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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Podcast Coletivizando 2 - Quinta, 28/5, às 14h30, com Dra Tais Matos #FimdaEscala6x1 e as mulheres

🎙️ PODCAST COLETIVIZANDO 🎙️
🗓️ Nesta quinta-feira, 28/05, às 14h30

Prepare-se para mais um episódio com debate político de qualidade, informação de utilidade pública e muita cultura!

🗣️ 1. PAPO POLÍTICO
🔹 Tema: #FimdaEscala6x1 e a vida das Mulheres
🔹 Convidada: Dra. Taís Matos

📌 2. CUIDA
🔹 Destaque: ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio (inscrições abertas!)

🎵 3. CANTA, MINHA GENTE
🔹 Música: Sueño con serpientes (de Silvio Rodríguez - Cuba)
🔹 Apresentação: Paulo Vinícius da Silva

https://youtu.be/h9fn6beyZ58 Neste episódio, recebemos a Dra. Taís Matos para um debate sobre o fim da escala 6x1 e os impactos diretos na vida das mulheres. Também abordamos a democratização do ensino superior através do ENEM e a obra do músico cubano Silvio Rodríguez.


Capítulos:

00:00 - Introdução e Boas-vindas à Dra. Taís Matos

01:36 - Trajetória da Dra. Taís Matos e Formação em Cuba

04:51 - Intensificação da luta pelo Fim da Escala 6x1

06:08 - Relatório do Deputado Léo Prates e Regras de Transição

10:46 - Impactos da escala 6x1 na vida das mulheres

14:13 - A necessidade de compartilhamento das tarefas domésticas

19:35 - Tecnologia, redes sociais e a violência contra a mulher

22:07 - Conceito de feminismo emancipacionista

30:51 - Mensagem sobre a importância da luta e fim da escala 6x1

35:30 - Discurso do deputado Inácio Arruda sobre a jornada de trabalho

38:58 - História e evolução do ENEM

44:27 - O papel do ENEM e do SISU na democratização do ensino superior

50:09 - Expansão das instituições públicas de ensino superior

59:47 - Informações sobre as inscrições e provas do ENEM 2026

01:10:05 - A obra do músico cubano Silvio Rodríguez e a Nova Trova

01:13:52 - Solidariedade internacional e a campanha por Cuba

01:23:59 - Análise da música "Sonho com Serpentes"

01:43:04 - Encerramento e considerações finais





Apoio: CTB Bancários, Metamorfose Comunicação e Blog Coletivizando.
Não perca! Compartilhe com os amigos e participe com a gente! ✊🏽🔥

#Brasil #Cuba #Solidaridad #ENEM 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Painéis Solares Para Cuba! Amor com amor se paga. DOE PELO PIX!

ENERGIA PARA CUBA

O Blog Coletivizando se soma à campanha mundial de solidariedade a Cuba. 
O amor entre Brasil e Cuba é  antigo, e só Cuba enviou milhares de médicos para nossa pátria, para periferias e o interior, para cuidar com amor e ciência da nossa gente mais sofrida, como anjos do SUS.
Nessa hora sinistra da humanidade,  apoiemos Cuba e exijamos que a CELAC e o Brasil rompem o bloqueio a Cuba.
Peço que você ajude na doação em PIX para placas solares para Cuba, a ação emergencial necessária!

Veja como foi a 
 PLENÁRIA DE SOLIDARIEDADE COM CUBA! → PELA SOBERANIA DOS POVOS, PESSOAS, MOVIMENTOS, ENTIDADES E ORGANIZAÇÕES SOCIAIS – no dia 18/03/26 na ADUFC.
Vc tbm pode apoiar → 
Painéis Solares Fotovoltaicos: Pix para Câmara Empresarial Brasil Cuba 
PIX 34.131.511/0001-64

https://www.instagram.com/p/DWEoFhdESSh/
→ #CubaNoEstáSola🇨🇺🫱🏽‍🫲🏾🇧🇷
#NoAlBloqueo
#CubaSalvaVidas

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil! - Paulo Vinícius da Silva

 

Essa bandeira sempre foi nossa!


"Não temais ímpias falanges

  que apresentam face hostil.

Vossos peitos, vossos braços

são muralhas do Brasil!"

Hino da independência do Brasil, Evaristo da Veiga (letra), D. Pedro I (melodia)


O dinamitar da ordem mundial pactuada ao fim da Segunda Guerra segue a desafiar nosso entendimento, sob a batuta de Donald Trump, abusador, delinquente, chantagista, sequestrador e perigoso detentor de arsenal nuclear capaz de acabar com o mundo inúmeras vezes. A ordem multipolar não significa propriamente "ordem", a guerra é a realidade da época. O que não se sabe é se evoluirá para uma confrontação geral e nuclear ou se haverá um acordo amplíssimo, a exemplo do proposto pelo Presidente da China Xi Jinping em seu discurso no Fórum Econômico de Davos em 25/01/2021, "Que o multilateralismo ilumine o caminho da humanidade". Sim, como alertáva-nos Fidel, o futuro da espécie humana está em risco. São tantos os fatores destrutivos a ameaçar-nos que não é fácil manter uma atitude esperançosa. Contudo, é a própria decadência do imperialismo estadunidense a medida dos seus limites, de seu desespero e das possibilidades de termos mudanças, inclusive nos EUA, que apontem outro caminho que não a mútua destruição assegurada.

Recordo-me da expressão de João Amazonas sobre o século XXI, que seria no princípio mais trevas do que luz, e que somando-se as luzes que surgiriam aqui e ali, poderíamos viver um período de grandes esperanças, que é a própria perspectiva socialista, a conciliação da vida do ser humano com o planeta Terra, em busca da harmonia, ou ao menos da sobrevivência do gênero humano e do ecossistema tão maltratado. Mas é preciso defender tão pouca luz diante de tanta treva, e nisso nos estimulam os exemplos de Lula, mas também de Nicolás Maduro, com sua tranquilidade de esfinge mesmo sequestrado pelo imperialimo, como experiente motorista de ônibus que é, sangue frio, que mostra como há que se desviar dos problemas, não apenas confrontá-los. Não está morto quem peleia.

O "novo normal" de Trump é inaceitável, e visa a alargar os limites de ação do imperialismo estadunidense, tem natureza didática e exemplar. Com as big techs a seu serviço, suas ações violadoras da soberania das nações se somam ao que o Partido Democratas fez com a sua hipocrisia, com a Guerra ao Terror e a defesa do "feminismo" e da "democracia" que chega com as tropas estadunidenses. Trump testa os limites e arma seus instrumentos no interior das nações. 

Lula mais uma vez foi campeão na leitura do sentimento do povo e dos perigos que enfrentamos. Ao zombar do Bananinha com a célebre mofa "Ô Trampi, defende meu pai!", armou o povo brasileiro para a defesa da soberania. Mas, seja no Brasil, no Irã, na Venezuela, em Cuba, o exemplo foi dado, e vemos como a denúncia desses traidores das nações em que vivem é decisiva para afirmar as frentes amplas que isolem o inimigo principal, que é o imperialismo estadunidense, o fascismo, e que possui como ponta de lança as Big techs e o rentismo parasitário. 

