SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Podcast Coletivizando, 4º Episódio - Link do youtube disponível


ASSISTA NA METAMORFOSE NO YOUTUBE

ASSISTA NO COLETIVIZANDO NO YOUTUBE

2:42 Início do debate sobre a China

7:27 A China como civilização milenar

14:15 A paciência estratégica chinesa (planos de 50 anos)

15:55 Shenzhen: de vila de pescadores a metrópole de 20 milhões

17:56 Liberdade religiosa e segurança na China

20:10 Carros autônomos, drones e robôs

27:49 Trem-bala a 350 km/h

31:17 O que é o socialismo para o PCdoB?

39:02 Quem manda no Brasil? O grande capital

39:34 Na China, quem manda é o Partido a serviço do povo

41:27 Socialismo não tem modelo único

49:22 Lula tem um pedacinho do poder

52:30 Quem manda no Brasil: o capital financeiro

59:46 A PEC 65/2023 e a autonomia do Banco Central

1:01:50 O mesmo BC que criou o Pix

1:10:27 É isso que é o capitalismo

1:23:25 Eleições 2026 - Lula X Trump – Brasil X EUA

1:30:42 Eleições no Ceará e as vagas ao Senado, chances de Luiziane.

1:37:50 Inscrições abertas: IMPAR e Casas de Cultura UFC

1:46:41 Canta, minha Gente: "We Shall Overcome"

2:11:37 Versão brasileira da canção

 ​O Podcast Coletivizando,

agora é sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨

​ AMANHÃ, sexta (19/6), as 8h15:


​• Papo Político:  Convidado: Luís Carlos Paes (Presidente do PCdoB-CE), aposentado e ex-dirigente sindical do SINAL (funcionários do BACEN). 

Luís relata sua recente viagem à China e responde: O Banco Central é Independente do Brasil?


* Cuida: inscrições abertas para cursos de idiomas das Casas de Cultura da UFC e do IMPARH.


* Canta, minha gente: Uma viagem musical pela história de "We shall overcome", compilada por Pete Seeger.


​📍 Acompanhe o podcast Coletivizando pelos canais no YouTube:


​📺 @metamorfosecomunicacao


📺 @ColetivizandoBR


​Apresentação: Paulo Vinícius da Silva


Esperamos por você! 6a., 19/6, às 8h15🎙️🌍

quarta-feira, 17 de junho de 2026

​🚨 ATENÇÃO: ​O Podcast Coletivizando, agora é toda sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨Luis Carlos Paes é o convidado!

 ​🚨 ATENÇÃO: MUDANÇA DE DIA E HORÁRIO! 🚨



​O Podcast Coletivizando, a partir de agora é toda sexta-feira, às 8h15! 🗓️✨


​Confira o que preparamos para esta sexta (19/6), 8h15:

​• Papo Político: Recebemos Luís Carlos Paes (Presidente do PCdoB cearense) para um debate sobre sua recente viagem à China e a pergunta: Banco Central Independente do Brasil?


* Cuida: as inscrições abertas para os cursos de idiomas das Casas de Cultura da UFC e do IMPARH.

* Canta, minha gente: Uma viagem musical pela história de "We shall overcome".

​📍 Onde assistir? Acompanhe a nossa live pelos canais no YouTube:

​📺 @metamorfosecomunicacao

📺 @ColetivizandoBR


​Anotou aí? Sexta, às 8h15! Esperamos por você! 🎙️🌍

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Podcast Coletivizando 2 - Quinta, 28/5, às 14h30, com Dra Tais Matos #FimdaEscala6x1 e as mulheres

🎙️ PODCAST COLETIVIZANDO 🎙️
🗓️ Nesta quinta-feira, 28/05, às 14h30

Prepare-se para mais um episódio com debate político de qualidade, informação de utilidade pública e muita cultura!

🗣️ 1. PAPO POLÍTICO
🔹 Tema: #FimdaEscala6x1 e a vida das Mulheres
🔹 Convidada: Dra. Taís Matos

📌 2. CUIDA
🔹 Destaque: ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio (inscrições abertas!)

