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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Para o PCdoB, só com grande mobilização Arruda será afastado do poder



Os comunistas do Distrito Federal vão intensificar sua participação no movimento Fora, Arruda! A decisão foi tomada pelo Comitê Regional do PCdoB-DF, na noite de 14 de dezembro. Durante a reunião, que também apreciou a proposta de plano de ação de várias secretarias para 2010, o presidente do Partido, Augusto Madeira, fez uma análise dos últimos acontecimentos envolvendo as denúncias de corrupção na administração de José Roberto Arruda (ex-DEM), apuradas pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora.

– São graves as acusações contra o governador, que está sujeito a consequências muito sérias, como suspensão dos direitos políticos por até 10 anos, ressarcimento do dano, sequestro de bens, multa, prisão etc. – afirmou o dirigente comunista.

Leia a íntegra da intervenção de Augusto Madeira:

Até novembro passado, José Roberto Arruda, do DEM, considerava como certa sua reeleição. O governador contabilizava o apoio de mais de dez partidos, muitas obras em andamento e bom relacionamento com o governo federal, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Mas no dia 27 de novembro a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora. O inquérito apontou Arruda como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

O escândalo criou um novo quadro em Brasília e no Brasil. As denúncias de Durval Barbosa, membro do governo e operador do esquema financeiro, que passou a fazer delação premiada, e, principalmente, as imagens gravadas mostrando o governador recebendo dinheiro e seus aliados e apoiadores escondendo notas sob as roupas e em sacolas, eram estarrecedoras. O movimento social foi às ruas pela derrubada do governador. Várias entidades e partidos políticos, inclusive o PCdoB, ingressaram com pedido de impeachment na Câmara Legislativa. Seis partidos se desligaram do governo: PSDB, PMDB, PPS, PSB, PDT e PV.

O DEM, seriamente atingido com a repercussão negativa do episódio, convocou reunião para decidir sobre a expulsão do seu único governador eleito no último pleito. Seria a condenação de Arruda pelo seu próprio partido. Este tentou medida judicial para suspender a reunião, mas o Superior Tribunal Federal indeferiu o seu pedido. Diante do desastre iminente, ele convocou os meios de comunicação e anunciou sua desfiliação.

Com isso, aconteceu a primeira grande definição para a disputa eleitoral de 2010 na Capital Federal: sem partido, Arruda não pode mais ser candidato a nada. Ficam descartadas alternativas como um acordo para concorrer a deputado federal.

São graves as acusações contra o governador, que está sujeito a consequências muito sérias, como suspensão dos direitos políticos por até 10 anos, ressarcimento do dano, sequestro de bens, multa, prisão etc. Ele fica no cargo para se defender. Terá ainda que continuar enfrentando grande mobilização popular, principalmente de estudantes, os vários pedidos de impeachment e ações na Justiça.

Por outro lado, a Câmara Legislativa tem correlação de forças favorável ao chefe do Executivo. São vários deputados diretamente envolvidos, sendo já citados Leonardo Prudente (DEM); Bruneli (PSC); Eurides Brito, Benício Tavares e Roney Nemer (PMDB); Rogério Ulisses (PSB); Benedito Domingos e Berinaldo Pontes (PP); Aylton Gomes (PMN); e Pedro do Ovo (PRP). O governador ainda conta com a lentidão da Justiça e o apoio da mídia local, principalmente dos jornais impressos.

Ao mesmo tempo, nota-se uma articulação para tirar Arruda do centro do noticiário, colocando em seu lugar Leonardo Prudente, que se licenciou da presidência da Câmara Legislativa e virou a peça que pode ser sacrificada no tabuleiro político. O DEM deu início a um processo que pode resultar na sua expulsão. Há também movimentação para que ele saia definitivamente da Presidência da Câmara, o que levaria ao afastamento do presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), e à eleição de alguém vinculado à base aliada do Executivo para dirigir a Casa. Como dez, dos 24 deputados distritais, estão envolvidos nas denúncias, é incerto o desfecho da batalha pelo impeachment.

Neste momento da crise, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), adversário de Arruda, recolheu-se. Ele pode recompor-se com partidos da base da candidatura Serra/Aécio para a Presidência da República, que estão abandonando o seu antigo aliado demo. No PT, o deputado federal Geraldo Magela volta a falar na sua própria candidatura ao Governo do Distrito Federal, disputando a legenda com Agnelo Queiroz. PDT, PSB, PMDB, PSDB e outros partidos buscam reposicionar-se no novo quadro, que não está definido.

O sucesso do movimento Fora, Arruda! depende, portanto, de uma série de encaminhamentos políticos envolvendo os partidos e o movimento social. Uma coisa, porém, é certa: a continuidade das manifestações populares de protesto, que vêm ocorrendo diariamente, é fundamental para o seu êxito.

Desde que a Operação Caixa de Pandora foi divulgada, o PCdoB tomou várias iniciativas para inserir-se no novo curso político que se apresentava. Foi realizada reunião extraordinária do Comitê Regional; foram distribuídos 10 mil exemplares da nota “Fora Arruda! Brasília merece respeito”, assinada pelo Partido e que apontava: “O episódio demonstra, mais uma vez, a necessidade de uma profunda reforma política no país, inclusive determinando o financiamento público das campanhas partidárias, para coibir que o poder do dinheiro acabe se sobrepondo nos resultados eleitorais”.

Quando ingressamos com o pedido de impeachment na Câmara Legislativa, o presidente do PCdoB concedeu ao DF-TV, da Globo. As fotos dos protestos que ilustraram as matérias da imprensa registraram as bandeiras do PCdoB e da UJS empunhadas pelos manifestantes. A imprensa partidária deu cobertura destacada aos acontecimentos e participamos, desde o primeiro momento, de todo o movimento denominado “contra a corrupção no DF” e de todas as atividade e mobilizações.

É preciso dizer que a CUT e o PT, ao tempo em que buscam hegemonizar o movimento, participando massivamente dos protestos, imprimem-lhe condução exclusivista, que pode afastar alguns setores e partidos políticos. Inclusive por isso, devemos aumentar a participação do PCdoB e das entidades em que atuamos. Ampliar mais, sem exclusivismos, a luta pelo Fora, Arruda! terá consequências positivas na verdadeira guerra eleitoral que acontecerá em 2010.

Portanto, devemos manter e ampliar as mobilizações; dar curso aos pedidos de impeachment de Arruda e seu vice, Paulo Otávio (DEM); acompanhar as investigações e exigir a punição exemplar de todos os envolvidos; manter contatos com as demais forças políticas do campo da base do governo Lula objetivando a vitória dos setores populares e progressistas neste embate.

sábado, 12 de dezembro de 2009

“Se pudesse, faria tudo outra vez” - Entrevista de Adelino Cassis na Revista Extratos do SEEB DF


O Sindicato dos Bancários de Brasília lançou neste mês de novembro sua revista, Extratos, voltada aos trabalhadores do ramo financeiro.

Nela, o grande destaque é a entrevista de Adelino Cassis, primeiro presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, que era do PCB (Partido Comunista do Brasil) já antes da cisão de 1962, e que seguiu no PCB (Partido Comunista Brasileiro), acompanhando a dire
ção prestista. Militante exemplar e pai de Paulo Cassis, um militante também exemplar que deixou muitas saudades no PC do B, Adelino Cassis conta histórias muito relevantes sobre o sindicato das nossa categoria, e inclusive resgata momentos da Federação Sindical Mundial.

