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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Força, Chávez! Paulo Vinícius Silva

A notícia da recidiva do câncer que o Presidente Chávez tem na região pélvica doeu no peito de todos os internacionalistas, de todos os que entendem a importância da unidade da América Latina, de todos os que se sentem parte de um mesmo caudal desses povos que lutam por sua emancipação, das pessoas de bem, com o mínimo de caráter para não aliar-se ao câncer. Acostumados a ver em Chávez um fenômeno de vitalidade, energia, vida, a notícia caiu-nos como um frio na espinha, só minorado pelo calor no peito que nos veio com a reação do presidente do país amazônico irmão.

Chávez, tal qual Lula, tem uma identidade muito forte com seu povo, em virtudes e defeitos, mas aquelas inegavelmente superiores a estas, em especial nesses anos em que a barbárie assoma no umbral da Humanidade. Vê-los enfrentar a doença como seres humanos, e nela reconhecermos o melhor em nós, cumpre um inequívoco sentido didático e humanista, algo que já observáramos no surpreendente José Alencar, saudoso vice-presidente, brasileiro e guerreiro. Ter vivido tudo isso e, depois de um caminhar, saber dos êxitos no tratamento de Lula, fazem-nos ainda mais próximos dos venezuelanos, pois sabemos o que eles sentem. Se as dificuldades nos provam e depuram, essa atual nos irmana como nunca. Compreendemos essa quadra de dentro de nossa vida concreta.

Em quantos lares não somos atingidos pela doença, a cair como raio em céu azul, e vitimar nossos entes mais queridos, a por no horizonte de nossas vidas tempestades que nos fazem duvidar se escaparemos? A maneira como esses líderes latino-americanos (sinistra e estranhamente atingidos quase simultaneamente) enfrentam o câncer, humana e publicamente, falando a seu povo olhos nos olhos, isso nos toca e ensina.

Toca-nos ao desmistificar o tema, que até recentemente sequer podia ser dito com seu nome. Os antigos não diziam câncer, apenas CA, tamanho o medo. Isso nos ajuda a reconhecer o problema como a batalha dura, mas não imbatível, em especial com os últimos avanços da ciência. Avanços que, no entanto, não podem chegar a todos, porque mediados pelo mercado da saúde, em que a vida humana e o padecer de nossos entes queridos são um detalhe ante a centralidade do lucro e a desumanização trituradora que aflige e sevicia os profissionais da área.

E retoma a percepção desse frágil liame, essa chama luminosa, bruxuleante e efêmera da nossa vida. E, a despeito disso e de tanta treva, seu fulgor pode encarnar esperanças coletivas nobres, seculares, imprescindíveis nesse momento. O padecer desses líderes permite perceber essa ligação, essa possibilidade gloriosa e frágil, entre o frágil que é a nossa vida e a imensidão de nossos sonhos, tão à mão, mas a permanentemente escapar pelas pontas ávidas dos dedos. Ao enfrentarem o tema em praça pública, eles, voluntariamente ou não, dão-nos essa percepção de responsabilidade comum ante as conquistas arrancadas a tanto custo nesses anos. As vitórias imediatas, eleitorais, políticas, sociais e econômicas, o desenvolvimento, a libertação das cadeias do imperialismo, a emancipação humana da barbárie do capital, a paz, são frutos dessa mescla de opção individual e potencial coletivo. Necessariamente nos ultrapassam, tornando imprescindível essa atitude de compromisso e desprendimento, de assunção de responsabilidade e de aposta no coletivo e no futuro.

Esse papel didático da luta pela vida desses indivíduos tão em evidência deve também lembrar-nos da cotidianização da morte pelas guerras, das manobras do consórcio da mídia hegemônica, forças armadas imperialistas e oligarquia financeira. A subversão, o cerco, a guerra, a destruição de países e o genocídio de povos. O calculado e cínico apropriar-se do trabalho, das riquezas e da vida de povos inteiros, levados ao desespero, à miséria, como vemos com a crise capitalista. São também pessoas, vidas. E não é acaso o seu padecer, é o imperialismo. Assim, como à época da luta contra o nazismo, os campos estão nitidamente definidos. A morte e o capitalismo de um lado, a vida, a paz e a necessidade histórica inarredável do socialismo de outro.

Todavia, é tortuosa e íngreme a trilha que permitirá às massas chegarem ao entendimento dessa encruzilhada. E outra vez somos chamados a, pessoalmente, na medida modesta de nossos esforços e limitações, ocupar nosso lugar na trincheira. Cada batalha tem seu valor. E os militantes seguem imprescindíveis.

Torcemos muito pelo Presidente Chávez, que luta lindamente, está em boas mãos, tem essa inquebrantável vontade e uma fé movedora de montanhas, e está cercado de milhões de orações em seu favor, em especial dos mais humildes. Vemos de soslaio a barbárie com suas podres presas imersas em sangue, os partidários da desigualdade, da guerra, das metrópoles e da morte. E olhando sua vilania e caducidade, em meio às tempestades, sabemos que as trespassaremos. E 2012 será marcado por mais essa batalha heroica em que Chávez vencerá a doença e a direita, forjando no povo venezuelano esse protagonismo coletivo que faz das revoluções realidade. Força Chávez!

