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sábado, 3 de dezembro de 2016

Dilma denuncia golpe contra a venezuela no Mercosul

NOTA À IMPRENSA

A decisão de suspender a Venezuela do Mercosul, anunciada pelos governos do Brasil, Argentina e Paraguai, é um ato e precedente perigoso e irresponsável pois compromete a convivência entre as nações da América do Sul.

Só faz política externa com porrete e ameaças um país imperial. Nação democrática tampouco desrespeita a soberania de um país-irmão.

A justificativa para a retaliação é inconsequente porque dos 41 acordos dos quais é exigida a adesão da Venezuela, o próprio Brasil não ratificou pelo menos cinco deles. Outros países do Mercosul também não adotaram algumas dessas normativas.

A suspensão é um recurso extremo e inadequado. No entanto, não se pode esperar muito do governo ilegítimo que usurpou o meu mandato por meio de um golpe parlamentar travestido de impeachment.

A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina.

DILMA ROUSSEFF

domingo, 9 de dezembro de 2012

Chávez anuncia retorno a Cuba para nova cirurgia contra câncer - Mundo - iG

Chávez anuncia retorno a Cuba para nova cirurgia contra câncer - Mundo - iG

Líder venezuelano anunciou que seu sucessor será o chanceler Nicolás Maduro se algo o impedir de completar atual mandato que termina em janeiro

AP  - Atualizada às 
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez , anunciou no sábado à noite que embarcará novamente para Cuba neste domingo para se submeter a outra cirurgia contra um câncer, anunciando na televisão que a doença voltou depois de duas operações prévias e tratamento de quimioteria eradioterapia . Chávez, que venceu a reeleição no dia 7 de outubro, reconheceu a seriedade de sua situação dizendo primeira vez que, se sofrer complicações, seu sucessor será o vice Nicolás Maduro.

AP
Presidente da Venezuela, Hugo Chávez (E), fala ao lado de seu vice, Nicolás Maduro, que indicou como seu sucessor se sua saúde piorar

"Há riscos. Quem pode negá-los?", disse sentado no palácio presidencial tendo ao lado Maduro e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. "Em quaisquer circunstâncias, devemos garantir o avanço da Revolução Bolivariana.” Especialistas médicos independentes disseram que, com base nos relatos de Chávez sobre sua condição, ele enfrenta uma batalha muito difícil contra um tipo muito agressivo de câncer.
O presidente de 58 anos, que acabou de voltar de Havana na sexta-feira, disse que exames mostraram o retorno de “algumas células malignas” na mesma área em que os tumores já tinham sido removidos previamente. “Preciso voltar a Havana”, disse Chávez, indicando que submeterá à cirurgia nos próximos dias. 
Chávez disse que seus médicos recomendaram que ele fosse operado imediatamente, mas ele rejeitou a ideia afirmando que primeiramente queria voltar à Venezuela. "E voltei para isso", disse sentado sob o retrato do herói da independência Simon Bolívar, que é a inspiração para seu movimento da Revolução BolivariA expressão do vice presidente era solene enquanto Chávez dizia que Maduro deveria tornar-se presidente se qualquer complicação o impedisse de terminar seu atual mandato, que termina em janeiro. O líder venezuelano também afirmou que, se houver novas eleições, o candidato de seu movimento deve ser Maduro.O curto retorno de Chávez à Venezuela parece ter tido o objetivo de mandar uma diretriz clara para seu núcleo político de que escolheu seu sucessor. Ele conclamou seus aliados a se unir. "Aconteça o que acontecer vamos continuar tendo pátria", disse e pediu aos "patriotas" da Venezuela: "Unidade, unidade, unidade."
"Neste cenário, sob o qual a Constituição requer a realização de novas eleições presidenciais, você todos têm de eleger Nicolás Maduro como presidente", disse Chávez. "Peço isso do meu coração." Aliado de longa data, o ex-motorista de ônibus Maduro tem mostrado uma lealdade inabalável e se tornou um importante porta-voz do líder socialista venezuelano em anos recentes.
De acordo com a Constituição venezuelana, se um presidente eleito morrer antes de assumir o cargo, novas eleições devem ocorrer no prazo de 30 dias e, nesse meio tempo, o presidente da Assembleia Nacional deve ficar a cargo do governo.
Estava previsto que Chávez, que chamou a nova cirurgia de uma “nova batalha”, assumisse seu novo mandato de seis anos em 10 de janeiro. Essa será a terceira operação para remover tecidos cancerígenos em menos de um ano e meio.
Em 10 de junho de 2011, Chávez se submeteu em Cuba a uma cirurgia de emergência para retirar um abscesso pélvico. Durante o procedimento, foi descoberto um câncer não especificado que o forçou a se submeter a uma segunda operação. Em 30 de junho do mesmo ano, ele veio a públicopara admitir que tinha um tumor, que, apesar de tratamento quimioterápico, voltou neste ano. Para combater a recaída, Chávez passou por sessões de radioterapia.
Chávez disse que exames feitos imediatamente depois de sua reeleição mostraram nenhum sinal de câncer. Mas ele afirmou que sentia dores, que pensou serem consequência do "esforço da campanha e do tratamente radioterápico". "É uma área muito sensível, então começamos a prestar bastante atenção nela", disse, acrescentando que por esse motivo reduziu suas aparições públicas.
O líder venezuelano fez sua mais recente viagem a Cuba na noite de 27 de novembro, dizendo que receberia tratamento de oxigenação hiperbárica, tratamento regularmente usado para ajudar a recuperar tecidos danificados pela radioterapia. Enquanto estava em Cuba, exames detectaram a reincidência do câncer.
Ele chegou a Caracas na sexta, depois de dez dias de tratamento médico, mas até o sábado à noite não tinha falado sobre sua saúde. Sua inexplicável decisão de faltar a um encontro de líderes regionais no Brasil na sexta levantou suspeitas entre os venezuelanos de que o estado de sua saúde tinha piorado.
"Espero dar a vocês boas notícias nos próximos dias", disse, beijando um crucifixo que tinha em mãos. "Com a graça de Deus, venceremos."
Durante seu tratamento, Chávez manteve em segredo vários detalhes sobre sua doença, incluindo a localização precisa dos tumores e o tipo de câncer. Ele disse que viajava a Cuba para os tratamentos pelo fato de o câncer ter sido diagnosticado por médicos da ilha.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Lugo quer aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul - Portal Vermelho

