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terça-feira, 28 de abril de 2020

O 1º de Maio unitário, por Nivaldo Santana - Portal Vermelho

Portal Vermelho


Trabalhadores precisam jogar papel protagonista, associando a defesa dos seus direitos por salário, emprego e renda com a luta mais ampla e fundamental de defesa da democracia


por Nivaldo Santana

Publicado 27/04/2020 12:41 | Editado 27/04/2020 13:15


Pela primeira vez na história do sindicalismo brasileiro, as celebrações do Dia Internacional do Trabalhador não serão na rua. Onze centrais sindicais brasileiras decidiram realizar o 1º de Maio pelas redes sociais. Entre 10 horas e 14 horas da próxima sexta-feira (1º/5), diversas atividades artísticas e culturais se revezarão com lideranças sindicais, sociais e políticas na defesa unitária do salário, emprego, renda e democracia.

Dois fatores importantes levaram a esta importante decisão. A primeira, mais óbvia, é a proibição de aglomeração de pessoas durante a vigência da pandemia da Covid-19. Não menos importante é a necessidade de construir a mais ampla unidade para enfrentar o desgoverno extremista de Jair Bolsonaro, inimigo dos trabalhadores e da democracia.

Valendo-se do grande desenvolvimento dos meios digitais de comunicação, as centrais sindicais apostam que este 1º de Maio vai repercutir com força em todo o país, dando voz e vez aos trabalhadores. A unidade e a amplitude são questões decisivas para os trabalhadores, principalmente nesta conjuntura em que quatro crises se entrelaçam e se alimentam: as crises sanitária, social, econômica e política.


A pandemia da Covid-19 atinge milhões de pessoas em todo o mundo. Além da dramaticidade da situação dos mortos e infectados, o isolamento social provoca uma profunda retração na economia.

No caso do Brasil, em que a economia não decola desde 2015, a situação adquire tons dramáticos, com o aumento do desemprego, a diminuição da renda e o empobrecimento generalizado. Para complicar, o País vive um período de desgoverno. Mesmo com pandemia, em duas semanas Bolsonaro demite os ministros da Saúde e da Justiça, além de insistir na postura irresponsável de subestimar a saúde dos brasileiros.

Diante desse quadro, os trabalhadores precisam jogar papel protagonista, associando a defesa dos seus direitos por salário, emprego e renda com a luta mais ampla e fundamental de defesa da democracia. E a defesa da democracia deve colocar na mesma trincheira todas forças sociais e políticas que se contraponham ao desastre nacional do bolsonarismo.

AUTOR

Nivaldo Santana
Secretário de Relações Internacionais da CTB e secretário de Movimento Sindical do PCdoB. Foi deputado estadual em São Paulo por três mandatos (1995-2007)

domingo, 30 de abril de 2017

1º de Maio da CTB no DF será apoiando o 4º Sarau dos Trabalhadores(as) no Gama - Participe!




A Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil, o PCdoB do Gama, o Espaço Semente, os artistas, sindicalistas, a juventude organizada preparam o Primeiro de Maia no Gama com um lindo sarau, ato político, poético e musical em defesa da Classe Trabalhadora, ameaçada pelo Golpe, pelas Deformas Trabalhistas e da Previdência e pela Terceirização ilimitada. #ForaTemer

Programação

12h às 13h - DJ Altervir e seus Comparsas
13h às 14h - Jairo Mendonça/Mônica Costa
14h às 15h - Manoel Pretto
15h às 16h - Cleyson Batah
16h às 16:30 - Ato Político
16:30 às 17h - Jenis Bragança
17h às 18h - Zé Miguel
18h às 19h - Banda Mungunzá
Inserção poéticas entre as apresentações musicais

Adequado para Crianças
Entrada gratuita

Para você chegar ao Espaço Semente, que receberá o Primeiro de Maio, Sarau do Trabalhador e Trabakhadora, no Gama, ao lado da Rodoviária do Gama https://goo.gl/maps/28upGYzHvM82

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

As Cartas Testamento e de Despedida - Getúlio Vargas - 24 de agosto de 1954/2014 - 60 anos de sua morte



Para quem duvida das conspirações da imprensa golpista e dos interesses do imperialismo, para quem se ilude com a defesa da ética feita por hipócritas sabidamente ligados às forças do capital, para quem duvida do imperialismo, sugiro a leitura dos dois documentos históricos a seguir, a Carta Testamento e a Carta Despedida de um dos pais da nacionalidade, construtor do Brasil, que liderou um ciclo de desenvolvimento e direitos sociais e trabalhistas que vigem até hoje, Getúlio Dorneles Vargas.


