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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Reivindicações dos Bancários - Campanha Salarial de 2009

O SINDICATO DOS BANCÁRIOS DA BAHIA, entidade de histórica combatividade, divulga com destaque a nossa minuta na campanha deste ano.

Como é público, e divugamos neste blog, a CTB, a INTERSINDICAL e outros setores defenderam pontos mais avançados no Congressodos Bancários e defendemos levar esse debate aos trabalhadores nas assembléias da categoria. É um direito democrático fazê-lo.

A CTB não é mais parte da CONTRAF e somos uma força classista, não aceitamos passivamente a maneira como se rebaixa o índice e se abre mão das perdas nos bancos públicos. E embora este debate tenha sido truncado em Brasília, os bancários devem saber o que consta na minuta de reivindicações de 2009.

Como frisa bemo texto:

Observação: Na assembléia do Sindicato dos Bancários da Bahia realizada no dia 29.07.2009,
aprovamos a seguinte formulação:
1- Índice de reajuste: Inflação do período (1º.09.2008 a 31.08.2009) mais 10% de aumento real;
2- Sobre a estratégia de campanha: Mesa Geral na Fenaban e Mesas Específicas nos
Bancos Públicos:
3- Vigência da CCT no período de 01(um) ano;
4- Os itens 1, 2 e 3 aprovados na assembléia do Sindicato dos Bancários da Bahia serão
submetidas às decisões da maioria das assembléias dos bancários nacionalmente.

Reivindicações dos Bancários

Veja a íntegra da minuta (clique aqui)

Minuta específica dos funcionários da Caixa
Minuta específica dos funcionários do Banco do Brasil
Minuta específica dos funcionários do BNB
Minuta específica dos funcionários do Santander

terça-feira, 4 de agosto de 2009

QUE OS BANCÁRIOS(AS) DECIDAM SOBRE A CAMPANHA SALARIAL!

Quer dizer que isto é uma assembeia?!



POR UMA ASSEMBLEIA DEMOCRÁTICA, 5a. no CEBOLÃO, às 18h30

Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor em nosso jardim. E não dizemos nada. // Na segunda noite, já não se escondem pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.// Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.// E, porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada". Maiakovski

Colega bancário(a), uma torpe manipulação quer impôr à categoria reivindicações rebaixadas na campanha salarial de 2009 sem ouvir os bancários.

E não é a direção dos bancos, mas a do sindicato que faz o serviço sujo. Na última 4ª feira forjaram uma “assembléia” às pressas, sequer citada no boletim do sindicato, só exposta no site na véspera para validar a infâmia.

Não é à toa. O congresso bancário de BSB reuniu umas 120 pessoas. A conferência nacional, cerca de 600, em São Paulo, no Holliday Inn. Nestes espaços, sob a hegemonia da CUT, desenharam-se as reivindicações da categoria. Fora da cúpula, é na assembléia que o bancário real, que trabalha, que enfrenta as metas e o assédio, a hostilidade de clientes e a insegurança, é lá que podemos ver e decidir sobre o que fazem em nosso nome e com nosso dinheiro. Nós é que somos o sindicato, mais que a diretoria, e o sustentamos. Por isto eles não queriam que você participasse, que você decidisse.

Foi este o direito de nós tirado, com truculência e na cínica aposta de que nada faremos, que não ligamos, que o movimento é da minoria. Não houve debate. Menos de 100 pessoas, diretores e amigos no subsolo do sindicato – bem ilustrativo – fingem que fazem uma assembléia. Só a muito custo permitiram, aos gritos e intimidações, que uma voz se opusesse àquela ópera bufa. Tudo para fazer valer uma pauta de reivindicações que não resgata a dignidade dos bancários.

A razão destas subterrâneas decisões é simples. A CONTRAF e seus sindicatos nos empurram uma minuta rebaixada na campanha salarial de 2009:

Apenas 10% de índice. Em 2008, com mais de 30 dias em greve, tivemos 10% para a maioria. E agora, pediremos 10%? Os banqueiros, que nem viram a crise, aplaudem.

O abandono da recuperação das perdas nos 8 anos de FHC, mais de 60% nos bancos públicos. Pedir recuperá-las até 2014 foi rechaçado sem que se dissesse o porquê. Quando chegará a vez dos bancários?