Lugo quer aprovação da entrada da Venezuela no Mercosul - Portal Vermelho

Projeto esbarra no Senado paraguaio, onde por duas vezes teve de ser retirado de pauta para não ser reprovado


Fernando Lugo

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, insistirá para que o Congresso de seu país aceite a entrada da Venezuela como sócia-plena do Mercosul, segundo afirmou na segunda-feira (02/01) o assessor jurídico da Presidência, Emilio Camacho.

O Poder Executivo já apresentou, duas vezes, o protocolo de adesão ao Congresso, mas teve de retira-lo diante da iminência de ser reprovado. Isso porque, uma vez recusado pelo Legislativo, encerra-se a possibilidade de ingresso da Venezuela ao bloco.

"Enquanto o Paraguai for membro do Mercosul, periodicamente terá que fazer a solicitação", disse Camacho, reiterando que a posição do governo Lugo é de que "a Venezuela faça parte do Mercosul".

O assessor jurídico ainda considerou que "é um erro político de relevância o Congresso não ter acordo" e crê que é uma pequena maioria que freia essa aprovação.

Para ele, se o ingresso da Venezuela dependesse do fato do país ser "mais ou menos democrático", a nação também seria excluída de outros organismos como Unasul (União das Nações Sul-Americanas), ONU (Organização das Nações Unidas) e OEA (Organização dos Estados Americanos).

O Congresso paraguaio é o único entre os Legislativos dos outros países-membros (Argentina, Brasil e Uruguai) que, até agora, não aceitou o protocolo de adesão

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A Ecuador le atrae la posibilidad de ingresar a Mercosur - Entrevista com Rafael Correa a Telesur


El presidente de Ecuador, Rafael Correa, reiteró la intención de su país de ingresar al Mercado Común del Sur (Mercosur) y aseguró que se trata de un proyecto que "nos atrae mucho", porque de concretarse, sería un de las decisiones más importantes de la historia de su país.

Correa realizó las declaraciones en una entrevista exclusiva concedida a teleSUR, en el marco de la XLII Cumbre de jefes de Estado del Mercosur que se celebró recientemente en Uruguay.

El mandatario aclaró que a pesar de que la solicitud todavía no se ha hecho de manera formal "estamos analizando seriamente esa posibilidad".

Asimismo, destacó que Mercosur (integrada por Argentina, Brasil, Uruguay y Paraguay) es una organismo importante para el comercio y la integración regional. En este sentido, criticó que en la Comunidad Andina (bloque que conforma junto con Bolivia, Colombia y Perú) no se pueden discutir algunos puntos como el de un arancel común externo, porque hay naciones (Colombia y Perú) que han firmado el Tratado de Libre Comercio con Estados Unidos y la Unión Europea.

En la CAN "es imposible como bloque hablar de un arancel común externo, importante instrumento para el desarrollo regional, Mercosur lo puede hacer", insistió.

A continuación teleSUR publica de manera íntegra la entrevista al presidente de Ecuador.

¿Ecuador ingresa al Mercado Común del Sur? y de hacerlo ¿cuándo?

Estamos analizando esa posibilidad, nos atrae mucho es una decisión muy importante para Ecuador, pero como manifestaba en la plenaria y antes en la reunión de presidentes, nuestra visión en política comercial, en política de inversión extranjera y en otras clases políticas sobre todo a nivel internacional, coincide mucho con la visión de los miembros del Mercosur y con el Mercosur en sí mismo como bloque. Así que nos atrae muchísimo la posibilidad de ingresar como miembro pleno al bloque de Mercosur.

