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terça-feira, 15 de março de 2016

CTB participará do Sindicato dos Bancários de Brasília, construindo a Frente Brasil Popular - Paulo Vinícius Silva

 A acirrada eleição do Sindicato dos Bancários de Brasília ocorreu de 8 a 10 de março, com a apuração terminando no dia 11, sexta, na APCEF-DF, com a vitória da Chapa 2 – Sindicato Para Tod@s, inspirada na Frente Brasil Popular, unindo CUT, CTB, Causa Operária e lideranças prestistas, brizolistas, independentes, delegados sindicais e defensores da saúde do trabalhador.

A campanha foi marcada pela polarização política no país, pelo enfrentamento do discurso da direita, apropriado pela chapa 1 (Conlutas e Intersindical, PSOL e PSTU), que tradicionalmente nucleia a oposição. Desta vez, tendo ela perdido o apoio de parte expressiva de seus líderes históricos independentes, unimo-nos à chapa do Sindicato todos aqueles que repudiamos o golpismo e não aceitamos que se rasgue a CLT, nem a abertura do capital das estatais (PLS 555), que defendemos o BRB e somos contra o PL da terceirização. Essa aliança expressa a reação favorável da categoria ao fato de o Sindicato de Brasília ter ampliado sua independência no interior da CONTRAF (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), aproximando-se dos Bancários Classistas.

 A unidade em Brasília segue a Frente Brasil Popular, e a vitória demonstra a justeza desse caminho para enfrentar a crise. Estamos juntos do povo para o que der e vier, resistiremos e defenderemos todas as conquistas. Mas isso só pode ser feito com a unidade do povo. Num contexto adverso e com o esperado desgaste de material da situação, enfrentamos uma campanha despolitizada e de direita, à base do antipetismo, de preconceitos e calúnias contra a militância sindical, com a reprodução de conteúdos da imprensa golpista. Em vez de um debate sobre sindicatos e as centrais, presenciamos calúnias que igualaram a solidariedade entre sindicatos e centrais à “corrupção”. Em vez de alertar para as ameaças da direita à democracia e aos trabalhadores(as), vimos a oposição se somar ao linchamento contra a esquerda e seus líderes. Enfrentamos a hipocrisia do discurso “apartidário” na boca de dirigentes partidários, visando a abastardar a esquerda de sua participação secular na luta dos trabalhadores, abrindo o flanco para posições fascistas que anseiam criminalizar a luta social. Até a tentativa de judicialização da eleição existiu, com ações para tumultuá-la e apelos ao Ministério Público. Lamentável. A CTB não se soma a quem jura de pé junto que não há golpe, e abre caminho à liquidação da democracia, dos direitos trabalhistas e dos bancos públicos. Mas nessa chapa já contamos com muitos bons companheiros de luta contra os verdadeiros inimigos da classe.

Foi decisivo o apoio da Coordenação do Ramo Financeiro da CTB e a presença de jovens cetebistas  durante a eleição. Notável contribuição.

É preciso ter humildade para entender a margem tão apertada da vitória . Nós só temos a agradecer o voto de confiança da categoria na unidade do povo.

É preciso separar a crítica espúria expressa no oportunismo ultra-esquerdista das legítimas queixas da categoria sobre a qualidade da sua representação sindical. A categoria deseja renovação e uma representação mais próxima e uma tática compreensível de denúncia dos banqueiros e de defesa dos bancários(as). Nosso esforço, no sindicato será dar voz à categoria, ampliando a sua participação nos rumos da entidade. Vamos incorporar novas linguagens sob a mensagem sindical e classista. É possível avançar anda mais na qualidade de nosso movimento sindical, atender às críticas e renovar as esperanças e a prática sindical para fortalecer esta entidade que já conta com 55 anos, sendo uma das principais forças do povo na luta contra o neoliberalismo, em defesa da democracia e dos direitos da categoria.
A CTB e seus aliados se recusaram ao oportunismo e ao discurso de direita, propondo-se a pôr a mão na massa para ajudar o sindicato, único caminho para barrar as posições conservadoras, coniventes ou promotoras do golpismo”. Reconhecemos, ademais, a diversidade de interesses que se verifica no interior da categoria, o tema da filiação sindical, dos espaços de luta sindical e do formato das greves, e que demandam respostas inovadoras

