terça-feira, 27 de julho de 2021
sexta-feira, 7 de maio de 2021
Caetano Veloso - Haiti - #Jacarezinho #massacre
Quando você for convidado pra subir ao adro
Da fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outro quase pretos
(e são quase todos pretos)
E aos quase brancos, pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos, quase pretos, de tão pobres, são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada: nem o traço do soldado
Nem a lente do Fantástico, nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for à festa do pelô
E se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui o Haiti não é aqui
Na TV se você ver um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização do ensino
De primeiro grau
Se esse mesmo deputado defender a adoção de pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homen mijando na esquina da rua
Sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos ou
Quase pretos
Ou quase brancos, quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui o Haiti não é aqui
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Morreram de Capitalismo. Lute para viver! Vacina para todos! Paulo Vinícius Silva
José Bonifácio, 1825
Total de casos 22.903.333 | Recuperados - | Mortes 380.878 |
Total de casos 87.706 | Recuperados 82.288 | Mortes 4.634 |
Total de casos 8.195.637 | Recuperados 7.284.945 | Mortes 204.690 |
Total de casos 3.412.390 | Recuperados 2.796.132 | Mortes 61.908 |
Total de casos 10,495,147 | Recuperados 10,129,111 | Mortes 151,529 |
Total de casos 15.494 | Recuperados 12.252 | Mortes 155 |
Total de casos 117.299 | Recuperados 111.175 | Mortes 1.078 |
Total de casos 1.520 | Recuperados 1.361 | Mortes 35 |
Total de casos 1.259.748 | Recuperados 1.019.123 | Mortes 34.334 |
Total de casos 18.343 | Recuperados 15.512 | Mortes 422 |
Certamente, o "Mercado" não sabe o que faz. Exceto - desconfio - se sua sabedoria seja apenas a da concentração e a acumulação de capital. Com esta meta ao fundo, tudo vale a pena se a taxa de lucro não é pequena. Por exemplo, monocultura. É boa a monocultura? E com round up, batido para matar tudo, tudo. E depois o verde sem fim, a soja transgênica até depois do horizonte. Será isso o máximo a que pode chegar o brasileiro, a brasileira? Ferro gusa, soja e escravos... É isso?!
Estamos mergulhando a braçadas no caos e na destruição do Brasil. Passamos os 203 mil e seguimos morrendo, e é Bolsonaro o Presidente. Vivemos a distopia do "fim da corrupção", da hegemonia absoluta do Mercado e sob os escombros dos direitos dos trabalhadores, com a destruição da CLT pelo Congresso do Golpe. A vida piorou muito e todos os dias lutamos para escapar da morte à espreita.
- Petróleo e Gás;
- Construção Pesada;
- Exportação de Engenharia Pesada;
- Construção Civil;
- Até a indústria de carnes foi afetada;
- Grandes embarcações, estaleiros.
Mandamos prender inclusive o maior cientista nuclear do Brasil, o Vice Almirante Othon, para deixar claro que aqui tava dominado, tudo dominado.
Isso tudo foi tomado de nós. E nós aplaudimos. É esse o contexto em que o investimento e as expectativas futuras levam à certeza da bancarrota. Esse é o script e somos chamados a ser espectadores.
Aí, Reforma da Previdência e Trabalhista, fim dos sindicatos, era o anúncio da Xêpa. Não ficou pedra sobre pedra... Aí, nessa hora, veio o COVID, e a gente deixou correr, a gente deixou morrer, a gente está morrendo. O país, as pessoas, o que nós somos...
Assim, ferro gusa, soja, e carne humana, é esse o metiê a que se propõe o Brasil do futuro, com Bolsonaro adiante, perguntando: E daí?!
Nem Vacina os caras cuidaram, nem seringa...
E, infelizmente, as FFAA se acumpliciaram com essa página tristíssima em nossa História... Só Castro Alves ajuda-me a entender esse drama:
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Compreende por que a Ford sai do Brasil?! Vai vender para quem!? Será uma economia muito menor... é uma autofagia. E são negócios... Brasileiro contra brasileiro canibalizando o Brasil. Só uma guerra poderia em tão pouco tempo destruir setores inteiros da economia para escravizar um povo.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
O "crime" do Lula contra a escravidão e as lições a aprender - Paulo Vinícius Silva

![]() |
| Fonte: Obra de José Bonifácio: http://www.obrabonifacio.com.br/colecao/obra/1112/digitalizacao/pagina/4 |
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...***
sábado, 6 de outubro de 2018
sexta-feira, 24 de março de 2017
Terceirização ilimitada é a Casa Grande com saudade dos navios negreiros - Paulo Vinícius e Osmar Aguiar
A unidade popular alcançou todo o país, atingindo até os parlamentares mais reacionários, demonstração do peso da pressão popular, da sua unidade. Afinal, Temer, o ilegítimo e inelegível, tem data de vencimento, amarga índices de rejeição temerosos, e aqueles que com ele se abraçam, se o povo entende, hão de pagar o preço. E o povo percebeu.
Nesse contexto, a maioria governista tenta mudar o foco das discussões, com uma ampla agenda de maldades. Exemplo é o golpe legislativo que se tenta dar nos trabalhadores(as) quanto às propostas de Terceirização Ilimitada. A sociedade foi surpreendida quando todo o debate havido em torno do antigo PL 4330 - agora PLC 30/2015 - foi desconsiderado, com o resgate do PL 4302/1998, já vindo do Senado como substitutivo PLC 3/2001.
O projeto é péssimo. Tendo tramitado na Câmara e no Senado, sua aprovação seria um verdadeiro golpe, dependendo apenas da sanção do ilegítimo. Dessa maneira, evidenciar-se-ia a continuidade das práticas "cunhistas" na Presidência da Câmara, quais sejam: quebra de acordos, imprevisibilidade, desrespeito ao democrático debate com a sociedade, tudo a favor do ataque aos direitos dos trabalhadores. Uma tal posição, se efetivada, terá resposta à altura.
