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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Fidel Castro envia mensagem à Federação de Estudantes Universitários de Cuba e pondera complexidade e riscos relações Cuba-EE.UU. - Blog da Resistência


O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, enviou uma mensagem nesta segunda-feira (26) à Federação Estudantil Universitária no quadro do 70º aniversário de seu ingresso na Universidade de Havana. No texto, Fidel ressalta que não confia na política dos Estados Unidos. Leia a íntegra abaixo:
Fidel CastroFidel Castro
Para meus companheiros da Federação Estudantil Universitária
Queridos companheiros:
Desde o ano de 2006, por questões de saúde incompatíveis com o tempo e o esforço necessário para cumprir um dever — o que me impus a mim mesmo quando ingressei nesta Universidade em 4 de setembro de 1945, há 70 anos —, renunciei aos meus cargos.
Não era filho de operário nem carente de recursos materiais e sociais para uma existência relativamente cômoda; posso dizer que escapei milagrosamente da riqueza. Muitos anos depois, o norte-americano mais rico e sem dúvida muito capaz, com quase 100 bilhões de dólares, declarou ― segundo publicou uma agência de notícias na quinta-feira da semana passada (22) —, que o sistema de produção e distribuição privilegiada das riquezas converteria de geração em geração os pobres em ricos.
Desde os tempos da antiga Grécia, durante quase 3 mil anos, os gregos, sem ir mais longe, foram brilhantes em quase todas as atividades: física, matemática, filosofia, arquitetura, arte, ciência, política, astronomia e outros ramos do conhecimento humano. A Grécia, contudo, era um território de escravos que realizavam os mais duros trabalhos em campos e cidades, enquanto uma oligarquia se dedicava a escrever e filosofar. A primeira utopia foi escrita precisamente por eles.
Observem bem as realidades deste conhecido, globalizado e muito mal dividido planeta Terra, onde se conhece cada recurso vital depositado em virtude de fatores históricos: alguns com muito menos recursos do que necessitam; outros, com tantos que não têm o que fazer com eles. Agora, em meio a grandes ameaças e perigos de guerras reina o caos na distribuição dos recursos financeiros e na repartição da produção social. A população do mundo cresceu, entre os anos 1800 e 2015, de um bilhão a sete bilhões de habitantes. Poderão ser resolvidos dessa forma o incremento da população nos próximos 100 anos e as necessidades de alimento, saúde, água e moradia que a população mundial terá, quaisquer que sejam os avanços da ciência?
Bem, deixando de lado estes enigmáticos problemas, é de admirar pensar que a Universidade de Havana, nos dias em que eu ingressei nesta querida e prestigiosa instituição, há quase três quartos de século, era a única que existia em Cuba.
Certamente, companheiros estudantes e professores, devemos recordar que não se trata de uma, mas contamos hoje com mais de cinquenta centros de Educação Superior espalhados em todo o país.
Quando vocês me convidaram para participar no lançamento da jornada pelo 70º aniversário de meu ingresso na Universidade, o que soube com surpresa, e em dias muito atarefados por diversos temas nos quais talvez ainda possa ser relativamente útil, decidi descansar dedicando algumas horas à recordação daqueles anos.
Impressiona-me descobrir que se passaram 70 anos. Na realidade, companheiros e companheiras, se me matriculasse de novo nessa idade como alguns me perguntam, responderia sem vacilar que seria em uma carreira científica. Ao graduar-me, diria como Guayasamín: Deixem-me uma luz acesa.
Naqueles anos, já influenciado por Marx, consegui compreender mais e melhor o estranho e complexo mundo em que a todos nos coube viver. Pude prescindir das ilusões burguesas, cujos tentáculos enredaram muitos estudantes quando menos experiência e mais ardor possuíam. O tema seria longo e interminável.
Outro gênio da ação revolucionária, fundador do Partido Comunista, foi Lênin. Por isso, não vacilei um segundo quando no julgamento do Moncada, onde me permitiram assistir, mesmo que somente uma vez, declarei perante juízes e dezenas de altos oficiais batistianos que éramos leitores de Lênin.
Não falamos de Mao Zedong porque ainda não tinha terminado a Revolução Socialista na China, inspirada em idênticos propósitos.
Advirto, contudo, que as ideias revolucionárias hão de estar sempre em guarda à medida que a humanidade multiplique seus conhecimentos.
A natureza nos ensina que podem ter transcorrido dezenas de bilhões de anos luz e a vida em qualquer de suas manifestações está sempre sujeita às mais incríveis combinações de matéria e radiações.
A roca de cumprimentos pessoalmente entre os presidentes de Cuba e dos Estados Unidos ocorreu no funeral de Nelson Mandela, insigne e exemplar combatente contra o Apartheid, que tinha amizade com Obama.
Basta assinalar que já naquele dia, tinham transcorrido vários anos desde que as tropas cubanas derrotaram de forma esmagadora o exército racista da África do Sul, dirigido por uma burguesia rica e com enormes recursos econômicos. É a história de uma contenda que está por ser escrita. A África do Sul, o governo com mais recursos financeiros daquele continente, possuía armas nucleares fornecidas pelo Estado racista de Israel, em virtude de um acordo entre este e o presidente Ronald Reagan, que o autorizou a entregar os dispositivos para o uso de tais armas com as quais golpear as forças cubanas e angolanas que defendiam a República Popular de Angola contra a ocupação desse país pelos racistas. Desse modo se excluía toda negociação de paz enquanto Angola era atacada pelas forças do Apartheid com o exército mais treinado e equipado do continente africano.
Em tal situação não havia possibilidade alguma de uma solução pacífica. Os incessantes esforços por liquidar a República Popular de Angola para sangrá-la sistematicamente com o poder daquele bem treinado e equipado exército, foi o que determinou a decisão cubana de assestar um golpe contundente contra os racistas em Cuito Cuanavale, antiga base da Otan, que a África do Sul tratava de ocupar a todo custo.
Aquele prepotente país foi obrigado a negociar um acordo de paz que pôs fim à ocupação militar de Angola e o fim do Apartheid na África.
O continente africano ficou livre de armas nucleares. Cuba teve que enfrentar, pela segunda vez, o risco de um ataque nuclear.
As tropas internacionalistas cubanas se retiraram com honra da África. Sobreveio então o Período Especial em tempo de paz, que durou já mais de 20 anos sem levantar bandeira branca, algo que não fizemos nem faremos jamais.
Muitos amigos de Cuba conhecem a conduta exemplar de nosso povo e lhes explico a minha posição essencial em breves palavras.
Não confio na política dos Estados Unidos nem troquei uma só palavra com eles, sem que isto signifique, muito menos, um rechaço a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. Defender a paz é um dever de todos. Qualquer solução pacífica e negociada aos problemas entre os Estados Unidos e os povos ou qualquer povo da América Latina, que não implique a força ou o emprego da força, deverá ser tratada de acordo com os princípios e normas internacionais. Defenderemos sempre a cooperação e a amizade com todos os povos do mundo e entre eles os de nossos adversários políticos. É o que estamos reclamando para todos.
O presidente de Cuba deu os passos pertinentes de acordo com suas prerrogativas e faculdades que lhe concedem a Assembleia Nacional e o Partido Comunista de Cuba.
Os graves perigos que hoje ameaçam a humanidade teriam que dar lugar a normas que fossem compatíveis com a dignidade humana. Nenhum país está excluído de tais direitos.
Foi com este espírito que lutei e continuarei lutando até o último suspiro.
Fidel Castro Ruz
26 de janeiro de 2015, às 12h35
Fonte: Granma; tradução de José Reinaldo Carvalho, editor do Portal Vermelho


