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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Estarei no Pré-congresso de Sindicatos de bancários(as) e do setor financeiro da Federação Sindical Mundial





Comunicado da TUI-BIFU às entidades filiadas à Federação Sindical Mundial

 
Convite: Reunião pré-congressal da União Internacional dos Sindicatos de Bancários(a) e Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro e da Seguridade - TUI BIFU

Caros colegas, 

Após a reunião virtual da FSM TUI BIFU, realizada em 20 de outubro de 2020 com grande  sucesso, estamos organizando uma reunião virtual pré-congresso da TUI BIFU, com sindicatos de bancários(as) e do setor financeiro. A reunião será realizada em 5 de maio de 2021 às 16h00, hora da Grécia (10h00, hora de Brasília). 

O objetivo desta reunião é formar um Comitê Adhoc operativo para continuar as atividades da TUI BIFU
até a realização de sua Conferência. O encontro será realizado por meio da plataforma ZOOM. Por favor, confirme sua participação para o seguinte e-mail: contact@wftucentral.org 

Saudações militantes, 

 


CH Venkatachalam - TUI-BIFU- WFTU

DELIBERAÇÃO DA COORDENAÇÃO DO RAMO FINANCEIRO DA CTB

Reunião pré-congressal da União Internacional dos Sindicatos de Bancários(a) e Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro e da Seguridade - TUI BIFU  -  29/04/2021


A UIS Bancária da FSM enviou convite à CTB, e esta nos repassou. A reunião será no dia 05 de junho, quarta-feira, as 10h. Para participar do fórum ficou definido que Paulo Vinícius Santos deve representar a CTB Bancários. A reunião será por Zoom.

ATENÇÃO

Em função do curto tempo, sugestões de pautas, problemas e contribuições à minha fala, por favor enviar por escrito aqui como Comentário no Blog Coletivizando ou no e-mail do núcleo dos Bancários(as) do DF ctbbancariosdf@gmail.com

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Juventude, um ato de rebeldia - ROSI SANTOS

10 AGOSTO 2017
A maioria da população na América Latina é jovem. O impulso demográfico vivido nesse período é o maior como nunca visto antes. Essa é a grande janela de oportunidades. A juventude como protagonista e sujeito de direito e como motor do desenvolvimento econômico e social. É preciso acumular forças para enfrentar e superar a crise política e econômica que o mundo atravessa.

A população da América Latina e Caribe, dos 635 milhões que vivem atualmente na região, 52% pertence à faixa etária entre 0 e 29 anos. Crianças entre 0 e 15 anos, totalizam 164 milhões ou 26,1% do total e os jovens, entre 15 e 29 anos chegou a 162 milhões, representando 25,6% do total. O Brasil possui 50 milhões de jovens. O aumento da população nessa faixa etária começou no início da década de 2010 e terá seu auge em 2020.

Existem 1,8 bilhão de jovens no mundo, sendo que 87% deles vivem nos países em desenvolvimento. Uma força trabalhadora que poderia fazer a diferença sob o ponto de vista da economia em um período de bônus demográfico.

Fenômeno social entre os jovens os chamados “nem-nem”

A lacuna entre os empregos precários e a educação pouco eficaz levou a um fenômeno social entre os jovens: os nem-nem. Um grupo da população que não estuda e também não trabalha. Na América Latina, 21,8 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estão nessa situação, segundo a OIT. E em vez de diminuir, esse grupo continua crescendo. Os jovens se refugiam no vazio, e a conta recairá sobre o desenvolvimento da região. Cada vez que a taxa de nem-nem aumenta 1%, registra-se uma redução de 7% nos salários médios dos jovens, segundo um estudo do Banco Mundial. O Brasil tem quase um quarto do total de jovens brasileiros nessa situação. De 2014 para 2015, o percentual aumentou de 20% para 22,5% de jovens que não estudam nem trabalham, segundo o IBGE.

O perfil do chamado "nem-nem" mostra que ele tem geralmente escolaridade menor em relação aos outros jovens e 44,8% deles vivem em famílias com renda de um quarto do salário mínimo por pessoa, na condição de filho. Quanto à localização, a maior parte dos representantes dessa "geração" está concentrada no Nordeste do País. E em questão de gênero, cerca de 70% dos nem-nem são mulheres.

