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quinta-feira, 13 de março de 2025

Polícia de Milei ataca aposentados, que resistem - Argentina

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Argentina - Cristina Kirchner mostra provas da perseguição de Macri aos sindicatos: queriam uma Gestapo

 No meu último Artigo Frente Ampla e Unidade Popular! descrevo como o fascismo é função do capital financeiro, do rentismo parasitário, primeiro, e do autoritarismo e da violência como consequência. Na irmã República Argentina, o fato se explicita ao finalmente se dar acesso a reunião gravada do Governo Macri, em que seus esbirros dizem claramente seu esquema de perseguição aos sindicatos, e queriam possuir uma Gestapo, diz-se-o descaradamente. E Fernanda Kirchner denuncia-o no twitter, ela que foi vítima de lawfare e perseguições, tal como Lula, Evo e Rafael Correa.

Ao final, vejam o vídeo com as falas infames

No pais que se tornou refúgio de nazistas, que teve uma ditadura fascista e genocida, cujos algozes e mandantes foram presos, avultam os vínculos naturais das finanças e do fascismo, sua identidade e a necessidade de varrer esta escumalha da política. Bom para tratar de nazista era mesmo o camarada Stalin e o povo soviético que salvou a Humanidade.

 

 







quarta-feira, 14 de novembro de 2018

8ª Conferência da CLACSO na Argentina - Apresentarei painel dia 22 entre 12h30 e 16h00 na UBA



JU 22/11 » 12:30 às 16:00 | Faculdade de Ciências Sociais da UBA [Sala 300]
Como chegar | Horário | Favoritos
Eixo 10: Políticas de economia e desenvolvimento

Painel 10

Moderador Anderson Sabino Da Silva
Centro de Humanidades, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá - CCHLeA / UEM, Brasil


Painelistas 
  • Adams Telmo - Universidade do Rio dos Sinos Unisinos, Brasil
  • Adriana Gabriela Roffinelli - Fundação Maya para Pesquisa Social e Política, Argentina
  • Anderson Sabino Da Silva - Centro de Humanidades, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá - CCHLeA / UEM, Brasil Universidade Lucas Castiglioni de Buenos Aires - UBA, Argentina
  • Patricia Montoya - Instituto de Pesquisa Econômica e Empresarial ININEE, México
  • Paulo Vinicius Santos Da Silva - Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Departamento de Sociologia da UnB. Universidade de Brasília - PGSOL / UnB, Brasil - Venezuela: el cambio con Chávez y una reflexión sobre el desarrollismo y el rentismo petrolero.


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Argentina: um projeto de Nação ou a volta à década de 1990 - Partido Comunista Congresso Extraordinário



Un proyecto de Nación o la vuelta a los 90
o la vhttp://www.pcce.com.ar/247_edit.htmla a los ‘90

Transitamos un momento político cuyo desenlace será decisivo para el futuro de nuestro pueblo y de nuestra Nación. Frente al desafío que tenemos por delante, hacemos nuestras las palabras de la compañera Cristina respecto a que no existe el más mínimo margen para cavilaciones ni internismos que debiliten nuestras posiciones de cara a la confrontación de fondo que se expresará en el balotaje. Los esfuerzos debemos dirigirlos exclusivamente a forjar una nueva victoria del proyecto nacional que nos permita asegurar la continuidad de las conquistas alcanzadas durante los últimos 12 años. Esto significa consagrar a la fórmula del FpV compuesta por Daniel Scioli y Carlos Zannini el próximo 22 de noviembre.

En la previa al 25 de octubre, el poderoso complejo mediático logró desdibujar parcialmente los ejes principales de la campaña trasladando la atención hacia las formas o modales de los candidatos. Esto les permitió (al tiempo que defenestraron metódicamente al compañero Aníbal Fernández) que un personaje aparentemente insustancial como María Eugenia Vidal, construido íntegramente por los monopolios de la comunicación, se haya impuesto en la determinante Provincia de Buenos Aires. Eso posibilitó en definitiva estrechar la diferencia conquistada en las PASO y forzar una segunda vuelta en el orden nacional. Esa misma cobertura comunicacional fue la que hizo posible que Mauricio Macri llegue hasta estas instancias.

Cuando Cristina convoca a una profunda reflexión nacional que permita identificar con nitidez qué es lo que está en juego hoy en la Argentina, desata una respuesta inmediata y masiva de miles y miles en todo el país que ganan la calle para explicar y esclarecer sobre los riesgos objetivos de un retorno al neoliberalismo. El casa por casa es la única forma de revertir el daño producido por el accionar permanente de los generales multimediáticos. Ellos sí que han impulsado una colosal campaña sucia, de miedo, mentiras, odio y desánimo durante más de una década, y son capaces de lograr que una parte del pueblo termine conspirando contra sus propios intereses. Debemos apelar a la memoria, ser predicadores de los logros alcanzados y tener la capacidad de confrontar ideas y proyectos para no caer en el laberinto de los nombres propios o simpatías personales.

La Presidenta (la única que podía hacerlo) situó a la campaña en sus cauces correspondientes. Macri sintió el golpe, pero reforzó su táctica de confusión del electorado, de no hablar sobre lo que piensan hacer y de victimizarse cuando no les alcanza con el escudo de Clarín y su constelación monopólica. Pero sus patrones les exigen definiciones. Por eso Vidal evaluó voltear de un saque 50 mil becas estudiantiles, Michetti anticipó una quita masiva de subsidios y elevar la edad jubilatoria, y el inefable Melconian prometió un ajuste sobre salarios y jubilaciones y llevar el dólar a 16 pesos. Eso es neoliberalismo, liso y llano.

