SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador sindicatos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sindicatos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Apenas começamos - Paulo Vinícius da Silva e Flauzino Antunes




E nossa história não estará

pelo avesso, assim, sem final feliz:

teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver,

temos muito ainda por fazer.

Não olhe pra trás, apenas começamos.

O mundo começa agora.

Apenas começamos. (Metal contra as Nuvens, Legião Urbana)


É longa e complexa a História dos Comunistas nas suas relações com o povo. Também no Brasil, os 101 anos de nossa existência foram marcados por, ao menos, 65 anos de ilegalidade. Comunistas de envergadura, com compromisso absoluto com o nosso povo, estivessem no PCB, PCdoB, MR8 ou na AP, viram-se bloqueados pela Ditaduras em seu contato com o povo, com a classe trabalhadora, com a juventude e a intelectualidade. Esse contato com o povo é tão importante que Kim Il Sung dizia: “O povo é o nosso Céu”. 


A Política é muito mais ampla que o estado, o governo, os mandatos, e não se reduz à institucionalidade. O fascismo se levanta precisamente quando a burguesia manda às favas seu “compromisso” com a democracia, e por isso bloqueia nosso contato com o povo, por propaganda, por mentira, por ditadura, por lei. Transformar democracia e institucionalidade burguesas em democracia popular exigirá muito mais que uma participação minoritária em um ou vários governos. 

A questão central é a nossa relação com o povo, e a Classe Trabalhadora é universal, diversa, é a coluna vertebral da Nação e do Povo Brasileiro. Daí ser essencial perguntarmos: que Classe Trabalhadora é essa de quem pretendemos ser vanguarda.


Quem é a Classe Trabalhadora?

A geração que compunha o bônus demográfico em 2012 e que engrossou as manifestações de 2013 continua em 2023 como a grande maioria da População Economicamente Ativa - PEA -, e imensa participação no mercado de trabalho nacional, tendo sofrido os impactos da regressão trabalhista. Atualmente, a PEA conta com 107.127.000 pessoas (abril/23), de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc)(1) do IBGE. A População Ocupada - PO - conta  98.031.000 de pessoas e a População Desocupada - PD - tem cerca de 9.095.000 de pessoas. Ou seja, 8,48% da PEA estão em desocupação plena. 

É preciso ver com maior atenção o universo daqueles que perderam seus direitos e que enfrentam as maiores dificuldades, num quadro em que o setor formal da economia tem a marca do empobrecimento, das perdas salariais e inflacionárias decorrentes da destruição da negociação coletiva e do fim da política de valorização do salário mínimo. No universo da População Ocupada, 35.943.000  pessoas trabalham na informalidade, sem carteira assinada. Somados à População Desocupada, chegam a 45.038.000. Essa fotografia ainda não traduz a situação. Quando somamos a esse conjunto as pessoas desalentadas - 3.769.000 - e as pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas - 5.053.000 - chegamos  a quase 54 milhões (2) de trabalhadores e trabalhadoras na precariedade, informalidade, no desemprego, e ainda faltam muitos invisibilizados pela mais extrema miséria! É nesse universo, considerados como Ocupados, que estão os informais e os trabalhadores de aplicativos! Assim, 50,27% da População Economicamente Ativa vive um presente sem direitos e pode acabar num futuro de vulnerabilidade e pobreza.


Ainda de acordo com a PNADc, fazendo um recorte geracional, verificamos que as pessoas de 18 a 39 anos, são  65,1% da População Desocupada. Segundo a economista Marilene Oliveira, com dados do primeiro trimestre de 2022 (3), a juventude entre 20 e 29 anos contava com 47,8% entre os trabalhadores informais. Mas a pesquisadora nos informa que o recorte etário de 20 aos 49 anos compõe  68,4% de todos os informais. Assim, a geração de jovens de que saíram às ruas em Junho de 2013 e seus filhos compõem hoje a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras sem direitos, previdência, sem amparo algum. Não é à toa estar aí a maior distância dos partidos e sindicatos! É essa maioria da classe trabalhadora, sem direitos e organização que, curiosamente, merece a atenção da indústria cultural, das igrejas do pentecostalismo de negócios, e mesmo das milícias, do narcotráfico e das bigtecs que, assim, promoveram o sequestro da identidade de classe da maioria dos trabalhadores, comprometendo o futuro do Brasil. Esse é o campo aberto para a propaganda fascista.


