SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador sociologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de março de 2026

Livros: por Ladislau Dowbor O que é Capital - Primeiros Passos - baixe grátis



Download Gratuito 

Este livro procura tornar simples a compreensão de como o capital se transforma, quem dele se apropria, e com que finalidade. Como o capital está no centro das transformações econômicas, trata-se de uma boa introdução à própria ciência econômica. 10ª edição, revista e ampliada em 2003.  Tamanho 94 páginas Editora Brasiliense Ano 2003 ISBN 978-8511010640 


sexta-feira, 16 de abril de 2021

Livro Estados alterados: Orgs.: Carolina Bautista, Anahí Durand y Hernán Ouviña, Clacso, IEALC, hoje às 17h no Youtube




América Latina Pulsa! América Latina Tiembla!

Lançamento de livro
Estados alterados: reconfiguraciones estatales, luchas políticas y crisis orgánica en tiempos de pandemia. Orgs.: Carolina Bautista, Anahí Durand
y Hernán Ouviña. Ed. MuchosMundos; Clacso; IEALC.

Participantes: Hernán Ouviña (UBA/Argentina), Josefina Torres (Universidad Central de Ecuador) e Dario Clemente (IEALC/Argentina)

️ ⚡16/04 (sexta/viernes)⚡
⚡17h (Hora de Brasília)⚡

Assista aqui: https://youtu.be/NmwMzBWFAPc
Após as exposições, os convidados responderão questões do chat!
Inscreva-se no canal e ative o sininho para ser notificado

Link para baixar o livro: https://muchosmundosediciones.files.wordpress.com/2021/02/estados-alterados.pdf

Realização:
Gepal - Grupo de Estudos de Política da América Latina (UEL)

Apoio:
▪️ GEA - Grupo de Estudos de Teoria da História em Althusser (Unesp/Marília)
▪️ Marxismos, política e sociedade (UFFS/Chapecó)
▪️ Mepri - Marxismo, Estado, Política e Relações Internacionais (Unesp/Marília)

️ AGRADECE-SE PELA AMPLA DIVULGAÇÃO!

Sigam-nos nas redes sociais:
YouTube: https://www.youtube.com/c/grupodeestudosdepoliticadaamericalatina/
Instagram: https://www.instagram.com/gepal.uel/
Facebook: https://www.facebook.com/gepal.uel

🔺VI SIMPÓSIO INTERNACIONAL LUTAS SOCIAIS NA AMÉRICA LATINA - 13 a 17/09
+Info: www.uel.br/gepal

terça-feira, 30 de abril de 2019

ALAS - ASSOCIAÇÃO LATINO AMERICANA DE SOCIOLOGIA DENUNCIA ATAQUE DE BOLSONARO À CIÊNCA E À DEMOCRACIA


Declaração da Associação Latino-americana de Sociologia em defesa das Ciências Sociais e Humanas

A Associação Latino-Americana de Sociologia (ALAS) expressa seu mais enérgico rechaço aos recentes anúncios do Governo brasileiro, de intenções de cancelamento dos investimentos na educação superior nas carreiras humanísticas, nomeadamente, nos cursos de Sociologia e Filosofia.

Tais intenções se manifestam a partir de discursos ameaçadores, que desconhecem a contribuição dessas disciplinas para a formação de cidadãos e a compreensão dos processos humanos, bem como para o próprio desenvolvimento da ciência. É inconcebível que, no marco de tantos problemas sociais e humanos enfrentados pela sociedade, governantes de distintos países recorram ao argumento de utilidade ou pertinencia do conhecimento social e humanístico para negar e limitar seu desenvolvimento.

Entendemos que manifestações dessa natureza se sustentam em uma profunda ignorância do conhecimento científico social e constituem expressões ideológicas que muitas vezes obedecem a interesses de curto prazo. Trata-se de uma ideologia baseada no desinteresse em atender as causas sociais profundas e que não reconhece os aportes das Ciências Sociais na solução e superação de problemas atuais como a violência, a exclusão social, as desigualdades, a pobreza, as migrações e os problemas ambientais e tecnológicos, dentre tantos outros. A comunidade científica e latino-americana não pode permanecer impassível diante desta situação.

Denunciamos as ações que buscam eliminar o ensino e a pesquisa das Ciencias Sociais e Humanas, em especial da Sociologia. Rechaçamos os cortes dos orçamentos das universidades públicas e os decretos e ações que atacam a autonomia universitária, os direitos à educação, a liberdade de cátedra e de expressão, bem como as práticas de perseguição de professores e professoras.