Reproduzimos integralmente a entrevista e recomendamos que visitem e baixem a Revista Extratos na íntegra:


Corria setembro de 1960, ano de fundação da capital federal, quando um grupo de bancários, reunidos em assembleia, lavrou a ata de fundação da Associação Profissional dos Empregados em estabelecimentos Bancários de Brasília. Um ano depois, mais precisamente no dia 23 de novembro de 1961, resultado direto do envolvimento dos cerca de 400 bancários que residiam em Brasília, nascia o Sindicato dos Bancários.
À frente do movimento, Adelino Cassis, seu primeiro presidente.
A trajetória de luta de Adelino, funcionário aposentado do Banco do Brasil, começou bem antes, 20 anos antes da fundação do Sindicato, ainda sob o governo de Getúlio Vargas, como dirigente do Partido Comunista - o chamado “Partidão”. Coleciona lutas e vitórias, como a conquista do direito à jornada de 6 horas na primeira greve organizada pelo Sindicato ainda em 1961, o fim do trabalho aos sábados, abonos semestrais nos salários e o anuênio.
O golpe de 64, contudo, atravessou o caminho do movimento sindical. E, como tantos outros, Adelino foi perseguido pelos militares, demitido e preso. “Um fato traumático”, nas palavras do ex-presidente do Sindicato.
Na entrevista a seguir, que foi realizada em duas etapas (a primeira em 2004 e a segunda no início de novembro de 2009), Adelino rememora toda a sua vida de dedicação à causa dos trabalhadores, os bons e os maus momentos. Agora, após 48 anos de fundação do Sindicato e com 87 anos de idade, Adelino afirma, orgulhoso:
“Faria tudo outra vez”.
Extratos: Como foi o início da suamilitância?
Adelino Cassis: Eu sou de São Paulo. Na realidade eu era dirigente do Partido Comunista já exercendo as funções sindicais correlatas. Eu era funcionário do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, e foi lá que eu comecei minha militância sindical, em 41, ainda sob Getúlio Vargas. Nessa condição eu fui cooptado pelo Sindicato dos Bancários para participar das lutas locais.
Nessa época eu também conduzia uma revista voltada do Sindicato dos Bancários, mas que trazia temas de interesse dos trabalhadores como um todo. Quando ainda estava no Rio eu participei de um congresso da Federação Sindical Mundial, em 47. Na realidade eu sempre fui sindicalista, fosse como simples militante, fosse ocupando posições de destaque dentro do movimento sindical.
Mas aí aconteceu um fato novo, um fato traumático, não só para mim, mas para todos que o viveram, que foi a ditadura militar.

Extratos: Que congresso foi esse? Onde aconteceu?
Cassis: Foi o 4º congresso da Federação Sindical Mundial foi em 1947, logo depois da Segunda Guerra Mundial. Aconteceu em Leipzig, na Alemanha, na parte da Alemanha que ti nha virado socialista durante a guerra. A minha militância era muito ostensiva, então eu logo comecei a fazer parte da Federação. Eu não me limitava à militância sindical bancária, era também militante político e militava no movimento sindical geral. Entre os que militavam comigo naquela época, existiam pessoas que se projetaram depois como pessoas importantes no meio sindical e algumas até que compõem hoje o governo Lula.
Extratos: O senhor se envolveu na Campanha “O petróleo é nosso”?
Cassis: “O petróleo é nosso” na verdade era o lema da Campanha do Petróleo, que lutava pela nacionalização das reservas de petróleo descobertas no nosso país em meados dos anos 30. Ela mobilizou vários setores da sociedade da época, e eu, que já era militante do Partido Comunista nessa época, participei também, pois essa era uma bandeira que nós levantávamos naquele tempo. A campanha foi muito bem sucedida, ganhou muit
a notoriedade, e resultou na criação da Petrobrás.

Extratos: Quando e como o senhor veio para Brasília?
Cassis: Vim pra Brasília em 61, transferido pelo Banco do Brasil. Vim para cumprir uma missão políticossindical. Tinha interesse em vir para cá por causa do movimento sindical. Quando eu cheguei aqui, o lugar era um enorme canteiro de obras. Apenas partes da Asa Sul já estavam concluídas.

Extratos: Como foi o movimento de fundação do sindicato dos bancários?
Cassis: Quando nós começamos o movimento de formação do Sindicato, havia cerca de 400 bancários aqui em Brasília. Havia pessoas de vários bancos, mas a maioria trabalhava no BB. O Sindicato foi fundado em 23 de Novembro de 1961, foi
quando nós conseguimos a Carta Sindical. Eu fazia parte daquele contexto, daquele grupo que deu origem ao Sindicato, e fui eleito, na primeira eleição que ocorreu, para presidente do Sindicato, em 1961. Meu mandato era de três anos. Mas houve vári
as personalidades envolvidas na criação do Sindicato, inclusive figuras que hoje têm destaque no governo Lula.

Extratos: Como era a participação do Sindicato dos Bancários na época do João Goulart?
Cassis: Para começo de conversa, o Jango era do Partido Comunista, do qual eu e várias outras militâncias do movimento sindical fazíamos parte. Foi um período de muito entusiasmo, de muita efervescência política. O Jango tinha um projeto ambicioso, das reformas de base, do qual nós participamos. Por isso, pode-se dizer que o Sindicato dos Bancários estava envolvido, trabalhando nesse projeto.
Também foi um período no qual nós gozamos de total liberdade para nossas atividades sindicais propriamente ditas.

Extratos: A greve de 61 foi a primeira organizada pelo Sindicato. Como foi esse momento?
Cassis: Foi uma luta sindical envolvendo sindicatos do país inteiro, uma grande mobilização. A conquista da jornada de trabalho de seis horas para os bancários foi obtida nessa greve, que aqui durou dezessete dias. Aconteciam grandes assembléias do movimento sindical. Foi uma grande greve, vitoriosa, que teve como ponto de partida onde hoje é o Conjunto Nacional. Já nessa época havia várias entidades e agentes pelegos infiltrados na greve, pessoas que vinham para desagregar a parte legítima da greve, atendendo a interesses de terceiros.

Extratos: E o golpe militar de 1964? O senhor foi demitido, preso?
Cassis: Sim, fui demitido sumariamente do Banco do Brasil. À época, o presidente era o Castelo Branco. Como eu era conhecido pela minha atuação dentro da luta política e da luta sindical, acabei sendo perseguido por aqueles fascistas.
No início da ditadura, a luta sindical era ostensiva, ou seja, ainda era feita na legalidade. Mas o Partido Comunista já era ilegal, clandestino, e foi por causa dele que eu fui preso. Eles me pegaram ali no Edifício Palácio do Comércio, no início da W3 Sul. Eu fiquei preso por cerca de dois meses. Fui mantido preso no Batalhão da Guarda Presidencial, o BGP.
Minha casa foi invadida várias vezes pelos militares. Eles levaram uma série de documentos meus. Em minha casa havia uma bíblia, em árabe, que os militares tomaram acreditando que era uma edição em árabe de O Capital.