É preciso renovar as práticas sindicais, recusar o hegemonismo que impede a unidade do povo, aproximar as organizações sindicais da parte mais jovem de suas bases e demonstrar a unidade da esquerda. Imediatamente, urge derrotar  o golpe contra a democracia e o direito dos trabalhadores, defender o mandato da Presidenta Dilma. Temos ao mesmo tempo a luta pela Caixa Econômica Federal, contra a reestruturação e o PLS 555 de abertura do capital, a defesa do emprego dos bancários do HSBC, do Citbank. Denunciaremos a agenda neoliberal que arranca o couro do povo com os juros, e arranca o couro dos bancários com as metas e o assédio organizacional. Nosso desafio é ouvir os bancários(as) e dar respostas que possam unir o povo contra a ofensiva conservadora, afirmando nossa História, renovando e fortalecendo o Sindicato dos Bancários de Brasília.

Resultado:

Chapa 1 - Muda Sindicato - Oposição - 4.385 votos (49,04%)
Chapa 2 – Sindicato para Tod@s - 4.556 votos (50,96% dos válidos), venceu a eleição para o triênio 2016-2019.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Vídeo - Por que os bancários, a CUT, a CTB e setores de oposição se uniram na Chapa 2, Sindicato Para Tod@s?



Por que CUT, CTB e setores independentes e de oposição se uniram na Chapa 2 Sindicato para Tod@s?

Há graves ameaças no horizonte, e só a nossa unidade poderá deter o PL da Terceirização, o PLS 555 de abertura do capital da Caixa e das Estatais e a tentativa de rasgar a CLT. Confira no vídeo.#VoteChapa2 #EmDefesadaCaixa #ContraPLS555
Publicado por Chapa 2 Sindicato para Todos Bancários DF em Quarta, 9 de março de 2016

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

CTB e Sindicato dos Bancários da Bahia denunciam Pauta Regressiva e ataque às Estatais

O Sindicato do Bancários da Bahia é uma entidade referência da luta sindical do Brasil. Um sindicato antigo em seu compromisso de luta e revolucionário em sua capacidade de renovar e se comunicar com a Base. Exemplo disso é o programa semanal que possuem na TV, o diário que distribuem nas agências, o trabalho sobre a História da categoria na Bahia e o fato de lideranças de diferentes gerações amarem e cuidarem desse patrimônio da proverbial história de lutas do povo baiano.
Vejam no vídeo a seguir um grande alerta que a CTB faz aos trabalhadores(as) com a proposta da Pauta Regressiva que visa a tirar conquistas do povo e passar teses neoliberais já derrotadas pelo Brasil, nas palavras de Emanoel de Jesus (presidente da Federação dos Bancários de Bahia e Sergipe) e de Augusto Vasconcelos, querido amigo e líder, presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia.

domingo, 18 de maio de 2014

Colega Bancário(a) do BB, peço o voto como candidato da Chapa 4 - Unidade e Segurança na PREVI - Vídeos



Paulo Vinícius Silva

Sou candidato junto com os colegas na Chapa 4, para assumir a reflexão sobre a PREVI, o que é coerente com a minha vida, funcionário do BB, de volta à agência.  Não podia negar a confiança do chamado de camaradas como Eduardo Navarro, Emanoel Souza de Jesus, Carlos Lima Caco e Augusto Vasconcelos pelo ramo financeiro da CTB para essa missão num momento tão importante em que os bancos públicos podem ajudar o país.  É o que faço no dia-a-dia atendendo, como um simples escriturário, mas que percebe e atua em missões dadas pela Presidenta Dilma ao BB, como bater as metas de apoio à pequena empresa, a recepção e o apoio à inclusão bancária dos brasileiros(as) e de milhares de médicos de diversos países que vem atender à nossa gente no Mais Médicos, também um período de legalização de inúmeras empresas.

Aceitar - com menos de seis meses de volta à base - compor a chapa 4, Unidade e Segurança na Previ é um desafio, numa composição que conta com companheiros de larga experiência no movimento bancário, ligados à CUT e a outras entidades do movimento bancário. Nesse  time, somos os Bancários Classistas da CTB, que passam a refletir e elaborar sobre esse tema tão complexo, o futuro dos pós-98 e a economia do país. Já temos eleito o Sousa, do Sindicato dos Bancários de Sergipe, o veterano sobre o tema. Temos também na chapa outro cetebista Nei Rios. Tenho certeza que bancários e bancárias poderão nos ajudar, que é possível aproveitar tantas opiniões qualificadas que pude encontrar, por exemplo na tecnologia, como representantes do funcionalismo do BB.

