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sábado, 8 de maio de 2021

NOTA DE PESAR - Leonardo Caverna, Presente, Hoje e Sempre - CTB-CE

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz
Teremos coisas bonitas pra contar (...)
Apenas começamos.
Legião Urbana
 
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ceará - CTB-CE chora lado a lado com o povo cearense, no cotidiano luto da Nação Brasileira, que sangra com a morte diária de milhares de seus filhos e filhas, nesta que é a maior tragédia da História do Brasil, o Genocídio durante a COVID pelo governo de Jair Bolsonaro. 

Hoje, dentre as milhares de vítimas que não podemos normalizar, perdemos o nosso querido Leonardo Andrade Leite, o Leonardo Caverna, dirigente estadual da CTB-CE, um jovem pai, e destacado militante do PSB, filho dos dirigentes sindicais cetebistas e históricos socialistas, Maria Andrade e Joacy Leite a quem estendemos nosso solidário abraço nessa hora de dor.


Leonardo foi um dos líderes do Fora Collor em Fortaleza, ainda no movimento estudantil secundarista e era o principal militante do PSB na UJS na década de 1990. Foi diretor do DCE Unifor, onde cursou Ciências Sociais. Desde sempre uma força de alegria, sinceridade. Leonardo Caverna jamais se retirou da luta.

Leonardo e cada um(a) que perdemos, nós, que estamos todos ameaçados, sabemos que se está a morrer por uma doença que tem vacina. Não é um problema individual de saúde que o Brasil tenha se tornado um lugar impossível de se sobreviver, uma ameaça sanitária global. É preciso deter o genocídio pois a morte é resultado direto da politica de Bolsonaro. É ele ou nós.


Leonardo, nosso amigo, nosso irmão, pai, filho, companheiro, essa pessoa e todas as centenas de milhares que perdemos, não sobreviveram ao governo Bolsonaro. Perdemos mais um brasileiro por conta da negligência deste governo negacionista irresponsável.

Transformaremos toda nossa dor e indignação em luta em defesa da vida do nosso povo:
Vacina, Pão, SUS e Educação!
Fora Bolsonaro!
Leonardo Caverna, Presente, Hoje e Sempre.
 

NOTA DE PESAR E nossa história não estará pelo avesso Assim, sem final feliz Teremos coisas bonitas pra contar...

Publicado por CTB Ceará em Sábado, 8 de maio de 2021

Colômbia 10 días del paro, decenas de mortos y desaparecidos y centenas de heridos - Russia Today - 07/05/2021

 

sexta-feira, 7 de maio de 2021

A Comuna de Paris e quatro verdades que soam - Paulo Vinícius da silva

Comuna de Paris - 1871
 

queridos, 

queridas, 

Dias tão tristes, tem hora que a gente soçobra...
haverá a hora inclusive que cairemos, tanto quanto o levante é inevitável, essa é a dialética na vida;
recebi de outrem, dou a alguém e seguimos esse fio de ariadne que os communards soltaram quando pela primeira vez na história os trabalhadores e trabalhadoras ousaram tomar o céu de assalto
e o céu era a terra, Paris, a força de trabalho, o fuzil, a liberdade, a propria vida.

Um silêncio então ecoou,
e de dentro das casas-grandes sobre senzalas,
de cima das coroas e das repúblicas burguesas
do alto dos grandes oligopólios que apenas começavam
de dentro de cada família de banqueiro que financiou o colonialismo e o genocídio
do seio pútrido de toda a justificação do racismo e do extermínio, do saque, do estupro, da guerra, da partilha colonial...
de lá, ouviu-se não um grito, mas um serpentino sibilo:

Morte aos comunistas!


E juntaram-se os senhores do mundo, e aniquilaram a Paris Operária que apenas ousara o que será o futuro.