Desse modo, as centrais sindicais, parlamentares da oposição e democráticos, fazem um esforço para assegurar o devido trâmite, sem atropelos nem golpes, para que a sociedade compreenda e se posicione diante do rasgar da Consolidação das Leis do Trabalho, ainda mais descarado no PL 4302/1998 (PLC 3/2001). Vejam a gravidade do que se propõe:
- redefine o que é trabalho temporário. Em vez de necessidade transitória para substituir trabalhadores permanentes em serviços extraordinários, contemplaria também a demanda complementar de serviços. Em vez de eventos sazonais, o trabalho temporário passa a ser, na prática, permanente;
- viola o direito de greve, ao estabelecer a possibilidade de contratação de trabalhadores temporários para a substituição de trabalhadores em greve "nos casos previstos em Lei" - e sabemos das diversas propostas que tramitam para restringir o direito de greve, tanto no setor público como no privado;
- precariza ainda mais as relações de trabalho no campo, porque retira a necessidade de as empresas de trabalho temporário serem "urbanas". Assim, no meio rural, marcado pela sazonalidade, estabelece-se um precedente perigoso, a afetar exatamente os assalariados agrícolas com trabalho mais penoso, exaustivo, perigoso e mal remunerado;
- amplia os prazos do trabalho temporário de três meses, prorrogáveis para até 180 dias, podendo chegar a 270 dias. Pior ainda, permite que a negociação coletiva amplie esse prazo, colocando o negociado acima do legislado, sem limite para a duração do trabalho temporário. Para completar a crueldade, o período de trabalho não se refere mais ao trabalhador, mas ao contrato entre as empresas. Assim, como na época da escravidão, passamos a ter essa figura funesta do navio negreiro rediviva, na forma das empresas unicamente intermediadoras de mão de obra, com o(a) trabalhador(a) exposto a sucessivos e descontínuos trabalhos temporários, o que na prática atingirá seu direito a férias, por exemplo;
- permite a terceirização de qualquer atividade, seja atividade "fim", seja atividade "meio". Assim, passamos à possibilidade de ter empresas de vigilância sem vigilantes, bancos sem bancários, funcionando a partir de contratos de terceirização, com o único objetivo de pagar menos aos empregados. Por outro lado, isso destrói a estrutura de representação sindical do país, desconstruindo as categorias e seus direitos conquistados em suas convenções coletivas;
- permite a quarteirização da mão de obra. A terceirizada poderia contratar um quarto elemento que prestaria o serviço a ela contratado, ampliando sobremaneira a exploração do trabalho, os riscos de fraude, corrupção e não cumprimento das obrigações trabalhistas básicas;
- Amplia a "Pejotização". Como o capital mínimo para empresas de prestação de serviços seria de apenas R$ 10.000,00 (até 10 trabalhadores), o projeto abre brecha para a contratação de profissionais liberais sem nenhum direito trabalhista, e não de empresas que tenham obrigações mínimas diante de seus empregados;
- coloca para a empresa privada ou pública contratante da terceirizada - e da quarteirizada - a responsabilidade "subsidiária", no lugar da responsabilidade "solidária", contrariando a súmula 331, que estabelece responsabilidade solidária para as empresas privadas contratantes. Desse modo, as empresas que terceirizam e quarteirizam podem lavar as mãos quanto ao não cumprimento de obrigações de suas contratadas face aos trabalhadores(as), favorecendo assim o calote, tão comum em contratações de empresas sem a menor condição de atender aos contratos, muitas vezes "laranjas", especializadas apenas em adoecer, matar e roubar seus trabalhadores, já contratados com os mais baixos salários.
- para demonstrar o caráter nefasto do projeto, ele ainda inclui uma anistia para empresas que descumpriram a legislação trabalhista, que pode abranger, inclusive, pasmem, empresas que foram penalizadas por trabalho escravo.
Vejam a importância da ampliação da representação política e eleitoral dos trabalhadores e trabalhadoras! Só varrendo do Congresso esses representantes do capital, é que poderemos assegurar a democracia, o direito dos trabalhadores, a soberania do Brasil. É assustador o impacto de tal proposição sobre a classe trabalhadora. Na prática, esse projeto rasga a CLT. O governo golpista e seus aliados utilizam-se de quaisquer meios para retirar conquistas que vêm desde a Lei Áurea, não apenas da CLT. É a mórbida saudade da Casa Grande dos antigos navios negreiros.
Todavia, como disse Getúlio na Carta Testamento, o povo não será jamais escravo de ninguém, depois da conquista da CLT. Para isso, é fundamental pressionar em cada Estado os deputados e senadores de todos os partidos para que repudiem esse retrocesso, e quem votar contra o povo deve ser denunciado, e jamais voltar ao parlamento. Eles já começaram a sentir a revolta do povo nas suas bases eleitorais. Com unidade e firmeza poderemos derrotar a terceirização, o golpe contra a democracia e as ameaças contra a soberania do Brasil.
Paulo Vinicius (PV) é dirigente da CTB-DF e secretário de Política Sindical do Sindicato dos Bancários/DF.
Osmar Aguiar é assessor técnico da Liderança do PCdoB na Câmara.
sexta-feira, 17 de março de 2017
Coletivizando no Youtube
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Há grande caos sob os céus. As perspectivas são excelentes! Mao Zedong A unidade é a bandeira da esperança. João Amazonas O Brasil está na ...
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A unidade é a bandeira da esperança. João Amazonas ¿Por qué no unirnos? Y luchamos como hermanos Por la Patria que está herida Nuestra Patr...

