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quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Sérvulo Esmeraldo - O Espaço do Infinito - Paulo Vinícius da SIlva

                      Femme Bateau - Obra na Ponte Metálica Crédito: Laart. Foto de Joca Meirelles

Domingo de manhã, fui pego de surpresa pelo documentário sobre o artista cearense universal: Sérvulo Esmeraldo - O Espaço do Infinito, que me levou às lágrimas... 

Está disponível no Youtube do SESI, assista!

Revi sua obra na paisagem alencarina, do alto de minha ignorância, e chorei de saudade de Fortaleza.

Comoveu-me seu exemplo do dever encarnado, de traços tão diáfanos e elegantes, comprometidos e firmados na terra como concreta mudança da própria realidade, até mesclar-se com a paisagem, com a vida do povo, e só depois ser reconhecido - que mérito, que elegância! 

Tocou-me, ele primeiro ter conquistado Paris para só depois regozijar-se com a conquista do Crato, sua cunha. A frase, "Eu estou trabalhando em algo lindo" é glorioso epitáfio, pretensão, utopia, que a Arte traz: querer superar a alienação do trabalho. E Les Feuilles Mortes... 

Conheçamos e celebremos o exemplo e a obra de Sérvulo Esmeraldo!



sábado, 13 de outubro de 2018

Missa de sétimo dia de Mestre Môa do Catendê - que lindo - Venceremos o Fascismo! #Haddad13

Missa de sétimo dia de Mestre Môa do Catendê
Quando a gente vê uma cena dessa, em meio de uma tristeza tão funda o povo devolver com união e beleza, a gente percebe aforça do Brasil, e havemos de vencer essa batalha e a guerra, por uma pátria livre, democrática e com o povo em primeiro lugar!

Mestre Môa do Catendê, Presente!
O fascismo será derrotado!
Vamos com #HaddadPresidente!









Mestre Môa do Batendê - o primeiro artista assassinado pelo fascismo de 2018 - Pedro Sanchez - Farofafá



(Foto Instagram @moadokatende)
(Foto Instagram @moadokatende)
O baiano Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Môa do Katendê, tem sido tratado como capoeirista no obituário sobre seu assassinato a facadas por um eleitor de Jair Bolsonaro, numa discussão na madrugada pós-eleitoral de 8 de outubro, em Salvador. Moa é, além disso, o primeiro artista a sucumbir à onda protofascista que emerge das urnas no Brasil de 2018. Compositor ligado a blocos afro como Ilê Aiyê e Badauê, ele foi iluminado nacionalmente primeiro por Caetano Veloso, que gravou uma vinheta de “Badauê” no disco Cinema Transcendental, de 1979: “Misteriosamente/ o badauê surgiu/ sua expressão cultural/ o povo aplaudiu”. (À época, o nome do artista foi grafado como Môa do Catendê.)
Caetano citou o Badauê e o Ilê de Môa noutras canções daquele período, como as espontaneamente antifascistas “Beleza Pura” (“não me amarra dinheiro, não,/ mas elegância/ não me amarra dinheiro, não,/ mas a cultura/ dinheiro não/ a pele escura/ dinheiro não/ a carne dura/ dinheiro não/ moço lindo do Badauê/ beleza pura/ do Ilê Aiyê/ Beleza pura”), também de 1979, e “Sim/Não” (“No Badauê/ gira menina, macumba, beleza, escravidão/ no Badauê/ toda a grandeza da vida no sim/não”), de 1981.
O Ilê Aiyê gravou outro “Badauê” de Môa: “Na Liberdade/ e na cidade/ sua crioulada engalanada/ 100% emocionada/ delirando toda a massa cantando assim/ badauê”. Num contexto ainda mais explícito que o da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, em março passado, Môa foi assassinado pelo barbeiro Pedro Sérgio Ferreira de Santana, militante do PSL de Bolsonaro, após defender voto no PT. Na terça-feira 9, o jornalista Ricardo Boechat disse ao vivo, na BandNews FM, que não vê agressividade na presente campanha eleitoral e classificou o assassinato de Môa do Katendê de “uma bobagem, minha gente”.
Veículos comprometidos com a frente antifascista em formação, como Opera Mundi e CartaCapital, têm publicado material de fundamental importância para o enfrentamento da onda fascista. A mídia internacional já repercute o Mapa da Violência Política elaborado de forma colaborativa a partir do site Opera Mundi.
  • (Este texto foi produzido originalmente para a edição 1.025 da revista CartaCapital.)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Assassinos Sociais - Gog


