Ainda estou aqui, entalado, ao saber que quiseram queimar e destruir o Palácio do Itamaraty, uma obra de de arte brasileira com inúmeros tesouros históricos e artísticos, um patrimônio da Nação, de Brasília, de nós todos. Isso não é gratuito, nunca houve, é um crime. E digo mais, é algo armando e pago, em especial em Brasília, onde a direita sempre teve força! Querem prejudicar o Brasil e ameaçar a democracia com a mesma violência com que atacam os símAbolos arquitetônicos mais preciosos de nosso país! Chega! Defendamos Brasília, defendamos a luta pacífica e democrática, denunciemos a conspiração golpista em curso!
Não se pode dizer que sejam manifestações nem pacíficas nem democráticas, dói-me dizer. Há os legítimos anseios do povo, é certo, mas não apenas. Eu estive nas marchas e vi coisas boas e coisas assustadoras, caminhando lado a lado. Por mais que apoiemos as causas e os sentimentos da juventude, a organização da direita nos atos e suas características violentas colocam questões de fundo indispensáveis a reflexão.
O Espontaneísmo a serviço do caos, da violência e da Direita
A imprensa golpista joga com as palavras de ordem e líderes e práticas. Coerentemente, aposta num argumento de natureza acadêmica pós moderna para negar as legítimas organizações do povo. Persiste sua posição de sempre contra a esquerda progressista. O tiro no peito de Getúlio, os ataques a JK e à construção de Brasília, o golpe militar que derrubou Jango, a tentativa de derrubar Lula, e agora, isso. Filhotes da Ditadura posam de democráticos em meio ao incessante bombardeio para mobilizar a faixa conservadora da classe média. Querem separar do povo de suas organizações legítimas e históricas, que tem denunciado a Ditadura da Mídia. O monopólio do PIG faz ecoar nos protestos suas posições atrasadas. Um modo de o fazer é a defesa do espontaneísmo e do espírito "sem partido".
Espontâneo, mas com CAPANGAS nos protestos. Gente paga e organizada para o caos, aliança com setores obscuras organizações que servem de fachada para ações fascistas. O que se quer democrático e inovador, uma crítica aos limites da política no Brasil, é, em verdade, o mais absurdo reacionarismo. Os noticiários bombam a palavra de ordem e em seguida, os capangas vem com a violência. O Partido da Imprensa Golpista, que apoiou a Ditadura, investe contra os partidos que surgiram da luta democrática e contra as organizações legítimas do povo. As "novas formas", como a ausência de carro de som e de movimento organizado servem à mesma tática. Longe de assegurar horizontalidade, abrem o flanco às gangues de direita que se disfarçam no apartidarismo e aos riscos que esse tipo de movimento expõe os estudantes às autoritárias polícias militares. Isso não interessa à juventude.
A propaganda do movimento "espontâneo", não admite carros de som que deem ao ato com coerência, fica apenas a voz do maior de todos os carros de som, a imprensa e seu próprio movimento de direita e golpista. Mesmo as agressões contra o PIG refirmam o clima de caos que interessa à direita. Não se admitem lideranças, exceto aqueles que a imprensa golpista vocaliza. E mesmo que seja crítica essa fala, é engolfada pela clara propaganda, que dirige a crise. Na multiplicidade de pautas, a imprensa golpista tem as suas para dirigir o movimento contra o projeto de mudanças.
Mas, há uma verdade que não quer calar. Essa crítica visceral aos movimentos dos estudantes, da esquerda, dos sindicatos, das organizações do povo, que nega a organização, as pautas unificadas e de sentido progressista; a ausência de roteiros definidos e de instrumentos de comunicação com a juventude, essas foram as razões que levaram a depredações, caos e à morte de um estudante de 18 anos em Ribeirão Preto. Ele perdeu a sua vida pela incapacidade de o legítimo movimento do povo se defender, organizar, expressar de modo pacífico e democrático a sua luta. Ele é vítima de uma concepção desorganizada de movimento que abre o flanco das mobilizações para provocadores profissionais e mesmo bandidos comuns. Uma senhora, trabalhadora, faleceu de enfarte por ter tido um bomba explodida perto de si. Nós não podemos aceitar esses custos para nós nem para nenhum(s) jovem. Paz e democracia só existe se os protestos forem organizados e se defenderem da violência de policiais e provocadores. Queremos democracia nos protestos e soluções democráticas, canalizando a luta para vitórias, como a redução da passagem, mas muito mais.