Este 5 de noviembre se cumplieron 10 años de la derrota del ALCA. En aquellas circunstancias el compañero Fidel habló de la “gloriosísima batalla de Mar de Plata”, donde Néstor Kirchner (según palabras de Chávez) fue el D’Artagnan latinoamericano. Vale preguntarnos qué sería de América Latina si se hubiese impuesto el proyecto de anexión del imperialismo. Otro sería el escenario actual. Lo que sí podemos advertir, sin riesgo a equivocarnos, es sobre el enorme impacto que significaría para todo el continente un retroceso político en la Argentina. En particular para dos pilares como Brasil y Venezuela. Por eso el 22 la confrontación trasciende a nuestro país, tanto como lo trascendió la batalla de Mar del Plata.

Dos proyectos en disputa, unidad del campo popular y frentismo para la construcción política. Ese fue el camino que trazó Cristina para afrontar el balotaje y también de cara a los desafíos futuros. Debemos asegurar la victoria y al mismo tiempo producir un salto en la conciencia y organización de nuestro pueblo para que lo conquistado sea verdaderamente irreversible.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Golpes na Argentina, Venezuela e Brasil? - ALTAMIRO BORGES - Portal CTB


Portal CTB





Diante desta onda reacionária, os governantes dos três países (Argentina, Venezuela e Brasil) são chamados a enfrentar a “guerra da comunicação” e derrotar os aparatos de hegemonia da elite colonizada.

Há algo muito estranho ocorrendo em três países decisivos na geopolítica da América Sul. A Venezuela, rica em petróleo, enfrenta uma onda permanente de desestabilização – com sabotagem no abastecimento de produtos básicos, choques violentos nas ruas e ameaças de golpes militares contra o presidente Nicolás Maduro.

Na Argentina, segunda economia da região, está em curso um processo de judicialização da política que pode desembocar na cassação da presidenta Cristina Kirchner. Já no Brasil, a principal força no tabuleiro político do subcontinente, a direita mais suja do que pau de galinheiro se traveste de vestal da ética, bravateia a tese do impeachment e incentiva as marchas dos grupelhos fascistas. O que explica esta sinistra coincidência? Os EUA, que sempre trataram a região como o seu quintal, têm algo a ver com esta onda nitidamente golpista?

Os três países têm vários traços em comum. Em todos eles, a direita partidária sofreu duras derrotas eleitorais nos últimos anos. Forças contrárias ao neoliberalismo, com suas nuances e ritmos diferenciados, chegaram ao governo – e não ao poder. Fragilizada, a elite colonizada foi substituída no seu ódio ao campo popular pela mídia monopolista e manipuladora.

Na Venezuela, Argentina e Brasil, os jornalões, as revistonas e as emissoras de rádio e tevê fazem oposição diariamente – jogam no pessimismo da sociedade, difundem a visão fascista da negação da política, tentam impor sua agenda neoliberal derrotada nas urnas e apostam na desestabilização dos governos progressistas. Nos três países, os barões da mídia hoje lideram as forças golpistas e estão cada dia mais agressivos. Nada mais contém a sua sanha conservadora e entreguista, pró-império.

Além da mídia monopolista, outros aparatos de disputa de hegemonia também servem aos interesses das oligarquias nativas e alienígenas. Na Argentina e no Brasil, boa parte do corrompido poder Judiciário está nas mãos das elites. O suspeito caso da morte do promotor Alberto Nisman, responsável pelo inquérito sobre o atentado terrorista a um centro judaico em Buenos Aires, tem servido para atiçar a campanha pela deposição da presidenta Cristina Kirchner. Já o escândalo da Petrobras, com vazamentos seletivos e técnicas de tortura do Ministério Público e da Polícia Federal – outros dois aparatos de hegemonia –, alimenta o sonho da oposição demotucana de sangrar e, se possível, de derrubar a presidenta Dilma Rousseff. Na Venezuela, focos golpistas voltaram a aparecer nas Forças Armadas e se unem aos empresários sabotadores da economia.

Diante desta onda reacionária, os governantes dos três países são chamados a enfrentar a “guerra da comunicação” e derrotar os aparatos de hegemonia da elite colonizada. Na semana passada, o chefe de gabinete da Casa Rosada, Jorge Capitanich, acusou explicitamente a mídia e a Justiça de tramarem um golpe. “É uma estratégia de golpismo judicial ativo. No mundo, a disputa é entre democracia e grupos obscuros vinculados a poderes econômicos”. Ele inclusive citou o Brasil, no qual “Dilma Rousseff sofre ataques com pedidos de julgamento político”. Já o secretário-geral da Presidência da República, Aníbal Fernández, falou em “manobra de desestabilização democrática” e conclamou os setores populares a irem às ruas para defender a continuidade do mandato de Cristina Kirchner.

Também na semana passada, o presidente Nicolás Maduro acusou novamente o governo dos EUA de orquestrar um golpe na Venezuela. Na última quinta-feira (12), ele anunciou a prisão de 14 civis e militares, entre eles de um general da reserva. Segundo as investigações, o grupo pretendia causar tumultos e mortes num ato agendado pela direita local. Em rede de televisão, o líder bolivariano afirmou que “os EUA pagaram [os sabotadores] em dólares e lhes deram vistos com data de 3 de fevereiro. A Embaixada dos EUA lhes disse que, em caso de fracasso, poderiam entrar no território americano”. A grave denúncia foi, como sempre, ridicularizada pela mídia venezuelana e mundial – a mesma que apoiou efusivamente o golpe fracassado de abril de 2002. Já a Casa Branca considerou as acusações “ridículas”. Afinal, o império nunca apoiou golpes e ditaduras!