Esse bloco histórico do 1% que quer lucrar com o fim do mundo precisa ser isolado, e os cordões que Trump puxa são exatamente aqueles que em cada país, clamam: "ô Trampi", "defende a Venezuela", "bombardeia a Baía de Guanabara", "defende a democracia e as mulheres no Irã", promovendo a traição nacional descarada como posição política legítima - que não é. Assim como a extrema direita ganhou espaço no campo político, o "jalabolismo macunche" denunciado por Chávez, ou em tradução livre, o "babaovismo fuleragem" dos lambe-botas do imperialismo, inimigos de seu próprio povo, traidores, Silvérios dos Reis, que querem ter legitimidade para crimes de lesa-pátria, terrorismo, subversão armada contra a democracia, assassinatos e conspiração com potência estrangeira para nos impôr um neocolonialismo descarado. 

Tanto é falsa a polarização entre extrema-direita x esquerda, quanto é ilegítima a posição dos traidores da Nação. A extrema direita se opõe à democracia, e não apenas à esquerda. Por isso a Frente Ampla é incontornável, na defesa da democracia e da Nação Brasileira, ameaçadas. Crime de lesa-pátria não é posição política legítima. Pior, na Constituição de 1988 e no Brasil, são crimes de lesa-pátria os únicos que admitem a possibilidade de pena de morte, em caso de guerra, em conluio com potência estrangeira.

Então, abusador como é, alhures e aqui, Trump avança os limites para violar o que não deve ser admitido jamais, e encontra quem lhe dê guarida, aberta ou veladamente. É preciso desmascarar essa súcia, é preciso unir o povo, é preciso transcender do individualismo perverso e irracional, do medo e do ódio, para alcançar o sentimento de coletivo, fratria, pátria, que nos países subdesenvolvidos é inseparável da defesa do multilateralismo, da solidariedade, razão pela qual a luta pela soberania representa o proletariado, e não o ufanismo de direita. Essa é a diferença entre o nacionalismo de mentira de um Bolsonaro e a defesa do Brasil pelo Presidente Lula. A Nação é o Povo.

É preciso defender a soberania do Brasil e dos povos do mundo. Não podemos jamais atribuir ao imperialismo estadunidense a possibilidade de intervir em qualquer país, seja sob que pretexto for. E é preciso tomar lições sobre o eixo da defesa da soberania e da paz, diante de quem resiste ao imperialismo, assim como tirar lições do que pode acontecer com o Brasil, se ignorarmos os perigos diante de nós. A Líbia, o Haiti, a Palestina e a Síria nos demonstram o que se prepara para o Brasil. Ao mesmo tempo, vemos que é possível resistir.

Ao contrário do que muitos creram e divulgaram, o imperialismo não tem vida fácil em suas ações criminosas. Trump busca juntar a blitzkrieg - guerra relâmpago - e as mentiras dessa época, com o apoio dos "mercados" para dobrar as Nações. Propaga o pessimismo, o babaovismo, as mentiras e a ignorância, a impressão que não é possível resistir aos seus intentos de abuso, violação, que sequer se deve gritar, muito menos reagir, quando é precisamente do que se trata. Mas quebrou a cara três vezes.

Na Venezuela, longe de atemorizar, tocou os brios do povo que há tantos anos resiste ao bloqueio, à mentira e às agressões. No Irã, aproveitando-se das dificuldades que causa ao povo iraniano, não hesitou em infiltrar MOSSAD e a CIA, injetar dinheiro, promover o terrorismo e assassinar pessoas para derrubar a República Islâmica e devastar o país. E em Cuba, suas ameaças e bravatas não encontraram eco, pois a Revolução Cubana e seu líder, Díaz-Canel, há tempos tem sabido esclarecer ao seu povo do que se trata. É Pátria ou Morte.

Também o Brasil enfrenta esse desafio existencial. Também aqui se alimentam os traidores da Nação a cumprir o triste papel de conspirar contra nosso próprio povo. E querem ser aceitos como se fizessem política, como se não cometessem crimes, como os promovidos no 8/1/2023, entre atos terroristas, depredação de patrimônios nacionais, ações armadas, mentiras, conspirações e sabotagem da democracia em aliança com potência estrangeira. Eles mostram que não há limites, que têm lado. Não devemos ignorar, muito menos crer que os limites da nossa democracia mutilada são suficientes para os enfrentar. É preciso lançar pontes para a undade do povo.

Em todos esses países que conseguiram resistir até o momento ao acosso imperialista para destruir as suas nações, vemos que se impôs a vontade do povo nas ruas, aos milhões, mobilizado por frentes políticas e sociais firmemente entranhadas nos territórios e no coração das multidões. Não apenas um partido, ou o movimento sindical, ou os instrumentos da democracia burguesa, não apenas a representação. Há uma unidade superior que desarma mesmo a direita e a oposição, e arma de política as amplas massas populares, que passam a se ver como povo, como Nação. E são pautas civilizatórias aquelas que inserem a classe trabalhadora, mulheres, negros, a população LGBTQIAPN+ como legítimos filhos da Nação Brasileira, merecedores de direitos e deveres iguais. 

Diz-nos o nosso Hino da Independência o que Venezuela, Cuba e Irã fizeram na prática, vencendo tudo, impedindo a destruição e a entrega de suas nações aos canalhas traidores. O Brasil também o ensaiou, a despeito da desarticulação de que padece o campo popular. Nós também temos um líder - ainda. Nós também temos um povo. Mas precisaremos de uma sólida unidade entre as forças de esquerda para resisitirmos a tanto poder, tanta mentira, tanta violência. E ao defender nossa Nação, reelegendo o presidente Lula e mudando o Congresso, transcenderemos os interesses particulares, unindo as forças consequentes e necessárias na luta contra o imperialismo, em especial as forças populares, a frente popular. Assim contribuiremos para a paz, para o multilateralismo, para tempos de grandes esperanças. Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil.

sábado, 11 de dezembro de 2021

Che Guevara: O que deve ser o/a Jovem Comunista - Arquivo Marxista na Internet



MIA> Biblioteca> Ernesto “Che” Guevara > Novidades
Ser um jovem comunista
Ernesto “Che” Guevara
20 de outubro de 1962

Primeira edição: Conferência pronunciada na Unión de Jóvenes Comunistas em 20 de Outubro de 1962. Publicado pela primeira vez em: Verde Olivo, ano 3, nº 43, 28 de Outubro de 1962, Havana, Cuba

Fonte: Que Cem Flores Desabrochem! Que Cem Escolas Rivalizem! - https://cemflores.org/2021/10/08/che-guevara-ser-um-jovem-comunista/

Tradução: A tradução foi realizada pelo Coletivo Cem Flores a partir da íntegra do discurso Ser un Joven Comunista, publicado no livro Che Guevara Presente. Una antología mínima, editado por María del Carmen Ariet Garcia e David Deutschmann pela Ocean Sur, em 2006, páginas 168-179.

HTML: Fernando Araújo.