Pessoalmente, minhas participações em conselhos, seja em universidades (UFC ou UNB) seja em espaços como o CONJUVE sempre foram marcados pelo comprometimento com os(as) representados(as) e pela preocupação de somar, de dar opiniões qualificadas, o que levarei para a PREVI.

Por essas razões peço o voto dos(as) colegas bancários(as) na Chapa 4 Unidade e Segurança na Previ!! Vote na chapa 4!

Eleições Previ - 16 a 28 de Maio

http://www.chapa4unidadeeseguranca.com.br/

domingo, 3 de novembro de 2013

CTB e CSD unidos na campanha pra conselho mais importante da Caixa Econômica Federal - Carlos Lima e Maria Gaia -Chapa 88


Carlos Lima (Caco), dirigente cetebista dos bancários do Rio de Janeiro, e a companheira Maria Gaia, da CSD, compõem a chapa 88 para o Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal.

Convivo com Caco há algum tempo, e eu me sinto abençoado por ter tido a possibilidade de conhecê-lo.

Caco é uma pessoa de bem. Isso é cristalino e tem a ver com tudo que ele faz na vida. Caco busca viver de acordo com uma filosofia.. É um bom camarada.

Tê-los na representação dos empregados e empregadas em tão alta instância, no Conselho de Administração da Caixa é colocar nessa posição chave quem tem amor pela categoria e pela Caixa como Banco indispensável para o desenvolvimento do País.

Sua proposta é mais que necessária, é realista. Querem aumentar a capacidade dos empregados e empregadas da Caixa fortalecerem o controle social, a partir das cadeiras dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa. Sua proposta é lutar pela transparência pública da instituição, uma gestão democrática e participativa e luta pelo papel fundamental que tem a Caixa como banco público. A Chapa 88 tem toda a qualificação para fazer um grande mandato que honre a confiança da classe, temos essa oportunidade.

Ademais, é a chapa para defender o maior investimento da Caixa na saúde de seus empregados.

As eleições ocorrerão de 11 a 18 de novembro e Coletivizando cobrirá a atividade da Chapa 88 na cidade. :-) :-) :-)

Caco é um estudioso, da luta do povo, de economia, de sua ciência, o marxismo, de matemática, uma pessoa interessada em desvendar o segredo da vida e aí cumprir um papel para o bem.

Essa nova representação da Caixa, Com Caco e Maria Gaia pode ser fundamental para os empregados(das) da Caixa vocalizarem seus anseios mais sentidos. Terão neles tribunos dos trabalhadores, com uma postura fundamentada em defesa de nossos direitos. São gente profundamente comprometida com as melhores causas.

Caco e Maria Gaia estarão aqui na capital federal, Brasília, para falar diretamente aos empregados(as) da Caixa nessa quinta-feira, dia 07 de novembro. Vamos lado a lado com ele para apoiar sua apresentação para os empregados e empregadas da Caixa no nosso Distrito Federal.
Vejam abaixo:

"Fortalecer e ampliar os instrumentos de transparência pública e controle social"

Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa
Eleição de 11 a 18 de novembro

Vote Carlos Lima (Caco) e Maria Gaia. Vote 88

Banco público, gestão democrática e participativa


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Moção de Aplauso da I Plenária da Juventude da CTB à Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe



Ao Presidente da Federação dos Bancários de Bahia e Sergipe, Emanoel de Jesus

Saudamos a Federação dos Bancários de Bahia e Sergipe pela realização do seu vitorioso Congresso, e agradecemos o apoio à organização da Juventude, inclusive a adoção de alterações estatutárias que valorizam a renovação no âmbito de sua direção e ainda estabelecem uma secretaria para organizar a juventude bancária. Esse arrojo torna a FEEB uma referência para a organização da juventude trabalhadora bancária.


