SIGA O COLETIVIZANDO!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Partido Comunista do Brasil de Congresso em Congresso



De: O Outro lado da Notícia
O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) inicia a 05/11 seu XII Congresso. O I foi realizado em 1922. A seguir, um breve resumo de todos os Congressos do Partido.
__________
I Congresso: fundação do Partido
Segundo a revista Movimento Comunista, em meados de fevereiro de 1922, por iniciativa dos comunistas do Grupo de Porto Alegre, o Grupo do Rio de Janeiro entendeu-se com os demais grupos existentes sobre a necessidade de se apressar a realização do I Congresso do Partido Comunista do Brasil. O objetivo era definir a organização do Partido diante da aproximação do IV Congresso da Internacional de Moscou, no qual deveriam fazer-se representar os comunistas do Brasil. “Um trabalho ativo foi iniciado, neste sentido, marcando-se a data de reunião do Congresso: 25, 26 e 27 de março”, diz a revista.
Nos dois primeiros dias, o Congresso reuniu-se no Rio de Janeiro e no terceiro em Niterói. “Estavam representados por delegação direta os Grupos de Porto Alegre, do Recife, de São Paulo, de Cruzeiro (SP), de Niterói e do Rio. Não puderam enviar delegados os Grupos de Santos (SP) e Juiz de Fora (MG). Igualmente se fizeram representar o Bureau da IC (Internacional Comunista) para a América do Sul e o Partido Comunista do Uruguai”, explica a Movimento Comunista. Foi estabelecida a seguinte ordem do dia para os trabalhos do Congresso: 1) Exame das 21 condições de admissão na Internacional Comunista; 2) Estatutos do Partido Comunista; 3) Eleição da Comissão Central Executiva; 4) Ação pró-flagelados do Volga (União Soviética); 5) Assuntos vários.


II Congresso: consolidação do Partido
Em maio de 1925, o Partido Comunista do Brasil, então com a sigla PCB, realizou o seu II Congresso com uma representatividade maior e fisionomia de um verdadeiro partido comunista. Sobre a situação política nacional, predominou a concepção dualista “agrarismo-industrialismo”. Na verdade, essa concepção correspondia às análises contidas no livro Agrarismo e Industrialismo, escrito por Octávio Brandão — ele e Astrojildo Pereira eram então os principais teóricos do PCB — em 1924 e publicado em 1926.
Agrarismo e Industrialismo, um “ensaio marxista-leninista sobre a revolta de São Paulo e a guerra de classe no Brasil”, segundo o subtítulo do livro, dizia, em síntese, que os interesses agrários, em conluio com os do imperialismo anglo-americano, eram os principais entraves para a industrialização e o progresso do país. Para Brandão, uma terceira revolta — a primeira foi o levante do Forte de Copacabana em 1922 e a segunda o movimento de São Paulo de 1924 — deveria unir “o Exército e Marinha, o Rio e São Paulo, o Sul e o Norte, o proletariado, a pequena burguesia urbana e a grande burguesia industrial”. E ressalvava: “O proletariado entrará na batalha como classe independente, realizando uma política própria.”


III Congresso: revolução a vista
Entre os dias 29 e 31 de dezembro de 1928, o PCB realizou o seu III Congresso, em Niterói (RJ), e aprovou as resoluções com o Partido ainda sob a influência da concepção da “terceira revolta” como progressão natural dos levantes de 1922 e 1924. Para o Partido, havia uma conjuntura revolucionária, resultado da combinação da crise econômica em conseqüência da catástrofe na política do café com o fracasso do plano de estabilização monetária e a instabilidade política vinculada à sucessão presidencial de 1930.
Mas a análise da evolução da luta política no país revelou o limite das concepções que haviam no Partido. As resoluções falavam de “uma terceira explosão revolucionária”, continuação mais ampla e radical dos movimentos anteriores, para a qual “toda a tática do Partido Comunista do Brasil deve (…) subordinar-se”. Uma das mais importantes resoluções do 3º Congresso foi a que caracterizou o Bloco Operário e Camponês (BOC) como uma forma de trabalho legal do PCB.
Segundo o Congresso, dois perigos rondavam o BOC: o de o PCB perder a direção política do movimento e ele transformar-se em instrumento para “políticos parlamentares da pequena burguesia, colocando o proletariado a reboque desses elementos”, e o de o Partido perder sua fisionomia própria, “subordinando sua ação às possibilidades de trabalho legal”. Na edição de 15 de fevereiro de 1930, o jornal A Classe Operária publicou esta manchete: “Votar no Bloco Operário e Camponês é Votar pela Revolução!”
Mas a resolução que mereceu mais destaque foi a que tratou do combate ao fascismo. Segundo a direção do Partido, “a questão da luta contra o imperialismo e os perigos de guerra — posta no segundo ponto da ordem do dia — foi, a bem dizer, o fio condutor de todos os debates do Congresso”.