No 60º Aniversário de sua morte, outra vez, as forças do imperialismo, do capital financeiro, da imprensa golpista e apátrida, usando-se de todo tipo de expediente, de toda vilania, intentam impedir outro ciclo de desenvolvimento, inclusão social e de luta pela nossa soberania.

Não passarão. A resposta do povo será dada outra vez, a quarta, com a reeleição da Presidenta Dilma. Página memorável na História de nossa Pátria, em que uma mulher encarna as maiores esperanças da nacionalidade, e tem sobre os ombros a responsabilidade, a capacidade e a chance de fazer o Brasil avançar definitivamente para o encontro com sua própria História e seu destino de justiça e independência. Dilma é a única candidata que pode continuar os sonhos de quem luta pela independência e a justiça social, a única candidata em defesa do Brasil.

Paulo Vinícius Silva 







Carta-Testamento
Getúlio Vargas
 
Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim.

Não me acusam, me insultam; não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive que renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário-mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente.

Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício nos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão. E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.

Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia, não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.



Carta-Despedida
Getúlio Vargas

Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte.

Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia.

A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.

Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.



Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da Pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não de crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.

Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.

Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade.

A resposta do povo virá mais tarde...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Em pronunciamento, Dilma defende que recursos do petróleo sejam destinados para a educação - Blog do Planalto


Quarta-feira, 1 de maio de 2013 às 21:02  

Em pronunciamento, Dilma defende que recursos do petróleo sejam destinados para a educação

A presidenta Dilma Rousseff defendeu nesta quarta-feira (01), durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV sobre o Dia do Trabalho, que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados, exclusivamente, na educação. A presidenta disse que enviou ao Congresso Nacional uma nova proposta para destinar os recursos do petróleo para a educação.
“Um governo só pode cumprir bem o seu papel se tiver vontade política e se contar com verba suficiente. Por isso, é importante que o Congresso Nacional aprove nossa proposta de destinar os recursos do petróleo para a educação. Peço a vocês que incentivem o seu deputado e o seu senador para que eles apoiem esta iniciativa”, disse.
No pronunciamento, Dilma falou da alegria de comemorar o 1º de Maio com recordes sucessivos no emprego, na valorização do salário e nas conquistas sociais dos trabalhadores. Ela lembrou que o Brasil gerou, nos últimos dez anos, mais de 19 milhões empregos com carteira assinada e que o salário-mínimo cresceu mais de 70% em termos reais. A presidenta também disse que a renda do trabalho foi um dos principais fatores para diminuir a desigualdade.
“Mesmo com a importância dos programas sociais, foi a renda do trabalho que mais contribuiu na diminuição da desigualdade. Com os programas de transferência de renda, já tiramos 36 milhões de brasileiros da miséria. Mas são o emprego e o salário que estão impedindo que essas pessoas voltem para a pobreza, e também aceleram a ascensão social de milhões de outros brasileiros. Foi assim que 40 milhões de brasileiros foram para a classe média. Isso se deu por causa da valorização do salário-mínimo, do recorde na geração de emprego com carteira assinada e do ganho real em todas as faixas salariais”, afirmou.
Segundo Dilma, os direitos trabalhistas avançam e as dívidas sociais históricas estão sendo resgatadas, como ocorreu recentemente com a aprovação da PEC que estende os direitos previstos na CLT aos trabalhadores domésticos. A presidenta disse ainda que o Brasil, em meio a uma crise internacional, conseguiu diminuir o desemprego e conceder reajustes para quase todas as categorias.
“Por sinal, em 2012 enquanto lá fora cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário. Tivemos o menor índice de desemprego da história e, segundo o Dieese, o melhor ano de reajustes, com 95% das categorias conquistando aumento real de salário. Não houve apenas aumento, mas também melhoria na qualidade do emprego: cresceram os níveis de escolaridade dos empregados e ampliou-se a formalização do emprego. Ao mesmo tempo, diminuiu a taxa de desemprego entre os jovens e aumentou o emprego entre os mais maduros”.
A presidenta disse que o Brasil seguirá na rota de crescimento com estabilidade, distribuição de renda e diminuição das desigualdades, lutando pela redução de impostos e pela diminuição dos custos para o produtor e o consumidor.
“É mais do que óbvio que um governo que age assim e uma presidenta que pensa desta maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente. Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que têm por base o crescimento sustentado e a estabilidade”, afirmou.

