sábado, 3 de janeiro de 2026
PT condena ataque dos EUA e sequestro de Maduro
O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional.
Desde o início de setembro, o cenário tem se agravado em razão de declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares. Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI.
Nesse contexto, o PT ressalta que o conflito representa uma séria preocupação para o Brasil – que compartilha cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela – e para a região como um todo. A América Latina deve permanecer como uma zona de paz. A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado.
Dessa forma, o PT reafirma seu compromisso com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, em especial a Organização das Nações Unidas, da qual fazem parte tanto os países diretamente envolvidos no conflito quanto os demais países da região.
Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina.
Brasília, 3 de janeiro de 2026.
Secretaria Relações Internacionais
Comissão Executiva Nacional
Partido dos Trabalhadores
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Um Feliz 2026 com Lula, em Frente Ampla e Frente Popular - Paulo Vinícius da Silva
O pé de juazeiro,
Menina não chore.
Se mataram o sabiá,
Não chore não.
Pois inda resta o sol
Banhando o milho
Seco no roçado,
Inda tem ruçara
Pra nos inquietar.
Nem amadorismo, nem ilusões, a Frente Ampla é incontornável.
Essa é a primeira constatação para a vitória de Lula em 2026. É preciso combater firmemente setores bravateiros que namoram a ilusão de uma guerra sem sacrifícios, ou de que só a esquerda poderá vencer a batalha decisiva de 2026. Essas forças promovem a despolitização do povo, a antipolítica, e assim ocultam seu gritante oportunismo. Não são "esquerda radical", muito ao contrário, são esquerda venal, e por troco. Nem de aritmética entendem, avalie de política.
Insignificantes, sem condição de liderar nada, ignoram a correlação de forças em busca de pequenos poderes, ganhar um sindicato, ser eleito(a) como indivíduo, ganhar curtidas e compartilhamentos nas redes das bigtechs, posar de puro que não "suja as mãos" fazendo política. São força auxiliar da direita desde 2013, e continuarão a sê-lo. Fazem a lavagem ideológica da direita e dão os argumentos "de esquerda", "éticos" para justificar o escapismo, a fuga da disputa real para o mundo dos unicórnios... fazem côro com os subterrâneos algoritmos das redes a serviço do imperialismo estadunidense. Ignoram a máxima leninista de que "Afora o poder, tudo é ilusão". São capazes de pavimentar o caminho para a volta da extrema direita ao poder.
A trairagem disfarçada de ética é o velho udenismo de esquerda, e tem dupla utilidade: dar razão à máxima "é tudo igual" e desmobilizar a sociedade, que pela primeira vez nas ruas ameaça as elites financeiras, desde 2013.
Nem hegemonismo, nem desorganização: Frente Popular.
A desorientação no eleitorado que votou em Lula e no conjunto das forças progressistas deriva de fatores vários, externos e internos, numa época especialmente desafiadora. Em minha visão, isso é inescapável da disputa na esquerda sobre os caminhos para conquistarmos a democracia, os direitos do povo e vencer o imperialismo. João Amazonas viu longe, quando discerniu que Lula seria o pólo mais avançado da luta do Brasil pela sua libertação, mesmo quando defendia a democracia burguesa como valor universal e jogava tudo na questão social, menosprezando o imperialismo. Muita água passou sob a ponte, e Lula bem que tentou, mas foi convencido pelo golpe contra a Dilma, em sua cela em Curitiba, enfim, da centralidade da luta em defesa da Nação Brasileira. Ele disse, recentemente, falando à comunidade brasileira em Paris:
"Nós precisamos dotar o mundo de políticos responsáveis e nós precisamos saber que a democracia falhou. A democracia falhou a não atender as aspirações do povo." E confessou que ainda estamos aquém do que podemos realizar e sonhar. Quem parirá esse sonho que é o Brasil?
Não à toa, a expressão encruzilhada histórica é de João Amazonas - veja bem, encruzilhada. Outra fala sua: "é preciso que o povo tenha sua própria experiência". Isso tem a ver com a clareza de que os caminhos são tortos, mas que em determinados momentos, os caminhos se cruzam e é hora de decidir, e nessa hora, errar a trilha é ir para o abismo. Estamos educando o povo para ampliar seu poder na sociedade?