IV Congresso: programa do Partido
A edição de A Classe Operária de 1º de agosto de 1934 publicou um texto na capa, intitulado “Em Marcha para IV Congresso do PCB”, no qual o “prestismo” foi caracterizado como “teoria pequeno-burguesa direitista, golpista, que deixa de ter fé no proletariado”. Mas o Congresso seria adiado devido aos intensos acontecimentos daquela segunda metade da década de 30 — levante de 1935 e resistência à ditadura do Estado Novo.
Quando saiu a primeira edição do jornal A Classe Operária em sua nova fase, em meados de 1940, o e editor Maurício Grabois escreveu um texto intitulado “A Classe Operária será o órgão do IV Congresso”, no qual fez uma retrospectiva do heróico trabalho para reorganizar o Partido e conduzi-lo até ali. “É significativo o reaparecimento de A Classe Operária justamente quando o Partido Comunista do Brasil se mobiliza para a realização de seu IV Congresso, seu primeiro Congresso do período de legalidade. A Classe Operária será o órgão do Congresso, para discussões das teses e demais materiais a serem estudados durante este período preparatório”, escreveu.
A nova edição de A Classe Operária publicou ainda as “Normas orgânicas para o IV Congresso”. O PCB havia divulgado um folheto intitulado “Em marcha para o IV Congresso”, com orientações preliminares para o evento — que logo seria postergado. Uma nota da Comissão Executiva do dia 16 de abril de 1946 anunciou que o Congresso seria adiado “para data mais oportuna” e a convocação de uma Conferência Nacional.
O IV Congresso realizou-se entre os dias 7 e 11 de novembro de 1954. Na tribuna, na abertura do evento, Maurício Grabois apresentou uma intervenção especial, intitulada “Agitação e Propaganda Para Milhões, Fator Decisivo Para a Vitória do Programa do Partido”, e disse que nenhum documento do Partido foi tão popularizado e debatido como o Programa do PCB. Era, de fato, um documento importante para o Partido — resultado de uma experiência internacional, em conjunto com outros dois ou três partidos comunistas, de implantar programas socialistas. A iniciativa brasileira teve tanta importância mundial que dirigentes soviéticos leram e aprovaram o texto do PCB.


V Congresso: racha no Partido
O 5º Congresso realizou-se em agosto de 1960 e o grupo liderado por Luiz Carlos Prestes articulou o afastamento de quase a metade dos membros do Comitê Central. Embora no período que precedeu a realização do Congresso tivesse ocorrido um amplo debate na imprensa do Partido, houve interferências nas conferências e nas assembléias visando a aprovação da linha política que ficou conhecida como “revisionista”.
O Congresso afastou do Comitê Central doze de seus membros efetivos num conjunto de vinte e cinco, além de vários suplentes. Maurício Grabois, João Amazonas e Diógenes Arruda não foram reeleitos. Carlos Danielli, Pedro Pomar e Ângelo Arroyo algum tempo depois também seriam afastados. E, mais adiante, foram também destituídos da direção do Partido Lincoln Oest, José Duarte, Walter Martins e Calil Chade.
No dia 11 de agosto de 1961, o jornal Novos Rumos publicou um suplemento com o Programa e os Estatutos do Partido Comunista Brasileiro — anunciando a criação, na prática, de um novo partido. Prestes, em manifesto ao povo publicado na mesma edição, disse que aqueles documentos seriam encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral com a finalidade de obter a legalidade do novo PCB. Essa atitude revoltou os comunistas que combateram a linha vitoriosa no 5º Congresso.
Eles imediatamente enviaram à nova direção uma carta com cem assinaturas — a Carta dos Cem — solicitando a revogação das medidas anunciadas pelo jornal. O documento, que classificava as medidas da direção como uma “violação frontal dos princípios partidários, aberta infração das decisões do V Congresso (que) ferem a disciplina e atingem a própria unidade do Partido”. Ele acabaram expulsos de um partido do qual, a rigor, nunca pertenceram e reorganizaram o o Partido Comunista do Brasil, com a sigla PCdoB.