Como Dilma assumiu com as juventudes, prioridade do governo é 100% dos Royalties para a Educação e o Desenvolvimento - Paulo Vinícius Silva

Como foi afirmado pela Presidenta Dilma em reunião com as juventudes que promoveram a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, feita entre março e abril, hoje, no Primeiro de Maio, em cadeia nacional de rádio e televisão, a Presidenta anunciou o envio de uma NOVA PROPOSTA de aplicação dos 100% dos Royalties do petróleo para efetivar assim uma veradeira Reforma da Educação brasileira. Dilma, assim, incorporou o desafio dos 10% do PIB para a educação, bandeiras do movimento estudantil, juvenil, e do sindicalismo na Educação.

Para que? Ora, ela mesmo nos afirmou:

- Universalização das creches para combater as desigualdades e o racismo desde o início;
- Mudar a educação básica com qualidade;
- Valorizar os profissionais da educação pública, instituindo uma outra base de remuneração e também ampliando as exigências de qualidade;
- Instituir o Ensino Médio Integral e com estruturas esportivas, culturais e laboratórios;
- Integrar o Ensino Média ao ensino técnico e profissionalizante;
- Investir na pesquisa, na Ciência e na Tecnologia, ampliando também as estruturas de laboratórios voltadas aos estudantes e pequisadores;
- Seguir nas políticas de cotas e reservas de vagas, amliando a democratização do ensino superior.

Outro ponto que devo ressaltar é a enfase na produção, no emprego e no desenvolvimento. Em vez de adotar as teses dos banqueiros, especuladores e do PIIG - Partido da Imprensa Inflacionária e Golpista -, Dilma fez uma fala 90% desenvolvimento e educação e 10% preocupada com o alarmismo de quem sustenta ataques especulativos e inflacionários contra o Brasil. Mesmo assim, reafirmou seu compromisso na luta real contra a inflação. Mas ficou evidente o achaque que o país, a Presidenta da República e o Banco Central, e que rendeu os 0,25% de aumento da SELIC.


Quando a Presidenta assume as bandeiras do povo, como a defesa da educação, do emprego e do desenvolvimento, e não os interesses da oligarquia financeiro-midiática, é preciso unir e ampliar as lutas para lograr as conquistas. Como ela mesmo levantou, a pressão sobre o Congresso Nacional é fundamental para que esse grande avanço possa ser aingido.

Às vésperas de aprovar o Estatuto da Juventude, as lutas de todas as juventudes se unem por uma política universalista e transversal que pode transformar o Brasil numa imensa sala de aula, acabar com a chaga do analfabetismo, apoiar a juventude pobre, negra, das periferias, ampliar a escolaridade e a qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras, avançar na ciência, melhorar a situação dos trabalhadore e a qualidade do serviço público na educação, como parte de um projeto mais amplo, de desenvolver o Brasil, assegurando emprego e driblando por um salto as ameças da crise capitalista. A Educação, o Desenvolvimento, a Valorização do Trabalho e da Produção se unem na bocada Presidenta como um grande chamado ao povo para assumir sua trincheira de lutas na mudança do Brasil. Esse discurso que ela disse é nosso, ela assumiu as bandeiras do povo. É a hora do povo organizado assumir seu posto na luta dando o sentido de ofensiva para mudar o país, e incluir a juventude e os trabalhadores e trabalhadoras no projeto nacionald e desenvolvimento do Brasil.


Reunião das Juventudes com a Presidenta Dilma no Palácio do Planalto: Juventude unida para mudar o Brasil com educação e desenvolvimento


ACOMPANHE a Notícia no Portal CTB em 05 de abril de 2013, e a
Dilma reafirma à juventude compromisso com os 10% do PIB para a Educação - Portal CTB

Em uma reunião de quase duas horas de duração, nesta quinta-feira (4), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou aos representantes das dezenas de entidades que participaram da Jornada da Juventude seu compromisso em elevar os gastos públicos com a Educação para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.


No entanto, para que isso se concretize, Dilma afirmou que espera contar com a mobilização da Juventude para conscientizar o Congresso Nacional dessa necessidade, que passa pela destinação de 100% dos royalties do petróleo do pré-sal para a Educação.

A CTB foi representada na reunião por seu secretário da Juventude Trabalhadora, Paulo Vinícius. Para ele, o encontro foi um resultado direto da ampla mobilização realizada pelos jovens de todo o Brasil, reunidos na Jornada da Juventude.

“Mostramos nossa capacidade de mobilização e esta reunião comprova o grande êxito que tivemos nessa Jornada”, destacou o dirigente, lembrando que as dezenas de entidades que organizaram esse movimento demonstraram não apenas unidade de ação, mas, sobretudo, uma unidade programática, reunida no Manifesto entregue à presidenta.