Mas a tragédia não se resume aos precarizados(as), desempregados(as) e informais. Ao analisar os trabalhadores formais, vemos a fragilidade gritante decorrente da perda de representação sindical, expressa nas taxas de sindicalização em sua baixa contínua ao longo dos últimos anos. Em 2020, três anos após a Deforma Trabalhista, o Brasil de Fato já noticiara que:

“entre os anos de 2012 e 2019, os sindicatos perderam cerca de 3,8 milhões de filiados no Brasil. Desse modo, em 2019, das 94,6 milhões de pessoas ocupadas no país, apenas 11,2%, ou seja, 10,6 milhões de trabalhadores, eram filiados a um sindicato, de modo que esta é a menor taxa de sindicalização desde 2012, quando 16,1% dos trabalhadores brasileiros eram sindicalizados”. (4)


Veja os quadros comparativos por agrupamento de atividade econômica e por região:

Em 2019, tínhamos apenas 11,2% sindicalizados e 88,8% de não sindicalizados, considerando toda a população ocupada. Ora, é amplamente sabido que a filiação sindical se dá no âmbito da formalidade, e não do total da população ocupada, então o dado é melhor. Mas a realidade é que representamos uma pequena parcela, cerca de 11% de toda a população ocupada, no melhor cenário.

A unidade é indispensável, desde as centrais até os sindicatos. Colocar a pirâmide sobre sua base de trabalhadores é inadiável, mas não basta, pois trazer os formais para os sindicatos é apenas um primeiro passo para que possamos atingir toda a classe e em especial a parcela mais jovem e sem qualquer direito.

É a partir desse distanciamento do movimento sindical de quem deveria representar que se baseiam as teses da pulverização dos interesses da classe e da falta de futuro do movimento dos trabalhadores(as). Representando uma minoria da Classe, decrescem as lideranças e os resultados eleitorais da bancada trabalhista. Daí, também decorre o senso comum, de que essa relação com o povo seria “mediada” pelos movimentos sociais, sem lastro de classe, e a partir da incorporação desses movimentos pela representatividade no estado e nos governos, a partir de “políticas” públicas.

Em verdade, se formos olhar de frente a Classe Trabalhadora como um todo, nela encontraremos a raça, o gênero, todas as diversidades, mas o inverso não é verdadeiro. Não há histórico de uma revolução socialista liderada pelos “movimentos sociais”. A História ilustra o inverso, a centralidade do trabalho como mote para a representação e a inclusão da  totalidade do povo na construção da Nação, com a marca indelével do leninismo. É preciso resgatar esses ensinamentos.


"Ligação com as massas como condição fundamental para o trabalho dos sindicatos" (5)

As principais lições de Lênin quanto aos movimentos sociais e à ação dos comunistas são relativamente simples, até, se não as ignorarmos. 


Primeiro, o movimento social, se é o fim em si mesmo, não chega a lugar nenhum. O movimento social que não se vincule à classe revolucionária, trabalhadora, sem a perspectiva generalista da luta do poder, perde-se. Lênin não fez essa crítica ao movimento negro, nem ao movimento LGBTQIA+, à juventude, ou ao movimento das mulheres. Tal crítica foi dirigida com inaudita dureza ao movimento sindical, o movimento da classe trabalhadora, e em especial à sua direção, no célebre e mal citado livro “Que Fazer” (“Sonhos, acredite neles”, aff…) e em outras obras. 


A segunda lição, daí decorrente, é o papel imprescindível da consciência comunista avançada e organizada, sem cuja direção, sem cujo trabalho de base, sem cuja ligação com o povo, com os não comunistas, não há vanguarda de nada, nem de ninguém. A perspectiva do poder só pode vir “de fora”, ele dizia.  Mas esse “de fora”, para dirigir, para ser vanguarda, essa consciência precisa ser feita do mesmo povo que se quer dirigir, viver o que se predica. É preciso ir sempre ao imenso manancial do povo, não ficar fechados em nós mesmos.


