A reunião do Fórum das Centrais realizada nesta segunda-feira (9), em São Paulo, marcou a retomada de uma agenda comum das seis entidades (CTB, Força, CUT, UGT, Nova Central e CGTB), em nome da unidade da classe trabalhadora. Como resultado dessa união, foi marcado um ato conjunto para o próximo dia 25 de maio, em Brasília, no qual os sindicalistas reafirmaram suas bandeiras de luta e prepararão um grande ato nacional, ainda para 2011.
Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, o ato do dia 25, a ser realizado no Congresso Nacional, representa o fortalecimento da unidade das centrais sindicais. “Precisamos retomar a Agenda que preparamos em conjunto no ano passado, por conta da Conclat. Sem essa unidade, a correlação de forças fica muito desfavorável. O desenvolvimento que queremos para o Brasil depende dessa nossa disposição de atuar conjuntamente”, afirmou.
Além de Wagner Gomes, também participaram da reunião desta segunda-feira o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, o secretário de Relações Institucionais, Joílson Cardoso, e o secretário adjunto de Relações Internacionais, João Batista Lemos.
Durante a reunião, foram definidas seis bandeiras prioritárias:
- o fim do fator previdenciário;
- a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;
- o fim das práticas antissindicais;
- a regulamentação das regras da terceirização;
- a regulamentação da Convenção 151 da OIT;
- a agilidade nos trâmites da Convenção 158 da OIT.
Atos por todos os estados
A reunião desta segunda-feira também definiu uma outra agenda de lutas para as centrais sindicais. Definiu-se que no próximo dia 3 de agosto haverá uma série de manifestações em cada um dos estados brasileiros, em defesa das bandeiras acima listadas.
“A ideia é que o ato de 24 de maio já inicie a mobilização em vários estados, para que todo esse processo ganhe força e destaque no começo de agosto”, explicou Wagner Gomes.
Portal CTB
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Especial: I Conferência Internacional da Juventude Sindicalista da Federação Sindical Mundial

Artigo: Federação Sindical Mundial aposta alto na juventude - no sítio da CTB ou no Vermelho - Paulo Vinícius
Intervenção Especial da CTB na I Conferência Internacional: Os objetivos de Luta da Juventude Sindicalista - Paulo Vinícius (em breve)
DECLARAÇÃO FINAL
1º CONFERÊNCIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE SINDICALISTA
Lima - Peru, 18 a 20 de novembro 2009
Respondendo ao chamado da Federação Sindical Mundial (FSM) e da Confederação General de Trabalhadores do Peru (CGTP), realizou-se em Lima a 1.ª Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, de 18 a 20 de Novembro de 2009, ano do 50º aniversario da Revolução Cubana. Com 32 organizações de 25 países, reunimo-nos mais de 250 sindicalistas da América, África, Europa, Oriente Médio e Ásia, e declaramos:
No começo do Século XXI o mundo segue vítima de uma ordem econômica e política injusta, excludente e espoliadora que conduz o planeta à sua própria autodestruição, ameaçado agora pelo aquecimento global que ocorre simultaneamente à maior crise da história do capitalismo.
Nesse contexto, os jovens trabalhadores somos as primeiras vítimas da desregulamentação trabalhista propiciada pela globalização imperialista. Os resultados são alarmantes: milhões de jovens desocupados, subempregados ou com trabalho em condições de semi-escravidão, sem acesso à saúde nem previdência social, persiste o trabalho infantil, os emigrantes são vítimas do desamparo e de perseguições. Em suma, toda uma geração de jovens trabalhadores em ruína material e espiritual, sem nenhum futuro promissor.
As leis e os valores ideológicos e culturais de um modo de vida que agiganta o individualismo e a violência são impostos em nossas sociedades. Não se trata apenas da injustiça de que uma minoria concentre uma proporção enorme da riqueza enquanto massas empobrecidas apenas podem sobreviver. É que o sistema hegemônico opera como uma máquina de extermínio social a que pouco importa o destino dos excluídos, muito menos seus valores e culturas, suas identidades e comunidades, submetidos ao imperativo do mercado.