¿Todavía la solicitud no está hecha?

Todavía no formalmente, pero estamos analizando seriamente esa posibilidad.

En la reunión previa a la plenaria usted felicitó al bloque por el nivel de discusión político que se mantenía allí. En resumen, ¿cuáles son los puntos claves que se vienen discutiendo?

Es una sana envidia, por ejemplo, el punto más largo que generó una gran discusión fue el de un arancel común externo. Como lo dije en la reunión de presidentes, nosotros en la Comunidad Andina ya no podemos discutir eso, ya no existe esa posibilidad, ya que dos miembros de la Comunidad, de los cuatro que somos: Ecuador, Bolivia, Colombia y Perú, estos dos últimos han firmado Tratado de Libre de Comercio con Estados Unidos y la Unión Europea, con todo derecho como países soberanos, pero es imposible como bloque hablar de un arancel común externo, importante instrumento para el desarrollo regional, Mercosur lo puede hacer.

Dije (en la reunión de jefes de Estado) que bueno que estén los presidentes discutiendo estas cosas, en la Comunidad Andina desde finales de 2008 no habíamos tenido reunión de presidentes. Tuvimos hace algunas semanas una reunión urgente en Bogotá (Colombia) a pedido de Ecuador, pero antes de eso, durante tres años no nos habíamos reunido los presidentes para discutir sobre los problemas de la región.

Son cosas importantes, relevantes y que también representan pasos concretos para la integración, para el desarrollo regional.

Se escuchó también en la exposición de los mandatarios en Mercosur: integración económica, voluntad política y la presidenta pro témpore del bloque, Cristina Fernández, agregó la palabra 'coraje'. Es algo que se viene repitiendo no sólo en Mercosur sino en los diferentes anillos: Unasur y la CELAC, recién creada.

América Latina tuvo miedo hasta de pensar, en las últimas décadas nos guiamos por un supuesto consenso el Consenso de Washington, donde no participamos los latinoamericanos, se imaginan que vergüenza hablar de consenso de algo donde ni siquiera estuvimos invitados. Irreflexivamente acríticamente tomamos esas políticas y fue un desastre en América Latina.

Antes, en la posguerra, con la escuela cepalina y el estructuralismo aunque sea pensamiento propio con sus aciertos y errores, por si acaso, hubo mucho más aciertos que errores. El error no estuvo en la concepción sino en la implementación del modelo desarrollista de sustitución de importaciones. En todo caso, era algo nuestro. Acá asumimos, acríticamente algo que nos mandaron a decir y le llamamos consenso. Entonces, coincido con lo que dice Cristina (Fernández), se necesita coraje, se necesita perder el miedo, marchar con nuestros propios pies, a depender de nuestras propias fuerzas, como decía José Gerbasio Artigas, ya que estamos en Uruguay.

Usted también dijo que el capital tiene más derecho que el ser humano ¿un ejemplo?

Lo he repetido varias veces: si hay un atentado contra los derechos humanos en América Latina, en teoría en todo el sistema interamericano pero ahí son bastante selectivos para detectar los atropellos de derechos humanos, tiene que agotar las instancias judiciales del respectivo país antes de poder llevarlo a la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH). Con estos tratados de protección recíproca e inversiones que firmaron ahí adiestra y siniestra los países de América Latina impuestos por los países hegemónicos, cualquier trasnacional sin ningún requisito previo, puede llevar a un Estado soberano a estos centros de arbitraje, que además siempre tienen un claro sesgo a favor de las trasnacionales. Entonces ¿qué es esto? para hacer respetar los derechos humanos hay que agotar las instancias nacionales jurídicas antes de poder llevarla a la CIDH.

Para reclamar los "derechos" del capital, sin ningún requisito previo, pueden sentar en el banquillo de los acusados a un Estado soberano en estos famosos tribunales arbitrales. La supremacía del capital sobre los seres humanos.

En esa relación también en nuestros países, algunos con más cambios que en otros, los monopolios o los oligopolios mediáticos tuvieron el poder durante mucho tiempo.

Tuvieron no, lo tienen, es uno de los más graves problemas planetarios, pero nadie, a excepción de algunos locos por ahí como el comandante (presidente de Venezuela, Hugo) Chávez, quien habla de eso, nadie se atreve a tomar al toro por los cuernos, a decir las cosas frontalmente, todos los dicen en corrillos, entre bastidores, todos los presidentes se quejan de esto, pero muy pocos lo decimos frontalmente: el poder de los poderes es la prensa. ¿qué es la prensa? no nos dejemos engañar, estamos de acuerdo con la libertad de expresión, con lo que no estamos de acuerdo es con ciertos negocios privados, algunas veces corruptos, con conflictos de intereses que como negocios se dedican a la información, eso es otra cosa eso no es libertad de expresión. Imagínense que dependamos de esa clase de negocios.

