no processo de destruição do SUS e da saúde pública, favorecendo a saúde privada e atacando as auto-gestões de trabalhadores;
c) criou um mecanismo para "enxugar" as estatais de "despesas" e obrigações com seu funcionalismo que obstaculizam o processo de privatização pretendido.

Gestão temerária, lesa pátria e assédio organizacional, com o apoio da imprensa golpista e as ameaças jurídicas

Foi sob esses múltiplos ataques que a categoria bancária teve de negociar este ano. A decisão de um acordo bianual em 2016, às vésperas da aprovação da famigerada deforma se mostrou mais que correta. Vale ouro assegurar o conquistado em tempos de fim da ultratividade e de negociado sobre o legislado. Esse tempo não foi em vão. Não paramos, e há dois anos o movimento sindical se desdobra em denunciar os perigos e politizar a categoria, que foi muito influenciada pela onda conservadora que varreu o Brasil. Pouco a pouco, mesmo os mais teimosos foram percebendo os riscos envolvidos e o novo cenário em que as greves podem se dar.

O calendário de negociação foi antecipado em praticamente seis meses, fincou-se o pé na bandeira "Todos por tudo", em defesa de todos os direitos do acordo coletivo; a militância jurídica dos sindicatos e federações de bancários assumiu um patamar inédito em número de ações e em luta para preservar os direitos ameaçados pela Deforma. A decisão consequente de defender até o fim a mesa única foi outro elemento decisivo, pelo risco objetivo de fragmentação das mesas e mesmo da categoria por faixa salarial.

Essa base unitária, qualificada e mobilizada fez o seu papel e mostrou o custo que envolveria implodir o principal modelo de negociação coletiva do país. As entidades sindicais classistas não se calaram diante do Golpe, dos ataques aos direitos, avisaram e mostraram para a sua base o perigo, as ameaças e o caminho para preservar tudo o que conquistamos.

O tostão contra o bilhão
Ainda assim, persiste a subestimação da importância da luta sindical, o imobilismo, as ilusões de saídas individuais e o medo como realidade vivida pela categoria bancária. A pressão psicológica, a dependência da categoria da remuneração variável e das funções que não estão incorporadas e as práticas antissindicais, compõem um cotidiano duro de sofrimento psíquico e de resistência da categoria.

Infelizmente, muitos colegas se deixaram manipular pelo discurso dos patrões que criminalizam a luta sindical e seus /suas dirigentes. São fenômenos desconcertantes e tristes, que cabem na metáfora das galinhas que elegem a raposa - que diz-se vegana - para presidir o galinheiro. É o concursado a favor da privatização. O funcionário desconfiado do sindicato, adoecido pelo banco, que acredita que o banco que o adoeceu cuida e se preocupa com a sua saúde. É o colega que não percebe que pode perder tudo e se mostra indignado em contribuir com quem defende e garante todos os seus direitos. É o raivoso apoiador de greve na assembleia que nunca participa nem participará da greve, é um fura-greve, que diz, cheio de moral: "greve é coisa do sindicato". Mas, mesmo para esses, é preciso que reconheçam que as conquistas sindicais são parte de seu contra-cheque, do tempo com seus filhos e família, da saúde e da sua velhice. Boa prova do que é coração de banqueiro foi a proposta de excluir as mulheres em licença maternidade da PLR.

Cumpre reconhecer as novas dificuldades desse contexto de golpe de estado, militância jurídica conservadora, perda de direitos, de garantias da negociação e de recursos financeiros. A visão equivocada que trata o movimento sindical como a terceirização da participação política da categoria é o principal obstáculo às greves. A mudança tecnológica do banco digital, o receio de empecilhos ao crescimento profissional, o medo face ao futuro das empresas públicas, todos são fatores que exigem a mudança no formato das greves, assim como a sua politização, porque as greves precisam ser feitas pelo conjunto dos bancários e bancárias, senão não cumprirão o papel que podem ter e servirão para abrir o flanco da categoria a todas as ameaças que listamos.

O cenário dos reajustes salariais do ano de 2017 ilustra os impactos malsãos da agenda anti-trabalhador e antissindical de Temer:

Observe-se que 28,6% das categorias tiveram reajuste igual ao INPC, 8,1% abaixo do índice, 49,5% perfez no máximo 1% de aumento real e 13,7% acima de 1% de ganho real. Acima de 2% de ganho real, apenas 2,5% dos reajustes se enquadraram.