13 de dezembro de 2011 - DF
I Plenária da Juventude da CTB

sábado, 15 de outubro de 2011

Após contraproposta apresentada aos bancários, segunda assembleias deliberam, com informações do Sindicato dos bancários da Bahia


                                        Proposta de 9% será avaliada na segunda 

Os bancários chegam na segunda-feira (17/10) a 21 dias de uma greve histórica, a maior dos últimos 20 anos, com mais de nove mil agências paradas. Somente na Bahia, mais de 700 unidades estão fechadas e 80% dos trabalhadores aderem ao movimento. Na última sexta-feira (14/10), a greve nacional chegou ao seu maior nível de paralisação.
No mesmo dia, depois de horas trancada em uma sala, atrasando, e muito, o início das negociações, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou uma nova proposta ao Comando Nacional dos  Bancários, que prevê 9% de reajuste salarial (1,5% de aumento real). O índice vale para o cálculo de todas as verbas salariais, inclusive o tíquete-refeição e o vale-alimentação. Os valores são retroativos a 1º de setembro, data-base da categoria.
Os bancos também melhoraram outros itens, como o piso salarial, que passaria para R$ 1.400,00 (aumento real de 4,3%) e maior PLR com o aumento da parcela fixa básica para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e do teto da parcela adicional R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).
Com relação à cláusula de segurança, os banqueiros sugeriram a realização de procedimentos que coíbem o transporte de numerário por bancários. Já com relação ao assédio moral, a Fenaban propôs o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários. Os dias parados também não serão descontados, mas têm de ser compensados até o dia 15 de dezembro.       
Agora, bancários da rede pública e privada de todo o país, se reúnem em assembléia na segunda-feira (17/10) para apreciar a proposta. Na Bahia, o encontro é às 18h, no Ginásio de Esportes, nos Aflitos. É fundamental a participação da categoria nas discussões, que definem o futuro do movimento.

                                                                Proposta da Fenaban
Reajuste – 9% (1,5% de aumento real)
PLR – 90% do salário mais valor fixo de 1.400,00. Adicional de 2% do lucro líquido linear (teto de R$ 2.800,00)
Piso – R$ 1.400,00 (aumento de 12%)
Tíquete-refeição – R$ 19,78 (por dia)
Auxílio-alimentação – R$ 339,08 (por mês)
Auxílio-creche/babá – R$ 284,85 (filhos até 71 meses)
                                     R$ 243,67 (filhos até83 meses)
Requalificação profissional – R$ 974,06
Dias Parados – Não serão descontados. Compensação até 15 de dezembro




              Caixa melhora PLR e promete contratar
Os bancos também sentem na pele a força dos bancários durante a greve. Tanto que a Caixa, em negociação realizada na sexta-feira (14/10), apresentou uma proposta melhor ao Comando Nacional. Destaque para a valorização do piso e a contratação de 5 mil empregados até o final de 2012, iniciativa que reflete diretamente no atendimento ao cliente. Com a ampliação, seriam 92 mil trabalhadores na empresa.

Com relação à PLR Social, o banco propôs a manutenção do benéfico, que distribui 4% do lucro líquido de forma linear para todos os funcionários - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Federação Nacional dos Bancos, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco, previsto na convenção coletiva da categoria.

O reajuste oferecido pelo banco é o mesmo oferecido aos bancários da rede privada. Ou seja, 9% em todas as verbas e o não desconto dos dias parados na greve, que serão descontados até 15 de dezembro. A negociação conseguiu arrancar ainda avanços nas questões referentes à saúde do trabalhador e o Saúde Caixa.  

PCS
Para atender a reivindicação de valorização do piso, a direção da Caixa apresentou proposta de mudança na tabela do PCS (Plano de Cargos e Salários). Pela regra, os novos concursados ingressariam no na empresa na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203.

Em outras palavras, o salário após o contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637,00 (valor atual da referência 202) para R$ 1.826,00 (referência 203 com o reajuste de 9%). O reajuste do piso seria, portanto, de 11,55%. 

Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932,00 e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128,00.

Outro ponto que merece destaque é o aumento de R$ 39,00 na tabela do PCS para os bancários que estão na tabela antiga. A medida é um importante passo na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.


                  
                     No BB, PLR, piso e reajuste melhores

A proposta apresentada pelo Banco do Brasil seguiu o reajuste salarial geral de 9% da Fenaban. O piso (Vencimento Padrão), no entanto, foi para R$ 1.760,00, crescimento de 10% em relação ao valor atualmente em vigor. O reajuste do VP terá reflexos em toda a curva salarial.