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Granma: Livres os cinco heróis cubanos - Vitória histórica

Cuba abre los brazos a sus hijos Gerardo, Ramón y Antonio en una bienvenida que emana calor humano y sentimiento sincero


La alegría del regreso en los héroes y Raúl. Foto: Estudio Revolución
El cielo cubano, ese que tanto soñaron ver, fue el primero en darles la bienvenida a nuestros Héroes; luego el olor y la brisa, esa sensación de libertad… Difícil para los ojos creer lo que ante ellos estaba aconteciendo, para el corazón recibir de golpe tanto regocijo, para el pueblo radiante, absorto y eufórico abrir los brazos finalmente a sus hijos y brindarles una taza de café. Once millones de lágrimas multiplicadas se derramaron mientras se daba a conocer la noticia, y más tarde cuando llegaron unas tras otras las imágenes donde Raúl les daba la bienvenida a nuestra Patria.
Quién no se electrizó junto a Elizabeth con el beso de Ramón, quién no se enterneció con la mirada de Gerardo a su amada Adriana, quién no sintió en la piel el mismo calor que emanó entre Mirta y su hijo Tony ante el abrazo que creían imposible recibir… A dónde salieron disparados todos los sentidos cuando se les escuchó decir “Para lo que sea”, a ellos que hasta en ese momento nos estaban dando una lección de genuino patriotismo.
Y afuera, en las calles, un mar humano para darles la bienvenida a casa, a este hogar confortable, caliente y amoroso, que en cuanto lo supo estremeció sus cimientos y llenó de júbilo cada rincón del país. En la grandeza de la patria y de sus hijos, dice una sentencia martiana, no es mentira decir que siente crecer el corazón.


sábado, 27 de abril de 2013

Presidente Maduro se reúne con Fidel Castro en La Habana

Presidente Maduro se reúne con Fidel Castro en La Habana


Por: VTV/@NicolasMaduro/teleSUR | Sábado, 27/04/2013 07:50 PM


Credito: @NicolasMaduro
27/04/13.-El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, se reunió durante cinco horas este sábado con el líder de la Revolución Cubana, Fidel Castro, con quien analizó la actualidad política en América Latina y recordaron al Comandante Hugo Chávez.

“Estuvimos 5 horas con Fidel recordando al Gigante. Siempre optimistas con la marcha de la Revolución Latinoamericana! “, informó vía Twitter el mandatario venezolano, quien llegó a La Habana la noche del viernes para afianzar la alianza estratégica con la isla.

"Con Fidel visitamos algunos de los 50000 venezolanos cuyas dolencias graves han sido atendidas por la medicina cubana", agregó.

Maduro arribó a La Habana para fortalecer la alianza binacional con el Gobierno del país antillano y firmar nuevos convenios de cooperación en materia de salud, economía, educación y cultura.

El diario oficial Granma reseñó que el mandatario venezolano "llegó a nuestro país, en la noche de este viernes 26 de abril, para cumplimentar una visita oficial".

Nicolás Maduro fue recibido por el canciller cubano, Bruno Rodríguez y participa este sábado en la XIII reunión de la Comisión Intergubernamental iniciada este viernes en la mayor de las Antillas.



La fuente original de este documento es:
Venezolana de Televisión (http://www.vtv.gov.ve)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vídeo: Fidel Castro vai votar nas eleições cubanas que contam com altíssimo comparecimento - Telesur, Portal Vermelho e Juventud Rebelde

www.telesur.tv.net
http://multimedia.telesurtv.net

Fidel aparece para votar e defende as atuais mudanças na ilha - Portal Vermelho e Juventud Rebelde


Faltavam apenas alguns minutos para as 17 horas deste domingo (3), quando palmas e gritos de alegria das pessoas reunidas nos arredores do Colégio Eleitoral número 1, em Plaza da Revolução, Havana, indicaram a chegada do eleitor número 28. O líder cubano Fidel Castro, com andar pausado e cuidadoso, mas com sorriso e bom humor característicos, subiu a rampa de acesso à zona de votação, já com sua cédula em mãos, para votar nas eleições gerais.


Fidel conversou por mais de uma hora com admiradores e jornalistas cubanos, neste que é seu primeiro contato com o povo em alguns meses. Desde 2006 que o líder comunista não participava pessoalmente de eleições no país. Ele registrava o voto através de representantes. Depois de um período mais ausente de eventos, em 2012 participou de vários atos públicos, incluindo um encontro com o Papa Bento XVI. Suas fotos mais recentes são de janeiro de 2013, quando se reuniu com a presidente argentina Cristina Kirchner e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Logo ao chegar na sessão de votação, Fidel conversou com os mesários e as crianças que atuam como fiscais simbólicos do pleito. Em seguida, perguntou aos mesários se podia afastar-se para dialogar com a imprensa e ressurgiu então um Fidel conversador e midiático. Ninguém poderia esperar, contudo, que, apesar do avançado da hora ou do clima frio, ele passaria uma hora e meia conversando com os jornalistas e transeuntes que se reuniram na saída do colégio eleitoral.

Com uma memória prodigiosa, ao rememorar fatos e datas, um Fidel conversador e curioso – entrevistado por vezes, entrevistador por outras – falou da economia cubana e da mundial, da política nacional e internacional, da história passada e recente da América Latina, dos desafios atuais de Cuba, do papel da imprensa, da necessidade de evitar guerras e até de agricultura.

