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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas - Portal CTB

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas 
O Fórum das Centrais Sindicais se reuniu nesta quinta-feira (4), na sede da CUT, em São Paulo, para realizar um balanço da greve geral, no dia 28 de abril, e dos atos do 1º de maio, na última segunda-feira. Além disso, o encontro irá aprovar uma nova agenda de manifestações.
#OcupaBrasília: Mobilizar a classe trabalhadora e barrar os ataques aos direitos
O presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu força total na mobilização dos trabalhadores, com visitas às bases, e sugeriu que seja realizada uma nova plenária nacional da classe trabalhadora, já que o momento e a conjuntura têm criado uma demanda muito grande por mais diálogo e informações.
A CTB estava representada também pelo vice-presidente Nivaldo Santana, o secretário-geral Wagner Gomes, o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, e pelo secretário-geral da CTB-SP, Paulinho Nobre.
A agenda proposta pelo fórum das centrais sindicais prevê atos em Brasília e no país nas próximas duas semanas e uma grande marcha rumo ao Congresso Nacional. Confira:

Semana de 8 a 12 de maio: coletivo de dirigentes preparado e qualificado (presidentes de sindicatos e centrais) para estar em Brasília conversando com os senadores e os deputados, ações nos aeroportos e nas bases eleitorais dos parlamentares nos estados.

Semana de 15 a 19 de maio: realização de uma grande marcha das centrais, em Brasília (data a ser definida). Uma nova greve geral poderá ser convocada.
Portal CTB com informações de Joanne Mota

sábado, 1 de abril de 2017

Nas ruas de Fortaleza e os caminhos da vitória do povo - Paulo Vinícius Silva

Tinha comprado uma passagem para Fortaleza, antes de baterem martelo no dia 31, como preparação da Greve Geral. E pude me somar à passeata alencarina, com mais de 20 mil pessoas, outra vez a andar pelos mesmos percursos que percorrera desde 1991. Que emoção.
Tantos lutadores e lutadoras de décadas, que me viram adolescente, tantos meninos e meninas despertando para a luta, e o filme passando pelas retinas da memória.
Dia de luta, dia de amor, dia de abraços, como tem sido ao longo dos já quase 26 anos de militância que completarei em maio. Cumpre registrar o grato encontro com meu professor de Geografia da 8a. série, professor Cícero, que nos pedira um trabalho escolar sobre a Ditadura Militar, instalada no fatídico 31 de março de 1964. Tal dever de casa me levou à pesquisa e à sede do PCdoB, ainda na rua São Paulo, em 1991, onde entrevistei o camarada Cabo Chico, e tudo começou.

Tive a alegria de rever esse meu professor, conhecer seu jovem filho, em meio à greve nacional da CNTE, nas ruas. E lembrar do que fui e me tornei, com grata satisfação.

Aproveito a oportunidade para refletir sobre a atividade, que expressa um grande capital da esquerda cearense, com lições para a mobilização popular que estamos a construir, ainda em um cenário bastante adverso. Nesse contexto, a mobilização cearense reuniu as virtudes mais importantes que, creio, necessitamos para esse tipo de ato e para o período atual, daí a razão do presente artigo.
Ao longo da marcha, pude encontrar militantes de 20, 30 anos de luta, e inclusive das gerações precedentes. Dirigiram a mobilização a partir de carros de som organizados ao longo da marcha, presentes as principais organizações de luta do povo cearense, com grande unidade. As centrais sindicais (CUT, CTB e INTERSINDICAL, CGTB, CONLUTAS) dirigiram a concentração, o trajeto e o ato final, sem exclusões, mas respeitando a amplíssima diversidade. Estudantes, trabalhadores(as), sem-teto, sem-terra, mulheres, religiosos, e a presença dos militantes do PT, PCdoB, PSOL, PDT, PSTU,  PPL, o MAIS e até os resistentes de luta que ainda restam no PSB, e a UJS e Levante, e inclusive organizações menores e peculiares, como a turma do Crítica Radical estavam ombro a ombro. Esse exemplo de unidade sincera e sem hegemonismo blinda a mobilização popular e dá um sinal imensamente positivo para a população.

Destaco também a organização da atividade. As alas claramente definidas ao longo do cortejo, reunindo categorias, movimentos e organizações políticas (bancários, professores, saúde, estudantes, juventudes, centrais), o que se somava à própria presença física dos e das dirigentes dos movimentos, assegurando estabilidade, clareza de palavras de ordem, coesão na marcha e segurança, prevenindo a ação de provocadores e infiltrados, tornando o ato muito mais seguro, sem expor os manifestantes a ações policiais. Certamente, o governo estadual em mãos progressistas minimiza - ainda que existam problemas - esses riscos. Mas o movimento estava pronto e organizado, mesmo para uma situação adversa, que não houve.
Destacaria, ademais, o foco definido dos alvos e dos caminhos desta luta. Afinal, a mobilização popular precisa não apenas da força das ruas; carece decerto de caminhos claros, de perspectiva para o atingimento dos objetivos. Assim, o ato de Fortaleza serviu como ampla divulgação da Greve Geral convocada para o dia 28 de abril e, ao mesmo tempo, focou nos deputados que votaram contra o povo, apontando a pressão sobre o Congresso, a luta do Fora Temer e a defesa da democracia, do Brasil e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Uma ala com grandes "pirulitos" expunha a carranca dos que jamais deveriam poder votar contra o povo no Congresso.

