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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Medidas do Banco Central Europeu – um paliativo ao serviço dos interesses do grande capital financeiro - PC Português

Face à decisão hoje anunciada pelo Conselho de Governadores do Banco Central Europeu de medidas ditas de “expansão quantitativa”, o PCP salienta que:
1 – Estas decisões confirmam a persistência e a profundidade da crise económica e financeira na União Europeia e na Zona Euro, com a conjugação de crescimento económico “anémico” com deflação.
2 – Esta operação de expansão quantitativa (Quantitative Easing), através da qual se pretende comprar dívida soberana dos Estados-Membros no valor de 1,1 Biliões de Euros, não representa um financiamento directo aos Estados. Pelo contrário significa uma nova injecção de somas colossais no sistema financeiro sem qualquer garantia que se venha a traduzir em transferência de fundos para a chamada “economia real”. Trata-se de uma mega operação de fornecimento de liquidez aos bancos e aos grandes investidores institucionais detentores de títulos da dívida pública.
3 – A União Europeia insiste, assim, em políticas cuja falência esta decisão vem comprovar, ao mesmo tempo que força a persistência da austeridade, insiste na limitação das despesas sociais e do investimento público, impõe os cortes e o congelamento de salários e pensões e insiste nas ditas “reformas estruturais”. Esta decisão vem comprovar que a União Europeia não só não retira quaisquer lições do passado como insiste em medidas que já se provaram serem completamente ineficazes, medidas que perante a continuação e mesmo aprofundamento da liberalização dos mercados de capitais representam novos perigos de bolhas especulativas nos mercados financeiros, elas próprias propiciadoras de novas crises.
4 - A intervenção do BCE, não anulando contradições e clivagens no seio da União Europeia - nomeadamente sobre a natureza e instrumentos do próprio BCE – expressa os interesses do grande capital, nomeadamente o alemão, como é patente no envolvimento dos bancos centrais nacionais na assumpção dos riscos de incumprimento de uma mega operação que visa essencialmente dar resposta às pretensões e interesses do grande capital.
5 – No quadro em que a União Europeia e a União Económica e Monetária se confirmam como causas centrais da actual crise, esta medida não pode deixar de ser considerada como um paliativo incapaz de resolver as fundas causas da actual crise.
6 – A solução da profunda crise económica e social que afecta a generalidade dos Estados membros da União Europeia só pode ser resolvida por via de uma ruptura com as suas políticas e orientações, pela revogação do Tratado Orçamental, pelo abandono do Pacto de Estabilidade e pela rejeição da governação económica, entre outras. Um caminho que passa pela solução dos profundos problemas sociais e pelo respeito pela soberania dos Estados e pelo seu direito ao desenvolvimento económico e social. Um caminho que, no caso de Portugal, passa pela renegociação da dívida de acordo com os interesses nacionais; pelo estudo e preparação do País para a libertação do domínio do Euro; pelo fim das políticas de austeridade; por uma decidida política de investimento público; pelo reforço do poder de compra dos trabalhadores; pelo controlo público do sector financeiro, designadamente por via da nacionalização, no quadro de uma política alternativa patriótica e de esquerda

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

La relación con China favorece a América Latina: Pepe Mujica



El presidente de Uruguay, José 'Pepe' Mujica, en entrevista especial para el programa Cruce de Palabras, transmitido por teleSUR, analizó los alcances comerciales de América Latina con China. teleSUR
http://multimedia.telesurtv.net

sábado, 19 de fevereiro de 2011

PCdoB, Refundação Comunista (Itália) Instituto Maurício Grabois e Vermelho debatem realidade europeia,c crise e o neliberalismo


PCdoB, Partido da refundação Comunista (Itália), Instituto Maurício Grabois e Vermelho debatem realidade europeia

Nesta segunda-feira, 21, o PCdoB, a Fundação Maurício Grabois e o Portal Vermelho realizarão, na sede nacional do partido, em São Paulo, o debate “Desafios da esquerda italiana e europeia frente à crise e às políticas liberais”, com Fábio Amato e Marco Consolo, ambos dirigentes nacionais do Partido da Refundação Italiana.
O evento faz parte de uma série de atividades de que participam os comunistas italianos em visita ao Brasil, a convite do PCdoB. A ideia é intensificar as relações bilaterais entre as duas organizações. Em breve, dirigentes brasileiros também visitarão o país.

“A Europa vive um momento especial, que registra importantes manifestações populares resultantes da crise do capitalismo, cujos reflexos atingiram especialmente os trabalhadores e recrudesceram as políticas neoliberais. E isso atingiu diretamente a Itália”, disse Ronaldo Carmona, membro da Comissão de Relações Internacionais do PCdoB.

Para ele, esse período de efervescência coloca em pauta novos desafios para a esquerda europeia e especialmente a italiana. “Além da questão da crise, a Itália enfrenta um momento delicado. O governo Berlusconi é amplamente contestado pela população e não apenas pela questão moral, mas também por sua posição semi-fascista”, diz Carmona.