Extratos: Demitido e perseguido, no período da ditadura, como ficaram as coisas?
Cassis: Na época da ditadura, desempregado, houve muito sofrimento material. Tanto para mim como para minha família. Os bancários de Brasília se cotizaram para permitir minha sobrevivência. Foi assim que eu mantive a família. Depois de um tempo eu acabei montando um restaurante. Ficava no Setor Comercial Sul e se chamava O Tabuleiro da Baiana.
Na verdade, eu consegui abrir esse restaurante graças a essa ajuda dos bancários. Não era apenas eu que estava nessa situação. Várias outras lideranças também foram afastadas de seus empregos, perseguidas pelo regime.
Nessa época, do restaurante, eu e minha família sofríamos ameaças o tempo inteiro.Os policiais iam lá, comiam, bebiam e saíam sem pagar a conta. Eles me ameaçavam, de forma sutil, mas ameaçavam.

Extratos: Houve resistência à ditadura por parte dos bancários de Brasília?
Cassis: Houve uma luta de resistência dos bancários contra o regime militar, mas ela foi relativa. Ninguém chegou a pegar em armas para enfrentar o regime. Nessa época, tudo o que se relacionava com o movimento sindical era proibido e perseguido pelo regime.
Aí veio o AI-5, em 1968, e as coisas pioraram bastante. Mesmo nessa época havia movimento sindical, ainda que ele fosse totalmente clandestino. Não podia ser ostensivo. Uma parte desse movimento se desenvolveu no edifício Arnaldo Villares, onde ficava nossa antiga sede.

Extratos: Como foi o movimento de reconstrução, ou melhor, retomada, do sindicato dos bancários?
Cassis: Os pelegos indicados pelo regime militar ficam no Sindicato de 64 até os anos 70. Além de perseguir as lideranças sindicais legítimas, históricas, os militares ainda nomearam interventores que geriram o Sindicato durante esse período. A retomada do sindicato da mão dos pelegos foi organizada nos bastidores, pelo Partido Comunista, o “Partidão”, que liderava não só a retomada dos sindicatos, mas também os movimentos pela anistia, pela reabertura etc. Eu participei da construção das lutas desse período.

Extratos: O senhor chegou a fundar uma comissão de anistiados do Banco do Brasil. Como foi esse período da sua reintegração ao Banco?
Cassis: Na verdade, nós não criamos oficialmente porque tal coisa era proibida pelo regime. Mas nós, junto com o Partido Comunista, organizamos um movimento para lutar pela anistia e para ajudar as lideranças que foram perseguidas. Havia também uma associação de luta pela anistia, que durou até 1979, quando a anistia foi concedida.
Eu não fui reintegrado, eu apenas voltei a trabalhar no BB. A reintegração propriamente dita envolve uma série de direitos e de benefícios que me foram negados.

Extratos: O senhor conheceu o Luís Carlos Prestes?
Cassis: Sim, durante um longo tempo, pois nós trabalhamos em várias iniciativas juntos. Eu também conheci Anita (Anita Leocádia) no movimento pela anistia política. Eu e o Prestes mantivemos correspondência durante muitos anos, praticamente até a morte dele. Tenho várias cartas dele guardadas aqui em casa.

Extratos: O senhor se lembra de um debate da CUT, do qual participaram você, o Lula e o Luís Carlos Prestes?
Cassis: Sim, isso aconteceu em 1987. Eu tinha uma ligação pessoal com o Lula, que nós construímos durante as várias iniciativas das quais participamos juntos. Nós trabalhamos no restabelecimento da democracia, tanto dentro quanto fora da CUT.

Extratos: Valeu a pena essa vida toda de lutas?
Cassis: Para mim valeu, apesar de todas as dificuldades. Esse período democrático que nós desfrutamos hoje se deve em parte aos nossos esforços, durante aqueles dias turbulentos.
Hoje eu vejo os frutos das nossas lutas e me sinto orgulhoso disso tudo. Não me arrependo, e se pudesse faria tudo outra vez.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília: http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/media/extratos_casada.pdf

Marrocos nega pedido de ativista saarauí em greve

11 de Dezembro de 2009 - 19h26

O governo do Marrocos recusou nesta sexta-feira uma solução para o caso de Aminatu Haidar, enquanto a ativista mantiver sua postura atual em defesa de sua nacionalidade saarauí.

Segundo o chanceler marroquino, Taieb el Fassi Fihri, a situação da ativista, em greve de fome na Espanha há 25 dias, é "uma conspiração contra o governo " de Rabat.

"Se trata de um assunto político e não humanitário", insistiu o ministro depois de uma entrevista coletiva dada em Nova York com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

Aminatu mantém a greve de fome no aeroporto da ilha espanhola de Lanzarote, para onde foi mandada em 14 de novembro pelas autoridades marroquinas, quando retornava de Nova York após receber um prêmio.

Os funcionários de Rabat confiscaram seu passaporte e a embarcaram à força em um avião que seguia para a ilha canária.

A ativista exige regressar a sua região de moradia como cidadã da República Árabe Democrática Saarauí, sem aceitar a condição de cidadã marroquina, país que ocupa o território saarauí, uma antiga colônia espanhola.

O chanceler marroquino sublinhou que seu governo "não aceitará" os pedidos de Aminatu.

Quinta-feira, Ban Ki-Moon conversou por telefone com o ministro espanhol de Relações Externas, Miguel Ángel Moratinos, relatando sua preocupação pelo estado deteriorado de saúde da lutadora pelos direitos humanos do povo saarauí.

A União Europeia também manifestou sua inquietação pela saúde da ativista e pediu a Marrocos que cumpra suas obrigações em matéria de Direitos Humanos e coopere para encontrar uma solução positiva para a situação.

Ao mesmo tempo, o líder da Frente Polisario e presidente da república saarauí, Mohamed Abdelaziz, pediu a intervenção urgente do secretário-geral da ONU para salvar a vida de Aminatu.

"Pedimos que intervenha de forma urgente para salvar a vida desta alma inocente, cuja única falha foi ter defendido os princípios da Carta das Nações Unidas", observou Abdelaziz.

Fonte: Prensa Latina

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cenas de guerra no Palácio do Buriti

http://horadopc.zip.net/


Crédito: Carlos Silva e Bruno Peres

A manifestação em frente ao Palácio do Buriti vai fazer história no dia Mundial contra a corrupção. Há muito tempo estudantes não se mobilizavam para protestar como ocorreu. A reação da Polícia Militar só alimenta ainda mais o clima de revolta no Distrito Federal.

A PM afirma que a mobilização impedia o trânsito na Esplanada dos Ministérios, mas o resultado da ação policial só piora o já complicado quadro político e a tentativa de retomar a governabilidade.

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Panfletagem do Fora Arruda! na feira de Planaltina

Mesmo a chuva constante não impediu que a militância se manifestasse no domingo, dia 6, na feira de Planaltina. A cor vermelha tomou conta da feira, com a foice e o martelo da bandeira do PCdoB.

