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domingo, 19 de julho de 2020

As Lições de Rogério Lustosa: Pedro de Oliveira


Em importante iniciativa editorial, a jornalista Olívia Rangel organizou e publicou em 2002 pela Editora Anita Garibaldi um pequeno—grande livro sob o título “ROGÉRIO LUSTOSA, Lições da Luta Operária”, que já está a merecer uma nova edição diante da dificuldade de se encontrar um exemplar até para consulta.


Publicado 22/10/2017 19:34
Tribuna Operaria povo figueiredo - Reprodução

Nesta obra estão editados 64 textos escolhidos da coluna que o dirigente revolucionário comunista Rogério Lustosa escrevia e o jornal A Tribuna da Luta Operária publicava todas as semanas e que pode-se dizer – apesar de na época não termos tido condições de fazer uma pesquisa de índice de leitura com nossos leitores – talvez tenha sido a coluna do jornal com o maior nível de interesse de quem acompanhava o hebdomadário, pela habilidade com que Rogério combinava seu conhecimento teórico do marxismo-leninismo com a análise concreta da situação concreta brasileira daquele período histórico.

Ao lado destes textos escolhidos da coluna, o livro também publicou uma interessante entrevista com o dirigente do PCdoB Renato Rabelo (hoje presidente da Fundação Mauricio Grabois) que com Rogério conviveu na nobre tarefa de dirigir a organização Ação Popular e a partir de 1972 o partido revolucionário do proletariado no Brasil. Consta também deste livro a Intervenção Especial de Lustosa ao 8º. Congresso do PCdoB, realizado em Brasília em fevereiro de 1992, quando o Partido Comunista do Brasil — pela palavra de encaminhamento do próprio Rogério durante o Congresso — aprovou a conclusão teórica mais destacada do Partido desta época “de lutar desde já pela vigência do socialismo em nossa terra”. Por fim o livro publica um artigo de Olívia para o jornal A Classe Operária, lembrando os cinco primeiros anos da morte de Rogério. Hoje contamos 25 anos de seu falecimento.


Em um destes textos para a TLO, como era chamada a Tribuna pela militância, Rogério abordou a temática da liberdade de imprensa, como sendo uma das questões fundamentais da luta do proletariado no rumo do socialismo. Nesta coluna Rogério citava Lênin, já em 1905, mostrando que “a edição de um jornal é um empreendimento capitalista grande e lucrativo, no qual os ricos dispendem milhões e milhões de rublos. A liberdade de imprensa, na sociedade burguesa, consiste na liberdade que os ricos têm de mentir, corromper, enganar com milhões de exemplares as massas exploradas do povo, os pobres, de um modo sistemático, contínuo e quotidiano”. Essa verdade revelou-se objetiva quando o jornal Tribuna Operária foi violentamente atacado pela Ditadura e por seus órgão ilegais, através de ações clandestinas da direita provocando incêndios de bancas de jornal que vendiam o jornal e outros órgãos de luta pela liberdade e provocando um incêndio criminoso no próprio jornal em sua redação central São Paulo.


Outra ação arbitrária contra a Tribuna foi promovida pela Justiça ditatorial através da famigerada Lei de Segurança Nacional. O órgão de imprensa foi processado através da LSN, e enquadrado como tendo cometido crime em duas ocasiões. Uma delas foi justamente quando esta Justiça considerou as colunas de Rogério Lustosa como atendado contra o governo dos generais. Como na época era o jornalista responsável pelo jornal fui responsabilizado pela publicação dos artigos de Rogério e convocado a depor por uma juíza da Baixada Fluminense, já que o processo foi instaurado no Rio de Janeiro. Essa juíza fazia as perguntas, eu respondia, e ela mesma ditava ao escrivão o que ela considerava que deveria ser anotado no processo. Em certa altura do interrogatório – após vários protestos consignados — o nosso advogado Luiz Eduardo Greenhalgh pediu que o interrogatório fosse acompanhado por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil. E assim foi feito para garantir o que estava sendo declarado pelo depoente. O processo seguiu seu curso de condenação e somente foi anulado após a conquista da anistia no final dos anos 70.

