segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Patético: Imprensa brasileira foi à França reclamar de premiação a Lula - Portal Vermelho
Não pode passar batido um dos momentos mais patéticos do jornalismo brasileiro. Acredite quem quiser, mas órgãos de imprensa brasileiros como o jornal O Globo mandaram repórteres à França para reclamar com Richard Descoings, diretor do instituto francês Sciences Po, por escolher o ex-presidente Lula para receber o primeiro título Honoris Causa que a instituição concedeu a um latino-americano.
A informação é do jornal argentino Pagina/12 e do próprio Globo, que, através da repórter Deborah Berlinck, chegou a fazer a Descoings a seguinte pergunta: “Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?”.
Leia também:
Lula recebe título honoris causa de universidade francesa
No relato da própria repórter de O Globo que fez essa pergunta constrangedora havia a insinuação de que o prêmio estaria sendo concedido a Lula porque o grupo de países chamados Bric’s (Brasil, Rússia, Índia e China) estuda ajudar a Europa financeiramente, no âmbito da crise econômica em que está mergulhada a região.
A jornalista de O Globo não informa de onde tirou a informação. Apenas a colocou no texto. Não informou se “agrados” parecidos estariam sendo feitos aos outros Bric’s. Apenas achou e colocou na matéria que se pretende reportagem e não um texto opinativo. Só esqueceu que o Brasil estar em condição de ajudar a Europa exemplifica perfeitamente a obra de Lula.
Segundo o relato do jornalista argentino do Pagina/12, Martín Granovsky, não ficou por aí. Perguntas ainda piores seriam feitas.
Os jornalistas brasileiros perguntaram como o eminente Sciences Po, “por onde passou a nata da elite francesa, como os ex-presidentes Jacques Chirac e François Mitterrand”, pôde oferecer tal honraria a um político que “tolerou a corrupção” e que chamou Muamar Khadafi de “irmão”, e quiseram saber se a concessão do prêmio se inseria na política da instituição francesa de conceder oportunidades a pessoas carentes.
Descoings se limitou a dizer que o presidente Lula mudou seu país e sua imagem no mundo. Que o Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula. E que por ele não ter estudo superior sua trajetória pareceu totalmente “em linha” com a visão do Sciences Po de que o mérito pessoal não deve vir de um diploma universitário.
O diretor do Science Po ainda disse que a tal “tolerância com corrupção” não passa de opinião, que o julgamento de Lula terá que ser feito pela história levando em conta a dimensão de sua obra, da qual destacou eletrificação de favelas e demais políticas sociais, e perguntou se foi Lula quem armou Khadafi. E concluiu para a missão difamadora da “imprensa” tupiniquim: “A elite brasileira está furiosa”.
Fonte: Blog da Cidadania
Ali Primera vive - vídeos sobre o cantautor da Revolução Bolivariana - Aprenda no violão
El Sombrero Azul
Comandante Amigo
Ditadura: Comissão vira fio de esperança para famílias cearenses
Tânia Gurjão (e) relembra angústia da família em busca de informações do irmão desaparecido na ditadura (IGOR DE MELO)
Do O Povo
Os dados são inconclusos, mas estima-se que passe de mil o número de pessoas atingidas pela ditadura militar no Ceará. Os números ocultam histórias de famílias que, até hoje, aguardam notícias sobre o paradeiro de parentes
Pela versão de revistas e jornais, o cearense Teodoro de Castro foi capturado em 1973, na Guerrilha do Araguaia, um dos principais movimentos da oposição ao regime militar no País. Faminto, doente de malária, teria sido levado de helicóptero até uma fazenda, onde, afastado da casa grande, foi posto de joelhos e morto com um tiro na parte da frente do corpo.
Teriam cogitado disparar a bala na nunca, mas desistiram, possivelmente para afastar a hipótese de extermínio. Da história, não se sabe o que é ficção ou realidade. Entretanto, trata-se da explicação que, hoje, 28 anos após o suposto episódio, a família encontrou para amenizar a angústia sobre o paradeiro de “Téo”, desaparecido desde então.
A Guerrilha do Araguaia foi ambientada na região da tríplice divisa entre Pará, Maranhão e Tocantins, para onde parentes do cearense têm viajado, com certa frequência, em busca de informações. “A gente sabe o que a população conta. De concreto, nada. Só se abrissem os arquivos da ditadura”, diz uma das irmãs do ex-combatente, Eliana Castro.
Daí a expectativa pela Comissão da Verdade – cujo modelo que está para ser aprovado é avaliado com algumas restrições por Eliana. “Mas, se passa, a gente aceita”, conforma-se. Os restos mortais de Téo, ex-aluno de Farmácia da Universidade Federal do Ceará, nunca foram encontrados.
É pela escassez de dados oficiais que o Araguaia se torna um ponto de interrogação na história. Apenas dois de seus mortos foram localizados e identificados: Maria Lúcia Petit e Bérgson Gurjão Farias. Esse último, também ex-aluno da UFC – cursava Química – teve a ossada devolvida à família apenas em outubro de 2009. Porém, as dúvidas não se evadiram com o fim das buscas. “A mamãe era uma que dizia: e se não for ele? Se não for, mãe, fica sendo”, relata uma das irmãs de Bérgson, Tânia Gurjão farias, ao lembrar a angústia da mãe falecida apenas quatro meses após o recebimento dos restos mortais do filho.
