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terça-feira, 30 de outubro de 2018

CTB, CUT e Força Sindical: Unidade em defesa do direito do trabalhador


Após a vitória de Jair Bolsonaro para a presidência da República neste domingo (28), três centrais sindicais afirmaram após a apuração que a unidade dos trabalhadores é o caminho para evitar mais retirada de direitos trabalhistas e sociais. Previdência Social e soberania nacional também foram temas mencionados em notas e declarações de dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Força Sindical.

Por Railídia Carvalho
   
Privatizações e retomada da reforma da Previdência estão no programa do novo presidente. Para a CTB, a perspectiva é de mais retrocesso e a luta contra a entrega do patrimônio pública precisa ocupar as ruas e o Congresso Nacional.

"O caminho da classe trabalhadora e seus representantes é o da resistência enérgica contra a nova onda de retrocessos anunciada pelo resultado final do pleito. Urge formar uma ampla frente democrática e popular em defesa da democracia, dos interesses sociais e da soberania nacional. A luta continua", afirmou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

A direção da Força Sindical se reuniu nesta segunda-feira (29) e divulgou nota assinada pelo presidente interino Miguel Torres. A central reafirmou a defesa da democracia e reivindicou que o novo presidente respeite os direitos trabalhistas, previdenciários direitos individuais e assegure a liberdade de imprensa. Segundo a Força, o novo presidente e a oposição que se consolida devem falar para todos os brasileiros.

“a Força Sindical vai cumprir seu papel histórico e institucional: vai representar os trabalhadores e sua luta por emprego decente, por uma aposentadoria justa, pela retomada do crescimento e em defesa do patrimônio nacional. Reafirmamos a necessidade da unidade de ação das centrais sindicais, buscando fortalecer o diálogo com as forças institucionais constituídas na construção de um País mais justo e igualitário”.

Na opinião da CUT, Jair Bolsonaro vai aprofundar a agenda neoliberal em curso desde o golpe que levou Michel Temer à presidência e derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff. Segundo a entidade, o Brasil viverá o agravamento do desemprego, arrocho salarial e aumento do custo de vida além da retomada da reforça da Previdência, retirada de direitos e privatizações das empresas públicas.

“Além disso, vai tentar perseguir e reprimir o movimento sindical, os movimentos sociais, bem como os setores democráticos e populares em geral.Temos um enorme desafio pela frente. É hora de unidade das forças democrático-populares para resistir. A CUT dará continuidade a sua trajetória de luta e conclama suas bases a continuarem mobilizadas e a resistirem a qualquer ataque contra os direitos e a democracia”, diz a nota assinada pelo presidente da entidade Vagner Freitas.

Leia também:
Dirigentes sindicais afirmam que momento exige amplitude democrática


Do Portal Vermelho com agências

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas - Portal CTB

Grande marcha a Brasília: centrais sindicais se reúnem em São Paulo e aprovam agenda de lutas 
O Fórum das Centrais Sindicais se reuniu nesta quinta-feira (4), na sede da CUT, em São Paulo, para realizar um balanço da greve geral, no dia 28 de abril, e dos atos do 1º de maio, na última segunda-feira. Além disso, o encontro irá aprovar uma nova agenda de manifestações.
#OcupaBrasília: Mobilizar a classe trabalhadora e barrar os ataques aos direitos
O presidente da CTB, Adilson Araújo, defendeu força total na mobilização dos trabalhadores, com visitas às bases, e sugeriu que seja realizada uma nova plenária nacional da classe trabalhadora, já que o momento e a conjuntura têm criado uma demanda muito grande por mais diálogo e informações.
A CTB estava representada também pelo vice-presidente Nivaldo Santana, o secretário-geral Wagner Gomes, o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves, e pelo secretário-geral da CTB-SP, Paulinho Nobre.
A agenda proposta pelo fórum das centrais sindicais prevê atos em Brasília e no país nas próximas duas semanas e uma grande marcha rumo ao Congresso Nacional. Confira:

Semana de 8 a 12 de maio: coletivo de dirigentes preparado e qualificado (presidentes de sindicatos e centrais) para estar em Brasília conversando com os senadores e os deputados, ações nos aeroportos e nas bases eleitorais dos parlamentares nos estados.