Nem-nem-nem

Pode ser feito um recorte do que pode ser chamado "nem-nem-nem", que além de não trabalhar e não estudar, não procura emprego, ou seja, são inativos. A proporção desse "nem nem nem" é maior que a do "nem nem" entre os jovens de 15 a 29 anos, são 14,4% contra 8,1%.

Apesar de uma parcela desse grupo não estar fora do mercado de trabalho por escolha própria, a maioria deles não procura emprego e agrega um "nem" a mais ao apelido pouco honroso.
São os chamados "nem-nem-nem", que em números absolutos representam 7,334 milhões de jovens brasileiros que nem estudam, nem trabalham e nem procuram emprego. O grupo dos nem-nem-nens não faz parte da população economicamente ativa do País (PEA), mas é capaz de interferir nas taxas de desemprego. Se deixam de procurar trabalho, não pressionam a taxa de desemprego. Os quase 10 milhões de nem-nem-nens no Brasil possuem diferentes perfis. Dentre eles, há quem tenha decidido parar os estudos e o trabalho, para dar um respiro, viver um período sabático e repensar a vida profissional. É uma questão social muito forte, muito mais do que comodismo.

As estatísticas revelam que de cada 10 jovens com trabalho, 6 o desempenham sem as garantias de Seguro Social ou estabilidade para o futuro.

Geração canguru

A chamada “geração canguru” encontra na família uma maneira de sobreviver à marginalização dos níveis sociais. A proporção de pessoas de 25 a 34 anos que estavam na condição de filho no arranjo familiar passou de 21,7%, em 2005, para 25,3%, em 2015 (IBGE, 2015).

Portanto garantir o investimento social necessário para esta fase da vida é tão importante para quebrar o círculo vicioso da pobreza e da desigualdade. Para tal enfatizar a educação com vistas à integração produtiva e trabalho decente, erradicar a violência juvenil e acesso universal à justiça. Dessa forma a melhoria das condições de trabalho anda de mãos dadas com uma maior cobertura educacional.

Direitos reprodutivos
A gravidez quando não desejada é um fator preponderante da vulnerabilidade dos jovens, limita suas oportunidades e lhe impõe obrigações de cuidado muito cedo. A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) assinala que as mulheres que são mães depois dos 20 anos têm menos probabilidade de cair na pobreza. As cifras indicam que 30% das mulheres entre 15 e 24 anos estão casadas e uma alta porcentagem delas não tem acesso a anticoncepcionais. Cerca de 20% foram mães durante a adolescência, segundo o relatório das Nações Unidas sobre o Estado da população Mundial.

O relatório sobre juventude da Cepal aponta que entre os jovens que têm acesso à escola, as mulheres são maioria. Esse grupo quando tem a oportunidade de estudar tem maiores probabilidades que os homens de concluir seus estudos. Entretanto, os obstáculos para conseguir isso ainda são muitos.

É preciso consolidar as condições de pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos das e dos jovens, garantindo que a gravidez seja uma decisão livres. O projeto da PEC 55 (congela por 20 anos o orçamento em educação e saúde) ignora a situação das mulheres negras quando buscam o acesso aos serviços públicos de educação e saúde.

Violência na juventude
A juventude negra é a maior vítima de homicídios em nosso país. Convivemos com o genocídio silenciado, ou seja, destruição de uma raça, o extermínio da juventude negra.
De acordo com o Mapa da Violência da Unesco de 2014 dos 56 mil homicídios por ano, 30 mil são jovens, 77% desses são negros (as).

Quando em um país os jovens crescem em um ambiente e são testemunhas de violência, têm maior probabilidade de reproduzir essas condutas.

Além de homicídios, a exposição a acidentes e suicídio nessa faixa representa 6% das mortes que ocorrem na América Latina.

A condição étnico-racial é fator de desigualdade estrutural na América Latina. Portanto, há necessidade de impulsionar uma mudança estrutural progressiva, que gere empregos de qualidade - com direitos e proteção social -, maiores níveis de produtividade e melhores remunerações do fator trabalho.