Reunião histórica

Segundo PV, Dilma definiu o encontro desta quinta-feira como “histórico, inédito e extraordinário”, por conta da unidade demonstrada pelas entidades e pela amplitude das organizações envolvidas.

De fato, além de entidades diretamente ligadas ao movimento estudantil, como a UNE e a UBES, participaram da Jornada organizações de trabalhadores (como a CTB e a CUT), a UJS, a SSB e juventude do PT, a Contag e o MST e companheiros ligados às lutas por moradia, contra o racismo, pelo meio ambiente, GLBT, Hip Hop, entre outros.

PV também destacou que as organizações conseguiram respeitar a paridade entre homens e mulheres durante a reunião. Além disso, as propostas elencadas ao longo da Jornada foram apresentadas em uníssono à presidenta, de modo a consolidar a unidade da Juventude.

Desenvolvimento, Comissão da Verdade e Educação

Outros temas diretamente ligados à Educação e ao desenvolvimento também fizeram parte da conversa entre a Juventude e a presidenta Daniel Illiescu, presidente da UNE, reforçou a necessidade de o governo não ceder à pressão feita mídia e pelo mercado financeiro sobre o aumento de juros. Em nome de todos os presentes, o líder estudantil afirmou que Dilma sempre poderá contar com uma ampla mobilização para defender o desenvolvimento do país e enfrentar os rentistas.

A questão da democratização da mídia também foi abordada. Apesar de Dilma não ter feito nenhuma crítica à chamada “grande imprensa”, ela sinalizou que seu governo tem total interesse em popularizar a internet pelo país afora. Segundo PV, a presidenta afirmou que o “Luz para todos” de seu governo será a massificação da banda larga, referindo-se ao programa levado a cabo pelo ex-presidente Lula, que levou energia elétrica a milhões de família.

A presidenta Dilma prometeu também levar à Comissão Nacional da Verdade (CNV) e aos ministérios envolvidos na discussão a proposta de prorrogação das investigações. Os jovens defenderam a prorrogação das investigações por mais dois anos, maior transparência na divulgação dos relatórios e criação de um processo de participação popular mais amplo por meio de audiências públicas.

Em sua fala, Dilma deixou claro também que vê na Educação o elemento fundamental para que o país possa se desenvolver. Afirmou que pretende priorizar esforços para a criação de novas escolas técnicas e nas escolas de tempo integral, por acreditar que é a partir desse tipo de investimento, ligado ao trabalho e ao desenvolvimento, que a desigualdade poderá ser enfrentada.

Para o dirigente da CTB, a reunião mostrou que o esforço realizado pela Juventude nos últimos meses, durante o período de preparação para a Jornada, foi totalmente válido. “Fiquei realmente impressionado com a sinalização feita pela presidenta, no sentido de enaltecer nossa mobilização e nos incentivar a dar continuidade a essa luta, ao lado de outros setores da sociedade”, afirmou PV.

Portal CTB

Leia também: Jornada de Lutas abre diálogo com Dilma e destrava Estatuto da Juventude

domingo, 6 de maio de 2012

A mensagem do 1º de Maio: o mundo clama por mudanças - UMBERTO MARTINS


www.portalctb.org.br


Alguns acontecimentos que marcaram o 1º de Maio deste ano são emblemáticos das contradições e lutas que estão em curso no mundo hoje. Conforme lembrou o presidente da CTB, Wagner Gomes, durante ato unitário das centrais em São Paulo, a data é uma homenagem aos mártires de Chicago, assassinados nos EUA por liderar uma greve pela redução da jornada de trabalho a 8 horas diárias em 1886.

O imperialismo estadunidense nunca reconheceu a data, que tem um claro apelo classista, apesar dos esforços das classes dominantes para descaracterizá-la, diluindo no feriado o seu caráter revolucionário e anticapitalista. O atual chefe da Casa Branca, Barack Obama, escolheu precisamente o Dia Internacional do Trabalhador para realizar uma visita surpresa ao Afeganistão, um dos países mais pobres do mundo, invadido e ultrajado por tropas norte-americanas e da Otan.

A mensagem do presidente dos EUA no 1º de Maio foi a apologia de uma guerra suja e criminosa, cujo saldo é estimado em cerca de 40 mil civis mortos e 3 milhões de refugiados. A viagem clandestina do presidente suscitou uma onda de indignação entre os afegãos e uma série de atentados comandados pelos talibãs, que resultaram em pelo menos sete mortos e 17 feridos em Cabul no dia seguinte (2). Lá se vão mais de 10 anos de uma guerra, iniciada em outubro de 2001, cuja perspectiva mais do que provável, senão única, é a derrota do imperialismo, tal como aconteceu no Vietnã e no Iraque.