Ante os transcendentais avanços tecnológicos do mundo de hoje, os jovens atuam em processos que mudaram a composição da classe trabalhadora. Os capitalistas demandam um “novo profissional”, que tenha iniciativa, consciência crítica e capacidade para melhorar o processo produtivo, que trabalhe em equipes e tenha compromisso com os resultados coletivos, domínio de idiomas, filosofia, constante capacitação etc. Mas apenas para servir melhor o mercado e não para contribuir com a mudança econômica, social e política que requerem nossos países.
Como aceitar tais exigências que significam apenas o aprofundamento da
alienação quando o sistema - que só atua em função dos interesses do capital – ao mesmo tempo em que exige mais de nós, destrói nossos sonhos de juventude, discrimina-nos e nos separa por nossa condição de migrantes, por nosso modo de vestir, falar e até por nossa opção sexual? É justo que acatemos tais exigências quando somos submetidos a humilhantes e injustas discriminações entre ricos e pobres, entre distintos grupos étnicos, entre homens e mulheres, entre zonas rurais e urbanas e até entre regiões relativamente prósperas e atrasadas dentro de uma mesma nação?
Expressamos nossa convicção de que a evolução da ciência e do conhecimento tecnológico devem estar ao nosso serviço assim como o exige a Federação Sindical Mundial (FSM). Essa histórica Federação que nunca se aliou às empresas transnacionais ou aos governos que encobrem políticas predatórias, que jamais se curvou aos reveses da história, e que apesar das dificuldades, manteve-se firme na luta, legando à nossa geração a autêntica solidariedade operária.
A FSM tem se fortalecido desde seu 15º Congresso Sindical Mundial, celebrado em 2005 em Havana, como foi demonstrado por este exitoso encontro. Conscientes da preparação do 16º Congresso, aspiramos a que ele seja um espaço fundamental para debater as conclusões dessa I Conferência. Acreditamos que impulsionará o movimento sindical juvenil, analisará e proporá políticas específicas para a juventude trabalhadora, contribuirá para atualizar nossas lutas e aumentará nossa integração ao movimento sindical, além de conscientizar a juventude das justas posições da FSM.
O apoio decidido dado à nossa Conferencia pela FSM tornará possível em seu 16º Congresso intensificar nossa ação, e que mais jovens trabalhadores compreendam o desenvolvimento social em termos classistas, relacionando nossos problemas individuais à luta coletiva e unitária.
Globalizemos a luta, globalizemos a esperança!
A América Latina, aonde se realiza esta I Conferência, vive uma mudança de época, com avanços democráticos e vitórias das forças progressistas que há que defender e aprofundar. A resposta dos retrógrados, incrustados no governo imperial estadunidense, com o apoio de seus aliados, é impedir a autodeterminação dos povos, inclusive pela força, mostrando que não mudam. Seu regime fracassado não tem mais nada a oferecer, só lhes restando a dominação, a coação, a opressão, a ameaça, a agressão, a imposição da guerra.
Em Honduras se luta heroicamente contra este modelo do império. A resistência desse povo é uma inspiração. Sim, é possível defender nossos direitos e soberania ante as hipócritas e traiçoeiras manobras do governo estadunidense e dos oligarcas para burlar a vontade popular e o desejo da comunidade internacional. Uma vez mais, como disse Che Guevara, dizemos : “no imperialismo não se pode confiar nem um tantinho assim”. Exigimos a imediata e incondicional restituição do governo legítimo de Manuel Zelaya !
Estão desmascaradas as tentativas de dar ao imperialismo estadunidense um rosto humano. Os fatos reafirmam a mesma agressividade e o caráter guerreirista e antipopular que tem caracterizado o governo estadunidense e seus aliados, inclusive com volta de privatizações, como no caso da eletricidade e energia da Cidade do México. As bases militares dos EUA na Colômbia e a volta da Quarta Frota - tão próximas da Venezuela - constituem, como disse o companheiro Fidel, “um punhal cravado no coração de Nossa América”. Por isso os trabalhadores e nossos povos ampliamos a resistência.