Acho que sim, e em parte graças a Lula ter adotado a centralidade da luta contra o imperialismo, a defesa do Brasil, a necessidade da Frente Ampla. Uma tese, entretanto, não passou: a necessidade de uma frente popular. Nesse terceiro mandato, isso ficou claro na aceitação da Frente Ampla, mas sob estrita hegemonia do PT e do próprio Lula. Os traumas da lavajato e a covardia de setores progressistas e de esquerda face ao Golpe - exceto o PT, o PCdoB e o PCO - contribuíram certamente para essa "solução caseira". Sob traição e ataques, tendemos a nos fechar em nós mesmos. Só uma força que dispute a hegemonia na sociedade como um todo pode superar os limites estreitos do hegemonismo que divide o campo progressista, abrindo caminhos ao avanço da democracia no Brasil.
A falta dessa clareza limitou a capacidade de mobilização, a relação com o povo e sua formação política, a defesa dos sindicatos e das organizações do povo, e sobretudo contribuiu para a pulverização do campo progressista e de esquerda. É fácil verificar isso pelas diferentes plataformas de esquerda e na ausência de um veículo único; na existência de dez centrais sindicais e na vigência do aparelhismo e do envelhecimento e cupulismo generalizado; na sucessão de tiros do fogo amigo; na solidão do Presidente Lula, pedindo a mobilização do povo. O PCdoB foi o Partido que disse em 1989 que a candidatura de Lula não deveria ser apenas do PT, mas de uma frente popular. No 10° Congresso, os comunistas disseram claramente, em 2015:
"a palavra de ordem mais relevante da atualidade é constituir uma frente ampla democrática, progressista e patriótica, nucleada pela esquerda e pelas forças progressistas. Urge mais ação frentista, unitária, em lugar de hegemonismos polares de uma força única."
Se o PT tem parte da culpa, não podemos esquecer toda a esquerda que lavajatou e ficou com água na boca com a ilusão de que fosse possível "morder" a popularidade de Lula, de "se garantir" separadamente, mostrando "o caminho". Nem a irrelevância foi capaz de os convencer do próprio erro. Vemos muito isso nas eleições sindicais e no discurso demagógico assumido pela "esquerda que a direita gosta". A pose de estar à esquerda de Lula é só isso: pose. Na prática, menosprezam o perigo do imperialismo, mesmo vendo o que fazem na Venezuela, no Haiti, na Palestina e além. Ignoram que são mais fracos que um caldo feito com água e bolas de gude, o "caldo de bila". São aqueles chiuauas miseráveis que latem e rosnam protegidos pelo portão. E a Federação Brasil da Esperança é o portão que impede que sejam destroçados.
Mas são também o escorpião da fábula: é da sua natureza trair. Iludem-se com likes e seguidores que lhe são dados pelos algoritmos das bigtechs. Os partidos de redes sociais, os líderes sem base, os que estão em decadência eleitoral e são capazes de fazer qualquer negócio para morder um pedacinho que seja, e por estas ninharias são capazes de entregar o Brasil nas mãos do imperialismo. Pavimentaram a chegada ao poder de Temer e Bolsonaro. Nunca quis saber dessa gente, sempre os denunciei. São os piores traidores. Sua "ética", "sinceridade", "brilho" só luzem graças à cumplicidade da direita mais truculenta e a interesses pessoais e de grupo inconfessáveis.
São duas ilusões igualmente desastrosas: a Frente Ampla sob o PT e a "terceira via de esquerda" que a direita apoia, para a qual dá palanque. Ambas são expressões de hegemonismo, que se provou desastroso para a mobilização social e a unidade do povo no terceiro mandato do presidente Lula, e para a incapacidade da esquerda ampliar seu peso no Congresso Nacional. É como se a luta pela unidade no campo petista esgotasse todas as tarefas de unir o povo, e quem quiser adira. Tipo a fala do Lula no 16° Congresso do PCdoB.