Semana de 15 a 19 de maio: realização de uma grande marcha das centrais, em Brasília (data a ser definida). Uma nova greve geral poderá ser convocada.
Portal CTB com informações de Joanne Mota

terça-feira, 28 de março de 2017

Unidade, Greve Geral e ação no Congresso para derrotar as contrarreformas e a precarização - Paulo Vinícius Silva

As centrais sindicais (CTB, UGT, Força Sindical, Nova Central, CSB e CONLUTAS) reuniram-se hoje (28/03) com o Presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE) para discutir a tramitação do PLS 30/2015, anteriormente 4330/2004, que trata da terceirização.
Fotos: Júlio Fernandes

Embora contenha pontos negativos (permite terceirização na atividade fim, por exemplo), o Projeto foi objeto de debate na Câmara, no Senado, e em audiências públicas. Já o PL 4302/1998 é fruto de uma manobra parlamentar do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM – RJ). A mando de Temer, ele recuperou um projeto caquético de terceirização ilimitada enviado pelo governo FHC (PL 4302/1998), aprovado na última quarta-feira, 22/03, sem qualquer debate, favorecendo a quarteirização, as empresas laranja e sua expansão para o campo e a cidade, além de liberar geral as empresas intermediadoras de serviços temporários e o trabalho temporário, que pode ser ampliado para até 270 dias, ou mais, se constar em convenção coletiva. Diante da aprovação pela Câmara, em última votação, os trabalhadores e trabalhadores tem diante de si apenas a disposição do presidente ilegítimo e sem votos, Michel Temer, para rasgar a CLT e seus direitos.
Esse foi o panorama difícil e tenso da reunião com o Presidente do Congresso Nacional, em que a CTB foi representada pelos dirigentes João Paulo, Mário Teixeira e Paulo Vinícius que, ao lado das centrais solicitaram a continuidade do debate e deliberação do PLC 30/2015 no Senado, com relatoria do Senador Paulo Paim (PT-RS), elaborado em Comissão Especial, criada pelo Senador Renan Calheiros - na Presidência do Senado - e extinta em dezembro 2016, com o fim da sessão legislativa. No diálogo com o Senador Eunício, as centrais obtiveram o compromisso de que o presidente renovará a Comissão Especial, com seus membros e o próprio relatório Paim, para que o mesmo possa ser apresentado às comissões mínimas necessárias (dentre as quais a CCJ) e, a partir de seu parecer, ser submetido a debate e modificações no Senado.
Essa decisão, prerrogativa do Presidente do Senado, repõe a disputa política em torno da terceirização. A luta continua, mas a batalha será dura e complexa, demandando dos trabalhadores e trabalhadoras unidade, mobilização de rua e ação na Câmara e no Senado. O ilegítimo Temer tem em mãos um projeto decrépito e selvagem, que escancara a terceirização. A crise social de sua aplicação enfrentará grande resistência dos trabalhadores e terá repercussões extremamente negativas para todos os que sofrerem, mas também não esquecerão os políticos que favoreceram sua aprovação.
Por outro lado, a tramitação do relatório Paim no Senado poderá assegurar a manutenção das conquistas na sua redação e o enfrentamento de itens negativos, a fim de regulamentar a terceirização sem destruir a CLT e assegurando os direitos aos trabalhadores terceirizados. Modificado, necessitaremos ainda que, passando novamente pela Câmara, defendamos os itens favoráveis aos trabalhadores e pressionar pela sua sanção.
Teremos, portanto, de um lado, o retrocesso social e a insegurança jurídica causada pelo governo golpista e seu acordo com a Câmara. De outro, o crescimento da pressão e das mobilizações contra a Terceirização sem Direitos e as contrarreformas Trabalhista e da Previdência, no caminho da Greve Geral, no dia 28/04. Mais do que nunca, exige-se da luta dos trabalhadores a sua politização, para confrontar o sistema político, representado por deputados e senadores que ignoram a população. Será preciso multidões nas ruas e deixar claro a cada Senador(a) e Deputado(a) que a classe trabalhadora não esquecerá sua traição aos eleitores. Esse aprendizado da população é decisivo para a renovação da política e do parlamento, para projetar lideranças legítimas, populares, que possam sustentar as mudanças interrompidas pelo Golpe.
Fotos: Júlio Fernandes

Se o Senado acerta na continuidade do debate democrático que ocorria e na manutenção do Senador Paim como relator da matéria, isso não nos autoriza a comemorar, mas sim a intensificar a pressão na rua e no parlamento contra Terceirização sem Direitos, o fim da aposentadoria e da Previdência e a reforma contra a classe trabalhadora. É preciso que cada sindicato, a população, os movimentos sociais carimbem em cada deputado e senador traidor a marca do repúdio popular. Por outro lado, há uma chance para que não sejam os algozes da classe trabalhadora. A luta continua, vamos com toda a garra construir a Greve Geral em 28/04!

Paulo Vinícius Silva é Sociólogo e Bancário, da CTB Nacional e do DF e diretor de Política Sindical do Sindicato dos Bancários de Brasília

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