SIGA O COLETIVIZANDO!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Crise econômica global segue ladeira abaixo

http://www.vermelho.org.br

13 DE MAIO DE 2009 - 15h15

A economia global está perto de superar as dificuldades, à medida que alguns países já apresentam crescimento. Os bancos centrais devem ter estratégias de saída para evitar os riscos inflacionários. Foi o que disseram representantes de bancos centrais na recente reunião bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) na Basiléia, Suiça. A manifestação de otimismo não tem correspondência com a realidade — os sinais de que a crise econômica global ainda está descendo a ladeira são evidentes.

Por Osvaldo Bertolino



Os bancos centrais fazem um diagnóstico positivo do atual estágio da crise possivelmente para sinalizar aos czares da economia mundial que os alicerces da estrutura financeira não foram abalados. Eles mostram, com essas manifestações, que estão dispostos a se manterem firmemente instalados no leme da economia global, impedindo qualquer mudança de rota mais brusca. As avaliações sobre o resultado da reunião deixam isso absolutamente evidente.

A síntese dessa constatação foi expressada por Jean-Claude Trichet, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), ao recomendar que os bancos centrais devem permanecer em alerta enquanto a “correção dos desiquilíbrios globais” continua e a incerteza rodeia a economia mundial. Segundo ele, ''estamos ainda em águas não navegadas, numa situação absolutamente excepcional desde 9 de agosto de 2007''. Mas o porto seguro está à vista. ''A economia mundial está perto de um ponto de inflexão com algumas (economias ‘emergentes’) tendo superado o ponto de inflexão'', disse Trichet.

Sinais precisam das autoridades monetárias

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse que China e Brasil foram os ''pontos de otimismo, considerados os sinais de que o mundo pode estar de fato se aproximando do ponto de inflexão, como antecipador do movimento global''. Já o presidente do Banco Central da Arábia Saudita, Muhammed Al-Jasser, qualificou a reunião ''como a mais otimista em um ano entre os bancos centrais''. Mas encaixou a ressalva: a grande questão é se as ''faíscas'' de recuperação são sustentáveis ou não.

Os sinais dessas autoridades monetárias precisam ser lidos com lupa de precisão. O jornal Financial Times, por exemplo, registra que os “frágeis sinais de reviravolta” na economia mundial já levaram a uma alta de 40% no índice de ações globais desde março. Da mesma forma, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as principais economias, disse que há sinais de ''pausa na desaceleração'' nas principais economias européias e na China.

Pacote de propostas para 2010

A causa desse respiro seria o fato de os bancos centrais em torno do mundo terem cortado as taxas de juros, aliado à injeção de centenas de bilhões de dólares em suas economias — principalmente nos sistemas financeiros — para frear a pior crise dos últimos 70 anos. O ponto é: só isso basta? Evidentemente que não. A grande interrogação está no epicentro da crise, os Estados Unidos. O país continua se contorcendo. A nova estratégia de saída envolve a retomada de compra de títulos públicos, a redução de juros e o reequilíbrio fiscal.

O governo do presidente Barack Obama planeja implementar um corte de impostos de pelo menos US$ 736 bilhões para famílias da “classe média” e de US$ 100 bilhões para negócios ao longo dos próximos dez anos. Esses cortes fazem parte do pacote de propostas do governo para o orçamento de 2010. ''Concedendo cortes de impostos aos pequenos negócios e a famílias de classe média, assim como a investimentos em inovação, estamos investindo diretamente em nossas comunidades, criando novos empregos e colocando nosso país no caminho da recuperação'', afirmou o secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

Cresce déficits orçamentário e fiscal

Esses cortes podem ter conseqüências para a economia mundial. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informa que o déficit orçamentário de abril no país foi de US$ 20,91 bilhões. É o maior déficit orçamentário em abril em todos os tempos e o primeiro neste mês desde 1983. Os pagamentos de juros sobre a dívida federal somaram US$ 19,22 bilhões; os gastos militares ficaram em US$ 53,27 bilhões; os da Seguridade Social em US$ 56,65 bilhões; as despesas com benefícios do auxílio-desemprego somaram US$ 10,9 bilhões.

O déficit comercial também aumentou. As exportações caíram 2,4% e as importações recuaram pelo oitavo mês seguido. O déficit comercial subiu para US$ 27,6 bilhões, frente ao dado revisado para cima de US$ 26,1 bilhões em fevereiro. Foi a primeira vez que o déficit comercial expandiu-se em oito meses. Sinalizando que a demanda continua fraca no primeiro trimestre, as importações do país de bens e serviços recuaram 1% em março para US$ 151,2 bilhões, menor nível desde setembro de 2004.

Governo dos EUA ataca em várias frentes

Outro dado que revela a gravidade da crise é a redução, mais uma vez, pela Administração de Informação de Energia (AIE), da estimativa para a demanda mundial de petróleo em 2009, cortando sua previsão anterior em 420 mil barris por dia (bpd), para 83,67 milhões de bpd, o menor nível desde 2004. De acordo com a AIE, a estimativa é de que a demanda mundial por petróleo caia 1,8 milhão de bpd neste ano em relação ao nível de 2008. Nos Estados Unidos, o maior consumidor, a AIE reduziu sua previsão para a demanda neste ano em 140 mil bpd, para 18,85 milhões de bpd.

O governo norte-americano procura atacar em várias frentes. A intenção de endurecer a regulamentação em matéria de concorrência, suprimindo uma disposição adotada pelo governo do ex-presidente George W. Bush que dificultava os processos na justiça contra os grupos em posição de monopólio, é mais um exemplo de tentativa de atingir os fundamentos da crise. Esta disposição, que começou a vigorar em setembro de 2008, ''prejudicava os esforços do governo para coibir as situações de monopólio'', explicou o departamento da Justiça em comunicado.

Governo dos EUA rema contra a maré

A disposição suprimida fora introduzida com base na crença fundamentalista dos neoliberais de que os “mercados” corrigem seus excessos sozinhos, mesmo nas situações de monopólio. ''Os acontecimentos recentes mostram que não podemos depender apenas do mercado para garantir a proteção da concorrência e dos consumidores'', declarou Christine Varney, do departamento da Justiça.

A rigor, pode-se dizer que o governo rema contra a maré. O gigante europeu do aço ArcelorMittal, por exemplo, acaba de anunciar que suspenderá as atividades em parte de sua fábrica de Indiana Harbor, na região de Chicago, afetando cerca de mil trabalhadores diretamente. Na última semana, o Departamento de Trabalho divulgou que os empregadores norte-americanos cortaram 539 mil postos de trabalho em abril. A taxa de desemprego subiu para 8,9%, a maior desde setembro de 1983.

Setores chaves mergulhados na crise

Os setores chaves da economia continuam mergulhados na crise. A GM está a caminho de pedir proteção judicial contra falência ou de fazer uma reestruturação que eliminará atuais acionistas ao inundar o mercado com novas ações para compensar credores. O grupo está avaliando transferir sua sede de Detroit, vender fábricas nos Estados Unidos e renegociar o plano de “reestruturação” com o principal sindicato da empresa, afirmou Fritz Henderson, presidente-executivo da montadora.

Uma eventual decisão da empresa em abandonar Detroit pode representar outro golpe para a economia de uma região já prejudicada pela recuperação judicial da Chrysler e pelo declínio acentuado na produção de automóveis. Sob o atual plano da montadora, apoiado pela força-tarefa do governo norte-americano para o setor, a GM vai cortar outros cerca de 21 mil empregos em fábricas no país. Além disso, a empresa pretende reduzir em 40% o número de suas concessionárias, atualmente cerca de 6.200 nos Estados Unidos, até o final do ano.

Mais sinais de crise no sistema financeiro

Essas decisões têm efeitos multiplicadores. Um deles é a piora dos sistemas de saúde pública e seguridade social. Um relatório divulgado pela Casa Branca revela que o aumento do desemprego fez o setor se aproximar da insolvência. Os administradores dos fundos de pensão informaram que o programa de seguridade social deve esgotar-se em 2037, quatro anos antes do previsto. O fundo de saúde pública se esgotará em 2017. Timothy Geithner afirmou em nota que as novas previsões ressaltam a necessidade de uma ação bipartidária para enfrentar o problema por meio do que chamou de ''mudanças difíceis, porém possíveis''.

O sistema financeiro também emite sinais de que a crise no setor continua forte. Geithner disse que em breve irá propor uma lei para criar um fundo que seja suportado por grandes instituições e possa cobrir os prejuízos dessas companhias se elas falirem. ''Nosso julgamento é que precisa ser uma solução separada onde a responsabilidade do financiamento é assumida pelas grandes instituições em um nível proporcional a seus tamanhos'', disse ele em uma reunião com banqueiros.

O dólar como moeda de reserva mundial

Segundo Geithner, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos planeja reabrir o fundo de resgate de US$ 700 bilhões a bancos pequenos, uma vez que os maiores pagaram de volta ao governo parte do dinheiro recebido. Vários bancos empreenderam esforços para levantar capital, na expectativa de agradar ao governo — que exige um “colchão” mais forte contra uma recessão profunda, ou de provar que são saudáveis o suficiente.