Já no Brasil, a “guerra da comunicação” anunciada por Dilma Rousseff na primeira reunião ministerial, no início de janeiro, ainda não saiu do papel. Nenhum ministro teve a coragem de denunciar “a estratégia de golpismo judicial ativo” – que deverá ficar ainda mais agressiva no pós-Carnaval com a nova fase da midiática Operação Lava-Jato. A presidenta Dilma Rousseff também ainda não ocupou a rede nacional de rádio e televisão para criticar os setores que pretendem destruir a Petrobras e entregar o Pré-Sal – um antigo desejo dos EUA. Num contexto bastante explosivo na região, aonde as coincidências golpistas são estranhas e os interesses imperiais são violentos, é preciso reagir rapidamente! O fantasma do retrocesso assombra a América do Sul.

Altamiro Borges é presidente do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ricardo Darín - Ator argentino dá show de reflexão sobre o papel do artista num mundo individualista


Zaffaroni: "Hay una conducta extraña en los últimos días de Nisman" - Rádio Continental - Argentina

Contenido de La Mañana

Zaffaroni: "Hay una conducta extraña en los últimos días de Nisman"

"No sería la primera vez que alguien asume pistas falsas, las cree, las asume y luego se da cuenta de lo que ha pasado", planteó el exministro de la Corte Suprema.
La Mañana | 21 de Enero de 2015

Atílio Borón levanta interesses externos em morte de Nisman - Rádio Continental

Rádio Continental -- Argentina

Borón: "Lo más preocupante es el momento internacional en el que ocurre la muerte de Nisman"

La Mañana | 19 de Enero de 2015

EL PAIS › LAS RELACIONES DEL FISCAL NISMAN CON ESTADOS UNIDOS - WIKILEAKS - Por Raúl Kollmann

EL PAIS › LAS RELACIONES CON ESTADOS UNIDOS
Nisman en Wikileaks
Por Raúl Kollmann


A lo largo de los años, el fiscal Alberto Nisman no hizo más que dejar rastros de su alineamiento con Estados Unidos. En la colección de cables de la embajada norteamericana en Buenos Aires, dados a conocer por Wikileaks, hay decenas de informes de visitas de Nisman a la delegación diplomática donde discutía la orientación de la causa, pedía disculpas por no avisar de tal o cual medida que tomó y les enviaba textos que recién después presentaría a la Justicia. Como transcribió este diario el 27 de febrero de 2011, los norteamericanos se mostraron muy enojados: “No hay que orientarse a la pista siria ni a la conexión local. Seguir esas pistas podría debilitar el caso internacional en contra de los acusados iraníes”. Las instrucciones al fiscal se las daban desde la Oficina Legal, nombre de fantasía usado en lugar de FBI. Desde ahí le marcaban la cancha.

Cuando terminó el juicio oral por el caso AMIA, con Carlos Telleldín y los policías bonaerenses declarados inocentes, el mismo tribunal ordenó que se investigara a los que sembraron pistas falsas en la investigación que consideraron “un armado al servicio de políticos inescrupulosos”. Esto derivó después en el procesamiento, confirmado, del ex juez Juan José Galeano, los ex fiscales, el comisario retirado Jorge “El Fino” Palacios, el titular de la SIDE, Hugo Anzorreguy, varios agentes de la misma secretaría y hasta el titular de la DAIA, Rubén Beraja. Pese a que existía orden del tribunal de investigar, la embajada le insistía a Nisman que no fuera para ese lado, ni para la pista siria, ni para la conexión local. “Eso le da argumentos a los iraníes”, escribían en los cables publicados por Wikileaks.

Como relató en este diario el periodista Santiago O’Donnell el 17 de febrero de 2013, hubo 196 cables emitidos por la embajada en los que figuraba la sigla AMIA. O’Donnell transcribe de Wikileaks que en noviembre de 2006 Nisman le adelantó a la embajada que el juez Canicoba Corral procesaría a los sospechosos iraníes. En diciembre 2007, Nisman les presentó un borrador de una orden de captura de dos carillas, pero no les satisfizo a los funcionarios norteamericanos. Dos meses después llevó otro borrador de nueve páginas que sí fue aceptado.

En los cables se deja constancia que Nisman siempre estuvo dispuesto a colaborar, que les anticipaba sus decisiones y que incluso les pidió disculpas varias veces –figura en tres cables– porque en una ocasión no les adelantó una medida que iba a adoptar. Esto ocurrió en mayo de 2008. Los textos dejan en claro que es Nisman el que pide tomar contacto. En noviembre de ese mismo año, le anticipa a la embajada que accionará civilmente contra los iraníes. En mayo de 2009, Nisman llamó a la delegación diplomática para anticiparles que iba a pedir la captura de Samuel Salman El Reda, como una especie de coordinador del atentado.

Mucho antes de eso, en 2005, se produjo un curioso episodio del expediente. Nisman informó que ya tenía el nombre del conductor suicida que se estrelló en la AMIA, Ibrahim Hussein Berro, un joven libanés de 21 años. En uno de sus decenas de viajes a Estados Unidos, Nisman entrevistó a dos hermanos de Berro que vivían en Detroit. Al regreso, el fiscal –asistido por funcionarios norteamericanos– sostuvo que Abbas y Hassan Berro habían declarado que efectivamente Ibrahim fue el suicida. Pero una lectura de la declaración de los hermanos lleva a la conclusión contraria: dijeron que estaban convencidos que Ibrahim murió en el sur del Líbano. Los hermanos repitieron esto en varias radios argentinas, poniendo en duda lo armado por Nisman y funcionarios norteamericanos. Por supuesto que tampoco se encontró ningún rastro en Migraciones o en cualquier otra instancia de que Ibrahim haya estado por este lado del planeta.