Com toda a sua importância, os reajustes, no entanto não esgotam nossas reivindicações, embora representem muitíssimo. A fragilização geral da CLT e a Terceirização ilimitada criaram uma situação de quatro frentes simultâneas de luta: a) salários; b) negociação coletiva e demais direitos no acordo nacional; c) defesa das estatais; d) saúde e condições de trabalho; É diante desse contexto mais amplo que conquistamos, graças às ações de luta nas ruas, à pressão institucional e à negociação unitária:

I - Ganho real de 1,18% em 2018 e 1% em 2019 sobre todas as verbas;
II- Manutenção de todas as cláusulas do Acordo Coletivo Nacional por dois anos, da mesa única abrangendo toda a categoria e das negociações específicas, e a neutralização parcial da perda de receita para a luta sindical com a contribuição negocial de 1,5% para todos;
III- O movimento de unificação das ações dos sindicatos das estatais e da sociedade acompanhou todas as campanhas salariais do período e cumpriu papel destacado em impedir, por exemplo, os planos de privatização do sistema ELETROBRAS, a licitação das Loterias sem a CEF, a suspensão de medidas de privatização no governo Temer, a partir da ação da FENAE e CONTRAF junto ao supremo;
IV - A defesa do Saúde Caixa nos termos atuais e a ampla denúncia do adoecimento dos bancários(as) no sistema financeiro. A campanha salarial abordou a Saúde, inclusive em temas que não eram objeto da negociação, por veto patronal. Exemplo disso foi a ampla campanha em defesa da CASSI que desmascarou as manobras e chantagens contra o funcionalismo para empurrar na marra a resolução CGPAR 23. O movimento associativo e sindical se uniu e deu um rotundo não ao BB, batalha política que precisa continuar a ser travada na rejeição das propostas caô , mas cujo resultado só virá nas eleições de 2018.

Celebrar cada vitória e salvar o Brasil
É diante desse contexto, que consideramos uma grande vitória o resultado da negociação de 2018 para a categoria bancária e defenderemos nesta quarta às 19h00, na Praça do Cebolão que a categoria aceite a proposta, seguindo a orientação do Comando Nacional. A Campanha Nacional é uma parte da nossa luta, e sabemos que esse novo acordo de dois anos tem sentido exatamente pelo horizonte turvo e ameaçador diante de nós.

Parte da vitória que tivemos vem de terem se fortalecido as perspectivas da derrota do Partido de Silvério dos Reis, de Temer e sua gangue, nas eleições de 2018. É a unidade do povo que dá essa força, e é preciso ampliar esse movimento, porque meses podem nos separar da destruição de tudo que restou dos nossos direitos. Se fizeram essa tragédia em 2 anos, a urgência é varrê-los de Brasília e retomar o Brasil e a Democracia. Dificilmente numa luta atingimos toda a nossa pauta, ainda mais se a situação é difícil. Garantamos a nossa vitória e fortaleçamos a unidade popular!

* Diretor de Relações do Trabalho da CTB e diretor de Política Sindical dos bancários de Brasília

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Vídeo - 20ª Conferência dos Bancários - Falei pela CTB sobre as eleições de 2018 - Rosolução



RESOLUÇÃO 
As delegadas e os delegados eleitos e reunidos na 20ª Conferência Nacional dos Bancários, reforçam a importância do respeito à democracia, da realização das eleições 2018 e orientam a escolha de candidatos comprometidos com a classe trabalhadora. 
Isso significa candidatos à Presidência da República que se comprometam 
com a revogação da reforma trabalhista, 
revogação da PEC da Morte, 
da revogação da lei das terceirizações e 
em defesa das empresas públicas, da democracia brasileira e da soberania nacional. 
Também candidatos que se posicionem contrários à criminalização da política e dos movimentos sociais e sindical.

ELEIÇÕES 2018: POR UM CONGRESSO NACIONAL COMPROMETIDO COM O POVO 

Pela revogação da reforma trabalhista, pelo direito à aposentadoria, em defesa das empresas públicas, da democracia e da soberania nacional

Em 2017, quase 200 mil estudantes matriculados abandonaram o ensino superior. E este ano, o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, teve 1,2 milhão de inscritos a menos.