No Peru também se dão importantes batalhas em defensa dos direitos dos trabalhadores e contra a política de fome, entreguista e autoritária do governo de Alan García. A CGTP, histórica central fundada por José Carlos Mariátegui, que nos acolheu tão hospitaleiramente, tem sustentado com firmeza e maturidade, com organização e convicção, a batalha por reverter as políticas e leis antipopulares dos governos neoliberais. A 1º Conferência expressa sua solidariedade com os trabalhadores da agroindústria, portuários, de tecidos e confecções, mineiros, maestros e da construção civil etc., que lutam por seus justos direitos reivindicações.
A guerra, promovida com arrogância imperial, atinge com seu terrível impacto ao Iraque e Afeganistão. Pressiona-se o Paquistão, o Irã e o Sudão, persistem as provocações na península coreana, enquanto se protege Israel nos seus crimes contra o sofrido povo palestino, ao mesmo tempo em que se criminaliza sua legítima luta por um estado independente e soberano.
O imperialismo da União Européia e as decisões da Estratégia de Lisboa, Bolkenstein etc. reforçam os monopólios e as multinacionais contra os direitos dos trabalhadores e atua através da OTAN nas guerras contra os povos. Tentam criar antagonismos entre os trabalhadores, promovendo a discriminação contra os imigrantes, a xenofobia e o racismo. E ainda persiste a ocupação e a divisão de Chipre pelo imperialismo.
Ademais, seria razão de riso se não fosse pelo dramático da situação, que haja quem celebre os vinte anos da queda do Muro de Berlim, como se isso tivesse aberto una época mais feliz para a humanidade, enquanto se calam ante os muros de hoje na Palestina, no México, os muros da exploração do homem pelo homem.
Na Ásia, o povo nepalês luta pelo êxito do processo de paz e pelo estabelecimento de uma constituição que garanta o poder popular e a melhora da vida do povo.
A JUVENTUDE É O FUTURO DO SINDICALISMO DE LUTA COM PRINCÍPIOS DE CLASSE
Os participantes da I Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora
consideramos que a atual ordem econômica e política nega os mais elevados valores concebidos ao longo da historia e submetem a juventude a uma alienação brutal. Eles querem uma humanidade indiferente, uniforme, sem aspirar a um futuro melhor.
Nós, jovens trabalhadores, resistimos a tais pretensões e lhes opomos nossas convicções e princípios que historicamente animaram as lutas dos trabalhadores. Levantaremos mais alto que nunca nossas idéias de quem busca uma sociedade superior, de justiça para o povo.
Por isso, lutamos:
- Pela Paz, pois a humanidade é una. À hipocrisia da globalização da barbárie e à rapina capitalista oporemos a globalização da solidariedade. Não à guerra e ao imperialismo!
- Pelo nosso planeta, enfrentaremos a contaminação gerada pelas empresas transnacionais que em sua busca cega de lucro nos conduzem à autodestruição.
- Pelo direito ao emprego e pela redução da jornada de trabalho sem diminuição de salário. Pelo fim da precarização do emprego e dos contratos. Ninguém é ilegal.
- Pelo direito da juventude à educação e ao trabalho com direitos e pelo direito à saúde.
- Pela autonomia sindical que não é neutralidade, mas a afirmação dos interesses da classe. Pela liberdade de organização sindical com características juvenis. Pelo impulso à filiação sindical e a renovação geracional do nosso movimento.
A juventude trabalhadora diz como nos ensinou Mariátegui: “o proletariado não ingressa na história politicamente senão como classe social, no instante em que descobre sua missão de edificar uma ordem social superior”.
A JUVENTUDE ACREDITA NO FUTURO. OUTRO MUNDO, SOCIALISTA, É POSSÍVEL! CONQUISTÁ-LO, CONSTRUÍ-LO, PRESERVÁ-LO, É A BATALHA HISTÓRICA ANTE OS JOVENS TRABALHADORES!