Planaltina ativa contra corrupção

Além do PCdoB, estavam presentes a UJS, PT, o PSTU e o PRB. No carro de som se fazia a denúncia da corrupção no governo Arruda. O sentimento da população é de revolta e indignação. Ninguém concorda com os escândalos que aparecem na televisão todos os dias. Os deputados de Planaltina, envolvidos no esquema, eram constantemente citados.
Para o PCdoB as investigações devem ser apuradas e os participantes punidos. O PCdoB também cobrava e explicava para a população de Planaltina a necessidade do Congresso aprovar uma reforma política que institua financiamento público de campanha, sendo isso uma forma de coibir o caixa dois nas campanhas.
Na segunda-feira (dia 7) haverá uma lavagem simbólica em frente a Administração Regional de Planaltina. E na quarta-feira o Partido estará mobilizando para o ato no Buritinga.

PCdoB apresenta pedido de impeachment do governador Arruda

www.vermelho.org.br

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) protocolou nesta quarta-feira (9), na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o pedido de impeachment do governador da capital federal, José Roberto Arruda e seu vice Paulo Octávio, ambos do DEM. Na peça protocolada nesta tarde, o PCdoB "requer o processamento da presente Representação, de forma que seja admitida, afastando-se os Representados de seus cargos, conforme previsto no inciso II do § 1º do art. 103 da Lei Orgânica do Distrito Federal."

Servidores que protestavam na porta da Câmara Legislativa, aplaudiram quando souberam que se tratava de mais um pedido para a saída de Arruda e de Paulo Octávio do governo.

"Não podemos pedir somente a saída de Arruda. Contra o vice existem provas robustas no inquérito policial. Ele participava de todo esquema montado no governo do Distrito Federal", afirmou o presidente regional do PCdoB, Augusto Madeira.

O PCdoB foi representado na entrega do impeachment na presidência da Câmara Legislativa pelo seu presidente e pelo vice-presidente Apolinário Rebelo, acompanhados do advogado Paulo Machado Guimarães e militantes do partido.

PM agride manifestantes do Fora Arruda




Também nesta quarta-feira, manifestantes que protestavam pedindo o impeachment de Arruda, foram violentamente reprimidos pela Polícia Militar em frente ao Tribunal de Justiça do DF. Homens da cavalaria bateram em estudantes e militantes com cassetete e atiraram bombas de efeito moral e balas de borracha.

Um estudante que deitou no meio da pista foi pisoteado por cavalos. Outro rapaz, levado para o gramado, sofreu várias agressões. Os policiais usaram gás de pimenta para afastar os jornalistas que filmavam a ação.

Entre os agredidos está uma menina de 12 anos, moradora de Valparaíso, que acompanhava a irmã no protesto. Estava na calçada, em frente ao tribunal, e foi atingida nas pernas por cacetete.

Segundo informações da PM, 400 policiais participam da ação. Parte do efetivo fez um cordão de isolamento em volta do Palácio do Buriti (sede oficial do governo). Soldados do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também estavam posicionados.


Clique aqui para ver mais fotos do confronto da PM com os manifestantes

Da sucursal de Brasília com agências

Leia também: Um novo governo para o DF, um pacto por Brasília

Mercosul decide não reconhecer novo governo de Honduras

www.vermelho.org.br

Os presidentes do Mercosul ratificaram nesta terça-feira sua "mais enérgica condenação" ao golpe em Honduras e anunciaram seu "pleno desconhecimento" do novo governo eleito em um pleito ilergítimo em 29 de novembro.

Cúpula do Mercosul Montevidéu 8/12/09

Líderes participam de cúpula do Mercosul em Montevidéu

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, e foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, e foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

A declaração dos países-membros do bloco e da Venezuela, lida pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, considera "inaceitáveis as graves violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais do povo hondurenho".

"Diante da não restituição do presidente Manuel Zelaya no cargo para o qual foi democraticamente eleito pelo povo hondurenho, (os membros do Mercosul) manifestam o total e pleno desconhecimento do pleito eleitoral realizado em 29 de novembro pelo Governo de fato", acrescenta o documento.

Segundo o texto, esse pleito "ocorreu em um ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade, constituindo um duro golpe aos valores democráticos para a América Latina e o Caribe".

Além do "comunicado especial", na Cúpula do Mercosul, realizada hoje em Montevidéu, os líderes dos países-membros do bloco expressaram seu repúdio ao ocorrido em Honduras, em cada um de seus discursos.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou os governos do Peru e da Colômbia por apoiarem a eleição de Porfírio Lobo em Honduras e defendeu uma posição energética do bloco. "Isso nos preocupa. Há países aqui sentados que reconhecem o novo governo", disse.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que assumiu hoje a Presidência pro tempore do Mercosul, afirmou na cúpula semestral do bloco que a Organização dos Estados Americanos (OEA) "deveria tomar medidas econômicas" contra o novo governo de Honduras.

"Além da declaração clara e contundente feita hoje pelos presidentes do Mercosul, certamente haverá medidas econômicas e acho que a OEA também deveria tomá-las", afirmou Cristina, na entrevista coletiva com a qual encerrou a cúpula do Mercosul realizada em Montevidéu.

Colômbia

Na contramão das declarações dadas por seus vizinhos, o vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, afirmou que não se pode condenar Honduras ao isolamento. "Não podemos condenar um povo à solidão eterna por um problema institucional em determinado momento", disse, ao discursar no plenário da Cúpula do Mercosul em Montevidéu.

Santos afirmou que o referendo convocado pelo deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, "foi negado" pela Corte Suprema e pelo Congresso de Honduras. Ele também reiterou que seu país quer "superar suas diferenças" com a Venezuela, "com base no respeito mútuo".

Afirmou que o acordo selado com os Estados Unidos para que as Forças Armadas dessa nação utilizem sete bases militares colombianas "jamais será utilizado para algum tipo de intervenção contra um país da região". O acordo gerou preocupação e crítica da grande maioria dos países da reghião, que considerama ampliação da presença militar norte-americana na América Latina uma ameaça à soberania.

Com agências

Leia mais: Zelaya diz que fica na embaixada enquanto o Brasil deixar

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Um novo governo para o DF, um pacto por Brasília


Entramos na segunda semana do escândalo que sacudiu Brasília. As denúncias se sucedem e a crise política se agrava. Dezenas de fitas circulam pela internet. As investigações avançam colocando mais luzes sobre os bastidores do GDF. O Brasil escandalizado, os brasilienses envergonhados, a Câmara Distrital ocupada por manifestante e o GDF paralisado.

O particular do escândalo em Brasília é que pela primeira vez na história estão envolvidos membros de várias esferas do Poder. No Executivo as denúncias atingem o governador Arruda, o vice-Paulo
Otávio e vários secretários de Estado. No legislativo já são oito deputados distritais, 1/3 da Câmara Distrital. As investigações também atingem membros do Tribunal de Justiça do DF.

Brasília desgovernada e paralisada

Brasília está paralisada, acéfala. Arruda é um ex-governador no Poder, não tem autoridade moral, política, administrativa para dirigir o DF. Sua permanência à frente do governo ofende a honra e a dignidade da população. Só há sentido em sua insistência de ficar à frente do GDF se for
para tentar encobrir ou dificultar as investigações ou mesmo dar prosseguimento aos negócios escusos.

Outro aspecto grave é que a linha sucessória ao GDF está contaminada. Além do governador, as denúncias atingem, em cheio, o vice-governador Paulo Octávio. O presidente licenciado da Câmara Legislativa Distrital, deputado Leonardo Prudente, também foi filmado colocando dinheiro por todo o corpo. Prudente está licenciado, mas ainda não renunciou a presidência da Casa.