O Brasil tem atualmente quase 14 milhões de desempregados. Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas com força de trabalho subutilizada. Se comparado com 2014, o número de desempregados cresceu 94,2%, o que significa que há 6,6 milhões de pessoas a mais procurando emprego no país desde o golpe por meio do qual Michel Temer (MDB-SP) assumiu o governo no Brasil. São 4,6 milhões os trabalhadores que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas. A maioria (60,6%) vive na região Nordeste, onde estão 2,8 milhões dos desalentados.

Desalento é a palavra que hoje, talvez, melhor defina o povo brasileiro, antes conhecido por sua alegria e disposição de viver. Mas isso é passado e o que vemos hoje é um país que voltou atrás, 20 anos em dois. Um país onde não há emprego, onde não há estudo, onde a crueldade sob a alcunha de austeridade fiscal mata. A taxa de mortalidade na infância (proporção de óbitos de menores de 5 anos para cada mil nascidos vivos), que durante de mais de uma década teve quedas consecutivas, subiu 11% em 2016, em comparação com o ano anterior.

Enquanto isso, seis milionários brasileiros têm a mesma riqueza que 50% dos mais pobres no país.

Já somam 40% os municípios brasileiros que não contam com uma agência bancária. E em muitos onde ainda há esse serviço, prestado prioritariamente pelos bancos públicos, já não chega mais dinheiro. Cidades abandonadas, desemprego que assombra.

O resultado do golpe, para onde quer que se olhe, é mais pobreza, o estrangulamento do desenvolvimento nacional, o aumento do desrespeito aos direitos dos trabalhadores, dívidas interna e externa em alta, o caos.

Quando da última eleição, mesmo antes do golpe, o perfil dos eleitos dava uma ideia, ainda que distante da terrível realidade vivida agora, do país que teríamos. A bancada de deputados federais que defende a causa dos trabalhadores caiu quase pela metade. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), em outubro de 2014, identificava que os eleitos pela classe trabalhadora diminuíram de 83 representantes para 46. E que do outro lado, a
bancada empresarial contaria com 190 parlamentares.

O resultado foi visto ao longo dos últimos anos, com medidas que praticamente inviabilizaram o governo de Dilma Rousseff. Foi esse Congresso – majoritariamente patronal e com bancadas relacionadas a igrejas (“da bíblia), avessas aos direitos humanos (“da bala”), ex-jogadores de futebol (“da bola”) e ruralistas – que votou, em 2016, o impeachment da presidenta eleita.

As consequências foram nefastas para a sociedade brasileira, com o avanço de ditas reformas que na verdade estão levando ao desmonte de setores estratégicos da economia nacional.

Assim, foi aprovada a toque de caixa, em dezembro de 2016, a Emenda Constitucional 95, devidamente apelidada de PEC da Morte, por meio da qual foram congelados por 20 anos os investimentos nas áreas de Saúde, Educação, infraestrutura. Vai faltar dinheiro também para a agricultura familiar, responsável por 70% da produção de alimentos que vão para a mesa do povo brasileiro. E para programas de combate à violência contra a mulher – isso em um país que registra uma agressão contra elas a cada quatro minutos.  Outro ataque frontal à maioria do povo brasileiro foi a “reforma” trabalhista. A lei 13.467, sancionada em julho do ano passado, praticamente rasga a CLT, retirando direitos e reduzindo a força do movimento sindical. Entre as mudanças, autorização para o trabalho intermitente e temporário, liberação da terceirização, fim das homologações nos sindicatos, prevalência do negociado sobre o legislado, o que possibilita o desrespeito a conquistas históricas dos trabalhadores.

O governo tentou ainda promover uma reforma da Previdência, por meio da PEC 287 protocolada em dezembro de 2016. As mudanças praticamente extinguiam o direito à aposentadoria, inviabilizando a Previdência pública e penalizando principalmente os que ingressaram mais cedo no mercado de trabalho, os mais carentes. Os movimentos sindical e social se uniram e conseguiram barrar a proposta até agora. O decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro, de fevereiro de 2018, suspendeu as votações de Proposta de Emenda Constitucional até dezembro deste ano. Esse é o cenário em que se darão as campanhas salariais do segundo semestre de 2018, quando ocorrerão também as eleições que definirão o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.