🎵 3. CANTA, MINHA GENTE
🔹 Música: Sueño con serpientes (de Silvio Rodríguez - Cuba)
🔹 Apresentação: Paulo Vinícius da Silva

https://youtu.be/h9fn6beyZ58 Neste episódio, recebemos a Dra. Taís Matos para um debate sobre o fim da escala 6x1 e os impactos diretos na vida das mulheres. Também abordamos a democratização do ensino superior através do ENEM e a obra do músico cubano Silvio Rodríguez.


Capítulos:

00:00 - Introdução e Boas-vindas à Dra. Taís Matos

01:36 - Trajetória da Dra. Taís Matos e Formação em Cuba

04:51 - Intensificação da luta pelo Fim da Escala 6x1

06:08 - Relatório do Deputado Léo Prates e Regras de Transição

10:46 - Impactos da escala 6x1 na vida das mulheres

14:13 - A necessidade de compartilhamento das tarefas domésticas

19:35 - Tecnologia, redes sociais e a violência contra a mulher

22:07 - Conceito de feminismo emancipacionista

30:51 - Mensagem sobre a importância da luta e fim da escala 6x1

35:30 - Discurso do deputado Inácio Arruda sobre a jornada de trabalho

38:58 - História e evolução do ENEM

44:27 - O papel do ENEM e do SISU na democratização do ensino superior

50:09 - Expansão das instituições públicas de ensino superior

59:47 - Informações sobre as inscrições e provas do ENEM 2026

01:10:05 - A obra do músico cubano Silvio Rodríguez e a Nova Trova

01:13:52 - Solidariedade internacional e a campanha por Cuba

01:23:59 - Análise da música "Sonho com Serpentes"

01:43:04 - Encerramento e considerações finais





Apoio: CTB Bancários, Metamorfose Comunicação e Blog Coletivizando.
Não perca! Compartilhe com os amigos e participe com a gente! ✊🏽🔥

#Brasil #Cuba #Solidaridad #ENEM 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Machistas querem calar o Samba de Dona Lindú - Paulo Vinícius da Silva



Quem foi, quem foi

que falou no boi voador?

Manda prender esse boi

Seja esse boi o que for.

Chico Buarque, Ruy Guerra. Boi Voador não pode.



O camarada Rubão, presidente do Distrital Barra Oeste do PCdoB, do alto de seus 87 anos, alertou-nos que a eleição de 2026 é a Encruzilhada Histórica que decidirá se seguiremos no caminho de independência e industrialização, iniciado com Getúlio Vargas em 1930, ou se sofreremos uma regressão que poderia perder o Brasil até em sua unidade. Assim, às vésperas do Centenário da Revolução de 30, o Brasil está diante da redenção ou da tragédia. Rubão viu correto, viu longe. Precisamos nos fortalecer no propósito de libertar o Brasil, de derrotar o imperialismo, e nós podemos. 


O Brasil teve um líder em Getúlio.  O Brasil tem um líder em Lula. Sem isso, não seria possível, mas é. 


A História é caprichosa. Só ela poderia fazer Lula encontrar Getúlio.  Ela também fez a Dona Lindú, heroína brasileira que representa essa força hercúlea das mães, do ventre indígena, negro, camponês que pariu o Brasil. 


E nossa imperfeição de homens acha um caminho para se curar, sempre que somos capazes de valorar corretamente a força sagrada das nossas mães.  Sempre teremos de escolher, se seremos guiados pelo arquétipo de quem bateu ou fez chorar nossa mãe, ou se nos tornaremos mais que machos, se viraremos homens, o que é muito mais difícil. Eu errei muito, sim, difícil não errar quando o machismo nos formou ao lado da criação materna... Mas, errando e acertando, as mulheres ao longo da vida vão nos ensinando. Daí a beleza do emancipacionismo, que não é identitarismo, nem sexismo, e que ensina que o feminismo é para as mulheres, mas também é para os homens, o feminismo é para todos. 