E, finalmente, a irreverência, o canto, as palavras de ordem, a bandinha tão característica das mobilizações do povo cearense, as figuras folclóricas que marcam a vida do centro e interagem com o ato, os cartazes feitos por populares, a dinâmica cultural, irreverente, o ar moleque - no bom sentido da cearensidade -, que fez dessa marcha um ato de rebeldia, mas prenhe de esperança; cheio de indignação, mas afirmando a beleza; unitário, mas expressão da força da diversidade. De fato, essas características, na medida em que fundadas numa sólida unidade, puderam aflorar plenamente, causando esse sentimento de "quero mais", da alegria e da beleza da luta, tão necessários em tempos difíceis como os que ora vivemos. Por isso, penso devamos nos inspirar nesse método, muito anterior ao povo estar na rua, fruto de um desejo sincero de unidade, da consciência da adversidade, da responsabilidade da esquerda, de democratas e patriotas. Na prática, as reuniões prévias das frentes Brasil Popular, Povo Sem Medo e das Centrais Sindicais asseguraram o êxito.
Há tanto por que lutar, tanto a defender, tanto a avançar!  O dia 31 de março na Terra da Luz ilumina o caminho a seguir, a despeito destes trevosos tempos, no rumo da vitória do povo contra o governo golpista, entreguista, inimigo do povo de Mister #ForaTemer.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

QUE OS BANCÁRIOS(AS) DECIDAM SOBRE A CAMPANHA SALARIAL!

Quer dizer que isto é uma assembeia?!



POR UMA ASSEMBLEIA DEMOCRÁTICA, 5a. no CEBOLÃO, às 18h30

Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor em nosso jardim. E não dizemos nada. // Na segunda noite, já não se escondem pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.// Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.// E, porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada". Maiakovski

Colega bancário(a), uma torpe manipulação quer impôr à categoria reivindicações rebaixadas na campanha salarial de 2009 sem ouvir os bancários.

E não é a direção dos bancos, mas a do sindicato que faz o serviço sujo. Na última 4ª feira forjaram uma “assembléia” às pressas, sequer citada no boletim do sindicato, só exposta no site na véspera para validar a infâmia.

Não é à toa. O congresso bancário de BSB reuniu umas 120 pessoas. A conferência nacional, cerca de 600, em São Paulo, no Holliday Inn. Nestes espaços, sob a hegemonia da CUT, desenharam-se as reivindicações da categoria. Fora da cúpula, é na assembléia que o bancário real, que trabalha, que enfrenta as metas e o assédio, a hostilidade de clientes e a insegurança, é lá que podemos ver e decidir sobre o que fazem em nosso nome e com nosso dinheiro. Nós é que somos o sindicato, mais que a diretoria, e o sustentamos. Por isto eles não queriam que você participasse, que você decidisse.

Foi este o direito de nós tirado, com truculência e na cínica aposta de que nada faremos, que não ligamos, que o movimento é da minoria. Não houve debate. Menos de 100 pessoas, diretores e amigos no subsolo do sindicato – bem ilustrativo – fingem que fazem uma assembléia. Só a muito custo permitiram, aos gritos e intimidações, que uma voz se opusesse àquela ópera bufa. Tudo para fazer valer uma pauta de reivindicações que não resgata a dignidade dos bancários.

A razão destas subterrâneas decisões é simples. A CONTRAF e seus sindicatos nos empurram uma minuta rebaixada na campanha salarial de 2009:

Apenas 10% de índice. Em 2008, com mais de 30 dias em greve, tivemos 10% para a maioria. E agora, pediremos 10%? Os banqueiros, que nem viram a crise, aplaudem.

O abandono da recuperação das perdas nos 8 anos de FHC, mais de 60% nos bancos públicos. Pedir recuperá-las até 2014 foi rechaçado sem que se dissesse o porquê. Quando chegará a vez dos bancários?

Uma remuneração variável que reforça as metas e as tarifas escorchantes. Em vez de reforçar o caráter público do sistema financeiro, fazermo-nos cúmplices dos banqueiros contra a sociedade.

Entendeu a clandestinidade da Assembléia, e porque não se dá a palavra aos bancários? Exigimos um verdadeiro debate. Os(As) bancários(as) é que devem decidir. Por isso, com base no próprio estatuto do sindicato, exigimos uma assembléia democrática na praça do Cebolão nesta 5a. Feira às 18h30. Assine o edital, participe, mude esse enredo!

OPOSIÇÃO BANCÁRIA DE BRASÍLIA ESQUERDA BANCÁRIA


NÚCLEO DE BASE

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