Vídeo: Hugo Chávez fala de sua saúde abertamente à multidão na Varanda do Povo, em Miraflores, quando de seu regresso de Cuba

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Presidenta argentina diagnosticada con carcinoma en la tiroides - TELESUR

Cristina Fernández diagnosticada con carcinoma en la tiroides

Telesur

El secretario de Comunicación Pública de Argentina, Alfredo Scoccimarro, informó este martes que a la presidenta Cristina Fernández se le detectó un carcinoma en el lóbulo derecho de la glándula tiroides, sin presencia de metástasis. La mandataria será operada el próximo 4 de enero en el Hospital Austral, por lo que delegará a su Vicepresidente el poder por 20 días.

"Se detectó la existencia de un canciroma papilar en el lóbulo derecho de la glándula tiroides. En el dia de hoy se constató la ausencia de compromiso de los ganglios linfáticos y la inexistencia de metástasis. La localización de la enfermedad se haya circunscripta a la glándula", detalló en una conferencia de prensa.

Mientras Fernández se recupera la Presidencia argentina quedará en manos del vicepresidente Amado Boudou.

Según detalló Scoccimarro, quien estará a cargo de la operación será el jefe de Departamento de Cirugía del Hospital Austral, Pedro Saco. "Se programó la intervención para el miércoles 4 de enero con un tiempo probable de la internación de 72 horas", señaló.

"La primera mandataria conforme lo prescribe el artículo 88 de la Constitución tomará licencia por 20 días. El poder Ejecutivo será ejercido por el vicepresidente, Amado Boudou", especificó.

A continuación teleSUR presenta el comunicado de la Unidad Médica Presidencial de Argentina:

Miércoles, 28 de Diciembre de 2011 Comunicado de la Unidad Médica Presidencial de la Nación

El secretario de Comunicación Pública de la Nación, Alfredo Scoccimarro, dio a conocer esta noche un comunicado emitido por la Unidad Médica Presidencial de la Nación, en el que se informa que como resultado de controles médicos rutinarios a los que se sometió la presidenta Cristina Fernández el pasado 22 de diciembre se detectó la existencia de un carcinoma papilar en el lóbulo derecho de su glándula tiroides.

Debido a ello, hoy se efectuaron los estudios específicos y se constató la ausencia de compromiso de los ganglios linfáticos y la inexistencia de metástasis. Se concluye que la localización de la enfermedad está circunscripta en la mencionada glándula.

Para el tratamiento de la misma, se realizará una intervención quirúrgica. Habiéndose completado durante esta jornada la realización de los estudios prequirúrgicos correspondientes, se programó la intervención para el miércoles 4 de enero en el Hospital Austral, con un tiempo probable de internación de 72 horas y de convalecencia de 20 días.

La operación estará a cargo del Dr. Pedro Sacco y su equipo. El mencionado profesional se desempeña como Jefe del Departamento de Cirugía del Hospital Austral y como Jefe del Servicio de Cabeza y Cuello del Instituto de Oncología "Dr. Ángel Roffo" de la Universidad de Buenos Aires.

El comunicado lleva la firma de los doctores Luis Buonomo y Marcelo Ballesteros, de la Unidad Médica Presidencial

Licencia médica

Conforme lo prescribe el Artículo 88 de la Constitución Nacional, la Jefa de Estado tomará licencia desde el día 4 de enero de 2012 hasta el 24 del mismo mes, inclusive. Durante ese período, el Poder Ejecutivo será ejercido por el Sr. Vicepresidente de la Nación, Lic. Amado Boudou.

teleSUR - La Nación - Télam / MM

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão - Portal Vermelho

Cuba apresenta resultados de vacina contra câncer de pulmão - Portal Vermelho

Especialistas de vários países participam nesta terça (22) do 4º seminário Internacional sobre a vacina CIMAvax-EGF, a primeira do mundo destinada ao tratamento de câncer de pulmão. Desenvolvida em Cuba, ela está sendo utilizada desde janeiro com a finalidade de inibir o crescimento do tumor em pacientes com esse diagnóstico de câncer. O evento debaterá os resultados clínicos já alcançados.

Organizado pelo Centro de Imunologia Molecular (CIM) e pela fabricante de biofármacos Cimab, o encontro avaliará a performance da vacina em pacientes cubanos e de outros países que tiveram acesso ao medicamento.

CIMAvax-EGF é a primeira vacina no mundo a atuar contra o câncer de pulmão e já foi patenteada em Cuba, Canadá, Estados Unidos, Japão e Sul da África, entre outros países, declarou Norkis Arteaga, gerente general de Cimab, à Prensa Latina.

Na nação cubana a vacina alcançou resultados acima da expectativa. Sem causar efeitos colaterais graves, fortaleceu o sistema imunológico e aumentou a sobrevida dos pacientes tratados, que obtiveram melhora também na qualidade de vida.

Atualmente, o produto se encontra em um projeto piloto que visa expandir a distribuição da vacina para todo o sistema público de saúde. Esta será uma experiência que será apresentada durante o seminário.

A reunião, que termina amanhã, conta com a presença internacional de especialistas do Peru, Brasil, Argentina, Colômbia, França, Bélgica, Sérvia, Coréia e Alemanha.

Com informações da Prensa Latina e agências

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