Agit-Prop, Agitação e Propaganda

Logo em seguida a esses episódios, em julho de 1980 o Comitê Municipal de São Paulo do PCdoB (ainda na clandestinidade) aprovou uma resolução inspirada diretamente nos escritos de Lustosa chamada “Agitação e Propaganda, uma tarefa de todo o Partido”. Neste documento se constatava que um dos maiores temores dos inimigos da classe operária e do povo é a informação verdadeira. Tendo a posse dos meios de comunicação, de informação e de divulgação – inclusive utilizando o instrumento da censura à imprensa – a ditadura e a burguesia conseguem afastar, por certo tempo, as massas do caminho da liberdade, da independência e do progresso. Manobrando e falsificando a informação dos acontecimentos, a ditadura tenta abafar as lutas populares e dos trabalhadores, mantendo uma exploração sanguinária e persistente. Para lutar contra esse círculo de fogo o Partido definiu a Agitação e Propaganda como uma atividade prioritária e fez o chamamento a todos os militantes para levar a cabo esta grande tarefa de forma ousada e criatiA resolução a seguir conceitua o que é Agitação, como sendo a organização e execução de um plano que tem a finalidade de levar para as fábricas, empresas, escolas, e colocar “na boca do povo” as posições e palavras de ordem políticas do Partido para aquele momento político. Já o conceito de Propaganda é o lançamento de ideias com as quais se procura ganhar o apoio dos mais amplos setores do povo para determinadas posições programáticas do Partido através de debates, discussões e documentos. Num exemplo desse tipo de conceito o documento lembrava que em 1975, quando o PCdoB lançou o documento “Mensagem aos Brasileiros”, onde consagrou-se a palavra de ordem “Pela convocação de uma Assembleia Constituinte, Livre e Soberana”, a finalidade era a divulgação e discussão de seu conteúdo, com o objetivo de levá-lo ao conhecimento de amplos setores da população. Na época era uma palavra de ordem de propaganda. Com o desenvolvimento da conjuntura, entretanto, a situação exigia profundas transformações sociais e políticas e o movimento popular, as entidades democráticas e os partidos tradicionais já aceitavam a bandeira da convocação de uma constituinte. Passou-se então a encarar que essa palavra de ordem de propaganda se tornasse uma bandeira de agitação imediata.


Ao final do texto o Comitê Municipal conclamava o Partido a levantar a palavra de ordem “Por uma Constituinte, livre e soberana” e também “Por um governo Democrático, e de Unidade Popular”. Desta forma os comunistas aprendiam as Lições do camarada Rogério Lustosa, na execução de suas tarefas concretas.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Jovem Guarani-Kaiowá na ONU “Proteger os direitos das crianças indígenas é garantir a demarcação dos territórios”| Cimi:

Jovem Guarani-Kaiowá na ONU “Proteger os direitos das crianças indígenas é garantir a demarcação dos territórios”| Cimi:




Bachelet aponta a
vulnerabilidade dos povos indígenas, agravadas pelo acesso inadequado
aos serviços de saúde e os riscos na pandemia. Ela afirma ter chegado a
hora de acabar com esta negligência

Em discurso na manhã desta quarta-feira, 1 de junho, durante o Painel
Anual sobre os Direitos da Criança, do Conselho de Direitos Humanos da
Organização das Nações Unidas (ONU), o jovem indígena do Povo
Guarani-Kaiowá, Roger Ferreira Alegre, da Comunidade Amambaí, levou a
realidade dos povos indígena no Brasil à denúncia no painel que debate
Direito da Criança, com tema sobre Meio Ambiente.  No seu discurso,
afirmou que a primeira medida para proteger os direitos das crianças
indígenas “é a garantia da demarcação dos nossos territórios”.

No evento que acontece em Genebra, Suíça, Roger participou do painel
“Perceber os direitos da criança através de um ambiente saudável: apelo à
ação”, onde destacou a vulnerabilidade em que os povos indígenas,
sobretudo as crianças e jovens indígenas estão submetidos.

Para os povos indígenas, a proteção do território é a forma de
garantir o modo de vida tradicional, sobrevivência, o desenvolvimento
como ser humano e o exercício de todos os direitos humanos. Na contramão
destes direitos, o Governo brasileiro tem adotado medidas que além de
paralisar as demarcações dos territórios tradicionais, edita medidas
como a Instrução Normativa 09/2020 da Fundação Nacional do Índio
(Funai), que restringe direito dos indígenas às suas terras e abre
margens para reconhecer a propriedade privada de invasores.