En Ecuador seis familias, ocho familias a lo sumo, dominan a los medios de comunicación nacionales ¿somos esclavos en nombre de la libertad de expresión, de lo que nos digan o nos quieran callar? y hasta cuando vivimos engañados sobre eso. Son grupos con claros intereses normalmente representantes de la derecha, normalmente representantes de los ricos y grupos de poder. ¿qué pobre tiene un periódico? ¿qué pobre tiene un canal de televisión? no nos engañemos, como dice Ingnácio Ramonet, representan a los grupos que se han beneficiado del statu quo.

¿La Ley de Medios se aprobará próximamente?

Es un mandato constitucional, pero los tantos que se desobedecen cuando les convienen a los grupos de poder y con el aplauso de los medios de comunicación. La constitución, aprobada en las urnas por 63 por ciento del pueblo ecuatoriano a finales de 2008, ordenaba una Ley de Comunicación en el plazo de un año, han pasado tres años. Imagínense si haber ordenado algo a mi como Gobierno durante tres años no lo hubiera cumplido, pese a que la constitución me daba un año, todos los días ya tuviera titulares 'Correa dictador, está rompiendo la constitución' 'Gobierno inconstitucional', etc., pero como lo hacen ellos en función de su conveniencia es un debate democrático. No solo eso, hay una presión enorme para que no se apruebe esa ley, porque esos negocios privados no quieren ningún control social y eso es inaceptable. No estamos hablando de la venta de corbatas de disco compacto (CD), que también requiere control social, estamos hablando de un bien fundamental por una sociedad como es la información.

¿Ve teleSUR?

Veo muy poca televisión, pero dentro de la poca que veo, veo teleSUR. En gran contribución a América Latina. Imagínense América Latina se enteraba lo que sucedía en el mundo a través de CNN. Sólo comparen, cuando fue el huracán Katrina que inundó Nueva Orleans, creo que hubo 30 muertos o algo así, tres meses la noticia ese mismo año un huracán en Centroamérica 300 muertos, centenas de muertos, 30 segundos la noticia. ¿Por qué yo tengo que ver una cadena anglosajona con tremendo sesgo, tremenda discriminación a América Latina? así que todos a ver teleSUR.

teleSUR-yi-PR

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009










































www.vermelho.org.br
Brasil aprova adesão da Venezuela ao Mercosul e integração avança

O Plenário do Senado aprovou na noite desta terça-feira, por 35 votos a 27, o projeto de decreto legislativo (PDS 430/09) que referenda o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul. O texto agTora vai a promulgação. Com isso, fica faltando apenas a anuência do parlamento do Paraguai para que o país efetivamente passe a integrar o bloco, pois Argentina e Uruguai também já deram sua aprovação.

www.ccscs.org - Site da oordenadora de Centrais do Cone Sul

Los jóvenes se hicieron escuchar

El fortalecimiento de las políticas públicas para el sector, la regulación de las actividades informales, las nuevas formas de organización del trabajo, la libertad sindical, la seguridad social, las políticas de género, la formación profesional y la reducción de la jornada laboral. Todos esos tópicos fueron abordados por la Comisión de Jóvenes de la Coordinadora, que sesionó en Montevideo entre el 5 y el 6 de diciembre, en el marco de la IX Cumbre Sindical del Cono Sur


Integração regional

Parlamentares comemoram: Venezuela fortalece Mercosul

A adesão da Venezuela ao Mercosul é, para o governo Lula, a culminação de um processo histórico de adensamento das relações bilaterais que perpassou governos de distintos matizes políticos e ideológicos, tanto no País, quanto na Venezuela. A avaliação é dos senadores governistas um dia após da aprovação por 35 votos a 27, o projeto de adesão da Venezuela ao Mercosul.

www.somosmercosur.org

Tras un duro debate y con paridad de fuerzas, el Senado brasileño se dispone a votar el ingreso de Venezuela al Mercosur 15/12/2009

Tras cuatro horas de debate, el Senado brasilero se disponía esta tarde a votar el ingreso de Venezuela al Mercosur. Según el opositor Marconi Perillo, primer vicepresidente del Senado, la decisión, que en rigor debía adoptarse ayer lunes, fue pospuesta para hoy debido a que el asunto “debe debatirse en profundidad”. Los argumentos esgrimidos tanto [...]

La centroizquierda articula piezas, mueve primero y se constituye como primera bancada en el Parlamento del Mercosur

15/12/2009

“Con el objetivo superior de impulsar la integración”, unos 23 parlamentarios de todos los países afines a la centro izquierda se constituyeron el pasado lunes 30 de noviembre como el principal grupo político del Parlamento del Mercosur. Amparados en el Artículo 33 del Reglamento Interno del legislativo, que establece que se necesitan al menos cinco bancas [...]


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mercosul decide não reconhecer novo governo de Honduras

www.vermelho.org.br

Os presidentes do Mercosul ratificaram nesta terça-feira sua "mais enérgica condenação" ao golpe em Honduras e anunciaram seu "pleno desconhecimento" do novo governo eleito em um pleito ilergítimo em 29 de novembro.