É preciso resgatar isso, pois o big data e o fascismo têm adotado os machos e os guia para longe da humanidade, promovendo a destruição da psique e ofertando como saída a morte, o feminicídio, a morte dos próprios filhos e o suicídio.  Essa é a alternativa do capitalismo e do fascismo para os homens e as mulheres, a morte e o horror. Precisamos denunciar o feminicídio, ser homens, defendendo e nos unindo às mulheres para lutarmos pela vida, pela alegria e pelo amor.  É revolucionário, o amor. Violeta Parra ensina-nos, 'Só o amor consegue fazer do mau algo puro e inocente'. E o amor não tolera a injustiça e a morte. Quem ama, não mata. Quem ama dá a vida e vai à guerra para defender o amor. Eu escolho melhorar, um pouco que seja, pedir perdão, para que seja o amor quem corrija e não o ódio (que humilha, agride e mata) a minha bússola. Prefiro o caminho que Dona Lindú ensinou a Lula, com amor e teimosia, com povo unido em Frente Popular, que é  a maneira de a esquerda se unir ao povo.


E a nossa Pátria é a nossa Mãe, ela nos faz irmãos.  Por isso não nos é dado amar o Brasil, sermos uma Nação. Encontrar esse amor exige trabalho, consciência, pois amar é difícil. 


A escravidão e o colonialismo nutriram e forjaram nosso capitalismo, e nos ensinaram o estupro e a violência de modo muito profundo. Ensinaram ser lícito e moral explorar nossos irmãos como se queima o carvão, até a morte, devolver o amor da mãe com o estupro, a escravidão e a morte, e jamais nos encontrarmos como Brasil.


Daí o Carnaval ser rebelião e amor. Ser rir da cara dos poderosos. Renegar o duro apartheid social que divide a Nação.  Unir sem distinção, na alegria, mesmo que por alguns dias, o que jamais podia ter sido separado. Por isso o Carnaval Brasileiro é o maior do mundo, e os inimigos da vida odeiem o Carnaval, desde sempre, e também daí decorre seu secular propósito de matar, prender, criminalizar o Carnaval. ‘Que cada um fique em seu lugar, vão trabalhar para o patrão, vagabundos’, eles sempre o disseram, esses perversos que acreditam numa fé sem alegria, sem dança, triste e doentia.



Por isso, não nos espanta a investida dos inimigos do Brasil, quando a Acadêmicos de Niterói homenageia Lula, pois em verdade, a escola homenageia Dona Lindú e sua obra, seu filho, Lula, nosso farol por entre a neblina que nos guiará pelo caminho torto de sair da Encruzilhada Histórica. 


Os ladrões enchem a boca de honestidade fingida, mas querem é censurar o Carnaval, mais uma vez, só isso. Querem calar a voz do povo, que fez um samba Glorioso, síntese da época, que homenageia a Dona Lindú, e é ela quem nos diz:


Me via nos olhares dos meus filhos,

Assombrados e vazios.

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos.

Peguei os meus meninos pelos braços.

Brilhou um Sol da pátria, incessante,

Pro destino retirante.

Te levei, Luiz Inácio.


Os hipócritas, machistas, inimigos do Carnaval, das Mulheres, do Brasil e da Vida não podem suportar as verdades de um samba que exalta a família real e as mães que criaram sozinhas seus filhos. Não admitem que um desses meninos tenha crescido e trate com amor de filho a Nação Brasileira, esse mesmo menino que se ergue,  junto à voz de Janja, contra a violência que mata as mulheres, um menino que não aceitou ser mero macho, mas que se tornou homem, do tipo que mais o Brasil precisa, para ajudar a cuidar da Pátria Amada, Brasil. 


A extrema direita da Censura e da corrupção desbragada mostra que não está morta. E vem com censura, criminalização e mentiras calar esse samba, apavorada diante desse canto que pode encher o coração dos brasileiros. Odeia o libelo pela vida e a luta contra o feminicídio.  Odeia a verdade de que podemos nos corrigir e melhorar, que o feminismo é para todos. Odeia o Brasil e a história de nossas mães ancestrais, a história de Dona Lindú! Por isso, querem que discutamos o seu ódio, que não saibamos o que ensina o canto de amor vindo do coração do povo para esse Carnaval!


Que esse samba ecoe na voz do povo, e o Brasil se encontre consigo mesmo no amor universal do Carnaval! Que aprendamos que Não é Não, para que venha a doçura infinita do Sim, do amor, do respeito, do tratar bem, e o Brasil esconjure todo o mal com um grito de amor no Carnaval, que ecoe até a vitória,  e cantemos todos:


Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo


Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula!



