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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Messias de Souza debate no Templo Budista da Terra Pura o futuro de Brasilia e do Distrito Federal - Paulo Vinícius Silva


Na jóia que é o Templo Budista da Terra Pura, na Asa Sul, ocorreu na noite de quarta-feira, 30 de julho, a palestra que reuniu o Monge Sato e o ex-administrador de Brasília, Messias de Sousa sobre o futuro desse Patrimônio da Humanidade, a Capital feita com o trabalho de brasileiros de todos os rincões do Brasil, sob o Tema Os desafios de Brasília e a Pós-Modernidade. 
A beleza do templo e riqueza do debate combinam com o momento de definições que vivemos, em que Brasília e o Distrito Federal estão para decidir se seguem para o futuro, retomando seus valores originários de humanismo, desenvolvimento e democracia, ou se retrocede, agravando os problemas relacionados ao seu crescimento e à apropriação de seus destinos por poucos . 

O Monge Sato resgatou citações de JK, Lucio Costa e Darcy Ribeiro, para firmar o sentido de sonho, de obra da brasilidade e  de visão de desenvolvimento inscrita na construção da Capital. 
O convite a Messias se deveu à sua ligação de mais de 30 anos na Cidade, vindo de Alagoas em meio às lutas pela democratização. Recentemente sua presença na Administração de Brasília encontrou a cidade em terrível estado, tomada pelo lixo e com a clara degradação de seu aspecto urbano, mas não apenas, pois também se viu em crise com a sua identidade às vésperas de seu cinquentenário. Foi nessas condições que enfrentou o desafio de democratizar o espaço público, que teve papel ativo na retomada para a população do Parque da Cidade como lugar das famílias, do lazer, da cultura e do esporte, do encontro de todos. Seu cuidado com as praças, as calçadas, as ciclovias. A criação de alternativas de democratização do Lago - privatizado -, como a criação de dois Pontões, ao Norte e ao Sul, abertos a todos. A regularizaçao de centenas de estabelecimentos com alvarás que uniram o respeito à cidade e à cultura e o empreendedorismo. 
 
Jean do Carmo, o jovem Administrador de Brasília, Augusto Madeira, Presidente do PCdoB-DF e Messias de Souza no Templo Budista da Terra Pura na Asa Sul
Messias traz uma mensagem de fé em Brasília e na política como transformação, como a praticou no Governo Agnelo, para resgatar o sentido democrático, urbano e do desenvolvimento com qualidade de vida na cidade sonhada por Dom Bosco, prevista por José Bonifácio e construída pelos Candangos a partir do Gênio de Lúcio Costa e do comunista Niemeyer.
Ao longo de cerca de duas horas e meia de debate, Messias de Souza abordou as principais tensões urbanas, possibilidades e desafios que marcam não apenas o Plano Piloto, mas o futuro do Destino Federal. Sua visão vai além de considerar que apenas os 250 mil residentes possuam Brasília, para ele, a cidade que vê mais de um milhão de pessoas virem nela trabalhar todos os dias deve aliar o projeto originário ao sentido humanístico e de desenvolvimento em busca de um Distrito Federal mais humano para todos. Assim, Brasília para além do Plano, sendo capital de todos, vê-se diante do desafio de afirmar a cidadania e a democracia diante das crescentes pressões da especulação imobiliária, da elitização, mas também do necessário exercício de tolerância, planejamento e preservação do Patrimônio que representa. Essa difícil equação só pode existir compreendendo o que ele qualificou como "dialética pura", a relação entre mudança imprescindível e defesa do legado e do projeto original, partes indissolúveis de uma vida desafiadora e em permanente mudança. 
Projeta esse debate para além da cidade, colocando o sentido humanista e democrático como medida para contribuir com a democratização dos equipamentos culturais, esportivos e dos parques para todo o DF. O transporte público como peça fundamental do direito de ir e vir e os riscos do crescimento dos veículos individuais e seus impactos para a qualidade de vida de todos. O meio ambiente, a utilização correta dos recursos hídricos, o papel complementar necessário de se afirmar entre as cidades do DF e sua interconexão ocuparam papel central na reflexão de Messias, que mostrou ter uma visão ampla, complexa, sobre os desafios de Brasília e do DF