Ação sindical

Nesse sentido, ter como centro o fortalecimento da juventude da CTB pode dar relevante contribuição para superação atual da crise. Ampliar a organização e participação dos (as) jovens trabalhadores. Constituir um movimento plural e classista de jovens trabalhadores (ativos e inativos). Superar a sub-representação entre os jovens, sabido que o desenvolvimento de capacidades, o acesso a oportunidades e a exposição a riscos estão muito segmentados por níveis de renda, distribuição geográfica e racial e gênero. Deve-se atentar para a situação de desigualdade imposta à juventude trabalhadora, que a crise exacerba e que entorpecem a satisfação de suas demandas. Cabe superar os critérios setoriais, as lógicas corporativas e as burocracias consolidadas. Aumentar a capacidade de comunicar-se e difundir as ideias avançadas entre o proletariado, formando inclusive intelectuais orgânicos vinculados ao campo do trabalho. Combater individualismo exacerbado disseminado pelo neoliberalismo – de igualdade social, de defesa da moral e da ética da classe trabalhadora, e do combate à corrupção.

Replicar experiências como da Federação dos Bancários Bahia e Sergipe – FEEB-BA/SE que Caminha para o 6º Encontro anual da Juventude bancária. Onde Participam 12 sindicatos que forma uma comissão de juventude engaranhando contribuições para renovação do movimento. Nesse período já foram 28 jovens inserido nas direções dos sindicatos.

Para tal, os/as cetebistas deve assumir as lutas políticas em cursos, atuar para fortalecer a CTB, organizar-se nas empresas e também nos locais de moradia e estudo. Num coro sair às ruas na Defesa do Estado democrático de direito, por uma Frente Ampla contra o projeto neocolonizador.

Fora Temer!
Diretas Já!

Rosi Santos, Geógrafa, Bancária da CEF, é membro do Coletivo de Juventude da CTB e dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de Sergipe
Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro - Portal CTB

Juventude rural da CTB apresenta realidade brasileira em encontro
09/11/2013

Na manhã deste sábado (9) os participantes do 2º Encontro Regional de Jovens da Federação Sindical Mundial foram divididos em três grupos, dois foram conhecer programas sociais uruguaios enquanto o terceiro participou de oficinas onde foram abordados temas como maioridade penal e o papel da juventude trabalhadora rural.

Após a saudação do secretario da FSM para as Américas, Ramón Cardona, os participantes contaram as realidades vividas em seus países e se puderam aportar para os debates que continuarão ao longo do dia.

Sobre o tema reforma agrária, soberania alimentar e agricultura familiar a secretaria geral da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura), Dorenice Flor, informou que de acordo com o IBGE, existem mais de quatro mil jovens trabalhadores rurais.



Ela destacou que a juventude rural tem uma participação ativa nos sindicatos e citou como exemplo a Contag onde quatro jovens estão na direção da confederação.

Por sua vez, a secretaria da juventude da Fetase (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Sergipe), Sirley Ferreira, destacou que “A CTB é a única central que estabelece o dialogo com a juventude do campo e da cidade”.

Em sua intervenção, Sirley expressou que a permanência no campo é um dos maiores desafios que os jovens enfrentam, outra dificuldade apontada por ela foi que “a agricultura ainda é vista como uma atividade sem importância, por isso o jovem não quer se assumir trabalhador rural”, disse.



Os participantes do debate também levantaram questões como luta contra o agronegócio, o fortalecimento da agricultura familiar e a necessidade de que haja uma reforma agrária integral na América Latina, para fortalecer as políticas voltadas para o campo. “Contamos com a mobilização para diminuir a fome e a extrema pobreza no mundo ”, concluiu Dorenice.

No fim do evento os participantes fizeram uma roda e clamaram “Quando o campo e a cidade se unir a burguesia não vai resistir”. Os debates seguem nesta tarde na quadra do ginásio Platense Patín Club, em Montevidéu, que é o palco do encontro que reúne jovens do Peru, Argentina, Uruguai, Brasil, México,Chile e Paraguai.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL - Portal da CTB


Secretário da Juventude da CTB defende unidade dos trabalhadores na AL
10/11/2013

“Este encontro da juventude trabalhadora irá construir a solidariedade dos trabalhadores latino-americanos e caribenhos” expressou o secretário da FSM para as Américas, Ramón Cardona, durante sua participação na plenária realizada na tarde deste sábado (9) no 2º Encontro Regional de Jovens o Cone Sul.

Dando continuidade aos trabalhos que começaram desde a manhã, após as oficinas e as visitas às brigadas solidárias e à uma cooperativa, representantes dos três grupos relataram a suas experiências e conclusões para os demais e partir daí deu-se início para as mesas de discussões onde foram debatidos temas relacionados à integração.