Lima, Peru, 20 de novembro de 2009.
Assinam:
Argentina - Sindicato Judicial de la Província de Salta - Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)
Argentina - Asociación de Empleados Judiciales de Buenos Aires - Central de Trabajadores de la Argentina (CTA)
Bolivia - Confederación Sindical de Trabajadores en Construcción de Bolivia (CSTCB)
Brasil - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - (CTB)
Brasil - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
Brasil - Nova Central Sindical dos Trabalhadores - Minas Gerais
Brasil - Federação Democrática Internacional das Mulheres (FDIM)
Chipre - Pancyprian Federation of Labour (PEO)
Colombia - Sindicato de Trabajadores de la Empresa de Teléfonos de Bogotá (SINTRATELEFONOS)
Congo - C.T.P SYNDICAT
Cuba - Central de Trabajadores de Cuba (CTC)
Cuba – Federación Sindical Mundial - Región América
Equador - Federación Provincial de Trabajadores de Tungurahua (FPTT-CTE)
Egito - Egypetian Trade Union Federation (ETUF)
França - Fédération Nationale des Industries Chimiques de la Confédération Générale du Travail (FNIC-CGT)
França - Unión Internacional de Sindicatos de Trabajadores de la Agricultura, Alimentaciòn, Comercio, Textil e
Industrias Aliadas (UISTAACT)
Grécia - All Workers Militant Front (PAME)
Honduras - Federación Unitaria de Trabajadores de Honduras (FUTH)
Hungria - World Federation of Democratic Youth (WFDY)
Índia - Centre of Indian Trade Unions (CITU)
Marrocos - l’Organisation Démocratique du Travail (ODT)
México - Sindicato Único de Empleados de la Universidad Michoacana (SUEUM)
México - Frente de Trabajadores de la Energía (FTE)
Nepal - All Nepal Federation of Trade Unions (ANTUF)
Nicaragua - Movimiento Cumbre por la Paz
Nigeria - National Union of Air Transport Employees (NUATE)
Panamá - Central Nacional de Trabajadores de Panamá (CNTP)
Peru - Confederación General de Trabajadores del Perú (CGTP)
Portugal - Confederación General de Trabajadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN)
África do Sul - Chemical, Energy, Paper, Printing, Wood and Allied Workers' Union (CEPPWAWU)
Sudão - Sudan Workers Trade Unions Federation (SWTUF)
USA - Latinos Unidos / United de Michigan (LUUM)
COMPOSIÇÃO DA COORDENAÇÃO INTERNACIONAL DA JUVENTUDE
SINDICALISTA DA FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL – 2009/2010
AMÉRICA
Peru - CONFEDERACIÓN GENERAL DE TRABAJADORES DEL PERÚ (CGTP)
JUAN GUSTAVO MINAYA GOÑY (Coordenação Geral)
Brasil - CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL - (CTB)
PAULO VINICIUS SANTOS DA SILVA
Honduras - FEDERACIÓN UNITARIA DE TRABAJADORES DE HONDURAS (FUTH)
WALTER MANRIQUE JUÁREZ HERNÁNDEZ
FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL - FRENTE DE JUVENTUDE FSM
Grécia - VASILIKI MOUKANOU
EUROPA
Cyprus - PANCYPRIAN FEDERATION OF LABOUR (PEO)
ANREAS KOUNNIS
Grécia - ALL WORKERS MILITANT FRONT (PAME)
THEODORAKIS NIKOLAOS
ÁSIA
Índia - CENTRE OF INDIAN TRADE UNIONS (CITU)
PROMIT KUMAR SARKAR
Nepal - ALL NEPAL FEDERATION OF TRADE UNIONS (ANTUF)
SHALIK RAM JAMKATTEL - BABURAM GAUTAM
Paquistão - ALL PAKISTAN FEDERATION OF UNITED TRADE UNIONS (APFUTU)
ULLAH AZAM SYED ZIA
ÁFRICA
Nigéria - NATIONAL UNION OF AIR TRANSPORT EMPLOYEES (NUATE)
ABDULL KAREEM MOTAJO
África do Sul - CHEMICAL, ENERGY, PAPER, PRINTING, WOOD AND ALLIED WORKERS' UNION (CEPPWAWU)