Mais casos
Assim como Tânia e Eliana, milhares de parentes de desaparecidos desde a época do regime militar aguardam o início dos trabalhos da Comissão da Verdade. Os números são inconclusos, mas, de acordo com o ex-presidente da Associação 64/68, Mário Albuquerque, passa de mil o número de pessoas no Ceará atingidas pela ditadura. “Às vezes fala-se no Estado como se aqui não tivesse havido perseguição política. Sei de mais de 300 pedidos de anistia e indenização. Não é um número pequeno e, com as investigações, novos casos devem vir à tona”, prevê a socióloga e professora da UFC Danyelle Nilin. No Chile, por exemplo, a Comissão da Verdade fez duplicar o número oficial de vítimas do regime do general Augusto Pinochet. (Hébely Rebouças -hebely@opovo.com.br)
Trabalhadores e estudantes preparam grande marcha em NY - Portal Vermelho
Sindicatos do setor siderúrgico, de professores, de transportes e serviços manifestam apoio ao movimento Ocupa Wall Street. Trabalhadores e estudantes preparam uma grande marcha em Nova York, para a próxima quarta-feira. O movimento assume caráter nacional e já estaria em 100 cidades dos Estados Unidos.
O sindicato nacional dos trabalhadores do setor siderúrgico (USW), com 1,2 milhões de filiados, anunciou sábado (1°) sua solidariedade ao movimento Ocupa Wall Street, na mais recente expressão do crescente apoio de organizações e personalidades nacionais a este movimento.
No mesmo dia, centenas de manifestantes foram detidos em uma marcha na maior repressão massiva dos 15 dias de manifestações no centro financeiro desta cidade contra a cobiça dos empresários do setor. Por outro lado, elevando o perfil nacional deste ainda incipiente movimento, ocorreu uma ação Ocupa Wall Street no centro de Los Angeles com centenas de pessoas pedindo justiça econômica e denunciando a cobiça dos banqueiros.
Na tarde de sábado, 700 manifestantes foram detidos, segundo números da polícia, na ponte Brooklyn, quando cerca de 1.500 pessoas faziam uma marcha desde a chamada Praça Liberdade, onde está localizada a sede do movimento há duas semanas, a apenas duas quadras de Wall Street.
Os manifestantes acusaram a polícia de montar uma armadilha para eles ao permitir que ingressassem na ponte para só depois encurralá-los e começar a detê-los. Entre os detidos, estaria inclusive uma criança. A polícia negou que tenha preparado uma armadilha e assegurou que só deteve quem não obedeceu as ordens de não invadir a passagem para os automóveis.
Caminhões preparados
No entanto, algumas horas antes a polícia já havia despachado para a região uns 20 caminhões para o transporte de presos. Foi um movimento planejado contra os manifestantes, disse o New York Times, que também informou que uma de suas jornalistas freelancer enviou uma mensagem dizendo que estava sendo presa na ponte. Tudo isso seguramente terá um efeito adverso para as autoridades, já que a prisão de 80 manifestantes há apenas uma semana ajudou a elevar o caráter nacional do protesto e provocou maior apoio, além de denúncias formais contra a polícia.
Por outro lado, Leo Gerard, presidente internacional de maior sindicato industrial de trabalhadores da América do Norte, o United Steelworkers (USW), declarou apoio e solidariedade de seu sindicato ao movimento Ocupa Wall Street. “Os homens e mulheres valentes, muitos deles jovens sem emprego, que vêm se manifestando por quase duas semanas em Nova York estão falando por muitos em nosso mundo. Estamos fartos da cobiça empresarial, da corrupção e da arrogância que tem provocado dor para muita gente por demasiado tempo”.
Gerard acrescentou que seu sindicato está enfrentando os mesmos capitães das finanças. “Conhecemos diretamente a devastação causada por uma economia global onde os trabalhadores, suas famílias, o meio ambiente e nosso futuro são sacrificados para que uns poucos privilegiados possam ganhar mais dinheiro sobre o trabalho de todos, menos o deles”.
Ao mesmo tempo, outros sindicatos de Nova York, como o dos professores (UFT), dos trabalhadores do setor de serviços (SEIU), Workers United, e o de transporte (TWU) anunciaram que participarão de uma marcha em solidariedade ao movimento Ocupa Wall Street na próxima quarta-feira.
O presidente da seção sindical de Nova York do TWU, John Samuelson, explicou em um programa de televisão que apoiam os manifestantes porque “estão cantando a mesma canção e travando a mesma batalha que nosso sindicato tem lutado ao longo dos últimos 18 meses”.
Por sua vez, Richard Trumka, presidente da central operária nacional AFL-CIO, pela primeira vez também expressou sua simpatia pelos jovens do Ocupa Wall Street, ainda que não possa, por si mesmo, manifestar apoio público sem prévio acordo com os filiados nacionais da central. Ele disse a John Nichols, do The Nation, que “Wall Street está fora de controle” e que “chamar a atenção para isso e protestar pacificamente é uma forma muito legítima de ação”.
E acrescentou: “creio que estar nas ruas e chamar a atenção sobre esses assuntos é, às vezes, o único recurso que se tem. Deus sabe, alguém pode ir ao Congresso e falar com muita gente, sem que nada jamais ocorra”.
Personalidades nacionalmente reconhecidas como Michael Moore, Noam Chomsky, a atriz Susan Sarandon, o humorista Stephen Colbert e o filósofo Cornel West, elevaram o perfil do protesto com suas visitas e/ou expressões de apoio nos últimos dias.
Do outro lado do país, centenas de pessoas marcharam sábado em uma ação chamada “Ocupa los Angeles”, em sintonia com o movimento Ocupa Wall Street, informou o jornal Los Angeles Times. Os manifestantes chegaram ao centro da cidade com faixas e cartazes denunciando a corrupção do sistema político e a avareza empresarial, ecos do acampamento montado perto de Wall Street.
Os ativistas informaram que ações semelhantes estão ocorrendo em Boston, Chicago, Austin e que em dezenas de cidades estão sendo planejadas outras manifestações. Segundo o último levantamento, já há mais de 100 cidades na lista do Ocupa que, supostamente, estão desenvolvendo algum tipo de ação (ver www.occupytogether.org/).