Estes ataques, produtos de políticas neoliberais, são observados em diversos países e âmbitos, mas recentemente adquiriram sua expressão mais crua e explícita nas declarações do Governo brasileiro, nas palavras do Ministro da Educação e do Presidente da República.

A ALAS reitera seu mais forte repúdio a essas manifestações, fazendo suas as declarações das associações científicas brasileiras como a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS), a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Ciências Sociais (ANPOCS).

Por meio desta declaração, a ALAS denuncia internacionalmente essa inaceitável situação e se solidariza com as instituições e colegas afetados, comprometendo-se em envidar esforços para colaborar na reversão dessas tendências nefastas e suas graves consequencias.

A ALAS exige ao governo brasileiro o respeito às Ciências Sociais e Humanas, no marco do reconhecimento dos direitos humanos, da educação, da liberdade de cátedra e de expressão e da autonomia universitária

Comitê diretor
Associação Latino Americana de Sociologia (ALAS)
28 de abril de 2019

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

8ª Conferência da CLACSO na Argentina - Apresentarei painel dia 22 entre 12h30 e 16h00 na UBA



JU 22/11 » 12:30 às 16:00 | Faculdade de Ciências Sociais da UBA [Sala 300]
Como chegar | Horário | Favoritos
Eixo 10: Políticas de economia e desenvolvimento

Painel 10

Moderador Anderson Sabino Da Silva
Centro de Humanidades, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá - CCHLeA / UEM, Brasil


Painelistas 
  • Adams Telmo - Universidade do Rio dos Sinos Unisinos, Brasil
  • Adriana Gabriela Roffinelli - Fundação Maya para Pesquisa Social e Política, Argentina
  • Anderson Sabino Da Silva - Centro de Humanidades, Letras e Artes. Universidade Estadual de Maringá - CCHLeA / UEM, Brasil Universidade Lucas Castiglioni de Buenos Aires - UBA, Argentina
  • Patricia Montoya - Instituto de Pesquisa Econômica e Empresarial ININEE, México
  • Paulo Vinicius Santos Da Silva - Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Departamento de Sociologia da UnB. Universidade de Brasília - PGSOL / UnB, Brasil - Venezuela: el cambio con Chávez y una reflexión sobre el desarrollismo y el rentismo petrolero.


sábado, 29 de outubro de 2011

Associação latinoamericana de Sociologia denuncia assassinato de acadêmicos em Honduras



Pronunciamiento



La Asociación Latinoamericana de Sociología (ALAS) expresa su indignación ante la denuncia que hace el Prof. Rudis Flores, miembro de la Directiva de ALAS, del asesinato de los estudiantes de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras-UNAH, Rafael Alejandro Vargas Castellanos, hijo de la Rectora de la UNAH y estudiante de la Licenciatura en Sociología, y Carlos Pineda, estudiante de la Facultad de Derecho.
La ALAS se suma igualmente al pronunciamiento oficial de la Asociación Centroamericana de Sociología (ACAS), que manifestó públicamente su indignación instando las autoridades competentes a esclarecer este doble crimen.
Solicitamos también a la comunidad académica latinoamericana que se pronuncie ante este hecho de modo de evitar que esta violencia criminal quede impune.



25 Octubre 2011

Por la Directiva de ALAS




Paulo Henrique Martins, Presidente
Marcelo Arnold C., Vicepresidente


Com informações do CEPPAC-UnB

sábado, 22 de outubro de 2011

BLOG DA DILMA: Immanuel Wallerstein antecipa que ‘o capitalismo chegou ao fim da linha’


Aos 81 anos, o sociólogo norte-americano Immanuel Wallerstein acredita que ocapitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Mas – e aqui começam as provocações – o que surgirá em seu lugar pode ser melhor (mais igualitário e democrático) ou pior (mais polarizado e explorador) do que temos hoje em dia.


O capitalismo está derretendo

Estamos, pensa este professor da Universidade de Yale e personagem assíduo dos Fóruns Sociais Mundiais, em meio a uma bifurcação, um momento histórico único nos últimos 500 anos. Ao contrário do que pensava Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico. Desabará sobre suas próprias contradições. Mas atenção: diferentemente de certos críticos do filósofo alemão, Wallerstein não está sugerindo que as ações humanas são irrelevantes.