Vídeo - Assembleia 22/05 - A campanha nacional dos Bancários em 2018 - Paulo Vinícius Silva - CTB



22/05/18 - eleição em assembleia para os congressos dos bancos. A campanha nacional e os desafios para os bancários esse ano.
Fala de Paulo Vinícius - CTB - Diretor de Relações Sindicais do Sindicato dos Bancários de Brasília

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Conversa Afiada entrevista Betão da CONTRAF: Por que a greve dos bancários não acaba?

Bancários: por que a greve não acaba

Bancos lucram 20% ao ano e não querem pagar nem a inflação
publicado 29/09/2016
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Ex-jornalista mostra por que as agências se tornaram supermercado
A propósito da mais longa e extensa greve de bancários do Brasil, siga a entrevista abaixo:
PHA: Eu converso com Roberto von der Osten, presidente da Contraf/CUT e um dos coordenadores do comando nacional dos bancários.
Roberto, vocês tiveram ontem (quarta-feira 28/set) uma nova seção de negociações com a Febraban sobre a questão do reajuste salarial dos bancários. O que ainda separa vocês dos bancos?
ROBERTO: O que nos separa, primeiro, é o modelo de campanha nacional, o modelo de reajuste de salário que os bancos pretendem aplicar. A nossa proposta foi entregue no dia 9 de agosto, previa o reajuste pela inflação, mais 5% de ganho real - até porque o lucro dos bancos é uma coisa fabulosa, e nós achamos que tínhamos que fazer um esforço pra crescer o salário da nossa categoria.
Os bancos apresentaram um modelo que implica em reajuste do salário abaixo da inflação. No caso, eles oferecem 7%, o que causa uma perda de 2,39%. E oferecem um abono que não compensa isso, não recompõe a massa salarial, o poder de compra que os bancários perderam entre 2015 e 2016. Isso é um abismo. E não teve jeito, não caminha, nós tivemos uma infinidade de rodadas de negociação.
Não caminha por uma razão muito simples: tem um componente que está na mesa de negociação com a Febraban que não é um componente das relações de trabalho. Nós temos os estudos do DIEESE... Eu recebi uma tabela ontem, de 1995 a 2016, que mostrava quais foram os reajustes, desde o período FHC, do período do governo Lula, do governo Dilma, e do governo que está aí agora. Fica claro, você visualiza claramente, que havia uma política, uma âncora salarial na intenção de ajudar a conter a inflação, que foi abandonada no período seguinte ao FHC, quando nós conseguimos ganho todo ano. Conseguimos [reposição da] inflação, mais um ganho real e aumentamos em 20,8% nosso salário. Agora, a lógica se inverteu.
Então isso fica intransponível, e não é com negociação que a gente resolve. Não tem argumento que convença o outro que ele deve aceitar ou reposição da inflação mais o ganho real ou, no caso nosso, que a gente aceite uma redução de 2,39% do nosso salário.
PHA: Vocês já mediram ou compararam a rentabilidade dos bancos brasileiros com bancos de outros países?
ROBERTO: Sim. Nós temos aqui uma subseção do DIEESE que faz todos esses comparativos, de rentabilidade de banco, rentabilidade do setor financeiro comparando com outros setores da economia brasileira. E fica evidente! Você acompanhou ontem (28/09) a publicação dos juros do cheque especial e do cartão de crédito (475% ao ano). É inacreditável! Em outros lugares do mundo, as pessoas não acreditam nesses patamares! Quando a gente faz essas comparações na mesa de negociação, os bancos não respondem.
Tem empresas no Brasil que têm uma lucratividade maior do que os bancos, mas você pergunta, qual empresa é essa? Se você descola de setor, se você pega uma empresa específica, é o bar lá da esquina da vila-não-sei-o-quê que pode ter uma rentabilidade maior que um banco. Mas não é disso que nós estamos falando. Estamos falando de um setor da economia.
PHA: Comparando com outros países, o que se pode dizer, efetivamente, da rentabilidade dos bancos brasileiros? É alta, baixa? Como se pode definir?
ROBERTO: É muito alta. Muito alta. A rentabilidade média, eu creio, sobre o patrimônio líquido dos bancos deve estar na casa dos 20% a 22% de crescimento ao ano. É uma coisa fantástica para um retorno de investimento, para a rentabilidade de um capital que você tenha.
Quando nós falamos em bancos e falamos também em setor, nós temos que lembrar o seguinte: se a Febraban representa 160 bancos, eu creio que mais de 80% disso é referente a cinco bancos. O número de agências, 23.544 agências no Brasil, um número impressionante está concentrado. Estamos falando de um sistema financeiro extremamente concentrado em cinco bancos.
PHA: Então, aparentemente, não há possibilidade de negociação, e cria-se um ambiente onde a alternativa é a greve. E os documentos que vocês distribuem dizem que o número de grevistas atinge 57% dos locais de trabalho em todo o Brasil.
Hoje, quando muitas das transações podem ser realizadas via internet, essa greve tem como, de fato, pressionar os bancos?
ROBERTO: Esse é o grande dilema. Veja, nós estamos enfrentando, além de todo o stress e instabilidade em relação ao emprego, quando um trabalhador vai à greve... A greve é um ato de coragem das pessoas, não? As pessoas que estão aposentadas pela Previdência, se o governo muda as regras e resolve reduzir o que eles estão aferindo como benefício, eles não têm grandes armas pra se defender, não têm como fazer uma greve. Os trabalhadores da atividade têm essa arma de negociação que, em tese, é poderosa.