Aparentemente, alguns começam a acreditar no que afirmava uma consiga dos acampados de Ocupa Wall Street: “O poder do povo é maior que o dos que estão no poder”.
Fonte: La Jornada
SINTECT-SP ALERTA: QUEREM DIVIDIR A NOSSA GREVE
Fazemos este alerta pois circulam na internet ataques ao Presidente e aos diretores de nosso Sindicato, acusando-os de traição por terem ido dialogar, em São Paulo, com representantes do Ministério Público do Trabalho, que estão acompanhando as negociações entre a ECT e o Comando de Greve.
Esta conversa não foi secreta, foi comunicada ao Comando de Negociações da FENTECT. Nesse diálogo, os representantes do Ministério Público do Trabalho apresentaram um documento que haviam elaborado, o qual estaria sendo apresentado à direção da ECT e ao Comando de Negociações.
Destacamos que este documento é uma proposta do Ministério Público, e não do Sindicato, a qual pode ser, inclusive, alterada - de acordo com as conversações e a força da Greve-. Essa é a posição da diretoria do SINTECT-SP.
O que lamentamos é que quando tentamos encontrar caminhos para avançar nas negociações, sendo que a nossa postura sempre foi a do diálogo e da luta consequente, haja pessoas que buscam dividir a categoria, com ataques covardes e mentirosos.
Lembramos que muitas dessas pessoas que hoje tentam dividir a categoria já dirigiram o nosso Sindicato em épocas que sofremos grandes derrotas devido à sua inconsequência. Além do que eles dirigem Sindicatos de outras categorias, que têm tido avanços muito inferiores aos que conseguimos até agora com a nossa Greve, mas mesmo assim tais integrantes saem nessas mesmas categorias dizendo que suas campanhas foram grandes vitórias, lembrando aquele ditado “façam o que digo, não façam o que eu faço”.
O que nos dá a segurança de seguir firmes em frente nessa luta é saber que nossa categoria não é boba e saberá manter a sua unidade no enfrentamento com a ECT, o Governo, sem se deixar dividir.
Nota de esclarecimento do Companheiro Diviza à categoria
“Esclareço que a proposta sobre a questão dos dias parados, encaminhada para a análise junto ao Comando de Negociações e à ECT, foi totalmente elaborada pelo Ministério Público do Trabalho, na tentativa de mediação das negociações. Ou seja, a mesma foi feita pelo Ministério Público, e não pelo SINTECT-SP, inclusive pelo fato de que o mesmo não tem poder para tal, não sendo válido juridicamente qualquer tipo de negociação nesse sentido, pois a instância maior para isso é o Comando de Greve.
Diante disso, as acusações feitas a mim e a membros da Diretoria do SINTECT-SP são levianas, e têm o objetivo de causar divisão. Conforme destaco em várias assembleias este não é o momento para tais atitudes.
Lembro ainda que não seríamos loucos, após tanta dedicação e trabalho para manter a Greve forte até hoje, irmos contrários à nossa ideologia e histórico de luta.
Ressalto ainda que Grande Passeata do dia 23/9, com mais de 10 mil ecetistas, e a nossa Passeata Unificada com os Bancários ainda mais massiva, no dia 30/9, que nunca havia ocorrido, são outras comprovações do nosso comprometimento com a luta.
Acreditando sempre no bom senso da nossa categoria, que não dará ouvidos a tais colocações errôneas e enganosas, pois já aprenderam a diferenciar quem realmente esta comprometido com a luta, termino salientando que temos não só no slogan, mas também no sangue, o lema Responsabilidade e + Conquistas, e é por isso que a categoria nos elegeu e estamos aqui.”
ELIAS CESÁRIO DE BRITO JÚNIOR (DIVIZA)
Presidente do SINTECT/SP
Reforma Política para ampliar a Democracia - Ato dia 04/10 , 141h00, Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados - Indicativo da presença de Lula
Indicativo da presença de Lula.14:00 horas – Nereu Ramos – Câmara dos Deputados
Partido Comunista da Bolívia acerta e denuncia a conspiração contra o governo de Evo Morales, confira!
El conflicto iniciado el 15 de agosto con la marcha indígena del TIPNIS, en oposición a la construcción de la carretera Villa Tunari-San Ignacio de Moxos, ha sufrido un serio agravamiento, debido a la intervención policial del día 25, mostrando un comportamiento totalmente condenable, de parte de los policías. En este sentido, siendo necesario un examen serio que refleje con objetividad los hechos y el trasfondo del problema, el Partido Comunista de Bolivia se pronuncia puntualizando lo siguiente:
1. La marcha - que tiene elementos atendibles y una plataforma de demandas incoherente - ha sido inspirada en su intransigencia y beligerancia por quienes están a la búsqueda de pretextos para generar una creciente oposición y desprestigiar al gobierno produciendo situaciones de tensión, divisiones en la base social indígena originaria campesina, enfrentamientos entre distintas organizaciones populares, y torpedear las elecciones judiciales del 16 de octubre. Su meta reiteradamente anunciada, de llegar a La Paz a como dé lugar, revela que el propósito es servir de detonante a un estado de conmoción social.
2. Los acontecimientos del sábado 23, que derivaron en la toma de rehenes de dos dignatarios de Estado, desenmascaró la verdadera intencionalidad de dirigentes e inspiradores de la marcha. Los sucesivos propósitos del gobierno de entablar conversaciones y llegar a acuerdos satisfactorios, fueron eludidos y hasta burlados por los cabecillas de la marcha. En esto recibieron el apoyo de las organizaciones y exponentes de la derecha y la reacción coludidas, sin que sea extraño, con la ultraizquierda, trotskistas y resentidos de varias gamas.