“A não demarcação do território indígena afeta de forma
direta o modo de vida dos povos e os expõe a violências em todos
aspectos”
Com os Guarani, o Governo brasileiro tem uma dívida histórica em
relação a demarcação de seus territórios. “Como consequência, vivemos em
uma situação de insegurança, com riscos à saúde, a alimentação, a
integridade física e mental”, destaca Roger sobre a triste realidade que
as crianças indígenas aprendem logo cedo.

A não demarcação do território indígena afeta de forma direta o modo
de vida dos povos e os expõe a violências em todos aspectos. Segundo os
dados reunidos pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), em 2018,
foram registrados 109 casos de invasões possessórias, exploração ilegal
de recursos naturais e danos diversos ao patrimônio. Nos nove primeiros
meses de 2019, foram registrados 160 casos do tipo em terras indígenas
do Brasil. Ainda foram registrados o assassinato de 135 indígenas em
2018, sendo que os estados com maior número de casos foram Roraima e
Mato Grosso do Sul, onde mora Roger.

Os dados do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no
Brasil, divulgado pelo Cimi anualmente, vão ao encontro do relato de
Roger aos membros da ONU. “Só no ano passado quinze crianças entre seis e
nove anos, enquanto tomavam café da manhã na escola indígena da Aldeia
de Guyraroká foram cobertas por uma nuvAlta Comissária da ONUem de
agrotóxico, causando intoxicação e vários danos à sua saúde”.

Os Guarani-Kaiowá somam aproximadamente 2 mil famílias, 60% são
crianças obrigados a sobreviver em acampamentos, muitos deles as margens
das rodovias em barracas de lona sem acesso a água, saúde, educação,
alimentação, em uma verdadeira crise humanitária.

Diante da pandemia da covid-19, neste 1º de julho, a Articulação dos
Povos Indígenas do Brasil (Apib), contabiliza a contaminação de 9983
indígenas infectados, com a morte de 405 indígenas, de 121 povos em todo
país. A pandemia atingiu de forma mais brusca os povos que não tem seus
territórios demarcados. “Estamos com falta de alimentos em nossos
acampamentos. Muitos de nossos pais e familiares adultos foram
contaminados por trabalharem nos frigoríficos da JBS”, relata o jovem
indígena.

“O acesso inadequado aos serviços de saúde e a outras
instalações agrava seu risco de pandemia. Chegou a hora de acabar com
esta negligência”
Alta comissária de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet.  Foto: Denis Balibouse / Reuters
Michelle Bachelet, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos,
apresentou o relatório sobre os impactos da covid-19 nos direitos
fundamentais, com menção ao Brasil justamente no acesso à informação
fiável pelo público sobre a realidade do contágio viral da covid-19, o
que mina os esforços para conter a pandemia e fortalecer os sistemas de
saúde.

Sobre os povos indígenas, Bachelet destacou a particular
vulnerabilidade que estão expostos. “O acesso inadequado aos serviços de
saúde e a outras instalações agrava seu risco de pandemia, enquanto a
ausência de dados desagregados dificulta a adoção de medidas sob medida
para atender às suas necessidades. Chegou a hora de acabar com esta
negligência”, destacou. “Onde quer que existam, dados desagregados
indicam que os membros de minorias raciais e étnicas e os povos
indígenas têm maior probabilidade de morrer de covid-19 e são os mais
atingidos por suas consequências socioeconômicas”.

 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

#DevolvaNossaBandeira - Vídeo - #DemocraciaSempre

#BREQUEDOSapps bomba em São Paulo, imagens incríveis!

#Brequedos APPS - apóie essa causa!