Fidel brincou até quando lhe perguntaram sobre as eleições, assegurando que não poderia revelar, "para não violar a lei, em quem votei". Mas ressaltou o papel que as mulheres vêm assumindo na política cubana. "E assim deve ser", completou. O ex-presidente procurou informações sobre a disputa, quis saber quantos haviam votado, quantos ainda deveriam fazê-lo. "Aqui as eleições não são como nos Estados Unidos, onde apenas uma minoria vota. Não podemos deixar que isso aconteça nunca, porque aqui o povo é que manda", disse.

Respondendo a uma pergunta de uma repórter sobre as atuais mudanças em Cuba, Fidel enfatizou que "a maior transformação de todas foi a própria Revolução. Mas, claro, nada é perfeito, muitas coisas sabemos hoje que não sabíamos então, e é necessário trabalhar para continuar aperfeiçoando o país. É um dever atualizar o modelo socialista cubano, modernizá-lo, mas sem cometer erros", disse.

"Agora tenho um pouco mais de tempo para ler, ver televisão, refletir. Aproveito muito para estudar, pensar nesses problemas, pois as pessoas, com suas preocupações diárias, que são tantas, às vezes não pensam nelas", disse Fidel, depois de falar sobre a crise, as altas taxas de desemprego e as guerras, um tema dos quais dedica muito tempo de estudo e reflexão.

"Cada vez estou mais convencido de que, como demonstra a história, pelos egoismos e ambições, por esse instinto natural e selvagem dos homens, são quase inevitáveis as guerras", expressou. "Mas as guerras são muito distintas quando se fazem por uma causa justa, pela liberdade, pela solidariedade, e nós estivemos dispostos a correr esses riscos", afirmou.

"Só um homem na história se fez famoso por levar adiante grandes campanhas militares, mas para libertar povos. Esse homem foi Bolívar", assegurou, para em seguida, completar que "Bolívar, mas também Martí e Chávez, são pessoas muito importantes para a América Latina".

Questionado sobre seu amigo, que se recupera em Cuba após cirurgia, disse que tem notícias dele todos os dias. "Está muito melhor, recuperando-se. Tem sido uma luta forte, mas tem melhorado. Temos que curá-lo. Chávez é muito importante para seu país e para a América Latina."

O tema derivou para a recente cúpula da Celac, que, segundo Fidel, "foi um passo muito importante para a unidade, do qual Chávez foi um dos maiores artífices".

O líder falou também sobre o avanço tecnológico e a importância de estar bem informado. "Por isso é tão importante o papel de vocês", disse, dirigindo-se aos jornalistas. "E que cada vez estudem mais para informar melhor e não digo isso como uma crítica, pois respeito muito o trabalho da mídia, mas porque estou convencido que os jornalistas são uma fortaleza para o país e para a Revolução."

Apesar da idade, Fidel continua assombrando os repórteres, por sua capacidade de compreender a realidade e falar sobre as mudanças atuais em Cuba e relacioná-las com coisas como a produção de alimentos, por sua capacidade de recordar detalhes tão incríveis como onde se compravam os primeiros búfalos que chegaram ao país ou simplesmente ao mostrar-se interessado na tiragem diária de cada periódico, mostrando com exemplos que realmente os lê cotidianamente.

Ao ser questionado por um repórter se gostaria de mandar uma mensagem ao povo de Cuba, Fidel olhou diretamente para o jornalista e, após pensar um instante, disse: "Este é um povo valente. Não temos que provar isso. Cinquenta anos de bloqueio e não puderam nos derrotar. O povo é tudo, sem o povo não somos nada, sem o povo não haveria revolução".

Com Juventud Rebelde

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Nueva mentira contra #FidelCastro fracasa en Twitter - Fidel vivinho da Silva!