APRENDAMOS O GLORIOSO SAMBA DA ACADÊMICOS DE NITERÓI

Acadêmicos de Niterói - Samba-Enredo 2026
Samba-Enredo


Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil


Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante
Pro destino retirante
Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial

Vi a esperança crescer
E o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber
Escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui
No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer
Aceite se perder
Se o ideal valer
Nunca desista
Não é digno fugir
Nem tão pouco permitir
Leiloarem isso aqui
A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país
No choro de Luiz, a luz de Garanhuns
Lugar onde a pobreza e o pranto
Se dividem para tantos
E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos
Assombrados e vazios
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos
Peguei os meus meninos pelos braços
Brilhou um Sol da pátria incessante
Pro destino retirante
Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias
Me guiou Santa Luzia, São José alumiou
Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical
À liderança mundial

Vi a esperança crescer
E o povo seguir sua voz
Revolucionário é saber
Escolher os seus heróis
Zuzu Angel, Henfil, Vladimir
Que pagaram o preço da raiva
Nós ainda estamos aqui
No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer
Aceite se perder
Se o ideal valer
Nunca desista
Não é digno fugir
Nem tão pouco permitir
Leiloarem isso aqui
A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor
Comida na mesa do trabalhador
A fome tem pressa, Betinho dizia
É, teu legado é o espelho das minhas lições
Sem temer tarifas e sanções
Assim que se firma a soberania
Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida
Nosso sobrenome é Brasil da Silva
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula

Composição: Teresa Cristina / André Diniz / Paulo César Feital / Fred Camacho / Junior Fionda / Arlindinho / Lequinho / Thiago Oliveira / Tem-Tem Jr

quinta-feira, 20 de março de 2025

A Internacional - Hino mundial do proletariado - Cifras e letra - Cifraclub e George Kunz


A Internacional - Cifraclub

 Tom: A

[Intro] F#  Bm  E  E7  A

[Primeira Parte]

                     D
De pé, ó vítimas da fome
    E                A
De pé, famélicos da terra
                        Bm
Da ideia a chama já consome
           E            A
A crosta bruta que a soterra
    E
Cortai o mal bem pelo fundo
    B               E   B
De pé, não mais senhores
    E                 A
Se nada somos em tal mundo
         E        B   E
Sejamos tudo, ó produtores

[Refrão]

      A      Bm
Bem unido façamos
       E      A
Nesta luta final
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional

[Segunda Parte]

                              Bm
Senhores, patrões, chefes supremos
   E                  A
Nada esperamos de nenhum
                        Bm
Sejamos nós que conquistemos
         E             A
A terra-mãe livre e comum
      E   B             E
Para não ter protestos vãos
      B                   E   B
Para sair desse antro estreito
   E                    A
Façamos nós por nossas mãos
              E       B      E
Tudo o que a nós nos diz respeito

[Refrão]

      A      Bm
Bem unido façamos
       E      A
Nesta luta final
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional

( F#  Bm  E  A )

[Terceira Parte]

                       Bm
Crime de rico a lei o cobre
     E                 A
O Estado esmaga o oprimido
                        Bm
Não há direitos para o pobre
         E           A
Ao rico tudo é permitido
  E     B              E
À opressão não mais sujeitos
         B             E   B
Somos iguais todos os seres
     E                  A
Não mais deveres sem direitos
            B            E
Não mais direitos sem deveres

[Refrão]

      A      Bm
Bem unido façamos
       E      A
Nesta luta final
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional

[Quarta Parte]

                    Bm
Abomináveis na grandeza
    E                    A
Os reis da mina e da fornalha
                 Bm
Edificaram a riqueza
          E              A
Sobre o suor de quem trabalha
     E       B          E
Todo o produto de quem sua
         B           E  B
A corja rica o recolheu
    E                    A
Querendo que ela o restitua
         E     B        E
O povo quer só o que é seu

[Refrão]

      A      Bm
Bem unido façamos
       E      A
Nesta luta final
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional

( F#  Bm  E  A )

[Quinta Parte]

                     Bm
Fomos de fumo embriagados
    E                         A
Paz entre nós, guerra aos senhores
                     Bm
Façamos greve de soldados
         E             A
Somos irmãos, trabalhadores
      E
Se a raça vil, cheia de galas
            B         E  B
Nos quer à força canibais
   E                     A
Logo verá que as nossas balas
             E      B   E
São para os nossos generais