Do outro lado, parece até que os radicais de butique estão crescendo, construindo, provando suas teses. Por isso, a ampla maioria dos setores que apoiam o governo não se unem, disputam. Mas é preciso diferenciar o erro da traição, e esta coube sempre aos que se diziam de esquerda, mas estavam dispostos a contornar o óbvio, a liderança do Presidente Lula como grande fator de unidade do povo brasileiro. Lula é muito maior que o PT e a Esquerda. Mas o povo que o apoia não teve lugar entre nós, muito preocupados com a nossa própria disputa. E mal o povo sai as ruas, já setores de "esquerda" promovem a autofagia que ajuda o imperialismo.
Para que a Frente Ampla assegure o seu caráter progressista, é preciso superar ambas ilusões hegemonistas. A Encruzilhada Histórica é assim: errou o caminho, já era. E só mais unida, a esquerda poderá seguir o caminho correto com o Presidente Lula para a vitória nas eleições e um novo e realizador governo, abrindo caminho para uma hegemonia progressista que isole o fascismo e defenda o Brasil ameaçado. Há uma gigantesca tarefa de mobilização e unificação das forças progressistas que esbarra na cacofonia das redes sociais e na pulverização da esquerda. E como diz a canção da epígrafe, "o tempo conta pra gente, por isso não chore que o tempo não pára". É urgente superar desconfianças e medos no campo progressista, é preciso mais unidade, é preciso aproveitar a generosidade da História e do Presidente Lula entre nós, ele que é alvo do imperialismo estadunidense.
Comunista será quem servir ao presente do movimento, servindo ao futuro do movimento, como ensinou Marx em 1848. Quem milita pela divisão do povo nesse momento é o pior traidor do Brasil e do proletariado, simples assim. Por isso, o PCdoB, com Nádia Campeão e Luciana Santos, sai pronto para 2026, como força consequente na defesa da Democracia, do Brasil e do Socialismo.
É preciso ter firmeza para não cair nas armadilhas do inimigo, sobretudo a fragmentação, a demobilização e a antipolítica. Isso se fará com a construção de uma unidade que supere a disputa fratricida entre a esquerda, e mantenha dividido o campo do adversário, sob a liderança de Lula. A unidade, como dizia Amazonas, é ainda "a bandeira da esperança".
É preciso abraçar-nos firmemente, e com a mesma firmeza não ceder ao oportunismo e ao vanguardismo sem retaguarda. Mas, como Lula sempre disse: a luta continua. Nós já sofremos e desconfiamos demais de nossa força e capacidade. É hora de uma unidade superior, que abra caminhos para um quanrto mandato de Lula que signifique uma nova maioria e isole o fascismo e os setores vacilantes que - não importa a cor que vistam - servem aos objetivos de dividir o povo brasileiro nessa hora decisiva. Se "pedra pode se encontrar", nós também poderemos, para construir uma força de massas muito maior que nossos partidos, centrais e movimentos compartimentados. Essa é a unidade que chamo de Frente Popular, a maior segurança contra o retrocesso e a mais sólida arma para mobilizar o povo e mudar o sistema político brasileiro.
A desorientação, as mentiras, a cacofonia e as traições grandes e pequenas serão potenciadas como nunca nessa época de redes anti-sociais, big data e fascismo. A cada minuto surgirá uma nova mentira. É preciso que o povo esteja em crise, com medo e dividido, para o imperialismo poder golpear e destroçar o Brasil. É preciso tirar Lula do jogo. Se uma força política não compreende que Lula lidera o Brasil, que não haverá terceira margem do rio, pode ficar certo: é força a serviço do imperialismo e do fascismo. Pode se pintar de ético, de radical, de vermelho, não importa. Do mesmo modo, quem acredita que apenas um líder - por melhor que seja - ou apenas um partido poderá salvar o Brasil, presta enorme serviço a quem deseja o povo fora do jogo e às forças progressistas divididas.