En mayo de 2008 se dio el momento de mayor desazón del entonces embajador Earl Anthony Wayne. En un cable emitido a las 23 horas del 22 de mayo, el representante norteamericano se quejó por el pedido de detención de Carlos Menem y los demás funcionarios por desviar la investigación. “Cuando la oficina de Legales (en verdad el FBI) le hizo notar a Nisman que su anuncio podía llevar otra vez a que el gobierno iraní cuestionase la credibilidad o imparcialidad de la investigación, Nisman dijo que no debería, aunque luego concedió que no había considerado las implicancias que el pedido de detención podría tener en la investigación internacional.” Otra cosa que molestaba al embajador: que los medios consideraban a Alberto Kanoore Edul como la punta de la llamada pista siria. Una de las vertientes de la causa del encubrimiento fue que el ciudadano argentino de origen siriolibanés Kanoore Edul le había hecho un llamado a Carlos Telleldín una semana antes del atentado. Telleldín fue quien armó la Trafic, con partes robadas, que estalló en la AMIA. Kanoore Edul nunca pudo explicar esa llamada, por lo que se ordenaron allanamientos en sus domicilios. La medida se demoró a raíz de que el padre de Kanoore Edul, viejo amigo de Carlos Menem, fue a la Casa Rosada a hablar con Munir Menem. Eso retrasó los allanamientos varias horas. Nisman puso en marcha una investigación sobre esos hechos, pero a los norteamericanos no les gustó nada: no querían ni que se acuse a Menem ni a los sirios ni que se buscara la conexión local. Su objetivo eran los iraníes.

En su vínculo con la embajada, Nisman no estaba solo. Su referente en la SI, Jaime Stiuso, representaba a quienes dentro de la secretaría se alineaban con los servicios de inteligencia norteamericanos. Los hombres cercanos a Daniel Scioli sostienen que fueron agentes de Estados Unidos los que filmaron al gobernador en el último viaje a Miami, cuando estuvo con Bill Clinton, y que desde allá le hicieron llegar las imágenes al sector alineado con ellos en la SI. De ese grupo, la filmación pasó a un candidato opositor.

Semejantes maniobras y las operaciones desde la SI, a través de jueces de Comodoro Py, contra el Memorandum también fueron características de los últimos tiempos. Eso puso en marcha la decisión de la Presidenta de hacer un fuerte recambio de toda la cúpula de la SI.

Herido por la pérdida de su referente en la Inteligencia y los fondos que eso significaba, con pocas chances de llevar algo a la embajada, el fiscal pateó ayer el tablero. Tal vez busca convertirse en una víctima y tiene la esperanza de sacarse de encima una causa de cuyos magros avances –como dicen los familiares– es uno de los responsables.

raulkollmann@hotmail.com

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cristina Kirchner homenageia Jorge Pereyra às vésperas do Primeiro de Maio

En este día muy especial, ahí había una bandera que se agitaba recién, la del Partido Comunista Congreso Extraordinario.

Quiero rendirle un homenaje a quien falleció hace pocos días, a Jorge Pereyra. Quiero decirles que no es un homenaje de protocolo, a la familia Pereyra la conozco de toda la vida porque vive en la cuadra donde todavía vive mi madre y donde yo viví desde los 10 años, 552 bis, entre 7 y 8. Ahí vivía la familia Pereyra
y él siempre fue militante del PC, en el barrio todos decían “esos son militantes del PC”. Claro, en
aquella época… Recuerdo una anécdota, estábamos en la casa de mi madre, ya había venido el golpe,
la dictadura, año 76, nosotros estábamos todavía en La Plata, y de repente cerraron la cuadra.
Me acuerdo que estábamos con Néstor y dijimos sonamos, hasta acá llegamos. Pero resulta que
no venían a casa, venían a la casa de Jorge Pereyra, que no estaba, estaba su padre. Su mamá vendía
plantas me acuerdo, tenía un chalecito muy lindo y la recuerdo como si la estuviera viendo, una señora de mejillas coloradas, pelo canoso, una mujer sencilla, una vecina, y tenía un negocio al fondo de su casa, un pequeño vivero donde vendía plantas. La queríamos mucho todos en el barrio, una señora muy buena vecina.

Y como Jorge no estaba porque obviamente era un blanco móvil, como éramos en esa época todos
los que teníamos alguna idea, se llevaron a su padre preso y estuvo más de un año detenido en la unidad carcelaria número 9 de La Plata. Después yo me fui a vivir al sur con Néstor, mamá me contaba siempre cómo su mujer lo iba a visitar a la cárcel hasta que finalmente fue liberado. Por eso el homenaje que le quiero hacer a este militante es además muy sentido desde mi corazón y fundamentalmente porque lo conocí
desde muy joven y en épocas en donde conocerse con alguien que militaba era peligroso.

