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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Coletivizando a Cançao Latinoamericana

www.lacuerda.net

ALI PRIMERA - El Sombrero Azul
Intro:  Am

A)
E Am
El pueblo salvadoreño tiene el cielo por sombrero,
G C G C
tan alta es su dignidad, en la busqueda del tiempo,
E Am E Am
en que florezca la tierra por los que han ido cayendo,
Dm Am E Am
en que venga la alegria a lavar el sufrimiento,
Dm Am E Am A
en que venga la alegria a lavar el sufrimiento.

B)
E
Dale que la marcha es lenta pero sigue siendo marcha
A
dale que empujando el sol se acerca la madrugada
E
dale que la lucha tuya es pura como una muchacha
A
cuando se entrega al amor con el alma liberada.


Coro:
E A
/Y dale salvadoreño, dale
E A
que no hay pajaro pequeño, dale
E A
que despues de alzar el vuelo, dale
E A
se detenga en su volar./

B)
Al verde que yo le canto es el color de tus maizales
no al verde de las boinas de matanzas tropicales
Los que fueron al Vietnam a quemar los arrozales
y hoy andan por esta tierras como andar por sus corrales

Coro

B)
Hermano salvadoreño viva tu sombrero azul
dale que tu limpia sangre germinara sobre el mar
Y sera una enorme rosa de amor por la humanidad.
Hermano salvadoreño viva tu sombrero azul.
Tendran que llenar al mundo con masacres del Sumpul
para quitarte las ganas del amor que tienes tú.

Coro




sexta-feira, 20 de março de 2009

Dia de São José, dias de esperança



por Paulo Vinícius

Já chegamos ao Dia de São José – com tanto de veredicto que a data tem para os cearenses. Dia 19 de março é dia de definição. O camponês aprendeu na lida com a aridez e o sol inclemente esta mudança que é o equinócio de Outono: se chove, haverá fartura, se não, haverá seca.

E há que celebrar a alegria sertaneja neste 2009 que promete ser de bom inverno – que lá, muito justamente, é quando chove, portanto agora. E o dia de hoje, de onde eu vim, é dia de esperança e alegria. Haverá fartura – feijão verde, pequi, carne, leite e o milho – onde o trabalho e a alegria de viver se abraçarão. É lindo quando isso se dá. A caatinga, nosso bioma tão injustamente tratado como erva daninha, florirá em um tapete verde, emprestando à paisagem uma beleza de ressurreição, grandiosa como a fibra do sertanejo nordestino, na minha opinião o cimento da unidade nacional.


Mas confesso que me espanto com a ligeireza deste ano que corre tanto, e embalado pela data e pelas notícias, deixo a esperança tocar o modo como vejo o presente e prefiguro o futuro. A segunda-feira veio com a notícia da vitória da Frente Farabundo Martí de Liberação Nacional em El Salvador, incluindo Maurício Funes entre os novos próceres latino-americanos que temos a oportunidade de ter à frente de nossos países. Lembro de uma madrugada terrível que passei em claro, insone, em 2003, dia do golpe de estado contra o presidente Chávez, na Venezuela. Pouco vazava do que lá transcorria – só o saberíamos mais à frente e em grande medida ao filme “A Revolução não será televisionada”, mas a frustração ante a certeza do golpe era imensa para mim. Para piorar, nesta noite, passava um filme que contava exatamente o assassinato covarde de Dom Oscar Romero pelos esquadrões da morte que derrotaram então a guerrilha salvadorenha com apoio ianque. Mataram-no em meio à celebração de uma missa. Doía imensamente a percepção de que a noite neoliberal teimava tanto em não passar, que a democracia fora outra vez golpeada. E, vejam só, quanta coisa tem mudado, e tão rápido!


Mais cedo que qualquer um creria, a humanidade apercebe-se que “o rei está nu”. Desnuda, a incompetência da auto-regulação mostrou seu interior de sepulcro caiado. Lembro de tantos noticiários em que um economista ou jornalista explicava-nos que “o Mercado” precisava disto ou daquilo para justificar vilanias, entreguismo e violências contra o povo, e celebro o desmascaramento destas pitonisas de botequim, desmoralizadas pelos fatos. Sabem a mofo seus vaticínios até ontem tão arrogantes, como a tese da suposta superioridade do capitalismo em alocar recursos. Foi de um chocado Alan Greenspan – que por 16 anos esteve à frente do Federal Reserve, inquestionável como um papa do mercado - que veio a constatação mais interessante, a confissão de que a auto-regulação dos mercados não tem bases reais. O mercado não pode ser o elemento que sintetize e regule as relações humanas, que dirija a economia. O mundo será outro, os valores estão em disputa.


Para a História faz apenas um átimo que houve a Queda do Leste. Em 1991 fui ao meu primeiro debate no Auditório Castelo Branco, na Avenida da Universidade com a Treze de Maio, no Benfica, em Fortaleza. Era sobre a crise do socialismo e o 8° Congresso, que tinha como lema “O tempo não pára. O Socialismo Vive”. E aqueles dias tão trevosos não nos turvaram a certeza de que tudo muda, certeza confirmada em tudo pelos fatos. E agora, deparamo-nos com o doce desafio de reafirmar as esperanças e romper as barreiras conceptuais e subjetivas que ainda nos separam da retomada da ofensiva estratégica, a nova luta pelo socialismo.


Neste 19 de março, o presidente Funes vem se encontrar com Lula. Esperanças no sertão, no Brasil e na América Latina, como chuva benfazeja que flore o solo maltratado pelo látego solar. É incrível a capacidade deste florir, tanto da terra física quanto da luta do povo. Nestes dias só recordo das palavras, quase versos, de Amazonas:



“O século 21 será assim: trevas e luzes. No princípio, mais trevas do que luzes. Depois, a humanidade viverá grandes esperanças”.



Sim, estamos entrando numa era de grandes esperanças. Não há que temê-las, mas acreditar e lutar por elas. Estes são dias perfeitos para a militância.

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