Mas pode haver um crime ainda maior contra a capital do país e seu povo. É deixar Brasília paralisada. A cidade fará 50 anos em abril de 2010. Temos a Copa do Mundo de 2014, aqui será uma das sedes e precisa de providências. Mais de R$ 1 bilhão em obras espalhadas pela cidade. As obras do PAC, os programas de assistência à população, os serviços essenciais, as decisões governamentais, os
projetos que tramitam na Câmara Distrital, os novos contratos, convênios, investimentos, protocolos. A análise do Orçamento do DF para 2010 está parada na Câmara Distrital. Enfim a cidade não pode
parar enquanto o governador e o vice tentam ganhar tempo para se defender do indefensável.

Há uma grande ansiedade na cidade. Muitos empresários e fornecedores do GDF já reclamam de atraso nos pagamentos dos contratos. A reação é em cadeia. O GDF não paga, o empresário não recebe e também não paga. O trabalhador sem seu salário tem dificuldades de honrar seus compromissos. O comerciante não recebe, vende menos, vem o desemprego. Enfim esse ciclo perverso tem que ser estancado.


Um governo de transição para o GDF

Que o DF não pode continuar assim é praticamente um consenso. Mas o que fazer? É preciso um novo governo, um pacto em defesa do DF. Repor a autoridade pública, manter o governo e a cidade em funcionamento. É preciso alguém com condições política, moral, capacidade administrativa, experiência, trânsito político e capacidade técnica. Se possível que não seja não filiado a nenhum partido e que também não seja candidato a nenhum cargo político em 2010. Alguém que tenha capacidade de dialogar, que possa recompor o governo, tenha capacidade para governar, tocar as obras, manter a cidade em funcionamento e acompanhar com independência a apuração e a punição dos responsáveis por esse desastre contra Brasília.

Os partidos, os empresários, os trabalhadores, a OAB, as entidades e lideranças políticas da cidade tem essa obrigação com o futuro de Brasília. Todos devem buscar se unir num Pacto por Brasília. Construir
uma saída que contemple uma maioria sólida capaz de realizar as eleições de 2010 em segurança e transparência. E por fim conduzir o DF até a posse do novo governo em janeiro de 2011.

Sectarismo, partidismo, intransigência, arrogância, estrelismo, tentativas de surfar na crise para se beneficiar do escândalo de forma eleitoreira. Nada disso condiz com as necessidades de Brasília.
Nada disso ajuda Brasília. O preço que a cidade paga nacional e mundialmente com esse escândalo já é duro demais.

É preciso grandeza na solução da crise. Apurar e punir não são suficientes. É imprescindível que a cidade retome sua vida e temos a obrigação de trabalhar para que Brasília se recupere e prossiga crescendo e se desenvolvendo com dignidade e respeito ao seu povo.




Apolinário Rebelo é jornalista, escritor e vice-presidente do PCdoB/DF

Participe do Ato Unificado: Fora Arruda e sua gangue!


FORA ARRUDA
E SUA GANGUE!


9/12/2009, nessa 4a. feira
a partir das 8h30 começa a concentração
na Praça do Buriti

Correio Braziliense acoberta Escândalo Arruda

8 de Dezembro de 2009 - 16h25

"Existem situações em que manchetes de jornais, ao serem cotejadas em determinado período de tempo, oferecem uma visão clara sobre os compromissos deste ou daquele veículo de comunicação. As leituras das manchetes denunciam também o grau de independência e profissionalismo dos veículos." Em uma semana, o Correio Braziliense fez uma leitura "gritante" e "desconcertante" do 'Mensalão do DEM' em sua cidade, escreve Washington Araújo, no Observatório da Imprensa.

Uma semana é tempo suficiente para fazer muita coisa. Este período de tempo ficou mais famoso com a descrição da criação do mundo em seis dias de trabalho – e quanta coisa se pode fazer! – ficando o sétimo dia para o descanso, que ninguém é de ferro. A descrição da semana mais famosa de que se tem notícia está registrada bem no início da Bíblia no livro de Gênesis, capítulos 1 ao 3, e o autor é ninguém menos que Moisés. Seu relato é sucinto, objetivo e substantivo, nada de grandiloqüência.

"1º Dia – Deus fez a luz; 2º Dia – Deus fez o céu; 3º Dia – Deus fez a terra, os mares, as árvores e as plantas; 4º Dia – Deus fez o sol, a lua e as estrelas; 5º Dia – Deus fez os pássaros e peixes; 6º Dia – Deus fez os animais e Adão e fez também Eva, a primeira mulher; e no 7º Dia – Deus descansou!"

Pois bem, voltemos ao que interessa. Se em uma semana tudo foi criado e até descanso foi contemplado, uma semana não foi tempo suficiente para que o principal jornal de Brasília (o mais influente e renomado por sua detalhada cobertura política) conseguisse tratar do caso que, desde seu início, em 28 de novembro de 2009, recebeu ampla cobertura dos grandes jornais brasileiros, no eixo Rio-São Paulo e até mesmo no exterior.

É gritante, salta aos olhos e é, por todos os motivos, desconcertante o jornalismo praticado pelo Correio Braziliense entre os 28/11 e 3/12/2009. Moradores de Brasília ficariam bem informados do que se passava em sua cidade, e também capital de todos os brasileiros, se estivessem lendo O Globo, O Estado de S. Paulo e a Folha de S.Paulo ou se estivessem com os olhos sempre grudados nos telejornais que foram ao ar nesse período. O chamado panetonegate emergiu com a força da imagem em movimento, com dezenas de vídeos, sempre muito bem produzidos, com bom áudio, imagens focadas, ângulos e planos de quem parece entender bem do código audiovisual.

Cara de paisagem


Vamos por partes porque o assunto demanda detalhamento.

No primeiro dia em que o escândalo no Governo do Distrito Federal (GDF) foi noticiado – 28 de novembro –, o Correio Braziliense optou por manchete genérica, dando ares de normalidade ao que tinha tudo para estar fora da curva da normalidade. O título que foi para sua capa: GDF e Distritais são alvo de investigação. E adiantava no subtítulo o tom da cobertura: "PF e justiça apuram suposto esquema de propinas a parlamentar". Enquanto isso os jornais mais influentes do país trouxeram em suas capas:

** O Globo: Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados. E diz que "PF grava José Roberto Arruda negociando repasse de dinheiro com assessor".

Folha de S.Paulo: Governo do DF é acusado de corrupção.

O Estado de S. Paulo: Polícia flagra `mensalão do DEM´ no governo do DF. E diz que o esquema "teria até mesmo participação do governador Arruda".

Logo no primeiro dia, o nome do governador do Distrito Federal estava nas manchetes. Menos no Correio Braziliense. E estava nas capas por uma razão muito simples: temos diante de nossos olhos e ouvidos o escândalo de corrupção mais detalhado e filmado da história política brasileira.

No dia 29/11, O Globo teve como manchete principal PF: Arruda distribuía R$ 600 mil todo mês; a Folha de S.Paulo optou por Documento liga vice-governador do DF a esquema de corrupção e O Estado de S.Paulo não deixou por menos: Em vídeo, Arruda recebe R$ 50 mil. Novamente, o Correio fez cara de paisagem: OAB-DF pede explicações sobre denúncias.