Milhares, muito milhares, incontáveis mortos, porque mortos operários, em Paris, no Jacarezinho do Rio de Janeiro, no Chile, no Haiti, em Cali, aonde for, são milhares que morrem, mas é como se não contassem
Porque no capitalismo o que conta não são as vidas humanas,
No capitalismo só conta o lucro,

E a morte dá lucro.


Mas, ainda assim, três verdades escaparam do extermínio da Comuna de Paris
Não houve banho de sangue, bombardeio, mentira, exconjuro, exorcismo que as calassem:


Somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos, ó, parasita, deixa o Mundo!


De pé, ó vitimas da fome!
De pé, famélicos(as) da terra!
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores(as)!
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, ó produtores(as)!
 

Bem unido façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional.
 

Por isso segue perseguida a palavra que o capitalismo amaldiçoou com tanta violência e crueldade na Comuna de Paris
Por isso esse xingamento é ainda a insígnia mais nobre do futuro da fraternidade humana
Filha do pão e do aço, do suor e do sangue, feita toda de trabalho, feita de operários e operárias, mães e crianças, um monumento da esperança de uma nova vida
Uma visão utópica, sim, utopia numa época de tragédias


Somos seres humanos, todos, e assim devemos ser tratados, humanamente-


vede que perigo,
vede que louca esperança -


"os comunistas guardavam sonhos"
E seguimos.

A quarta verdade é nossa, e a apanhamos do chão,

aquela bandeira vermelha chamuscada, 

e nós a escrevemos até hoje.

É uma promessa, uma opção cotidiana, 

uma marca que reconhecemos e a entoamos olho no olho, ao dizer, simplesmente: 

camarada, 

a luta continua!

Caetano Veloso - Haiti - #Jacarezinho #massacre




Quando você for convidado pra subir ao adro
Da fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outro quase pretos
(e são quase todos pretos)
E aos quase brancos, pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos, quase pretos, de tão pobres, são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada: nem o traço do soldado
Nem a lente do Fantástico, nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for à festa do pelô
E se você não for

Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui o Haiti não é aqui

 
Na TV se você ver um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização do ensino
De primeiro grau
Se esse mesmo deputado defender a adoção de pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homen mijando na esquina da rua
Sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos ou
Quase pretos
Ou quase brancos, quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba

Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui o Haiti não é aqui


Chacina do Jacarezinho é responsabilidade do Governador Claudio Castro - CTB Rio de Janeiro - Nota Oficial

 Nota Oficial: Chacina do Jacarezinho é responsabilidade do Governador Claudio Castro

Nota Oficial: Chacina do Jacarezinho é responsabilidade do Governador Claudio Castro

Mais uma vez, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro vem a público para manifestar seu total repúdio com a política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Após o afastamento em definitivo de Witzel, Cláudio Castro apresenta seu cartão de visitas e deixa claro quem manda no Estado do Rio. A necropolítica de Bolsonaro agora tem seu representante direto no comando das polícias civil e militar, declara guerra aos pobres e, em especial, aos negros e negras que vivem nas comunidades do Rio de Janeiro.

O alvo da Necropolítica, dessa vez, foi a Comunidade do Jacarezinho. Em desastrosa operação da Polícia Civil, 25 vidas foram ceifadas, em um novo bizarro recorde de mortes em operações policiais em nosso Estado. As mesmas polícias que há 20 anos atrás mostrava que era possível prender um chefe do Tráfico do Complexo do Alemão sem disparar um tiro; as mesmas polícias que apreenderam mais de 100 fuzis em condomínio de luxo na Barra da Tijuca sem disparar um tiro sequer, sobem o morro em pleno horário que trabalhadores e estudantes tomam as ruas para ir à suas escolas e locais de trabalho, e espalham um cenário de terror. Operações desse tipo jamais acontecerão em um bairro como Ipanema ou Barra da Tijuca em virtude da natureza do governo e da orientação da própria polícia, ambos consideram a classe trabalhadora e os moradores das favelas como inimigos e alvos a serem abatidos.