SKHUMBUZO PHAKATHI
ORIENTE MÉDIO
Egito - EGYPTIAN TRADE UNION FEDERATION (ETUF)
MOHAMED ABD RABOF - KAMEL KHEDR
Marrocos - ORGANISATION DÉMOCRATIQUE DU TRAVAIL (ODT)
MOHAMMED ENNAHILI
Sudão - SUDAN WORKERS TRADE UNIONS FEDERATION (SWTUF)
MOHAMED OSMAN ABBAS
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Encontro de Jovens da CTB: a juventude se posiciona no novo cenário do sindicalismo brasileiro
Paulo Vinícius
A CTB não é um ou mais prédios, carros de som, jornais, esta ou aquela categoria em si mesmas; mais que isto, é uma grande mudança que ainda não mensuramos totalmente. reafirmei esta convicção neste final de semana, ao participar do I Encontro de Jovens Trabalhadores da CTB, realizado nos dias 23 e 24 de maio em Atibaia, São Paulo.
Graças ao esforço do coletivo de juventude, ao apoio da direção e dos funcionários da CTB e aos 16 estados que enviaram representantes, o encontro superou as expectativas. Mais de 130 jovens, metalúrgicos, marceneiros, operadores de telemarketing, trabalhadores rurais,
comerciários, bancários, funcionários dos Correios, servidores públicos e estagiários estiveram reunidos para refletir e se unir tendo uma mesma aspiração: despertar a juventude para o sindicalismo classista.
Aqueles jovens compreenderam na dura labuta que é indispensável lutar contra a exploração capitalista, e reuniram-se por que sabem ser necessário fazê-lo com a ousadia e a criatividade da juventude. Dispuseram-se a formar uma mesma corrente, chegar a todos os estados
do Brasil, fazendo com que em cada categoria se levante uma voz que chame os outros jovens trabalhadores a tomar seu lugar no movimento e mudar o seu enredo. A juventude se posiciona no novo cenário do sindicalismo brasileiro e o seu potencial revolucionário encontra um
canal privilegiado entre os classistas.
Não era à toa o sorriso nos rostos de alguns de militantes antigos das lutas dos trabalhadores presentes ao encontro. Era visível o seu alento ao perceber que jovens que militavam na CSC e na SSB na UJS, na JSB, no movimento estudantil, independentes, no campo e na cidade se
reuniam assumindo seu posto de combate, dispostos a contribuir com a mudança da prática e da correlação de forças do movimento sindical. O poder dos que produzem a riqueza aliado à garra, irreverência e criatividade da nova geração podem abrir os olhos de milhões de jovens
que são explorados especialmente por sua condição juvenil.
Os jovens querem um futuro melhor. E percebem, em especial agora, quando a máscara neoliberal caiu, o cinismo decadente de um sistema econômico cuja continuidade representa claramente um risco ao futuro. Não acreditamos nas mentiras do capitalismo de que o egoísmo de cada um é a razão da felicidade de todos. A esta mentira, contrapomos a luta por uma mudança verdadeira e profunda, política e econômica, que nos assegure um lugar digno na vida. E, determinados a impedir qualquer retrocesso, queremos apressar as mudanças, aprofundar as
mudanças e abrir caminho ao socialismo. Esta mensagem adquire nova dimensão após se esboroarem vários mitos caros ao sistema, como a teleológica eficiência das forças de mercado e sua mão invisível na alocação de recursos – de fato, o que vimos foi a mão bem visível do
Estado, inclusive no Brasil.