Mais espaço na imprensa nacional

Em 30/11, O Globo abriu sua edição com a manchete Arruda: TSE vê indício de caixa 2; a Folha de S.Paulo destacou na capa: Vídeos mostram aliados de Arruda recebendo dinheiro e O Estado de S. Paulo abriu manchete com Vídeos `letais´ levam DEM a preparar expulsão de Arruda, destacando em subtítulo que "Provas contundentes da PF deixam governador em situação insustentável". Até o fluminense Jornal do Brasil passou a tratar do assunto com a importância que o assunto requeria: Aliados deixam Arruda isolado. O Correio uma vez mais evitou citar o nominalmente o governador José Roberto Arruda e preferiu socializar ao máximo o escândalo. Sua manchete: Novos vídeos expõem base aliada do GDF. Vale conferir o que o Correio achou por bem destacar:

"Gravações feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal Durval Barbosa, entregues à Polícia Federal, mostram deputados distritais da base aliada, integrantes e assessores do GDF recebendo dinheiro do próprio Durval, que denunciou um suposto esquema de corrupção no governo local. Em um dos vídeos, o atual presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, aparece colocando maços de notas nos bolsos do paletó e nas meias. Diante das acusações, a cúpula nacional do partido Democratas se reúne com o governador José Roberto Arruda – que também apareceu em uma gravação – e espera que ele dê explicações públicas ainda hoje. Em Brasília, o PDT e o PSB anunciaram que não querem mais vínculo com o GDF. A direção dos dois partidos já decidiu que vai entregar os cargos que ocupam na atual administração." (Págs. 1 e 19 a 21)

No mês de dezembro, esse mês que parece uma sexta-feira alargada por 30 dias, o escândalo de corrupção recebeu maior espaço da imprensa nacional. Vejamos as manchetes do 1º de dezembro de 2009:

** O GloboEm vídeo, empresário reclama da alta propina cobrada pelo governo Arruda

** Folha de S.PauloEx-secretário liga tucano a mensalão

** O Estado de S. Paulo – "overnador do DF ameaça e DEM adia expulsão

** Jornal do Brasil – Arruda tentou barrar operação - Governador pediu, em vão, ajuda ao STJ e a Aécio Neves

Manchete risível


O Correio Braziliense parece divorciado da sempre aguardada objetividade e sua opção de manchete aposta na diluição das responsabilidades criminais: Democratas divididos. Arruda se defende. Quebra de decoro na Câmara. Em 2 de dezembro, temos as seguintes manchetes:

** O Globo – Imagem de políticos recebendo propina `não fala por si´, diz Lula

** Folha de S.Paulo – Fita expõe ação de Arruda no mensalão

** O Estado de S. Paulo – DEM marca expulsão de Arruda para o dia 10


Para os leitores do Correio Braziliense, o viés é outro. Chega a ser paroquial para dizer o mínimo. Temos este primor de manchete: Arruda: Roriz quer ganhar no tapetão. Leva às suas páginas entrevista exclusiva com o governador Arruda. O tom é de defesa e desvio de foco sempre presente. Aqui a abertura da reportagem:

"Em entrevista exclusiva ao Correio, o governador José Roberto Arruda afirma que as acusações de um suposto esquema de propinas no Distrito Federal são uma tentativa do grupo ligado a Roriz de inviabilizar sua candidatura nas eleições de 2010. `Quero ter a chance de, num processo eleitoral aberto, sem tapetão, sem uso de ardis como esse, poder enfrentar o debate, poder dizer às pessoas o que o meu governo fez e o mal que Roriz fez a Brasília´, diz. Segundo Arruda, as revelações de Durval Barbosa fazem parte da estratégia do ex-governador. `O Roriz sabe que para ele voltar ele precisa me tirar de campo´, comenta. Arruda se considera `aliviado´ com a saída do ex-secretário e faz uma analogia com o trânsito ao analisar a crise. `Sofri um grave acidente de carro, mas não morri. Estou mais vivo do que nunca´" (pág.1).

Fica patente a falta de simetria entre a cobertura dos jornais paulistas e cariocas e o principal jornal do Distrito Federal. Os "de fora" parecem estar em posto de observação (e análise) privilegiado. Suas matérias não titubeiam, ficam de pé por si sós. Os jornais impressos querem estar à altura do conteúdo apresentado nos telejornais e nas emissoras de rádio. Menos o Correio. É o que iremos constatar após escrutinar as manchetes de capa dos 6º e 7º dias do escândalo.

3 de dezembro de 2009:

** O Globo – Grupo que negociava propina chamava Arruda de `big boss´

** Folha de S.Paulo – Para mensalão do DEM, PT propõe impeachment

** O Estado de S. Paulo – Arruda licitou panetones no dia da operação da PF - Compra foi o argumento do governador para justificar recebimento de R$ 50 mil.


Chega a ser risível a manchete escolhida pelo Correio Braziliense: Durval acusado de desviar R$ 432 mi.

Demonstração de desconforto

Finalmente, no sétimo dia, os jornais "de fora" decidiram não descansar. Quem tirou o dia para repouso foi o Correio Braziliense. Vamos às manchetes do dia 4 de dezembro de 2009:

** O Globo – Processo contra Arruda para na Câmara do DF

** Folha de S.Paulo – PF apura se pacote com dinheiro era para Arruda

** O Estado de S. Paulo – Planilha detalha doações para caixa 2 de Arruda


O Correio Braziliense, embora estivesse (presumo) acompanhando a cobertura de O Globo, o Estadão e a Folha para o escândalo das imagens em movimento, deve ter observado que no sétimo dia todas as manchetes incluíam o nome "Arruda". O Correio, numa espécie de infame trocadilho... foi imprudente ao escolher sua manchete: Como Prudente fez o pé-de-meia.

Existem situações em que manchetes de jornais, ao serem cotejadas em determinado período de tempo, oferecem uma visão clara sobre os compromissos deste ou daquele veículo de comunicação. As leituras das manchetes denunciam também o grau de independência e profissionalismo dos veículos. E revelam, acima de tudo, os diversos níveis de compromissos.

Alguns escancaram desde suas capas a vitalidade de seus compromissos com a missão de bem informar o leitor. Enquanto outros demonstram seu desconforto ao ver, no centro de sua Redação, no lugar da tradicional árvore natalina, um prosaico panetone.

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br



Sindicato realiza assembléia dia 10 para deliberação de previsão orçamentária

http://www.bancariosdf.com.br/bancariosdf/index.php?option=com_content&task=view&id=5215&Itemid=93


05/12/2009

O Sindicato convoca toda a categoria para a apresentação e deliberação da proposta de plano orçamentário para o exercício financeiro de 2010. Será na próxima quinta, dia 10, na sede do Sindicato, às18h30, em primeira convocação, e às 19h, em segunda e última convocação.

“A assembléia orçamentária é importante para a gestão democrática e transparente do Sindicato. Ela permite o conhecimento e a análise de como será aplicado o dinheiro da categoria em defesa dos interesses de todos os bancários”, frisou o secretário de Finanças da entidade, Raimundo Félix.