Assim, carros de som, panfletos com bandeiras claras, a defesa de mobilizações estritamente pacíficas e democráticas e as nossas propostas são mais que nunca necessários para mostrar o povo a nossa diferença e para onde é justo levar o protesto popular. Cumpre preparar-se devidamente para o que são esses protestos, com a preocupação de falar com o povo que quer democracia e paz com consciência e sem violência. Temos de mostrar a nossa diferença e denunciar a conspiração golpista em curso e sua matriz: a imprensa de direita.
Queremos manifestações pacíficas e democráticas
Uma manifestação democrática não agride pessoas por suas bandeiras, não age truculentamente contra pessoas, como turba. Isso é linchamento, é a marca infame e indelével do fascismo de todas as épocas. Quem o promova e isso se associe tem de ser denunciado.
E como em tantos atos as infiltrações tem causado tumultos e depredações, e danos ao patrimônio público e histórico do Brasil, não podem ser ditos pacíficos. Você dirá: é minoria. Ou, a imprensa é contra a violência. Lêdo engano. Claro que são minorias e claro que o PIG diz ser contra, mas anseia pelo sensacionalismo do caos no país, como já se anunciava em várias redes sociais de direita. Voltam as táticas fascistas e violentas que visam a desestabilizar a democracia. Isso não faz parte da luta social, e é um ato deliberado de ataque à democracia, que se ensaia desde 2010 para a desestabilização do governo democrático da Presidenta Dilma.
É preciso construir manifestações democráticas e pacíficas. É inadmissível que gangues políticas de direita travestidas por máscaras e uma suposta ação espontânea protagonizem todo tipo de agressões, sem respeito à vida dos jovens, à unidade do movimento, às pautas. Cheira a gente deliberadamente infiltrada com propósitos de caos e desestabilização. O povo brasileiro reprova isso e lamenta os crimes que tem sido feitos contra as pessoas, os comerciantes, o patrimônio público, as obras de arte símbolos do Brasil e contra a esquerda organizada nos protestos. São grupos políticos em alas, com preparação prévia, e que tem ações de espancamento, intimidação, rasgando bandeiras, agredindo as pessoas e pedindo apoio para isso.
O nome disso é fascismo. Temos de mostrar a gravidade disso e exigir separá-la do movimento. Sem isso, não tem sentido esse movimento. O povo não está tão representado nesses atos quanto a classe média. O povo ainda não saiu às ruas para defender suas conquistas, e a primeira delas é exatamente a democracia que a imprensa golpista nega outra vez mais, com sua cobertura espetáculo-manipulação.
Que nojo de ver notórios reacionários, gente da Ditadura, dondocas, apresentadores de TV e jornalistas do PIG quererem assumir a vocalização do movimento. O povo pode protestar, mas a imprensa golpista mostra e difunde só o que lhe interessa. Na sua negação do político, na sua afirmação que se defende o Brasil, em detrimento do político, o que faz é tentar estabelecer-se como o único vínculo entre os protestos e a sociedade. O povo protesta e a mídia hegemônica quer dizer o que o povo quer. E sua cobertura é parte indissociável do clima de intolerância contra as organizações políticas.