Queridos companheiros:

Uma das tarefas mais gratificantes de um revolucionário é a de ir observando, no transcurso dos anos da Revolução, como se vão formando, decantando e fortalecendo as instituições que nasceram no início da Revolução; como se convertem em verdadeiras instituições com força, vigor e autoridade entre as massas, aquelas organizações que começaram em pequena escala com muitas dificuldades, com muitas indecisões e foram se transformando, mediante o trabalho diário e o contato com as massas, em pujantes representações do movimento revolucionário de hoje.

A União de Jovens Comunistas tem quase os mesmos anos da nossa Revolução, através dos distintos nomes que já teve, através das distintas formas de organização. No princípio foi uma emanação do Exército Rebelde. Daí, talvez, tenha surgido também seu nome. Era uma organização ligada ao exército para iniciar a juventude cubana nas tarefas de massas da defesa nacional, que era o problema mais urgente e o que precisava de uma solução mais rápida.

No antigo Departamento de Instrução do Exército Rebelde nasceram a Associação de Jovens Rebeldes (AJR) e as Milícias Nacionais Revolucionárias (MNR). Depois adquiriram vida própria: esta última, a de uma pujante formação do povo armado, representante do povo armado e com categoria própria, fundida com nosso exército nas tarefas de defesa. A outra, como uma organização destinada à superação política da juventude cubana.

Depois, quando a Revolução foi se consolidando e pudemos nos colocar as tarefas novas que se veem no horizonte, o companheiro Fidel sugeriu a mudança do nome desta organização. Uma mudança de nome que é toda uma expressão de princípios. A União de Jovens Comunistas está diretamente orientada para o futuro. Está vertebrada com vistas ao futuro luminoso da sociedade socialista, depois de atravessar o difícil caminho em que estamos agora da construção de uma nova sociedade, no caminho da consolidação total da ditadura de classe, expressa através da sociedade socialista, para chegar finalmente à sociedade sem classes, à sociedade perfeita, à sociedade que vocês serão encarregados de construir, de orientar e de dirigir no futuro.

Para isso, a União de Jovens Comunistas levanta seus símbolos, que são os símbolos de todo o povo de Cuba: o estudo, o trabalho e o fuzil.

E suas medalhas mostram dois dos mais altos expoentes da juventude cubana, ambos mortos tragicamente, sem poderem chegar a ver o resultado final desta luta em que todos estamos empenhados: Julio Antonio Mella e Camilo Cienfuegos.

Neste segundo aniversário, nesta hora de construção febril, de preparativos constantes para a defesa do país, de preparação técnica e tecnológica acelerada ao máximo, deve-se colocar sempre, e antes de tudo, o problema do que é e do que deve ser a União de Jovens Comunistas.

A União de Jovens Comunistas tem que se definir com uma só palavra: vanguarda. Vocês, companheiros, devem ser a vanguarda de todos os movimentos. Os primeiros a estarem dispostos para os sacrifícios que a Revolução demande, qualquer que seja a natureza desses sacrifícios. Os primeiros no trabalho. Os primeiros no estudo. Os primeiros na defesa do país.

E colocar-se esta tarefa não apenas como a expressão total da juventude de Cuba, não apenas como uma tarefa de grandes massas vertebradas em uma instituição, mas como as tarefas diárias de cada um dos integrantes da União de Jovens Comunistas. Para isso, é necessário colocar-se tarefas reais e concretas, tarefas de trabalho cotidiano que não podem admitir o menor desânimo.

A tarefa da organização deve estar constantemente unida a todo o trabalho que se desenvolva na União de Jovens Comunistas. A organização é a chave que permite fortalecer as iniciativas que surgem dos líderes da Revolução, as iniciativas colocadas em reiteradas oportunidades por nosso Primeiro-Ministro [Fidel Castro], e as iniciativas que surgem no seio da classe operária, que também devem se transformar em diretrizes precisas, em ideias precisas para ação subsequente.

Se não existe a organização, as ideias, depois do primeiro momento de impulso, vão perdendo eficácia, vão caindo na rotina, vão caindo no conformismo e acabam por ser simplesmente uma lembrança.

Faço esta advertência porque muitas vezes neste curto e, não obstante, tão rico período de nossa Revolução, muitas grandes iniciativas fracassaram, caíram no esquecimento pela falta do aparato organizativo necessário para poder sustentá-las e levá-las a bom termo.

Ao mesmo tempo, todos e cada um de vocês devem ter presente que ser jovem comunista, pertencer à União de Jovens Comunistas, não é uma graça que alguém lhes concede, nem é uma graça que vocês concedem ao Estado ou à Revolução. Pertencer à União de Jovens Comunistas deve ser a mais alta honra de um jovem da sociedade nova. Deve ser uma honra pela qual lutem a cada momento de sua existência. E, além disso, a honra de manter-se e manter no alto o nome individual dentro do grande nome da União de Jovens Comunistas. Deve ser um empenho constante também.

Desta forma avançaremos ainda mais rapidamente. Acostumando-nos a pensar como massa, a atuar com as iniciativas que nos oferece a grande iniciativa da massa operária e as iniciativas dos nossos dirigentes máximos; e, ao mesmo tempo, atuar sempre como indivíduos, permanentemente preocupados com nossos próprios atos, permanentemente preocupados que nossos atos não manchem nosso nome nem o nome da associação a que pertencemos.

Depois de dois anos podemos recapitular e observar quais foram os resultados desta tarefa. E há enormes conquistas na vida da União de Jovens Comunistas. Uma das mais importantes, das mais espetaculares, foi a da defesa.

Os jovens que primeiro – alguns deles – subiram os cinco picos do Turquino [montanha mais alta de Cuba, localizada na Sierra Maestra], os que se alistaram em uma série de organizações militares, todos os que empunharam o fuzil nos momentos de perigo estiveram prontos a defender a Revolução em cada um dos lugares onde se esperava a invasão ou a ação inimiga.

Aos jovens da Praia Girón lhes coube a altíssima honra de ali poder defender nossa Revolução, ali defender as instituições que criamos com sacrifício, as conquistas que todo o povo conseguiu em anos de luta; toda nossa Revolução foi defendida ali em 72 horas de luta.

A intenção do inimigo era criar uma cabeça de praia suficientemente forte, com um aeroporto dentro, que permitisse hostilizar todo nosso território, bombardeá-lo sem misericórdia, converter nossas fábricas em cinzas, reduzir a pó nossos meios de comunicação, arruinar nossa agricultura. Em uma palavra: semear o caos em nosso país. A ação decidida de nosso povo liquidou a intentona imperialista em apenas 72 horas.

Jovens que ainda eram crianças se cobriram de glória. Alguns estão aqui hoje como expoentes dessa juventude heroica, e de outros nos resta pelo menos seus nomes como recordação, como incentivo para novas batalhas, que terão que ser travadas, para novas atitudes heroicas frente ao ataque imperialista.

No momento em que a defesa do país era a tarefa mais importante, a juventude esteve presente. Hoje a defesa do país segue ocupando o primeiro lugar em nossos deveres. Mas não devemos esquecer que a palavra de ordem que guia os jovens comunistas está intimamente ligada entre si: não pode haver defesa do país somente no exercício das armas, prontas para a defesa, mas, além disso, devemos defender o país construindo-o com o nosso trabalho e preparando os novos quadros técnicos para acelerar seu desenvolvimento nos anos vindouros. Agora esta tarefa adquire uma enorme importância e está na mesma altura que a do exercício direto das armas.