Até mesmo passageiros do Metrô, dessa vez, foram vitimados pela ação policial, totalmente ineficaz. É inadmissível que nossas comunidades virem praça de guerra e que trabalhadores tenham que arriscar a vida para chegar a seus locais de trabalho. Não podemos aceitar que famílias inteiras corram riscos dentro de suas casas e as tenham invadidas em atos bárbaros que relembram os piores momentos da Ditadura Militar. Mesmo com a decisão do STF de proibir operações policiais durante a pandemia, a Polícia de Cláudio Castro segue mostrando seu descompromisso com a democracia e com a ordem institucional, usando de pretextos diversos para levar o terror às comunidades do Rio de Janeiro.

É preciso dar um basta na necropolítica de Segurança Pública! Precisamos de mais inteligência, de uma polícia mais bem preparada equipada e com capacidade para lidar com o povo, que em sua maioria, dentro das comunidades, não tem qualquer ligação com o crime organizado.

Chega de Racismo Institucional! A ação policial merece ser chamada pelo seu nome de direito, mais uma chacina bárbara que acontece em nosso Estado. A CTB e sua base social acreditam numa lógica de segurança pública que privilegie a inteligência e a proteção à vida dos cidadãos e cidadãs de nosso Estado.

Total repúdio à Chacina do Jacarezinho! Total Repúdio à polícia de (in)segurança pública do Governador Cláudio Castro!

Rio de Janeiro, 06 de Maio de 2021

Paulo Sérgio Farias
Presidente da CTB-RJ

 

 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

O que restou das manifestações da juventude de 2013 no Brasil? Paulo Vinícius da Silva

 O que restou das manifestações da juventude de 2013 no Brasil? 


.

As marchas de 2013 foram um dos episódios da “Primavera da Guerra Híbrida”, que começou nos países árabes e se espalhou pelo mundo, aproveitando-se de um justo sentimento da juventude, que não encontrava espaço no nosso projeto de Brasil. 


Essa percepção ocorria a despeito dos avanços dos governos de Lula e Dilma. Problemas estruturais no ciclo mudancista latino-americano não deram conta de desafios econômicos centrais para a plena incorporação da juventude no projeto nacional de desenvolvimento, em articulação com a economia mundial e a partir das características da nossa América Latina. Foram eles, a mim me parece:


1) A desindustrialização associada ao extrativismo e à ditadura do capital especulativo-financeiro-rentístico;


2) As baixas taxas de crescimento e a involução das economias que se primarizam, ou ampliam sua dependência das commodities, com exponencial passivo ambiental, privatizações, grandes oligopólios financeiros a se apropriarem das empresas públicas em favor de interesses privados rentísticos e de curto prazo;


3) A Juventude teve ampliado seu acesso aos bens de consumo, à cultura digital, à internet e aos smartfones, mas persiste sendo desde então o maior percentual etário da população que acumula os mais graves indicadores sociais: Informalidade, precariedade, superexploração, evasão escolar, ausência de acesso à internet e aos equipamentos de informática, falta de aposentadoria, de casa própria, sem assistência à saúde e com falta de trabalho decente;


4) A Juventude também não teve acesso a uma nova política de Reforma Agrária, ampliando-se os efeitos da não consecução da sucessão rural na agricultura familiar, o que em perspectiva compromete a nossa soberania alimentar e nacional.


5) A notável ampliação do acesso à educação entre 2003 e 2014, inclusive no Ensino Superior para a população trabalhadora, com a ampliação do ensino técnico e da Pós-graduação. Mas não bastou, sem desenvolvimento.


6) A persistência de chagas de nossa formação que vem ainda do escravismo, mas se renovam, como o racismo, e a violência contra as mulheres e contra as pessoas LGBTQ.


O que houve depois foi  esse apocalipse golpista-bolsonarista-guerra híbrida-entreguista-misógino-transfóbico-covid-fundamentalista-negacionista e genocida . Ou seja, o que tava muito ruim lá em 2013, piorou em proporções brasileiras.