A lição meu irmão esta ai
Nos ataques a bomba
No genocídio em Ruanda
Na pobreza no Haiti
É triste, mas eu vi
O clamor materno
Rogando logo o céu, o inferno
Ao seu filho subnutrido
Que aos dezoito não pesava mais que vinte e poucos quilos
Mas de nada adiantava isso
Do outro lado do mundo seu futuro era decidido
Num café matinal entre políticos malditos
Parasitas cínicos

Assassinos sociais, é
Os poderosos são demais

Derramam pela boca seus venenos mortais
Poluindo a mente dos que são de paz
A gente segura atura estas criaturas
Como pode mas um dia explode
E a idéia sai (então vai)
Eu vou eu vou de vez
Vejam só vocês
No meu Brasil em ano de eleição
O que se vê pela periferia são
Palanques panfletos carros de som
Promessas em alto e bom tom de que as coisas vão melhorar
Mas como acreditar?
Se os que prometem sempre estiveram lá
Prontos para nos trucidar
E pra complicar
Não são humildes, morrem de preguiça
Só rogam o bem pra bem estar pra Deus na missa
E mesmo assim não fazem jus
Não fazem o sinal da cruz
Desses, eu, GOG, sempre quero estar a anos-luz
Acreditando no que creio há
E o que é mais feio
Pra eles o caminho do sucesso não importa os meios
Desses caras já estou cheio (então vai)

Assassinos Sociais
É, os poderosos são demais

Você tem todo o direito de não acreditar
No que estou dizendo
Mas tem o dever de conferir
Pra ver a zona que está ai no parlamento
Metem a mão na cara dura no orçamento
Interferindo na vida de milhões
E não são dois nem três, são mais de cem ladrões
Vou repetir quero mais adesões
Nos palanques seguem antigos padrões
Dizendo que são ricos
Que poderiam estar cuidando da família, do próprios negócios
E que por amor à nação
Adotaram a política como opção
Que ajudar os pobres é a missão
Mas quem são eles pra falar de amor?
E preciso ter antes de mais nada, ter noção do horror
Que é ver velhos vagando na madrugada das ruas
Com frio nas rugas
É preciso ver crianças
Pezinhos pequenos desde cedo na estrada
Esse é o preço pago vendendo dindin picolé amendoim cocada
Pra sobreviver toda a iniciativa é válida
Mas é essencial sim ter escrúpulos honrar a palavra dada
E o que dói mais é ver muitos de meu povo
Caindo na cilada
Trabalhando em campanhas milionárias por migalhas
Empunhando bandeira no sol a sol
O corpo suado coração está do outro lado
Mas infelizmente a necessidade fala alto
A ideia é:
Trabalhando contra nós mesmo sempre sairemos derrotados
E enquanto isso o que eles fazem?
Começam em brasília a semana na quarta e encerram na quinta
Matam a segunda, a terça, a sexta
Mal político em qualquer canto do planeta
É um Anticristo, um cisto, a besta
A atração principal do telejornal
A procura de status investe no visual
Realmente eu sou um marginal
E quero ver sua cabeça seu oco seu mal
Bicho mesquinho
Vejo em seus olhos tochas de fogo luzindo
Nas suas costas asas vermelhas se abrindo
É só olhar pra eles e verá que não estou mentindo
Que não é vacilo, delírio, nem sonho
Mau político pra mim: o pior dos demônios
Junta logo suas malas e vai!

Assassinos Sociais
É, os poderosos são demais

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