#BrequedosAPPs - O depoimento de Paulo: "A gente tem sonhos, não é só entregador de comida"

terça-feira, 30 de junho de 2020

LIve sobre Cultura do PCdoB-CE: Inácio Arruda, Gilvan Paiva, Javier Alfaya e Andrea Oliveira - 04/07 às 17h00


Para o Partido Comunista do Brasil – PCdoB, a cultura tem centralidade no debate e na ação política. Nas últimas...
Publicado por Andréa Oliveira em Terça-feira, 30 de junho de 2020

#Somosimportantes, por Jandira Feghali - Apoio ao #BrequedosApps #GrevedosApps


 
 
 
 
 
 
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Ao descrever o processo que envolveu a Revolução Industrial, Eric Hobsbawn afirmou que as mais sérias consequências que dela se deram foram as sociais. A nova economia criou a miséria e o descontentamento. As condições a que trabalhadores e trabalhadoras foram submetidos são conhecidas e passavam por jornadas desumanas e condições precárias de segurança. Não há quem leia sobre o tema e não se revolte.
Mais de duzentos anos depois, somos chamados a nos revoltar não pelo que lemos, mas pelo que presenciamos. No Brasil e vários outros países trabalhadores e trabalhadoras de entrega por aplicativos exigem nossa atenção. No dia 1° de julho farão uma paralisação e nos convocam a participar de uma forma simples: não peçam nada pelos aplicativos nesta data. A luta é por condições mínimas de trabalho, já que direitos não têm nenhum e a justiça lhes nega o vínculo trabalhista com essas operadoras de aplicativos.
Em época de pandemia os serviços de entrega tiveram um aumento expressivo. Quem pode seguir as recomendações de isolamento social recorre a eles para que produtos, medicamentos e alimentos cheguem às suas casas sem que tenham que se expor ao risco da contaminação na rua. Um serviço, sem dúvida, essencial.
Mas, apesar do aumento, esses trabalhadores não viram sua renda aumentar. São dois os motivos: a avalanche de novos trabalhadores que ingressaram neste ramo e a ausência de qualquer garantia mínima para o valor por entrega.
Para eles não há descanso remunerado, adicional noturno, auxílio para assistência técnica ou manutenção aos veículos, seguro de vida ou acidente. Notem que o movimento não se dá em função de direitos trabalhistas, muitos perdidos para o conjunto dos trabalhadores após a reforma, mas pela dignidade no exercício da função. Acesso à álcool gel, máscaras e até um local para fazer uma refeição e usar o banheiro durante a jornada.
Qualquer semelhança com a situação de homens e mulheres do século XVIII não é mera coincidência. É simplesmente a realidade de um sistema que, ao buscar o lucro máximo, explora cada vez mais quem depende do trabalho para sobreviver.
Estamos falando de quase 4 milhões de pessoas que têm nestes aplicativos sua principal fonte de renda, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE no mês de abril. Estamos falando de jornadas que chegam a 15 horas diárias. Estamos falando de condições desumanas de remuneração e segurança. O grito desses trabalhadores e trabalhadoras deve ser nosso grito. Vamos parar com eles no dia 1° de julho. Um dia para que sejam valorizados. Para que alguém os ouça e faça valer sua luta por condições dignas de trabalho.
Vamos mostrar que nos importamos e que eles importam.

1o. de Julho - PARALISAÇÃO NACIONAL DE ENTREGADORES DE APLICATIVOS - SOLIDARIEDADE



Decisão de Gilmar Mendes é inaceitável, manifestam centrais ao presidente do STF - Portal CTB

Decisão monocrática de Gilmar Mendes é inaceitável, dizem centrais em carta ao presidente do STF

Sempre alinhado aos interesses do Capital e dos capitalistas, o ministro Gilmar Mendes, do STF, concedeu liminar pedida por instituições financeiras e empresários do agronegócio determinando a suspensão de todos os processos que envolvam o debate do índice usado na correção das ações trabalhistas, atropelando o TST e prejudicando a classe trabalhadora. As centrais sindicais reagiram com indignação. Leia abaixo a carta que encaminharam ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. 