 A destruição da economia em seus setores mais dinâmicos pela Lava-jato a mando dos EUA, o monopólio nas comunicações em mão oligárquicas e do setor financeiro, o desmonte das intituições nacionais, MEC, Universidades, Pesquisa CeT e a Pandemia/Bolsonaro, causando uma verdadeira tragédia na nossa geração, que a gente ainda não mediu, mas dá pra ver em cada Uber, em cada entrega, em cada jovem sem emprego, sem escola, sem perspectiva. E nossos filhos e filhas perpetuarão esse desalento. 


Assim, precisamos reagir e assumir um lugar de protagonismo e de responsabilidade na condução desse enredo que se mostra macabro. Era inimaginável que chegaríamos tão no fundo do poço. E a nossa derrota em conduzir aquele processo social nos trouxe até aqui. Não podemos ter soberba. Não foi uma atuação exemplar. Quem é derrotado, se não souber o por quê disso ter acontecido, vencerá?


Para a juventude brasileira, retomar o projeto nacional de desenvolvimento é uma opção entre a vida e a morte. Diante do que houve nos últimos 9 anos, estamos arriscados a ter a perda de uma geração. É a mesma crise do meio ambiente, da violência, das desilusões do consumo e do capitalismo, é o desperdício da nossa vida, da nossa juventude.


Esse fenômeno ocorreu em paralelo à destruição do movimento sindical e da CLT, da crise econômica mais assustadora desde os anos 80. Desse modo, galera, as soluções do passado parece que não deram certo, não. A impressão que eu tenho é de um grande envelhecimento geracional, infelizmente, e de um grande empobrecimento e desespero da juventude brasileira que não vê futuro no Brasil nem tem esperanças.


Isso, gente, é PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO. O projeto da direita, do neoliberalismo, do rentismo, da direita é esse que estamos vivendo. Eles conseguiram em 2013 polarizar um movimento que poderia ter ajudado a mudar o país, mas como a Lava a Jato, foi manipulado para destruir o nosso próprio país.


E agora, é a nossa juventude que ocupa as UTIs do Brasil, que se tornou uma ameaça à vida e à saúde, foi isso que a direita e os rentistas, junto com os EUA, fizeram ao Brasil. Morreram de capitalismo centenas de milhares, e até quado?


Sem lugar para juventude no Projeto nacional, no movimento sindical e na política será impossível salvar o nosso Brasil. 


 Um sindicalismo de base com a juventude é mais necessário que nunca, que chegue aos precarizados, que se abra democraticamente à base, fugindo do isolamento das bases quando se impõe o distanciamento social. Mais do que nunca precisamos do diálogo com as bases, a juventude e os estudantes para construir o Brasil em que a juventude tenha futuro, em vez de ser abandonada, assassinada, discriminada e violentada todos os dias. Não podemos concordar com o Brasil do ferro gusa, da soja e do desmatamento…


A juventude e os adultos de hoje podem alavancar o desenvolvimento, ou será a nossa vida o perpetuar da tragédia, doravante. A juventude é a saída para reesperançar o Brasil. Falar às bases, reorganizar o povo, reocupar os espaços da democracia, unir o povo, tudo isso precisa da nossa juventude como protagonista do seu próprio futuro. A UJS não pode ser só estudante. A CTB não pode ser só a direção do Sindicato. Estudantes, jovens e trabalhadores(as), com a cara do nosso povo, esse deve ser o presente do nosso movimento se quisermos que ele tenha futuro. E por saber que o capitalismo não pode nos dar nem a democracia, nem a soberania nem o futuro que sonhamos, sei que o futuro brilhante para o Brasil e sua Juventude, é o Socialismo.








quarta-feira, 5 de maio de 2021

Colômbia: Retirada da reforma tributária é triunfo, mas NÃO suspende a Paralisação Nacional - Comitê Nacional da Paralisação