Os Estados Unidos também agem no front externo. O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, disse que o dólar será mantido como moeda de reserva mundial e que um “sólido” crescimento da economia norte-americana garantirá o valor da moeda. ''Acho que a questão é se o dólar vai ou não manter o seu valor, e eu acho que vai'', disse Bernanke. Ele sinaliza, com essa declaração, que os Estados Unidos não aceitarão a proposta de um novo sistema de reservas que elimine o dólar.

Ritmo do resto da economia mundial

Essa é uma das recomendações que a comissão nomeada pelas Nações Unidas, e liderada por Joseph Stiglitz, apresentou para ser discutida na reunião de alto nível da ONU para debater a crise financeira, que ocorrerá no início de junho. A discussão sobre o tema interessa principalmente à China, que detém muitos milhões de dólares em reservas. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a China possui as maiores reservas do mundo, seguida de Japão, Rússia, Índia e Taiwan.

O resultado das medidas norte-americanas certamente ditará o ritmo do resto da economia mundial, que também emite sinais desanimadores. Segundo o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, só a China pode surpreender positivamente. A economia chinesa, de fato, tem emitido sinais muito positivos. As vendas no varejo avançaram 14,8% em abril frente a igual mês de 2008. Nos quatro primeiros meses do ano, a produção acumulou expansão de 5,5% na comparação com um ano antes.

China mostra vigor da economia em abril

A China importou um recorde histórico de 57 milhões de toneladas de minério de ferro em abril, alta de 9% em relação há um mês e de 33% ante abril do ano passado, informou a Administração Geral de Alfândegas. Os dados também mostram que a China importou quase 900 mil toneladas de aço bruto, marcando o segundo mês seguido em que a entrada superou a saída no país, que é um exportador de aço desde 2005.

Zoellick ressaltou que grande parte do gasto na China tem vindo do Estado e que a dúvida agora é se o setor privado acompanhará o movimento. Um dado que merece atenção é o fato de as exportações chinesas caíram 22,6% em abril em ritmo anual, recuando pelo sexto mês consecutivo. Já as importações recuaram 23%. O superávit comercial do mês foi de US$ 12,9 bilhões, comparado a US$ 18,56 bilhões em março e a US$ 4,84 bilhões em fevereiro — mostrando o vigor interno do país.

A Europa na geografia mundial da crise

Trata-se de um movimento observado de perto pelos Estados Unidos, que têm interesses em uma abertura comercial ampla a fim de ajudar na resolução de seus problemas internos. O representante comercial norte-americano Ron Kirk disse que os grandes países “emergentes” — como China, Índia, Brasil e África do Sul — devem se empenhar mais na abertura de seus mercados para garantir um novo acordo comercial global, após dois dias de intensas negociações com seus interlocutores na Organização Mundial do Comércio (OMC).

A Europa é outro ponto que precisa ser acompanhado de perto na geografia da crise econômica global. O FMI acaba de recomendar que os bancos europeus realizem “testes de estresse” similares aos feitos nos Estados Unidos. Os “testes” deverão ser realizados por supervisores nacionais, de acordo com diretrizes e metodologia padrão do comitê dos supervisores bancários europeus (CEBS, na sigla em inglês).

Déficit orçamentário da Alemanha

Enquanto não sai os “testes de estresse”, a economia da região mergulha cada vez mais fundo na crise. O governo alemão acaba de aprovar um plano para ''bancos ruins'' a fim de diminuir os ativos podres, alargando o déficit orçamentário. O déficit do país, tido por muito tempo como a “locomotiva” da economia européia, deve saltar para cerca de 6% do PIB no próximo ano e resultar em uma ação “disciplinatória” por parte da Comissão Européia.

A relação dívida/PIB deverá aumentar para cerca de 80% nos próximos dois anos, em resultado de uma menor receita e de um gasto maior no combate à crise global. ''Veremos um aumento do déficit nos próximos anos. Ele ficará na faixa dos 6% (do PIB) em 2010. E em 2009, ficaremos significativamente acima do nível de 3% (exigido pelo Tratado de Maastricht, a base teórica da economia da zona do euro)'', disse o Bundesbank, o banco central alemão. O governo alemão prevê um défitit de 3,9% do PIB neste ano e a Comissão Europeia estima um saldo negativo de 5,9% no próximo.

Brasil certamente será duramente atingido

Na economia real, as notícias também são péssimas. A produção industrial da zona do euro caiu 2% em março sobre fevereiro e despencou 20,2% ante igual mês de 2008, novo recorde de baixa, informou a agência de estatísticas Eurostat. A economia da Letônia desabou assustadores quase 30% no 1º trimestre. E o PIB da Islândia, um dos países mais atingidos pela crise mundial, sofrerá contração de impressionantes 10,6% em 2009.

Esses números dão razão aos prêmios nobéis de Economia Edward Prescott e Joseph Stiglitz, que previram uma “década perdida” mundial. E o Brasil certamente será duramente atingido — principalmente devido à reversão do curso do capital e à retração do comércio mundial, segundo Stiglitz. ''Mesmo assim, o Brasil está em uma posição de vantagem'', ponderou. Ele cita a melhor regulação do sistema bancário do país e as políticas monetárias de controle da inflação como fatores de resistência da economia brasileira.

Dúvidas sobre a política macroeconômica

Além disso, o fato de o país ser menos dependente do comércio mundial, já que ainda tem pequena participação no mercado global, também pode colaborar para a retomada do crescimento. ''O Brasil acertou, pois hoje tem espaço para cortar as taxas de juros e avançar'', completou Stiglitz. Edward Prescott concordou com o diagnóstico ao dizer que os “fundamentos macroeconômicos” são “sólidos”.

Resta saber se a política macroeconômica brasileira se ajustará às necessidades da economia real. Na reunião dos bancos centrais, Meirelles disse que a estratégia de saída da crise passará por acabar com os empréstimos pelas reservas, acabar com as isenções fiscais que foram dadas na crise atual e voltar já em 2010 ao superávit primário de 3,8%, comparado aos 2,5% atualmente.

Empresários tentam tirar proveito da crise

É, por assim dizer, a contradição fundamental que o Brasil terá de enfrentar. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o país já está em recessão técnica, com dois trimestres consecutivos de queda do PIB. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o problema do primeiro trimestre se deve a alguns empresários que tentam tirar proveito da crise.

Ele explicou que o país tinha 300 mil automóveis estocados, mas as empresas optaram em parar a produção e vender o estoque. “Quando fizemos a isenção do IPI, a indústria voltou a produzir e o brasileiro teve que entrar na fila para comprar um carro. Em vez de produzir, fizeram a opção de desovar o estoque, e assim vale para várias cadeias produtivas no país. Por isso tivemos um primeiro trimestre muito delicado'', disse.

Final da Copa do Mundo de 1958

O presidente afirmou também que tem chamado a atenção dos empresários para prestarem atenção em uma coisa: “É uma crise em que temos que provar quem é ousado e vai fazer as coisas na hora certa. Não é para ficar lamentando. Em qualquer atividade tem momentos de pico para cima e para baixo. Quando acabar a crise, não podemos começar do zero a fazer as coisas.''

Lula lembrou da final da Copa do Mundo de 1958, quando Didi colocou a bola debaixo do braço e andou calmamente até o centro do campo logo após o gol da Suécia, que abriu o placar. ''O Brasil tem que fazer isso, a lição de casa. Não vamos falhar'', disse o presidente, depois de lembrar que a seleção virou o jogo e venceu por 5 a 2. Em bom futebolês, resta perguntar: combinamos com os russos?

Com agências internacionais

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Revista 'Princípios' terá lançamento na Câmara dia 13

6 DE MAIO DE 2009 - 18h25

Após o primeiro lançamento da centésima edição da revista Princípios ocorrido em São Paulo no final de abril, uma série de outros eventos acontecerão pelo país. Um dos mais simbólicos e importantes será dia 13 de maio, em Brasília, às 17h, no salão nobre da Câmara dos Deputados, onde estarão reunidas lideranças políticas, autoridades do governo federal, parlamentares, intelectuais e jornalistas.



DVD disponibliza todas as edições, desde a primeira

Com essas atividades, os diretores da publicação esperam difundir a edição especial, acompanhada de DVD com todos os números lançados nesses 28 anos de atividade ininterrupta e contribuir para ampliar a circulação da revista.


Outro aspecto é que os atos comemorativos são também eventos políticos que ajudam no debate sobre a conjuntura política e econômica nacional e internacional. Na opinião de Adalberto Monteiro, editor de Princípios, “o fato de a Câmara estar entre os locais de lançamento é um sinal de reconhecimento ao papel que a revista tem procurado desempenhar sobre os rumos do país e da política brasileira”.


Para ele, “não é fato corriqueiro uma revista do âmbito da imprensa democrática e progressista chegar à centésima edição e isso deve ser merecidamente comemorado por toda a esquerda”. A agenda de eventos nas capitais está cheia em maio. No dia 8, haverá lançamento em Porto Velho e no dia 12, em Curitiba.


No dia 14 de maio, as comemorações acontecerão em Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro. Já estão sendo agendadas também atividades em Natal, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador. “Tais comemorações, em cidades diversas, se justificam porque a revista é uma obra coletiva e, portanto, tem apoiadores e colaboradores em todos os estados e redes de apoio em todos os segmentos da sociedade”, diz Monteiro.