Ou seja, guiados pelo espontâneo, pelo corporativo, pelos interesses do momento, guiados por indivíduos não se chega à CONSCIÊNCIA, nem ao PODER. É essa força da maioria do povo que permite chegar, manter e transformar o poder de Estado. Por isso, o rabo não deve balançar o cachorro. O espontaneísmo e o pragmatismo prometem vitórias, mas não as entregam. 


Além disso, há a importância da questão nacional, especialmente nos países da periferia do capitalismo, as colônias de ontem e de hoje, para quem o tema tem um sentido bastante distinto do nacionalismo burguês. Recentemente, sofremos muito com o abastardamento da Bandeira Nacional, já denunciado por castro Alves no poema O Navio Negreiro: 

“Existe um povo que a bandeira empresta

P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...

E deixa-a transformar-se nessa festa

Em manto impuro de bacante fria!..(6)


Arrancar esta bandeira da mão dos traidores é indispensável, mas não é mero ato simbólico, é o resgate material e espiritual de nossa Nação humilhada. Essa responsabilidade é da classe trabalhadora, em primeiro lugar. Há que lembrar de outra contribuição, do mais fiel seguidor de Lênin, ensinamento que pudemos viver na pele nos últimos anos…Em seu último discurso público, no XIX Congresso do PCUS, em 1952, alertava Stalin: 

Antes, a burguesia julgava-se líder das nações, cujos direitos e independência defendia e colocava “acima de tudo”. Hoje não resta um vestígio sequer desse “princípio nacional”: a burguesia vende por dólares os direitos e a independência das nações. A bandeira da independência e da soberania nacionais foi jogada fora. Não há dúvida de que cabe a vocês, representantes dos partidos comunistas e democráticos, recolhê-la e conduzi-la adiante, se vocês querem figurar como os patriotas de seus países e tornar-se a força dirigente das nações. Não há mais ninguém que possa fazê-lo. (7)


O sofrimento nacional, longe de dividir a nossa gente, precisa aproximá-la. A Nação é a Classe Trabalhadora, é o nosso povo.  Apenas uma visão consciente do movimento, a sua firme adesão aos interesses maiores da classe universal produtora da riqueza construída pela humanidade, defendendo o internacionalismo a partir de nossa Nação em perigo, de nosso povo tão judiado, só desta maneira atingiremos a libertação nacional, a ruptura com o jugo do imperialismo e a construção da verdadeira Nação - que é seu povo. Em um mundo em crise, não percamos a ambição de ver com nossos próprios olhos a primeira etapa da transição ao socialismo. Sim, com as características de hoje, com a classe na sua diversidade, mas jamais um voo de galinha face a um abismo.

Por que não somos eleitos? Se nossa relação com a classe trabalhadora legitimar a liderança, o voto, a defesa e a vitória face aos ataques à Nação e aos direitos da classe trabalhadora, só se essa relação ganhar força nas ruas e nas redes poderemos projetar uma representação eleitoral à altura dos desafios de assegurar o êxito do nosso governo, a vitória da Democracia e o resgate do Brasil aviltado. Será preciso vencer nas ruas e nas redes, e para isso, é preciso um giro em direção à Classe Trabalhadora real.

Mesmo já tendo conquistado o poder, em 1922, Lênin advertia ao movimento sindical classista do primeiro país aonde a Classe Trabalhadora chegou ao poder:

“Um dos maiores e mais terríveis perigos para um Partido Comunista, numericamente modesto, e que na qualidade de vanguarda da classe operária dirige um enorme país que efetua (no momento sem gozar ainda do apoio direto dos países mais adiantados) a transição para o socialismo, é o perigo de ficar afastado das massas, o perigo de que a vanguarda avance demasiadamente longe sem “a frente estar alinhada”, sem conservar uma estreita ligação com todo o exército do trabalho, isto é, com a imensa maioria da massa operária e camponesa."(5)

Isso foi dito com os bolcheviques já no poder… Imagina nós, que estamos só na beira… Imagina se o perigo for ficar atrasado e alheio ao sofrimento do povo…


Lutar desde Brasília é muito duro. Somos pequenos e assumimos imensa responsabilidade de representação nacional. Doeu, sermos porta-vozes de ameaças vãs aos poderosos, enquanto avançava o Golpe; ver o vácuo que sustentava nossos inflamados discursos. Não foi sempre assim, e precisamos estar conscientes de que as marchas de junho de 2013 ainda hoje não foram compreendidas profundamente. Já sabemos, contudo, que elas foram a eclosão da Guerra Híbrida, sob a direção do imperialismo estadunidense e a partir da traição de elementos apátridas, desmoralizados e corruptos, num contexto de revolução tecnológica, da internet, das redes sociais e da telefonia. Se olharmos nossa Classe Trabalhadora real, miraremos a geração que participou de tais protestos, e reconheceremos a pá de cal lançada sobre nossas esperanças, a tragédia imposta ao nosso maior bônus demográfico e, talvez, o comprometimento do futuro do Brasil. 