Cúpula do Mercosul Montevidéu 8/12/09

Líderes participam de cúpula do Mercosul em Montevidéu

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, e foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, e foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

A declaração dos países-membros do bloco e da Venezuela, lida pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, considera "inaceitáveis as graves violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais do povo hondurenho".

"Diante da não restituição do presidente Manuel Zelaya no cargo para o qual foi democraticamente eleito pelo povo hondurenho, (os membros do Mercosul) manifestam o total e pleno desconhecimento do pleito eleitoral realizado em 29 de novembro pelo Governo de fato", acrescenta o documento.

Segundo o texto, esse pleito "ocorreu em um ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade, constituindo um duro golpe aos valores democráticos para a América Latina e o Caribe".

Além do "comunicado especial", na Cúpula do Mercosul, realizada hoje em Montevidéu, os líderes dos países-membros do bloco expressaram seu repúdio ao ocorrido em Honduras, em cada um de seus discursos.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticou os governos do Peru e da Colômbia por apoiarem a eleição de Porfírio Lobo em Honduras e defendeu uma posição energética do bloco. "Isso nos preocupa. Há países aqui sentados que reconhecem o novo governo", disse.

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que assumiu hoje a Presidência pro tempore do Mercosul, afirmou na cúpula semestral do bloco que a Organização dos Estados Americanos (OEA) "deveria tomar medidas econômicas" contra o novo governo de Honduras.

"Além da declaração clara e contundente feita hoje pelos presidentes do Mercosul, certamente haverá medidas econômicas e acho que a OEA também deveria tomá-las", afirmou Cristina, na entrevista coletiva com a qual encerrou a cúpula do Mercosul realizada em Montevidéu.

Colômbia

Na contramão das declarações dadas por seus vizinhos, o vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, afirmou que não se pode condenar Honduras ao isolamento. "Não podemos condenar um povo à solidão eterna por um problema institucional em determinado momento", disse, ao discursar no plenário da Cúpula do Mercosul em Montevidéu.

Santos afirmou que o referendo convocado pelo deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, "foi negado" pela Corte Suprema e pelo Congresso de Honduras. Ele também reiterou que seu país quer "superar suas diferenças" com a Venezuela, "com base no respeito mútuo".

Afirmou que o acordo selado com os Estados Unidos para que as Forças Armadas dessa nação utilizem sete bases militares colombianas "jamais será utilizado para algum tipo de intervenção contra um país da região". O acordo gerou preocupação e crítica da grande maioria dos países da reghião, que considerama ampliação da presença militar norte-americana na América Latina uma ameaça à soberania.

Com agências

Leia mais: Zelaya diz que fica na embaixada enquanto o Brasil deixar

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Especial Cúpula MERCOSUL

16/12/2008 15h23
  • Lula pede à AL que "aposte no Bloco" para enfrentar a crise

  • "O Mercosul, juntamente com nossos amigos da América Latina e Caribe, não assistirá passivamente ao debate sobre a crise mundial. Teremos um papel importante a jogar na construção de uma nova arquitetura política e econômica internacional, multipolar e multilateral", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao abrir na Bahia nesta terça-feira (16) a Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul. Lula tratou como "companheiros" os 16 chefes de Estado presentes, destacando a presença do cubano Raúl Castro.

  • 17/12/2008 15h25
    Unasul aprova relatório sobre massacre em Pando

  • Os presidentes e representantes dos países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) aceitaram nesta terça-feira (16) o relatório sobre o massacre ocorrido no último mês de setembro na cidade boliviana de El Porvenir, no departamento (estado) de Pando, no qual pelo menos 18 camponeses pró-governo Evo Morales foram mortos por militantes opositores.


  • 17/12/2008 13h16
    Cuba entra oficialmente para o Grupo do Rio

  • Uma rápida reunião extraordinária do Grupo do Rio, no começo da noite desta terça-feira (16), oficializou a entrada de Cuba no bloco, aprovada em reunião ministerial no México, no dia 13 de novembro. O país não integra organismos multilaterais regionais desde os anos 60, quando saiu da Organização dos Estados Americanos (OEA).

  • 16/12/2008 19h36
    Chávez celebra cúpulas sem a tutela dos Estados Unidos

  • O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, destacou nesta terça-feira (16) que a realização de quatro cúpulas de líderes latino-americanos e caribenhos no Brasil evidencia o "fim da hegemonia e do imperialismo" americanos na região.


  • 16/12/2008 17h17
    Para Raúl Castro, ordem econômica prejudica integração

  • O presidente cubano Raúl Castro afirmou nesta terça-feira (16) que a ordem econômica internacional — por seu caráter ''injusto e egoísta'' — é um obstáculo para a integração econômica da América Latina, ao discursar como convidado na abertura da 36ª Cúpula do Mercosul.


  • 16/12/2008 14h10
    Uruguai refuta possibilidade de deixar a Unasul

  • O Uruguai não tem intenção de abandonar a União de Nações Sul-americanas (Unasul), cuja reunião de Cúpula acontece nesta terça-feira (16) no Brasil com a presença do presidente Tabaré Vázquez, que se opõe à candidatura do ex-presidente argentino Néstor Kirchner para a secretaria executiva da organização.