3. No se puede ignorar la acción desinformadora y confusionista de la mayor parte de los medios de comunicación que, aplastantemente dominados por la derecha, han creado en algunos sectores sociales actitudes prejuiciadas y agresivamente adversas al gobierno. Tampoco puede ignorarse la acción de numerosas ONGs que han estimulado y sostenido la marcha ni la injerencia de USAID y funcionarios de la Embajada norteamericana. Ésta, ha propiciado la visita de ciertos emisarios “indígenas estadounidenses” que han transmitido falsas imágenes de su existencia en las reservaciones de su país.
4. La crisis generada por todos estos hechos ha ocasionado el quiebre de ciertos cuadros del esquema gubernamental y manifestaciones de descontento y hasta de distanciamiento de elementos endebles política e ideológicamente. Como ha planteado el Presidente Morales debe realizarse una pronta y convincente investigación de la inadecuada intervención de la Policía y sancionarse a los que resultaren culpables.
5. Por lo anterior afirmamos que esta compleja coyuntura demanda abordarla con la mayor serenidad y autocrítica - como la efectuada por el propio Presidente - asumiendo responsabilidades por errores en que se han incurrido y la tardanza en la resolución del problema. Por cierto que nada es casual en el desarrollo de los hechos, existiendo factores externos e internos que desembocaron en la actual crisis, donde resalta la injerencia neoliberal e imperialista. En este sentido no hay que perder de vista que la conspiración continuará y habrá que tomar todos los recaudos necesarios para preservar el Proceso de Cambios y derrotar a sus enemigos jurados.
6. Al haber llegado a este momento, desfavorable para las fuerzas populares, urge un replanteo de las relaciones frustradas por la violencia y el accionar de los intereses en juego. Se debe recuperar a los sectores de trabajadores, disipar el desencanto de las capas medias y superar las divisiones que provoca el enemigo, sobre todo en las organizaciones sociales y campesinas poco politizadas y a veces presas de una prédica falsamente indigenista y marcadamente antisocialista y anticomunista. La plataforma de demandas de la dirigencia indígena, incoherente e inaceptable, no guarda correspondencia con la realidad objetiva y la necesidad de un desarrollo veraz que no tiene por qué entrar en contradicción con los derechos humanos y colectivos de los pueblos indígenas ni el necesario cuidado del medioambiente.
7. En virtud de la gravedad de las derivaciones de los sucesos y el creciente aprovechamiento oportunista de las fuerzas de oposición, cuyo discurso indigenista y ecologista de ocasión trata de seducir electoralmente a las capas medias, nuestro Partido propone al Gobierno del c. Evo Morales la adopción de medidas emergentes a breve plazo:
Apoyar la decisión del Presidente que, hasta tanto no se arriben a los consensos indispensables, se declara la suspensión temporal de cualquier actividad relativa al tramo II de la carretera Villa Tunari-San Ignacio de Moxos.
Propiciar la formación inmediata de una Comisión de Alto Nivel con participación de todos los actores involucrados en el conflicto, para la elaboración conjunta con carácter prioritario de disposiciones legales como una Ley de Consulta Previa a los Pueblos Indígenas, conforme a nuestra Constitución Política, el Convenio 169 de la OIT y la Declaración de Derechos de los Pueblos Indígenas de las Naciones Unidas.
Encarar la apropiada respuesta a la campaña mediática expansiva, con propuestas alternativas y viables que no supongan concesiones de principio, sino recobrando la iniciativa y la credibilidad de las clases populares en el proceso de transformación estructural.
Desplegar los mayores esfuerzos para rearticular las organizaciones leales del proyecto revolucionario y establecer seria y orgánicamente un centro de dirección programática y ideológica que señale las perspectivas de desarrollo y profundización del Proceso de Cambios.
La Paz, 29 de septiembre de 2011
COMISION POLITICA
PARTIDO COMUNISTA DE BOLIVIA
Evo Morales: “Querem nos esquartejar politicamente" - Portal Vermelho
O presidente da Bolívia, Evo Morales, manteve neste sábado (1º) a linha de indicar interesses políticos por trás da marcha popular iniciada há um mês e meio contra a construção da uma estrada no leste do país.
Morales resolveu se reunir com grupos de manifestantes favoráveis à obra no momento em que os contrários retomavam a caminhada em direção ao Palácio Quemado, em La Paz. Para o presidente, os argumentos utilizados pelos contrários ao projeto, tocado pela construtora brasileira OAS com financiamento do BNDES, se valem de uma visão conectada ao capitalismo dos Estados Unidos.
“A verdade é que esquartejaram fisicamente Tupac Katari. E a nós querem esquartejar politicamente utilizando os meios de comunicação”, acusou, em referência ao líder inca que comandou uma rebelião contra o domínio colonial espanhol no século 18.
Ele lembrou ainda os episódios de agosto e setembro de 2008 quando, após sua vitória em um referendo revogatório de mandato, houve grande instabilidade no país por conta da oposição comandada a partir do oriente. “Os opositores tratam novamente de utilizar os meios de comunicação para confundir o povo sobre o processo de mudança”.
O debate sobre a rodovia que corta o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis) ganhou ainda mais força desde o domingo (25) passado, quando forças policiais reprimiram a marcha popular que há 45 dias deixou o parque.
Morales esclareceu que não saiu de seu gabinete ou de algum ministério a ordem para a repressão. “Como posso instruir a que maltratem meus irmãos indígenas”, reforçou neste sábado.
Além disso, ele e o vice-presidente, Álvaro García Linera, declararam total compromisso com a apuração dos fatos, primeiro convocando ministros a depor perante a Assembleia Nacional Constituinte e, depois, montando uma comissão investigativa com a presença de representantes da ONU, da Organização dos Estados Americanos e da Unasul.