Así que quería rendirle este homenaje, mañana va a ser el Día de los Trabajadores, y convocar a todos a seguir trabajando por un país mejor, por un país sin violencia, sin nada que incite al odio o al enfrentamiento con el otro. Se pueden tener ideas diferentes, de hecho todos tenemos ideas diferentes, no me hace falta estar en otro partido para tener ideas diferentes, por lo menos en el peronismo podemos dar cátedra de ideas diferentes. Nadie se sienta mal por lo que decimos porque en el peronismo tenemos gran amplitud.
Es una cosa que siempre nos han criticado y nunca nos han entendido algunos otros partidos por ahí de Latinoamérica, no voy a decir nada de nadie en especial para no comprometer. Pero me acuerdo que un día  estaba dando una disertación en la Universidad de Berkeley y estaba Tulio Halperin Donghi, que es titular de cátedra en esa universidad norteamericana, y alguien -ya habíamos dado la charla, después vinieron las preguntas-preguntó si podía explicar exactamente de qué se trataba el peronismo. Yo dije que tenía boleto
ya de ida para la Argentina y que no podía quedarme más para dar algún curso en especial, que además
seguramente tampoco me iba a alcanzar, pero creo que -sin que nadie se sienta mal- el peronismo es un poco como los argentinos, somos una mezcla rara.

Pero definitivamente sí comprometernos como siempre, más allá de la dedicación o la idea partidaria
que hemos tenido, o por lo menos ha tenido quien les habla desde muy joven, comprometerme como lo he hecho siempre con los 40 millones de argentinos en seguir trabajando, en seguir empujando el carro como lo venimos haciendo, sin echar la culpa de nada a nadie, simplemente poniendo el compromiso del esfuerzo
y el trabajo cotidiano, son las cosas que podemos contar. Si uno leyera todas las obras que hoy hemos firmado con los intendentes de las provincias de Santa Fe, de Buenos Aires, de Córdoba, lo que es el hospital de alta complejidad, que está detallado cada una de las cosas que van a hacer, tienen todas sus banderas, el Peronismo Militante, La Cámpora, todos, todos, el socialismo, todo este colectivo, yo ya no hablo de partido, ni siquiera de movimiento, colectivo, un conglomerado, un colectivo de gente de distintas
historias, de distintas experiencias.

¿Quién podía decir que los peronistas podíamos estar con gente del Partido Comunista en el año 73 y no te cuento allá por el 40? Ni hablar. Así que creo que todo esto es bueno, porque significa evolución y progreso. Cuando uno es capaz de incorporar a partir de las coincidencias, dejando para el final las disidencias, me parece que habla de un país que ha crecido, que se ha desarrollado, y que ha crecido fundamentalmente desde adentro, desde la calidad de cada uno de nosotros, de los seres humanos, y la verdad que esto me pone muy feliz como Presidenta. Como decía el otro día, hay de todo en todas partes
pero lo que es importante es que cada vez seamos más los que pensemos que lo más importante es
el país y que como digo siempre la patria es el otro, que es la mejor manera de poder seguir trabajando.
Felicitaciones, muchas gracias y feliz Día del Trabajo mañana para todos y para todas”.

Falece o líder do Partido Comunista Congresso Extraordinário da Argentina, camarada Jorge Pereyra



Hijo de padres argentinos y obreros de la carne en Berisso, desde niño conoció un hogar obrero y comunista, donde la lucha y la ayuda mutua entre trabajadores era cosa cotidiana. Su hogar en Tolosa era visitado por obreros y vecinos donde no faltaba el techo y un alimento en tiempos de luchas, huelgas y represiones. Su padre Perico Pereyra fue un conocido y querido dirigente de fútbol infantil.

Su madre Vica, así llamada con cariño por vecinos, amigos y compañeros, había sido delegada sindical en el Frigorífico Swift de Berisso en tiempos de José Peter. Expulsada por su combatividad supo desempeñarse en otras tareas al tiempo que militaba en la solidaridad con los presos políticos y sociales.

Jorge fue militante desde los 12 años, “un cebollita” difundiendo la prensa partidaria y contribuyendo
a la solidaridad con los presos políticos. A edad temprana ingresa a las filas de la Federación Juvenil Comunista. Lo caracterizó siempre un gran sentido de lo popular; fue también jugador y amante del fútbol.
Siempre recordaba el golpe gorila de 1955 como un momento clave en la historia de nuestro país donde se hizo más intensa la experiencia común entre los trabajadores, particularmente peronistas y comunistas. Estuvo entre quienes fueron a pedir armas a la CGT para defender al gobierno democrático.

Valoraba los años 60 como una década muy especial que marcó a fuego a una generación y a su propia experiencia de vida y militancia. El triunfo de la Revolución Cubana y su influencia, el trabajo común con una juventud que giraba hacia la izquierda, era el marco propicio en que maduraba su perfil ideológico-político, así como su espíritu  constructor y organizador tanto del Partido, de la Fede, como de la unidad popular y juvenil.

En la segunda mitad de los años sesenta se despliega en la práctica concreta su compresión del papel
de la juventud y de la organización juvenil, como buen discípulo de los dirigentes del Partido y en particular del querido Jorge Calvo. Especial empeño puso siempre en la construcción de la unidad de la juventud. En ese camino fue uno de los dirigentes fundadores de las Coordinadoras de las Juventudes Políticas a principios de la década del 70. Fue el dirigente de la FJC que junto a la Juventud Peronista impulsaron las masivas manifestaciones desolidaridad con el pueblo chileno frente al golpe pinochetista. 

Es elegido Secretario General de la Juventud Comunista cuando el histórico X Congreso de la FJC en 1974. Un período verdaderamente intenso que fue una verdadera escuela de militantes comunistas y de todas las tendencias del campo popular.