Atentos, concluíram que o sistema penaliza em especial os jovens. São cerca de metade dos desempregados, os primeiros demitidos da crise, expostos à precarização e a condições e salários piores. No campo, sem políticas públicas, crédito e investimentos, espremidos pelo
latifúndio, seguem o cortejo de seus, de nossos, pais e avós, tangidos para as cidades. Vítimas de falsos estágios, penalizados por jornada de trabalho incompatível com o exponencial crescimento da produtividade do trabalho, vêem-se impedidos de prosseguir os estudos,
de viver sua juventude. Submetidos ao assédio moral e também vítimas do assédio sexual, rebelam-se e exigem seu lugar de direito como o futuro do proletariado. Preocupados com o meio ambiente vêem a voracidade irracional do capital que devora vidas, sonhos e a natureza
ameaçando a vida na Terra.
Com tudo isto, sabem que carecem de organização para florescer na luta e desenvolver seu poder mobilizador. E, lado a lado com os atuais dirigentes classistas percebem que podem fazer muito para responder à exploração capitalista e afirmar a alternativa socialista. Batista
Lemos entendeu bem e deu a pista, afirmando que a juventude na CTB não pode ser apenas sindicato, mas deve ser também movimento. E Pascoal Carneiro não hesitou ao afirmar a necessidade imperiosa de a juventude ocupar seu lugar no movimento sindical como condição de sua atualização e futuro.
Já retornamos aos estados com as alegrias e reflexões destes dois dias inesquecíveis. Armados com este mesmo ímpeto, temos agora o desafio de mobilizar a juventude para ocupar seu lugar no 2º Congresso Nacional da CTB, em setembro. O coletivo de jovens eleito definiu uma agenda de organização dos coletivos de jovens trabalhadores em todos os Estados, para compartilhar as reflexões, mobilizar para os cursos de formação da CTB que ocorrem em todo o país e preparar uma grande participação juvenil no congresso. São os primeiros passos, e decerto haverá
dificuldades, mas são decisivos para construir no presente a hegemonia do futuro, fazer da CTB uma central onde a juventude faça a diferença. Beneficiando-se dos egressos do movimento estudantil, unidos aos jovens sindicalistas, campo e cidade, com uma mesma garra classista e
com o rumo socialista, fazer da CTB a central mais juvenil do Brasil.
Graças ao esforço do coletivo de juventude, ao apoio da direção e dos funcionários da CTB e aos 16 estados que enviaram representantes, o encontro superou as expectativas. Mais de 130 jovens, metalúrgicos, marceneiros, operadores de telemarketing, trabalhadores rurais,
comerciários, bancários, funcionários dos Correios, servidores públicos e estagiários estiveram reunidos para refletir e se unir tendo uma mesma aspiração: despertar a juventude para o sindicalismo classista.
Aqueles jovens compreenderam na dura labuta que é indispensável lutar contra a exploração capitalista, e reuniram-se por que sabem ser necessário fazê-lo com a ousadia e a criatividade da juventude. Dispuseram-se a formar uma mesma corrente, chegar a todos os estados
do Brasil, fazendo com que em cada categoria se levante uma voz que chame os outros jovens trabalhadores a tomar seu lugar no movimento e mudar o seu enredo. A juventude se posiciona no novo cenário do sindicalismo brasileiro e o seu potencial revolucionário encontra um
canal privilegiado entre os classistas.
Não era à toa o sorriso nos rostos de alguns de militantes antigos das lutas dos trabalhadores presentes ao encontro. Era visível o seu alento ao perceber que jovens que militavam na CSC e na SSB na UJS, na JSB, no movimento estudantil, independentes, no campo e na cidade se
reuniam assumindo seu posto de combate, dispostos a contribuir com a mudança da prática e da correlação de forças do movimento sindical. O poder dos que produzem a riqueza aliado à garra, irreverência e criatividade da nova geração podem abrir os olhos de milhões de jovens
que são explorados especialmente por sua condição juvenil.