Em breve, a revista Princípios divulgará as datas e locais dos eventos. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3054-1800.

 

De São Paulo,
Priscila Lobregatte

Leia também: Com festa à sua altura, 'Princípios' alcança a 100ª edição 

Para adquirir a revista Princípios, clique aqui

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Chá da Mariana







Chá da Mariana

Uma menininha está chegando para alegrar ainda mais nossas vidas!


Sugestão de presente:

1 pacote de fraldas Turma da Mônica ou Pampers tam M ou G

Sábado (25 de abril) 16h na casa da vovó Garet e do vovô Dudu (Condomínio Vivendas Colorado, Mod J casa 11 no Grande Colorado em Sobradinho)

terça-feira, 14 de abril de 2009

CTB anuncia 1º Encontro Nacional de Jovens Trabalhadores


13 DE ABRIL DE 2009 - 18h16


A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) promoverá entre os dias 23 e 24 de maio seu 1º Encontro Nacional de Jovens Trabalhadores, em Atibaia (SP). O objetivo é debater e definir iniciativas que orientarão as lutas da juventude trabalhadora representada pela central na cidade e no campo.

Por Cinthia Ribas, no Portal CTB


O que não era fácil ficou ainda pior. Com o agravamento da crise econômica, a realidade da juventude trabalhadora se agravou. Atualmente, o jovem que ingressa no mercado de trabalho, além de encontrar um longo e árduo caminho pela frente, quando conquista o primeiro emprego tem que conviver com a instabilidade e ameaça de demissão, que é a primeira opção do patronato na hora de reduzir custos.

Dura realidade

Para Vitor Espinoza, diretor executivo da CTB, o jovem trabalhador é o elo mais frágil da corrente no mercado de trabalho e sofre com qualquer instabilidade econômica. “A atual crise econômica mundial, com seus impactos sobre o mercado de trabalho, piorou um quadro que já era péssimo”, afirmou. “Queremos mobilizar a juventude trabalhadora da CTB. Temos na agenda mais de dez encontros estaduais. A ideia é reunir em torno de cem jovens para fazer um debate enriquecedor sobre a realidade da juventude trabalhadora.”

“Temos boas iniciativas por parte do governo voltadas para esse segmento, mas ainda são insuficientes. Um bom exemplo é o Programa Universidade para Todos (ProUni), um financiamento estudantil universitário. Mas precisamos de novos Centros Federais de Educação Técnica voltados para a realidade da região em que forem instalados; no ABC, cursos voltados para a formação industrial; no Rio Grande do Sul, para a agricultura”, ressaltou.

Imagem:CEDOC-01102008 Assembléia deliberativa - foto augusto coelho (44). Fonte: Sindicato dos Bancários de Brasília. Greve de 2008.



Unir rurais e urbanos

A situação do jovem no campo também não é das melhores, principalmente dos homens. Está havendo uma masculinização do campo. As mulheres estão saindo para estudar e tentar outra profissão. Ana Rita Miranda da Silva, secretária de Jovens da CTB, afirma que esse encontro será essencial para balizar as ações dos jovens trabalhadores em seus Estados, unificando forças.

“Atualmente”, explicou, “a juventude rural não visualiza perspectiva de continuidade da atividade no campo, principalmente por falta de geração de renda. Então, o jovem acaba saindo em busca de outras oportunidades de estudo ou trabalho. Isto compromete a atividade da agricultura familiar e pode afetar a produção”, revela. “Precisamos propor políticas públicas específicas, entre elas a garantia de renda para o jovem que permanecer no campo com sua família, através de um subsídio, um auxílio”.

Segundo Vitor Espinoza, para o trabalhador da cidade o problema é com os estágios. “São mais de um milhão de jovens sem emprego. E as empresas usam os estágios para burlar a legislação. Com essa nova lei de estágio, melhorou, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido”, analisa.

Organizar para conquistar

É de olho neste cenário que a Secretaria de Jovens da CTB realizará seu primeiro encontro. O desafio, além de debater essa realidade, é buscar iniciativas que visem ao fomento da participação da juventude no movimento sindical, facilitando e motivando sua inserção nos sindicatos.

O encontro deve acontecer em Atibaia (SP) e pretende reunir entre cem e 150 jovens dos sindicatos que compõem a central. A idéia é mobilizar representantes da juventude trabalhadora do Brasil inteiro para debater os seguintes temas: sucessão rural; nova lei de estágio; a escolha de um coletivo de juventude para organizar os trabalhos nos estados; a realidade do jovem trabalhador na atual conjuntura; Convenção 158 da OIT; acesso ao crédito fundiário; e políticas assistenciais.

Com esse encontro, a CTB fará um intercâmbio entre os segmentos rurais e urbanos para envolver e unir os dois mundos. “É um encontro reflexivo para compreender os impactos da crise, já que somos os mais afetados. E refletir a respeito das políticas públicas existentes, que são insuficientes e muito superficiais”, finaliza a dirigente da CTB.



Resolução sobre Jovens Trabalhadores 14º Congresso Nacional da UJS - União da Juventde Socialista - Congresso Che Guevara


Somos jovens e somos trabalhadores.

Sofremos com trabalhos degradantes, com a precariedade e a negação de nossos direitos, com o assédio moral e sexual. Mesmo a legislação trabalhista não é cumprida e prevalecem condições degradantes para a juventude que anseia ingressar na vida adulta, ter sua independência, viver dignamente, sem medo do futuro.

Há um grande desperdício da capacidade da juventude brasileira que carece de emprego. Por 20 anos o Brasil não cresceu, e a juventude foi vítima desta ofensiva anti-nacional contra o futuro do nosso país.

Estes jovens são público privilegiado para a ação da UJS porque vivem diretamente a exploração capitalista e podem entender como ninguém a mensagem socialista.

No entanto, para dar um salto nesta frente estratégica, com imenso potencial, precisamos elaborar mais sobre o seu funcionamento. Há necessidades próprias ao organizar jovens trabalhadores. O tempo tem outro valor. Por isto, a UJS deve ter atenção em construir espaços amigáveis à organização de jovens trabalhadores, com horários, dinâmicas, responsáveis permanentes para a consolidação da frente, desenvolvendo uma dinâmica de atividades (inclusive esportivas e culturais) e linguagem que permitam a sua incorporação na UJS. É indispensável assegurar um ambiente amigável à organização dos jovens trabalhadores na UJS, adequando horários e locais de reunião desenvolvendo uma tecnologia social própria, a exemplo do que fazemos no movimento estudantil, para incorporar a nova geração de trabalhadores ao movimento sindical e apontar-lhes a perspectiva socialista.

Implementar a organização da UJS entre os trabalhadores é fundamental para completar a nossa consolidação e afirmar o caráter socialista de nossa organização, pela dimensão estratégica de formar a classe trabalhadora do presente e do futuro e para construir o socialismo. É indispensável superar esta grande lacuna de nossa organização, permitindo ao militante socialista completar todo o ciclo de sua juventude na UJS, da escola secundarista até o ingresso pelo trabalho na vida adulta. mantendo as convicções revolucionárias e legando ao movimento sindical uma nova geração de quadros para a atualidade, completando o ciclo etário da nossa escola de socialismo.

Temos avançado bastante ao ter presença de filiados da UJS em muitas categorias. É crescente a incorporação de militantes da UJS trabalhadores no movimento sindical e na Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

O governo Lula realizou concursos que levaram milhares de jovens ao serviço público, e a UJS tem filiados em categorias estratégicas. Articular os jovens trabalhadores da UJS que estão nas fábricas, entre os metalúrgicos, no telemarketing, bancários, metroviários, trabalhadores da educação e da saúde e pesquisadores tem sentido estratégico e pode cumprir um grande papel no desafio deste período que é tornar a CTB a mais importante central na organização da juventude trabalhadora.

Neste sentido, temos de assegurar no próximo período a contribuição da UJS à luta pela redução da jornada de trabalho que pode ser aprovada e seria uma importante conquista, em especial para os jovens trabalhadores, que poderão ter mais tempo livre para o lazer, a educação, o esporte, a cultura e para a militância na UJS. Ademais a UJS deve denunciar com toda a firmeza todas as formas de violação de direitos que atingem os trabalhadores por sua condição juvenil, denunciando o capitalismo.

Mas a tarefa mais importante do próximo período é assegurar melhores condições para os jovens trabalhadores militarem na UJS. Avançamos muito em várias direções que definiram responsável para esta frente estratégica, inclusive nas executivas, e agora é hora de dar seqüência a este trabalho. Nossa ação no movimento sindical deve ser consciente, e não marcada pelo espontaneísmo, e temos o desafio de articular a frente de jovens trabalhadores nacional e localmente, construindo uma rede de coletivos nos Estados e nacionalmente que possa ter um trabalho permanente e acumule uma experiência consistente de organização da UJS entre os trabalhadores apoiando a construção da juventude da CTB, ocupando nosso lugar nos grandes batalhões da luta de classes que são as categorias estratégicas, cheias de jovens que precisam escutar a mensagem socialista para entender sob que regime de exploração vivem.