Neste sábado, Morales manteve o tom de desmerecer as críticas, asseverando que o debate não está se dando entre ecologistas e desenvolvimentistas, mas entre o governo e gente interessada em desestabilizá-lo.
“Nestes dias são os ‘tipnólogos' que falam, e falam, e não conhecem a realidade da região”, acusou, em ironia ao nome do parque, Tipnis. “O que está em debate na construção da rodovia entre Villa Tunari e San Ignacio de Moxos é resolver a pobreza e o abandono dos irmãos indígenas que vivem nos parques nacionais.”
Diante dos protestos, Morales decidiu submeter a construção da estrada a um plebiscito nos departamentos (o equivalente a estados) afetados, mas os manifestantes querem que se assine de imediato o fim das obras.
"Reiniciamos a marcha e nossa intenção não é a de enfrentarmos ninguém. O que o governo deve fazer em vez de acusar os indígenas é resolver de uma vez este problema da estrada", disse à mídia local Adolfo Chávez, presidente da Central Indígena do Oriente Boliviano e ex-aliado de Morales.
Com Rede Brasil Atual
Veja também:
Telesur: Presidente Morales reitera voluntad de diálogo
Grécia vai demitir 30 mil funcionários e não atingirá meta do FMI - Portal Vermelho
Com uma economia em queda acentuada e uma recessão cada vez mais profunda, o governo grego anunciou o que há muito era esperado. O país não vai conseguir cumprir as metas de deficit orçamentário de 2011 e de 2012 fixadas no plano de resgate da União Europeia e do FMI. O governo anunciou também mais uma impopular medida de austeridade. Num país onde dados oficiais apontam um desemprego acima dos 16%, serão demitidos 30 mil funcionários públicos.
As informações foram divulgadas neste domingo (02), após o conselho de ministros aprovar o esboço do Orçamento para 2012. Esta redução do quadro público é apenas um dos pontos mais polêmicos do plano de austeridade destinado à liberação dos empréstimos da União Europeia (UE) e do FMI (Fundo Monetário Internacional) à Grécia.
O plano cria uma "reserva trabalhista" permitindo que trabalhadores estatais recebam apenas pagamentos parciais e sejam demitidos um ano depois. Ou seja, os funcionários que, depois de um ano recebendo apenas um pedaço do seu salário, não tenham encontrado outro emprego ficarão sem o seu posto de trabalho.O governo planeja ainda cortar 20% das aposentadorias acima de 1.200.
As demissões para cumprir as exigências da UE e do FMI provocaram a reação dos principais sindicatos de trabalhadores da Grécia, que convocaram greves para os dias 5 e 19 de outubro. Nesta quarta, eles protestarão também contra os cortes de gastos e o aumento de impostos.
Por outro lado, as demissões poderão não ser suficientes para os credores do país. A Grécia não atingirá as metas do déficit orçamentário de 2011 e de 2012 determinadas no plano de resgate, de acordo com números publicados pelo Ministério das Finanças neste domingo, após o gabinete aprovar o esboço do orçamento para 2012. O anúncio aumenta a incerteza sobre o futuro da economia grega.
O déficit orçamentário de 2011 ficará em 8,5% do PIB (Produto Interno Bruto) este ano, sem atingir a meta de 7,6%. Ele também será rebaixado para 6,8% do PIB no ano que vem, mas ainda assim não atingirá a meta do resgate, de 6,5%.
Segundo o ministério, não foi possível atingir a meta devido à recessão mais intensa que o esperado -a economia teve retração de 5,5%, em vez de 3,8%, como havia sido estimado em maio deste ano.
"Ainda restam três meses críticos para terminar 2011, e a estimativa final de 8,5% de déficit do PIB pode ser atingida caso os mecanismos de Estado e os cidadãos respondam de acordo", informou o Ministério das Finanças em comunicado.
Com agências
domingo, 2 de outubro de 2011
Discurso de Lula na Sciences-Po, na íntegra
Foto do Estadão e o "agressor" de Lula
Por Conceição Lemes, no blog Viomundo:Terça-feira, 27 de setembro, do meio da tarde ao início da noite. Durante todo esse período o Estadão online não destacou na capa nenhuma foto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebendo o título de doutor honoris causa do respeitadíssimo Instituto de Estudos Políticos de Paris – o Sciences-po. É a primeira vez que a instituição pela qual passou parte da elite francesa concede o título a um latino-americano. É sua sétima condecoração.
Diferentemente de terça-feira passada, 20 de setembro, quando Lula recebeu o honoris causa da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Estadão online manteve na capa, do início da tarde ao final da noite, esta foto:
Afinal de contas, o que aconteceu? Estudantes ligados ao Diretório Central dos Estudos (DCE) da UFBA resolveram “brigar” com Lula? Ele até fechou os olhos com “medo de apanhar” de um mais “exaltado?
Nada disso. Mais uma demonstração de que a mídia corporativa está mais ligada em fazer política do que em noticiar e a escolha das fotos e manchetes “faz parte”.
O competente jornalista Fernando Brito, conhecedor profundo dos desejos mais sombrios da imprensa brasileira (foi por 20 anos assessor de Leonel Brizola e hoje está com Brizola Neto), denunciou a foto no excelente Tijolaço:
"A capa do Estadão on-line é uma incrível expressão de um desejo mal contido de nossa grande imprensa. Olhem aí ao lado, como Lula sofre o “ataque” de um manifestante que participava do “protesto” que “tumultou” a cerimônia de entrega do título de “Doutor Honoris Causa” ao ex-presidente na Universidade Federal da Bahia.