Nós acompanhamos... Inclusive, tem uma tabela que a Febraban coloca em seu site, que trata do volume de transações bancárias. Deste volume hoje, é evidente que algo na casa de 54% são feitas por meio de internet ou de mobile banking. Dependendo do banco, a internet é um pouco maior que o smartphone, do que a telefonia. Dependendo do banco, dependendo do grau de desenvolvimento tecnológico, isso é mais ou é menos. Até porque existe hoje um perfil de usuário jovem de banco que não quer mais ir à agência bancária. Ele quer comprar por telefone, vender por telefone, operar sua conta corrente por telefone.
Nesse perfil, os bancos vêm fazendo uma aposta muito grande. Eles próprios têm declarado para a mídia que eles são baixamente afetados [pela greve], porque o atendimento está sendo feito por internet e nos auto-atendimentos das agências, porque os bancários há muito tempo decidiram que não iam fechar esses caixas eletrônicos, pois nossa greve não é contra a população. Então, o auto-atendimento faz um grande volume, os correspondentes bancários têm outra parte desse volume... E as lotéricas, de uma maneira geral, que operam como bancos, têm também.
O que nos resta? Segundo algumas dessas pesquisas dos bancos, coisa na casa de 6,8%, dependendo do banco. Abaixo de 10% das transações, de uma maneira genérica. Abaixo de 10% das transações bancárias são feitas nas agências bancárias.
Se nós estamos fazendo uma greve forte contra os bancos, nós vamos atingir, no limite, 10% de suas transações bancárias? E por que os bancos ficam tão preocupados a ponto de adiantar com associações comerciais...?
Hoje, o banqueiro chama sua agência bancária de "loja". Dentro daquilo ali, tem uma cesta de produtos para os bancários e bancárias que ali estão. E quando você entra numa agência bancária, eles vão lhe oferecer um seguro, um título de capitalização, uma previdência complementar, um rol de produtos.
PHA: Um supermercado financeiro, não é isso?
ROBERTO: Isso daí. É um supermercado. Você entra na agência quase como se estivesse conduzindo um carrinho de compras, não é? E o bancário e a bancária são obrigados a lhe oferecer. Eles têm metas de vendas de produtos, cada um deles. Eu tenho que mandar um seguro pra alguém, mandar uma previdência complementar, uma capitalização, um plano de saúde, consórcio de bens, crédito habitacional... Qualquer outro produto. Alguma coisa eu preciso vender. Eu tenho metas a cumprir. A agência tem metas, coletivamente.
PHA: Roberto, hoje, por exemplo, nos jornais de manhã, eu vi uma ex-jornalista, Ana Paula Padrão, fazendo publicidade do Banco Original. Oferecendo serviços na internet. O Itaú tem uma campanha publicitária muito forte, oferecendo serviços na internet. Ou seja, um dos problemas dos bancários hoje é, exatamente, essa competição com a tecnologia...
ROBERTO: Não diria pra você que é dos bancários, eu diria que é da humanidade. Amanhã pode ter um aplicativo onde eu fale a respeito de uma notícia e ele redija uma matéria.
PHA: Claro, claro.
ROBERTO: Os advogados têm um aplicativo que faz petição, os médicos têm aplicativo...
PHA: O jornalismo está sendo espancado pela tecnologia, se eu posso dizer assim.
ROBERTO: Inclusive, muda o perfil do clássico jornalão, que você sentava no café da manhã e abria. O jornal não é mais aquilo que fica entre o leitor e a mesa de manhã.
PHA: Eu acho que eu sou o último leitor de jornal impresso que eu conheço...
Roberto, qual é o seu prognóstico? Esse impasse dura até quando? Como se resolveria?
ROBERTO: A gente acreditava que essa campanha seria rápida. No começo, nós fizemos uma negociação mais produtiva, mais objetiva, nós chegamos ao conflito mais objetivamente... O conflito era pra você avaliar a proposta do banqueiro, recusar e falar: "por que não modificar isso? Se não, vão nos obrigar a ir à greve. Não tem outro caminho por aqui".
Chegamos rapidamente, no dia 1o. de setembro, dia de nossa data-base. Fizemos nossa assembleia, que a gente faz lá pra frente, em meados de setembro. Acreditávamos que, num ano de instabilidade política, num ano em que a democracia foi fortemente golpeada no país, um cenário absolutamente ruim, não se sabe o que vai acontecer em janeiro... a instabilidade é política, não se sabe qual vai ser.
Então, nesse cenário, a gente acreditava que eles iriam repor a inflação, dizer que esse ano não dá pra dar ganho real, a gentia ia insistir pra ter algum ganho real, já que o lucro deles é real. Eles têm um ganho real fabuloso. Nós pensávamos assim, uma campanha rápida, fácil, pronto e acabou. Um ano eleitoral, disputa de hegemonia, Congresso nacional, movendo uma agenda nociva para os trabalhadores, pauta bomba, recheada de coisas contra a sociedade... Acreditávamos assim. Até que caiu nossa ficha e percebemos que, contrariamente ao que eles têm mandado dizer em alguns jornais, que essa greve é contra o governo que aí está, a gente disse que não. A gente fez greve nos governos FHC, no governo Lula, Dilma, e faremos no governo Temer. Estamos fazendo.
Então, não tem nada a ver com apoio, se é contra ou a favor de governo. Nós estamos negociando com o banqueiro. Quem meteu a política no meio da campanha foram eles! Buscando, quem sabe, entregar um produto que eles ofereceram aos banqueiros que estão no governo. Tem um banqueiro na Fazenda e outro presidindo o Banco Central.
Dentro desse cenário, é imprevisível. Nós gostaríamos de não estar em greve. Gostaríamos de ter terminado isso a tempo de a população não ser onerada, não ser sacrificada. Mas não conseguimos e afirmo pra você, com convicção e com provas: o culpado é o banqueiro.