Esta missão histórica entre os jovens cabe à UJS e será decisiva para enterrar de vez o neoliberalismo e escrever as páginas gloriosas do futuro socialista em nosso país.

domingo, 12 de abril de 2009

Taxas de juros de operações de crédito - sítio do Banco Central do Brasil

http://www.bc.gov.br


Principais modalidades de crédito


ECONOMIA - Em vez de crédito, títulos públicos

www.correioweb.com.br


Bancos aplicam os R$ 100 bilhões liberados pelo BC dos depósitos compulsórios em papéis do governo, quando deveriam destinar o dinheiro para financiamentos a empresas e consumidores

Vicente Nunes
Da equipe do Correio

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem alardeado que o crédito no Brasil já está voltando à normalidade, depois da forte retração provocada pela crise econômica mundial. Mas o que se pode depreender dos números divulgados pelo próprio BC é que, mesmo com todos os estímulos dados pelo governo, em vez de emprestar a empresas e consumidores, os bancos estão preferindo o conforto dos títulos públicos. Praticamente, todos os R$ 100 bilhões liberados dos depósitos compulsórios que as instituições mantêm nos cofres do BC com o intuito de destravar o crédito foram destinados à compra de papéis do governo por meio das chamadas operações de mercado aberto, com vencimento médio de três meses.
Entre setembro e novembro do ano passado, o período mais crítico de falta de liquidez no mercado, os compulsórios caíram de R$ 272,1 bilhões para R$ 187,4 bilhões. Curiosamente, a partir daí, o volume de operações de curtíssimo prazo com títulos públicos deu um salto de R$ 269,6 bilhões, em novembro, para R$ 381,3 bilhões em janeiro. "Não há dúvidas de que os bancos preferiram não correr riscos. Com o mercado nervoso e o medo da inadimplência, quase todo o dinheiro dos compulsórios foi para o overnight (operações de um dia). E isso aconteceu sem que o BC emitisse qualquer sinal no sentido de aplicar algum tipo de punição às instituições financeiras, o que considero uma falha", diz o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor da Dívida Pública do BC.

Algo de errado
Pelos cálculos do Banco Central, de novembro de 2008 para fevereiro de 2009, as aplicações de um dia com títulos públicos (go around) cresceram de R$ 86,6 bilhões para R$ 101,8 bilhões. Já as transações com vencimento entre duas semanas e três meses pularam de R$ 150,7 bilhões para R$ 240,7 bilhões. "Está uma festa. Os grandes bancos, incluindo os públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), que ficaram com o grosso dos compulsórios, não querem saber de emprestar para o setor produtivo nem para os consumidores. Mas esse dinheiro que está no overnight é vital para a retomada do crescimento do país. Sem crédito, a economia não anda", afirma José Luiz Rodrigues, sócio da Consultoria JL Rodrigues.
Para mostrar o quanto está fácil a vida dos bancos, Rodrigues recorreu a informações do BC para comprovar como o crédito está escasso, mesmo com a injeção de R$ 100 bilhões promovida pelo governo com a liberação dos compulsórios. Em setembro, quando explodiu a crise, com a quebra do banco americano Lehman Brothers, as concessões acumuladas de empréstimos e financiamentos com recursos livres (sem obrigatoriedade de direcionamento para algum segmento) totalizaram R$ 162,2 bilhões. Em janeiro desde ano, as concessões haviam encolhido para R$ 123,4 bilhões e caíram ainda mais em fevereiro, para R$ 123,4 bilhões.
"Ou seja, na mesma proporção em que os compulsórios foram sendo liberados, as operações de curtíssimo prazo dispararam e as concessões de crédito caíram. Algo está errado", assinala Freitas Gomes. Ele reconhece, porém, que, em fevereiro, já sob o reflexo do corte de um ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), de 13,75% para 12,75% ao ano, que remunera os títulos negociados no overnight, houve redução nas aplicações do mercado aberto - de R$ 381,3 bilhões para R$ 366,3 bilhões. Os mais espertos migraram para papéis com taxas pré-fixadas, que garantem juros mais altos por um prazo mais longo.

Sentados na grana
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, reconhece a forte migração dos compulsórios liberados pela instituição para o overnight. "Mas nem todo o crescimento dessas operações foi dinheiro dos compulsórios. Nesse período, o Tesouro resgatou parcela importante da dívida pública. E o dinheiro que ficou sobrando na economia foi retirado pelo BC", argumenta. Tal justificativa, porém, não convence José Luiz Rodrigues. "É verdade que a liberação dos compulsórios foi importantíssima para que o sistema financeiro se mantivesse de pé. Mas o certo seria que o dinheiro pegasse os grandes bancos com apetite para emprestar. O que não foi o caso. No máximo, essas instituições se dispuseram a comprar algumas carteiras de crédito dos bancos médios e pequenos, o que só contribuiu para aumentar a concentração do mercado", destaca.
Mesmo os bancos de menor porte que receberam compulsórios não liberaram recursos para crédito. Preferiram ficar sentados em cima do dinheiro, aplicados em títulos públicos. Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos, acredita que esses bancos devem voltar a emprestar diante da decisão do governo de criar um seguro especial para depositantes no valor de até R$ 20 bilhões. Com esse seguro, os fundos de pensão, que sacaram todo o dinheiro que tinham nessas instituições, voltarão a operar com elas, pois sabem que, em caso de quebra, receberão os respectivos valores do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Investimentos menores reduzem demanda
Apesar da farra dos bancos com os recursos liberados dos depósitos compulsórios, o BC já não vê mais problema na oferta de crédito. Agora, o que se observa é a redução na demanda, sobretudo por parte das empresas. Como muitas companhias suspenderam investimentos, já não estão precisando tanto de financiamentos. "A demanda por crédito leva em conta a confiança dos empresários, que foi afetada pela crise", diz o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita. "Além de a demanda interna ter diminuído, os preços internacionais também caíram (devido à recessão internacional)", acrescenta.
Para José Luiz Rodrigues, sócio da Consultoria JLRodrigues, não foi somente a perspectiva de vender menos que travou os investimentos e a demanda por crédito pelas empresas. "O problema é que os juros estão altos demais. Não há como uma companhia arcar com taxas de 30,8% ao ano, ainda mais em períodos de forte contração", frisa. A seu ver, é possível que, com a volta dos pequenos e médios bancos ao mercado, ampliando a concorrência, os juros caiam mais depressa. Ele acrescenta ainda que não se pode esquecer que a taxa básica de juros (Selic) continuará em baixa, podendo ficar entre 8% e 9% ao ano, um estímulo para que o custo final do crédito fique mais acessível.
Mais pessimista, o economista-chefe da Gap Asset Management, Alexandre Mais, é taxativo: "Só veremos os investimentos produtivos de volta quando as empresas retomarem a confiança e estiverem certas de que vão poder produzir, pois haverá compradores para suas mercadorias". (VN)

Fonte: Correio Braziliense
http://www.anabb.org.br/mostraPaginaClippingTodos.asp?dataClipping=4/6/2009&codServico=33

www.uol.com.br

08/04/2009 18h28

Banco do Brasil: Lima Neto nega pressão política




08/04/2009 - 13:18

Luis Nassif On Line: As mudanças no BB

Por Roberto São Paulo/SP

da Agência Brasil , Última modificação em 8 de Abril de 2009 - 13h05

Funcionário de carreira do Banco do Brasil é o novo presidente da instituição

Daniel Lima e Kelly Oliveira \Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou há pouco que Aldemir Bendine é o novo presidente do Banco do Brasil. Ele substitui Antônio Francisco de Lima Neto, que assumiu o cargo em dezembro de 2006. Bendine é funcionário de carreira do BB há 30 anos, e, até então, era vice-presidente de Cartões e Novos Negócios de Varejo da instituição.

Neste momento, Mantega concede entrevista sobre a saída de Lima Neto da presidência do Banco do Brasil. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia confirmado que ele deixaria o cargo, mas o nome do substituto não tinha sido anunciado…………………………………

Comentário

O Banco do Brasil tem essa dupla personalidade, de banco público e banco com capital em Bolsa, disputando mercado com bancos privados.

Tem vantagens de ser banco público, como acesso a depósitos públicos, repasse de recursos públicos, folha de pagamentos dos funcionários e o aval do Tesouro. Quando eclodiu a crise, por exemplo, o BB foi amplamente beneficiado por depósitos que fugiram de outros bancos.

A contrapartida é ser um instrumento de políticas públicas. É evidente que há limites para essa utilização do banco. Não se pode afetar seu desempenho, tem que se mensurar o custo de qualquer pedido que fira sua lógica econômica.

Mas não há nenhuma incompatibilidade entre cumprir a função pública e a privada.

Por exemplo, o governo definiu como prioritária a consolidação da agricultura familiar como fornecedora de biodiesel. O BB tem o Pronaf, para financiamento da agricultura familiar. Montou uma área social, importante para a imagem do banco e importante para a inclusão de novos clientes. Portanto, pode casar atuação social com busca de resultados.

Quando recebe a ordem de reduzir os juros, não há nada que fira seus interesses. Pelo contrário, o banco foi beneficiário de aumento de depósito e, com a redução, poderia avançar na conquista de market-share.

Os problemas do BB foram de outra ordem. No primeiro governo Lula, houve ampla infiltração política no banco, que causou enormes dissabores à corporação BB. Depois dos escândalos - que culminaram com a demissão do Diretor de Marketing, da diretoria da Cobra Informática, entre outros - a corporação sentiu-se fortalecida. E aí o corporativismo falou mais alto que a interlocução com a área econômica.