Aqueles eventos marcaram uma ruptura ainda atual entre a direção nominal da juventude, dos estudantes e da classe trabalhadora e seus representados. Desde então, abriu-se um fosso que só tem se ampliado. Perdas coletivas, de direitos, perda de recursos materiais dos sindicatos, perda de representação política e institucional dos trabalhadores(as); perdas individuais, do emprego, da microempresa, do nome limpo, dos entes queridos, da saúde física e mental, da perspectiva, da família, do direito de amar, do futuro. Cada perda dessas é a falência do Projeto Nacional de Desenvolvimento, que é feito da vida das pessoas. 


E para quem aspira a ser vanguarda da libertação do Brasil, o mais doloroso é a perda do apoio daqueles e daquelas por quem lutamos, a desconcertante solidão de ver o proletariado apontar para a própria cabeça a arma do fascismo. É sob essa luz que devemos enxergar a vitória estratégica da eleição de Lula e Alckmin, graças à Frente Ampla. Só lutaremos com todas as nossas forças e inteligências pelo êxito da missão do Governo Lula (Reconstruir e Transformar o Brasil), se disputarmos a opinião pública, a organização popular, a classe trabalhadora. Há que construir uma trincheira que impeça qualquer derrota e preparar novas vitórias, num mundo mais perigoso e em mudança acelerada. Não é hora de tapinhas nas costas, é hora de trabalho duro, de corrigir os erros, de assentar os alicerces da esperança a partir do instrumento consciente que possa unir e liderar a Classe trabalhadora. Do contrário, como assegurar que não haverá um novo retrocesso?


É preciso lembrar quem somos, olhar nossa classe nos olhos e caminhar para um futuro que só a classe trabalhadora poderá conquistar. Dói a picada, mas o que salva como nossa vacina é libertar o Brasil e construir o Socialismo. Como está no Programa do PCdoB: o Fortalecimento  do Brasil é o Caminho, o Socialismo é o Rumo. E não haverá futuro sem o Sindicalismo Classista Organizado desde a Base, como força motriz do resgate da Classe Trabalhadora.

NOTAS

 1) PNAD Contínua - Divulgação: Maio de 2023 Trimestre móvel: fev-mar-abr/2023 Quadro Sintético - fev-mar-abr_2023.xlsx (ibge.gov.br) <https://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_continua/Mensal/Quadro_Sintetico/2023/pnadc_202304_quadroSintetico.pdf>

2) 53.860.000 de trabalhadores, grosso modo, reúnem População Desocupada, Setor privado sem carteira, Trabalho doméstico sem carteira, Desalentados, Empregadores sem CNPJ, Trabalhadores(as) Por conta própria sem CNPJ e Subocupados por insuficiência de horas trabalhadas 

3) O mundo do trabalho e a informalidade - DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar <https://www.diap.org.br/index.php/noticias/artigos/91166-o-mundo-do-trabalho-e-a-informalidade> 

4) Queda na taxa de sindicalização: o que esses dados falam? André Barreto, 4 de Setembro de 2020, Brasil de Fato <https://www.brasildefatope.com.br/2020/09/04/queda-na-taxa-de-sindicalizacao-o-que-esses-dados-falam>

5) Sobre o Papel e as Tarefas dos Sindicatos nas Condições da Nova Política Econômica - Resolução do CC do PC(b) da Rússia - V. I. Lênin  - 4 de Janeiro de 1922 <https://www.marxists.org/portugues/lenin/1922/01/04.htm> 

6) Castro Alves, O Navio Negreiro, Jornal de Poesia <http://www.jornaldepoesia.jor.br/calves01.html> 