Nueva mentira contra #FidelCastro fracasa en Twitter

Cadena de un robots utilizado desde Twitter el 2 de enero. Es en este tipo de experiencia en el que se gastan los 20 millones para la subversión contra Cuba financiado por el contribuyente de EEUU.
Cadena de mensajes emitidos por un robots, utilizado enTwitter el 2 de enero. En este tipo de experiencia se gastan los 20 millones de dólares anuales para la subversión contra Cuba financiado por el contribuyente de EEUU. Si no fuera por ese dinero, los tuiteros de Miami se habrían pasado ese día divirtiéndose en una discoteca de Coconut Grove y no inútilmente frente a una computadora.
El libro de récords Guinness recogió hace pocos días el nombre de Fidel como la persona que más veces se ha intentado matar, pero también pudiera haber recogido a los enemigos de la Revolución cubana como los asesinos más frustrados de la historia. Y, al parecer, la frustración en el mundo real ha llevado a algunos a intentarlo en el virtual con la esperanza de poder lograr lo que más de medio siglo de intentos criminales no han podido alcanzar.
Un mensaje inicial en la red social en Internet Twitter anunciaba hace dos días lo siguiente: “Atención: ‘Cuba Press’ verifica la muerte de Fidel Castro. A la espera del comunicado oficial por parte del país. Hito informativo” y de inmediato la necrofilia contrarevolucionaria, con el apoyo de algunos medios se lanzó al festín. Pero cómo sucedió y se expandió con tanta facilidad una noticia que ya en agosto pasado quedó como un bulo en la misma red social. Algunas herramientas en Internet y la colaboración de varios amigos permiten llegar a la verdad.
El bulo fue diseminado, entre otros, por un robot con un nombre primario (@Naroh, un usuario con ese nombre existe en Twitter y no necesariamente tiene que estar al tanto de lo que sucedió con derivaciones de su cuenta) y diferentes secundarios, y todos los mensajes tuvieron el texto antes citado, con el mismo horario de salida y origen. Un elemento interesante es que todas esas cuentas se registraron en la versión italiana de Twitter http://it.twitter.com/ y después de esta acción fueron desactivadas. Estas fueron las cuentas y los mensajes:
  1. Twitter / @Naroh/face2face it.twitter.com/Naroh/face2face - Anomalo Ahora que Cuba Press ha confirmado la muerte de Fidel Castro, estamos a la espera de que Fidel Castro confirme la existencia de Cuba Press. …
  2. Twitter / @Naroh/Astures it.twitter.com/Naroh/astures - Anomalo Ahora que Cuba Press ha confirmado la muerte de Fidel Castro, estamos a la espera de que Fidel Castro confirme la existencia de Cuba Press. …
  3. Twitter / @Naroh/Saludados por la Esteban it.twittter.com/Naroh/saludados-por-la-esteban - Anomalo Ahora que Cuba Press ha confirmado la muerte de Fidel Castro, estamos a la espera de que Fidel Castro confirme la existencia de Cuba Press. …
  4. Twitter / @Naroh/anti gotele it.twitter.com/Naroh/anti-gotele - Anomalo Ahora que Cuba Press ha confirmado la muerte de Fidel Castro, estamos a la espera de que Fidel Castro confirme la existencia de Cuba Press. …
  5. Twitter / @Naroh/upyder@s it.twitter.com/Naroh/upyder-s - Anomalo Ahora que Cuba Press ha confirmado la muerte de Fidel Castro, estamos a la espera de que Fidel Castro confirme la existencia de Cuba Press. …
  6. Twitter / @Naroh/conversationlist it.twitter.com/Naroh/conversationlist - Anomalo Ahora que Cuba Press ha confirmado la muerte de Fidel Castro, estamos a la espera de que Fidel Castro confirme la existencia de Cuba Press. …
  7. Twitter / @Naroh/Quiero desvirtualizar it.twitter.com/Naroh/quiero-desvirtualizar - ebe SOLO RUMOR. No fiarse RT @Guerraeterna: Su 75º muerte. RT @ miquelvalls: Atención: “Cuba Press” verifica la muerte de Fidel Castro 24 minutes ago …
El uso de estos robots para diseminar spam, viola por lo menos dos de los términos de uso y condiciones de Twitter:
  • Cuentas en serie : El usuario no podrá crear varias cuentas para propósitos perjudiciales o abusivos. La creación masiva de cuentas resultará en la suspensión de todas las cuentas.
  • Spam : El usuario no podrá utilizar los servicios de Twitter con el propósito de mandar spam.sobre todo si las actualizaciones son principalmente enlaces y no actualizaciones personales.
La etiqueta #FidelCastro "Tema del momento" en Twitter el pasado 2 de enero
La etiqueta #FidelCastro "Tema del momento" en Twitter el pasado 2 de enero
Sin embargo, rápidamente, Twitter colocó la etiqueta #FidelCastro entre los “Temas del momento” (Trending topic), lo que allanó el camino para que alguna prensa sensacionalista se hiciera eco de las especulaciones. Pero una comparación entre la etiqueta solidaria #DerechosdeCuba, que los pasados 9 y 10 de de diciembre registró una gran actividad -y, a pesar de ello, no fue reconocida como Trending topic y resultó censurada por Twitter-, revela que el impacto de aquella cuadruplicó el uso que los necrofílicos hicieron del hashtag #FidelCastro, incluso cuando ello se beneficiara de quienes lo utilizaron para rechazar o desmentir la manipulación.
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Comparación entre el impacto de la etiqueta #DerechosdeCuba que no fue "Trending topic" el 9 y 10 de diciembre y el hashstag #FidelCastro que si lo fue el 2 de enero. Fuente: Topsy.com
Así que, como ya dijimos a los ciberfrustrados a raíz del bulo del pasado agosto: “Sufran una vez más su desengaño, lloren su rabia que se alegra con muerte ajena…aquellos que sólo inventan en el mundo virtual lo que los atentados de la CIA no pudieron en la vida real”, queda por ver si Twitter está de su lado al precio de aceptar la violación de sus propias reglas.
(Tomado de La pupila insomne).

Iroel Sánchez
Ingeniero y periodista cubano. Trabaja en la Oficina para la Informatización de la Sociedad cubana. Fue Presidente del Instituto Cubano del Libro. En twitter @iroelsanchez




ColetivizandoFidel lê a carta do Che




sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Discurso pronunciado por Raúl Castro, en el 50 aniversario del triunfo de la Revolución

¡Jamás regresará el dolor al corazón
de las madres ni la vergüenza al alma de cada cubano honesto!

Discurso pronunciado por el Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros de la República de Cuba, General de Ejército Raúl Castro Ruz, en el acto por el aniversario 50 del triunfo de la Revolución, efectuado en Santiago de Cuba, el 1ro. de enero de 2009, “Año del 50 aniversario del triunfo de la Revolución”.

Santiagueras y santiagueros;

Orientales;

Combatientes del Ejército Rebelde, la lucha clandestina y de cada combate en defensa de la Revolución durante estos 50 años;

Compatriotas:

Raúl Castro RuzEl primer pensamiento, un día como hoy, para los caídos en esta larga lucha. Ellos son paradigma y símbolo del esfuerzo y el sacrificio de millones de cubanos. En estrecha unión, empuñando las poderosas armas que han significado la dirección, las enseñanzas y el ejemplo de Fidel, aprendimos en el rigor de la lucha a transformar sueños en realidades; a no perder la calma y la confianza frente a peligros y amenazas; a levantar el ánimo tras los grandes reveses; a convertir en victoria cada reto y a superar las adversidades, por insuperables que pudieran parecer. Continua

Fidel: Revolución



“Revolución es sentido del momento histórico;
es cambiar todo lo que debe ser cambiado;
es igualdad y libertad plenas;
es ser tratado y tratar a los demás como seres humanos;
es emanciparnos por nosotros mismos y con nuestros propios esfuerzos;
es desafiar poderosas fuerzas dominantes dentro y fuera del ámbito social y nacional;
es defender valores en los que se cree al precio de cualquier sacrificio;
es modestia,
desinterés,
altruismo,
solidaridad y heroísmo;
es luchar con audacia, inteligencia y realismo;
es no mentir jamás ni violar principios éticos;
es convicción profunda de que no existe fuerza en el mundo capaz de aplastar la fuerza de la verdad y las ideas.

Revolución es unidad, es independencia,
es luchar por nuestros sueños de justicia para Cuba y para el mundo,
que es la base de nuestro patriotismo, nuestro socialismo y nuestro internacionalismo.”


FIDEL



Este filme mostra a emocionante e heróica luta dos cubanos e cubanas contra o bloqueio genocida imposto elos EUA.
Mostra também a impressionante liderança de Fidel e seu gênio de, entre otras coisas, anunciar com antecedência o colaso da URSS.

É lindo.