Unir a frente popular no seio da frente ampla sob a liderança de Lula, esse é o caminho para uma nova vitória e um novo ciclo político de afirmação do Brasil, da Democracia e dos Direitos do Povo. Nosso Feliz Ano Novo depende da união em torno do Presidente Lula para vencer a eleição de 2026. Quem vacila diante disso, alinha-se ao lado dos inimigos do povo brasileiro.
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
A que será que se destina? Artigo na Tribuna de Debates do 16º Congresso do PCdoB - Paulo Vinícius da Silva
Data: 27/08/2025
O PCdoB tem razão de existir? Tem, existe, e vive!
Já o Capitalismo, agoniza face a crises que o lucro não resolve; e apela ao fascismo. Surpreendentemente, as ideias socialistas ganham espaço até nas redes sociais, um “reality show” para os 1% mais ricos, donos das bigtechs. A propaganda e o algoritmo são gringos, direitistas, monetizam o ódio, leem a alma; excluem e segregam a esquerda. Mais que mercadorias, ofertam valores estruturados pelo big data. A “realidade” é a telinha e o perfil sou eu?! Sob essa matriz, a IA só agrava a ameaça distópica.
Isso mexe conosco. A economia comportamental mapeia fragilidades e personaliza o estímulo ao consumismo e à adicção. Não é para satisfazer, é para criar necessidades esse grande jogo do tigrinho. Não tenhamos ilusões com a panaceia das redes sociais, sem nossa soberania. Na China, as redes salvaram vidas na época da COVID. No Brasil, espalharam desinformação e morte. Não podemos pensar como usuários, mas como leninistas e hackers.
O “espectro do comunismo” segue o grande adversário, combatido com a nova propaganda nazi digital, incluindo a confusão, com comunismo e socialismo para todo gosto.
O PCdoB deve disputar o sentido de ser comunista, unir os comunistas dispersos e captar política e eleitoralmente os simpatizantes do socialismo. Devemos lançar um amplo movimento de formação de bases, com fixação renovada dos quadros no território para mapear e unir o que há de mais avançado da Frente Ampla. Ser mais comunista e do Brasil é o que pode nos levar a vencer, e para um novo desenvolvimento com valorização do trabalho, aproveitar a conjunção histórica da ascensão da China e do mundo multipolar, ainda com o Presidente Lula.
Mas, existir significa alguns defeitos naturais, o erro, o oportunismo, a divisão e a autonomização de interesses, em prejuízo do coletivo. Existir é pouco… “a que será que se destina?” A razão de o PCdoB ter se mantido e ampliado é uma só: a grande política.
Devemos muito à geração da Conferência da Mantiqueira (1943). Depois, na maré baixa (1964), resistiu o PCdoB com galhardia, liderado por Amazonas, Pomar, Grabois e Arruda. Em plena Ditadura, a Ação Popular deu vida nova ao Partido da Guerrilha do Araguaia. Amazonas apostou em Tancredo e em Lula e na Frente Brasil Popular, já nos anos 1980. Sustentamos a foice e o martelo.
Mas quando o imperialismo nos atacou na Guerra Híbrida (2013), nós não detivemos o Golpe contra a Presidenta Dilma. A história mostra a insuficiência das instituições da democracia burguesa para vencer o fascismo. Só a máxima concentração de forças e grande amplitude permitem vencer o fascismo. Nosso lugar é junto à classe trabalhadora e à juventude. A ação institucional, a luta social, tudo deve estar conectado à linha política. Sem o Partido, não há liga. Sem a classe, o Partido se debilita. Resistir mesmo, é renovar, é cumprir o deliberado.
Já no fim de 2018, a incorporação do PPL foi o Drible da Vaca na Cláusula de Barreira. No movimento sindical, a fusão CTB/CGTB, apontou o caminho da união classista e com todas as centrais contra o fascismo. Somos pioneiros na ideia de Frente Ampla e esteio da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV).