Ao Exmo. Presidente do STF
Ministro Dias Toffoli
Assunto: Pedido de audiência
As Centrais Sindicais, de forma unitária, vêm expressar publicamente e orientar a todas as suas entidades filiadas e às trabalhadoras e aos trabalhadores que têm sofrido os impactos da precarização, iniciada com a reforma trabalhista e, agora, impulsionada de forma aviltante pela justificativa das consequências da pandemia, a se manterem mobilizados.
A decisão proferida monocraticamente pelo Ministro Gilmar Mendes (STF) no âmbito da ADC 58, no dia 27/06 (sábado), a pedido da Confederação patronal do Sistema Financeiro, e do grande empresariado brasileiro, em especial do agronegócio, é inaceitável!
O Ministro Gilmar Mendes determina a suspensão de todos os processos trabalhistas em que se discute se os débitos trabalhistas serão corrigidos por TR ou IPCA-E. Na prática significa deixar os trabalhadores sem receber aquilo a que têm direito. Mas há mais! A decisão atende unilateralmente a pretensão do sistema financeiro e do grande empresariado aprofundando a precarização, barateando os créditos trabalhistas e os salários. Ficará oportuno deixar de cumprir a lei. Enquanto cobram juros e correção monetária de todos os brasileiros endividados, querem pagar barato o descumprimento da legislação trabalhista. É isso que está em causa!
O Governo se adiantou em liberar R$ 1,216 trilhão para os bancos brasileiros. A cifra, divulgada pelo próprio BC, equivale a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Enquanto isso, para os trabalhadores, sobrou aceitar contratos individuais de trabalho com redução salarial e outras formas mais baratas e a tentativa de afastamento das entidades sindicais das negociações coletivas.
Foi preciso um enorme esforço de mobilização das Centrais para que o Congresso promovesse pequenas correções nas medidas provisórias. Ainda assim, muito aquém do que se vislumbra necessário tanto neste difícil momento por que passamos no Brasil e no mundo, quanto pelo que se avizinha no pós- pandemia.
Ao contrário de todas as recomendações da OIT e outros organismos internacionais, bem como, de economistas alinhados, no mundo inteiro, com uma pauta de superação da pandemia voltada para um mundo menos desigual e mais inclusivo, na contramão do desastre enfrentado pelos sistemas públicos sucateados pelas políticas neoliberais, autoritárias e de austeridade, a pauta do Governo, do grande empresariado e do sistema financeiro, seus aliados no Judiciário e no Parlamento, continua investindo contra as trabalhadoras e trabalhadores.
Não parece ser coincidência que se tenha conseguido retirar da conversão da Medida Provisória 936 o tema da correção monetária dos débitos trabalhistas, que estimulava o mal pagador e deixava milhões de trabalhadoras e trabalhadores com promessas vazias de recebimento de verba alimentar, e a decisão liminar proferida em um final de semana, paralisando os processos trabalhistas sobre essa matéria.
É preciso reagir para exigir que as trabalhadoras e trabalhadores sejam ouvidos e respeitados. Que o desastre proveniente da crise sanitária não se espalhe em medidas de ainda maior precarização para a maioria da população brasileira e em especial nas relações de trabalho.
O STF deve estar à altura do desafio do presente que é assegurar o cumprimento da Constituição que tem por fundamento a valorização do trabalho humano e a existência digna para todos e, em consequência, a livre iniciativa. A inversão de valores, colocando os interesses do sistema financeiro, da liberdade econômica e do grande capital acima dos interesses das pessoas e do bem-estar, põe em risco a democracia e a paz social.
A decisão do Ministro Gilmar Mendes precisa ser revista, seja em reconsideração, seja pelo Presidente do STF, ou por seu colegiado. Ela não colabora com a superação das dificuldades. Sinaliza, de modo desrespeitoso, sobre os sistemas de proteção e aplicação da Justiça social, colaborando para o enfraquecimento das instituições e do diálogo que seja promotor de políticas de emprego e renda, compatíveis com o desenvolvimento do país para todos e não apenas para os poucos que acumulam riquezas.
É por isso que as Centrais Sindicais vêm a público denunciar a decisão monocrática de paralisar a Justiça do Trabalho e deixar milhões de trabalhadoras e trabalhadores sem os seus créditos devidamente corrigidos. Mas alerta que a referida decisão precisa ser compreendida no contexto mais amplo de desrespeito sistemático que se tem feito à pauta dos direitos dos trabalhadores, que estão pagando o preço da acumulação financeira, e estão cada vez mais pobres, precarizados e sem os mecanismos de proteção de direitos como são os sindicatos fortes, negociações coletivas prestigiadas, diálogo social fortalecido, sistema de inspeção do trabalho funcionando, Ministério Público do Trabalho atuante e uma Justiça do Trabalho respeitada.
Em um único final de semana a decisão do Ministro Gilmar Mendes catalisa e revela a perversidade de uma política voltada exclusivamente para beneficiar os que já ganham muito e querem continuar a ganhar, mesmo que para isso precisem debilitar todo o sistema de proteção social. O risco será para todos, pois não se faz democracia sem direitos sociais e diálogo com todas as forças da sociedade. Por ora, o diálogo é apenas com o sistema financeiro, os representantes do grande capital e do agronegócio. Não há democracia pela metade. E não há fortalecimento das instituições democráticas quando estas apostam na sua deslegitimação.
Que o alerta possa ser compreendido, em especial pelo Presidente da Corte e todos os seus Ministros e Ministras, como um chamado ao cumprimento do que fundamenta a República e constitui o Estado Democrático de Direito que é a Justiça social, a valorização do trabalho humano, a existência digna e o diálogo onde os trabalhadores e trabalhadoras sejam ouvidos e suas representações valorizadas.
Esperamos que o Ministro Gilmar Mendes possa reconsiderar a decisão ou que o Ministro Presidente, Dias Toffoli, possa rever ou incluir de imediato em pauta a liminar concedida para o exame colegiado, ainda antes do início do recesso judiciário. 
Certos da sua atenção,