Quando se colocaram problemas como estes a juventude disse presente mais uma vez. Os jovens brigadistas responderam ao chamado da Revolução, invadiram todos os cantos do país. E assim, em poucos meses e em uma batalha muito dura – na qual houve inclusive mártires da Revolução, mártires da educação – pudemos anunciar uma situação nova na América Latina: a de que Cuba era um território livre do analfabetismo na América.

O estudo, em todos os níveis, é também hoje uma tarefa da juventude. O estudo misturado com trabalho, como no caso dos jovens estudantes que estão colhendo café no [na província] Oriente, que utilizam suas férias para colher um grão tão importante em nosso país, para nosso comércio exterior, para nós, que consumimos uma grande quantidade de café todos os dias. Esta tarefa é similar à da alfabetização. É uma tarefa de sacrifício que se faz alegremente, reunindo-se os companheiros estudantes – mais uma vez – nas montanhas de nosso país para levar ali sua mensagem revolucionária.

São muito importantes essas tarefas porque nelas a União de Jovens Comunistas, os jovens comunistas não apenas dão. Recebem, e em alguns casos mais do que dão: adquirem experiências novas, uma nova experiência do contato humano, novas experiências de como vivem nossos camponeses, de como é o trabalho e a vida nos lugares mais distantes, de tudo o que é preciso fazer para elevar aquelas regiões ao mesmo nível dos lugares mais habitáveis do campo e das cidades. Adquirem experiência e maturidade revolucionárias.

Os companheiros que passam por aquelas tarefas de alfabetizar ou colher café, em contato direto com nosso povo, ajudando-o longe de seus lares, recebem – posso afirmá-lo – mais ainda do que dão, e o que dão é muito!

Esta é a forma de educação que melhor se ajusta a uma juventude que se prepara para o comunismo: a forma de educação na qual o trabalho perde a categoria de obsessão que tem no mundo capitalista e passa a ser um gratificante dever social, que se realiza com alegria, que se realiza ao som de cantos revolucionários, em meio à camaradagem mais fraternal, em meio a contatos humanos que dão vigor a uns e outros, e a todos elevam.

Além disso, a União de Jovens Comunistas avançou muito em sua organização. Daquele débil embrião que se formou como apêndice do Exército Rebelde, até esta organização de hoje, há uma grande diferença. Por todas as partes, em todos os centros de trabalho, em todos os organismos administrativos, em todos os lugares onde possam exercer sua ação, ali há jovens comunistas e ali estão trabalhando para a Revolução.

O avanço organizativo deve também ser considerado também como uma conquista importante da União de Jovens Comunistas.

Contudo, companheiros, neste difícil caminho houve muitos problemas, têm havido grandes dificuldades, têm havido erros grosseiros, e nem sempre temos podido superá-los. É evidente que a União de Jovens Comunistas, como organismo inferior, como irmão menor das Organizações Revolucionárias Integradas, tem que beber aí das experiências dos companheiros que mais têm trabalhado em todas as tarefas revolucionárias, e deve escutar sempre – com respeito – a voz dessa experiência.

Mas a juventude tem que criar. Uma juventude que não cria é uma anomalia, realmente. E à União de Jovens Comunistas tem faltado um pouco de espírito criador. Tem sido, através de sua direção, demasiado dócil, demasiado respeitosa e pouco decidida a colocar-se problemas próprios.

Hoje está se rompendo com isso. O companheiro Joel [Iglesias] nos falava das iniciativas dos trabalhos nas fazendas. São exemplos de como se começa a romper a dependência total – que se torna absurda – de um organismo superior, como se começa a pensar com a própria cabeça.

Mas é que nós, e nossa juventude como todos nós, estamos convalescentes de uma doença que, felizmente, não foi muito longa, mas que influiu muito no atraso do desenvolvimento do aprofundamento ideológico de nossa Revolução. Estamos todos convalescentes deste mal, chamado sectarismo.

A que conduziu o sectarismo? Conduziu à cópia mecânica, às análises formais, à separação entre a direção e as massas. Inclusive na nossa Direção Nacional, e o reflexo direto se produziu aqui, na União de Jovens Comunistas.

Se nós – também desorientados pelo fenômeno do sectarismo – não conseguíamos ouvir a voz do povo, que é voz mais sábia e mais orientadora, se não conseguíamos perceber as aspirações do povo para poder transformá-las em ideias concretas, em diretrizes precisas, mal poderíamos dar essas diretrizes à União de Jovens Comunistas. E como a dependência era absoluta, como a docilidade era muito grande, a União de Jovens Comunista navegava como pequeno barco sem rumo, dependendo do grande barco: nossas Organizações Revolucionárias, que estas também, navegavam sem rumo.

Aqui se realizavam pequenas iniciativas, que era a única coisa que a União de Jovens Comunistas era capaz de produzir, as quais, às vezes, se transformavam em slogans grosseiros, em evidentes manifestações sem profundidade ideológica.

O companheiro Fidel fez sérias críticas de extremismos e de expressões, algumas tão conhecidas por todos vocês, como: “a ORI é a luz...”, “somos socialistas, em frente, em frente...”. Todas aquelas coisas que Fidel criticava, e que vocês conhecem bem, eram o reflexo do mal que atacava nossa Revolução.

Nós saímos dessa época. Nós liquidamos totalmente essa época. Contudo, sempre os organismos vão um pouco mais atrasados. É como um mal que houvesse deixado uma pessoa inconsciente. Quando o mal cede, o cérebro se recupera, recupera a clareza mental, mas, no entanto, os membros não coordenam bem seus movimentos, os primeiros dias depois de levantar-se do leito o andar é inseguro e pouco a pouco vai-se adquirindo a nova segurança. Nós estamos nesse caminho.

Assim devemos definir e analisar objetivamente todos nossos organismos para continuarmos melhorando. Saber, para não cairmos, para não tropeçarmos e ir ao chão; conhecer nossas debilidades para aprender a resolvê-las, conhecer nossas fraquezas para liquidá-las e adquirir mais força.

Essa falta de iniciativa própria se deve ao desconhecimento, durante um bom tempo, da dialética que move os organismos de massa e ao esquecimento de que os organismos como a União de Jovens Comunistas não podem ser simplesmente de direção, não podem ser algo que constantemente mande diretrizes às bases e que não receba nada delas.

Pensava-se que a União de Jovens Comunistas e todas as organizações de Cuba eram organizações de uma só linha. Uma só linha que ia desde a cabeça até as bases, mas que não tinha um cabo de retorno que trouxesse a comunicação das bases. Um duplo e constante intercâmbio de experiências, de ideias, de diretrizes, que vêm a ser as mais importantes, as que fizeram centrar o trabalho de nossa juventude.

Ao mesmo tempo, podiam ser observados os pontos onde o trabalho esteve mais frouxo, os pontos em que fraquejara mais.