Deixou-se de lado a visão estratégica, a busca de market share e falou mais alto a competição com o setor privado - especialmente nos indicadores de rentabilidade. O banco se fechou em si, como se tivesse se sentido humilhado pela perda da liderança histórica do mercado bancário brasileiro, após a fusão Itau-Unibanco.

O banco manteve a rentabilidade, mas sua participação, na luta contra a crise, acabou sendo ofuscada pela Caixa Econômica Federal.

Aparentemente, a mudança irá promover ajustes de conduta que seguramente serão benéficas ao país, e provavelmente benéficas para o banco.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Spread: a gravidade da política de juros no Brasil






8 DE ABRIL DE 2009 - 18h47


A decisão do governo de trocar o presidente do Banco do Brasil mostra, de forma concreta, a disposição da equipe econômica de atacar um dos focos que travam a aplicação de políticas contra os efeitos da crise econômica global no país. Ao assumir o posto de Antônio Francisco de Lima Neto, o novo presidente do banco, Aldemir Bendine, terá pela frente, como disse o ministro da Fazenda Guido Mantega, um “contrato de gestão” — sua missão consiste em elevar o volume de crédito e reduzir o spread (a diferença entre o custo do banco para captar dinheiro e a taxa cobrada dos clientes). O episódio chama a atenção para a gravidade da política de juros no Brasil.

Por Osvaldo Bertolino



A “obsessão” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reduzir o spread bancário é um alento. Os lucros dos bancos — inclusive do Banco do Brasil —, não é de hoje, atingiram dimensões de escândalo. Dinheiro que poderia irrigar a economia entra nos cofres das instituições financeiras de uma forma inaceitável. Segundo cálculos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), só em 2008 os brasileiros pagaram R$ 134,5 bilhões em spread. Uma comparação sobre o custo do crédito no Brasil e em outros países demonstra que as taxas brasileiras são bem mais altas do que as cobradas no exterior, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo indica que o empréstimo para pessoa física no Brasil chega a custar dez vezes mais do que em uma agência européia do mesmo banco. No caso de pessoa jurídica, o brasileiro tem que pagar quatro vezes pelo empréstimo em relação ao valor cobrado nos Estados Unidos e na chamada Zona do Euro. O valor pago em spread em 2008 corresponde, por exemplo, a mais que o dobro do Orçamento anual do Ministério da Saúde ou a 289 milhões de salários mínimos. A maior parte dos R$ 134,5 bilhões foi paga nos empréstimos de pessoas físicas. No ano, os consumidores pagaram aos bancos R$ 85,4 bilhões e as empresas, R$ 49,1 bilhões, segundo a Fecomercio-SP.

A barreira do spread não se justifica diante do esforço do governo para elevar o volume de crédito. Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma medida que oferece como garantia, para os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos pelos bancos de menor porte, os recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com o objetivo de prover liquidez. A expectativa da equipe econômica é que os bancos tenham cerca de R$ 40 bilhões a mais para emprestar. Segundo informou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o valor poderia ser superior a R$ 100 bilhões se todos os bancos fizessem a operação.

Transferência brutal de recursos

A aposta de Mantega é que, com maior crédito disponível na economia brasileira, haverá uma redução dos juros e, consequentemente, do spread. “Nós temos uma oferta de crédito maior. Isso significa que esses bancos que estão captando a taxas mais elevadas vão captar a taxas menores (CDB mais 1%) e isso diminui a taxa dos empréstimos. A tendência é que caia o spread por causa disso. Acredito que é um mecanismo que vai ser usado e que vai ajudar pequenas e médias empresas”, afirmou. Meirelles disse que as medidas do CMN objetivam a competição dos bancos para baixar juros.

São medidas louváveis, mas de pequeno alcance diante do tamanho do problema. O Brasil convive com a anomalia de uma agiotagem financeira oficializada, dirigida pelo Banco Central, alimentada pela indexação de juros instituída em 1964 — TR, TJLP, TBF, CDB, CDI, over, spread, Selic etc. A Assembléia Nacional Constituinte de 1988 pretendeu corrigir a anomalia existente estipulando juros máximos, para qualquer modalidade, de 12% ao ano, como era antes de 1964. Mas o poder granjeado pela direita com o Plano Real passou por cima do espírito da Constituição.

O governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) abriu as portas para a transferência brutal de recursos públicos para os bancos ao adotar a constante elevação dos juros como esteio da política de “estabilidade” da moeda. A medida provisória que instituiu o Plano Real anunciou o ''Fundo de Amortização da Dívida Mobiliária Federal'', o embrião do superávit primário que até hoje inferniza a vida brasileira. Os neoliberais venderam ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cortaram despesas orçamentárias para formar o ''Fundo de Estabilização Fiscal''.

Juros poderia ser caso de polícia

Antevendo o estrago que a turma de FHC promoveria, o então presidente da República Itamar Franco, que nunca foi o paspalhão que a mídia tentou pintar, pediu ao Congresso Nacional que agilizasse a regulamentação do artigo da Constituição que determina o limite de 12% ao ano para a taxa de juros. Ele, no entanto, era quase uma voz isolada no país. Mas logo se veria que sua preocupação tinha razão de ser — no primeiro dia útil do Real, a taxa de juros, puxada pelo Banco Central, disparou, chegando aos 12%. Um ano depois, já estava em 60%.

Poderia ser um caso de polícia. Antes de 1964, havia no Brasil crédito diferenciado e juro máximo de 12% ao ano. A agricultura levantava empréstimo no Banco do Brasil a 3,5% e 4% ao ano; a indústria, a 5% e 6% ao ano; o comércio e o transporte, a 6% e 7% ao ano. Como lembra o economista Ney Bassuino Dutra em artigo no Monitor Mercantil, na Rua do Ouvidor, na cidade do Rio de Janeiro, a polícia volta e meia corria procurando prender dois tipos de contraventores: um, que vendia “rabinho de coelho” para dar sorte; outro, agiota que emprestava dinheiro a juros aos funcionários públicos a 14% ao ano.

Além desse problema estrutural da economia brasileira, os juros do financiamento à produção incidem sobre os custos das mercadorias, elevando os preços. Essa elevação o Banco Central não considera inflação. Segundo Ney Bassuino Dutra, hoje respeitáveis organizações bancárias emprestam a 500% e 600% ao ano, amparadas pelo Banco Central, a institução criada para ser “o guardião da moeda nacional”. Ele lembra que outrora o Banco do Brasil, na condição de supridor de dinheiro, controlava os juros e o dinheiro emprestado, dentro do estabelecido pela “Lei da Usura” vigente, à produção, ao consumo e ao financiamento da casa própria, com juros compatíveis com a dignidade humana.

Liberdade para os bancos

Marcos Cintra, outro economista de renome, em artigo no jornal Diário do Grande ABC disse que um dos principais problemas do Brasil são os escandalosos spreads cobrados pelos bancos. “Através deles ocorre uma absurda transferência de riqueza das empresas e dos trabalhadores para o setor financeiro”, escreveu. Segundo Marcos Cintra, o Brasil tem um dos maiores spreads do mundo. “A diferença entre o que os bancos pagam para captar dinheiro e o que cobram nos empréstimos fechou em dezembro do ano passado em 30,6 pontos percentuais. Em média os bancos pagam 12,6% quando um investidor faz uma aplicação e cobram 43,2% quando emprestam aos seus clientes. Quando o spread se refere apenas às pessoas físicas ele é superior a 45 pontos percentuais”, disse.

O economista afirmou ainda que problema do custo do dinheiro no Brasil era equivocadamente focado quase que exclusivamente na redução da taxa Selic. “Porém, gradualmente os analistas perceberam que os juros que sufocam a economia brasileira são os aplicados ao tomador final. Para as empresas as taxas anuais ultrapassam 38% para o financiamento do capital de giro, 45% no desconto de duplicatas e 76% na conta garantida. Para as pessoas físicas superam 60% no crédito pessoal e 175% no cheque especial. Ou seja: os bancos multiplicam a Selic de três a catorze vezes quando emprestam para seus clientes”, escreveu.

Uma das propriedades do mercado financeiro brasileiro é oferecer liberdade para que os bancos decidam quanto irão cobrar sobre cada tarifa — e, inclusive, decidir quais serão as tarifas existentes. Há algum tempo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse que há desconfiança de que os bancos brasileiros agem como um cartel na hora de estabelecer o preço de tarifas. O Banco Central, que deveria pôr freio nessa farra — a instituição, sob as ordens do banqueiro Henrique Meirelles, controla com exclusividade a Casa da Moeda (emissão de dinheiro), a entrada e saída de capitais, o câmbio, o juro, o balanço de pagamento das contas externas, entre outras atribuições —, na prática finge que nada vê.

Resposta de Henry Ford

A rigor, o Banco Central é o principal patrocinador dessa farra. A economista Sandra Quintela, do Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs), revelou ao Monitor Mercantil que só em 2009 a gastança com juros e amortizações da dívida consumirá R$ 234 bilhões, mais R$ 756 bilhões com amortizações via emissão de títulos, o que significa a metade de todo o Orçamento. ''Enquanto isso, para toda a folha de pessoal estão previstos R$ 169 bilhões, incluindo todos professores, médicos e demais servidores ativos, aposentados e pensionistas'', afirma. A economista destaca que a crise torna claro como a dívida pública é o centro dos problemas nacionais.