Nós conquistamos a democracia. Atos de violência e destruição de patrimônio ameaçam os manifestantes, a democracia, e são o esteio da direita golpista. Bandeiras conservadoras querem dirigir o nosso povo para muito longe dos avanços sociais que ele exige e que o levou às ruas. A censura, as agressões, o ataque às organizações políticas são coisa da Ditadura e retornam como parte de um claro intento anti-democrático. Conquistamos o direito a protestar pacífica e democraticamente, sem agressões. TODOS tem o direito de tomar as ruas, mas nós somos aqueles que sempre fizemos manifestações PACÍFICAS e DEMOCRÁTICAS. Nós não podemos deixar o povo exposto a esses perigos, é necessário dirigir as energias da legítima manifestação popular para a solução de problemas, a melhora da vida das pessoas.
Por vitórias para o povo brasileiro!
O povo tem bandeiras unitárias! Nós nunca saímos das ruas e temos sim propostas para o desenvolvimento, para um Brasil mais igual. Essas propostas são simples:
1- Atos democráticos para as pessoas serem respeitadas e se expressarem, e não reprimidas;
2 - Atos pacíficos que garantam a sua legitimidade e o apoio da sociedade para as melhorias no país;
3 - 10% do PIB para a Educação (Creche universal para o povo, ensino como nos CIEPS, integral, boas instalações, professoras bem pagas, Ciência e Tecnologia, Ensino Técnico e fim do Analfabetismo).
4 - 10% do PIB para a Saúde Pública. Uma mudança profunda na saúde do Brasil;
5 - Pelo direito humano à cidade, que todos possamos circular livremente nas nossas cidades. Transporte público como prioridade para o bem estar do povo;
6 - O dinheiro público deve ser eficiente e transparentemente gasto, a luta contra a corrupção é de todos. Mas é preciso definir com o povo o que é prioritário como gasto público. O maior escândalo é que as despesas com o capital financeiro somam quase metade do orçamento. É o poder dos especuladores da alta finança contra a economia brasileira. O povo exige recursos e o bom gasto público, o que deve vir dessa parcela que alimenta a voracidade e o poder dos banqueiros. Pelo fim do superávit primário e a queda dos juros!
7 - Pela democratização da mídia no Brasil. O Partido da Imprensa Golpista não nos representa!
8 - Reforma Política para ampliar o poder da população na democracia, e coibir o poder econômico.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Em pronunciamento, Dilma defende que recursos do petróleo sejam destinados para a educação - Blog do Planalto
Quarta-feira, 1 de maio de 2013 às 21:02
Em pronunciamento, Dilma defende que recursos do petróleo sejam destinados para a educação
“Um governo só pode cumprir bem o seu papel se tiver vontade política e se contar com verba suficiente. Por isso, é importante que o Congresso Nacional aprove nossa proposta de destinar os recursos do petróleo para a educação. Peço a vocês que incentivem o seu deputado e o seu senador para que eles apoiem esta iniciativa”, disse.No pronunciamento, Dilma falou da alegria de comemorar o 1º de Maio com recordes sucessivos no emprego, na valorização do salário e nas conquistas sociais dos trabalhadores. Ela lembrou que o Brasil gerou, nos últimos dez anos, mais de 19 milhões empregos com carteira assinada e que o salário-mínimo cresceu mais de 70% em termos reais. A presidenta também disse que a renda do trabalho foi um dos principais fatores para diminuir a desigualdade.
“Mesmo com a importância dos programas sociais, foi a renda do trabalho que mais contribuiu na diminuição da desigualdade. Com os programas de transferência de renda, já tiramos 36 milhões de brasileiros da miséria. Mas são o emprego e o salário que estão impedindo que essas pessoas voltem para a pobreza, e também aceleram a ascensão social de milhões de outros brasileiros. Foi assim que 40 milhões de brasileiros foram para a classe média. Isso se deu por causa da valorização do salário-mínimo, do recorde na geração de emprego com carteira assinada e do ganho real em todas as faixas salariais”, afirmou.Segundo Dilma, os direitos trabalhistas avançam e as dívidas sociais históricas estão sendo resgatadas, como ocorreu recentemente com a aprovação da PEC que estende os direitos previstos na CLT aos trabalhadores domésticos. A presidenta disse ainda que o Brasil, em meio a uma crise internacional, conseguiu diminuir o desemprego e conceder reajustes para quase todas as categorias.