O jornal transforma reivindicação – 10% do PIB para a Educação, algo mais do que justo que se peça numa Universidade – em protesto e o sucesso do ato em tumulto. É só ler como são descritos o “protesto” e o “tumulto” pelo próprio jornal, lá na matéria:
Como não havia espaço no salão onde ocorria o evento, os estudantes tiveram de ficar do lado de fora. Depois, conseguiram entrar no salão, onde acompanharam o fim das homenagens a Lula e voltaram a gritar palavras de ordem – enquanto pegavam autógrafos do ex-presidente nos próprios cartazes nos quais estavam escritas as reivindicações".
Afinal, quem era o “agressor”? Depois de uma porção de ligações para Salvador acabei chegando a Tâmara Terso, estudante de Comunicação e coordenadora-geral do DCE da UFBA.
– Tâmara, você sabe quem é o aluno que queria “bater” no Lula?
– kkkkkkkkk É o Maltez, o Fernando Maltez, do setor de comunicação do DCE.
– Vocês foram à reitoria protestar contra o Lula?
– Nãããããããããããããããããããããããããããããããão! O que aconteceu foi o seguinte. Nós estávamos fazendo uma manifestação na UFBA, pedindo mais dinheiro para a saúde, para a educação… Aí ficamos sabendo que Lula estava na reitoria, recebendo o honoris causa. Fomos pra lá. Além de conhecer o Lula pessoalmente, queríamos que ele posasse com o nosso cartaz, pedindo 10% do PIB para Educação.
– E a foto com Fernando “partindo pra cima” do Lula?
– Na hora, o Maltez correu, agarrou a mão de Lula. Todos nós caímos na risada.
Fernando Maltez tem 24 anos, é torcedor do Bahia (como Tâmara) e está no último semestre do curso de Direito.
– Fernando, conta a verdade, você queria “descer o braço” no Lula?
– De jeito nenhum. Sou o maior fã. Admiro a história de vida de Lula, tenho consciência do bem que ele fez para o Brasil. É um exemplo para nós brasileiros, é um exemplo para o mundo.
– E o que aconteceu?
– Na hora, todo mundo queria autógrafo de Lula. Teve aluno que pediu pra Lula autografar até no cartaz que carregava.
– Ele autografou?
– Claro. Só que eu não tinha caneta, papel, nada na mão. Aí, disse: “Lula, não tenho, papel, caneta, então me dá um abraço?!”
– Ele deu?
– Claro! Foi o dia mais emocionante da minha vida.
– E a foto do Estadão?
– Já ri muito. Estou famoso (rsr). Agora, pense bem, companheira: “Eu sou da Juventude do PT, você acha que eu iria bater em Lula? Nunca! Pode perguntar pro próprio Lula, se não foi isso o que aconteceu.
Em tempo. Finalmente, há pouco, o Estadão on-line colocou na capa a foto de Lula com o honoris causa do Sciences-po. Só diferentemente da semana passada, quando a foto do “ataque” na Bahia foi inserida no texto, ficando numa posição fixa, a dessa terça estava no slide show com mais cinco imagens, que se alternavam na tela.
sábado, 1 de outubro de 2011
CTB-DF participa com êxito da I Conferência do Trabalho Decente do DF
A CTB do Distrito Federal participou nos dias 28 e 29 de setembro da Conferência do Trabalho Decente do Distrito Federal, que reuniu cerca de 300 pessoas vindas de todo DF. Foi um processo democrático e participativo que envolveu o Governo - através da Secretaria do Trabalho, sob a liderança de Glauco Rojas -, os Trabalhadores - através das Centrais Sindicais -, e empregadores. O acompanhamento da construção da Conferência no DF pela CTB ficou a cargo do Professor Mário Lacerda, diretor do SAEP (Sindicato dos Auxiliares da Educação Privada do DF) e Secretário de Formação da CTB-DF.
A Conferência do Trabalho Decente do Distrito Federal ocorreu no Parlamundi, um espaço agradável e bem estruturado, e o papel da Secretaria do Trabalho foi muito importante, na medida em que teve uma postura democrática e de diálogo, como se esperava do Governo Agnelo, e representada pela capacidade mediadora do secretário adjunto, Eduardo Augusto Lopes.
A conferência teve etapas nas cidades satélites, que elegeram delegados à etapa distrital. Da Conferência do DF nove delegados(as) seguirão para a Conferência Nacional do Trabalho Decente, prevista para maio de 2012. Na abertura da atividade falou Joilson Cardoso, secretário de Política Sindical e Relações Institucionais da CTB e nosso representante no Comitê Nacional. O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana também se fez presente no dia 29, num encontro com os delegados e delegadas.
Dois focos de tensão foram claros no debate. O primeiro e mais importante, opondo empregadores e trabalhadores. Para os iludidos com o suposto fim da luta de classes, a experiência foi esclarecedora ao revelar uma visão retrógrada - na verdade de classe - da bancada patronal, que levantou destaques em uma impressionante quantidade de propostas, em qualquer coisa que significasse a garantia de trabalho decente para os trabalhadores, como se evidenciou na oposição a proposições como a extensão da licença maternidade para seis meses, as cotas nas instituições privadas, e mesmo o fortalecimento da averiguação dos acidentes de trabalho com base no Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), que vincula as atividades laborais e as doenças mais comuns, nova metodologia que diminui as injustiças das perícias do INSS.
O segundo foi a postura da CUT-DF, parte de uma orientação nacional, em pautar como proposta sua o fim do imposto sindical, a despeito da matéria nada ter a ver com trabalho decente. A CTB manifestou-se contra a atitude anti-unitária, vocalizando o sentimento das demais centrais, e a proposta foi derrotada por maioria no debate do eixo sobre Princípios e Direitos, o que não impediu que ambas (a rejeição da proposta e a sua manutenção) fossem remetidas à Conferência Nacional. Todavia, em outro eixo, a proposição de manutenção do imposto e da unicidade passou por consenso, o que mostra a falta de apoio ao temário divisionista.