O cidadão Jonathan Teixeira resumiu a ópera ao revelar como funciona a farra financeira, em carta publicada no ''Painel do Leitor'' do jornal Folha de S. Paulo no dia 26 de agosto 2002. ''Deixa eu ver se entendi: os bancos pegam meu dinheiro, que pagam quando muito a 6%, e emprestam a 12% para os exportadores. Os exportadores, em vez de produzir, exportar e gerar empregos, emprestam o meu dinheiro para o governo a 25% e embolsam a diferença. O governo paga a eles com o meu dinheiro, dos meus impostos, e isso não é ilegal?!'', escreveu. Muito tempo antes, Henry Ford, industrial norte-americano que revolucionou a indústria automobilística no começo do século 20, resolveu a equação. ''Sabe-se muito bem que o povo não entende nada do sistema bancário e monetário, porque, se entendesse, acredito que haveria uma revolução antes de amanhã cedinho”, disse.

Boletim Informativo do PC do B do DF

CURSO DE FORMAÇÃO EM GOIÂNIA DEBATERÁ CRISE E SUAS CONSEQUÊNCIAS

De 17 a 23 de abril de 2009, na cidade de Goiânia-GO, será realizado curso de formação da escola nacional para militantes e filiados da região centro-oeste. No curso serão ministradas aulas sobre a Dinâmica do Modo de Produção Capitalista que debaterá a crise, suas causas e consequências no Brasil. Haverá também aulas relativas a Concepção de mundo dos comunistas; Formação política, econômica e social do Brasil; Concepção de partido e socialismo no século XXI.

O valor das inscrições é de R$ 210, 00 (Duzentos e dez reais) cobrindo despesas com hospedagem, material de didático e alimentação dos participantes. Para inscrever-se e maiores informações é necessário entrar em contato no telefone - 61-3226-5247.

Para conhecer mais sobre a Escola Nacional do Partido, seus currículos e coordenações, você pode acessar o endereço
www.vermelho.org.br/pcdob/escolanacional/.Além disso, boa parte da bibliografia recomendada pode ser encontrada nos ícones da Biblioteca Marxista e Cadernos de formação no site do PCdoB.

II CONFERÊNCIA NACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL INICIA ATIVIDADES

Começam as reuniões preparatórias realtivas a II Conferência Nacional sobre promoção da Igualdade Racial no DF. Ocorrerão atividades em diversas cidades em busca de debater as propostas que serão levadas a Conferência Distrital e nacional, além de eleger os delegados que representarão o Distrito Federal.

A UNEGRO esta convidando todos interessados no debate a participar das atividades e apresenta um tese para contribuir coma a formulação de uma política pública relativa a igualdade racial no Brasil. Os interessados, por favor, entrar em contato,
com Sérgio Pedro e Zezito Reis contato -61-3226-5247.

CURSO DE INICIAÇÃO DF CHEGA A RETA FINAL COM GRANDE RECEPTIVIDADE


Na Segunda-Feira, dia 06 de abril, com aula sobre formação social do DF e quarta-feira, dia 08 de abril, com a aula sobre Dinâmica do Modo de Produção Capitalista, encerra o curso de iniciação ao marxismo-leninismo.



sede

HOMENAGEM A PAULO CASSIS E ADELITE EMOCIONA TODO O PARTIDO

AdeliteAdelite

Familiares, militantes doPCdoB-DF, e membros da direção nacional do PCdoB ( Renato Rabelo, Walter Sorrentino, Pedro Oliveira e Vital Nolasco) emocionaram-se na noite de terça-feira, dia 31 de março de 2009, na inauguração da sede do PCdoB-DF com as homenagens feitas a Paulo Cassis e Adelite Moreira pela Direção do PCdoB-DF.


Foi inaugurado o o Auditório Paulo Cassis e Sala Adelite Moreira aos gritos do " Paulo Cassis, presente; Adelite presente... " e decerradas placas em memória aos fundadores do partido no DF que combateram com grande coragem a ditadura militar.

Resgatar a memória de tão nobres combatentes enobrece o partido no DF e agradecemos, em nome do partido, a presença dos familiares e de todos os militantes neste importante evento.

Quem foi Paulo Cassis?

Paulo CassisPaulo Cassis iniciou sua militância no movimento estudantil secundarista na organização Ação Popular (AP). Cursou Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB), militando ao lado de Honestino Guimarães em 1968. Após muitas perseguições foi obrigado entrar para a clandestinidade. Ele conseguiu não ser preso ao lado de mais sete estudantes e fugiu para o Rio depois do cerco armado pelos militares no campus da UnB.

Já no PCdoB, ele ficou durante 12 anos escondido nas cidades de Aracaju (SE), Salvador (BA), Penápolis (SP) e Goiânia (GO), sobrevivendo na maior parte do tempo como datilógrafo em jornais diversos.

Assim que voltou da clandestinidade passou no concurso de datilógrafo do Senado e ajudou a fundar o Sindicato dos Trabalhadores no Legislativo (Sindilegis). Teve permanente militância e dedicação a todas as causas defendidas pelo PCdoB, sendo Presidente Regional do Partido em 1985.

Cassis, na época de seu falecimento, era membro do Comitê Regional do PCdoB/DF e a Secretário-Geral da Federação das Associações de Moradores do DF e Entorno – FAMIBRE.


Renato

Assista o video , onde Renato Rabelo Fala sobre inauguração da sede do PCdoB do Distrito Federal .


Comitê Regional do PCdoB-DF, Setor de Diversões Sul -SDS, Venâncio Júnior, sala 201 - Brasília - DF, telefone : (61)-3226-5247 -
Este Boletim é de responsabilidade da Secretaria de Comunicação do Comitê Regional do PCdoB-DF. Colaboração : Eduardo Martins - Webmaster

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=53164

26 DE MARÇO DE 2009 - 12h47

PCdoB/DF realiza panfletagens no aniversário do Partido

Professores, estudantes, sindicalistas, operários, assessores parlamentares, funcionários públicos, todos militantes do PCdoB participaram de uma grande atividade na Rodoviária do Plano Piloto no dia em que o partido comemorou seus 87 anos.



Os militantes candangos distribuíram a edição deste mês do jornal A Classe Operária e também uma nota do PCdoB/DF sobre os 87 anos de luta do partido.

Segundo o secretário de Organização do PCdoB/DF Alan Bueno ''houve uma receptividade muito grande, inúmeras pessoas nos procuraram para pedir os nossos materiais''.

Para o presidente do PCdoB/DF Apolinário Rebelo a receptividade que os militantes encontraram na panfletagem acontece em todas as cidades do Distrito Federal ''nós estamos recebendo diveros pedidos de filiação de dirigentes sindicais, dirigentes do movimentos social, pois todos identificam o PCdoB como uma força política consequente, democrática e acima de tudo intransigente na defesa dos interesses do nosso povo''.

A primeira atividade do dia foi uma panfletagem organizada pela Base do Congresso, onde foram ditribuídos exemplares da Classe Operária na entrada dos trabalhadores da Câmara dos Deputados.

O PCdoB/DF também inaugurará a sua nova sede na próxima terça-feira, dia 31 de março no Conic, Ed. Venancio Jr. 2º andar sala 201.

De Brasília

Gustavo Alves

segunda-feira, 6 de abril de 2009

PCC é um dos destaques nos debates do Congresso Distrital dos Empregados da Caixa Imprimir Enviar por Email
24/03/2009

A discussão sobre novo Plano de Cargos e Comissões (PCC) - ou Plano de Funções Comissionadas (PFC), com também está sendo chamado -, despertou grande interesse entre os participantes do Congresso Distrital dos Empregados da Caixa realizado neste sábado, dia 4 de abril, na sede do Sindicato. O ato de abertura ocorreu às 9h, após café da manhã, e o encerramento deu-se às 18h com a eleição dos delegados do Distrito Federal ao 25º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), que será realizado entre os dias 23 e 25 de abril, em Brasília.

O Congresso Distrital debateu os assuntos que se apresentam como desafios ao movimento dos empregados e definiu as propostas de Brasília que serão levadas ao Conecef para, posteriormente, serem colocadas sobre a mesa das negociações permanentes com a empresa. Além do novo PCC, foram destaque também no congresso as questões relativas ao PCS, ao Saúde Caixa, à jornada de trabalho e ao REG/Replan não-saldado, entre outras.

Em relação ao PCC, foram definidas como propostas extinguir o CTVA, valorizar as carreiras técnicas, instituir promoção automática por tempo de função, efetivar a jornada de 6h para todos sem redução de salários e outras. Sobre PCS, foram levantadas questões como fim do delta zero e necessidade de revisão dos requisitos para promoção por merecimento.

O Congresso Distrital reiterou o repúdio aos seguidos atos de discriminação aos participantes do REG/Replan não-saldado da Funcef e posicionou-se pela continuidade da defesa dos que decidiram remanescer no referido plano, para que seja respeitada a opção que fizeram, sem retaliações. A proposta foi também de reforço a todas as fermentas de luta de que dispões as entidades sindicais e associativas, incluído as ações jurídicas.