A participação nos lucros e resultados, que é semestral, também será maior do que a creditada no semestre passado. O escriturário receberá R$ 3.571,46 (reajuste de 13,1%); caixas, atendentes e auxiliares administrativos, R$ 3.912,16 (12,5%); demais comissionados, 1,62 salário (9,9%). Os cargos NRF Especial e NRF 1 e 2 receberão três salários. Serão disponibilizados para o pagamento da PLR R$ 775 milhões. Os valores serão creditados até 30 dias após a assinatura do acordo.

PCR
Outros avanços foram o PCR (Plano de Carreiras e Remuneração), que passou a ser retroativo ao ano de 1998 (pelo acordo em vigor a retroatividade era até 2006), e a redução de dois para um ano do período em que o novo funcionário fica impedido de obter o primeiro comissionamento, a chamada “trava”. 

No caso dos funcionários que forem descomissionados em função de licença-saúde, a VCP (Verba de Caráter Pessoal) será paga durante 12 meses a partir do retorno da licença.

Além disso, ficou acertada a contratação de dois mil adolescentes aprendizes. Uma conquista importante foi a manutenção da exigência de três avaliações (GDPs) negativas para a perda da comissão. O banco vinha ameaçando voltar ao critério que vigorou até 2009 que era a perda da comissão caso o funcionário tivesse apenas uma avaliação semestral negativa.

O diretor do Sindicato da Bahia, Olivan Faustino, presente nas negociações com o BB, ressalta que a participação da categoria em todas as etapas da campanha salarial é fundamental para conseguir arrancar uma proposta decente, que garanta avanços significativos para os funcionários. Ele lembra que a greve deve continuar forte até que uma decisão seja tomada pelos trabalhadores. "O momento é de nos unirmos ainda mais e comparecer em massa à assembleia de segunda-feira para discutirmos exaustivamente todos os itens da proposta dos bancos. Assim teremos condições de fazer a melhor avaliação e decidirmos o que for melhor para a categoria". 



Fonte: http://www.bancariosbahia.org.br/

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um Brasil Maior só com uma política econômica melhor - Augusto Vasconcelos

Em face de uma política econômica ortodoxa, assentada no tripé das altas taxas de juros, valorização do Real frente ao dólar e contenção dos investimentos públicos, o Brasil viu decrescer proporcionalmente a importância da indústria no PIB. Pensando em minimizar os efeitos perversos deste receituário, o governo federal lançou o Programa “Brasil Maior”.

Apesar de louvável a preocupação com a industrialização, afinal de contas nenhum país se desenvolveu sem um setor secundário forte, trata-se de uma medida insuficiente. Predomina a antiga saída através da desoneração tributária, deixando irretocável os fundamentos de nossa macroeconomia. 

Acontece que os estímulos a partir da diminuição de encargos têm efeito transitório, não sendo capazes de sozinhos reativarem a locomotiva do crescimento. Ao mesmo tempo, outros setores em curto espaço de tempo estarão reivindicando sua inclusão no pacote de medidas anunciadas. 

Ademais, a desoneração previdenciária poderá, em médio prazo, fortalecer o discurso do déficit nas contas públicas, trazendo à tona novamente as propostas de redução de direitos. Melhor seria que a contribuição sobre a folha salarial fosse substituída gradativamente pela contribuição incidente sobre o faturamento, com o fito de não prejudicar as empresas que contratam em larga escala, como o setor metalúrgico e da construção civil, dando-lhes um diferencial competitivo em face daquelas em que predominam ganhos de capital com diminuição da mão-de-obra contratada.

Dessa forma, está em curso uma disputa de grandes proporções. O projeto derrotado nas urnas em 2010 teima em capturar o governo de maneira sorrateira, com apoio da grande imprensa que atua a seu serviço. Todavia, a recente manifestação convocada pelo Fórum das Centrais sindicais e pelos movimentos sociais, com mais de 80 mil pessoas em São Paulo, prova que estamos entrincheirados para fazer o bom combate no campo ideológico e sobretudo nas ruas, a fim de reforçar os setores desenvolvimentistas que atuam no governo, dizendo-lhe que Um Brasil maior só é possível com uma política econômica do seu tamanho!

Augusto VasconcelosAugusto Vasconcelos, Vice-Presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, advogado, professor universitário

segunda-feira, 29 de março de 2010







Eleições do Sindicato dos Bancários de Brasília:
Um jogo de Cartas Marcadas

A eleição do sindicato, de tão apressada e fria, quase passa desapercebida pela categoria! Isso porque foi antecipada, encurtou-se a ca
mpanha e não há debate nem
transparência n
a votação. Entenda abaixo os porquês.