Roberto: a greve não é política (Reprodução: Contraf/CUT)

sábado, 6 de agosto de 2016

Quanto da vida da categoria depende da Campanha Nacional dos Bancári@s? Sumário da Minuta Nacional - Paulo Vinícius Silva

É muito comum, com a difusão dos valores do individualismo, do consumismo e da criminalização da política, que muitos bancários e bancárias ignorem e desconfiem do movimento sindical e, contraditoriamente, acreditem nos patrões. Estes últimos, os bancos, fazem intensa campanha velada, sobretudo através de práticas antissindicais e da propaganda, que visa a desqualificar a importância da luta sindical. Nesse discurso de cada um por si, perdemos todos.

Foi graças à solidariedade da categoria que conquistamos a única convenção nacional que assegura direitos muito importantes para cada um(a) de nós, e muitos o desconhecem. Foi graças a protestos, greves, negociações, graças à luta sindical que conquistamos muitos direitos. E eles estão na Convenção Coletiva de Trabalho e nos acordos específicos por banco. (Baixe a minuta do Acordo
Nacional dos Bancários e Bancárias de 2016 entre FENABAN e CONTRAF)

Para facilitar o conhecimento da categoria, fiz esse sumário que ajudará a conhecer a minuta e entender o que está em jogo na Campanha Nacional de 2016. Compreenda porque é importante seu apoio à luta sindical.