Uma remuneração variável que reforça as metas e as tarifas escorchantes. Em vez de reforçar o caráter público do sistema financeiro, fazermo-nos cúmplices dos banqueiros contra a sociedade.

Entendeu a clandestinidade da Assembléia, e porque não se dá a palavra aos bancários? Exigimos um verdadeiro debate. Os(As) bancários(as) é que devem decidir. Por isso, com base no próprio estatuto do sindicato, exigimos uma assembléia democrática na praça do Cebolão nesta 5a. Feira às 18h30. Assine o edital, participe, mude esse enredo!

OPOSIÇÃO BANCÁRIA DE BRASÍLIA ESQUERDA BANCÁRIA


NÚCLEO DE BASE

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Blog Bancários Classistas


http://bancariosclassistas.blogspot.com/

Quem Somos

Sindicalistas e militantes bancários, de todas as regiões do país, com firme posição de classe, que se organizam em torno da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e tem como objetivo organizar, mobilizar e conscientizar os trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro politizando as questões imediatas (salários, jornada, saúde, etc.) no sentido de construir alternativas para as questões futuras (uma sociedade mais justa e igualitária).

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Comando Nacional dos bancários discute novo modelo de PLR no Rio



Emanoel Souza de Jesus*


A reunião do Comando Nacional dos Bancários será realizada amanhã (29.05), às 10 horas, na sede do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, tendo como ponto principal de pauta a elaboração de uma proposta de novo modelo de PLR a ser apresentado para discussão nas Conferências Regionais da categoria. A experiência do último ano mostrou que o modelo atual é bastante confuso e deixa brechas para uma série de manobras contabéis por parte dos bancos de forma a reduzir a parcela suplementar distribuída com os bancários.


Assim, entendemos que a clareza e a transparência dos critérios deva a ser o ponto de partida para o debate do novo modelo, que precisa contemplar uma maior abrangência dos beneficiados (em especial aqueles afastados por problemas de saúde), o pagamento proporcional para quem saiu do banco antes do acordo, a distribuição o mais homogênea possível, o afastamento total da possibilidade de utilização de metas individuais ou por unidade para a distribuição, dentre outros aspectos que já se tornaram consenso em reuniões anteriores. (Continua)


Sábado, 16 de Maio de 2009

Construir um comando forte



No último dia 12 de maio, terça-feira, o Comando Nacional (que envolve sindicalistas ligados a CUT, CTB e Intersindical) se reuniu para definir o calendário para a campanha salarial 2009 (CS/09), marcando para os dias 17 a 19 de julho, em São Paulo, a Conferência Nacional. Por seu turno a Contec (que envolve sindicalistas vinculados a UGT) convocou seu Encontro Nacional para os dias 7 e 8 de agosto, em Recife, Pernambuco. Cabe ainda saber onde e quando o MNOB, vinculado a Conlutas, vai realizar seu planejamento para a campanha salarial deste ano.

Como esta reunião foi o passo inaugural desta nova jornada, cabe destacar que, geralmente, uma campanha se inicia ao passo que outra se encerra. Portanto, fazer um balanço da jornada passada; tirar lições da luta realizada; destacar os pontos positivos para dar continuidade a eles; apontar os erros cometidos para superá-los; é o que nos ensina a longa trajetória de luta da classe trabalhadora, dentre estes os bancários. (Continua)

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Pós-98, quem somos nós?



Paula Goto*


No Brasil, a ofensiva neoliberal dirigida aos trabalhadores na década de 1990 impingiu duras derrotas à categoria bancária. Enquanto a reestruturação produtiva intensificava a exploração e diminuía os postos de trabalho, a flexibilização das leis trabalhistas se encarregava da retirada de direitos em favor do capital.


Os bancários foram particularmente atingidos e sofreram toda sorte de insegurança e humilhações. A importação do modelo toyotista de organização do chão das fábricas japonesas para o caso brasileiro foi abraçado pelos banqueiros e se deu sob a égide da maximização da exploração de seus trabalhadores. Desta forma é que, ao tempo em que os bancos desrespeitavam as jornadas de trabalho, promoviam o assédio moral aos seus funcionários e efetivavam demissões arbitrárias, se esforçavam, igualmente, por capturar a subjetividade de seus trabalhadores na tentativa de desmobilização de suas lutas. (Continua)

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