“Por sinal, em 2012 enquanto lá fora cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário. Tivemos o menor índice de desemprego da história e, segundo o Dieese, o melhor ano de reajustes, com 95% das categorias conquistando aumento real de salário. Não houve apenas aumento, mas também melhoria na qualidade do emprego: cresceram os níveis de escolaridade dos empregados e ampliou-se a formalização do emprego. Ao mesmo tempo, diminuiu a taxa de desemprego entre os jovens e aumentou o emprego entre os mais maduros”.A presidenta disse que o Brasil seguirá na rota de crescimento com estabilidade, distribuição de renda e diminuição das desigualdades, lutando pela redução de impostos e pela diminuição dos custos para o produtor e o consumidor.
“É mais do que óbvio que um governo que age assim e uma presidenta que pensa desta maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente. Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que têm por base o crescimento sustentado e a estabilidade”, afirmou.
Como Dilma assumiu com as juventudes, prioridade do governo é 100% dos Royalties para a Educação e o Desenvolvimento - Paulo Vinícius Silva
Como foi afirmado pela Presidenta Dilma em reunião com as juventudes que promoveram a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, feita entre março e abril, hoje, no Primeiro de Maio, em cadeia nacional de rádio e televisão, a Presidenta anunciou o envio de uma NOVA PROPOSTA de aplicação dos 100% dos Royalties do petróleo para efetivar assim uma veradeira Reforma da Educação brasileira. Dilma, assim, incorporou o desafio dos 10% do PIB para a educação, bandeiras do movimento estudantil, juvenil, e do sindicalismo na Educação.
Para que? Ora, ela mesmo nos afirmou:
- Universalização das creches para combater as desigualdades e o racismo desde o início;
- Mudar a educação básica com qualidade;
- Valorizar os profissionais da educação pública, instituindo uma outra base de remuneração e também ampliando as exigências de qualidade;
- Instituir o Ensino Médio Integral e com estruturas esportivas, culturais e laboratórios;
- Integrar o Ensino Média ao ensino técnico e profissionalizante;
- Investir na pesquisa, na Ciência e na Tecnologia, ampliando também as estruturas de laboratórios voltadas aos estudantes e pequisadores;
- Seguir nas políticas de cotas e reservas de vagas, amliando a democratização do ensino superior.
Outro ponto que devo ressaltar é a enfase na produção, no emprego e no desenvolvimento. Em vez de adotar as teses dos banqueiros, especuladores e do PIIG - Partido da Imprensa Inflacionária e Golpista -, Dilma fez uma fala 90% desenvolvimento e educação e 10% preocupada com o alarmismo de quem sustenta ataques especulativos e inflacionários contra o Brasil. Mesmo assim, reafirmou seu compromisso na luta real contra a inflação. Mas ficou evidente o achaque que o país, a Presidenta da República e o Banco Central, e que rendeu os 0,25% de aumento da SELIC.
Quando a Presidenta assume as bandeiras do povo, como a defesa da educação, do emprego e do desenvolvimento, e não os interesses da oligarquia financeiro-midiática, é preciso unir e ampliar as lutas para lograr as conquistas. Como ela mesmo levantou, a pressão sobre o Congresso Nacional é fundamental para que esse grande avanço possa ser aingido.