[Refrão]

      A      Bm
Bem unido façamos
       E      A
Nesta luta final
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional

[Sexta Parte]

                     Bm
Pois somos do povo ativos
    E                  A
Trabalhador forte e fecundo
                           Bm
Pertence a Terra aos produtivos
       E               A
Ó parasitas, deixai o mundo
   E   B           E
Ó parasita que te nutres
          B            E  B
Do nosso sangue a gotejar
    E                A
Se nos faltarem os abutres
             E      B    E
Não deixa o Sol de fulgurar

[Refrão Final]

      A      Bm
Bem unido façamos
       E      A
Nesta luta final
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional
     F#       Bm
Uma terra sem amos
  E          A
A Internacional


sexta-feira, 28 de junho de 2024

Sarau do Cebolão Festa Junina dos Bancári@s, breve relato de um ato coletivo - Paulo Vinícius da SIlva

Veja um pouquinho do nosso Sarau do Cebolão, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, pela CUT e pela CTB, mensalmente no Setor Bancário Sul, com a produção espetacular de Hélder Helder Nascimento e em parceria com o Churrasquinho do Valdeci.




A atividade defende a requalificação da Praça do Cebolão, que dá início à Galeria dos Estados, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto, no início da Asa Sul. A expressão "Praça do Cebolão" se refere a uma "piada" tipicamente Bancária. É conhecido o humor ferino dos bancári@s, acostumados a fazer chistes com aspectos de seu sofrimento diário, além das piadas de duplo sentido. Por isso, o cebolão se referia ao choro dos bancários ao receber a miséria de seu salário, de chorar. Daí, a expressão Cebolão, mais adiante se tornaria um boletim informativo do Sindicato dos Bancários de Brasília. A participação de milhares de bancários e bancárias nas assembleias e eventos da categoria no Setor Bancário Sul levou ao batismo da boca do povo, consagrador, de chamar o Setor Bancário Sul a Praça do Cebolão.

Por ela circulam diariamente milhares de trabalhadores e trabalhadoras das mais variadas categorias. Da Rodoviária do Plano até lá são dois palitos, três minutos de caminhada. Desde sua lida cotidiana, bancári@s, estudantes, comerciári@s, servidores públicos, de estatais, vigilantes, asseio e conservação, limpeza urbana, nossos queridos garis, vendedores, comerciantes.

Das micro-empresas que funcionam na Praça do Cebolão, destacam-se os que alimentam e dão de beber a essa multidão que circula e dispõe de alguns minutos para um refrigério, para matar a fome, mas não apenas.Uma pessoa de esquerda, amigo do sindicato e trabalhador incansável se destaca pelo trabalho e pela maneira como recebe centenas de pessoas que lá consumimos. O cearense Antônio Vieira veio como tantos de nós, ainda jovem, para vencer em Brasília. Não é o único cearense que lá ganha a vida com muito trabalho, reunindo sua família e amigos, servindo bebidas, almoços e jantinhas, aquela cerveja gelada e o afago a todo mundo que ali chega esfalfado, abatido pela dureza do seu trabalho, e dali sai comido, bebido, e tendo um legítimo atendimento cearense. É ele que lidera o Churrasquinho do Valdeci, que se tornou seu nome, conhecido por seu comércio e por sua serena opção pelos trabalhadores e trabalhadoras. Seriam muitas pessoas a citar, é impossível, mas ali trabalha uma turma gentil e atenciosa, é um espaço de resistência.

Mas a Praça do Cebolão já viveu dias melhores. A fonte secou, literalmente. O teletrabalho e a crise, o desamparo do GDF para com esse espaço público, a falta de iluminação, a insegurança, a degradação das estruturas e do local acabaram por chamar a nossa atenção para a defesa da requalificação desse espaço como arena de acolhimento da classe trabalhadora do DF, espaço que é sede de importantes bancos públicos, com o Edifício Brasília, do BRB, mas também do Banco do Brasil e da Caixa e do Banco Central do Brasil. Dezenas de restaurantes atendem os milhares que por lá circulam, convivendo e fazendo a economia girar, desde os manobristas e higienizadores e cuidadores de veículos até os comerciantes que empregam outras tantas pessoas nas cozinhas, no atendimento. A Praça do Cebolão ainda pulsa.