7) Discurso na Sessão de Encerramento do XIX Congresso do PCUS -  J. V. Stálin - 14 de Outubro de 1952 <https://www.marxists.org/portugues/stalin/1952/10/14.htm>





terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Argentina - Cristina Kirchner mostra provas da perseguição de Macri aos sindicatos: queriam uma Gestapo

 No meu último Artigo Frente Ampla e Unidade Popular! descrevo como o fascismo é função do capital financeiro, do rentismo parasitário, primeiro, e do autoritarismo e da violência como consequência. Na irmã República Argentina, o fato se explicita ao finalmente se dar acesso a reunião gravada do Governo Macri, em que seus esbirros dizem claramente seu esquema de perseguição aos sindicatos, e queriam possuir uma Gestapo, diz-se-o descaradamente. E Fernanda Kirchner denuncia-o no twitter, ela que foi vítima de lawfare e perseguições, tal como Lula, Evo e Rafael Correa.

Ao final, vejam o vídeo com as falas infames

No pais que se tornou refúgio de nazistas, que teve uma ditadura fascista e genocida, cujos algozes e mandantes foram presos, avultam os vínculos naturais das finanças e do fascismo, sua identidade e a necessidade de varrer esta escumalha da política. Bom para tratar de nazista era mesmo o camarada Stalin e o povo soviético que salvou a Humanidade.

 

 







sexta-feira, 4 de junho de 2021

PLENÁRIA DAS ESTATAIS ATIVIDADE PRÉ-CONGRESSO DA CTB DF


PLENÁRIA DOS NÚCLEOS DAS ESTATAIS DO V CONGRESSO DA CTB DF E ENTORNO - CONGRESSO DA UNIÃO COM A CGTB


Querido(a) trabalhador(a) de Estatal


Faremos uma plenária com os núcleos dos Urbanitários (as) e dos Bancários(as) da CTB e da CGTB do DF e Entorno. Essa plenária é para esclarecer e organizar a luta em defesa das estatais, na semana decisiva para a manutenção da ELETROBRAS pública. Participe, ajude-nos nessa luta e do V Congresso da CTB-DF e Entorno, ajude-nos a salvar o Brasil, a democracia e as estatais do Genocídio de Bolsonaro.
 

PLENÁRIA DAS ESTATAIS DO V CONGRESSO DA CTB DF E ENTORNO - CONGRESSO DA UNIÃO COM A CGTB

 Reunião do(a) Zoom.

Segunda - 7 jun. 2021 19h00


Inscreva-se antecipadamente para esta reunião:
https://zoom.us/meeting/register/tJ0tcO6qpjwjG9CK5GgExbcHmFNJYohGCQWU

Após a inscrição, você receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar na reunião.
 
Defender as estatais é defender o Brasil!
Parem a privatização da ELETROBRAS!
 
 
 Saudações classistas
 
Victor Frota da Silva e Rosângela Rosa
Núcleo dos Urbanitários CTB-DF/CGTB/DF
 
Paulo Vinícius da Silva e Rafael Guimarães
Núcleo da CTB Bancári@s DF

sábado, 22 de maio de 2021

26/05 - Precarização do trabalho e desafios dos sindicatos - Ciclo de Debates da CTB na quarta-feira - Ricardo Antunes, Nivaldo Santana, Ma. Rosária Barbato





PANDEMIA: os laboratórios de precarização do trabalho e alguns desafios dos sindicatos é o tema do Ciclo de Debate da CTB na quarta-feira 26/05



Publicado 22/05/2021 - Atualizado 22/05/2021


Pandemia: os laboratórios de precarização do trabalho e alguns desafios dos sindicatos é o tema que será debatido no ciclo de debates do V Congresso da CTB na quarta-feira (26) às 10h.

A mesa será composta por Ricardo Antunes (Professor Titular de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP), Maria Rosaria Barbato (Doutora em Direito pela Universidade de Roma Tor Vergata, Professora associada do Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da UFMG) e Nivaldo Santana (Secretário de Relações Internacionais da CTB Nacional). Para participar inscreva-se no link:

https://us02web.zoom.us/webinar/register/5216177435886/WN_Kv16KiY4TbyLbqMRQgTNKg
Compartilhar:

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Pré-congresso de Sindicatos de Bancários(as), Seguros e - Ramo Financeiro da Federação Sindical Mundial - 05/05/2021

Realizou-se hoje, 05 de maio de 2021 o Pré-congresso de Sindicatos de Bancários(as), Seguros e - Ramo Financeiro da Federação Sindical Mundial por videoconferência.  A reunião contou com a Presença do camarada  C H Venkatachalam, Secretário Geral das Associações de Empregados(as) em Bancos de Toda Índia,  e representações da África, Ásia, Europa e América Latina. A reunião foi em inglês.