Às vésperas de aprovar o Estatuto da Juventude, as lutas de todas as juventudes se unem por uma política universalista e transversal que pode transformar o Brasil numa imensa sala de aula, acabar com a chaga do analfabetismo, apoiar a juventude pobre, negra, das periferias, ampliar a escolaridade e a qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras, avançar na ciência, melhorar a situação dos trabalhadore e a qualidade do serviço público na educação, como parte de um projeto mais amplo, de desenvolver o Brasil, assegurando emprego e driblando por um salto as ameças da crise capitalista. A Educação, o Desenvolvimento, a Valorização do Trabalho e da Produção se unem na bocada Presidenta como um grande chamado ao povo para assumir sua trincheira de lutas na mudança do Brasil. Esse discurso que ela disse é nosso, ela assumiu as bandeiras do povo. É a hora do povo organizado assumir seu posto na luta dando o sentido de ofensiva para mudar o país, e incluir a juventude e os trabalhadores e trabalhadoras no projeto nacionald e desenvolvimento do Brasil.
ACOMPANHE a Notícia no Portal CTB em 05 de abril de 2013, e a
Dilma reafirma à juventude compromisso com os 10% do PIB para a Educação - Portal CTB
Em uma reunião de quase duas horas de duração, nesta quinta-feira (4), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou aos representantes das dezenas de entidades que participaram da Jornada da Juventude seu compromisso em elevar os gastos públicos com a Educação para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
No entanto, para que isso se concretize, Dilma afirmou que espera contar com a mobilização da Juventude para conscientizar o Congresso Nacional dessa necessidade, que passa pela destinação de 100% dos royalties do petróleo do pré-sal para a Educação.
A CTB foi representada na reunião por seu secretário da Juventude Trabalhadora, Paulo Vinícius. Para ele, o encontro foi um resultado direto da ampla mobilização realizada pelos jovens de todo o Brasil, reunidos na Jornada da Juventude.
“Mostramos nossa capacidade de mobilização e esta reunião comprova o grande êxito que tivemos nessa Jornada”, destacou o dirigente, lembrando que as dezenas de entidades que organizaram esse movimento demonstraram não apenas unidade de ação, mas, sobretudo, uma unidade programática, reunida no Manifesto entregue à presidenta.
Reunião histórica
Segundo PV, Dilma definiu o encontro desta quinta-feira como “histórico, inédito e extraordinário”, por conta da unidade demonstrada pelas entidades e pela amplitude das organizações envolvidas.
De fato, além de entidades diretamente ligadas ao movimento estudantil, como a UNE e a UBES, participaram da Jornada organizações de trabalhadores (como a CTB e a CUT), a UJS, a SSB e juventude do PT, a Contag e o MST e companheiros ligados às lutas por moradia, contra o racismo, pelo meio ambiente, GLBT, Hip Hop, entre outros.
PV também destacou que as organizações conseguiram respeitar a paridade entre homens e mulheres durante a reunião. Além disso, as propostas elencadas ao longo da Jornada foram apresentadas em uníssono à presidenta, de modo a consolidar a unidade da Juventude.
Desenvolvimento, Comissão da Verdade e Educação
Outros temas diretamente ligados à Educação e ao desenvolvimento também fizeram parte da conversa entre a Juventude e a presidenta Daniel Illiescu, presidente da UNE, reforçou a necessidade de o governo não ceder à pressão feita mídia e pelo mercado financeiro sobre o aumento de juros. Em nome de todos os presentes, o líder estudantil afirmou que Dilma sempre poderá contar com uma ampla mobilização para defender o desenvolvimento do país e enfrentar os rentistas.
A questão da democratização da mídia também foi abordada. Apesar de Dilma não ter feito nenhuma crítica à chamada “grande imprensa”, ela sinalizou que seu governo tem total interesse em popularizar a internet pelo país afora. Segundo PV, a presidenta afirmou que o “Luz para todos” de seu governo será a massificação da banda larga, referindo-se ao programa levado a cabo pelo ex-presidente Lula, que levou energia elétrica a milhões de família.
A presidenta Dilma prometeu também levar à Comissão Nacional da Verdade (CNV) e aos ministérios envolvidos na discussão a proposta de prorrogação das investigações. Os jovens defenderam a prorrogação das investigações por mais dois anos, maior transparência na divulgação dos relatórios e criação de um processo de participação popular mais amplo por meio de audiências públicas.