Fonte: Sindicato dos bancários de Brasília

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Especial: I Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial



Artigo: Federação Sindical Mundial aposta alto na juventude - no sítio da CTB ou no Vermelho - Paulo Vinícius

Intervenção Especial da CTB na I Conferência Internacional: Os objetivos de Luta da Juventude Sindicalista - Paulo Vinícius (em breve)










DECLARAÇÃO FINAL


1º CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE SINDICALISTA
Lima - Peru, 18 a 20 de novembro 2009

Respondendo ao chamado da Federação Sindical Mundial (FSM) e da Confederação General de Trabalhadores do Peru (CGTP), realizou-se em Lima a 1.ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, de 18 a 20 de Novembro de 2009, ano do 50º aniversario da Revolução Cubana. Com 32 organizações de 25 países, reunimo-nos mais de 250 sindicalistas da América, África, Europa, Oriente Médio e Ásia, e declaramos:

No começo do Século XXI o mundo segue vítima de uma ordem econômica e política injusta, excludente e espoliadora que conduz o planeta à sua própria autodestruição, ameaçado agora pelo aquecimento global que ocorre simultaneamente à maior crise da história do capitalismo.

Nesse contexto, os jovens trabalhadores somos as primeiras vítimas da desregulamentação trabalhista propiciada pela globalização imperialista. Os resultados são alarmantes: milhões de jovens desocupados, subempregados ou com trabalho em condições de semi-escravidão, sem acesso à saúde nem previdência social, persiste o trabalho infantil, os emigrantes são vítimas do desamparo e de perseguições. Em suma, toda uma geração de jovens trabalhadores em ruína material e espiritual, sem nenhum futuro promissor.

As leis e os valores ideológicos e culturais de um modo de vida que agiganta o individualismo e a violência são impostos em nossas sociedades. Não se trata apenas da injustiça de que uma minoria concentre uma proporção enorme da riqueza enquanto massas empobrecidas apenas podem sobreviver. É que o sistema hegemônico opera como uma máquina de extermínio social a que pouco importa o destino dos excluídos, muito menos seus valores e culturas, suas identidades e comunidades, submetidos ao imperativo do mercado.

Ante os transcendentais avanços tecnológicos do mundo de hoje, os jovens atuam em processos que mudaram a composição da classe trabalhadora. Os capitalistas demandam um “novo profissional”, que tenha iniciativa, consciência crítica e capacidade para melhorar o processo produtivo, que trabalhe em equipes e tenha compromisso com os resultados coletivos, domínio de idiomas, filosofia, constante capacitação etc. Mas apenas para servir melhor o mercado e não para contribuir com a mudança econômica, social e política que requerem nossos países.

Como aceitar tais exigências que significam apenas o aprofundamento da
alienação quando o sistema - que só atua em função dos interesses do capital – ao mesmo tempo em que exige mais de nós, destrói nossos sonhos de juventude, discrimina-nos e nos separa por nossa condição de migrantes, por nosso modo de vestir, falar e até por nossa opção sexual? É justo que acatemos tais exigências quando somos submetidos a humilhantes e injustas discriminações entre ricos e pobres, entre distintos grupos étnicos, entre homens e mulheres, entre zonas rurais e urbanas e até entre regiões relativamente prósperas e atrasadas dentro de uma mesma nação?

Expressamos nossa convicção de que a evolução da ciência e do conhecimento tecnológico devem estar ao nosso serviço assim como o exige a Federação Sindical Mundial (FSM). Essa histórica Federação que nunca se aliou às empresas transnacionais ou aos governos que encobrem políticas predatórias, que jamais se curvou aos reveses da história, e que apesar das dificuldades, manteve-se firme na luta, legando à nossa geração a autêntica solidariedade operária.

A FSM tem se fortalecido desde seu 15º Congresso Sindical Mundial, celebrado em 2005 em Havana, como foi demonstrado por este exitoso encontro. Conscientes da preparação do 16º Congresso, aspiramos a que ele seja um espaço fundamental para debater as conclusões dessa I Conferência. Acreditamos que impulsionará o movimento sindical juvenil, analisará e proporá políticas específicas para a juventude trabalhadora, contribuirá para atualizar nossas lutas e aumentará nossa integração ao movimento sindical, além de conscientizar a juventude das justas posições da FSM.

O apoio decidido dado à nossa Conferencia pela FSM tornará possível em seu 16º Congresso intensificar nossa ação, e que mais jovens trabalhadores compreendam o desenvolvimento social em termos classistas, relacionando nossos problemas individuais à luta coletiva e unitária.

Globalizemos a luta, globalizemos a esperança!

A América Latina, aonde se realiza esta I Conferência, vive uma mudança de época, com avanços democráticos e vitórias das forças progressistas que há que defender e aprofundar. A resposta dos retrógrados, incrustados no governo imperial estadunidense, com o apoio de seus aliados, é impedir a autodeterminação dos povos, inclusive pela força, mostrando que não mudam. Seu regime fracassado não tem mais nada a oferecer, só lhes restando a dominação, a coação, a opressão, a ameaça, a agressão, a imposição da guerra.

Em Honduras se luta heroicamente contra este modelo do império. A resistência desse povo é uma inspiração. Sim, é possível defender nossos direitos e soberania ante as hipócritas e traiçoeiras manobras do governo estadunidense e dos oligarcas para burlar a vontade popular e o desejo da comunidade internacional. Uma vez mais, como disse Che Guevara, dizemos : “no imperialismo não se pode confiar nem um tantinho assim”. Exigimos a imediata e incondicional restituição do governo legítimo de Manuel Zelaya !

Estão desmascaradas as tentativas de dar ao imperialismo estadunidense um rosto humano. Os fatos reafirmam a mesma agressividade e o caráter guerreirista e antipopular que tem caracterizado o governo estadunidense e seus aliados, inclusive com volta de privatizações, como no caso da eletricidade e energia da Cidade do México. As bases militares dos EUA na Colômbia e a volta da Quarta Frota - tão próximas da Venezuela - constituem, como disse o companheiro Fidel, “um punhal cravado no coração de Nossa América”. Por isso os trabalhadores e nossos povos ampliamos a resistência.

No Peru também se dão importantes batalhas em defensa dos direitos dos trabalhadores e contra a política de fome, entreguista e autoritária do governo de Alan García. A CGTP, histórica central fundada por José Carlos Mariátegui, que nos acolheu tão hospitaleiramente, tem sustentado com firmeza e maturidade, com organização e convicção, a batalha por reverter as políticas e leis antipopulares dos governos neoliberais. A 1º Conferência expressa sua solidariedade com os trabalhadores da agroindústria, portuários, de tecidos e confecções, mineiros, maestros e da construção civil etc., que lutam por seus justos direitos reivindicações.

A guerra, promovida com arrogância imperial, atinge com seu terrível impacto ao Iraque e Afeganistão. Pressiona-se o Paquistão, o Irã e o Sudão, persistem as provocações na península coreana, enquanto se protege Israel nos seus crimes contra o sofrido povo palestino, ao mesmo tempo em que se criminaliza sua legítima luta por um estado independente e soberano.