Nós vemos como os jovens, quase heróis de novela, que podem entregar sua vida cem vezes pela Revolução, se os chamamos para qualquer tarefa concreta e esporádica marcham em massa até elas. Porém às vezes faltam ao seu trabalho porque tinham uma reunião da União de Jovens Comunistas, ou porque se deitaram tarde na noite anterior, discutindo alguma iniciativa dos Jovens Comunistas, ou simplesmente não vão ao trabalho porque não, sem causa justificada.

Quando se observa uma brigada de trabalho voluntário, onde se supõe que estejam os jovens comunistas, em muitos casos eles não estão. Não há nenhum. O dirigente tinha que ir a uma reunião, o outro estava doente, um terceiro não havia sido bem informado. E o resultado é que a atitude fundamental, a atitude de vanguarda do povo, a atitude de exemplo vivo que comove e empurra todo mundo para frente – como fizeram os jovens da Praia de Girón –, essa atitude não se repete no trabalho. A seriedade que deve ter a juventude de hoje para enfrentar os grandes compromissos – e o compromisso maior é a construção da sociedade socialista – não se reflete no trabalho concreto.

Há grandes debilidades e é preciso trabalhar nelas. Trabalhar organizando, trabalhar marcando o lugar onde dói, o lugar onde há debilidades a corrigir, e trabalhar sobre cada um de vocês para deixar bem claro em suas consciências que não pode ser bom comunista aquele que somente pensa na Revolução quando chega o momento do sacrifício, do combate, da aventura heroica, do que sai do vulgar e do cotidiano e, no entanto, no trabalho é medíocre ou menos que medíocre.

Como pode ser isso, se vocês já recebem o nome de jovens comunistas, o nome que nós, como organização dirigente, partido dirigente, ainda não temos? Vocês que têm que construir um futuro no qual o trabalho será a dignidade máxima do homem, o trabalho será um dever social, um prazer que o homem se dá, onde o trabalho será criativo ao máximo e todo o mundo deverá estar interessado no seu trabalho e no dos demais, no avanço da sociedade, dia a dia.

Como pode ser que vocês que hoje já têm esse nome, desdenham do trabalho? Aí há uma falha. Uma falha de organização, de esclarecimento, de trabalho. Uma falha, além disso, humana. A todos nós – a todos, acredito – nos agrada muito mais aquilo que quebra a monotonia da vida, aquilo que de imediato, de vez em quando, faz alguém pensar no seu próprio valor, no valor que tem dentro da sociedade.

E imagino o orgulho daqueles companheiros que estavam em uma das “quatro bocas”, por exemplo, defendendo sua pátria dos aviões ianques, e de repente alguém tinha a sorte de ver que suas balas alcançavam um avião inimigo. Evidentemente é o momento mais feliz na vida de um homem. Isso nunca se esquece. Nunca o esquecerão os companheiros que viveram esta experiência.

Mas nós temos que defender nossa Revolução, a que estamos fazendo todos os dias. E para poder defendê-la, é necessário ir construindo-a, fortalecendo-a com esse trabalho que hoje não agrada à juventude, ou que, ao menos, considera como o último de seus deveres, porque ainda conserva a mentalidade antiga, a mentalidade proveniente do mundo capitalista, ou seja, que o trabalho é, sim, um dever, é uma necessidade, mas um dever e uma necessidade tristes.

Por que isso ocorre? Porque ainda não temos dado ao trabalho seu verdadeiro sentido. Não temos sido capazes de unir o trabalhador com o objeto de seu trabalho. E, ao mesmo tempo, de transmitir ao trabalhador a consciência da importância que tem o ato criador que realiza dia a dia.

O trabalhador e a máquina, o trabalhador e o objeto sobre o qual se exerce o trabalho são duas coisas diferentes e antagônicas. E aí é necessário trabalhar, para ir formando novas gerações que tenham o máximo interesse em trabalhar e saibam encontrar no trabalho uma fonte permanente e em constante mudança de novas emoções. Fazer do trabalho algo criador, alvo novo.

Este é talvez o ponto mais fraco da nossa União de Jovens Comunistas. Por isso hoje enfatizo este ponto, e em meio à alegria de festejar esta data de aniversário, volto a pôr a pequena gota de amargura para tocar o ponto sensível, para chamar a juventude a reagir.

Hoje estivemos em uma assembleia em que se discutia algo no Ministério. Muitos de vocês provavelmente já tenham discutido a emulação nos seus centros de trabalho e tenham lido um tremendo papel que está circulando. Mas qual é o problema da emulação, companheiros? O problema é que a emulação não pode ser regida por papéis que a regulamentem, a ordenem e lhe deem um molde. O regulamento e o molde são necessários para poder comparar, depois, o trabalho da gente entusiasmada que está emulando.

Quando dois companheiros começam a emular, cada um em uma máquina para construir mais, depois de um tempo começam a sentir a necessidade de algum regulamento para determinar qual dos dois produz mais em sua máquina: a qualidade do produto, a quantidade, as horas de trabalho, a forma em que fica a máquina depois, como a atenderam... Muitas coisas. Mas se em vez de se tratar de dois companheiros que efetivamente emulam e aos quais nós vamos dar um regulamento, aparece um regulamento para outros dois que estão pensando em que chegue a hora de ir para casa, para que serve o regulamento, que função cumpre?

Em muitas coisas estamos trabalhando com regulamento e fazendo o molde para algo que não existe. O molde tem que ter um conteúdo, o regulamento tem que ser, nestes casos, o que defina e limite uma situação já criada. O regulamento deveria ser o resultado da emulação levada a cabo anarquicamente, se quiserem, sim, mas entusiasmada, transbordante para todos os centros de trabalho de Cuba. Automaticamente surgiria a necessidade de regulamentar, de fazer uma emulação com regulamentos.

Assim temos tratado muitos problemas, assim temos sido formais no tratamento de muitas coisas. E quando nesta assembleia perguntei por que não havia estado, ou quantas vezes havia estado o secretário dos Jovens Comunistas, soube que havia estado algumas vezes, poucas, e que os Jovens Comunistas não haviam estado.

Mas no curso da assembleia, discutindo estes problemas e outros, os Jovens Comunistas, o núcleo, a Federação de Mulheres e os Comitês de Defesa e o Sindicato, naturalmente, se encheram de entusiasmo. Pelo menos se encheram de um remorso interno, de amargura, de um desejo de melhorar, um desejo de demonstrar que eram capazes de fazer aquilo que não se havia feito: movimentar as pessoas. Então, imediatamente, todos se comprometeram a fazer com que o Ministério completo emulasse em todos os níveis, a discutir o regulamento, depois de estabelecer as emulações, e voltar dentro de quinze dias para apresentar já todo um fato concreto, com todo o Ministério emulando entre si.

Ali já há mobilização. As pessoas já compreenderam e sentiram intimamente – porque cada companheiro desses é um grande companheiro – que havia algo frouxo em seu trabalho. Se encheram de dignidade ferida e foram resolver. Isso é o tem que ser feito. Perdoem-me se insisto mais uma vez, mas é que sem trabalho não há nada. Toda a riqueza do mundo, todos os valores que tem a humanidade, não são nada mais que trabalho acumulado. Sem isso não pode existir nada. Sem o trabalho extra que se dá para criar mais excedentes para novas fábricas, para novas instalações sociais o país não avança. E por mais fortes que sejam nossos exércitos estaremos sempre com um ritmo lento de conhecimento, e é preciso romper com isso, romper com todos os velhos erros, manifestá-los publicamente, analisá-los em cada lugar e, então, corrigi-los.