Sobre o Saúde Caixa, foram destacados os problemas relativos a descredenciamentos, descontos indevidos com demora no reembolso e carência de pessoal nas Gipes. Entre as propostas aprovadas estão a criação do plano Saúde Família e o estabelecimento de caráter deliberativo ao Conselho de Usuários do Saúde Caixa.

As discussões de propostas em grupos de trabalho foram antecedidas por dois painéis de debates: um sobre conjuntura internacional e nacional, com o assessor econômico da Funcef, Heglehyschynton Marçal, e outro sobre a Caixa e a Funcef, com o gerente de Planos Atuariais da fundação, Valmir Gôngora.

A plenária final do congresso definiu as reivindicações específicas para deliberação no Concef e elegeu os 31 delegados que irão representar Brasília no evento nacional dos empregados. Na delegação, seis eleitos representam o segmento aposentados.

4 DE ABRIL DE 2009 - 02h31 - Seminário renova debate sobre projeto comunista de nação

www.vermelho.org.br

4 DE ABRIL DE 2009 - 02h31

“Sempre que o partido tirou do centro de sua atuação a questão nacional, acabou se ausentando de batalhas importantes para o país”. A análise, feita por Luís Fernandes, da Finep, resume o principal foco deste primeiro dia de debates do seminário “Desvendar o Brasil”. Permeado por temas polêmicos e apresentações contundentes, o evento feito pela parceria entre a Fundação Maurício Grabois e o PCdoB reuniu, nesta sexta-feira (3) cerca de 300 pessoas na capital paulista.

Sob o tema “O Brasil, seu povo, sua cultura e sua identidade”, os palestrantes – além de Fernandes, o deputado Aldo Rebelo e o secretário de Movimentos Sociais e Juventude do PCdoB, Ricardo Abreu – procuraram esmiuçar as características dos brasileiros tendo como fator fundamental a luta pela implantação de um projeto de nação soberano como caminho para, em longo prazo, se atingir o socialismo.

Conforme Luis Fernandes, que preside a Financiadora de Estudos e Projetos, o PCdoB, desde sua origem, soube participar de momentos relevantes das principais lutas nacionais. “Em ocasiões como a criação da Aliança Nacional Libertadora, a campanha “O petróleo é nosso” e mesmo a Constituinte de 1988, o partido levou ao centro destes debates a questão do projeto de nação”, o que, segundo ele, não teria ocorrido na Revolução de 1930 e nos anos 1950, quando o partido se opunha a Getúlio Vargas. “Foram atitudes que expressaram certa incompreensão da importância do projeto nacional”.

Para Fernandes, é fundamental que os comunistas – que com este seminário buscam subsidiar as discussões sobre a renovação do programa socialista durante o 12º Congresso – tenham “clareza de que a batalha pela construção de um projeto nacional é parte da luta contra o imperialismo e pela construção do socialismo”.

Fernandes defendeu que, para se conceber um projeto conseqüente, é necessário partir da análise concreta da realidade brasileira sob a ótica do marxismo. Desta maneira, destacou algumas contribuições teóricas. Primeiramente, tratou da falsa contraposição entre as questões de classe e a questão nacional. “Marx não contrapôs estes pontos. O que nos deu como grande contribuição foi a interpretação de classe para entender a questão nacional”, explicou.

Em seguida, Fernandes destacou as reflexões de Lênin sobre o imperialismo, que ainda hoje estão atuais. “O movimento revolucionário tem duas vertentes: a clássica, vinda das lutas operárias, e a luta de libertação das colônias. Foi essa formulação que tornou possível aos movimentos marxistas serem baluartes dos processos de independência. Muitos pretensos ‘socialistas radicais’ se opunham à autodeterminação dos povos colocada por Lênin como fundamental para a resistência ao imperialismo”.

Analisando estritamente a formação do Brasil, Fernandes lembrou que o país ainda reflete aspectos que marcaram sua origem. “Sob a criminosa violência da ordem escravocata, forjou-se uma sensibilidade própria dos brasileiros advinda, por um lado, da subjetividade dos dominados – negros e índios – e, por outro, da dos dominantes – os portugueses”.

Como um dos muitos resultados dessa formação está, de acordo com Luis Fernandes, “a tibieza de nossa elite” especialmente diante dos países mais poderosos. Isso explicaria, em parte, a “raiva da elite contra o governo Lula”, que tirou o Brasil de uma posição submissa na política externa e garantiu ao país reconhecimento internacional. “Isso deixa pessoas como o ex-presidente FHC nervosos”, brincou. Por isso, explicou, pensar alternativas para a emancipação nacional é levar tais aspectos em consideração e “valorizar a singular combinação de sincretismo cultural e miscigenação”.

O povo como protagonista

O deputado federal pelo PCdoB-SP, Aldo Rebelo, por sua vez, enfatizou a trajetória de luta dos brasileiros pela conquista da democracia e da igualdade. Inicialmente, ele lembrou que “somos um povo capaz de buscar sua própria identidade”, o que deu ao Brasil “grandes potencialidades de realização como povo e como país. Conquistamos nosso território em meio a muitos riscos. Poderíamos ser uma ‘América Portuguesa’, mas tivemos a capacidade de unir todo esse território num mesmo Estado nacional”.

Contrário à ideia de que o povo pouco participou das principais mudanças que marcaram a história do país – tese que costuma pôr a elite como condutora de tais processos – Aldo disse que “o Brasil fez sua trajetória através de jornadas históricas composta por todos aqueles que se sacrificaram para que o país se tornasse independente em 1822”, enquanto outras colônias, como Angola e Guiné, só a conseguiram nos anos 1970.

A proclamação da República, enfatizou, “não foi um pacto de elites; foi uma vitória do povo, daqueles que foram fuzilados desde o Rio Grande do Sul até o Pará”. Aldo lembrou, entre outros, de José Bonifácio, que teve papel fundamental da formação de um Estado brasileiro democrático. Nos anos 20, fatos como a fundação do Partido Comunista do Brasil, a Semana da Arte Moderna, a rebelião tenentista, bem como nos anos 1930 a luta pela industrialização, o movimento de mulheres e de estudantes, a mudança da legislação trabalhista, entre outros fatos, “marcaram a continuação daquelas jornadas e o povo estava presente em todas. Tais acontecimentos criam, na memória dos brasileiros a exigência e a necessidade de mudanças”.

Na atualidade, Aldo ressaltou: “o mundo exige que a luta dos povos se dê pela resistência das nações (ao imperialismo)” e, para ele, Lula teve papel relevante nesse processo. “O presidente conseguiu parar o processo de desmonte do Estado”.

Finalizando sua intervenção, o parlamentar perguntou: “a questão nacional é central, mas sob a orientação de quem?”. Segundo ele, “o que distingue a nossa visão sobre a questão nacional daquela dos setores conservadores é que acreditamos em nação somente com a ampliação das liberdades de nosso povo. Nossa questão nacional está intrinsecamente ligada à questão social”. E afirmou: “o povo precisa ser realmente incorporado à nação como protagonista político e social. E essa não é a preocupação das forças conservadoras. Seu projeto para o país está ligado essencialmente aos seus próprios interesses comerciais e financeiros. A nação, para nós, não é mera abstração; é o nosso povo”.


Momento de redescoberta

Na última apresentação da noite, Ricardo Abreu, o Alemão, tratou da atual fase que classificou como sendo de redescoberta do Brasil pelos comunistas. “Nosso desafio coletivo, de dimensão histórica, é desenvolver uma teoria – e uma política – marxista, brasileira e contemporânea. Em outras palavras, trata-se de enfrentar a crise da teoria revolucionária, atualizando o marxismo e, ao mesmo tempo, fundindo-o com o pensamento nacional e latino-americano mais avançado”.

O dirigente baseou sua apresentação nos clássicos do marxismo, mas também bebeu na fonte de figuras tão diferentes como Darcy Ribeiro e Stalin. Seu foco foi tratar da construção do povo brasileiro dentro da sua diversidade; a necessidade premente de construção de um projeto nacional soberano, igualitário e ainda mais democrático casado com a integração latino-americana; a formação miscigenada de nosso povo e, com base em todos esses aspectos, a busca pelo socialismo. Citando o comunista peruano José Carlos Mariátegui, colocou: “não queremos, certamente, que o socialismo seja na América decalque e cópia. Deve ser criação heróica”.

Contra visões que procuram dividir o povo brasileiro de acordo com as etnias que o formaram, Alemão lembrou que “o Brasil é um Estado-nação independente, fundado em 1822, com uma só nacionalidade, um só povo-nação que representa 99,6% da população. Ao mesmo tempo pode ser considerado pluriétnico, pois tem 0,4% da sua população reunida em 280 comunidades indígenas que mantém a sua etnicidade, mas são tribais, não são nacionalidades”.

Recordando Darcy Ribeiro, Alemão enfatizou: “os brasileiros saberão ‘enfrentar com êxito as tensões sociais decorrentes de uma ascensão do negro, que lhe augure uma participação igualitária na sociedade nacional. É preciso que assim seja, porque somente assim se há de superar um dos conflitos mais dramáticos que desgarra a solidariedade dos brasileiros”.