  • 16/12/2008 12h40
    Cúpulas cobram compromisso dos presidentes da América Latina

  • Salvador despontou, nestes dias de meados de dezembro, como a capital dos povos do sul e do sindicalismo latino-americano e caribenho. Uma série de cúpulas e encontros testou a capacidade de mobilização e unidade dos movimentos organizados, dos partidos de esquerda e mesmo dos povos do continente.


  • 16/12/2008 12h30
    Bolívia terá em 2009 programa massivo de pós-alfabetização

  • O governo da Bolívia informou nesta segunda-feira (15) que em fevereiro de 2009 começará uma campanha massiva de pós-alfabetização em todo o país. Seu nome será "Sim, eu posso continuar" e abrangerá todo o território na busca por consolidar a educação primária em um período de três anos.



  • 15/12/2008 16h15
    Debate expõe rejeição enfática da América do Sul à 4ª Frota

  • Uma série de críticas e o repúdio enfático da América do Sul à reinstalação da “imperial” 4ª Frota americana deram a tônica do painel “Desmilitarização e Soberania Regional”, realizado em Salvador (BA), neste domingo (14), penúltimo dia da Cúpula dos Povos do Sul 2008. “A 4ª Frota é a principal ameaça à paz em nossa região”, resumiu o argentino Juan Roque, da Mopassol (Movimento pela Paz, Soberania e Solidariedade entre os Povos).

    www.vermelho.org.br

    Declaração da Bahia – documento da Cúpula dos Povos do Sul

    http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=48402

    17 DE DEZEMBRO DE 2008 - 03h02

    Declaração da Bahia: o que pensam os povos latino-americanos


    Está lançada a Declaração da Bahia – o documento oficial da Cúpula dos Povos do Sul, realizada em Salvador, de 12 a 15 deste mês. A expectativa dos movimentos organizados da América Latina e do Caribe era divulgar a declaração ainda no domingo (14), durante a plenária final da cúpula. O adiamento, porém, foi inevitável.


    A essência do texto original – com destaque para a integração latino-americana – permanece inalterada. Mas uma série de emendas, apresentadas e discutidas na plenária final, obrigou os organizadores a adiar o anúncio do documento, que se tornou público apenas nesta terça-feira (16).

    A Declaração da Bahia seguiu para a Costa do Sauípe, onde foi entregue aos chefes de Estado que participam até esta quarta-feira (17) da 1ª Calc (Cúpula de Presidentes da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento). O ponto de partida é a crise que assola as economias do mundo.

    O texto leva em conta “as mudanças que estão acontecendo no cenário mundial por ocasião do desencadeamento da crise econômica do sistema capitalista, que é produto das políticas neoliberais da globalização que têm levado a humanidade a uma profunda crise energética, alimentar, climática e social e que agora se expressam na crise econômica e financeira”.

    Conforme o documento, a principal deliberação dos movimentos da região é “assumir o compromisso de aprofundar a integração a partir dos povos, nesse momento histórico de luta e mobilização da América Latina e Caribe, construindo a soberania popular.”

    Propondo seis “alternativas a partir dos povos”, a Declaração da Bahia traz, no seu remate, uma convocação: “Chamamos os povos da América Latina e do Caribe à mobilização para avançar na integração regional e na preservação das conquistas realizadas e da democracia, construindo alternativas de mudança social que nos permitam a realização de uma sociedade mais justa, equitativa e soberana”.

    Confira abaixo as resoluções da Cúpula dos Povos do Sul


    Documento final da Cúpula dos Povos do Sul
    Salvador, Bahia, Brasil - 12 a 15 de dezembro de 2008


    Representantes de organizações e movimentos sociais da América Latina e do Caribe, reunidos por ocasião da realização histórica de cinco cúpulas simultâneas de presidentes do Mercosul, União das Nações Sul-americanas (Unasul), da Associação Latino-americana de Integração (Aladi), do Grupo do Rio e da América Latina e Caribe, em Salvador, Bahia.

    Assumindo o rumo que marcam os resultados das Cúpulas dos povos realizadas em Posadas 2008, Lima 2008, Santiago do Chile 2007, Cochabamba 2006 e Mar del Plata 2005.

    Reafirmando que homens e mulheres da América Latina e Caribe vimos construindo a integração a partir dos povos, avançando na disputa pela profunda transformação do modelo produtivo atual em uma perspectiva soberana, sustentável e justa.

    Considerando as mudanças que estão acontecendo no cenário mundial por ocasião do desencadeamento da crise econômica do sistema capitalista, que é produto das políticas neoliberais da globalização que têm levado a humanidade a uma profunda crise energética, alimentar, climática e social e que agora se expressam na crise econômica e financeira.