Quero colocar agora, companheiros, qual é a minha opinião, a visão de um dirigente nacional das ORI, sobre o que deve ser um jovem comunista, para ver se estamos todos de acordo.

Eu creio que a primeira coisa que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que sente por ser jovem comunista. Esta honra que o leva a mostrar para todo o mundo sua condição de jovem comunista, que não o vira na clandestinidade, que não o reduz a fórmulas, mas que o expressa em cada momento, que lhe sai do espírito, que tem interesse em demonstrá-lo porque é seu símbolo de orgulho.

Junto com isso, um grande sentido de dever para com a sociedade que estamos construindo, com nossos semelhantes como seres humanos e com todos os homens do mundo.

Isso é algo que deve caracterizar o jovem comunista. Ao lado disso, uma grande sensibilidade frente a todos os problemas, grande sensibilidade frente à injustiça; espírito inconformado cada vez que surja algo que está mal, tenha sido dito por quem quer que seja. Questionar tudo o que não se entenda; discutir e pedir esclarecimentos do que não estiver claro; declarar guerra ao formalismo, a todos os tipos de formalismo. Estar sempre aberto para receber as novas experiências, para conformar a grande experiência da humanidade, que já leva muitos anos avançando pelo caminho do socialismo, nas condições concretas de nosso país, nas realidades que existem em Cuba: e pensar – todos e cada um – como ir mudando a realidade, como ir melhorando-a.

O jovem comunista deve propor-se a ser sempre o primeiro em tudo, lutar para ser o primeiro, e sentir-se incomodado quando em alguma coisa ocupa outro lugar. Lutar para melhorar, para ser o primeiro. Claro que nem todos podem ser o primeiro, mas sim estar entre os primeiros, no grupo de vanguarda. Ser um exemplo vivo, ser o espelho onde olhem os companheiros que não pertençam às juventudes comunistas, ser o exemplo onde possam se olhar os homens e as mulheres de idade mais avançada que tenham perdido certo entusiasmo juvenil, que tenham perdido a fé na vida e que diante do estímulo do exemplo sempre reagem bem. Essa é outra tarefa dos jovens comunistas.

Junto com isso, um grande espírito de sacrifício, um espírito de sacrifício não somente para as jornadas heroicas, mas para todo momento. Sacrificar-se para ajudar o companheiro nas pequenas tarefas, para que possa assim cumprir seu trabalho, para que possa cumprir com seu dever no colégio, no estudo, para que possa melhorar de qualquer forma. Estar sempre atento a toda a massa humana que o rodeia.

Quer dizer: se propõe a todo jovem comunista ser essencialmente humano, ser tão humano que se aproxime do melhor do humano, purificar o melhor do homem por meio do trabalho, do estudo, do exercício da solidariedade continuada com o povo e com todos os povos do mundo, desenvolver ao máximo a sensibilidade até se sentir angustiado quando se assassina um homem em qualquer canto do mundo e para sentir-se entusiasmado quando em algum canto do mundo se levanta uma nova bandeira de liberdade.

O jovem comunista não pode estar limitado pelas fronteiras de um território: o jovem comunista deve praticar o internacionalismo proletário e senti-lo como coisa própria. Lembrar-se, como devemos nos lembrar, aspirantes a comunistas aqui em Cuba, que somos um exemplo real e palpável para toda a nossa América Latina, e mais ainda que para nossa América, para outros países do mundo que lutam também em outros continentes por sua liberdade, contra o colonialismo, contra o neocolonialismo, contra o imperialismo, contra todas as formas de opressão dos sistemas injustos; lembrar-se sempre que somos uma tocha acesa, de que nós todos somos o mesmo espelho que cada um de nós é individualmente para o povo de Cuba, e somos esse espelho para que se olhem nele os povos da América Latina, os povos do mundo oprimido que lutam por sua liberdade. E devemos ser dignos desse exemplo. A todo momento e a toda hora devemos ser dignos desse exemplo.

Isso é o que nós pensamos que deve ser um jovem comunista. E se nos disserem que somos quase uns românticos, que somos uns idealistas inveterados, que estamos pensando em coisas impossíveis, e que não se pode conseguir que a massa de um povo seja quase um arquétipo humano, nós temos que responder, mil vezes que sim, que sim se pode, que estamos no certo, que todo o povo pode ir avançando, ir liquidando a mesquinhez humana, como fomos liquidando em Cuba nestes quatro anos de Revolução; ir se aperfeiçoando como nos aperfeiçoamos todos dia a dia, liquidando intransigentemente todos aqueles que ficaram para trás, que não são capazes de marchar no ritmo que marcha a Revolução cubana. Tem de ser assim, deve ser assim, e assim será, companheiros. Será assim porque vocês que são jovens comunistas, criadores da sociedade perfeita, seres humanos destinados a viver em um mundo novo do qual haverá desaparecido definitivamente tudo o que é caduco, todo o velho, tudo o que represente a sociedade cujas bases acabam de ser destruídas.

Para alcançar isso é necessário trabalhar todos os dias. Trabalhar no sentido interno de aperfeiçoamento, de aumento dos conhecimentos, de aumento da compreensão do mundo que nos rodeia. Inquirir e averiguar e conhecer bem o porquê das coisas e colocar-se sempre os grandes problemas da humanidade como problemas próprios.

Assim, em um dado momento, em um dia qualquer dos próximos anos – depois de passar muitos sacrifícios, sim, depois de havermos visto, talvez muitas vezes, à beira da destruição –, depois de havermos visto talvez como nossas fábricas são destruídas e de tê-las reconstruído novamente, depois de assistir ao assassinato, à matança de muitos dos nossos e de reconstruir o que tiver sido destruído, ao fim de tudo isso, num dia qualquer, quase sem nos darmos conta, teremos criado, junto como os outros povos do mundo, a sociedade comunista, nosso ideal.

Companheiros, falar para a juventude é uma enorme tarefa. A gente se sente nesse momento capaz de transmitir algumas coisas e sente a compreensão da juventude. Há muita coisa que queria dizer sobre todos os nossos esforços, nossos anseios; de como, porém, muitos deles se rompem diante da realidade diária e como é necessário voltar ao início. Dos momentos de fraqueza e de como o contato com o povo – com os ideais e a pureza do povo – nos infunde novo fervor revolucionário.

Haveria muitas coisas das quais falar. Mas também temos que cumprir com nossos devedores. E aproveito para explicar-lhes porque me despeço de vocês, com toda má intenção se vocês quiserem. Me despeço de vocês porque vou cumprir com meu dever de trabalhador voluntário numa fábrica têxtil; lá estamos trabalhando já há algum tempo. Estamos emulando com a Empresa Consolidada de Fios e Tecidos Planos, que trabalha em outra fábrica têxtil e estamos emulando com a Junta Central de Planificação, que trabalha em outra fábrica têxtil.