É preciso requalificar e ocupar o Cebolão, fazer a ligação com a Galeria dos Estados e com o Setor Comercial Sul, como um grande corredor de cultura, vida, serviços públicos, segurança, resgatando a qualidade de vida numa área fundamental de Brasília, com importância histórica e imensas possibilidades coletivas.

Assim, o Sarau do Cebolão articula as Centrais Sindicais CUT e CTB, através do Sindicato dos Bancários de Brasília, o Valdeci, Hélder Nascimento como produtor e coidealizador da iniciativa, o núcleo sindical de base da CTB Bancários DF, mas também artistas, movimentos culturais, poetas, comerciantes, trabalhadores de todas as categorias, a nossa diversidade, desde o empregado de estatal mais graduado até a pessoa em situação de vulnerabilidade que por ali passam, pedindo nossa atenção e uma força.

É notável como em cada sarau dezenas de pessoas participam ativamente dessa atividade político cultural. Cada pessoa traz a sua contribuição. Recitar um poema, cantar uma canção, contar uma piada, deitar uma confidência, fazer um espetinho em meio da fumaça e fazer o cheiro do provolone nos chamar ao fim da labuta, servir a cerveja gelada, dar um afago, erguer uma tenda, cantar todos juntos, cantar o parabéns do mês aos aniversariantes, dançar, até o chão, ou num forró cheio de chamego ou um samba prenhe de ginga. ao final, o sarau é um feito coletivo. Todos nós em cada edição, contribuímos para mudar por algumas horas a realidade dura e cotidiana e fazer um espaço de cultura, acolhimento, gastronomia e negócios dedicado à classe trabalhadora que compartilha esse território.

A experiência é clara, quanto mais qualidade proporcionamos, maior a receptividade e a acolhida, e o movimento pela ocupação dos espaços públicos e do convívio, da unidade popular, cresce nas coisas simples, propiciando ao povo não apenas o lugar de plateia, mas o protagonismo de quem constrói a própria vida e em meio ao trabalho duro encontra amparo e consciência na poesia, construindo coletivamente um espaço mais acolhedor e organizador da comunidade por uma vida melhor, por uma convivência harmônica, pelo progresso de todos que compartilhamos o dia-a-dia, trabalhadores e trabalhadoras.

Transbordar da luta meramente corporativa e ligar-se às massas reais, cuja força é inexaurível, buscando unir o povo pelo bem comum, eis um caminho que temos trilhado no Sarau do Cebolão. Dizia o poeta António Machado:

Caminante son tus huellas el camino y nada más; caminante, no hay camino: se hace camino al andar. Al andar se hace camino, y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar. Caminante, no hay camino, sino estelas en la mar.

Já que há tantas dúvidas sobre o que fazer, façamos o que pudermos, juntos, e com coração. Tem dado certo.


quinta-feira, 9 de maio de 2024

Sarau do Cebolão de Maio/24 será no dia 17, sexta-feira, a partir das 18h, no Setor Bancário Sul, em Brasília






O Sarau do Cebolão de maio será realizado no dia 17 de maio, no Setor Bancário Sul, no Churrasquinho do Valdeci. A atividade, promovida pelo Sindicato dos Bancários, pela CUT e a CTB, busca a revitalização da Praça do Cebolão através da cultura e da ação sindical neste espaço icônico da capital federal, ao lado da rodoviária do Plano.

Nessa edição, a parte musical contará com uma homenagem a Gonzaguinha, prestada por Hélder Nascimento e banda, que também produz o evento, feito a partir da iniciativa da Secretaria de Política Sindical, hoje ocupada por Paulo Vinícius da Silva e da Presidência dos Bancários de Brasília, com o companheiro Eduardo Araújo.




 A voz da juventude, do funk e da negritude dará o ar da graça com o show preparado especialmente por Lady Cali para o sarau, que promete sacudir o corpo e a consciência do público no Cebolão.

 

Lady Cali - Seu Psiu me dá nojo!