    Observando que sob a condução do atual governo dos Estados Unidos busca-se dividir a região, reeditar a fracassada proposta da Alca e aprofundar os esquemas de livre comércio, abertura aos investimentos, endividamento em vários países e militarização e que a União Européia busca impulsionar políticas similares em nossa região.

    Reconhecendo, não obstante, que alguns governos da região iniciaram caminhos alternativos de desenvolvimento propondo novas formas de organização econômica, constatamos a manutenção das políticas neoliberais que têm conduzido muitos povos ao aprofundamento da pobreza, à discriminação e ao abandono da capacidade dos Estados de promover o desenvolvimento econômico e social.

    Declaramos:

    Assumir o compromisso de aprofundar a integração a partir dos povos, nesse momento histórico de luta e mobilização da América Latina e Caribe, construindo a soberania popular.

    Por isso, consideramos que a saída à crise econômica global deve ter como resposta estratégica a integração soberana dos países da região e a construção de uma nova ordem internacional econômica, financeira, baseada na solidariedade, na justiça e no respeito à natureza; que valorize o trabalho e que incentive o direito ao desenvolvimento sustentável dos países do Sul. As Américas que queremos construir na perspectiva dos povos devem fundar-se nos valores de solidariedade, da superação do patriarcado e ser, necessariamente, anti-racista, respeitosa das culturas dos povos originários e da diversidade como um valor a ser defendido. Nesse sentido, saudamos e nos solidarizamos com os processos constitucionais em curso na Bolívia e no Equador. Vemos com satisfação que na região estão sendo impulsionados a autonomia, o fortalecimento dos mercados internos, o abandono do dólar como referência nos câmbios internacionais, a dotação de uma capacidade financeira própria e a mudança de esquemas ilegítimos de endividamentos, como o ilustra o caso da auditoria no Equador. E também o fortalecimento da democracia e da autodeterminação, a não ingerência em assuntos de outros Estados e a busca de uma relação respeitosa e fraterna entre as nações.

    Assinalamos com agrado que têm surgido propostas de integração que refletem o sentimento popular de aumentar os laços solidários, a cooperação, o intercâmbio mutuamente benéfico e a superação das iniqüidades.

    Ao mesmo tempo, vemos com preocupação que ainda se mantém os esquemas neoliberais e o modelo predatório, mono-produtivo, orientado à exportação de recursos naturais e baseado na construção de mega-projetos dirigidos à consolidação desse modelo que produz incalculáveis prejuízos aos povos originários, às mulheres, às comunidades camponesas, às fontes de água, ao meio ambiente e ao desenvolvimento social; como também se mantém um modelo energético não sustentável.

    Assinalamos que a manutenção das políticas de livre comércio é um obstáculo para a integração dos povos, para a justiça social, para a soberania e para a democracia; e que qualquer esforço com vistas a retomar as negociações de liberalização na Organização Mundial do Comércio (OMC) contribuirá para manter a injusta ordem internacional, para aprofundar a crise alimentar e climática, bem como os TLCs e Aspan (Aliança de Segurança e Prosperidade da América do Norte), que precisam ser rechaçados para que a integração que queremos possa avançar.

    Por essas razões, propomos como alternativas a partir dos povos:

    1. Vincular o processo de integração à mudança no modelo produtivo, assegurando a soberania alimentar, que somente pode ser alcançada com o aprofundamento de uma Reforma Agrária que permita planejar e controlar a produção de alimentos para atender às necessidades dos povos; revalorizando a cultura agroalimentar dos mesmos, em uma nova organização da vida e das relações no campo e na cidade. A integração deve incluir também a complementaridade das economias e o fomento à produção sustentável. A biodiversidade e o conhecimento tradicional são patrimônio de nossos povos, por isso exigimos o cumprimento do Convênio 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas (da ONU). Assegurar que o uso humano e a preservação das fontes e aquíferos vitais para o abastecimento público estejam em primeiro lugar no ordenamento jurídico e administrativo de nossos países; que seja efetivado um Comitê Latino-Americano e Caribenho para o monitoramento e enfrentamento das causas e consequências do aquecimento global; e que seja garantido aos povos originários e tradicionais o respeito nos processos de desenvolvimento e prioridade na aplicação dos fundos para a reparação das injustiças climáticas que atingem nossos países.

    2. Garantir a soberania dos países sobre os bens naturais e suas fontes energéticas, que não poderá ser alcançada em detrimento da soberania alimentar e do meio ambiente e que permita alcançar o bem-estar de seus povos. Chamamos os governos da região a buscar soluções dentro de marcos de justiça e solidariedade ante a demanda do povo paraguaio em torno à renegociação dos Tratados de Itaipu e Yaciretá.

    3. Assegurar a primazia dos direitos humanos, a vigência e exigibilidades dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais, adotando os instrumentos legais para isso. Exigimos garantir os direitos das/os migrantes e a livre circulação de pessoas e não somente o fluxo de capital e mercadorias. Demandamos o compromisso dos governos em ratificar os Convênios 97 e 143, da OIT e a Convenção da ONU sobre os Direitos dos Trabalhadores e Migrantes e suas Famílias.