Quero dizer-lhes, honestamente, que o Ministério da Indústria está em último na emulação, que temos que fazer um grande esforço, maior, repetir constantemente, para avançar, para poder cumprir aquilo que nós mesmos dissemos de ser os melhores, de aspirar a ser os melhores, porque nos dói ser os últimos na emulação socialista.

Acontece, simplesmente, que aqui ocorreu o mesmo que ocorreu a muitos de vocês: a emulação é fria, um pouco inventada, e não temos sabido entrar em contato direto com a massa de trabalhadores da indústria. Amanhã teremos uma assembleia para discutir esses problemas e para tratar de resolvê-los todos, buscar os pontos de união, de estabelecer uma linguagem comum de uma identidade absoluta entre os trabalhadores dessa indústria e nós trabalhadores do Ministério. E depois de conseguir isso, estou seguro de que aumentaremos muito os rendimentos ali e que poderemos, pelo menos, lutar honradamente pelos primeiros lugares.

Em todo caso, na próxima assembleia, no ano que vem, lhes contaremos e resultado. Até lá.

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domingo, 18 de julho de 2021

Ato Político em defesa da Revolução e contra o Bloqueio em Havana - Fala de Díaz Canel - Granma - 17/07

 


Foto: Estudios Revolución

Querido General de Ejército Raúl Castro Ruz, líder de la Revolución Cubana;

Pueblo de Cuba, cubanas y cubanos;

Compatriotas:

¡Viva Cuba Libre! (Exclamaciones de: “¡Viva!”)

Libre de injerencias extranjeras y libre del odio que han azuzado quienes llevan 60 años apretando el cuello de la nación para hacerla estallar y ahora quieren presentarse como nuestros salvadores.

Cesen la mentira, la infamia y el odio. Cuba es profundamente alérgica al odio.  ¡Y jamás será tierra de odio!

No se construye nada bueno desde el odio. El odio nos roba tiempo para amar y hasta el amor mismo si lo dejamos entrar como reacción frente al odio que nos adversa.

Lo hemos experimentado en estos días de odio desbordado en las redes sociales, redes no tan “sociales”, que han sido la compañía permanente de padres e hijos en estos largos meses de pandemia, al punto de que muchos pasan más tiempo conectados a la red que conectados a la familia; esa familia, que con unidad, puede ser invulnerable ante todo lo que la amenaza.

Una madre me contaba ayer que su hija adolescente preguntó, con lágrimas en los ojos, si eso era Cuba, al ver las imágenes de los actos de violencia que algunos de sus amigos compartieron en Facebook.

Los dueños de esas redes, los dictadores de sus algoritmos, como bien denuncia un documental reciente, han abierto al odio, sin el más mínimo control ético, las compuertas de sus poderosas plataformas.

Es un odio que fractura a la familia, a los amigos, a la sociedad, y que amenaza con llevarse muchos de nuestros valores al rincón de lo inservible.

El bombardeo de imágenes cargadas de violencia, sangre, protestas, alaridos, vandalismo, amenazas, acoso y represión no ha conocido pausas en los últimos seis días.

En las semanas previas se desarrolló una intensa operación político-comunicacional por parte de una gran plataforma de intoxicación mediática, financiada por el Gobierno de los Estados Unidos y por la maquinaria política de la Florida.

Su objetivo era alentar disturbios e inestabilidad en el país, aprovechando las difíciles condiciones provocadas por la pandemia, el bloqueo recrudecido y las 243 medidas de la administración Trump.

Realizaron en esos días actos de Guerra No Convencional que incluyeron llamados al estallido social, a la violencia, a la agresión a agentes policiales, al vandalismo y al sabotaje.

Utilizaron para ello sistemas de inteligencia artificial y Big Data, cibertropas y actos de ciberterrorismo para promover la fabricación artesanal y uso de armas o elementos incendiarios, acciones integradas de acoso, chantaje o financiamiento a líderes digitales o influencers internacionales.

Contaron con la complicidad de una poderosa trasnacional que les permitió violar impunemente sus propias regulaciones, y desatendió las legítimas denuncias de los usuarios y de algunos medios de prensa y agencias cablegráficas.

La Televisión Cubana ha puesto en evidencia los objetivos de esta campaña al reconstruir en secuencia los acontecimientos del pasado domingo.

Primero se convocaron las protestas, después se construyó el relato falso de los hechos para generar reacciones emotivas de solidaridad con los manifestantes, y luego se desataron las acciones vandálicas que ocurrieron horas antes de nuestra improvisada comparecencia en televisión al regreso de San Antonio de los Baños.

Está clara la ruta de la infamia. A posteriori, todos los hechos se han presentado desordenadamente, como si fueran fruto de nuestro legítimo llamado a los revolucionarios a defender la Revolución.

La historia se pretende contar al revés. No importa lo que haya dicho, no cuentan los llamados a la unidad, la paz y la solidaridad entre todos. La interpretación malintencionada es que se convocó a una guerra civil.

Podremos desmontar las llamadas fake news, desmenuzar las mentiras, mostrar cómo se fabricó toda la falsa realidad de Cuba en escenarios virtuales, pero ya han causado un daño inconmensurable al alma nacional, que tiene entre sus valores más sagrados la tranquilidad ciudadana, la convivencia, la solidaridad y la unidad.

Estamos bajo el fuego sofisticado de una ciberguerra que incluye el ciberterrorismo y el terrorismo mediático en su instrumental agresivo.

Las denuncias del Canciller cubano el pasado martes no han sido contestadas. No ha habido ni un intento de respuesta por parte de las autoridades del Gobierno Republicano de la Florida sobre los fondos asignados a estos proyectos, con los cuales pretenden atacar al país y, al mismo tiempo, desarmarlo de sus posibles medios de defensa.

No solo el Minrex, también el sitio de la Presidencia, el popular portal de noticias y análisis sobre la realidad cubana Cubadebate, Granma, Juventud Rebelde y, prácticamente, todos los medios públicos cubanos están sufriendo ataques intermitentes con denegación de servicios en medio de una atroz campaña de demonización del Gobierno.

Tratan de silenciar cualquier alternativa a la narrativa anticubana que hoy se despliega en portadas alarmistas. Los amigos de Cuba, que conocen y sufren la manipulación y el silencio, no pueden acceder a los medios cubanos y nos han enviado los reportes de denegación de acceso.

En el apogeo de la mentira se emplean imágenes falsas, lo que ya ha sido bien documentado por nuestros periodistas, se estimulan y glorifican el desacato y la destrucción de inmuebles, la compulsión al asalto y el acoso amenazante a ciudadanos y a las familias.

Ahora mismo, lo que el mundo está viendo de Cuba es una mentira, a todo un pueblo levantado contra el Gobierno y a un Gobierno que reprime a su pueblo.

No es raro que, bajo ese bombardeo mediático, algunos duden y se pronuncien suponiendo una separación que no existe.

No juzgo, no condeno. Entiendo que son avasalladoras las armas del adversario, pero ¡al lado del pueblo, con el pueblo y por el pueblo sigue estando la Revolución! (Aplausos y exclamaciones de: “¡Viva la Revolución! ¡Viva Díaz-Canel! ¡Viva el pueblo! ¡Abajo los yanquis! ¡Abajo el bloqueo!)