Em meio a esse esforço, sobre fio de navalha e sob ataque, houve sentidas vacilações. Tanto pelo deslumbramento com a institucionalidade e o defensismo, quanto por defecções de quadros sob argumentos que não esperaram o Congresso. Isso se somou ao mau resultado eleitoral, pondo em xeque o Partido. Não destrói o partido comunista perda de eleição, mas erros políticos e organizativos no curso da luta; a repressão, a descaracterização, a divisão, a falta de comunistas, o envelhecimento de ideias e pessoas. É a linha política que une e aponta a direção.
Contudo, o tal tripé é torto, a institucionalidade enquadra geral…E é natural uma aliança tácita entre institucionalidade e burocracia. Mas quando o fascismo vem pra cima, tem de ter povo pra vencer, e ainda precisa de um Lula. Como João Amazonas, jamais podemos descuidar da juventude e dos trabalhadores. Se defendemos a pirâmide invertida e o continuísmo, se a base sequer escolhe quem a representa na sua área/categoria, para que ela serve?
Quem limita e corrige a institucionalidade? O Partido deve dirigir seus mandatos parlamentares, não o contrário. Precisamos enfrentar debilidades gritantes já decididas, na organização, na luta de ideias e na luta popular, para chegar a 2026 unidos pela disputa à Câmara com as melhores candidaturas, e assim somar com a 4ª vitória de Lula. Precisamos acelerar a marcha e dar a cara. Mais que concentrar, é preciso unir. É preciso prioridade para o Partido.
Não nos faltam sentido e lugar ante a encruzilhada histórica. Hoje, nosso papel desejável é maior que nossas forças. Só venceremos se formos mais comunistas: acertar na política, unir o povo e libertar o Brasil. Na costura da unidade e no caminho, o PCdoB é imprescindível. A bússola deve ser a defesa mais consequente do Brasil, da democracia e do Socialismo.
Com muito trabalho e a sorte do Lula, PT, PCdoB, PV, PSB e PSOL podem reforçar a Frente Ampla, e dentro dela construir a Frente Popular, retomar as ruas e abrir um novo ciclo em 2026. As possibilidades de organizar o povo e a classe trabalhadora são imensas em um ambiente democrático, com unidade, formalização e crescimento econômico. Podemos encontrar esses caminhos, como no passado, com os Fóruns Sociais. Não desisto de ver o socialismo.
Mas, como perguntou o governador da Bahia, Jerônimo de Sousa, no 9° Encontro Sindical (2023): Cadê os jovens?!
Leia também: A guerra híbrida como chacina e traição nacional
quinta-feira, 31 de julho de 2025
Ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil - Paulo Vinícius da Silva
Há grande caos sob os céus. As perspectivas são excelentes!
Mao Zedong
A unidade é a bandeira da esperança.
João Amazonas
O Brasil está na alça de mira do imperialismo estadunidense. Não é uma novidade, mas as coisas clarearam. E isso é bom, pois dá-nos a dimensão de nossa responsabilidade histórica. Chama-nos a sermos dignos ou a rastejar. O Brasil é grande demais e está ameaçado como Nação.
Logo no século XIX, depois que os EUA fizeram-se independentes, tiveram sua Guerra Civil e foram pra cima do que havia de espaço para crescer, consolidaram-se como uma força ela mesma colonial, neocolonial. Tiveram escravos, mataram seus índios, expandiram-se para o Oeste, tomaram terras do México e justificaram a sua visão de Destino Manifesto, que eles eram os americanos, e que nenhum poder colonial, exceto eles mesmos, poderia tocar na América.
É a Doutrina Monroe: A América para os americanos. Desde então, eles passam por cima, subornam, destroem qualquer um que ameace seus interesses - com raras exceções. Então, é preciso, sim, levar a sério as ameaças e ataques de Trump e dos EUA ao Brasil, realçando o acerto e a importância da Frente Ampla e do líder da Nação Brasileira, Luis Inácio Lula da Silva.
Lula conviveu com Hugo Chávez, que lhe ensinou o alerta de Simón Bolívar: "os Estados Unidos parecem ter sido destinados a espalhar a miséria pelas Américas em nome da Liberdade".