En el período previo al Golpe genocida del ‘76 le tocó enfrentar el accionar represivo, desestabilizador
y golpista de la reacción y bajo la dictadura cívico- militar fue un dirigente indiscutido, el Secretario General de la Fede, la entrañable organización de tantos jóvenes comunistas que dieron su vida por la patria liberada y el socialismo junto a miles de jóvenes peronistas, cristianos, socialistas, radicales e independientes.
La Dictadura procuró detener a Jorge allanando su casa paterna de Tolosa; se ensañaron con su padre Perico Pereyra, episodio que le recordaran con emoción Néstor y Cristina. Decir Fede de los ‘70 es decir Negrito Avellaneda, Alberto Cafaratti, Graciela Panne, los hermanos Zaragoza, Ines Ollero, Luis “Huevo” García, Jorge Steimberg, Teresita Israel y tantos otros jóvenes comunistas represaliados y desaparecidos en
aquel momento. 

Conjugó apasionada y concientemente el patriotismo y el internacionalismo proletario. Su profundo amor por la patria de Lenin, por la Revolución Cubana, por Fidel, por el Che y por Raúl fueron un rasgo distintivo de su personalidad. 

En su calidad de Secretario General de la FJC, la desarrolló a un nivel muy importante en su vinculación
con las masas juveniles, y en 1980 pasó a ser Secretario de Organización del Partido Comunista de la Argentina. Pero su temple y talento se pusieron a prueba a partir de la crisis generada en los primeros años de la década del ‘90 luego de la caída de la Unión Soviética y los países socialistas. Su confianza conciente
en la fuerza de la clase obrera, de las masas, en el marxismoleninismo, en el antiimperialismo consecuente, lo hizo levantar más alto las banderas de la lucha y los principios revolucionarios, su identidad comunista y el legado de los fundadores del Partido. Se acrecentó su figura cuando supo interpretar los cambios ocurridos
en el Mundo, en América Latina y Argentina.

Incorporó y militó como nadie el llamado de Fidel de que los pueblos aprenden en las calles lo que es el capitalismo, el imperialismo y el neoliberalismo. Ahí supo conjugar la necesidad de luchar conjuntamente por la unidad popular, por la unidad de los revolucionarios y la construcción del necesario partido marxista
leninista. Así fue fundador en diciembre de 1996 del PCCE, desde el cual, como Secretario General,
trabajó intensamente por la construcción de la fuerza política frentista necesaria para defender el
rumbo abierto en el 2003 con la asunción de Néstor Kirchner. Fue decidido constructor de Unidos y
Organizados junto a otros compañeros del kirchnerismo.

Supo ver que la hegemonía unipolar de los Estados Unidos no sería eterna y avizoró el actual tránsito a la multipolaridad. Percibió rápidamente el torrente de cambios en América Latina y actuó lúcida y apasionadamente por el proceso de integración en nuestro continente.
Falleció a los 75 años, y lo hizo con las botas puestas, como él mismo nos solía decir.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Juventude da FSM realizará encontro em Buenos Aires

Como desdobramento do processo de rearticulação da Juventude sindicalista da Federação Sindical Mundial, a FSM realizará de 29/06 a 1º/07, na cidade de Buenos Aires, a sua Reunião do Cone Sul da Juventude Sindicalista da FSM.
Plenário da 2ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, em Havana, Cuba

A América Latina tem sido palco de várias atividades desse perfil, tendo sediado os dois primeiros encontros internacionais (em Lima e em Cuba), além do avanço da articulação da FSM na América Central, que já realizou dois encontros.

Agora, o Capítulo Argentino da FSM anfitrionará uma reunião cuja presença já extrapola o Cone Sul, contando já com a confirmação de diversas organizações, inclusive da CGTP (Peru) e da CTB, que compõem o Comitê Internacional eleito na 2ª Conferência.
Marcha do Primeiro de Maio de 2012, a juventude da FSM

Paulo Vinícius Silva, Secretário de Juventude que representará a CTB na atividade, opina que há grandes desafios para o movimento sindical juvenil na região:

“A organização da juventude sindicalista na América Latina passa pela afirmação de pautas de diferentes tipos, de resistência, de políticas públicas e de luta de massas, e inclusive de luta contra a direita e a favor de governos progressistas, como ocorre na Venezuela. Vivemos um momento afirmação da agenda de integração regional em meio à crise capitalista, e da coincidência de governos que, apesar de suas contradições, inserem-se na corrente mais ampla de luta do povo contra o neoliberalismo. Por outro lado, precisamos refletir sobre os instrumentos de que dispomos ao nível regional para influir concretamente nesse cenário de mudanças, que carece da visão da juventude sindicalista classista a dialogar com os demais movimento juvenis. E também fazemos parte do movimento da própria juventude, que luta pela renovação do próprio movimento sindical nos países e internacionalmente”.
Reunião de articulação do encontro de Buenos Aires no Plenário da 2ª Conferência de Juventude da FSM

A expectativa é que o evento possa fortalecer a articulação entre as organizações sindicais através dos(as) jovens, criando canais de divulgação da FSM e também se estabeleça, em torno do Plano de Ação aprovado na 2ª Conferência, uma agenda que materialize o estreitamento dos laços e da ação comum da juventude sindicalista na América do Sul.

Leia também:

CTB participa da 2ª Conferência da Juventude Sindicalista em Cuba


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Presidenta argentina diagnosticada con carcinoma en la tiroides - TELESUR

Cristina Fernández diagnosticada con carcinoma en la tiroides

Telesur

El secretario de Comunicación Pública de Argentina, Alfredo Scoccimarro, informó este martes que a la presidenta Cristina Fernández se le detectó un carcinoma en el lóbulo derecho de la glándula tiroides, sin presencia de metástasis. La mandataria será operada el próximo 4 de enero en el Hospital Austral, por lo que delegará a su Vicepresidente el poder por 20 días.