Sobre o tema, o secretário nacional da Juventude Trabalhadora da CTB, Vitor Espinoza, que integrou uma das mesas, afirmou que a classe trabalhadora precisa se unir para combater às ofensivas do capitalismo no continente.

Os jovens contribuíram com propostas para a declaração final, que será apresentada neste domingo (10), como o argentino Johnn Corre, que sugeriu que o primeiro fim de semana de março seja o Dia de Ação da juventude da Federação Sindical Mundial.

Já o brasileiro Carlos André Conceição Alves, que integra o coletivo da CTB São Paulo, destacou a importância de lutar contra a diferença de gênero, racismo e homofobia. “Não podemos tolerar que o movimento sindical aceite tais práticas”.

Após os debates, os participantes do encontro presenciaram uma apresentação de Candombe, ritmo tradicional e base do carnaval daquele país, a confraternização também contou uma banda uruguaia que animou a noite. O encontro teminará neste domingo (10) com a plenária final onde serão apresentadas as conclusões dos três dias de debates.



De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

Juventude da CTB bombou no o 2º Encontro Regional da FSM - Portal CTB

Jovens chegam ao Uruguai para o 2º Encontro Regional da FSM

08/11/2013
Ao som de “A Internacional”, centenas de jovens oriundos de vários países da América Latina uniram-se em uma só voz na noite desta sexta-feira (8), em Montevidéu. Este foi o clima da abertura 2º Encontro de Jovens da Federação Sindical Mundial (FSM) do Cone Sul, que ocorre até o próximo domingo (10) na capital uruguaia.



Na atividade, o coordenador da central uruguaia PIT-CNT, que está recebendo o evento, Marcelo Abdala, deu as boas-vindas aos participantes e destacou o protagonismo da juventude “Aqui estão os jovens que vão mudar a sociedade”, indicou. Já o coordenador da FSM para o Cone Sul e secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira afirmou: "A FSM tem a convicção de que saíremos daqui mais experientes para construir o sindicalismo classista, o sindicalismo com perspectiva socialista", exclamou.



No ato político também participaram integrantes da FSM do Peru, Chile, México, Argentina, Brasil e Uruguai além da presença do coordenador do Encontro Sindical Nossa América e dirigente da PIT-CNT, Juan Castillo e do representante da juventude da central uruguaia, que foi ovacionado ao destacar a luta dos jovens trabalhadores.

A delegação brasileira conta com representantes de seis estados

O encontro segue neste sábado (9), onde pela manhã os participantes poderão conhecer programas sociais uruguaios como o projeto habitacional Plan Juntos e o caso das empresas recuperadas e autogestionadas pelos trabalhadores, além das mesas de debates, à tarde os participantes compartilharão entre si as experiências.


De Montevidéu, Uruguai
Érika Ceconi - Portal CTB

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Especial: I Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial



Artigo: Federação Sindical Mundial aposta alto na juventude - no sítio da CTB ou no Vermelho - Paulo Vinícius

Intervenção Especial da CTB na I Conferência Internacional: Os objetivos de Luta da Juventude Sindicalista - Paulo Vinícius (em breve)










DECLARAÇÃO FINAL


1º CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE SINDICALISTA
Lima - Peru, 18 a 20 de novembro 2009

Respondendo ao chamado da Federação Sindical Mundial (FSM) e da Confederação General de Trabalhadores do Peru (CGTP), realizou-se em Lima a 1.ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, de 18 a 20 de Novembro de 2009, ano do 50º aniversario da Revolução Cubana. Com 32 organizações de 25 países, reunimo-nos mais de 250 sindicalistas da América, África, Europa, Oriente Médio e Ásia, e declaramos:

No começo do Século XXI o mundo segue vítima de uma ordem econômica e política injusta, excludente e espoliadora que conduz o planeta à sua própria autodestruição, ameaçado agora pelo aquecimento global que ocorre simultaneamente à maior crise da história do capitalismo.

Nesse contexto, os jovens trabalhadores somos as primeiras vítimas da desregulamentação trabalhista propiciada pela globalização imperialista. Os resultados são alarmantes: milhões de jovens desocupados, subempregados ou com trabalho em condições de semi-escravidão, sem acesso à saúde nem previdência social, persiste o trabalho infantil, os emigrantes são vítimas do desamparo e de perseguições. Em suma, toda uma geração de jovens trabalhadores em ruína material e espiritual, sem nenhum futuro promissor.