Obama disse que “o saldo da guerra tem sido bom para as duas nações”. O fato, emblemático, indica que a guerra é o desaguadouro natural das contradições inerentes à ordem mundial capitalista e imperialista, conforme já sugeria Lênin.

Nacionalização na Bolívia

Na Bolívia, o destaque do dia foi o anúncio da expropriação e nacionalização de mais uma multinacional. As ações da Rede Elétrica Espanhola na Transportadora de Eletricidade (TDE), privatizada em 1997, foram resgatadas pelo presidente Evo Morales. A empresa possui 2.772 quilômetros de linhas de transmissão de energia, o equivalente a 73% do total de linhas do país. 99,94% de seu capital estavam nas mãos da empresa espanhola, que adquiriu o controle em 2002, e 0,06% pertencia aos seus trabalhadores.

"Esta empresa antes era nossa e agora estamos nacionalizando", afirmou Morales, reiterando que o governo está apenas recuperando a posse de empresas estratégicas. As razões do gesto não diferem das que foram apresentadas por Cristina Kirchner, presidente da Argentina, para justificar a nacionalização da petrolífera YPF: falta de investimentos. Pressionadas pela crise do capitalismo europeu, as empresas espanholas remetem o grosso dos seus lucros para fora, numa sangria de mão única. Não dão a mínima para as necessidades de investimento e desenvolvimento dos países.

A atitude corajosa e soberana do presidente boliviano - vilipendiada pela mídia capitalista, que sacraliza a propriedade privada - ilustra o novo cenário político vivido por muitas nações da América Latina após a eleição de líderes revolucionários e progressistas, desde a vitória de Hugo Chávez na Venezuela, em 1998. Com amplo respaldo popular, as nações da região estão abrindo caminho para o desenvolvimento independente e integrado da região. Enfrentam a oposição velada ou ostensiva das potências europeias e dos EUA, falsos paladinos da democracia e dos direitos humanos, que não se cansam de estimular iniciativas golpistas como as verificadas na Venezuela (2002), Bolívia (2008), Paraguai (2008), Honduras (2009) e Equador (2010).

Europa
Na Europa, em recessão, o 1º de Maio foi um dia de protestos generalizados contra a política de arrocho fiscal e desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social comandada pela já famosa troika, o FMI, o Banco Central Europeu e a cúpula da União Europeia. França, Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal e Grécia, entre outros, foram palcos de greves, passeatas e grandes manifestações. Na Alemanha, que vive uma situação um pouco mais confortável, registraram-se violentos confrontos entre os manifestantes e a polícia.

Hoje sob a batuta do FMI, o decadente capitalismo europeu está agonizando. A taxa média de desemprego na UE subiu a 10,9% em março. Na Espanha, é de 24,1%, chegando a 50% entre os jovens. Uma calamidade que se abate também sobre a Grécia, com 21,7% da população economicamente ativa desocupada em janeiro, cinco anos de recessão e retrocesso social sem precedentes. O euro se transformou numa camisa de força para os povos da região.

A crise que perturba a economia alimenta o descontentamento popular, contamina o ambiente político e conduz o sistema, e a moeda comum, a uma encruzilhada histórica. A provável derrota de Sarkozy no segundo turno das eleições presidenciais da França pode ser mais uma pedra no caminho do projeto neoliberal de União Europeia. O atual presidente é o parceiro número 1 de Ângela Merkel e seu opositor, François Hollande, informou que pretende renegociar o draconiano pacto fiscal europeu, que a chanceler alemã, em resposta, reiterou ser “inegociável”.

A Grécia terá eleições no próximo domingo (6) e as pesquisas sinalizam avanço do Partido Comunista e outras forças de oposição. Ewald Nowtny, conselheiro do BCE, mostrou que o sistema financeiro está com os nervos à flor da pele: “Vejo riscos, não tenho certeza de que seja eleita uma maioria que prossiga com o atual programa econômico”.