Os jovens querem um futuro melhor. E percebem, em especial agora, quando a máscara neoliberal caiu, o cinismo decadente de um sistema econômico cuja continuidade representa claramente um risco ao futuro. Não acreditamos nas mentiras do capitalismo de que o egoísmo de cada um é a razão da felicidade de todos. A esta mentira, contrapomos a luta por uma mudança verdadeira e profunda, política e econômica, que nos assegure um lugar digno na vida. E, determinados a impedir qualquer retrocesso, queremos apressar as mudanças, aprofundar as
mudanças e abrir caminho ao socialismo. Esta mensagem adquire nova dimensão após se esboroarem vários mitos caros ao sistema, como a teleológica eficiência das forças de mercado e sua mão invisível na alocação de recursos – de fato, o que vimos foi a mão bem visível do
Estado, inclusive no Brasil.
Atentos, concluíram que o sistema penaliza em especial os jovens. São cerca de metade dos desempregados, os primeiros demitidos da crise, expostos à precarização e a condições e salários piores. No campo, sem políticas públicas, crédito e investimentos, espremidos pelo
latifúndio, seguem o cortejo de seus, de nossos, pais e avós, tangidos para as cidades. Vítimas de falsos estágios, penalizados por jornada de trabalho incompatível com o exponencial crescimento da produtividade do trabalho, vêem-se impedidos de prosseguir os estudos,
de viver sua juventude. Submetidos ao assédio moral e também vítimas do assédio sexual, rebelam-se e exigem seu lugar de direito como o futuro do proletariado. Preocupados com o meio ambiente vêem a voracidade irracional do capital que devora vidas, sonhos e a natureza
ameaçando a vida na Terra.
Com tudo isto, sabem que carecem de organização para florescer na luta e desenvolver seu poder mobilizador. E, lado a lado com os atuais dirigentes classistas percebem que podem fazer muito para responder à exploração capitalista e afirmar a alternativa socialista. Batista
Lemos entendeu bem e deu a pista, afirmando que a juventude na CTB não pode ser apenas sindicato, mas deve ser também movimento. E Pascoal Carneiro não hesitou ao afirmar a necessidade imperiosa de a juventude ocupar seu lugar no movimento sindical como condição de sua atualização e futuro.
Já retornamos aos estados com as alegrias e reflexões destes dois dias inesquecíveis. Armados com este mesmo ímpeto, temos agora o desafio de mobilizar a juventude para ocupar seu lugar no 2º Congresso Nacional da CTB, em setembro. O coletivo de jovens eleito definiu uma agenda de organização dos coletivos de jovens trabalhadores em todos os Estados, para compartilhar as reflexões, mobilizar para os cursos de formação da CTB que ocorrem em todo o país e preparar uma grande participação juvenil no congresso. São os primeiros passos, e decerto haverá
dificuldades, mas são decisivos para construir no presente a hegemonia do futuro, fazer da CTB uma central onde a juventude faça a diferença. Beneficiando-se dos egressos do movimento estudantil, unidos aos jovens sindicalistas, campo e cidade, com uma mesma garra classista e
com o rumo socialista, fazer da CTB a central mais juvenil do Brasil.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
1º Encontro da Juventude Trabalhadora da CTB
| 25/05/2009 www.ctb.org.br | |
| Aconteceu no último final de semana (23 e 24), em Atibaia - SP, o 1º Encontro Nacional da Juventude Trabalhadora da CTB. Com a participação de mais de 130 jovens trabalhadores de diversas categorias do campo e cidade em 16 Estados, o desafio do encontro é debater e definir iniciativas que orientarão as lutas da juventude trabalhadora representada pela Central na cidade e no campo. A mesa de abertura coordenada pela secretária de Jovens da CTB, Ana Rita Miranda, contou com a presença de Nivaldo Santana, vice presidente da CTB, Danilo Moreira, membro do Conselho Nacional da Juventude Socialista (Conjuve), Marcelo Gavião, presidente da União da Juventude Socialista (UJS) e Igor Menezes – Juventude