As leis e os valores ideológicos e culturais de um modo de vida que agiganta o individualismo e a violência são impostos em nossas sociedades. Não se trata apenas da injustiça de que uma minoria concentre uma proporção enorme da riqueza enquanto massas empobrecidas apenas podem sobreviver. É que o sistema hegemônico opera como uma máquina de extermínio social a que pouco importa o destino dos excluídos, muito menos seus valores e culturas, suas identidades e comunidades, submetidos ao imperativo do mercado.

Ante os transcendentais avanços tecnológicos do mundo de hoje, os jovens atuam em processos que mudaram a composição da classe trabalhadora. Os capitalistas demandam um “novo profissional”, que tenha iniciativa, consciência crítica e capacidade para melhorar o processo produtivo, que trabalhe em equipes e tenha compromisso com os resultados coletivos, domínio de idiomas, filosofia, constante capacitação etc. Mas apenas para servir melhor o mercado e não para contribuir com a mudança econômica, social e política que requerem nossos países.

Como aceitar tais exigências que significam apenas o aprofundamento da
alienação quando o sistema - que só atua em função dos interesses do capital – ao mesmo tempo em que exige mais de nós, destrói nossos sonhos de juventude, discrimina-nos e nos separa por nossa condição de migrantes, por nosso modo de vestir, falar e até por nossa opção sexual? É justo que acatemos tais exigências quando somos submetidos a humilhantes e injustas discriminações entre ricos e pobres, entre distintos grupos étnicos, entre homens e mulheres, entre zonas rurais e urbanas e até entre regiões relativamente prósperas e atrasadas dentro de uma mesma nação?

Expressamos nossa convicção de que a evolução da ciência e do conhecimento tecnológico devem estar ao nosso serviço assim como o exige a Federação Sindical Mundial (FSM). Essa histórica Federação que nunca se aliou às empresas transnacionais ou aos governos que encobrem políticas predatórias, que jamais se curvou aos reveses da história, e que apesar das dificuldades, manteve-se firme na luta, legando à nossa geração a autêntica solidariedade operária.

A FSM tem se fortalecido desde seu 15º Congresso Sindical Mundial, celebrado em 2005 em Havana, como foi demonstrado por este exitoso encontro. Conscientes da preparação do 16º Congresso, aspiramos a que ele seja um espaço fundamental para debater as conclusões dessa I Conferência. Acreditamos que impulsionará o movimento sindical juvenil, analisará e proporá políticas específicas para a juventude trabalhadora, contribuirá para atualizar nossas lutas e aumentará nossa integração ao movimento sindical, além de conscientizar a juventude das justas posições da FSM.

O apoio decidido dado à nossa Conferencia pela FSM tornará possível em seu 16º Congresso intensificar nossa ação, e que mais jovens trabalhadores compreendam o desenvolvimento social em termos classistas, relacionando nossos problemas individuais à luta coletiva e unitária.

Globalizemos a luta, globalizemos a esperança!

A América Latina, aonde se realiza esta I Conferência, vive uma mudança de época, com avanços democráticos e vitórias das forças progressistas que há que defender e aprofundar. A resposta dos retrógrados, incrustados no governo imperial estadunidense, com o apoio de seus aliados, é impedir a autodeterminação dos povos, inclusive pela força, mostrando que não mudam. Seu regime fracassado não tem mais nada a oferecer, só lhes restando a dominação, a coação, a opressão, a ameaça, a agressão, a imposição da guerra.

Em Honduras se luta heroicamente contra este modelo do império. A resistência desse povo é uma inspiração. Sim, é possível defender nossos direitos e soberania ante as hipócritas e traiçoeiras manobras do governo estadunidense e dos oligarcas para burlar a vontade popular e o desejo da comunidade internacional. Uma vez mais, como disse Che Guevara, dizemos : “no imperialismo não se pode confiar nem um tantinho assim”. Exigimos a imediata e incondicional restituição do governo legítimo de Manuel Zelaya !

Estão desmascaradas as tentativas de dar ao imperialismo estadunidense um rosto humano. Os fatos reafirmam a mesma agressividade e o caráter guerreirista e antipopular que tem caracterizado o governo estadunidense e seus aliados, inclusive com volta de privatizações, como no caso da eletricidade e energia da Cidade do México. As bases militares dos EUA na Colômbia e a volta da Quarta Frota - tão próximas da Venezuela - constituem, como disse o companheiro Fidel, “um punhal cravado no coração de Nossa América”. Por isso os trabalhadores e nossos povos ampliamos a resistência.