O pano de fundo desses acontecimentos é a crise do mundial do capitalismo, que completa cinco anos sem perspectivas de soluções à vista e converge com o esgotamento da ordem imperialista remanescente dos acordos de Bretton Woods. A mensagem do 1º de Maio é clara: o mundo rejeita o neoliberalismo e reclama mudanças.
Umberto Martins é jornalista e assessor da CTB

Vídeo do 1º de Maio Unificado das Centrais Sindicais em São Paulo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sagaz, da Nação Hip-Hop Brasil, canta sobre o 1º de maio na Plenária da Juventude da CTB e fotos





dsc06139No último sábado (24) foi realizada em Vitória/ES a Plenária de Juventude da CTB. Articulada em conjunto à Nação Hip Hop Brasil, a atividade se deu no bojo do processo das conferencias de políticas públicas de juventude (PPJ), constituindo, portanto, uma Conferência Livre, cujo relatório será finalizado e apresentado a Comissão Organizadora Nacional até o dia 30/09, prazo para que as resoluções aprovadas sejam inseridas no relatório nacional.
A atividade, ocorrida no Sindicato dos Professores (Sinpro-ES), contou com a presença do Titular das Juventudes Trabalhadoras Urbanas no Conselho Nacional de Juventude - CONJUVE e Secretário Nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius, além de outras lideranças, dentre elas, Anderson Falcão, Coordenador Estadual das Conferencias de Juventude e Josué King, Vice-Presidente Estadual da CTB, além de Pandora Luz, Vice-Presidente Nacional da Nação Hip Hop Brasil.
Durante a atividade foram apresentados vídeos e apresentações referentes às organizações e temáticas juvenis, dentre elas o Pronatec, programa do governo federal que poderá contribuir sobremaneira para a inclusão dos jovens capixabas, articulada a um projeto de desenvolvimento estadual. Também houve apresentação musical do trabalhador artista, Edson Sagaz, e sorteio de livros.
O ponto alto da atividade foi a apresentação e debate das resoluções referentes às políticas públicas para a juventude trabalhadora capixaba, além daquelas referentes à organização da própria CTB-ES junto aos jovens. O debate foi muito rico e houve grande participação dos presentes, demonstrando compromisso com a construção da frente de juventude desta central, importante instrumento de luta por transformações sociais. As falas também ressaltaram a necessidade de interação com movimentos de base popular, como os organizados em bairros e escolas, além da articulação institucional, a exemplo da reunião com o Deputado Estadual Roberto Carlos, ocorrida no dia anterior (foto).
Outro importante encaminhamento da plenária foi à eleição do Coletivo Estadual de Juventude da CTB-ES, aprovado por unanimidade. O Secretário Nacional Paulo Vinícius conduziu o processo e relatou o esforço que vem sendo empreendido pelo Coletivo Nacional de Juventude, no sentido de estruturar a frente através de coletivos estaduais. Também informou que está sendo elaborada uma revista temática, que deve ficar pronta até a Conferência Nacional, e também confirmou a Plenária Nacional de Juventude da CTB, que será realizada logo após, nos dias 12 e 13 de dezembro, em Brasília-DF.
Marcelo Brandão, Secretário de Juventude Trabalhadora da CTB-ES.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Realizado com êxito o Primeiro de Maio Unificado em Brasília



Cerca de 2000 pessoas participaram do ato unificado das Centrais Sindicais (Força, CTB, UGT, CGTB e NCST) no Distrito federal, inédito pelo número de entidades e por ter se realizado na Cidade estrutural, uma das áreas mais carentes de políticas públicas, marcada pela luta pela moradia e pela falta de equipamentos públicos a serviço da população.

O evento também inovou por se realizar através de parceria da Secretaria do Trabalho do GDF com as Centrais Sindicais. Depois de longa hegemonia de governos conservadores e da crise sem precedentes sob o governo Arruda, as centrais sindicais tem uma rara situação de diálogo próximo, que só foi possível com o governo Agnelo.

O evento começou às 9h da manhã com a inauguração de uma Agência do Trabalhador, um importante equipamento público para a população da Vila Estrutural. Com uma população de 45 mil habitantes, a taxa de desemprego na cidade é de 17,02%, bem acima da média do DF, que é de 13,4%. A renda das famílias varia de um a três salários mínimos mensais e a maior parte dos moradores tem empregos informais ou são autônomos. Em duas horas de funcionamento, a agência atendeu 70 pessoas e assinou a carteira de 16 trabalhadores, além de colocar 23 pessoas em vagas de trabalho anunciadas.

As falas das cinco centrais sindicais e de representantes do governo e parlamentares ocorreram em meio a apresentações de artistas locais, e se pronunciaram na atividade o Deputado federal Policarpo (PT-DF), o Secretário do Trabalho Glauco Rojas, a administradora da Estrutural Socorro e do Administrador do Parque da Cidade, Paulo Dubois, entre outros. 