VI Congresso: balanço da repressão
O VI só seria realizado em 1983. O Partido saira de uma fase em que fora duramente atingido pela ditadura militar. No curso dos preparativos da Guerrilha do Araguaia, e depois na Chacina da Lapa, perdeu importantes dirigentes e militantes.
VIICongresso: encruzilhada histórica
Durante a Assembléia Nacional Constituinte, em maio de 1988, o PCdoB realizou o seu VII Congresso. O Partido avaliou sua trajetória desde a realização do VI Congresso e conclui, com base no informe político apresentado por João Amazonas, que chegava ao evento com um balanço positivo. E com um êxito significativo: havia ultrapassado a casa dos cem mil filiados.
O VII Congresso selou o afastamento do Partido das posições de defesa do governo do presidente José Sarney. O presidente Sarney, disse o PCdoB, a princípio viu-se forçado a cumprir, pelo menos em parte, a plataforma de Tancredo Neves, mas não demorou para investir contra os movimentos populares, as greves e as lutas camponesas. O peso das dificuldades originárias da inflação havia sido descarregado sobre as costas dos trabalhadores.
O PCdoB concluiu a sua análise apontando que o Brasil encontrava-se em uma encruzilhada histórica — ou rompia radicalmente com aquele estado de coisas a fim de assegurar um desenvolvimento econômico independente, abrindo clareiras para o progresso efetivo, para a democratização e a modernização da vida nacional, ou afundaria.


VIII Congresso: reafirmação do socialismo
Com os acontecimentos no campo socialista no final da década de 80 e início da de 90, o Partido decidiu antecipar o VIII Congresso para 1992 — que estatutariamente deveria ocorrer em 1993. Os novos problemas de indiscutível importância política e ideológica que convulsionavam o cenário mundial repercutiram fortemente no país e atingiram o PCdoB de frente. A causa da derrocada do socialismo na União Soviética, no Leste europeu e também na Albânia precisava de respostas no âmbito do marxismo-leninismo.
O PCdoB considerava que as condições para a resistência era difíceis porque mesmo antigas referências da luta anti-revisionista, como o Partido do Trabalho da Albânia (PTA), capitularam, mudaram de campo. O que havia de alentador era o fato de alguns países que construíam o socialismo com suas peculiaridades — como Cuba, Vietnã, Coréia do Norte e China Popular — manterem-se decididos a levar adiante a causa que defendiam.
No VIII Congresso, o PCdoB fez um amplo balanço das conquistas da Revolução Russa de 1917 e indicou que embora o novo sistema não tivesse ainda alcançado o nível de desenvolvimento econômico dos grandes países capitalistas, demonstrou inequívoca superioridade no equacionamento e na solução dos problemas angustiantes com que se defronta a humanidade. A União Soviética havia avançado séculos na luta por um mundo melhor, avaliou o Partido.
O PCdoB também passou em revista o período revisionista iniciado em fins da década de 1950 e começo da de 1960, quando uma tendência anti-socialista, de fundo liberal-burguês, assumiu o comando do país dos sovietes. E concluiu que Josef Stálin, como o principal dirigente do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) e teórico marxista-leninista, teve responsabilidade no ocorrido. Ele não deixou cair a bandeira revolucionária, disse o Partido, mas revelou deficiências, cometeu erros — alguns graves —, equivocou-se em questões importantes da luta de classes, avaliou o PCdoB.
Para o Partido, particularmente no fim da vida Stálin exagerou seu papel de dirigente máximo. Caiu no subjetivismo e, de certo modo, no voluntarismo. Permitiu o culto à sua personalidade que conduzia à subestimação do PCUS. O PCdoB também constatou que as debilidades ideológicas no enfrentamento com os revisionistas, em 1956/57, quando toda a velha guarda bolchevique deixou se envolver nas maquinações de Nikita Kruschev, demonstrava que Stálin não deu atenção suficiente, em especial a partir da década de 1940, à formação leninista e à luta ideológica.
O Partido constatou ainda que a tese de Stálin de quanto mais avança a construção do socialismo, maior é o acirramento da luta de classes, mostrou-se equivocada. Conduziu a repressões continuadas e possivelmente desnecessárias, com repercussão negativa na credibilidade do regime. Dificultou o fortalecimento da legalidade democrática e socialista. O PCdoB ressalvou, entretanto, que os ataques a Stálin era um artifício para manifestar oposição a certos conceitos básicos do socialismo. O Partido concluiu que avaliava a figura de Stálin no plano histórico e que não era stalinista nem tampouco anti-stalinista.
No plano da reflexão nacional, VIII Congresso reviu o pensamento de duas etapas estratégicas da revolução brasileira, que vinha da III Internacional e da análise que se fazia da realidade brasileira — o caráter nacional, democrático, antiimperialista e anti-feudal da revolução na primeira etapa, e socialista na segunda. Esse relativo mecanicismo no pensamento do Partido cedeu lugar a uma compreensão mais interligada das duas etapas.