Retirada da reforma tributária é triunfo, mas NÃO suspende a Paralisação Nacional

Manifestação em Medelín - 05/05/2021

"En #Medellín, se siente el #ParoNacional por garantías y libertades democráticas, garantías constitucionales a la movilización y la protesta.
Vía @cgrajal1"
 
 
 

Consideramos o anúncio da retirada do projeto de reforma tributária um triunfo dos milhões de 

colombianos e colombianos que se mobilizaram e da maioria apoio que a cidadania proporcionou 

à Greve Nacional. Isso acontece após 6 dias da Greve Nacional em que autoridades civis,

 militares e policiais têm cerceado diariamente as liberdades e garantias democráticas para o 

exercício do protesto social, o que deixou dezenas de mortos, centenas de feridos e detidos. 


No entanto, este anúncio não suspende a mobilização.


O governo nacional teve a possibilidade de atender e resolver as reivindicações

das grandes mobilizações realizadas desde 21 de novembro de 2019, assim como aos acordos não 

cumpridos com o povo e suas organizações, mas nunca se propôs a instalar

uma mesa de negociação e concertação. Ao contrário, sempre estigmatizou e agiu

com violência contra os manifestantes. Embora estivesse em suas mãos evitar esta

tragédia, a surda arrogância e a terrível falta de empatia pesaram mais como modo de tratar as 

necessidades e urgências da população colombiana.

 

A Comissão Nacional de Desemprego expressa a sua decisão e orientação 

para continuar a greve e a mobilização nacional, levantando como objetivos centrais para este

momento:

 

Garantias e Liberdades Democráticas, garantias constitucionais de mobilização e protesto. 

Desmilitarização das cidades, cessação dos massacres e punição dos responsáveis. 

E, da mesma forma, o desmantelamento da ESMAD.


A pauta emergencial de negociação do Comitê Nacional de Paralisação assim se resume: 

1. Retirada do projeto de lei 10 sobre saúde e fortalecimento da vacinação massiva. 

2. Renda básica de pelo menos um salário mínimo legal mensal. 

3. Defesa da produção nacional (agrícola, industrial, artesanal, camponesa). 

Subsídios às Micro Pequenas e Médias Empresas e emprego com direitos e uma política de 

defesa da soberania e segurança alimentar. 

4. Zero matrícula e não à alternância educacional. 

5. Não à discriminação de gênero, diversidade sexual e étnica e 

6. Não à privatização e revogação do Decreto 1174. 

7. Fim da erradicação forçada de plantações para uso ilícito e pulverização aérea com glifosato.


O Comitê Nacional de Paralisação tem insistentemente destacado que os recursos para atender 

a esses pedidos devem vir através de empréstimos do Banco da República, da utilização 

de reservas internacionais, da renegociação da dívida externa, da eliminação de isenções fiscais 

para grandes capitais individuais e grandes empresas nacionais e estrangeiras, 

controles sobre evasão fiscal, paraísos fiscais e combate à corrupção.


Mais uma vez apelamos a todos os cidadãos para que mantenham e aumentem 

as ações da Greve Nacional e realizem no dia 5 de maio uma grande mobilização democrática, 

pacífica e civilizada que, em estrito cumprimento das normas de biossegurança, 

exija do governo os pontos aqui analisados .


Apelamos ao fortalecimento das Comissões Departamentais de Desemprego.

PARE PARA AVANÇAR ... VIVA A PARALISAÇÃO NACIONAL !!!


COMITÊ NACIONAL DE PARALISAÇÃO


Bogotá, Colômbia, 3 de maio de 2021.