Como bandeiras unificadoras, chamaram atenção a luta pelo fim do Fator Previdenciário e a luta pela Redução da Jornada de Trabalho com 40 horas semanais, como ocorreu em boa parte do país. A perspectiva aberta é de estreitamento da relação entre as centrais sindicais na busca de consolidar o fórum das centrais também no Distrito Federal.

sábado, 30 de abril de 2011

CTB, Força, CGTB, Nova Central e UGT realizam ato unificado do DF domingo às 9h00 na Cidade Estrutural


O Dia Internacional dos Trabalhadores de 2011 será marcante, com a unificação de atos massivos por todo o país, coordenados pela unificação entre CTB, Força, UGT, CGTB e Nova Central, que haverá em São Paulo e na maioria das capitais.

A unidade das centrais é fato recente e mostra maior solidariedade em torno de pautas comuns, como as 40 Horas Semanais e o fim do Fator Previdenciário. Também em Brasília esse movimento ocorre. As centrais estiveram juntas no Fora Arruda, na II Conferência da Classe Trabalhadora e tentam estruturar um fórum na capital do país. Daí vem a construção conjunta do primeiro de Maio.


PARCERIA COM GDF EXPRESSA A REALIDADE POLÍTICA DO DF E É SINALIZAÇÃO DO EXECUTIVO
O colapso do governo corrupto de Arruda (DEM), resultou na eleição de Agnelo Queiroz, que enfrenta um grande desafio. Herdou um quadro de catástrofe na administração pública. E a equação da governabilidade não é menos difícil. A frente que apoia Agnelo é amplíssima. A crise do bloco conservador o dividiu e Agnelo ganhou com feições de governo de reconstrução e composição heterogênea.

Os trabalhadores e o povo devem influenciar nesse cenário de mudanças. A CTB apoiou o movimento de diálogo que possibilitou realizar um ato conjunto com o governo. As Centrais serem tratadas como interlocutoras dos trabalhadores é um avanço democrático que lhes permite pautar as políticas públicas, devendo manter sua independência, inclusive para criticar quando preciso.

O ATO SERÁ NA ESTRUTURAL
A inauguração de uma Agência do Trabalhador na Cidade Estrutural, uma das populações mais carentes do DF, é a contribuição do governo ao ato, em que as Centrais Sindicais e o governador estarão no mesmo palco a partir das 9h00. Em seguida seguirá a dinâmica própria do Dia Internacional dos Trabalhadores.

A CTB-DF CONVIDA
A CTB-DF convida os trabalhadores e trabalhadoras a participar dessa importante atividade, para reencontrar os amigos e participar da festa da classe trabalhadora.


A saída será às 7h30 em transporte fornecido pela central que sairá das próximidades do Hotel Nacional nesse domingo às 7h30.

Informações:
Cláudio Avelar - 9297 2591
Paulo Vinícius - 9339 0961
Wilma - 9339 1058

quarta-feira, 27 de abril de 2011

1º de Maio



Cinco centrais sindicais (CTB, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB) realizarão atos unificados de 1º de maio em todo o país. A base da unidade é a "Agenda da Classe Trabalhadora", documento aprovado na Conferência da Classe Trabalhadora realizada em junho do ano passado.
Unidade programática e de ação é o caminho necessário para que os trabalhadores sejam protagonistas na luta pela afirmação do projeto nacional de desenvolvimento com valorização da força de trabalho. Por uma controvertida opção política, a CUT resolveu se afastar do Fórum das Centrais e realizar um ato próprio.
Embora seja legítima a pretensão de cada central buscar a hegemonia do movimento sindical, não é razoável que esse objetivo se sobreponha aos interesses maiores dos trabalhadores. A recomposição do Fórum das Centrais, por isso mesmo, é importante e não pode ser subestimada.
O Fórum das Centrais Sindicais pode e deve, além das lutas unitárias estritamente sindicais, dialogar e promover ações conjuntas com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). A CMS inclui, além de algumas centrais, entidades como a UNE, MST e entidades feministas, comunitárias, antirracistas, etc.
Dirigentes da CUT dizem que na atual conjunta irão priorizar a CMS. O problema é que essa nova orientação vem acompanhada do afastamento das jornadas de lutas com as outras centrais sindicais. Não se sabe ao certo as razões desse posicionamento da CUT.


Em algumas atividades já em curso (luta contra os juros altos, 1º de maio unificado e fórum das mulheres) a CUT não tem participado, dando mostras práticas de que pretende iniciar a temporada de carreira solo. Esse caminho equivocado prejudica a luta dos trabalhadores e certamente não ajudará a CUT.

Com o Fórum das Centrais e a CMS divididos, a unidade do movimento sindical e popular está em cheque. Com o governo Dilma em sua fase inicial, essa divisão favorece os setores que, dentro ou fora do governo, se colocam contra as propostas desenvolvimentistas.