O imperialismo da União Européia e as decisões da Estratégia de Lisboa, Bolkenstein etc. reforçam os monopólios e as multinacionais contra os direitos dos trabalhadores e atua através da OTAN nas guerras contra os povos. Tentam criar antagonismos entre os trabalhadores, promovendo a discriminação contra os imigrantes, a xenofobia e o racismo. E ainda persiste a ocupação e a divisão de Chipre pelo imperialismo.

Ademais, seria razão de riso se não fosse pelo dramático da situação, que haja quem celebre os vinte anos da queda do Muro de Berlim, como se isso tivesse aberto una época mais feliz para a humanidade, enquanto se calam ante os muros de hoje na Palestina, no México, os muros da exploração do homem pelo homem.

Na Ásia, o povo nepalês luta pelo êxito do processo de paz e pelo estabelecimento de uma constituição que garanta o poder popular e a melhora da vida do povo.

A JUVENTUDE É O FUTURO DO SINDICALISMO DE LUTA COM PRINCÍPIOS DE CLASSE

Os participantes da I Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora
consideramos que a atual ordem econômica e política nega os mais elevados valores concebidos ao longo da historia e submetem a juventude a uma alienação brutal. Eles querem uma humanidade indiferente, uniforme, sem aspirar a um futuro melhor.

Nós, jovens trabalhadores, resistimos a tais pretensões e lhes opomos nossas convicções e princípios que historicamente animaram as lutas dos trabalhadores. Levantaremos mais alto que nunca nossas idéias de quem busca uma sociedade superior, de justiça para o povo.

Por isso, lutamos:
  1. Pela Paz, pois a humanidade é una. À hipocrisia da globalização da barbárie e à rapina capitalista oporemos a globalização da solidariedade. Não à guerra e ao imperialismo!
  2. Pelo nosso planeta, enfrentaremos a contaminação gerada pelas empresas transnacionais que em sua busca cega de lucro nos conduzem à autodestruição.
  3. Pelo direito ao emprego e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário. Pelo fim da precarização do emprego e dos contratos. Ninguém é ilegal.
  4. Pelo direito da juventude à educação e ao trabalho com direitos e pelo direito à saúde.
  5. Pela autonomia sindical que não é neutralidade, mas a afirmação dos interesses da classe. Pela liberdade de organização sindical com características juvenis. Pelo impulso à filiação sindical e a renovação geracional do nosso movimento.

A juventude trabalhadora diz como nos ensinou Mariátegui: “o proletariado não ingressa na história politicamente senão como classe social, no instante em que descobre sua missão de edificar uma ordem social superior”.

A JUVENTUDE ACREDITA NO FUTURO. OUTRO MUNDO, SOCIALISTA, É POSSÍVEL! CONQUISTÁ-LO, CONSTRUÍ-LO, PRESERVÁ-LO, É A BATALHA HISTÓRICA ANTE OS JOVENS TRABALHADORES!

Lima, Peru, 20 de novembro de 2009.
Assinam:
Argentina - Sindicato Judicial de la Província de Salta - Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)
Argentina - Asociación de Empleados Judiciales de Buenos Aires - Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)
Bolivia - Confederación Sindical de Trabajadores en Construcción de Bolivia (CSTCB)
Brasil - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - (CTB)
Brasil - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
Brasil - Nova Central Sindical dos Trabalhadores - Minas Gerais
Brasil - Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM)
Chipre - Pancyprian Federation of Labour (PEO)
Colombia - Sindicato de Trabajadores de la Empresa de Teléfonos de Bogotá (SINTRATELEFONOS)
Congo - C.T.P SYNDICAT
Cuba - Central de Trabajadores de Cuba (CTC)
Cuba – Federación Sindical Mundial - Región América
Equador - Federación Provincial de Trabajadores de Tungurahua (FPTT-CTE)
Egito - Egypetian Trade Union Federation (ETUF)
França - Fédération Nationale des Industries Chimiques de la Confédération Générale du Travail (FNIC-CGT)
França - Unión Internacional de Sindicatos de Trabajadores de la Agricultura, Alimentaciòn, Comercio, Textil e
Industrias Aliadas (UISTAACT)
Grécia - All Workers Militant Front (PAME)
Honduras - Federación Unitaria de Trabajadores de Honduras (FUTH)
Hungria - World Federation of Democratic Youth (WFDY)
Índia - Centre of Indian Trade Unions (CITU)
Marrocos - l’Organisation Démocratique du Travail (ODT)
México - Sindicato Único de Empleados de la Universidad Michoacana (SUEUM)
México - Frente de Trabajadores de la Energía (FTE)
Nepal - All Nepal Federation of Trade Unions (ANTUF)
Nicaragua - Movimiento Cumbre por la Paz
Nigeria - National Union of Air Transport Employees (NUATE)
Panamá - Central Nacional de Trabajadores de Panamá (CNTP)
Peru - Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP)
Portugal - Confederación General de Trabajadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN)
África do Sul - Chemical, Energy, Paper, Printing, Wood and Allied Workers' Union (CEPPWAWU)
Sudão - Sudan Workers Trade Unions Federation (SWTUF)
USA - Latinos Unidos / United de Michigan (LUUM)




COMPOSIÇÃO DA COORDENAÇÃO INTERNACIONAL DA JUVENTUDE
SINDICALISTA DA FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL – 2009/2010


AMÉRICA
Peru - CONFEDERACIÓN GENERAL DE TRABAJADORES DEL PERÚ (CGTP)
JUAN GUSTAVO MINAYA GOÑY (Coordenação Geral)
Brasil - CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL - (CTB)
PAULO VINICIUS SANTOS DA SILVA
Honduras - FEDERACIÓN UNITARIA DE TRABAJADORES DE HONDURAS (FUTH)
WALTER MANRIQUE JUÁREZ HERNÁNDEZ
FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL - FRENTE DE JUVENTUDE FSM
Grécia - VASILIKI MOUKANOU

EUROPA
Cyprus - PANCYPRIAN FEDERATION OF LABOUR (PEO)
ANREAS KOUNNIS
Grécia - ALL WORKERS MILITANT FRONT (PAME)
THEODORAKIS NIKOLAOS

ÁSIA
Índia - CENTRE OF INDIAN TRADE UNIONS (CITU)
PROMIT KUMAR SARKAR
Nepal - ALL NEPAL FEDERATION OF TRADE UNIONS (ANTUF)
SHALIK RAM JAMKATTEL - BABURAM GAUTAM
Paquistão - ALL PAKISTAN FEDERATION OF UNITED TRADE UNIONS (APFUTU)
ULLAH AZAM SYED ZIA
ÁFRICA
Nigéria - NATIONAL UNION OF AIR TRANSPORT EMPLOYEES (NUATE)
ABDULL KAREEM MOTAJO
África do Sul - CHEMICAL, ENERGY, PAPER, PRINTING, WOOD AND ALLIED WORKERS' UNION (CEPPWAWU)
SKHUMBUZO PHAKATHI
ORIENTE MÉDIO
Egito - EGYPTIAN TRADE UNION FEDERATION (ETUF)
MOHAMED ABD RABOF - KAMEL KHEDR
Marrocos - ORGANISATION DÉMOCRATIQUE DU TRAVAIL (ODT)
MOHAMMED ENNAHILI
Sudão - SUDAN WORKERS TRADE UNIONS FEDERATION (SWTUF)
MOHAMED OSMAN ABBAS

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