Ao contrário: para ele, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade e do planeta. Ou seja, nossas escolhas realmente importam. “Quando o sistema está estável, é relativamente determinista. Mas, quando passa por crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante.”

É no emblemático 1968, referência e inspiração de tantas iniciativas contemporâneas, que Wallerstein situa o início da bifurcação. Lá teria se quebrado “a ilusão liberal que governava o sistema-mundo”. Abertura de um período em que o sistema hegemônico começa a declinar e o futuro abre-se a rumos muito distintos, as revoltas daquele ano seriam, na opinião do sociólogo, o fato mais potente do século passado – superiores, por exemplo, à revolução soviética de 1917 ou a 1945, quando os EUA emergiram com grande poder mundial.

As declarações foram colhidas no dia 4 de outubro pela jornalista Sophie Shevardnadze, que conduz o programa Interview na emissora de televisão russa RT. A transcrição e a tradução para o português são iniciativas do sítio Outras Palavras, 15-10-2011.

Leia aqui a entrevista, na íntegra:

– Há exatamente dois anos, você disse ao RT que o colapso real da economia ainda demoraria alguns anos. Esse colapso está acontecendo agora?

– Não, ainda vai demorar um ano ou dois, mas está claro que essa quebra está chegando.

– Quem está em maiores apuros: Os Estados Unidos, a União Europeia ou o mundo todo?

– Na verdade, o mundo todo vive problemas. Os Estados Unidos e União Europeia, claramente. Mas também acredito que os chamados países emergentes, ou em desenvolvimento – Brasil, Índia, China – também enfrentarão dificuldades. Não vejo ninguém em situação tranquila.

– Você está dizendo que o sistema financeiro está claramente quebrado. O que há de errado com o capitalismo contemporâneo?

– Essa é uma história muito longa. Na minha visão, o capitalismo chegou ao fim da linha e já não pode sobreviver como sistema. A crise estrutural que atravessamos começou há bastante tempo. Segundo meu ponto de vista, por volta dos anos 1970 – e ainda vai durar mais uns 20, 30 ou 40 anos. Não é uma crise de um ano, ou de curta duração: é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição. Na verdade, na luta política que acontece no mundo — que a maioria das pessoas se recusa a reconhecer — não está em questão se o capitalismo sobreviverá ou não, mas o que irá sucedê-lo. E é claro: podem existir duas pontos de vista extremamente diferentes sobre o que deve tomar o lugar do capitalismo.

– Qual a sua visão?

– Eu gostaria de um sistema relativamente mais democrático, mais relativamente igualitário e moral. Essa é uma visão, nós nunca tivemos isso na história do mundo – mas é possível. A outra visão é de um sistema desigual, polarizado e explorador. O capitalismo já é assim, mas pode advir um sistema muito pior que ele. É como vejo a luta política que vivemos. Tecnicamente, significa é uma bifurcação de um sistema.

– Então, a bifurcação do sistema capitalista está diretamente ligada aos caos econômico?

– Sim, as raízes da crise são, de muitas maneiras, a incapacidade de reproduzir o princípio básico do capitalismo, que é a acumulação sistemática de capital. Esse é o ponto central do capitalismo como um sistema, e funcionou perfeitamente bem por 500 anos. Foi um sistema muito bem sucedido no que se propõe a fazer. Mas se desfez, como acontece com todos os sistemas.

– Esses tremores econômicos, políticos e sociais são perigosos? Quais são os prós e contras?

– Se você pergunta se os tremores são perigosos para você e para mim, então a resposta é sim, eles são extremamente perigosos para nós. Na verdade, num dos livros que escrevi, chamei-os de “inferno na terra”. É um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível a curto prazo – e as pessoas não podem conviver com o imprevisível a curto prazo. Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a incerteza sobre o que vai acontecer no dia seguinte ou no ano seguinte. Você não sabe o que fazer, e é basicamente o que estamos vendo no mundo da economia hoje. É uma paralisia, pois ninguém está investindo, já que ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta. Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não investe – mas não investir torna a situação ainda pior. As pessoas não sentem que têm muitas opções, e estão certas, as opções são escassas.

– Então, estamos nesse processo de abalos, e não existem prós ou contras, não temos opção, a não ser estar nesse processo. Você vê uma saída?