No Peru também se dão importantes batalhas em defensa dos direitos dos trabalhadores e contra a política de fome, entreguista e autoritária do governo de Alan García. A CGTP, histórica central fundada por José Carlos Mariátegui, que nos acolheu tão hospitaleiramente, tem sustentado com firmeza e maturidade, com organização e convicção, a batalha por reverter as políticas e leis antipopulares dos governos neoliberais. A 1º Conferência expressa sua solidariedade com os trabalhadores da agroindústria, portuários, de tecidos e confecções, mineiros, maestros e da construção civil etc., que lutam por seus justos direitos reivindicações.

A guerra, promovida com arrogância imperial, atinge com seu terrível impacto ao Iraque e Afeganistão. Pressiona-se o Paquistão, o Irã e o Sudão, persistem as provocações na península coreana, enquanto se protege Israel nos seus crimes contra o sofrido povo palestino, ao mesmo tempo em que se criminaliza sua legítima luta por um estado independente e soberano.

O imperialismo da União Européia e as decisões da Estratégia de Lisboa, Bolkenstein etc. reforçam os monopólios e as multinacionais contra os direitos dos trabalhadores e atua através da OTAN nas guerras contra os povos. Tentam criar antagonismos entre os trabalhadores, promovendo a discriminação contra os imigrantes, a xenofobia e o racismo. E ainda persiste a ocupação e a divisão de Chipre pelo imperialismo.

Ademais, seria razão de riso se não fosse pelo dramático da situação, que haja quem celebre os vinte anos da queda do Muro de Berlim, como se isso tivesse aberto una época mais feliz para a humanidade, enquanto se calam ante os muros de hoje na Palestina, no México, os muros da exploração do homem pelo homem.

Na Ásia, o povo nepalês luta pelo êxito do processo de paz e pelo estabelecimento de uma constituição que garanta o poder popular e a melhora da vida do povo.

A JUVENTUDE É O FUTURO DO SINDICALISMO DE LUTA COM PRINCÍPIOS DE CLASSE

Os participantes da I Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora
consideramos que a atual ordem econômica e política nega os mais elevados valores concebidos ao longo da historia e submetem a juventude a uma alienação brutal. Eles querem uma humanidade indiferente, uniforme, sem aspirar a um futuro melhor.

Nós, jovens trabalhadores, resistimos a tais pretensões e lhes opomos nossas convicções e princípios que historicamente animaram as lutas dos trabalhadores. Levantaremos mais alto que nunca nossas idéias de quem busca uma sociedade superior, de justiça para o povo.

Por isso, lutamos:
  1. Pela Paz, pois a humanidade é una. À hipocrisia da globalização da barbárie e à rapina capitalista oporemos a globalização da solidariedade. Não à guerra e ao imperialismo!
  2. Pelo nosso planeta, enfrentaremos a contaminação gerada pelas empresas transnacionais que em sua busca cega de lucro nos conduzem à autodestruição.
  3. Pelo direito ao emprego e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário. Pelo fim da precarização do emprego e dos contratos. Ninguém é ilegal.
  4. Pelo direito da juventude à educação e ao trabalho com direitos e pelo direito à saúde.
  5. Pela autonomia sindical que não é neutralidade, mas a afirmação dos interesses da classe. Pela liberdade de organização sindical com características juvenis. Pelo impulso à filiação sindical e a renovação geracional do nosso movimento.

A juventude trabalhadora diz como nos ensinou Mariátegui: “o proletariado não ingressa na história politicamente senão como classe social, no instante em que descobre sua missão de edificar uma ordem social superior”.

A JUVENTUDE ACREDITA NO FUTURO. OUTRO MUNDO, SOCIALISTA, É POSSÍVEL! CONQUISTÁ-LO, CONSTRUÍ-LO, PRESERVÁ-LO, É A BATALHA HISTÓRICA ANTE OS JOVENS TRABALHADORES!