Sérgio Nobre
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT, situada à Rua Caetano Pinto nº 575, Brás, CEP: 03041-000 – São Paulo/SP – Brasil

Ricardo Patah
UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES – UGT, situada à Rua Aguiar de Barros, 144, Bela Vista, CEP 01316-020 – São Paulo/SP, Brasil.
Adilson Gonçalves de Araújo

CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL – situada à Avenida Liberdade, 113, Liberdade – CEP: 01503000 – São Paulo/SP – Brasil
Miguel Eduardo Torres

FORÇA SINDICAL – FS, situada à Rua Rocha Pombo, 94, Liberdade, CEP: 01525-010 – São Paulo/SP – Brasil
Álvaro Egea

CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS – CSB, situada à Av. Auro Soares de Moura Andrade, 252, CEP 01156-001 – São Paulo/SP
José Calixto Ramos

NOVA CENTRAL SINDICAL DE TRABALHADORES- NCST, situada na SAF-Sul Quadra 02, Bloco “D” Térreo – Sala 102 / Ed. Via Esplanada CEP: 70070-600 – Brasília/DF – Brasil

Educação em debate - Gilson Reis (CONTEE), Olgamir Amância (Decana de Extensão da UnB) e o Reitor da UFBA, João Salles


A Sala virtual de debates da CTB traz o tema da educação tendo como debatedores o Reitor da UFBA João Salles, o presidente da CONTEE Gilson Reis e a Decana da Universidade de Brasília Dra. Olgamir Amancia.
Publicado por Portal Vermelho em Terça-feira, 30 de junho de 2020

segunda-feira, 29 de junho de 2020

CONVERSA ENTRE LULA E FLÁVIO DINO! 29/06/2020

CONVERSA ENTRE LULA E FLÁVIO DINO!

9o. Congresso dos Bancários e Bancárias do Distrito Federal e Entorno - Inscrições até 01/07



Bancárias e bancários, participem do 9º Congresso dos Bancários do DF e Entorno.
As inscrições vão até  quarta (1º de julho), e a abertura será dia 3 de julho às 19h, a programação se estenderá pelo dia 04/07.

Inscreva-se em
https://app.bancariosdf.com.br/9congressodistrital/

Quanto mais bancárias e bancários participarem mais poderosas ficam nossas reivindicações!
Juntos somos fortes!

Rafael Guimarães
Sindicato dos Bancários de Brasília
CTB - Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil


Veja no Informativo
 
 

Paulo Renato - Aniversário e Live solidária com o Sindicato dos Músicos (CE) - 01/07, 4a. às 20h00 no Face


Live solidária de aniversário do Paulo Renato em prol do sindicato dos músicos do Ceará, SINDIMUCE, o dinheiro arrecadado será para distribuir em cestas básicas para os músicos que estão em extrema situação de dificuldades.01/07 às 20h00 no face
https://www.facebook.com/paulorenato.costa

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