SUMÁRIO DA MINUTA NACIONAL - CCT 2015/2016


Salários
Cláusula 1ª - Reajuste pág. 2
Cláusulas 2ª e 3ª - Salários de ingresso 90 dias e gratificação de Caixa pág. 3
Cláusula 4ª Adiantamento De 13º Salário pág. 4
Cláusula 5ª Salário do Substituto pág. 4
Cláusula 6ª Adicional por Tempo de Serviço pág. 4
Cláusula 7ª Opção por Indenização do Adicional por Tempo de Serviço pág. 5
Cláusula 8ª Adicional de Horas Extras pág. 5
Cláusula 9ª Adicional Noturno pág. 5

Gratificações
Cláusula 11ª Gratificação de Função (55%) pág. 6
Cláusula 12ª Gratificação de Caixa pág. 6
Cláusula 13ª Gratificação de Compensador de Cheques pág. 6
Cláusula 14ª Auxílio Refeição pág. 6
Cláusula 15ª Auxílio Cesta Alimentação pág. 7
Cláusula 16ª Décima Terceira Cesta Alimentação pág. 7
Cláusula 17ª Auxílio Creche / Auxílio Babá pág. 8
Cláusula 18ª Auxílio Filhos Com Deficiência pág. 8
Cláusula 19ª Auxílio Funeral pág.9
Cláusula 20ª Ajuda para Deslocamento Noturno pág.9
Cláusula 21ª Vale-Transporte pág. 9

Abono de Faltas ao Serviço
Cláusula 22ª Abono de Faltas ao Serviço (Estudante) pág. 10
Cláusula 23ª Ausências Legais pág. 10
Cláusula 24ª Folga Assiduidade pág. 10
Cláusula 25ª Ampliação da Licença-Maternidade pág.11

Proteção Ao Emprego
Cláusula 26ª Estabilidades Provisórias pág.11
Cláusula 27ª Opção Pelo Fgts, com Efeito Retroativo pág.12

Benefícios
Cláusula 28ª Complementação de Auxílio-Doença Previdenciário e Auxílio-Doença Acidentário pág.12
Cláusula 29ª Seguro de Vida Em Grupo pág. 13

Condições de Trabalho
Cláusula 30ª Indenização por Morte ou Incapacidade decorrente de Assalto pág. 13
Cláusula 31ª Transporte De Numerário pág. 14
Cláusula 32ª Segurança Bancária – Procedimentos Especiais pág. 14
Cláusula 33ª Multa Por Irregularidade Na Compensação pág. 14
Cláusula 34ª Uniforme pág. 14
Cláusula 35ª Digitadores - Intervalo Para Descanso pág. 14
Cláusula 36ª Monitoramento de Resultados (Não Exposição Ranking Individual
e celular privado) pág. 14

Liberdade Sindical
Cláusula 37ª Frequência Livre do Dirigente Sindical pág.15
Cláusula 38ª Quadro de Avisos pág.15
Cláusula 39ª Sindicalização pág.15
Saúde no Trabalho
Cláusula 40ª CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes pág.15
Cláusula 41ª Exames Médicos Específicos pág.15
Cláusula 42ª Política sobre AIDS pág.15
Cláusula 43ª Assistência Médica e Hospitalar - Despedido(a) Sem Justa Causa pág. 16
Cláusula 44ª Programa de Reabilitação Profissional pág. 16
Cláusula 45ª Acidentes de Trabalho pág. 17
Cláusula 46ª dos Afastamentos por Doença Superiores a 15 Dias p17
Cláusula 47ª Declaração do Último Dia Trabalhado (DUT) pág. 17
Cláusula 49ª Extensão de Vantagens – Relação Homoafetiva pág. 18
Cláusula 50ª Aviso Prévio Proporcional pág. 18
Cláusula 51ª Prazo para Homologação de Rescisão Contratual pág. 19
Cláusula 52ª Férias Proporcionais pág. 19
Cláusula 53ª Carta de Dispensa pág. 19