E o Sarau do Cebolão terá novamente microfone aberto para o público se inscrever  e trazer os poetas que tocam a sensibilidade e a razão, num mês pontilhado de efemérides. Maio iniciou com o Primeiro de Maio, Dia Internacional da Classe Trabalhadora, é o mês das Mães e de Nossa Sra. de Fátima, o mês também vitória da Humanidade sobre o Nazifascismo, o fim da II Guerra Mundial, com a URSS triunfando sobre a Alemanha Nazista. É o mês da Abolição da Escravidão contra a população negra trazida a ferros ao Brasil. Então, as musas prometem bastante inspiração para poetas, ouvintes, com os poemas a se recitarem no nosso Sarau do Cebolão. Veja a seguir algumas participações dos saraus anteriores:


Sarau do Cebolão - Cláudia Martins - Adélia Prado - Sedução


Sarau do Cebolão - Marcos Fabricio - Preto no Branco 



Sarau do Cebolão - Castro Alves - O Povo ao Poder - Paulo Vinícius da Silva


SERVIÇO;
SARAU DO CEBOLÃO
17 de maio de 2024, sexta-feira, a partir de 18h
Apresentações musicais de Helder Nascimento e Banda, Lady Cali e dançarinas
Poemas de poetas convidados(as), vendas de livros, recital de poesia com microfone aberto mediante inscrição.
Em frente ao Churrasquinho do Valdeci, no Setor Bancário Sul - Brasília - DF
Promoção do Sindicato dos Bancários de Brasília, da CUT e da CTB Bancários DF.

terça-feira, 26 de março de 2024

Sarau do Cebolão - Vivas às Mulheres - 28/3/24, quinta-feira, 17h00, no Churrasquinho do Valdeci - Setor Bancário Sul - Brasília

,O Sarau do Cebolão do mês de março ocorre próxima quinta, 28 de março, data que também marca o assassinato de Edson Luís de Lima e Souto em 28 de março de 1968, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. 

O tema dessa edição é "Vivas às Mulheres", em alusão ao 8 de Março, e terá como atrações

 a cantora Anna Christina e banda, com o melhor do samba, e  


os Cangaceiros do Cerrado, com Hélder Nascimento, quem produz e nos traz a participação especial da cantora pernambucana Meriele. 


Nessa noite, as mulheres recitarão para nossa alegria, regozijo e reflexão. 


O Sarau do Cebolão é uma promoção do Sindicato dos Bancários de Brasília, da CUT e da CTB DF através de seus núcleos bancários e da Secretaria de Política Sindical para a preservação e a requalificação do Setor Bancário Sul de Brasília como espaço privilegiado de convívio da classe trabalhadora na capital federal.

A atividade intercalará blocos com músicas e poesias, em um espaço amplo e frequentado por diversas categorias, próximo à Rodoviária e no encontro das sedes do BB, da Caixa e do BRB, o palco das assembleias históricas da categoria bancária.

CEDOC-01102008 Assembléia Bancários 3º dia (2008) - fotos do saudoso Guina -  Sindicato dos Bancários de Brasília - Setor Bancário Sul


Mais informações no nosso portal bancariosdf.com.br.




SERVIÇO
SARAU DO CEBOLÃO - VIVAS ÀS MULHERES
28 DE MARÇO DE 2024, A PARTIR DAS 17H00
CANGACEIROS DO CERRADO, ANNA CHRISTINA E BANDA, POEMAS RECITADOS POR MULHERES AO LONGO DO EVENTO (SARAU) 
SETOR BANCÁRIO SUL - CHURRASQUINHO DO VALDECI

https://maps.app.goo.gl/Ui1mphiZnJcEWHNd7

PROMOÇÃO 
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA, CUT DF, CTB DF E ENTORNO

domingo, 27 de dezembro de 2020

Cuba responde a Trump cantando e dançando: com Cuba não te metas!

Granma pone a disposición de sus lectores la arrasadora letra de la cubanísima conga No te metas, de Alejandro García Virulo

Ayer se grabó, en el Paseo del Prado habanero, la cubanísima conga No te metas, de Alejandro García Virulo, acompañado por notables voces de la música cubana, la Conga de los Hoyos y los Guaracheros de Regla, entre otros. Ponemos a disposición de nuestros lectores su arrasadora letra:

Preocupado el presidente anaranjado
Viendo que las elecciones las perdió
Solicita a los que le hacen los mandados
Que se apuren pues la fiesta terminó
Y mirando que se va a acabar el «baro»
Han formado un titingó
Se ha negado a abandonar la Casa Blanca
A la silla del despacho se amarró
Los pelitos que le quedan los arranca
Pataleando por la rabia que le dió
Y mirando a Cuba con sus batas blancas
De cabeza se tiró
El que tenga confusión que se confunda
El que quiera claridad que venga a ver
La jugada no es compleja ni profunda
Está claro cómo quieren proceder
Solo falta que nosotros los dejemos
Y eso no va a suceder
Con la conga de los Hoyos no te metas
No te metas, no te metas
Cuba viva sin que nadie la someta
No te metas, no te metas

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Os comunistas - Pablo Neruda





Neruda de braços cruzados no sofá, atrás dele Diógenes Arruda Câmara, o segundo à direita de Neruda é Luís Carlos Prestes, e no braço do sofá estava Jorge Amado 



Passaram-se alguns anos desde que ingressei no Partido.
Estou contente.
Os comunistas formam uma boa família,
Têm a pele curtida e o coração moderado.

Por toda parte recebem golpes
Golpes exclusivos para eles
Vivam os espíritas, os monarquistas, os anormais, os criminosos de todas as espécies
Viva a filosofia com muita fumaça e pouco fogo
Viva o cão que ladra mais não morde, vivam os astrólogos libidinosos, viva a pornografia, viva o cinismo, viva o camarão, viva todo mundo, menos os comunistas
Vivam os cintos de castidade, vivam os conservadores que não lavam o pé há quinhentos anos
Vivam os piolhos das populações de miseráveis, viva a fossa comum e gratuita,
viva o anarco- capitalismo, viva Rilke, viva André Guide com seu corydonzinho,
viva qualquer misticismo.

Está tudo bem.
Todos são heróicos.
Todos os jornais devem sair.
Todos devem ser publicados, menos os comunistas.
Todos os candidatos devem entrar em São Domingos sem algemas.
Todos devem celebrar a morte do sanguinário de Trujillo, menos os que mais duramente o combateram.
Viva o Carnaval, os últimos dias de carnaval.
Há disfarces para todos,
Disfarces de idealistas cristãos, disfarces de extrema esquerda, disfarces de damas beneficentes e de matronas caritativas.
Mas cuidado: Não deixem entrar os comunistas.
Fechem bem a porta.
Não se enganem
Eles não têm direito a nada.
Preocupemos-nos com o subjetivo, com a essência do homem, com a essência da essência,
Assim estaremos todos contentes.
Temos liberdade,
Que grande coisa é a liberdade!
Eles não a respeitam,
Não a conhecem.
A liberdade para se preocupar com a essência,
Com a essência da essência.
Assim tem passados os últimos anos.
Passou o Jazz,
Chegou o Soul, naufragamos nos postulados da pintura abstrata, a guerra nos abalou e nos matou Tudo ficava como está.
Ou não ficava?
Depois de tantos discursos sobre o espírito e de tantas pauladas na cabeça, alguma coisa ia mal Muito mal.
Os cálculos tinham falhado.
Os povos se organizavam.
Continuavam as guerrilhas e as greves.
Cuba e Chile se tornavam independentes,
Muitos homens e mulheres cantavam a Internacional.
Que estranho,
Que desanimador,
Agora cantam-na em chinês, em búlgaro, em espanhol da América.
É preciso tomar medidas urgentes,
É preciso bani-lo,


É preciso falar mais do espírito,
Exaltar mais o mundo livre,
É preciso dar mais pauladas e o medo de Germán Arciniegas.

E agora Cuba
Em nosso próprio hemisfério, na metade de nossa maça, esses barbudos com a mesma canção.

E para que nos serve Cristo?
Para que servem os padres?
Já não se pode confiar em ninguém
Nem mesmo os padres. Não vêem nosso ponto de vista,
Não vêem como baixam nossas ações na bolsa.
Enquanto isso sobem os homens pelo sistema solar,
Deixam pegadas de sapatos na lua,
Tudo luta por mudanças, menos os velhos sistemas.
A vida dos velhos sistemas nasceu de imensas teias de aranhas medievais.
No entanto, há gente que acredita numa mudança,
que tem posto em prática a mudança,
que tem feito triunfar a mudança,
que tem feito florescer a mudança

Caramba!
A primavera é inexorável!

Coletivizando no Youtube