A despeito dessa divergência, foi possível unificar a ampla maioria das proposições na bancada dos trabalhadores, num importante exercício de unidade que marcou toda a construção da Conferência. Nisso contribuiu a participação qualificada e permanente da CTB através de seu representante no Comitê Gestor, que muito contribuiu para a aproximação das centrais sindicais. Em reconhecimento a esse fato, por unanimidade, o companheiro Mário Lacerda foi indicado pela CTB para ser delegado à Conferência Nacional, tendo como suplente a tesoureira da central candanga, a companheira Maria José Correia (Zezé), do SINPRO. Ademais, foi possível às centrais sindicais apoiar uma chapa de integrantes da sociedade civil que também saiu vitoriosa por ampla maioria, com a eleição de três delegados, dentre os quais o companheiro Rumaldo, de São Sebastião, cujo apreço pela CTB causou até certa ciumeira.
O resultado geral foi de maior articulação entre as centrais sindicais no DF e de fortalecimento político e sindical da CTB, além de uma contribuição importante dos trabalhadores do Distrito Federal à Conferência Nacional do Trabalho Decente.
Clique aqui para ver as fotos da Conferência.
Entrevista com George Mavrikos Presidente da Federação Sindical Mundial sobre 3 de outubro, dia internacional de lutas
Para o grego George Mavrikos, secretário-geral da FSM, o Dia Internacional de Ação será uma grande demonstração de solidariedade internacionalista. Nesta entrevista ao Portal CTB, ele fala de sua expectativa para as manifestações ao redor do planeta, faz uma análise da crise econômica, descreve como serão as mobilizações na Grécia e faz um balanço da trajetória dos 66 anos de história de sua entidade.
Em todo o mundo, as manifestações do 3 de outubro serão conduzidas pelas seguintes bandeiras de luta:
• Seguridade Social Pública para todos.
• Contrato Coletivo Nacional.
• Defesa das liberdades sindicais e democráticas.
• Redução da jornada de trabalho. Pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas.
• Defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT.
• Solidariedade com o povo palestino.
• Regularização da Convenção 151 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.
• Pela liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo.
“O 3 de outubro é uma iniciativa que vai fomentar essa coordenação a nível internacional entre todas as forças classistas do mundo, a partir da unidade de ação contra os monopólios e o imperialismo”, afirma o secretário-geral da FSM.
Leia abaixo a entrevista:
Portal CTB: Qual sua expectativa para o 3 de outubro? Organizações de quantos países devem realizar atos nessa importante data?
George Mavrikos: As perspectivas para este ano são muito alentadoras. Já contamos com a informação de participação de mais de 40 países nos quais estão sendo organizados atos para esse dia – e o número final será muito maior. Essa iniciativa despertou grande interesse em todos os continentes e o número de mobilizações vai superar tranquilamente a participação de edições passadas.
Portal CTB: Para a FSM, como o 3 de outubro pode contribuir para a luta contra a crise econômica atual?
George Mavrikos: A coordenação do movimento sindical e a solidariedade internacionalista entre os trabalhadores são uma ferramenta fundamental para alcançar uma saída para essa crise do sistema capitalista. É fundamental contar com uma plataforma ideológica comum que evite que as consequências dessa nefasta crise sejam pagas pelos trabalhadores – justamente a intenção dos capitalistas. O 3 de outubro é uma iniciativa que vai fomentar essa coordenação a nível internacional entre todas as forças classistas do mundo, a partir da unidade de ação contra os monopólios e o imperialismo, e ao mesmo tempo constituirá uma grande demonstração de solidariedade internacionalista.
Portal CTB: Como serão na Grécia as atividades do 3 de outubro? Há duas outras grandes manifestações marcadas para o mesmo mês. Há como aproveitar seus esforços conjuntos para o Dia Internacional de Ação?
George Mavrikos: Este ano o PAME (Frente Militante de Todos os Trabalhadores) levará a cabo greves e ações de protesto em diferentes locais de trabalho, assim como uma grande mobilização na cidade de Salônica, no norte da Grécia. O PAME selecionou várias empresas monopolistas que se aproveitam das necessidades humanas básicas – como a alimentação, os medicamentos e a energia – e nesses lugares organizará diferentes ações. Esses monopólios demonstraram da forma mais categórica quem ganha e quem perde com a crise econômica, e por isso foram escolhidos como forma de colocar em relevo o modo capitalista de organização econômica. É hora de lutar pela organização nos locais de trabalho, nos bairros populares. A luta que estamos conduzindo é uma luta por nossas vidas, nosso futuro e nossos filhos.
Portal CTB: O 3 de outubro marca também o 66º ano de história da FSM. Que balanço pode ser feito a respeito de seu papel na luta dos trabalhadores? Quais as perspectivas para os próximos anos?
George Mavrikos: A FSM tem uma rica história de 66 anos. Estamos orgulhosos dessa história porque ela sempre se manteve de forma firme ao lado da classe trabalhadora e do povo, contra os imperialistas e contra o capital. Apoiou de diversas formas os povos que lutavam por sua liberdade contra as ditaduras de regimes antidemocráticos. No Chile, na Guatemala, na Nicarágua, em El Salvador, em Granada e em todo o mundo a FSM sempre teve uma posição clara contra os exploradores. Sempre apoiamos e seguiremos apoiando a Revolução Cubana, as mudanças na Bolívia, Equador, Venezuela, etc. Estamos do lado oposto ao qual está a CSI, que desde 1949 até hoje vem apoiando as guerras imperialistas, como atualmente o faz na Líbia, Afeganistão, Iraque, e segue apoiando Israel e difamando Cuba e Venezuela.