Viva os 50 anos da Revolução Cubana!

www.vermelho.org.br



Revolução Cubana: 'socialismo resulta da vontade popular'

Celebram-se amanhã os 50 anos da revolução em Cuba. Em uma entrevista ao jornal Avante! — do Partido Comunista Português —, o embaixador da República de Cuba em Portugal, Jorge Castro Benítez, falou do período decorrido, dos desafios futuros e garantiu que os cubanos estão convictos e empenhados na construção do socialismo. O Vermelho reproduz abaixo a íntegra da entrevista.

Avante!: Refere-se muitas vezes as particularidades históricas da revolução cubana, dizendo que a luta pela transformação social que triunfa em 1959 radica nos combates pela emancipação nacional do século 19. Que particularidades são essas?

Jorge Castro: Para analisarmos como se chega à revolução e o que significam estes 50 anos, recordemos que Cuba era uma colônia espanhola e que os patriotas cubanos lutavam há muito pela independência. Esse projeto foi sendo frustrado quer pela incapacidade de os revolucionários unirem as suas forças, quer pelo acordo celebrado entre os EUA e Espanha, país que entrega o território aos norte-americanos. Cuba passa a ser uma colônia. O embaixador dos EUA em Havana era o pró-cônsul e colocava na presidência diferentes títeres defensores dos interesses de Washington.

Só em 1953 Fidel é capaz de congregar diferentes tendências em torno do objetivo da autodeterminação. O assalto ao quartel de Moncada, que era naquela época a unidade militar mais forte na parte Oriental da ilha, fracassou por diversos erros. Um número importante de revolucionários foi morto e outros presos e julgados. No processo, Fidel, então um jovem advogado, converte a sua defesa – publicada com o título "A história me absolverá" - num libelo acusatório ao regime e na promoção da revolta popular, caracterizando não só o contexto histórico que se vivia, mas apontando também o programa revolucionário. Depois da libertação de Fidel, reaviva-se a via insurreccional como a única capaz de derrotar a ditadura de Fulgêncio Baptista, e com forças militares muito menores venceram, a 1 de Janeiro de 1959.


Em toda este percurso, vemos a concretização do pensamento e luta de José Martí, o qual, no grupo de revolucionários liderado por Fidel, se encontra mais amadurecido no sentido marxista da construção do socialismo como única solução para um país pequeno e subdesenvolvido; para um país com 70 por cento de população rural a viver em condições extremamente precárias; para um país monoprodutor, que só exportava açúcar, e para os EUA, e importava tudo o que necessitava. É, portanto, com a revolução que agora festejamos que se alcança a verdadeira independência.


Foram necessários apenas alguns meses para que os EUA, com o início da reforma agrária e com o combate aos principais problemas sociais – desemprego, analfabetismo, prostituição, desigualdade e injustiça social, discriminação racial, etc. –, se dessem conta de que aquele era um verdadeiro projeto social contrário aos seus interesses.


Nessa altura, Fidel vai aos EUA e, em declarações públicas, diz que a revolução em Cuba não é de caráter comunista. Foi uma manobra para ganhar tempo até ao primeiro embate com o imperialismo?


Os primeiros passos da revolução foram no sentido de dar resposta aos problemas sociais concretos que já referi, bem como impulsionar a democratização da terra, controlada pelos grandes agrários. E é esta a questão fundamental que inicia o conflito, porque a partir do momento em que os EUA deixam de controlar a matéria-prima açúcar, vêem os seus interesses afetados.


É pouco antes da invasão da Baía dos Porcos, desencadeada pelos EUA, em abril de 1961, que Fidel proclama o caráter socialista da revolução. Lembremos que o povo foi convocado a defender a pátria face à intervenção e, simultaneamente, a ratificar a opção socialista, que naquele contexto significava a construção de sistemas de ensino e saúde gratuitos e universais, significava o combate às injustiças, à pobreza, à exclusão e aos flagelos sociais. Para mais, Cuba era há décadas submetida a campanhas ideológicas anticomunistas. Teria sido um erro crasso proclamar o caráter da revolução sem que o povo tivesse sequer consciência do que significava o socialismo. Ou seja, quando o povo cubano enfrentou a invasão em Playa Gíron, então sim, estava já em condições de proteger também o caráter do processo de transformação social em curso.


Um processo de permanente adaptação


Lênin disse que jamais pode ser derrotado um povo em que os operários e os camponeses, na sua maioria, sabem, sentem e vêem que defendem o poder dos trabalhadores. Isso revela-se na resistência do povo cubano face ao imperialismo e na capacidade de Cuba superar com êxito as diversas etapas revolucionárias?


Penso que sim. A revolução é um processo de permanente transformação, com momentos de avanço e refluxo.


Muitos se questionam se no atual contexto ocorrerão mudanças drásticas. É importante compreender que Cuba está em permanente adaptação ao contexto histórico em que se insere. Qualquer cidadão estrangeiro que visite o país ouve nas ruas opiniões, comentários, mal-estares, o que para nós é natural, mas quem está de passagem pode ficar com uma apreciação errada.


Devemos ainda ter em conta que 70 por cento da população cubana não conheceu o capitalismo, ou seja, nasceu e cresceu já em fase revolucionária, pelo que todo um sistema de justiça social, de igualdade e dignidade é para esta camada algo adquirido, logo, como geração, tem um outro nível de exigência. Isso é positivo, porque no dia em que perdermos a capacidade de reivindicar e querer mais, estancamos. Ou seja, a inconformidade é um impulso para melhorar o sistema social e democrático, a economia e o desenvolvimento das forças produtivas.


Os cubanos não estão preparados para seguir outro caminho que não seja o socialismo, ou seja, não estão preparados para perderem tudo o que hoje têm assegurado.


Em 1975, a Constituição cubana foi aprovada por mais de 95 por cento da população…


E posteriormente foi referendado por números semelhantes o caráter irrevogável do socialismo. É bom que as pessoas que vivem em países tão desenvolvidos, mas ao mesmo tempo tão desinformados, entendam que o referendo em Cuba é igualmente secreto, com todos os requisitos normais das eleições que conhecem, portanto, o caráter irrevogável do socialismo resulta da livre vontade popular.


Conquistas incomparáveis


Cuba alcançou grandes conquistas civilizacionais, quer ao nível da formação educacional e cultural do seu povo, quer do ponto de vista da saúde, com um dos melhores sistemas do mundo. Garantiu a sua capacidade alimentar e o emprego. Alcançou um nível de participação política muito superior ao dos demais países. Estas conquistas projetam Cuba para o futuro?