É clara a falta de independência da direção para representar a forç
a dos(as) bancários. Os lucros dos bancos são imensos, as conquistas a conta gotas. Ante a
insatisfação da categoria, a direção joga na retranca: não assegura a unidade para avançar nas conquistas; restringe a democracia e a participação; reduz o quorum da eleição; manipula a comissão eleitoral, faz da eleição um jogo de cartas marcadas.


É a resposta despolitizada às mudanças do movimento sindical, que tem hoje seis centrais e é mais plural. A representação dos trabalhadores vai muito além da
CUT, e há alternativas, por mais que a direção ridicularize e rotule quem lhe questione.

Nós que tam
bém apoiamos as mudanças iniciadas com Lula em 2002, e defendemos sua continuidade e aprofundamento, no entanto não concordamos com o comodismo chapa branca. Não é assim que faremos o governo avançar. O papel do sindicato é um, o do governo, outro. Há que criticar o errado e apoiar o correto para enterrar de vez o neoliberalismo.

Uma elei
ção a mascarar a crise do movimento bancário.
Cresce o descrença quanto ao movimento pela falta de democr
acia e diálogo. Terceirizam-se as greves. O debate nas assembleias é mutilado. E, ante a minguada
presença nas atividades do sindicato, a direção aposta na ausência e não na participação. Manobra os espaços de decisão para calar o “incômodo” das críticas.
Mas o sindicato não é o aparelho, a máquina, a buro
cracia, o sindicato somos nós!

A oposição tradiciona
l já mostrou seus limites. Infelizmente, dividida e equivocada na política. Representa uma minoria mesmo na esquerda, dogmática e sem realismo. Chega a se somar à direita e critica tudo que representa mudança no Brasil. Sua oposição a quase tudo que existe tira-lhe a independência para construir a unidade e falar pela maioria. E, se nacionalmente em alguns casos já é possível unir forças, infelizmente não foi o caso no DF.

Diante d
esse quadro e pela ausência de garantias democráticas mínimas, a CTB e outros setores não participamos da eleição do sindicato. Mas atuamos na campanha salarial e nas eleições da CASSI, da FUNCEF. Ativamente representados nessas batalhas, lutamos por uma alternativa bancária.


A geração
Pós–98:
JUVENTUDE E GARRA POR INTEIRO, DIREITOS PELA METADE

Nos últimos 15 anos houve uma renovação inédita da categoria bancária. Ad
mitidos em meio à maior onda de demissões “voluntárias” durante o neoliberalismo, entramos com direitos e remuneração inferiores aos dos pré-1998.
Uma nova geração de bancários(as) em um tempo de mudanças que é o futuro dos bancos públicos.
Ainda assim, marcamos um gol de placa durante a crise econômica que demoliu o
s dogmas neoliberais e privatistas. No governo Lula, CEF, BB e BNDES fizeram
Brasil se afirmar, gerar empregos, construir moradias e sonhos. Foram fundamentais nosso trabalho, esforço e talento. Mas ainda não ocupamos plenamente nosso espaço nos bancos nem nas representações das categorias. E no sistema financeiro prevalecem ainda amarras à mudança no Brasil.

Um Sistema Financeiro que sirva ao Brasil


Vivemos um mom
ento de transição, de luta para enterrar a herança do neoliberalismo no BB, CEF e BRB, fortalecendo seu caráter público, para servirem a um novo projeto nacional de desenvolvimento, a decidir-se em 2010.
Nessa campanha salarial se definirá se revertemos as principais derrotas sofridas durante o neoliberalismo. Isso passa por:

Isonomia – igualdade de direitos,incorporação da licença prêmio e aprovação do PL da Isonomia;

Reposição das perdas – Os anos 90 foram de arrocho salarial nos bancos públicos. Defendemos escalonar o aumento para repor essas perdas. Rejeitamos que a
CONTRAF-CUT as abandone e rebaixe os índices, como em 2009;

Jornada de seis horas sem redução de salários. As Centrais
estão para conquistar as 40 Horas Semanais sem redução. É atual e justo que a luta por 6 horas sem
redução, dado o crescimento exponencial da produtividade bancária;

Uma carreira digna (PCCS) e mais solidariedade – resposta à falta de identidade dos bancários. Qualificada, produtiva, comprometida, a categoria precisa ser valorizada, e não submetid
a ao assédio moral. Resultado se garante com carreira e remuneração digna!