A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil foi representada pelo bancário da base Paulo Vinícius da Silva, Secretário Nacional do Trabalho da CTB, que elaborou uma apresentação a partir da experiência do DF e da participação e das contribuições da Coordenação do ramo Financeiro, mas que foi de sua elaboração. A apresentação - Brasil: Trabalho Bancário em Tempos de Pandemia pode ser baixada no link em PDF.

Tivemos a oportunidade de ouvir de representantes dos trabalhadores(as) do ramo financeiro de todo o mundo uma série de problemas semelhantes que afetam a classe trabalhadora em todo o mundo. A reunião denunciou a brutal repressão à paralisação nacional das centrais sindicais na Colômbia que obrigou à retirada do projeto de Reforma Tributária pelo governo assassino de Ivan Duque, que tem promovido um banho de sangue no país, auxiliados pelos paramilitares, primeiro comprometendo o Acordo de Paz, e agora investindo contra a população civil com uma impiedade que já conta com dezenas de mortos.

Na Nigéria, Saji Oluwole contou das dificuldades que associam a pandemia e o terrorismo fundamentalista no país e os riscos vividos pelos(as) bancários(as) no setor financeiro do país. Todas as falas mencionaram a essencialidade do trabalho bancário e os riscos envolvidos à saúde.

Propus construir um enlace de notícias do Ramo Financeiro da FSM, porque as dificuldades vividas são dramáticas e de interesse público. É importante, desde Marx na AIT, o compartilhamento das lutas, vitórias e dores da classe trabalhadora. Mas no Ramo Financeiro, pelo papel do capitalismo e do rentismo financeiro parasitário, a denúncia da exploração dos bancos sobre o povo é fundamental para contactar sindicatos que também vão poder divulgar as suas lutas, e assim ampliaremos as ligações entre os bancários(as) no movimento internacional. Denunciamos o genocídio do capitalismo contra os trabalhadores(as) no Brasil e no mundo e mencionamos a importância da visibilidade e da voz das mulheres bancárias e de sua luta contra o capitalismo, o machismo e a tripla jornada, agravada com o Teletrabalho. E enviamos nossa solidariedade aos povos Colombiano e Indiano que enfrentam o Covid e a Direta, assim como o povo Brasileiro sob o jugo de Bolsonaro.

 

EXÉRCITO COLOMBIANO ATACA CIVIS 04/05


A reunião acatou por unanimidade a proposta do camarada CH Ventakachalan - Índia de constituirmos um comitê internacional para preparar o Congresso da TUI - BIFU, reunindo o Ramo Financeiro da FSM e avançar na mobilizaçao e na execução prática do Congresso nas circunstâncias atuais, a CTB Brasil, que tem a Vice-Presidência da TUI BIFU com o camarada Eduardo Navarro, e a Central de Trabalhadores de Cuba ficarão a cargo da mobiilização na América Latina, participação muito valorizada pelo camarada CH Ventakachalan em seu informe. Complementaremos as informações com a relatoria da WFTU. O PAME da Grévia também comporá o grupo de trabalho operativo, desde a sede da FSM, na Grécia.

Viva à FSM! 

Trabalhadores e Trabalhadoras de todos os países, uní-vos!


CH Ventakachalan - Índia



Yogendra Singh - Nepal
 
 
 

 

 Georgi Bazionis - FSM - PAME- Grécia


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Plenária PCdoB-PPL reúne 50 sindicalistas em Brasília e fortalece união em defesa da Classe Trabalhadora

Na noite desta segunda-feira, 28 de janeiro, as secretarias sindicais dos Partidos Comunista do Brasil e Pátria Livre realizaram no auditório do Sindicato dos Urbanitários de Brasília uma Plenária Sindical conjunta como parte do processo de debate que envolve a incorporação do PPL ao PCdoB. A reunião dos sindicalistas segue uma já consolidada relação de trabalho e unidade entre CTB e CGTB no Distrito Federal.