(Tradução Coletivizando-Google) 

 

 


Español:

 

CUT Colômbia

Anuncio de retiro de la reforma tributaria, un triunfo que NO desactiva el Paro ni la movilización Nacional

Consideramos el anuncio del retiro del proyecto de reforma tributaria como un

triunfo de los millones de colombianas y colombianos que se han movilizado y del

apoyo mayoritario que la ciudadanía brindó al Paro Nacional. Sucede este hecho

luego de 6 días de Paro Nacional en dónde autoridades civiles, militares y policías

a diario han cercenado la libertades y garantías democráticas para el ejercicio de

la protesta social, que han dejado decenas de asesinados, centenares de heridos

y detenidos. Sin embargo, con este anuncio no se desactiva la movilización. La

gente, en las calles, está exigiendo mucho más que el retiro de la reforma

tributaria. El gobierno, desesperado, busca reencauchar un nuevo proyecto de

reforma acordado en el Congreso apoyado en toneladas de “mermelada”, dejando

al margen a quienes hemos rechazado ese infame proyecto.

El gobierno nacional ha tenido la posibilidad de atender y resolver los reclamos

de las grandes movilizaciones realizadas desde el 21N de 2019 y de los acuerdos

incumplidos con el pueblo y sus organizaciones, pero nunca se dispuso a instalar

una mesa de negociación y concertación. Al contrario, siempre estigmatizó y actuó

con violencia contra los manifestantes. Aunque en sus manos estuvo evitar esta

tragedia, pesó más la soberbia, sordera y pésima empatía para resolver las

necesidades y urgencias de la población colombiana.

EL Comité Nacional de Paro manifiesta su decisión y orientación de seguir en el

paro y la movilización nacional levantando como objetivos centrales para este

momento:

Garantías y Libertades Democráticas, garantías constitucionales a la movilización

y la protesta. Desmilitarización de las ciudades, cese de las masacres y castigo a

los responsables. Y, así mismo, el desmonte del ESMAD.

Negociación con el Comité Nacional de Paro del Pliego de emergencia así

resumido: 1. Retiro del proyecto de ley 010 de salud y fortalecimiento de una

masiva vacunación. 2. Renta básica de por lo menos un salario mínimo legal

mensual. 3. Defensa de la producción nacional (agropecuaria, industrial,

artesanal, campesina). Subsidios a las MiPymes y empleo con derecho y una

política que defienda la soberanía y seguridad alimentaria. 4. Matrícula cero y no

a la alternancia educativa. 5. No discriminación de género, diversidad sexual y

étnica y 6. No privatizaciones y derogatoria del decreto 1174.

Detener erradicaciones forzadas de cultivos de uso ilícito y aspersiones aéreas

con glifosato.

El CNP, ha señalado, insistentemente que los recursos para atender estas

peticiones están en préstamos del Banco de la República, uso de las reservas


internacionales, renegociación de la deuda externa, eliminación de exenciones

tributarias a los grandes capitales individuales y a las grandes empresas

nacionales y extranjeras, controles a la evasión, a los paraísos fiscales y a la

corrupción.

Convocamos de nuevo a toda la ciudadanía para mantener e incrementar las

acciones de Paro Nacional, y a realizar el próximo 5 de mayo una gran

movilización democrática, pacífica y civilizada que, con estricto cumplimiento de

las normas de bioseguridad, le exija al gobierno los puntos aquí reseñados.

Convocamos a fortalecer los Comités Departamentales de Paro.

¡¡¡A PARAR PARA AVANZAR...VIVA EL PARO NACIONAL!!!


COMITÉ NACIONAL DE PARO ...CNP...


Bogotá, 3 de mayo de 2021

 

Pré-congresso de Sindicatos de Bancários(as), Seguros e - Ramo Financeiro da Federação Sindical Mundial - 05/05/2021

Realizou-se hoje, 05 de maio de 2021 o Pré-congresso de Sindicatos de Bancários(as), Seguros e - Ramo Financeiro da Federação Sindical Mundial por videoconferência.  A reunião contou com a Presença do camarada  C H Venkatachalam, Secretário Geral das Associações de Empregados(as) em Bancos de Toda Índia,  e representações da África, Ásia, Europa e América Latina. A reunião foi em inglês.

A Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil foi representada pelo bancário da base Paulo Vinícius da Silva, Secretário Nacional do Trabalho da CTB, que elaborou uma apresentação a partir da experiência do DF e da participação e das contribuições da Coordenação do ramo Financeiro, mas que foi de sua elaboração. A apresentação - Brasil: Trabalho Bancário em Tempos de Pandemia pode ser baixada no link em PDF.

Tivemos a oportunidade de ouvir de representantes dos trabalhadores(as) do ramo financeiro de todo o mundo uma série de problemas semelhantes que afetam a classe trabalhadora em todo o mundo. A reunião denunciou a brutal repressão à paralisação nacional das centrais sindicais na Colômbia que obrigou à retirada do projeto de Reforma Tributária pelo governo assassino de Ivan Duque, que tem promovido um banho de sangue no país, auxiliados pelos paramilitares, primeiro comprometendo o Acordo de Paz, e agora investindo contra a população civil com uma impiedade que já conta com dezenas de mortos.

Na Nigéria, Saji Oluwole contou das dificuldades que associam a pandemia e o terrorismo fundamentalista no país e os riscos vividos pelos(as) bancários(as) no setor financeiro do país. Todas as falas mencionaram a essencialidade do trabalho bancário e os riscos envolvidos à saúde.

Propus construir um enlace de notícias do Ramo Financeiro da FSM, porque as dificuldades vividas são dramáticas e de interesse público. É importante, desde Marx na AIT, o compartilhamento das lutas, vitórias e dores da classe trabalhadora. Mas no Ramo Financeiro, pelo papel do capitalismo e do rentismo financeiro parasitário, a denúncia da exploração dos bancos sobre o povo é fundamental para contactar sindicatos que também vão poder divulgar as suas lutas, e assim ampliaremos as ligações entre os bancários(as) no movimento internacional. Denunciamos o genocídio do capitalismo contra os trabalhadores(as) no Brasil e no mundo e mencionamos a importância da visibilidade e da voz das mulheres bancárias e de sua luta contra o capitalismo, o machismo e a tripla jornada, agravada com o Teletrabalho. E enviamos nossa solidariedade aos povos Colombiano e Indiano que enfrentam o Covid e a Direta, assim como o povo Brasileiro sob o jugo de Bolsonaro.

 

EXÉRCITO COLOMBIANO ATACA CIVIS 04/05


A reunião acatou por unanimidade a proposta do camarada CH Ventakachalan - Índia de constituirmos um comitê internacional para preparar o Congresso da TUI - BIFU, reunindo o Ramo Financeiro da FSM e avançar na mobilizaçao e na execução prática do Congresso nas circunstâncias atuais, a CTB Brasil, que tem a Vice-Presidência da TUI BIFU com o camarada Eduardo Navarro, e a Central de Trabalhadores de Cuba ficarão a cargo da mobiilização na América Latina, participação muito valorizada pelo camarada CH Ventakachalan em seu informe. Complementaremos as informações com a relatoria da WFTU. O PAME da Grévia também comporá o grupo de trabalho operativo, desde a sede da FSM, na Grécia.

Viva à FSM! 

Trabalhadores e Trabalhadoras de todos os países, uní-vos!


CH Ventakachalan - Índia



Yogendra Singh - Nepal
 
 
 

 

 Georgi Bazionis - FSM - PAME- Grécia


Exército da Colômbia é denunciado por ataques à população reprimindo protestos sindicais

 


RODA DE IMPRENSA CENTRAIS SINDICAIS COLOMBIANAS CONSEGUEM RETIRADA DA REFORMA TRIBUTÁRIA APÓS PARALISAÇÃO NACIONAL

VEJA A PARTIR DE 9m37s

terça-feira, 4 de maio de 2021

Brutal repressão de Ivan Duque à paralisação nacional mata mais de 27 pessoas na Colômbia - FSM

 