Não só projetam e garantem o futuro de Cuba, como se encontram submetidas a uma permanente melhoria e afinação da sua eficiência. O caminho faz-se de êxitos, mas também de erros, aliás, como toda a obra realizada pelo ser humano.


Consideremos o que Cuba era e o que é hoje. No ano de 1959 só produzia açúcar e comprava tudo o resto. É a revolução que industrializa o país, que avança nos vários setores da economia, mesmo com o bloqueio e com os custos que ele representa. Sem o bloqueio, colocavamos o que produzíamos a 90 milhas de distância, mas depois da sua imposição passámos a ter que escoar a nossa produção para países que ficavam a 90 semanas de barco.


O desaparecimento das relações de comércio justas com os países socialistas foi para nós um rude golpe que deu início à crise dos anos 90.


Cuba exportava para a Europa Oriental açúcar, níquel, cítricos e outros produtos a preços vantajosos no âmbito da cooperação entre países socialistas. Com o desaparecimento destes, Cuba foi seriamente afetada. Como superaram a situação?


Era um mecanismo chamado compensador. Se o valor do petróleo era 40 e os cítricos 30, quando o petróleo subia então os cítricos, por exemplo, subiam na mesma proporção. Era uma relação de intercâmbio visando o desenvolvimento e a cooperação, contrária às relações comerciais no sistema capitalista. Sem isso, o nosso Produto Interno caiu mais de 35 por cento.


Só para que se tenha idéia, comprávamos à União Soviética aproximadamente 10 milhões de toneladas de petróleo, e nos primeiros anos da década de 90 passámos a ter que viver com 3 milhões de toneladas. Isto motivou cortes no fornecimento de eletricidade. A indústria tinha fortes restrições para laborar.


Perante tal situação, aqui mais que resumida, o fundamental era preservar o objectivo principal do processo revolucionário, ou seja, o desenvolvimento social, mais que o desenvolvimento econômico. Portanto, mesmo no contexto da crise mantivemos todas as componentes do projeto social. As escolas não podiam ser reparadas mas mantivemo-las abertas; os hospitais tinham dificuldades e carências, mas não só continuaram abertos como melhorámos os índices de saúde da população.


Apesar dos graves danos sociais, econômicos, políticos e ideológicos que o desmembramento da URSS provocou em Cuba, mantivemos as conquistas revolucionárias e reestruturamos a economia, apostando no turismo, permitindo a entrada da moeda livremente convertida, investindo na biotecnologia e na formação de cientistas. Tratava-se de minimizar os efeitos do fim do comércio justo com os países do Leste da Europa e do bloqueio norte-americano que se agudizou.


Muitos amigos questionam-se porque é que em Cuba foram introduzidos elementos do sistema econômico capitalista; porque é que surgiram fenómenos sociais, injustiças e desigualdades que antes da década de 90 haviam sido erradicados.


Tomemos o exemplo de um acidente automóvel donde sai um homem em perigo de vida, com um braço e uma perna quebrados. O que faríamos, tratávamos da perna e do braço antes de garantir que o homem sobreviveria? É óbvio que não. Pois o que fizemos foi garantir a sobrevivência da revolução preservando as conquistas sociais. Para mais, e porque faz parte da democracia que temos em Cuba, todas as medidas foram discutidas e aprovadas em amplas discussões com os trabalhadores e o povo.


Essas medidas criaram discrepâncias de rendimento entre quem trabalha no turismo e quem não trabalha, provocaram a migração do meio rural para as zonas urbanas. Surgiu uma camada interessada nos mecanismos capitalistas e nos seus proveitos. Esse processo pode influenciar e mobilizar forças anti-socialistas em Cuba?


Para abordarmos a questão da introdução dos mecanismos capitalistas temos que considerar que Cuba está defronte da maior potência econômica mundial, que esta lhe impõe um férreo e criminoso bloqueio. Dito isto, acrescento que mesmo os novos elementos introduzidos na economia - os quais não podem ser todos definidos como capitalistas - atraem vícios e relações próprias do capitalismo.


Nos anos 90, Cuba passa a acolher capital estrangeiro em setores onde não podia investir. No turismo, recebíamos por ano cerca de 300 mil turistas, quase todos da Europa Oriental. Hoje recebemos cerca de 2 milhões. Tudo isto introduziu desigualdade, corrupção, indisciplina, prostituição, falta de rigor e exigência no trabalho, desigualdade social entre o engenheiro que ficava na mina ganhando menos que aquele que passava a ser porteiro num hotel.


As medidas que tomamos, não necessariamente todas de cariz capitalista, repito, em certa medida desordenaram a revolução do ponto de vista trabalhista, da igualdade social, da direção produtiva, mas ou fazíamo-lo ou a revolução ruía.


A corrupção, um tema muito abordado, surgiu, obviamente. Mas não é a corrupção institucional, de governos inteiros, não é a corrupção de milhões. É um fenômeno limitado, de tostões. A palavra é a mesma, mas não comparemos os casos de enriquecimento ilícito nos países capitalistas com os do administrador ou do trabalhador de uma fábrica em Cuba que rouba quatro galões de tinta!


Na medida em que a economia vá recuperando, assim vamos dando resposta aos fenômenos malignos, às injustiças. Quando o salário tiver um real valor aquisitivo, quando o trabalhador não estiver preocupado se o seu salário é suficiente para garantir as necessidades básicas, como acontecia nos anos 80, então a corrupção, a prostituição e outros flagelos desaparecerão. Essa recuperação de valores, se quiseres, não é tarefa que se cumpra em dois ou três anos, leva tempo e exige esforço. É o que estamos a fazer.


Por outro lado, hoje o principal setor da economia cubana já não é o turismo, mas a biotecnologia. O turismo foi a alavanca, mas a biotecnologia, com direção e investimento durante o período especial, foi ganhando terreno e assume-se como o maior contribuinte da economia cubana.


A construção civil, a petroquímica ou a refinação de petróleo são também setores com grande avanço. Actualmente, mais de 50 por cento do petróleo que se consome em Cuba é de origem nacional e estamos a explorar novas zonas.


Respostas necessárias


Fazem parte dessa normalização da economia e das relações sociais os apelos feitos pelo presidente Raúl Castro de reforma do setor cooperativo, do regresso ao trabalho e de estímulo à produtividade, do rigor na definição de metas, de reformas na estrutura produtiva e na direção da produção?