Segundo Carmona, “debater estas questões com os comunistas italianos é uma forma bastante viva de compreender este momento e tirar lições dele”.

O debate acontece a partir das 18h30 na sede nacional d PCdoB (Rua Rego Freitas, 192, República, São Paulo). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3337-1578 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3337-1578 end_of_the_skype_highlighting.

Da redação

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Grécia e o FMI, um roteiro de terror contra o povo

www.vermelho.org.br
Editorial

03 de Maio de 2010 - 15h55 O Brasil viveu, no passado recente, pilhagem semelhante à que ameaça o povo grego como condição para o megaempréstimo internacional cujo objetivo é salvar os banqueiros que fizeram empréstimos especulativos para a Grécia e agora, à beira do precipício, tentam jogar o custo da crise sobre os ombros dos trabalhadores e do povo.

O pacote negociado pelo governo grego prevê um conjunto de más notícias aos trabalhadores para acertar o acesso a uma montanha de recursos que praticamente nem chegarão a sair dos cofres das entidades empr
estadoras pois serão empregados para liquidar parcelas da dívida externa grega (parte das quais vencem no próximo dia 19). E que o povo grego terá que pagar com um arrocho inaudito nos próximos três anos, permitindo ao governo "reequilibrar" as finanças do país.

O Brasil viveu situação semelhante na crise da divida nos anos 1980 e em 1998. Nesta última, sob Fernando Henrique Cardoso, o país quebrou e o governo tucano acertou um
empréstimo de 40 bilhões de dólares com o FMI com objetivo semelhante: garantir o pagamento dos juros aos banqueiros internacionais. Da mesma forma, aquele dinheiro nem chegou a sair dos cofres dos bancos, mas ficou por lá como garantia de que o país pagaria suas contas. E o peso daquele empréstimo caiu duramente sobre os ombros dos trabalhadores e do povo: para satisfazer a voracidade dos banqueiros, FHC se comprometeu a gerar superávits primários que sabotaram a capacidade de investimento do Estado, a adotar metas draconianas de inflação (comprometendo o desenvolvimento nacional), a aumentar o tempo de trabalho para a aposentadoria e reduzir os valores das pensões, a arrochar os salários e reduzir o número de funcionários públicos. O resultado foi um enorme empobrecimento dos brasileiros e o agravamento da estagnação econômica.

Esse mesmo filme de terror está sendo exibido em Atenas e nas demais cidades gregas. O FMI, a União Européia e os banqueiros europeus (particularmente os alemães, principais credores da dívida externa grega) impõem um receituário semelhante: aumento dos impostos, redução do déficit orçamentário grego de 13,6% para 3% até 2014, flexibilização das leis trabalhistas facilitando as demissões de trabalhadores, aumento da idade média para aposentadoria de 53 para 67 anos, redução dos valores das pensões, que passarão a serem calculadas com base na méd
ia dos salários ao longo da carreira e não mais o último vencimento recebido pelo trabalhador. Além disso, o congelamento dos salários dos funcionários públicos, que vigora este ano, será estendido até 2014 e haverá cortes no 13º dos trabalhadores.

Desde o final do ano passado, quando a crise grega eclodiu, os trabalhadores resistem contra a ofensiva patronal e dos banqueiros e se recusam a pagar pela crise. Nos últimos dias, a resistência cresceu e as manifestações se espalham por todo o país, pontilhado de confrontos com a polícia. Os sindicatos e partidos da esquerda (o Partido Comunista Grego entre eles) marcaram uma grande greve para o próximo dia 5. A previsão de sucesso da manifestação está baseada no dado divulgado pelas agências de pesquisa: mais de 50% dos gregos apoiam as manifestações e os protestos e não aceitam o alto custo da cobrança por uma crise econômica que não criaram mas que decorre de negócios escusos entre o governo e os banqueiros internacionais.

Quando a crise mundial eclodiu, em 2008, muita gente viu nela a submersão das doutrinas neoliberais e das práticas lesivas aos povos e aos trabalhadores promovidas p
or governos conservadores e banqueiros gananciosos. Mas o neoliberalismo não estava vencido e, passado o momento crítico, voltou aos mesmos truques para garantir lucros fáceis e espoliativos, como revelam as notícias ligadas à grave situação de países como a Grécia e, também, ligadas a negócios obscuros e fraudulentos promovidos por corretoras financeiras como a Goldman Sachs, de Nova York. A batalha contra o neoliberalismo e o vampiresco rentismo financeiro internacional prossegue. Uma de suas etapas está sendo vivida pela resistência popular nas ruas das cidades gregas.


Conheça as páginas do

Partido Comunista da Grécia (inglês) - KKE

e em Português

e da

Juventude Comunista da Grécia - KNE
(Inglês)


Leia Meu Artigo sobre

O 9º Congresso da Juventude Comunista da Grecia

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