Aplicação e Revisão Contratual
Cláusula 54ª Multa por Descumprimento da Convenção Coletiva pág. 19
Cláusula 55ª Condições Específicas – Convenções Aditivas pág. 19
Cláusula 56ª Protocolo para Prevenção de Conflitos no Ambiente de Trabalho (Adesão Voluntária) pág. 19
Cláusula 57ª Programa de Desenvolvimento Organização para Melhoria Contínua das Relações de Trabalho pág. 20
Cláusula 58ª Dias Não Trabalhados (GREVE) pág. 20
Cláusula 59ª Complementação de Pagamento pág. 20
Cláusula 60ª Qualificação Profissional / Certificação aos Empregados Ativos pág. 20
Cláusula 61ª Requalificação Profissional Dispensado Sem Justa Causa pág. 21
Cláusula 62ª Adiantamento Emergencial de Salário nos Períodos Transitórios Especiais de Afastamento por Doença pág. 21
Cláusula 63ª Comissão Bipartite de Segurança Bancária pág. 22
Cláusula 64ª Comissões Paritárias de Saúde e Terceirização pág. 22
Cláusula 65ª Comissões Temáticas pág. 22
Cláusula 66ª Programa de Cultura do Trabalhador – Vale-Cultura pág. 23
Cláusula 67ª Abrangência Territorial pág. 24
Cláusula 68ª Vigência pág. 24

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Greve dos bancários(as) - Comando orienta rejeitar nova proposta da Fenaban

Do Sindicato dos Bancários de Brasília


O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf, decidiu orientar os sindicatos de todo o país a realizarem assembleias para rejeitar a nova proposta apresentada pela Fenaban nesta sexta-feira 4, que eleva de 6,1% para 7,1% o índice de reajuste sobre os salários (aumento real de 0,97%) e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%). A proposta mantém as regras da PLR do ano passado.

"Consideramos a proposta insuficiente diante do tamanho dos lucros e da rentabilidade dos bancos. Até setores da economia muito menos lucrativos estão fazendo acordos com seus trabalhadores com reajustes salariais maiores. Os bancários estão fazendo a maior greve dos últimos 20 anos e os bancos têm condições de melhorar a proposta", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

As negociações, que estavam interrompidas havia um mês, foram retomadas nesta sexta-feira, 16º dia da greve nacional dos bancários.

O Comando Nacional encaminhou documento à Fenaban reafirmando "a necessidade de os bancos apresentarem uma nova proposta que de fato atenda às reivindicações econômicas e sociais dos bancários".

A nova proposta dos bancos

Reajuste: 7,1% (0,97% de aumento real).

Pisos: Reajuste de 7,5% (ganho real de 1,34%).
- Piso de portaria após 90 dias: R$ 1.138,38.
- Piso de escriturário após 90 dias: R$ 1.632,93.
- Piso de caixa após 90 dias: R$ 2.209,01 (que inclui R$ 391,13 de gratificação de caixa e R$ 184,95 de outras verbas).

PLR regra básica: 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.694,00 (reajuste de 10%), limitado a R$ 9.011,76.

PLR parcela adicional: 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, limitado a R$ 3.388,00 (10% de reajuste ).
Auxílio-refeição: de R$ 21,46 para R$ 22,98 por dia.

Cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 394,04.

13ª cesta-alimentação: de R$ 367,92 para R$ 394,04.

Auxílio-creche/babá: de R$ 306,21 para R$ 327,95 (para filhos até 71 meses). E de R$ 261,95 para R$ 280,55.

Adiantamento emergencial - Não devolução do adiantamento emergencial de salário para os afastados que recebem alta do INSS e são considerados inaptos pelo médico do trabalho em caso de recurso administrativo não aceito pelo INSS.

Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho - Redução do prazo de 60 para 45 dias para resposta dos bancos às denúncias encaminhadas pelos sindicatos, além de reunião específica com a Fenaban para discutir aprimoramento do programa.

Adoecimento de bancários - Constituição de grupo de trabalho, com nível político e técnico, para analisar as causas dos afastamentos.

Inovações tecnológicas - Realização, em data a ser definida, de um Seminário sobre Tendências da Tecnologia no Cenário Bancário Mundial.

As principais reivindicações dos bancários

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.


Fonte: Contraf



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