Por um debate nacional sobre o papel do sistema financeiro no desenvolvimento do Brasil, na preservação do meio ambiente e na valorização do trabalho.


Leia Também:

De 1º a 09/04, participe das Eleições da CASSI. Vote:



POR UMA NOVA CASSI!


Visite: http://www.umanovacassi.com.br



De 26/04 a 06/05, participe das eleições da FUNCEF. Vote:












Visite: http://www.achapadosassociados.org.br




BRB: a luta por desenvolver o DF

A formação recente e as dificuldades do desenvolvimento do DF e a sua relação com o entorno só reafirmaram o papel do BRB como banco público. No entanto, assegurar a transparência e o controle social ao lado de uma administração não politizada são desafios mais claros à população do DF após os escândalos da quadrilha que se instalou no GDF.
Como parte dessas medidas, inserem-se as bandeiras do funcionalismo, em especial:
- a revisão urgente do PCS e a definição de uma PLR justa;
- o fim da segregação dos gerentes de negócio;
- a eleição direta para a diretoria executiva da REJUS e para conselheiros e diretor da BRB Saúde



uma central classista e de luta
A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil é a mais nova das centrais sindicais. Fundada em dezembro de 2007, foi reconhecida - ao lado da CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB – em agosto de 2008 e em representatividade já é a terceira central do Brasil.
Reúne os Bancários de Bahia e Sergipe, os Metroviários de São Paulo, os Metalúrgicos do RJ e os Correios do DF, mais de 400 sindicatos por todo o Brasil. Independente, classista, democrática e de luta, a CTB dá seus primeiros passos no DF e busca a unidade das centrais do direito dos trabalhadores.

Com esse objetivo, junto com CUT, CGTB, Força e Nova Central, estamos preparando a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora no dia 1º de junho em São Paulo para unificar as lutas dos trabalhadores e assegurar a conquista da Redução da jornada de Trabalho e por mais direitos!

Contato: pvss65@ gmail.com


terça-feira, 1 de setembro de 2009

BANCÁRIOS EXIGEM DEMOCRACIA!

POSIÇÃO DO NÚCLEO SINDICAL BANCÁRIO DA CTB-DF

A função do sindicato é representar-nos na defesa de nossos direitos e não há direito mais caro que a democracia, através do qual conquistamos os demais. Sem a nossa aprovação, que é o sindicato, quais interesses defende?

Estas perguntas se devem a recentes ações da diretoria do sindicato durante a campanha salarial de 2009. Como uma "assembleia" realizada no subsolo da sede com pouco mais de 50 pessoas para aprovar uma pauta só com a cúpula do movimento. Apenas deste modo passaram pontos como pedir apenas 10% de aumento, uma PLR que acirra a política de metas e abrirem mão de pedir a reposição das perdas nos bancos públicos, superiores a 60%.

Bahia, Bauru, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Sergipe criticaram e se opuseram a estes pontos. Aqui, impediu-se o debate público e impôs-se uma pauta rebaixada. Por isso, obedecendo ao Artigo 62º do nosso Estatuto, mais de 300 bancários convocaram uma assembleia no seu legítimo lugar, a praça do Cebolão, a 06/08, para que o Sindicato desse satisfações à categoria. A direção ignorou a base e descumpriu o Estatuto, decisão que terá conseqüências. Os bancários saberão julgar a campanha salarial e o papel de sua direção.

O casuísmo de uma reforma “estatutária” e eleitoral de emergência!

Talvez por terem essa consciência, preparem graves manobras antidemocráticas no sindicato dos bancários de Brasília. Convocaram outra “assembleia”, a 03/09 às 19h00 no sindicato, na 5a.feira. Propõem mudar os estatutos em plena campanha salarial e a menos de nove meses da eleição do sindicato.

Não divulgam no boletim nem debatem com a categoria. Não dizem o que querem mudar. E ainda prometem “implementar um novo processo eleitoral mais democrático”. Como confiar na vocação democrática de quem age assim? Há por parte da diretoria cessante um evidente interesse em dificultar o debate, de afastar a categoria das decisões fundamentais. Que temor da participação democrática da categoria é esse, e por que? Você é chamado(a) a se posicionar.