Em sua fala, Dilma deixou claro também que vê na Educação o elemento fundamental para que o país possa se desenvolver. Afirmou que pretende priorizar esforços para a criação de novas escolas técnicas e nas escolas de tempo integral, por acreditar que é a partir desse tipo de investimento, ligado ao trabalho e ao desenvolvimento, que a desigualdade poderá ser enfrentada.
Para o dirigente da CTB, a reunião mostrou que o esforço realizado pela Juventude nos últimos meses, durante o período de preparação para a Jornada, foi totalmente válido. “Fiquei realmente impressionado com a sinalização feita pela presidenta, no sentido de enaltecer nossa mobilização e nos incentivar a dar continuidade a essa luta, ao lado de outros setores da sociedade”, afirmou PV.
Portal CTB
Leia também: Jornada de Lutas abre diálogo com Dilma e destrava Estatuto da Juventude
Para que? Ora, ela mesmo nos afirmou:
- Universalização das creches para combater as desigualdades e o racismo desde o início;
- Mudar a educação básica com qualidade;
- Valorizar os profissionais da educação pública, instituindo uma outra base de remuneração e também ampliando as exigências de qualidade;
- Instituir o Ensino Médio Integral e com estruturas esportivas, culturais e laboratórios;
- Integrar o Ensino Média ao ensino técnico e profissionalizante;
- Investir na pesquisa, na Ciência e na Tecnologia, ampliando também as estruturas de laboratórios voltadas aos estudantes e pequisadores;
- Seguir nas políticas de cotas e reservas de vagas, amliando a democratização do ensino superior.
Outro ponto que devo ressaltar é a enfase na produção, no emprego e no desenvolvimento. Em vez de adotar as teses dos banqueiros, especuladores e do PIIG - Partido da Imprensa Inflacionária e Golpista -, Dilma fez uma fala 90% desenvolvimento e educação e 10% preocupada com o alarmismo de quem sustenta ataques especulativos e inflacionários contra o Brasil. Mesmo assim, reafirmou seu compromisso na luta real contra a inflação. Mas ficou evidente o achaque que o país, a Presidenta da República e o Banco Central, e que rendeu os 0,25% de aumento da SELIC.
Quando a Presidenta assume as bandeiras do povo, como a defesa da educação, do emprego e do desenvolvimento, e não os interesses da oligarquia financeiro-midiática, é preciso unir e ampliar as lutas para lograr as conquistas. Como ela mesmo levantou, a pressão sobre o Congresso Nacional é fundamental para que esse grande avanço possa ser aingido.
Às vésperas de aprovar o Estatuto da Juventude, as lutas de todas as juventudes se unem por uma política universalista e transversal que pode transformar o Brasil numa imensa sala de aula, acabar com a chaga do analfabetismo, apoiar a juventude pobre, negra, das periferias, ampliar a escolaridade e a qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras, avançar na ciência, melhorar a situação dos trabalhadore e a qualidade do serviço público na educação, como parte de um projeto mais amplo, de desenvolver o Brasil, assegurando emprego e driblando por um salto as ameças da crise capitalista. A Educação, o Desenvolvimento, a Valorização do Trabalho e da Produção se unem na bocada Presidenta como um grande chamado ao povo para assumir sua trincheira de lutas na mudança do Brasil. Esse discurso que ela disse é nosso, ela assumiu as bandeiras do povo. É a hora do povo organizado assumir seu posto na luta dando o sentido de ofensiva para mudar o país, e incluir a juventude e os trabalhadores e trabalhadoras no projeto nacionald e desenvolvimento do Brasil.
| Reunião das Juventudes com a Presidenta Dilma no Palácio do Planalto: Juventude unida para mudar o Brasil com educação e desenvolvimento |
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Dilma reafirma à juventude compromisso com os 10% do PIB para a Educação - Portal CTB
Em uma reunião de quase duas horas de duração, nesta quinta-feira (4), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou aos representantes das dezenas de entidades que participaram da Jornada da Juventude seu compromisso em elevar os gastos públicos com a Educação para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
No entanto, para que isso se concretize, Dilma afirmou que espera contar com a mobilização da Juventude para conscientizar o Congresso Nacional dessa necessidade, que passa pela destinação de 100% dos royalties do petróleo do pré-sal para a Educação.