É por isso que estamos orgulhosos das histórias da FSM. Ao mesmo tempo, é lógico que essa história tivesse e tenha debilidades, pois foram cometidos erros e não podemos dizer que eles também não serão cometidos nos dias atuais – e nem mesmo afirmar que tudo o que fazemos é correto. Assim é a vida. No entanto, nunca nos escondemos, nunca nos calamos, nunca nos mostramos “neutros”.
Nas atuais condições da crise capitalista, é um dever fundamental para a FSM a formulação de uma estratégia de saída para a barbárie capitalista. Essa estratégia e sua tática foram definidas no 16º Congresso Sindical Mundial. Com base nas decisões que foram tomadas, estamos lutando, em primeiro lugar, para que a classe trabalhadora não pague pela crise. Em segundo lugar, para que se satisfaçam as necessidades contemporâneas para a sobrevivência das massas populares. E em terceiro lugar, para dar forma a um movimento de massas, classista, de mudança radical, que tenha como competir pelo poder, ao lado dos camponeses pobres, dos jovens, dos autônomos, dos sem-terra e dos indígenas.
Fernando Damasceno – Portal CTB
Veja também: João Batista Lemos, secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB e vice-presidente da FSM, convoca, em vídeo, os trabalhadores brasileiros para o 3 de outubro
George Mavrikos: "3 de outubro será uma grande demonstração de solidariedade internacionalista"
Convocatória para o 3 de Outubro: um dia de luta em todo o mundo
É indispensável lutar pela manutenção e ampliação dos direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram.
No Brasil, o ato está sendo convocado pela CTB, CGTB e Nova Central e será realizado em diversas cidades. É importante que sua entidade se mobilize e faça parte deste dia de luta.
Seja consciente, lute pelos seus direitos. PARTICIPE!
• Seguridade Social Pública para todos.
• Contrato Coletivo Nacional.
• Defesa das liberdades sindicais e democráticas.
• Redução da jornada de trabalho. Pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas.
• Defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT.
• Solidariedade com o povo palestino.
• Regularização da Convenção 151 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.
• Pela liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo.
Trabalhadores se unem em manifestação contra crise do capitalismo - Portal Vermelho
A crise mundial do capitalismo ameaça o emprego e os direitos da classe trabalhadora em todo o mundo. Em resposta a isto, a Federação Sindical Mundial (FSM) está mobilizando a classe trabalhadora e o povo em geral para manifestações em diferentes países do mundo no Dia Internacional de Ação na próxima segunda-feira ( 3), mesma data de sua fundação, em 1945.
João Batista Lemos, vice-presidente da FSM e secretário adjunto de Relações Internacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) conclama todo movimento sindical e classe trabalhadora para a jornada de luta que envolve algumas bandeiras fundamentais para nossa classe, disse, citando “as 35 horas de trabalho semanais, cinco dias por semana, sete horas por dia”.
A Federação Sindical Mundial e os trabalhadores brasileiros defendem “mais direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram”. Segundo a entidade, o atendimento das reivindicações é fundamental para o país crescer com mais direitos sociais.
Segundo Batista Lemos, as reivindicações da classe trabalhadora no Brasil são pela aprovação da PEC que estabelece a semana de 40 horas num primeiro momento e depois institui as 35 horas; fim do fator previdenciário; recuperação do valor das aposentadorias: defesa do emprego, contra a demissão sem justa causa e pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que garante a organização sindical dos trabalhadores do serviço público.
Também fazem parte da pauta de reivindicação dos trabalhadores o Contrato Coletivo Nacional; a defesa das liberdades sindicais e democráticas; a liberdade dos cinco heróis cubanos, injustamente presos pelo império por lutar contra o terrorismo e a solidariedade com o povo palestino.
Em Caxias do Sul
Em Caxias do Sul, o Sindicato dos Metalúrgicos e a CTB realizarão uma manifestação pela ampliação dos direitos sociais, contra as demissões e para que os banqueiros e grandes capitalistas paguem pela crise que criaram.
Para os líderes sindicais, a economia brasileira deve fortalecer um modelo que prioriza emprego, renda, consumo e desenvolvimento. E querem que o governo apoie e proteja a indústria nacional, para que esta não perca espaço frente aos importados, mas também precisa proteger o emprego e a renda do trabalhador.
Segundo ainda os dirigentes sindicais, “para o Brasil avançar, as lutas dos trabalhadores são fundamentais, como a redução da jornada sem redução dos salários, medida que pode gerar cerca de dois milhões de novos empregos no país”.
E apontam como outra questão muito importante o fim do fator previdenciário, “entulho dos governos FHC que diminui o valor do benefício quando o trabalhador se aposenta”, afirmam.
O lançamento do Programa Brasil sem Miséria e o aumento do IPI (Imposto sobre produtos Importados) sobre os carros importados são apontados como sinais positivos, mas os trabalhadores querem ainda uma queda mais significativa nos juros (taxa SELIC) e uma taxa de câmbio mais favorável à produção nacional.
Veja abaixo vídeo em que João Batista Lemos, vice-presidente da Federação Sindical Mundial e secretário adjunto de relações internacionais da CTB convoca os trabalhadores para o Dia Internacional de Ação:
Leia também: CTB participa do Dia de Ações por Direitos Sociais e Trabalhistas
De Brasília
Márcia Xavier
Coletivizando no Youtube
-
Dilma vence debate da Globo e aumenta chances de vitória no dia 3 - Portal Vermelho Aconteceu tudo ao contrário do que a oposição esperava. ...
-
Há grande caos sob os céus. As perspectivas são excelentes! Mao Zedong A unidade é a bandeira da esperança. João Amazonas O Brasil está na ...