A plenária reuniu 50 dirigentes sindicais e militantes da luta classista no Distrito Federal, superando as expectativas dos organizadores. A atividade iniciou pela fala do Membro da Direção nacional do PPL e ex-candidato à Presidência da República, o filósofo João Vicente Goulart, também membro da Comissão de Enlace PPL e PCdoB. João Goulart Filho, que chamou a atenção para a importância de uma postura generosa no seio da esquerda para a defesa da Nação Brasileira, pelo momento que o país e a classe trabalhadora enfrentam. Para Goulart, o gesto do PCdoB e do PPL  pela união é um exemplo para o caminho de saída que se busca na situação política atual.

O Presidente do PCdoB-DF, membro do Comitê Central do PCdoB-DF, Augusto Madeira fez uma análise de conjuntura sobre a situação nacional e a importância de reunir amplas forças numa frente ampla a partir da consciência das graves ameaças sobre a democracia, a soberania nacional e os direitos dos trabalhadores(as)






A mesa, composta, além dos Presidentes Madeira e Goulart, por Santa Alves, Presidenta da UNEGRO e dirigente da CTB-DF e por seu Presidente, Aldemir Domínio, a Presidenta da Federação de Mulheres do DF, Jane Ferreira e o Presidente da CGTB-DF, o economista Flausino Antunes, intervieram a seguir, abrindo depois a palavra para os participantes. O evento contou com a representação da Secretaria do Trabalho do DF e de diversos sindicatos e categorias no DF, como o Presidente do Sindicato da Construção Civil, Raimundo Salvador,  dos Agentes de Saúde, Aldemir Domício, dos Auxiliares de Educação Privada, Suellen Silva, dos trabalhadores de Cooperativas, Waldir Ferreira, além de dirigentes sindicais de diversas categorias, como no caso de Victor Frota, dos urbanitários de Brasília, anfitrião do evento.

A unidade política em defesa dos direitos dos trabalhadores(as) e a denúncia do fim do Ministério do Trabalho, da Deforma Trabalhista e da Terceirização foram os temas centrais, assim, como o debate sobre a história recente do país, as vicissitudes da luta pela democracia e as múltiplas convergências históricas que envolveram o PPL (e antes o MR8) e o PCdoB, como a luta comum pelo fim da Ditadura, a saída para a derrota das Diretas Já a partir da eleição indireta de Tancredo Neves, a defesa da Constituição de 1988 e a luta de massas que teve como grandes momentos de unidade a luta do Fora Collor e em defesa da unidade das centrais sindicais. O ambiente vibrante, unitário, combativo marcou a atividade, reforçando a importância da decisão das duas direções nacionais em promover essa união patriótica, em defesa da democracia e dos direitos da Classe Trabalhadora.

Coube ao dirigente do PPL, Waldir Ferreira dar o toque cultural da atividade ao declamar seu cordel "A Frente do Povo", refletindo sobre a situação nacional e sobre a necessidade unir o povo brasileiro, com a crítica, a poesia e um toque de humor que levantou o auditório:






A atividade se encerrou com o encaminhamento de uma maior articulação entre as secretarias sindicais dos partidos para a ação conjunta no âmbito das centrais sindicais. O informe dos entendimentos entre PCdoB e PPL sindical foi dado por Paulo Vinícius,  Secretário Sindical do PCdoB-DF, sendo as prioridades o fortalecimento do Fórum das Centrais no DF, as ações unitárias contra a Reforma da Previdência e a luta por um Primeiro de Maio massivo e unificado o mais amplo possível.

Um minuto de silêncio foi dedicado às vítimas do maior acidente ambiental e do trabalho já ocorrido no Brasil, a tragédia do crime ambiental da Vale privatizada em Brumadinho-MG e com a execução solene do Hino Nacional Brasileiro entre os presentes, afirmando a unidade entre as causas do Brasil, da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.

A plenária tirou a linha de defesa dos trabalhadores,  da previdência contra os ataques das aves de rapina do Governo, da criação de empregos com qualidade sem perda de direitos, contra o desmonte do Estado e e as privatizações.

Unidos, PPL e PCdoB, seremos fortes, em prol de um Brasil livre e soberano, contra o fascismo do Bolsonaro.

Coletivizando no Youtube