O discurso de 26 de Julho de Raúl Castro tem antecedentes. Dois ou três anos antes, Fidel, intervindo numa universidade, sintetizou a situação do país, convocou a juventude a fazer parte do futuro e apelou ao povo para que refletisse sobre o rumo que havíamos seguido e como, a apresentar soluções para o caminho a seguir e como.


A discussão, dirigida pelo movimento operário e pelo Partido Comunista, decorreu junto dos camponeses, dos estudantes, dos operários, das forças armadas, enfim, junto de todos os setores da população. Participaram mais de 3,5 milhões de pessoas e recolheu-se mais de 1 milhão de propostas e intervenções que questionavam a direção do país, a televisão, o sistema educacional e de saúde, o trabalho e os salários, tudo o que possas imaginar foi colocado em causa e discutido. Ninguém colocou em causa o socialismo como projeto. Foram reuniões muito críticas. Nelas descobriu-se problemas locais que tinham soluções locais, mas que por falta de interesse dos quadros, por burocracia, por indisciplina não eram resolvidos. Essa base de dados, chamemos-lhe assim, definiu a linha geral e estratégica abordada por Raul Castro nesse discurso.


Recentemente foi publicada a lei da segurança social e do trabalho, norma que não resulta do debate parlamentar, dos acordos entre a bancada de tal partido com a de tal outro. Não é assim que funciona em Cuba. Apresenta-se ao povo o projeto e este discute, dá opinião, propõe alterações. O mesmo aconteceu com a reforma da terra, ou seja, as parcelas não cultivadas, são dadas a quem tem condições para as trabalhar.


Em 23 de dezembro, o parlamento cubano reuniu e aprovou uma lei que obriga os deputados a responder às questões dos seus concidadãos, aliás, na filosofia do nosso sistema de democracia participativa. Essa componente funcionava insuficientemente. Se a resposta é que tal ou tal problema ainda não se pode resolver, é isso mesmo que deve ser dito e explicado em reuniões com o povo. É no fundo todo um processo longo, anterior à doença de Fidel, que está agora numa fase mais avançada de desenvolvimento.


Temeu uma invasão dos EUA quando a saúde de Fidel se deteriorava?


Horas depois de o povo cubano ter sido informado sobre o estado de saúde de Fidel, os comandos especiais que os EUA têm na Florida foram mobilizados. A nossa reação foi igualmente mobilizar 1 milhão de homens. O cenário de uma intervenção militar norte-americana não se pode descartar, porém julgo que predomina a certeza de que tal opção seria um erro grave.


Não digo que tenhamos condições militares para impedir uma invasão, o que para eles não é novidade, mas também sabem que os cubanos não se rendem, ou seja, Cuba não pode ser tomada de assalto.


Recentemente foi votada nas Nações Unidas uma nova condenação ao bloqueio norte-americano contra Cuba. O mundo condena as leis Torricelli e Helms-Burton, o Plano Bush. Poderá estar para breve o fim do bloqueio?

Os EUA declararam uma guerra contra Cuba, uma guerra que passa a categoria de bloqueio, que procura castigar e vencer o povo pelas carências. O bloqueio teve ao longo de mais de 45 anos altos e baixos, porém atingiu o ponto máximo nos mandatos de George W. Bush, que limitou as viagens para Cuba, as remessas dos emigrantes para os seus familiares e deu milhões para o terrorismo. Dados que se podem encontrar na página de Internet do Departamento de Estado mostram que a administração norte-americana gasta mais dinheiro, meios e tem mais gente a trabalhar no cumprimento do bloqueio do que na chamada "guerra ao terrorismo". Isto diz tudo.


Maior agressividade contra Cuba, só pela via armada. Vamos ver o que muda a 20 de janeiro na Casa Branca.


Tem esperança que mude alguma coisa com a administração Obama?


Tenho esperança na persistência dos cubanos.


Mas Raúl Castro disse que estava disponível para dialogar…


Como o disse Fidel durante décadas, essa não é uma disposição nova por parte de Cuba. A normalização das relações é não só do nosso interesse como o mais elementar entre estados, mas em igualdade de condições e soberania. Perguntaram isso a Raúl – aliás uma muito conhecida ex-correspondente da CNN em Cuba –, e ele respondeu que se o senhor Obama tem interesse em falar, nós estamos dispostos fazê-lo no dia e no lugar que indique. Se não tem interesse, pois não falamos. Foi isto que disse. Raúl disse ainda que acabou o tempo dos "gestos", isto é, quando falavam de Cuba e das negociações em torno do bloqueio pedem "gestos". Cuba já fez muitos "gestos" e nunca recebeu nenhum. Acabaram os gestos unilaterais.


Num cenário de conversações, para além do bloqueio e do fim do patrocínio do terrorismo, cabe a libertação dos cinco patriotas cubanos presos nos EUA?


Não tenho idéia dos pontos que seriam discutidos, como imaginas, mas o bloqueio só tem um caminho que é terminar. Foram os EUA que nos sancionaram, por isso Cuba não tem nada que negociar sobre o bloqueio.


Sobre os chamados presos políticos, tema muito abordado na Europa, estão detidos porque violaram leis existentes em qualquer Estado, é bom que isto fique claro. Em Cuba ninguém é detido por delito de opinião. Basta ver na imprensa portuguesa as declarações de "dissidentes" cubanos que vivem tranquilamente em suas casas.


Neste mundo desenvolvido que diz defender os direitos humanos, vejo todos os dias a polícia bater nos trabalhadores que reclamam os seus salários. Em Cuba existem 120 correspondentes estrangeiros que se movem por todo o país, com as máquinas fotográficas prontas a captar a primeira imagem de uma manifestação reprimida com cães e gás lacrimogêneo, todavia nunca conseguiram a tão almejada foto. E imagina quanto não receberia o jornalista que a conseguisse.


Porque não falam dos cinco jovens que estão presos nos EUA, esses sim, presos políticos?


O partido tem o papel dirigente da revolução e define-se como o partido de toda a nação e de todo o povo, e não como a sua vanguarda. O que é que isso quer dizer exatamente no caso cubano?


O que garante o êxito da revolução cubana é a unidade de todo o povo. O Partido Comunista foi desde sempre o partido da nação cubana, ou seja, é o partido da nação e de todo o povo no sentido de ser o garante da continuidade da revolução. Os seus militantes e quadros – que têm que ser um exemplo como trabalhadores e cidadãos, que não gozam de privilégios –, são a vanguarda.