CONVOCAÇÃO URGENTE DA FSM A CADA SINDICALISTA CLASSISTA EM TODO O MUNDO

04 de maio de 2021 

 Irmãos Trabalhadores e Trabalhadoras

Trabalhadores que se reuniram com a FSM e ergueram nossas bandeiras nas recentes mobilizações do Primeiro de Maio

Trabalhadores que contam suas vítimas todos os dias devido à pandemia e à indiferença dos governos capitalistas

A FSM, em nome de seus 105 milhões de afiliados em 133 países ao redor do planeta, dirige-se a cada um de vocês, conclamando-os a expressar IMEDIATAMENTE sua solidariedade internacionalista com o povo e a classe trabalhadora da Colômbia. 

O povo colombiano está em mobilizações desde 28 de abril, contra o projeto de reforma tributária do governo antipopular de Ivan Duque. A classe trabalhadora do país graças a seus protestos obrigou o governo a retirar o projeto de lei, que estava sendo debatido no Parlamento. Ainda que uma tal manobra do governo não convença nenhum trabalhador da sua boa fé, trata-se de uma vitória que demonstra o resultado das lutas de classes.

O governo desencadeou uma repressão impiedosa, e até o momento, segundo dados oficiais, há relatos de 27 mortos, mais de 800 feridos e 431 detidos. O povo colombiano precisa de nossa solidariedade imediata. Apelamos a cada militante classista para expressar sua solidariedade internacionalista tão brevemente quanto possível, com protestos fora das embaixadas colombianas ao redor do mundo, agitando as bandeiras da FSM e sua organização sindical com o slogan: 

PAREM O MASSACRE DE TRABALHADORES COLOMBIANOS 

ATENDAM AS REIVINDICAÇÕES DA CLASSE TRABALHADORA DA COLÔMBIA 

Envie sua correspondência, fotos e ações com urgência. 

O Secretariado da FSM

V CONGRESSO DA CTB - JUVENTUDE TRABALHADORA, PARTICIPE DO DEBATE!

 Logo

Na próxima quinta, dia 6 de maio, o Ciclo de Debates da CTB será sobre “Juventude e Mundo do Trabalho”. Não perca! Desta vez será a noite e começará às 19 horas. Te convidamos a se inscrever e participar.


INSCREVA-SE AQUI

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Estarei no Pré-congresso de Sindicatos de bancários(as) e do setor financeiro da Federação Sindical Mundial





Comunicado da TUI-BIFU às entidades filiadas à Federação Sindical Mundial

 
Convite: Reunião pré-congressal da União Internacional dos Sindicatos de Bancários(a) e Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro e da Seguridade - TUI BIFU

Caros colegas, 

Após a reunião virtual da FSM TUI BIFU, realizada em 20 de outubro de 2020 com grande  sucesso, estamos organizando uma reunião virtual pré-congresso da TUI BIFU, com sindicatos de bancários(as) e do setor financeiro. A reunião será realizada em 5 de maio de 2021 às 16h00, hora da Grécia (10h00, hora de Brasília). 

O objetivo desta reunião é formar um Comitê Adhoc operativo para continuar as atividades da TUI BIFU
até a realização de sua Conferência. O encontro será realizado por meio da plataforma ZOOM. Por favor, confirme sua participação para o seguinte e-mail: contact@wftucentral.org 

Saudações militantes, 

 


CH Venkatachalam - TUI-BIFU- WFTU

DELIBERAÇÃO DA COORDENAÇÃO DO RAMO FINANCEIRO DA CTB

Reunião pré-congressal da União Internacional dos Sindicatos de Bancários(a) e Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro e da Seguridade - TUI BIFU  -  29/04/2021


A UIS Bancária da FSM enviou convite à CTB, e esta nos repassou. A reunião será no dia 05 de junho, quarta-feira, as 10h. Para participar do fórum ficou definido que Paulo Vinícius Santos deve representar a CTB Bancários. A reunião será por Zoom.

ATENÇÃO

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