– Sim! O que acontece numa bifurcação é que, em algum momento, pendemos para um dos lados, e voltamos a uma situação relativamente estável. Quando a crise acabar, estaremos em um novo sistema, que não sabemos qual será. É uma situação muito otimista no sentido de que, na situação em que nos encontramos, o que eu e você fizermos realmente importa. Isso não acontece quando vivemos num sistema que funciona perfeitamente bem. Nesse caso, investimos uma quantidade imensa de energia e, no fim, tudo volta a ser o que era antes. Um pequeno exemplo. Estamos na Rússia. Aqui aconteceu uma coisa chamada Revolução Russa, em 1917. Foi um enorme esforço social, um número incrível de pessoas colocou muita energia nisso. Fizeram coisas incríveis, mas no final, onde está a Rússia, em relação ao lugar que ocupava em 1917? Em muitos aspectos, está de volta ao mesmo lugar, ou mudou muito pouco. A mesma coisa poderia ser dita sobre a Revolução Francesa.

– O que isso diz sobre a importância das escolhas pessoais?

– A situação muda quando você está em uma crise estrutural. Se, normalmente, muito esforço se traduz em pouca mudança, nessas situações raras um pequeno esforço traz um conjunto enorme de mudanças – porque o sistema, agora, está muito instável e volátil. Qualquer esforço leva a uma ou outra direção. Às vezes, digo que essa é a “historização” da velha distinção filosófica entre determinismo e livre-arbítrio. Quando o sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando por uma crise estrutural, o livre-arbítrio torna-se importante. As ações de cada um realmente importam, de uma maneira que não se viu nos últimos 500 anos. Esse é meu argumento básico.

– Você sempre apontou Karl Marx como uma de suas maiores influências. Você acredita que ele ainda seja tão relevante no século XXI?

– Bem, Karl Marx foi um grande pensador no século XIX. Ele teve todas as virtudes, com suas ideias e percepções, e todas as limitações, por ser um homem do século XIX. Uma de suas grandes limitações é que ele era um economista clássico demais, e era determinista demais. Ele viu que os sistemas tinham um fim, mas achou que esse fim se dava como resultado de um processo de revolução. Eu estou sugerindo que o fim é reflexo de contradições internas. Todos somos prisioneiros de nosso tempo, disso não há dúvidas. Marx foi um prisioneiro do fato de ter sido um pensador do século XIX; eu sou prisioneiro do fato de ser um pensador do século XX.

– Do século 21, agora…

– É, mas eu nasci em 1930, eu vivi 70 anos no século XX, eu sinto que sou um produto do século XX. Isso provavelmente se revela como limitação no meu próprio pensamento.

– Quanto – e de que maneiras – esses dois séculos se diferem? Eles são realmente tão diferentes?

– Eu acredito que sim. Acredito que o ponto de virada deu-se por volta de 1970. Primeiro, pela revolução mundial de 1968, que não foi um evento sem importância. Na verdade, eu o considero o evento mais significantes do século XX. Mais importante que a Revolução Russa e mais importante que os Estados Unidos terem se tornado o poder hegemônico, em 1945. Porque 1968 quebrou a ilusão liberal que governava o sistema mundial e anunciou a bifurcação que viria. Vivemos, desde então, na esteira de 1968, em todo o mundo.

– Você disse que vivemos a retomada de 68 desde que a revolução aconteceu. As pessoas às vezes dizem que o mundo ficou mais valente nas últimas duas décadas. O mundo ficou mais violento?

– Eu acho que as pessoas sentem um desconforto, embora ele talvez não corresponda à realidade. Não há dúvidas de que as pessoas estavam relativamente tranquilas quanto à violência em 1950 ou 1960. Hoje, elas têm medo e, em muitos sentidos, têm o direito de sentir medo.

– Você acredita que, com todo o progresso tecnológico, e com o fato de gostarmos de pensar que somos mais civilizados, não haverá mais guerras? O que isso diz sobre a natureza humana?

– Significa que as pessoas estão prontas para serem violentas em muitas circunstâncias. Somos mais civilizados? Eu não sei. Esse é um conceito dúbio, primeiro porque o civilizado causa mais problemas que o não civilizado; os civilizados tentam destruir os bárbaros, não são os bárbaros que tentam destruir os civilizados. Os civilizados definem os bárbaros: os outros são bárbaros; nós, os civilizados.

– É isso que vemos hoje? O Ocidente tentando ensinar os bárbaros de todo o mundo?

– É o que vemos há 500 anos.

http://correiodobrasil.com.br/sociologo-norte-americano-antecipa-que-o-capitalismo-chegou-ao-fim-da-linha/314699/


BlogThis!

Coletivizando no Youtube