O Partido Comunista não é um partido eleitoral, é antes a exigência, a inconformidade. Perigoso seria se o partido se desligasse das massas, mas não é isso que acontece, pelo contrário, é cada vez mais uma referência de ação e confiança para os cubanos.


Podemos augurar 50 anos mais à revolução cubana?


Pelo menos mais 50 anos. Não vamos renunciar ao socialismo e estamos sempre mais convictos de que não existe outra alternativa, disso podem estar seguros.


Jornal Avante!
www.vermelho.org.br

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Discurso de Raúl castro em almoço de honra oferecido em Brasília



Do Granma


Os cubanos e os brasileiros, com voz própria, com respeito e sem intermediários, temos posições comuns

• Palavras proferidas pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba, Raúl Castro Ruz, durante o almoço de honra oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como parte da visita oficial realizada ao Brasil, em 18 de dezembro de 2008, "Ano 50 da Revolução".

(Versões estenográficas do Conselho de Estado)

Caro presidente Luiz Inácio Lula da Silva;

Amigas e amigos brasileiros;

Distintos representantes do corpo diplomático e das diversas instituições do Estado brasileiro:

É para mim tamanha satisfação estar hoje no Brasil, cumprindo a visita oficial que prometi a nosso amigo, o presidente Lula, e com a qual nos propomos contribuir para a ampliação das relações históricas entre nossos povos.

Os laços de irmandade entre Cuba e Brasil continuaram consolidando-se ao longo dos anos, enriquecidos por uma identidade cultural nascida de nossas raízes. Apenas faltava a essa relação humana o incremento dos vínculos econômicos, que se multiplicaram com o governo chefiado pelo presidente Lula.

Gostaria de expressar minha gratidão pela imediata ajuda solidária do governo brasileiro ao povo cubano após a passagem dos três furacões que devastaram nosso país neste ano e causaram perdas materiais milionárias, de ao redor de 20% do PIB do ano atual; ou seja, aproximadamente uns US$10 bilhões.

O fato de estar no Brasil me permite expressar pessoalmente o que já manifestei em carta ao presidente Lula: nossa mágoa pelas perdas de vidas humanas e pelos danos materiais ocasionados pelas inundações no estado de Santa Catarina. Faço-o em nome de um povo que sabe perfeitamente o que significa enfrentar desastres como esses.

Agradeço, também, a permanente repulsa do Brasil ao bloqueio econômico imposto a nosso país durante quase 50 anos e as recentes declarações de solidariedade e exigência de respeito a Cuba do Congresso brasileiro.

Passo a passo, os cubanos e os brasileiros, com voz própria, com respeito e sem intermediários, temos posições comuns quanto à defesa do Direito Internacional, do multilateralismo, do direito à livre determinação dos povos, ao repúdio a qualquer tentativa de imposição da vontade de um Estado sobre outros, e temos a firme convicção de trabalhar por uma maior conciliação política latino-americana e por uma integração mais comprometida com a justiça social e a dignidade dos seres humanos.

Na recente reunião que realizamos, comentamos que os latino-americanos já temos a maioridade, que já queremos ter voz própria e queremos dizê-lo tanto aos vizinhos do Norte de nosso continente quanto à Europa, à Ásia, ao mundo inteiro e temos que dar passos que conduzam à situação à qual aspiramos há séculos.

A reunião que concluímos — as cúpulas, porque foram quatro, mas Cuba participou de três delas — é o primeiro passo desse longo caminho, porém já desse longo caminho já percorremos um trecho muito longo; não falta muito, só depende dos latino-americanos, depende de que tenhamos a firmeza de representar os interesses de nossos povos perante as maiores potências do planeta.

Cuba foi uma experiência neste meio século. Aceitamos a amizade e as divergências com os outros. Vivemos encurralados uma parte destes 50 anos, mas defendendo-nos com firmeza. Essa firmeza demonstrou que foi justa nossa causa. Por isso posso estar falando em nome de um povo livre e independente, diante dos queridos irmãos mais velhos do continente latino-americano: o povo do Brasil, a próspera e cada vez mais potente nação do Brasil.

Não vou falar muito. Costuma-se a dizer que os discursos de Fidel eram longos, nem tanto como os de Chávez, e eu tenho fama de ser mais concreto, sou menos inteligente que eles e não posso falar de muitas coisas, e ainda menos menos improvisá-las; mas não é necessário, neste caso, alongar-me muito.

Não vou falar dos intercâmbios comerciais, do progresso que vamos tendo, do desequilíbrio que aos poucos eliminaremos, conforme nossas possibilidades de país pequeno frente ao Brasil, mas vamos para frente e o presidente Lula se referiu a este aspecto, com quem concordo em todas suas palavras, desde que começou até que acabou — eu creio que isso merece um pequeno aplauso (Risos e aplausos).

Referindo-me à cúpula que acabamos de efetuar em Salvador da Bahia, dizia que é mais um passo no complexo caminho da integração dos povos da América Latina e do Caribe. E nesse empenho, respeitando nossas diferenças, Cuba colocará todas suas forças em consolidar este objetivo.

Quando o mundo entra numa crise de conseqüências imprevisíveis, porque todos os prêmios Nobel de Economia e os que mais sabem de economia do planeta ainda não coincidiram em qual será o fim deste caminho, mas golpeará com mais força os mais pobres, como sempre, vale a pena acreditar, como disse esse brasileiro universal que é Oscar Niemeyer, que o importante é ter sempre a idéia de um mundo melhor dentro de nossos corações, e que se a miséria se multiplica e a escuridão nos envolve, vale a pena aí acender uma luz e arriscar. Isso é que fizemos em Cuba.

Por tal motivo, brindo este abraço em Brasília, com a mente em quem abriu o caminho e nos acompanha de Havana, Fidel Castro, em sua afeição pelo povo brasileiro e por você, Lula, na fé inquebrantável que sempre teve em que prevaleçam as virtudes dos povos e dos homens, e em sua convicção infinita, que é a mesma de José Martí, de que só unida nossa América pode se salvar.

Cheguei hoje de madrugada a Brasília, procedente de Salvador dae Bahia, onde compartilhamos brevemente com mais três presidentes: Chávez, Evo Morales e o presidente Manuel Zelaya, de Honduras, e vamos embora mesmo de madrugada, na próxima madrugada. Não sou jogado fora, vou embora porque tenho receio de me apaixonar pelo Brasil e sua gente (Risos).

Muito obrigado (Aplausos).

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