Socialista Brasileira (JSB). Unir para avançar Ao saudar os presentes, Nivaldo Santana, reforçou o caráter classista da CTB, que aposta num processo de renovação e fortalecimento do movimento sindical através da mobilização da juventude. “Nós temos que renovar o sindicalismo, os de “cabelos brancos” têm muito a ensinar para essa juventude, que tem que ocupar seu lugar nos sindicatos. Temos que unir as forças, afinar os pensamentos”, explicou. Para Nivaldo, essa união entre experientes e jovens sindicalistas é necessária e urgente para tentar mudar a realidade enfrentada pelo jovem. “Os dados mostram uma realidade cruel existente, onde milhares de trabalhadores foram demitidos, afetando em sua maioria os jovens com menos de um ano de registro em carteira. Trabalhadores estes que, além da pouca experiência, se submetem a baixos salários e condições precárias de trabalho”, afirmou vice presidente. Para Danilo Moreira, membro do Conjuve, é necessário pensar na geração de metas a serem cumpridas pelo governo, fomentando o investimento na juventude. “Nesse momento além da luta, precisamos assegurar a autonomia do movimento. Estamos prestes a encerrar um ciclo político de nosso país, temos que pensar nesse ambiente e de como transformamos isso em possibilidade de mudança. E temos duas possibilidades: uma é a PEC da juventude, a aprovação de uma emenda à constituição que inclua a juventude. E a segunda é um plano nacional da juventude, criando metas a serem cumpridas pelo governo, para que o estado continue investindo em políticas da juventude” concluiu. Mobilizar a juventude e continuar avançando para fazer a mudança que o Brasil precisa é o pensamento de Marcelo Gavião, presidente da UJS. Segundo Gavião, a CTB nasceu para unificar a lutados trabalhadores. “Tudo, na vida do trabalhador, sempre foi fruto de muita luta e muita mobilização. O desafio da CTB é fazer uma central jovem na sua capacidade de ação, pois é preciso repensar a forma, ser mais ousada que as demais”, frisou o militante. Realidade do jovem Com debates de altíssimo nível, o encontro contou com diversas mesas que trouxeram a discussão sobre os problemas vividos pelo jovem, esteja ele no mercado de trabalho ou não, e quais as possíveis medidas que a se tomar para mudar esse cenário. Outro ponto da pauta foi a Lei do estágio tema de uma mesa coordenada por Vitor Espinoza, que explicou o funcionamento da nova lei defendida no congresso pela jovem deputada Manuela D’Avila (PCdoB - RS) e sua aplicação. Foram debatidas também a situação da juventude rural e a unificação de uma agenda de lutas que não trate apenas das especificidades de um determinado segmento ou categoria, mas sim de toda a juventude. Para Batista Lemos, secretário adjunto de relações internacionais da CTB, a secretaria de jovens além de ser uma instituição, deve ser um movimento de massa, deve ir onde o jovem está. “Eles não se encontram apena no ambiente de trabalho, mas também nos bairros. Não devemos ficar presos ao sindicalizados, temos que chamar essa juventude, inclusive os desempregados, para participar e organizar nos bairros. Viva esse encontro, viva a juventude da CTB!”, finalizou Lemos. Com a palavra de ordem: “Vai avançar e vai crescer a juventude da CTB”, o encontro foi encerrado no domingo (24), com a aprovação do documento oriundo dos debates que será levado para o II Congresso Nacional da CTB e a formação de um coletivo de jovens trabalhadores, que terá a missão de unificar as forças dos trabalhadores rurais e urbanos, assim como ajudar a secretaria a direcionar as ações, mobilizando os jovens nos Estados. Confira a composição do Coletivo de Jovens trabalhadores eleito: VICTOR ESPINOZA – Comerciários /RS ADROALDO NEGREIROS– Correios/SP VANESSA – Bancários/BA MARIA DOS REIS – Fetag/MG ALEX BOCCIA (ABILIO) – Sintratel/SP PAULO VINICIUSSANTOS DA SILVA – Bancários/DF THIAGO SANTANA – Sinttel/MG IGOR MENEZES – CTB/RJ |
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