"Se detectó la existencia de un canciroma papilar en el lóbulo derecho de la glándula tiroides. En el dia de hoy se constató la ausencia de compromiso de los ganglios linfáticos y la inexistencia de metástasis. La localización de la enfermedad se haya circunscripta a la glándula", detalló en una conferencia de prensa.

Mientras Fernández se recupera la Presidencia argentina quedará en manos del vicepresidente Amado Boudou.

Según detalló Scoccimarro, quien estará a cargo de la operación será el jefe de Departamento de Cirugía del Hospital Austral, Pedro Saco. "Se programó la intervención para el miércoles 4 de enero con un tiempo probable de la internación de 72 horas", señaló.

"La primera mandataria conforme lo prescribe el artículo 88 de la Constitución tomará licencia por 20 días. El poder Ejecutivo será ejercido por el vicepresidente, Amado Boudou", especificó.

A continuación teleSUR presenta el comunicado de la Unidad Médica Presidencial de Argentina:

Miércoles, 28 de Diciembre de 2011 Comunicado de la Unidad Médica Presidencial de la Nación

El secretario de Comunicación Pública de la Nación, Alfredo Scoccimarro, dio a conocer esta noche un comunicado emitido por la Unidad Médica Presidencial de la Nación, en el que se informa que como resultado de controles médicos rutinarios a los que se sometió la presidenta Cristina Fernández el pasado 22 de diciembre se detectó la existencia de un carcinoma papilar en el lóbulo derecho de su glándula tiroides.

Debido a ello, hoy se efectuaron los estudios específicos y se constató la ausencia de compromiso de los ganglios linfáticos y la inexistencia de metástasis. Se concluye que la localización de la enfermedad está circunscripta en la mencionada glándula.

Para el tratamiento de la misma, se realizará una intervención quirúrgica. Habiéndose completado durante esta jornada la realización de los estudios prequirúrgicos correspondientes, se programó la intervención para el miércoles 4 de enero en el Hospital Austral, con un tiempo probable de internación de 72 horas y de convalecencia de 20 días.

La operación estará a cargo del Dr. Pedro Sacco y su equipo. El mencionado profesional se desempeña como Jefe del Departamento de Cirugía del Hospital Austral y como Jefe del Servicio de Cabeza y Cuello del Instituto de Oncología "Dr. Ángel Roffo" de la Universidad de Buenos Aires.

El comunicado lleva la firma de los doctores Luis Buonomo y Marcelo Ballesteros, de la Unidad Médica Presidencial

Licencia médica

Conforme lo prescribe el Artículo 88 de la Constitución Nacional, la Jefa de Estado tomará licencia desde el día 4 de enero de 2012 hasta el 24 del mismo mes, inclusive. Durante ese período, el Poder Ejecutivo será ejercido por el Sr. Vicepresidente de la Nación, Lic. Amado Boudou.

teleSUR - La Nación - Télam / MM

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A esquerda foi a grande vencedora nas eleições argentinas - Francisco Luque - Carta Maior





O socialismo, por meio da figura de Hermes Binner (foto) e sua coalizão de centro-esquerda, Frente Ampla Progressista, obteve 16,9% dos votos e se transformou na segunda força política do país, superando partidos tradicionais como o radicalismo e a ala direitista do peronismo. O candidato da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, Jorge Altamira (trotskista), obteve 2,35% dos votos, superando a tradicional Coalizão Cívica, da deputada Elisa Carrió.

Além do avassalador triunfo do kirchnerismo mas eleições da Argentina, onde, em uma votação histórica, a presidenta Cristina Fernández de Kirchner obteve a reeleição com 53.9% dos votos, apuradas 97,99 das urnas, deve-se destacar a notável participação de outras forças políticas de esquerda do país. Esse fato dá conta do giro progressista que a Argentina deu após a crise de 2001 e de oito anos dos Kirchner.

O socialismo, por meio da figura de Hermes Binner e sua coalizão de centro-esquerda, Frente Ampla Progressista, obteve 16,9% dos votos e se transformou na segunda força política do país, superando partidos tradicionais como o radicalismo e a ala direitista do peronismo. “Somos uma força propositiva que veio para ficar”, disse Binner logo após a divulgação dos resultados oficiais. O governador socialista ficou a 36 pontos de Cristina Kirchner, conseguindo quase 17% dos votos. Ele conseguiu sete pontos a mais do que obteve nas primárias de agosto, quando ficou em quarto lugar.

Ainda que superado em grande parte do país por Cristina Kirchner, Binner se impôs na cidade de Rosário, lugar onde o socialismo governa há 15 anos. Além disso, a Frente Ampla Progressista triunfou em quatro das 15 comunas da Capital Federal, e ficou em segundo lugar em Buenos Aires, Córdoba, Terra do Fogo, Neuquén, La Pampa e Río Negro. A FAP obteve mais de um milhão de votos a mais do que obteve nas primárias de agosto. Em seu discurso de agradecimento, Binner sustentou sua promessa de construir essa força “para governar a Argentina”.

Por sua vez, a deputada reeleita Victoria Donda assinalou que o clima da Frente Ampla é de festa e que o objetivo era chegar ao segundo turno. “Em pouco mais de quatro semanas, conformamos uma coalizão política representativa e uma alternativa à posição oficial. Somos a cabeça da oposição e nosso compromisso é oferecer um programa de governo e legislativo porque queremos governar este país”.