Além disso pontua a necessária tolerância e o papel de mediar os conflitos inerentes a um Distrito Federal marcado por um período conservador que não teve qualquer compromisso nem com o traçado, nem com a qualidade de vida, privilegiando um setor elitizado da sociedade em detrimento de todos. Aponta para os dilemas geracionais e culturais inscritos na complexa relação entre gerações e a necessidade da cultura e do lazer para a juventude, diante da Lei do Silêncio, dando inúmeros exemplos de que o bom senso, um olhar humanista e inclusivo fazem toda a diferença para perseguir um caminho que foi retomado no Distrito Federal a partir do Governo Agnelo, que reordena, organiza, democratiza e combate as desigualdades no DF, de que sua administração foi uma grande expressão.



Messias ademais alerta sobre a necessidade de todos tomarem parte ativa na luta em curso para que a representação do DF no legislativo local e nacional expresse essa mudança de qualidade e os grandes propósitos para os quais Brasília foi criada. Sua fala foi um libelo em torno do desenvolvimento, da democracia, mas sobretudo do sentido democrático e humanista de Brasília e da possibilidade de expansão desse sonho nos dias de hoje, mediante o claro engajamento em torno das bandeiras justas desse nosso tempo. É preciso tomar lugar na batalha para o Distrito Federal seguir avançando!


SERVIÇO
Esse fim de semana começa a tradicional Quermesse do Templo Budista da Terra Pura, participe!
 


sábado, 1 de outubro de 2011

CTB-DF participa com êxito da I Conferência do Trabalho Decente do DF

Paulo Vinícius


A CTB do Distrito Federal participou nos dias 28 e 29 de setembro da Conferência do Trabalho Decente do Distrito Federal, que reuniu cerca de 300 pessoas vindas de todo DF. Foi um processo democrático e participativo que envolveu o Governo -  através da Secretaria do Trabalho, sob a liderança de Glauco Rojas -, os Trabalhadores -  através das Centrais Sindicais -,  e empregadores. O acompanhamento da construção da Conferência no DF pela CTB ficou a cargo do Professor Mário Lacerda, diretor do SAEP (Sindicato dos Auxiliares da Educação Privada do DF) e Secretário de Formação da CTB-DF.

A Conferência do Trabalho Decente do Distrito Federal ocorreu no Parlamundi, um espaço agradável e bem estruturado, e o papel da Secretaria do Trabalho foi muito importante, na medida em que teve uma postura democrática e de diálogo, como se esperava do Governo Agnelo, e representada pela capacidade mediadora do secretário adjunto, Eduardo Augusto Lopes.

A conferência teve etapas nas cidades satélites, que elegeram delegados à etapa distrital. Da Conferência do DF nove delegados(as) seguirão para a Conferência Nacional do Trabalho Decente, prevista para maio de 2012. Na abertura da atividade falou Joilson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB e nosso representante no Comitê Nacional. O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana também se fez presente no dia 29, num encontro com os delegados e delegadas.

Dois focos de tensão foram claros no debate. O primeiro e mais importante, opondo empregadores e trabalhadores. Para os iludidos com o suposto fim da luta de classes, a experiência foi esclarecedora ao revelar uma visão retrógrada - na verdade de classe - da bancada patronal, que levantou destaques em uma impressionante quantidade de propostas, em qualquer coisa que significasse a garantia de trabalho decente para os trabalhadores, como se evidenciou na oposição a proposições como a extensão da licença maternidade para seis meses, as cotas nas instituições privadas, e mesmo o fortalecimento da averiguação dos acidentes de trabalho com base no Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), que vincula as atividades laborais e as doenças mais comuns, nova metodologia que diminui as injustiças das perícias do INSS.