Lima, Peru, 20 de novembro de 2009.
Assinam:
Argentina - Sindicato Judicial de la Província de Salta - Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)
Argentina - Asociación de Empleados Judiciales de Buenos Aires - Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)
Bolivia - Confederación Sindical de Trabajadores en Construcción de Bolivia (CSTCB)
Brasil - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - (CTB)
Brasil - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
Brasil - Nova Central Sindical dos Trabalhadores - Minas Gerais
Brasil - Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM)
Chipre - Pancyprian Federation of Labour (PEO)
Colombia - Sindicato de Trabajadores de la Empresa de Teléfonos de Bogotá (SINTRATELEFONOS)
Congo - C.T.P SYNDICAT
Cuba - Central de Trabajadores de Cuba (CTC)
Cuba – Federación Sindical Mundial - Región América
Equador - Federación Provincial de Trabajadores de Tungurahua (FPTT-CTE)
Egito - Egypetian Trade Union Federation (ETUF)
França - Fédération Nationale des Industries Chimiques de la Confédération Générale du Travail (FNIC-CGT)
França - Unión Internacional de Sindicatos de Trabajadores de la Agricultura, Alimentaciòn, Comercio, Textil e
Industrias Aliadas (UISTAACT)
Grécia - All Workers Militant Front (PAME)
Honduras - Federación Unitaria de Trabajadores de Honduras (FUTH)
Hungria - World Federation of Democratic Youth (WFDY)
Índia - Centre of Indian Trade Unions (CITU)
Marrocos - l’Organisation Démocratique du Travail (ODT)
México - Sindicato Único de Empleados de la Universidad Michoacana (SUEUM)
México - Frente de Trabajadores de la Energía (FTE)
Nepal - All Nepal Federation of Trade Unions (ANTUF)
Nicaragua - Movimiento Cumbre por la Paz
Nigeria - National Union of Air Transport Employees (NUATE)
Panamá - Central Nacional de Trabajadores de Panamá (CNTP)
Peru - Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP)
Portugal - Confederación General de Trabajadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN)
África do Sul - Chemical, Energy, Paper, Printing, Wood and Allied Workers' Union (CEPPWAWU)
Sudão - Sudan Workers Trade Unions Federation (SWTUF)
USA - Latinos Unidos / United de Michigan (LUUM)




COMPOSIÇÃO DA COORDENAÇÃO INTERNACIONAL DA JUVENTUDE
SINDICALISTA DA FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL – 2009/2010


AMÉRICA
Peru - CONFEDERACIÓN GENERAL DE TRABAJADORES DEL PERÚ (CGTP)
JUAN GUSTAVO MINAYA GOÑY (Coordenação Geral)
Brasil - CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL - (CTB)
PAULO VINICIUS SANTOS DA SILVA
Honduras - FEDERACIÓN UNITARIA DE TRABAJADORES DE HONDURAS (FUTH)
WALTER MANRIQUE JUÁREZ HERNÁNDEZ
FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL - FRENTE DE JUVENTUDE FSM
Grécia - VASILIKI MOUKANOU

EUROPA
Cyprus - PANCYPRIAN FEDERATION OF LABOUR (PEO)
ANREAS KOUNNIS
Grécia - ALL WORKERS MILITANT FRONT (PAME)
THEODORAKIS NIKOLAOS

ÁSIA
Índia - CENTRE OF INDIAN TRADE UNIONS (CITU)
PROMIT KUMAR SARKAR
Nepal - ALL NEPAL FEDERATION OF TRADE UNIONS (ANTUF)
SHALIK RAM JAMKATTEL - BABURAM GAUTAM
Paquistão - ALL PAKISTAN FEDERATION OF UNITED TRADE UNIONS (APFUTU)
ULLAH AZAM SYED ZIA
ÁFRICA
Nigéria - NATIONAL UNION OF AIR TRANSPORT EMPLOYEES (NUATE)
ABDULL KAREEM MOTAJO
África do Sul - CHEMICAL, ENERGY, PAPER, PRINTING, WOOD AND ALLIED WORKERS' UNION (CEPPWAWU)
SKHUMBUZO PHAKATHI
ORIENTE MÉDIO
Egito - EGYPTIAN TRADE UNION FEDERATION (ETUF)
MOHAMED ABD RABOF - KAMEL KHEDR
Marrocos - ORGANISATION DÉMOCRATIQUE DU TRAVAIL (ODT)
MOHAMMED ENNAHILI
Sudão - SUDAN WORKERS TRADE UNIONS FEDERATION (SWTUF)
MOHAMED OSMAN ABBAS

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