Lula está atento e afiado nesses tempos de genocídio, de cerco de fome e sede a mulheres e crianças na Palestina. São tempos de fascismo. Por isso, de um modo muito profundo, devemos ser frenteamplistas, verdadeiramente, pensando na unidade do Brasil. E devemos aproveitar a liderança de Lula nessa Encruzilhada Histórica.
A divisão dos povos e a imposição de elites antinacionais foram a principal combinação que nos deixou como carvão do processo prévio à industrialização, o Colonialismo.
Neste sentido, devemos atuar de modo a unir o povo brasileiro em pelo menos dois níveis progressivos, Frente Ampla e Frente Popular. Diante da ameaça concreta à própria existência das nações (Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria, Irã, Palestina, Haiti), não podemos ignorar que aqui se tem semeado como cânceres as "tensões no seio do povo", de que já nos alertava o Programa Socialista do PCdoB, em 2009. O imperialismo divide para reinar, assim como o colonialismo. E o imperialismo e as finanças são irmãos siameses, tão íntimos quanto as finanças e o fascismo. Eles já estão na orgia do fim do mundo. A gente que lute pra salvar a Humanidade. Hoje, mais do que nunca, o Socialismo é necessidade histórica. E quanto mais fortalecermos o Brasil como Nação Soberana, Democrática, Solidária, mais nos aprioximaremos do Socialismo.
Por isso mesmo, unir o povo brasileiro contra a agressão estadunidense é a prioridade. Devemos observar o comportamento dos Silvérios dos Reis, dos garotos de ouro da Casa Grande, da banca financeira, que não respeita pai nem mãe. E é preciso ter em igual conta os verdadeiros amigos e aliados. E a última instância, a mais firme, deve ser a Frente Popular.
Nenhum partido isoladamente pode vencer a luta pela Libertação do Brasil, o forjar da Nação Brasileira, parte de uma América Latina e de um mundo em Paz.
A História ensina que a paz depende também da própria força. A debilidade engrandece o agressor. A sobrevivência depende de fortalezas de unidade para ultrapassar duras batalhas em curso nesse cansativo mundo em apocalipse. Por isso mesmo, João Amazonas dizia: a unidade é a bandeira da esperança.
Os comunistas de todos os matizes deveriam ter grande papel aonde estiverem, para construir e articular as duas frentes, Ampla e Popular. O que nos ameaça é a desagregação nacional, a submissão e a ditadura, não é tempo de se perguntar teoricamente se a hora é de defensiva ou ofensiva. A época é de viver com a Pátria Livre ou Morrer pelo Brasil.
O Plebiscito por um Brasil Mais Justo é a nossa primeira iniciativa global e pela base de Frente Popular. Muita gente não coube na "frente" institucional. Vamos de mãos dadas. Devemos apostar em lançar pontes e construir espaços de unidade que se fortaleçam no curso de 2026. As ruas e as redes se entrelaçam, mas as ruas são a vida mesma em movimento, e nossa luta sempre será para dirigi-las, para que nas ruas não caminhem com seus miasmas os fascistas abjetos, sujando a bandeira do Brasil.
Um amplo mutirão de unidade e organização deve varrer o Brasil na preparação das eleições de 2026. É ilusão acreditar que a fragmentação da esquerda possa nos abrir um novo caminho de libertação do Brasil.
A evolução política de Lula também tem muito de João Amazonas, que acreditava no Lula e no Brasil. E acreditava na união do povo, na união dos setores consequentes com a defesa do Brasil, da Democracia e dos Direitos do Povo, que se afirmam no Socialismo. Se Amazonas visse Lula enfrentando Trump em defesa do Brasil, denunciando o genocídio palestino, estou certo, aprovaria.
É preciso mais humildade diante do povo e da base, pois ela é razão mesma de nossa força e existência. O impacto da COVID e das redes sociais nas atividades presenciais, os erros no balanceamento da ação sob as três linhas de acumulação de forças, a própria força do Tempo - também um Orixá - exige de nós um movimento decidido ao encontro da nossa gente, e ocupar nao apenas as redes, mas ocupar e dirigir as ruas. Nós já o fizemos, mais de uma vez.