Por fim, salientou: “somos antiimperialistas porque somos patriotas e revolucionários. O internacionalismo latino-americano e o patriotismo são inseparáveis”.

Exigência da atualidade


Antes de os palestrantes discorrerem sobre os temas propostos, Adalberto Monteiro, presidente da Fundação Maurício Grabois, e Renato Rabelo, presidente do PCdoB, fizeram uso da palavra. “Conhecer mais e melhor o Brasil contemporâneo é uma exigência, uma necessidade que se impõe às forças políticas progressistas que têm compromisso com a Nação, com o país, com povo e os trabalhadores”, disse Monteiro.


Segundo ele, o seminário se realiza “numa circunstância impar”. “Se a última década do século 20 foi marcada pela proclamada crise do socialismo, o final do primeiro decênio do século 21 simboliza a crise do capitalismo e notadamente o fracasso dos dogmas neoliberais”. Neste contexto, ponderou, “o marxismo é revalorizado e o socialismo se apresenta como uma alternativa renovada e viável”.
Renato Rabelo, por sua vez, destacou que o debate é o começo do processo que culminará no 12º Congresso. “Suas discussões servirão de matéria-prima para nossas futuras elaborações”.

O dirigente ressaltou que o “debate é essencial porque para se fazer um novo programa é preciso partir da realidade concreta de nosso país. Temos nossa base teórica, mas precisamos conhecer a fundo nossa própria realidade. Isso é fundamental para cheguemos a um programa candente, vivo, e não meramente formal”.

Rabelo lembrou que ao se tratar da superação da crise “a grande questão que não tem sido considerada é que enfrentamento deve se dar do ponto de vista político e ideológico. Uma saída meramente econômica é pura abstração”. Ele lembrou que “a solução que tem sido pensada a partir de interesses políticos bem definidos. E a lógica que tem prevalecido é a de nacionalizar os prejuízos e privatizar os lucros”.

O dirigente constatou que “se o processo correr dessa maneira e a saída se der pela via capitalista, viveremos futuramente crises ainda maiores. Por isso existe nesse debate a questão da alternativa socialista”. É dentro deste contexto que se dará a elaboração do novo programa de atuação do PCdoB. “Partiremos basicamente de duas matrizes: a defesa de nossa nação e de nossa soberania e, ao lado disso, a possibilidade real que vivenciamos de darmos importantes passos de sentido civilizacional”.

A coordenação dos trabalhos desse primeiro dia de seminário ficou a cargo do historiador Augusto Buonicore. Para ele, o debate desta sexta-feira “foi uma maneira de darmos continuidade aos esforços teóricos feitos pelos comunistas ao longo dos 87 anos de história do partido”. E concluiu: “o que tiramos de tudo isso é que se é verdade que na história do Brasil o povo sofreu muitas derrotas, é também verdade que a história brasileira é feita pelas conquistas do povo. Por isso, temos muito que comemorar”.

De São Paulo,
Priscila Lobregatte
Fotos: Marcos Slavov


sábado, 28 de março de 2009

Debate sobre a crise no Congresso Distrital dos Funcionários do BB






Debate sobre a crise marca abertura do Congresso Distrital dos Funcionários do Banco do Brasil
27/03/2009


Começou na noite desta sexta-feira 27 de março, no Sindicato, o Congresso Distrital dos Funcionários do Banco do Brasil. A abertura do evento foi marcada pelo debate do tema “Negociações coletivas no contexto de crise”, que teve como expositor Tiago Oliveira, técnico da área de Pesquisa de Emprego e Desemprego do escritório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Distrito Federal.

Como desafio ao movimento dos trabalhadores nas negociações coletivas deste ano de crise no Brasil e no mundo, Tiago destacou a necessidade de um bom diagnóstico do setor econômico em que se insere cada categoria, para que as negociações tenham subsidio adequado. Esse diagnóstico, a seu ver, deve estar alinhado com a “estratégia temporal”, com margem de manobra quanto ao momento de se acelerar ou retardar o desfecho do processo negocial. Como foco das discussões ele prevê a preservação do emprego e do poder de compra dos salários.



O técnico do Dieese entende também que aos trabalhadores e à sociedade em geral caberá lutar por política públicas que respondam aos problemas provocados pela crise, com destaque para a proteção social por meio da ampliação do seguro-desemprego e de programas como o Bolsa Família e o Prouni, entre outros.

Após o debate, os presentes à abertura do Congresso participaram de um coquetel.



O evento será concluído neste sábado 28, com a seguinte programação:

8h30 – Café da manhã e credenciamento
9h – Painel temático sobre Previ e Cassi
11h – Início das discussões em grupo
12h – Almoço
13h – Continuação das discussões em grupo
15h – Plenária
16h – Eleição dos delegados ao 20º Congresso Nacional
dos Funcionários do BB
17h – Encerramento


Fonte: SEEB-DF

sexta-feira, 20 de março de 2009

Dia de São José, dias de esperança



por Paulo Vinícius

Já chegamos ao Dia de São José – com tanto de veredicto que a data tem para os cearenses. Dia 19 de março é dia de definição. O camponês aprendeu na lida com a aridez e o sol inclemente esta mudança que é o equinócio de Outono: se chove, haverá fartura, se não, haverá seca.

E há que celebrar a alegria sertaneja neste 2009 que promete ser de bom inverno – que lá, muito justamente, é quando chove, portanto agora. E o dia de hoje, de onde eu vim, é dia de esperança e alegria. Haverá fartura – feijão verde, pequi, carne, leite e o milho – onde o trabalho e a alegria de viver se abraçarão. É lindo quando isso se dá. A caatinga, nosso bioma tão injustamente tratado como erva daninha, florirá em um tapete verde, emprestando à paisagem uma beleza de ressurreição, grandiosa como a fibra do sertanejo nordestino, na minha opinião o cimento da unidade nacional.


Mas confesso que me espanto com a ligeireza deste ano que corre tanto, e embalado pela data e pelas notícias, deixo a esperança tocar o modo como vejo o presente e prefiguro o futuro. A segunda-feira veio com a notícia da vitória da Frente Farabundo Martí de Liberação Nacional em El Salvador, incluindo Maurício Funes entre os novos próceres latino-americanos que temos a oportunidade de ter à frente de nossos países. Lembro de uma madrugada terrível que passei em claro, insone, em 2003, dia do golpe de estado contra o presidente Chávez, na Venezuela. Pouco vazava do que lá transcorria – só o saberíamos mais à frente e em grande medida ao filme “A Revolução não será televisionada”, mas a frustração ante a certeza do golpe era imensa para mim. Para piorar, nesta noite, passava um filme que contava exatamente o assassinato covarde de Dom Oscar Romero pelos esquadrões da morte que derrotaram então a guerrilha salvadorenha com apoio ianque. Mataram-no em meio à celebração de uma missa. Doía imensamente a percepção de que a noite neoliberal teimava tanto em não passar, que a democracia fora outra vez golpeada. E, vejam só, quanta coisa tem mudado, e tão rápido!


Mais cedo que qualquer um creria, a humanidade apercebe-se que “o rei está nu”. Desnuda, a incompetência da auto-regulação mostrou seu interior de sepulcro caiado. Lembro de tantos noticiários em que um economista ou jornalista explicava-nos que “o Mercado” precisava disto ou daquilo para justificar vilanias, entreguismo e violências contra o povo, e celebro o desmascaramento destas pitonisas de botequim, desmoralizadas pelos fatos. Sabem a mofo seus vaticínios até ontem tão arrogantes, como a tese da suposta superioridade do capitalismo em alocar recursos. Foi de um chocado Alan Greenspan – que por 16 anos esteve à frente do Federal Reserve, inquestionável como um papa do mercado - que veio a constatação mais interessante, a confissão de que a auto-regulação dos mercados não tem bases reais. O mercado não pode ser o elemento que sintetize e regule as relações humanas, que dirija a economia. O mundo será outro, os valores estão em disputa.


Para a História faz apenas um átimo que houve a Queda do Leste. Em 1991 fui ao meu primeiro debate no Auditório Castelo Branco, na Avenida da Universidade com a Treze de Maio, no Benfica, em Fortaleza. Era sobre a crise do socialismo e o 8° Congresso, que tinha como lema “O tempo não pára. O Socialismo Vive”. E aqueles dias tão trevosos não nos turvaram a certeza de que tudo muda, certeza confirmada em tudo pelos fatos. E agora, deparamo-nos com o doce desafio de reafirmar as esperanças e romper as barreiras conceptuais e subjetivas que ainda nos separam da retomada da ofensiva estratégica, a nova luta pelo socialismo.


Neste 19 de março, o presidente Funes vem se encontrar com Lula. Esperanças no sertão, no Brasil e na América Latina, como chuva benfazeja que flore o solo maltratado pelo látego solar. É incrível a capacidade deste florir, tanto da terra física quanto da luta do povo. Nestes dias só recordo das palavras, quase versos, de Amazonas:



“O século 21 será assim: trevas e luzes. No princípio, mais trevas do que luzes. Depois, a humanidade viverá grandes esperanças”.



Sim, estamos entrando numa era de grandes esperanças. Não há que temê-las, mas acreditar e lutar por elas. Estes são dias perfeitos para a militância.

Coletivizando no Youtube