No con declaraciones, sino con hechos. Cuando la etiqueta de #SOSMatanzas estaba apagándose en el ciberespacio, al lado de Matanzas y de toda Cuba no se vio a los promotores de la intervención humanitaria. Estaba el mismo pueblo noble y solidario que sufre las consecuencias del bloqueo y estaba el Gobierno cubano.

¿Quién no se estremeció al saber que vándalos de la peor entraña apedrearon la sala infantil del hospital de Cárdenas, obligando a niños y madres a buscar refugio en los baños o bajo las camas de la institución?

Mañana deberán contarse muchas historias personales de la reacción popular al ataque y al acoso, de cuánto han tenido que contenerse las fuerzas del orden por el cuidado que se les exige para evitar excesos; pero que nadie se equivoque: la mayoría del pueblo, del mismo pueblo agobiado e irritado por las carencias que nos demanda mejor gestión de Gobierno, pide también que se ponga coto a la violencia (Aplausos y exclamaciones de: “¡Vivan nuestros médicos!”).

Compatriotas:

Ninguna mentira se ha levantado por casualidad o error.  Todo está fríamente calculado según el manual de Guerra No Convencional.  Ya habló el impresentable de la OEA, ministerio de colonias al que nos honra no pertenecer.

No estamos especulando. Hablan unos para que después se pronuncien otros.  Ahí está, al acecho, el ala dura del Congreso norteamericano afilándose los dientes y exigiendo a sus adversarios políticos de la actual administración que actúen ya contra Cuba, que convoquen al Consejo de Seguridad,  y que consideren un acto hostil y una amenaza a la sacrosanta Seguridad Nacional del imperio cualquier intento de emigración masiva hacia sus costas.

Nada de esto es nuevo.  Lo han intentado otras veces.  Es su manera de poner a la administración adversaria contra las cuerdas, y tratar de hacerles cumplir a ellos el propósito jamás logrado de borrar del mapa el mal ejemplo de esta pequeña Isla, empeñada en mantenerse soberana e independiente cuando tantos se pliegan a sus órdenes (Exclamaciones de: “¡Que lo sepan los nacidos y los que están por nacer, nacimos para vencer y no para ser vencidos!” (Aplausos).

Casi con la leche materna, nuestros padres nos inculcaron una advertencia martiana: “Los hombres van en dos bandos: los que aman y fundan, y los que odian y deshacen”, nos dijo el Apóstol.

¡Cuba seguirá fundando!  Lo está haciendo ahora mismo, con las primeras dos vacunas latinoamericanas: Abdala y Soberana (Aplausos y exclamaciones de: “¡Viva la medicina cubana!  Exclamaciones de: “¡Viva!”).  Lo está haciendo también con otra noticia que la maldad ha querido esconder: el ciento por ciento de eficacia frente a la gravedad y el fallecimiento que probó la tercera fase de los ensayos clínicos de Abdala (Aplausos y exclamaciones de: “¡Viva!”).

Cuando un pueblo ha llegado tan lejos en la realización de sus sueños y en la conquista de derechos, que para medio planeta son una quimera, no lo detiene ni la violencia ni el miedo.

Nada de esto que denunciamos hoy nos aparta de la necesaria autocrítica, de la rectificación pendiente, de la revisión profunda de nuestros métodos y estilos de trabajo que chocan con la voluntad de servicio al pueblo, por la burocracia, las trabas y la insensibilidad de algunos que tanto dañan.

Hoy vengo a reiterar el compromiso de trabajar y exigir por el cumplimiento del programa que nos hemos dado como Gobierno y como pueblo, revisado a la luz de los posibles errores de estos años de presiones intensas, particularmente, los dos últimos.

Compatriotas:

No es por capricho que nos reunimos aquí esta mañana en medio de una compleja situación epidemiológica.  Respetando en lo posible las medidas sanitarias y de distanciamiento físico, los hemos convocado para denunciar una vez más el bloqueo, la agresión y el terror.  No podíamos dilatar este encuentro, el enemigo ha vuelto a lanzarse con todo para destruir la sagrada unidad y la tranquilidad ciudadana.

¡Ratificamos que Cuba es de todos! (Aplausos y Exclamaciones de: “¡Viva Cuba!”  “¡Vivan los cubanos!” “¡Viva la unidad!” “¡Viva Raúl!”  “¡Viva Díaz-Canel!”).  ¡Venceremos!

Les comparto sentimientos y reflexiones, estados de ánimo, disposición y convicciones (Aplausos y exclamaciones de: “¡Pa’ lo que sea, Díaz-Canel, pa’ lo que sea!  ¡Pa’ lo que sea, Díaz-Canel, pa’ lo que sea!”).  

Solo podremos tener más si creamos más.  Lograremos lo que nos propongamos empujando todos juntos la obra.  Por delante tenemos el inmenso ejemplo de la Ciencia cubana, que se propuso y logró en tiempo récord y apenas sin recursos dos vacunas y otros candidatos vacunales que nos permiten enfrentar el futuro con esperanzas que otros pueblos no tienen.

Si hemos podido en algo tan colosal y difícil, ¿qué no podremos en otras áreas?

Y, sobre todo, cuánto más podremos si articulamos los diálogos pendientes, rescatando la obra social, promoviendo mayor atención a sectores vulnerables, a los barrios, apoyados en la experiencia de la obra que nos legó el Comandante en Jefe, en años tan desafiantes como estos; a eso llamaba Gerardo.

La Revolución Cubana borró para siempre las semillas de la maldad, del odio, del deshonor y el crimen.  Es importante por eso, que busquemos las causas profundas de la violencia que puja por emerger ante las necesidades, y que cumplamos la labor pendiente para hacer que predomine en la herencia cubana el gen de los bravos, de los honestos, de los justos, de los honorables, de los alegres hijos de esta tierra cubana (Aplausos y exclamaciones de: “¡Abajo el bloqueo!” “¡Abajo la agresión imperialista!”).

“Solo el amor convierte en milagro el barro/ Solo el amor alumbra lo que perdura”, hemos cantado mil veces con el martiano Silvio.

¡Vamos a ponerle corazón a la obra común. Un corazón del tamaño de nuestras dificultades!  ¡Juntos podemos! (Aplausos y exclamaciones de: “¡Juntos podemos, juntos podemos, juntos podemos!”).

¡Que viva Cuba soberana, independiente y socialista! (Exclamaciones de: “¡Viva!”)

¡Cuba de amor, Cuba de paz, Cuba de unidad, Cuba de solidaridad!” (Exclamaciones de: “¡Viva!”)

¡Cuba de todos los cubanos que, estén donde estén, trabajan por verla avanzar con sus propias piernas y sus propios brazos hacia un destino de prosperidad posible! (Exclamaciones de: “¡Viva!”).

¡A Cuba ponle corazón!  ¡Ponle corazón a la Patria, a la Revolución, al Socialismo!

¡Venceremos! (Exclamaciones de: “¡Venceremos, venceremos, venceremos!” “¡Juntos podemos, juntos podemos!”)

(Versiones Taquigráficas - Presidencia de la República)

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