Em tempos de barbárie, o Socialismo pode ajudar a Humanidade a sobreviver às chagas abertas pelo capitalismo: a desigualdade, as guerras e o ódio, o consumismo e a mentira.
O PCdoB ajudará a libertar o Brasil, e só assim se afirmará para os próximos cem anos! Se formos a força mais consequente em defesa do Brasil, dos direitos do povo e da democracia, persistiremos. Do contrário, passaremos por todos os dramas que apenas vislumbramos na crise da Covid. São tempos interessantes, como se diz. A vida é pra valer.
Então, mais que nunca é necessário sermos comunistas, e sê-lo é abraçar a realidade dessa época para libertar o Brasil e, assim, abrir caminho ao Socialismo.
A Frente Ampla é indispensável. A Frente Popular é insubstituível no propósito de abrir os caminhos do povo organizado, sob o legado vitorioso de 2026 e do Presidente Lula. E unir o Brasil, unir o Povo, pra isso serve o PCdoB! E essa união exige uma determinação inquebrantável de unidade de uma Frente Popular e de um Campo Popular que ancore a Frente Ampla na defesa da Democracia, do Brasil e dos Direitos do Povo.
quinta-feira, 24 de julho de 2025
PCdoB Fortaleza lança nota sobre Governo Evandro Leitão
quinta-feira, 10 de julho de 2025
Plebiscito Popular por um Brasil mais justo: Comitê de Luta do Território 13 lança consulta neste domingo (13) no Pólo da Sargento Hermínio.
Fortaleza, 10 de julho de 2025 – Movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos, coletivos de juventude e lideranças comunitárias se reuniram nesta quarta-feira (9/7) na Associação Comunitária dos Bairros Ellery e Monte Castelo (ACBE) para construir uma resposta popular aos debates que estão mobilizando o país. A proposta? Uma grande consulta nacional para ouvir diretamente da população sua opinião sobre justiça na cobrança dos impostos e a luta pela redução da jornada de trabalho. Esse é o Plebiscito Popular 2025, uma votação organizada pelo povo, para o povo.
O encontro, que contou com a presença de lideranças como Ivan Batista, Presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza, e da histórica militante e ex-vereadora comunista Eliana Gomes, marcou a formação do Comitê Popular de Luta do Território 13, que reúne moradores dos bairros Ellery, Monte Castelo, Farias Brito e São Gerardo. A primeira missão é mobilizar a comunidade para participar do plebiscito, que já está em andamento com uma urna disponível na sede da ACBE, na rua Almeida Filho, 326.
O que o Plebiscito quer saber?
A consulta traz duas perguntas à população:
"Você é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6x1?"
"Você é a favor de que quem ganha mais de 50 mil reais pague mais impostos, para que quem recebe até 5 mil não pague Imposto de Renda?"
As questões refletem demandas históricas de trabalhadores e movimentos por justiça social e melhores condições de vida.
Ato de Lançamento no Domingo
Durante a reunião, foi definido o ato público de lançamento do plebiscito no Território 13, que ocorrerá no próximo domingo (13/7), a partir das 9h, no Pólo de Lazer do Sargento Hermínio. A urna do plebiscito, que já está recebendo votos na ACBE, será levada para o local, incentivando a participação popular.
A expectativa é que este plebiscito repita e amplie a marca do Plebiscito sobre a ALCA, que mobilizou 10 milhões de brasileiros. A votação ocorrerá em comunidades, sindicatos e espaços públicos em todo o país, e é possível cadastrar a sua urna no endereço:
https://plebiscitopopular.org.br/
Serviço:
O que? Ato de lançamento do Plebiscito Popular 2025 no Território 13
Quando? Domingo, 13 de julho, às 9h
Onde? Pólo de Lazer do Sargento Hermínio (com deslocamento da urna da ACBE)
Votação já aberta: Urna disponível na sede da Associação Comunitária dos Bairros Ellery e Monte Castelo
Participe e faça sua voz ser ouvida!
Com informações do Comitê Popular de Luta do Território 13.
Coletivizando no Youtube
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