Enfrentamos todos os dias a exploração nos bancos. Por isso fundamos o sindicato, que é de todos nós. Mas o poder é da categoria, vem do nosso trabalho. E o sindicato só será democrático e poderá nos representar verdadeiramente se fizermos a nossa parte, se você ousar se levantar, repelindo manipulações como essas. Se há quem conte com sua ausência, nós contamos com a sua consciência democrática e cidadã. Faça a sua parte!

TODOS(AS) à sede do sindicato dia 3/9, às 19h00!

Mudança de estatuto sem debate e democracia é golpe!

Por democracia no sindicato dos bancários de Brasília!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Blog Bancários Classistas


http://bancariosclassistas.blogspot.com/

Quem Somos

Sindicalistas e militantes bancários, de todas as regiões do país, com firme posição de classe, que se organizam em torno da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e tem como objetivo organizar, mobilizar e conscientizar os trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro politizando as questões imediatas (salários, jornada, saúde, etc.) no sentido de construir alternativas para as questões futuras (uma sociedade mais justa e igualitária).

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Comando Nacional dos bancários discute novo modelo de PLR no Rio



Emanoel Souza de Jesus*


A reunião do Comando Nacional dos Bancários será realizada amanhã (29.05), às 10 horas, na sede do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, tendo como ponto principal de pauta a elaboração de uma proposta de novo modelo de PLR a ser apresentado para discussão nas Conferências Regionais da categoria. A experiência do último ano mostrou que o modelo atual é bastante confuso e deixa brechas para uma série de manobras contabéis por parte dos bancos de forma a reduzir a parcela suplementar distribuída com os bancários.


Assim, entendemos que a clareza e a transparência dos critérios deva a ser o ponto de partida para o debate do novo modelo, que precisa contemplar uma maior abrangência dos beneficiados (em especial aqueles afastados por problemas de saúde), o pagamento proporcional para quem saiu do banco antes do acordo, a distribuição o mais homogênea possível, o afastamento total da possibilidade de utilização de metas individuais ou por unidade para a distribuição, dentre outros aspectos que já se tornaram consenso em reuniões anteriores. (Continua)


Sábado, 16 de Maio de 2009

Construir um comando forte



No último dia 12 de maio, terça-feira, o Comando Nacional (que envolve sindicalistas ligados a CUT, CTB e Intersindical) se reuniu para definir o calendário para a campanha salarial 2009 (CS/09), marcando para os dias 17 a 19 de julho, em São Paulo, a Conferência Nacional. Por seu turno a Contec (que envolve sindicalistas vinculados a UGT) convocou seu Encontro Nacional para os dias 7 e 8 de agosto, em Recife, Pernambuco. Cabe ainda saber onde e quando o MNOB, vinculado a Conlutas, vai realizar seu planejamento para a campanha salarial deste ano.

Como esta reunião foi o passo inaugural desta nova jornada, cabe destacar que, geralmente, uma campanha se inicia ao passo que outra se encerra. Portanto, fazer um balanço da jornada passada; tirar lições da luta realizada; destacar os pontos positivos para dar continuidade a eles; apontar os erros cometidos para superá-los; é o que nos ensina a longa trajetória de luta da classe trabalhadora, dentre estes os bancários. (Continua)

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Pós-98, quem somos nós?



Paula Goto*


No Brasil, a ofensiva neoliberal dirigida aos trabalhadores na década de 1990 impingiu duras derrotas à categoria bancária. Enquanto a reestruturação produtiva intensificava a exploração e diminuía os postos de trabalho, a flexibilização das leis trabalhistas se encarregava da retirada de direitos em favor do capital.


Os bancários foram particularmente atingidos e sofreram toda sorte de insegurança e humilhações. A importação do modelo toyotista de organização do chão das fábricas japonesas para o caso brasileiro foi abraçado pelos banqueiros e se deu sob a égide da maximização da exploração de seus trabalhadores. Desta forma é que, ao tempo em que os bancos desrespeitavam as jornadas de trabalho, promoviam o assédio moral aos seus funcionários e efetivavam demissões arbitrárias, se esforçavam, igualmente, por capturar a subjetividade de seus trabalhadores na tentativa de desmobilização de suas lutas. (Continua)

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