    4. Considerando que os trabalhadores/as são duramente atingidos pela atual crise do capitalismo com demissões em massa, redução de salários e flexibilização de direitos, exigimos medidas que protejam os interesses do trabalho e façam com que os ricos paguem o preço da crise. Defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários; condicionar a liberação de recursos públicos para empresas com dificuldades em manter o nível de emprego; ampliar o seguro desemprego; ratificar e aplicar a Convenção 158 da OIT e proibir as demissões em massa.

    5. Denunciar a criminalização das mulheres em sua luta pela autonomia e pelo direito a decidir sobre seus corpos e suas vidas na luta pela legalização do aborto.

    6. Por entender que o acesso à saúde pública de qualidade é um direito de todas/os, reivindicamos que os medicamentos e a propriedade intelectual não sejam incluídos na agenda da OMC. Desejamos que os países tenham a possibilidade de construir um modelo alternativo de patentes que sirva a seus povos, e mecanismos de transferência de tecnologia a serviço da soberania popular.

    7. O modelo capitalista atual não é capaz de oferecer terra urbana e habitação em localização segura aos trabalhadores/as; denunciamos que o financiamento do Banco Mundial (BM) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) nas cidades ataca o direito da população ao meio ambiente. Necessitamos da democratização dos espaços públicos das cidades, com políticas intersetoriais de saneamento, esporte e lazer; além da redefinição das prioridades do gasto público orientado a políticas redistributivas.

    8. É necessário o fortalecimento da educação como um bem público, social, um direito universal e um dever do Estado. Exigimos a retirada da educação dos acordos da OMC. Reafirmamos a necessidade de uma cooperação e integração tecnológica e científica baseada em valores solidários, justos e soberanos.

    9. Demandamos a democratização dos meios de comunicação da América Latina e Caribe.

    10. Adverte-se sobre o perigo que representa a IV Frota (imperial) dos Estados Unidos, que ameaça a paz na região; expressamos nosso mais categórico rechaço à presença do Comando Sul em nosso continente. Nos juntamos à exigência do povo haitiano para o imediato processo de retirada de todas as forças armadas estrangeiras. Celebramos a ratificação do Equador para a retirada definitiva da Base de Manta e sua auditoria e demandamos que não se desloque a base do Equador para o Peru. Denunciamos a crescente criminalização e judicialização do protesto social, como também a implementação das chamadas leis antiterroristas e advertimos uma nova ofensiva estadunidense para homologar nosso marco jurídico regional com a Lei Patriota norte-americana.

    11. As instituições financeiras multilaterais são as principais responsáveis pelas atuais crises econômica, climática, alimentar e energética. Os povos necessitamos de outras instituições; somente sua reforma significará apenas o aprofundamento da crise e resultará em uma nova etapa de endividamento ilegítimo para nossos países. Reclamamos aos governos da América Latina e do Caribe que se retirem dessas instituições, incluindo o Centro Internacional para a Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIADI); uma simples reforma no sistema de poder de decisão não superará sua lógica. As dívidas ilegítimas que são cobradas de nossos países já foram pagas várias vezes, e representam um mecanismo de dominação. Exigimos o reconhecimento do direito ao não pagamento e queremos o compromisso dos governos de priorizar os direitos dos povos e da natureza sobre o pagamento da dívida financeira ilegítima. Celebramos o não pagamento da dívida decidido pelo governo equatoriano, respaldado por um processo de auditoria e nos solidarizamos com a intenção de iniciar novos processos no Paraguai, na Bolívia, na Venezuela e a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da dívida no Brasil. Conclamamos os demais governos da região e do mundo a respaldar a ação soberana do governo equatoriano, a empreender iniciativas similares e a avançar na criação de novas instituições, como o Banco do Sul, que podem contribuir na construção de uma nova arquitetura financeira regional e global.

    12. Demandamos que os governos reconheçam a dívida ecológica e que destinem recursos para a necessária reparação ambiental.

    13. Fortalecer e dotar de ferramentas eficazes e equitativas os processos de integração em curso, buscando sua convergência e superando suas deficiências, especialmente no que se refere a dotá-los de uma institucionalidade operante, de garantias para a superação das assimetrias, de resolução dos conflitos por meio do diálogo e tendo como meta permanente o benefício da população.

    14. Pedimos a plena reintegração de Cuba à comunidade latino-americana e caribenha, a eliminação do bloqueio à Ilha e a liberdade para os Cinco Patriotas Cubanos presos injustamente nos cárceres dos Estados Unidos.

    15. Exigimos a liberdade e o fim da perseguição das feministas nicaraguenses presas por defender os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

    16. Exigimos o fim da criminalização dos movimentos sociais em nossa região.

    Chamamos os povos da América Latina e do Caribe à mobilização para avançar na integração regional e na preservação das conquistas realizadas e da democracia, construindo alternativas de mudança social que nos permitam a realização de uma sociedade mais justa, equitativa e soberana.

    Salvador, Bahia, Brasil

    14 de dezembro de 2008

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