A CTB foi representada na reunião por seu secretário da Juventude Trabalhadora, Paulo Vinícius. Para ele, o encontro foi um resultado direto da ampla mobilização realizada pelos jovens de todo o Brasil, reunidos na Jornada da Juventude.
“Mostramos nossa capacidade de mobilização e esta reunião comprova o grande êxito que tivemos nessa Jornada”, destacou o dirigente, lembrando que as dezenas de entidades que organizaram esse movimento demonstraram não apenas unidade de ação, mas, sobretudo, uma unidade programática, reunida no Manifesto entregue à presidenta.
Reunião histórica
Segundo PV, Dilma definiu o encontro desta quinta-feira como “histórico, inédito e extraordinário”, por conta da unidade demonstrada pelas entidades e pela amplitude das organizações envolvidas.
De fato, além de entidades diretamente ligadas ao movimento estudantil, como a UNE e a UBES, participaram da Jornada organizações de trabalhadores (como a CTB e a CUT), a UJS, a SSB e juventude do PT, a Contag e o MST e companheiros ligados às lutas por moradia, contra o racismo, pelo meio ambiente, GLBT, Hip Hop, entre outros.
PV também destacou que as organizações conseguiram respeitar a paridade entre homens e mulheres durante a reunião. Além disso, as propostas elencadas ao longo da Jornada foram apresentadas em uníssono à presidenta, de modo a consolidar a unidade da Juventude.
Desenvolvimento, Comissão da Verdade e Educação
Outros temas diretamente ligados à Educação e ao desenvolvimento também fizeram parte da conversa entre a Juventude e a presidenta Daniel Illiescu, presidente da UNE, reforçou a necessidade de o governo não ceder à pressão feita mídia e pelo mercado financeiro sobre o aumento de juros. Em nome de todos os presentes, o líder estudantil afirmou que Dilma sempre poderá contar com uma ampla mobilização para defender o desenvolvimento do país e enfrentar os rentistas.
A questão da democratização da mídia também foi abordada. Apesar de Dilma não ter feito nenhuma crítica à chamada “grande imprensa”, ela sinalizou que seu governo tem total interesse em popularizar a internet pelo país afora. Segundo PV, a presidenta afirmou que o “Luz para todos” de seu governo será a massificação da banda larga, referindo-se ao programa levado a cabo pelo ex-presidente Lula, que levou energia elétrica a milhões de família.
A presidenta Dilma prometeu também levar à Comissão Nacional da Verdade (CNV) e aos ministérios envolvidos na discussão a proposta de prorrogação das investigações. Os jovens defenderam a prorrogação das investigações por mais dois anos, maior transparência na divulgação dos relatórios e criação de um processo de participação popular mais amplo por meio de audiências públicas.
Em sua fala, Dilma deixou claro também que vê na Educação o elemento fundamental para que o país possa se desenvolver. Afirmou que pretende priorizar esforços para a criação de novas escolas técnicas e nas escolas de tempo integral, por acreditar que é a partir desse tipo de investimento, ligado ao trabalho e ao desenvolvimento, que a desigualdade poderá ser enfrentada.
Para o dirigente da CTB, a reunião mostrou que o esforço realizado pela Juventude nos últimos meses, durante o período de preparação para a Jornada, foi totalmente válido. “Fiquei realmente impressionado com a sinalização feita pela presidenta, no sentido de enaltecer nossa mobilização e nos incentivar a dar continuidade a essa luta, ao lado de outros setores da sociedade”, afirmou PV.
Portal CTB
Leia também: Jornada de Lutas abre diálogo com Dilma e destrava Estatuto da Juventude
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