Reverter essa situação é uma tarefa inadiável das lideranças lúcidas dos trabalhadores e do povo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Grécia e o FMI, um roteiro de terror contra o povo

www.vermelho.org.br
Editorial

03 de Maio de 2010 - 15h55 O Brasil viveu, no passado recente, pilhagem semelhante à que ameaça o povo grego como condição para o megaempréstimo internacional cujo objetivo é salvar os banqueiros que fizeram empréstimos especulativos para a Grécia e agora, à beira do precipício, tentam jogar o custo da crise sobre os ombros dos trabalhadores e do povo.

O pacote negociado pelo governo grego prevê um conjunto de más notícias aos trabalhadores para acertar o acesso a uma montanha de recursos que praticamente nem chegarão a sair dos cofres das entidades empr
estadoras pois serão empregados para liquidar parcelas da dívida externa grega (parte das quais vencem no próximo dia 19). E que o povo grego terá que pagar com um arrocho inaudito nos próximos três anos, permitindo ao governo "reequilibrar" as finanças do país.

O Brasil viveu situação semelhante na crise da divida nos anos 1980 e em 1998. Nesta última, sob Fernando Henrique Cardoso, o país quebrou e o governo tucano acertou um
empréstimo de 40 bilhões de dólares com o FMI com objetivo semelhante: garantir o pagamento dos juros aos banqueiros internacionais. Da mesma forma, aquele dinheiro nem chegou a sair dos cofres dos bancos, mas ficou por lá como garantia de que o país pagaria suas contas. E o peso daquele empréstimo caiu duramente sobre os ombros dos trabalhadores e do povo: para satisfazer a voracidade dos banqueiros, FHC se comprometeu a gerar superávits primários que sabotaram a capacidade de investimento do Estado, a adotar metas draconianas de inflação (comprometendo o desenvolvimento nacional), a aumentar o tempo de trabalho para a aposentadoria e reduzir os valores das pensões, a arrochar os salários e reduzir o número de funcionários públicos. O resultado foi um enorme empobrecimento dos brasileiros e o agravamento da estagnação econômica.

Esse mesmo filme de terror está sendo exibido em Atenas e nas demais cidades gregas. O FMI, a União Européia e os banqueiros europeus (particularmente os alemães, principais credores da dívida externa grega) impõem um receituário semelhante: aumento dos impostos, redução do déficit orçamentário grego de 13,6% para 3% até 2014, flexibilização das leis trabalhistas facilitando as demissões de trabalhadores, aumento da idade média para aposentadoria de 53 para 67 anos, redução dos valores das pensões, que passarão a serem calculadas com base na méd
ia dos salários ao longo da carreira e não mais o último vencimento recebido pelo trabalhador. Além disso, o congelamento dos salários dos funcionários públicos, que vigora este ano, será estendido até 2014 e haverá cortes no 13º dos trabalhadores.

Desde o final do ano passado, quando a crise grega eclodiu, os trabalhadores resistem contra a ofensiva patronal e dos banqueiros e se recusam a pagar pela crise. Nos últimos dias, a resistência cresceu e as manifestações se espalham por todo o país, pontilhado de confrontos com a polícia. Os sindicatos e partidos da esquerda (o Partido Comunista Grego entre eles) marcaram uma grande greve para o próximo dia 5. A previsão de sucesso da manifestação está baseada no dado divulgado pelas agências de pesquisa: mais de 50% dos gregos apoiam as manifestações e os protestos e não aceitam o alto custo da cobrança por uma crise econômica que não criaram mas que decorre de negócios escusos entre o governo e os banqueiros internacionais.

Quando a crise mundial eclodiu, em 2008, muita gente viu nela a submersão das doutrinas neoliberais e das práticas lesivas aos povos e aos trabalhadores promovidas p
or governos conservadores e banqueiros gananciosos. Mas o neoliberalismo não estava vencido e, passado o momento crítico, voltou aos mesmos truques para garantir lucros fáceis e espoliativos, como revelam as notícias ligadas à grave situação de países como a Grécia e, também, ligadas a negócios obscuros e fraudulentos promovidos por corretoras financeiras como a Goldman Sachs, de Nova York. A batalha contra o neoliberalismo e o vampiresco rentismo financeiro internacional prossegue. Uma de suas etapas está sendo vivida pela resistência popular nas ruas das cidades gregas.


Conheça as páginas do

Partido Comunista da Grécia (inglês) - KKE

e em Português

e da

Juventude Comunista da Grécia - KNE
(Inglês)


Leia Meu Artigo sobre

O 9º Congresso da Juventude Comunista da Grecia

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