O segundo foi a postura da CUT-DF, parte de uma orientação nacional, em pautar como proposta sua o fim do imposto sindical, a despeito da matéria nada ter a ver com trabalho decente. A CTB manifestou-se contra a atitude anti-unitária, vocalizando o sentimento das demais centrais, e a proposta foi derrotada por maioria no  debate do eixo sobre Princípios e Direitos, o que não impediu que ambas (a rejeição da proposta e a sua manutenção) fossem remetidas à Conferência Nacional. Todavia, em outro eixo, a proposição de manutenção do imposto e da unicidade passou por consenso, o que mostra a falta de apoio ao temário divisionista.

A despeito dessa divergência, foi possível unificar a ampla maioria das proposições na bancada dos trabalhadores, num importante  exercício de unidade que marcou toda a construção da Conferência. Nisso contribuiu a participação qualificada e permanente da CTB através de seu representante no Comitê Gestor, que muito contribuiu para a aproximação das centrais sindicais. Em reconhecimento a esse fato, por unanimidade, o companheiro Mário Lacerda foi indicado pela CTB para ser delegado à Conferência Nacional, tendo como suplente a tesoureira da central candanga, a companheira Maria José Correia (Zezé), do SINPRO. Ademais, foi possível às centrais sindicais apoiar uma chapa de integrantes da sociedade civil que também saiu vitoriosa por ampla maioria, com a eleição de três delegados, dentre os quais o companheiro Rumaldo, de São Sebastião, cujo apreço pela CTB causou até certa ciumeira.

O resultado geral foi de maior articulação entre as centrais sindicais no DF e de fortalecimento político e sindical da CTB, além de uma contribuição importante dos trabalhadores do Distrito Federal à Conferência Nacional do Trabalho Decente.

Clique aqui para ver as fotos da Conferência.

sábado, 30 de abril de 2011

CTB, Força, CGTB, Nova Central e UGT realizam ato unificado do DF domingo às 9h00 na Cidade Estrutural


O Dia Internacional dos Trabalhadores de 2011 será marcante, com a unificação de atos massivos por todo o país, coordenados pela unificação entre CTB, Força, UGT, CGTB e Nova Central, que haverá em São Paulo e na maioria das capitais.

A unidade das centrais é fato recente e mostra maior solidariedade em torno de pautas comuns, como as 40 Horas Semanais e o fim do Fator Previdenciário. Também em Brasília esse movimento ocorre. As centrais estiveram juntas no Fora Arruda, na II Conferência da Classe Trabalhadora e tentam estruturar um fórum na capital do país. Daí vem a construção conjunta do primeiro de Maio.


PARCERIA COM GDF EXPRESSA A REALIDADE POLÍTICA DO DF E É SINALIZAÇÃO DO EXECUTIVO
O colapso do governo corrupto de Arruda (DEM), resultou na eleição de Agnelo Queiroz, que enfrenta um grande desafio. Herdou um quadro de catástrofe na administração pública. E a equação da governabilidade não é menos difícil. A frente que apoia Agnelo é amplíssima. A crise do bloco conservador o dividiu e Agnelo ganhou com feições de governo de reconstrução e composição heterogênea.

Os trabalhadores e o povo devem influenciar nesse cenário de mudanças. A CTB apoiou o movimento de diálogo que possibilitou realizar um ato conjunto com o governo. As Centrais serem tratadas como interlocutoras dos trabalhadores é um avanço democrático que lhes permite pautar as políticas públicas, devendo manter sua independência, inclusive para criticar quando preciso.

O ATO SERÁ NA ESTRUTURAL
A inauguração de uma Agência do Trabalhador na Cidade Estrutural, uma das populações mais carentes do DF, é a contribuição do governo ao ato, em que as Centrais Sindicais e o governador estarão no mesmo palco a partir das 9h00. Em seguida seguirá a dinâmica própria do Dia Internacional dos Trabalhadores.

A CTB-DF CONVIDA
A CTB-DF convida os trabalhadores e trabalhadoras a participar dessa importante atividade, para reencontrar os amigos e participar da festa da classe trabalhadora.


A saída será às 7h30 em transporte fornecido pela central que sairá das próximidades do Hotel Nacional nesse domingo às 7h30.

Informações:
Cláudio Avelar - 9297 2591
Paulo Vinícius - 9339 0961
Wilma - 9339 1058

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