Por outro lado, o candidato da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, Jorge Altamira, obteve o sétimo lugar com 2,35% dos votos. Com esse índice superou a tradicional Coalizão Cívica, da deputada Elisa Carrió. A Frente de Esquerda, conglomerado de forças políticas da esquerda trotskista, superou os 700 mil votos para a sua candidatura presidencial, o que representa 30% a mais dos resultados obtidos nas primárias de agosto. É a votação mais significativa desde 1983. Acostumados a obter separadamente percentuais inferiores a um ponto, a formação dessa coalizão de esquerda foi positiva para esta força.

“É uma luta cerrada, onde a esquerda revolucionária conseguiu um grande avanço”, assinalou Altamira na sede do Partido Operário. Ele destacou que as pessoas que votaram na Frente de Esquerda o fizeram “para colocar a esquerda como alternativa política ao kirchnerismo, em um período extremamente conflitivo por causa da crise mundial”. Neste sentido, comentou: “li que o Banco da Inglaterra proibiu o Banco Santander de enviar lucros e dividendos para a Espanha, a mesma coisa que a Frente de Esquerda quer fazer em uma escala geral”.

Altamira destacou ainda que esta votação da esquerda revolucionária foi uma votação histórica porque fez avançar o ativismo na classe operária, e resultou em mandatos em Salta, Córdoba e Neuquén. “Com nosso programa e a unidade da esquerda superamos em cerca de 50% a votação anterior. Isso implica um sinal político e ocorre quando vários candidatos da política patronal estão praticamente se aposentando e nós estamos muito contentes”, disse o candidato a vice-presidente Cristian Castillo. Altamira destacou por fim que o avanço da esquerda deve-se ao trabalho realizado durante muito tempo é que é o “testemunho do avanço nas fábricas e oficinas”.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Argentina: Cristina encerra campanha com um chamado à integração


“Somos orgulhosamente sul-americanos. Somos gente da Unasul. Se conseguirmos uma integração inteligente, podemos ser protagonistas do século XXI”, disse a presidente Cristina Fernández de Kirchner no ato de encerramento de sua campanha, quarta-feira (19) à noite, em Buenos Aires. Ela é favorita para vencer a eleição presidencial no próximo domingo (23).

A presidente Cristina Fernández de Kirchner encerrou na noite de quarta-feira (19) sua campanha para as eleições presidenciais do próximo domingo (23) em um ato realizado no Teatro Coliseu, em Buenos Aires. Vestida de preto, a presidenta fez um chamado a todos os setores para trabalhar por uma Argentina com “mais liberdade, mais democracia, mais direitos humanos e pluralidade, por essa Argentina que estamos conseguindo construir com tanto esforço e pela qual Néstor Kirchner deu sua vida”.

Entre aplausos de seus apoiadores, a presidente afirmou ainda que “somos orgulhosamente sul-americanos” e que “somos gente da Unasul [União Sul-Americana de Nações]”. “Se conseguirmos uma integração inteligente, podemos ser protagonistas do século XXI”.

O teatro, localizado perto do Obelisco, estava lotado por funcionários do governo, candidatos e militantes. Do lado de fora, centenas de jovens militantes da Frente para a Vitória aplaudiam as palavras de sua líder. A presidente sustentou que o objetivo de seu governo é a construção de um país com inclusão social.

“Os 40 milhões de argentinos merecem isso, aqueles que já não estão conosco merecem isso, ele (Néstor Kirchner) merece isso, nossa própria história merece. Força Argentina. Vamos em frente por mais pátria, mais liberdade e mais igualdade”, acrescentou, muito aplaudida. “Temos que conseguir a unidade nacional que nos foi negada em nossos 200 anos de história”, disse ainda a presidente, enquanto passava em revista os aspectos mais importantes de seu governo e de suas propostas.

“Ninguém perde sua identidade se colabora e coopera com o que a sociedade democraticamente elege para construir um país melhor e uma sociedade com maior solidariedade e inclusão”. Cristina fez um chamado para os responsáveis pelas instituições e aqueles que se sentem identificados com o atual modelo de governo, para que deixem de lado as “questões menores” e atuem com “maior inteligência”.

“Hoje li uma frase que me impactou: é do maio francês e definia os estúpidos como aqueles que, quando alguém aponta para a lua com o dedo, olham o dedo. Não olhemos mais para o dedo, olhemos para a lua”, disse com emoção.

Entre as principais diretrizes de seu futuro governo, a presidenta indicou: “mais trabalho argentino, mais indústria argentina e queremos também agregar mais valor à produção de nosso país que se converteu na mais competitiva do mundo”. “Felizmente temos superado etapas e estou disposta a desenvolver todas as políticas que ajudem o desenvolvimento e o crescimento. É preciso ter claro que isso será feito sempre com políticas de inclusão social e de defesa dos setores mais vulneráveis”. Cristina Fernández disse também que “essa é uma convocação para todos, para essa unidade nacional que sempre nos foi negada em nossos 200 anos de história, e que foi uma das principais causas do fracasso argentino”. “Eu não sou neutra”, enfatizou. “Estarei sempre contra a desigualdade”.

Os outros candidatos também realizaram atos de encerramento de campanha em diversos lugares do país. Cristina Fernández é favorita para as eleições de domingo (23). Reeleita, levará o movimento “Frente para a Vitória” a conduzir o país pelos próximos quatro anos.

Fonte: Página 12
Tradução: Carta Maior

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