IX Congresso: cuidar do Partido
No apogeu da globalização neoliberal, em 1997, o PCdoB realizou o seu IX Congresso. O partido concentrou-se no caminho e plataforma para construir uma ampla frente com a finalidade de derrotar o neoliberalismo e abrir caminho para o socialismo. Teve início a definição de um tipo de partido revolucionário de princípios e feição moderna. O IX Congresso levantou a consigna de “cuidar mais e melhor do Partido”, com o objetivo de debater o tipo de partido revolucionário que deveria ser construindo no novo tempo.
O IX Congresso fez uma análise criteriosa da história do Partido e concluiu que a principal conquista foi a formação de uma corrente marxista-leninista em seu seio. A constituição dessa corrente tem antecedentes na Conferência da Mantiqueira (1943), mas se firmou e consolidou na luta contra o revisionismo contemporâneo e contra o retrocesso do PCB, que degenerou no final da década de 50, segundo o PCdoB.
O IX Congresso fez uma firme denúncia da ofensiva do neoliberalismo. Para o Partido, ela constituía séria ameaça à própria existência da nação brasileira. Afetava gravemente os direitos dos trabalhadores, golpeava as conquistas democráticas. Voltava-se particularmente contra a esquerda, em especial contra o PCdoB. Era preciso um Partido forte e coeso, capaz de formar a ampla união das correntes de esquerda e democráticas e de reforçar a unidade dos trabalhadores da cidade e do campo — um partido de princípios, marxista-leninista, de feição moderna.



X Congresso: presidência do Partido
O PCdoB chegou ao seu X Congresso, realizado em 2001, com esse propósito bem delineado. O quadro sucessório presidencial foi amplamente debatido. A batalha eleitoral de 2002, segundo o Partido, seria fundamental — a derrota da política neoliberal no Brasil teria grande repercussão em toda a América Latina.
Um fato marcante do X Congresso foi a transição da presidência do Partido. João Amazonas, sabiamente e de forma experimentada, vinha pavimentando a mudança — assumiu a presidência do Partido Renato Rabelo. Não foi uma transição abrupta, ou uma ruptura, mas um processo de desenvolvimento que envolveu o coletivo dirigente. João Amazonas continuou presente na transição e na nova direção, que levou em conta o trabalho coletivo e colegiado. Por isso, o X Congresso aumentou o número de vices-presidente e indicou João Amazonas para presidente de honra do Partido.
“Tenho sido, desde 1962, o principal dirigente do Partido Comunista do Brasil. Era um partido pequeno e perseguido, cuja direção coletiva era formada por homens como Maurício Grabois, Pedro Pomar, Luís Guilhardini, Carlos Danielli, Lincoln Oest e tantos outros que pagaram com a vida a ousadia de contrapor-se à ditadura militar. É com saudade, respeito e emoção que me recordo desses camaradas. Com seus desaparecimentos, couberam-me maiores responsabilidades de direção”, lembrou João Amazonas. Em abril de 2002, ele completaria 67 anos de militância ininterrupta no Partido e, no dia 1º de janeiro, 90 anos de idade.
A intervenção de João Amazonas foi interrompida por aplausos dos congressistas quando apresentou o nome de Renato Rabelo, então vice-presidente, para substituí-lo na presidência. “Um bom camarada, que vem se destacando, seguindo as tradições de luta do nosso Partido. Quero destacar que esta substituição se faz normalmente, como é devido. Quero também agradecer o grande apoio que sempre tive nas fileiras do nosso glorioso e heróico Partido Comunista do Brasil”, disse João Amazonas.
Uma de suas principais preocupações era a tática para as eleições presidenciais de 2002. João Amazonas tinha um ponto de vista que expunha desde a primeira campanha, em 1989. Era o de que, nas condições brasileiras, inseridas nas condições da América Latina e do mundo, seria muito difícil a esquerda sozinha, ou uma frente de esquerda, ganhar uma eleição presidencial. Daí a insistência para que se procurasse ampliar a frente, com pessoas honestas, brasileiros de nascimento e de espírito.
Ele ficou contente quando soube que Lula, na articulação de sua quarta campanha, procurava ampliar a frente. Disse-lhe pessoalmente, na sede do PCdoB, em São Paulo, no que provavelmente foi a última vez que avistou Lula, que a escolha de José Alencar para seu vice, era uma boa escolha. João Amazonas não chegou a ver a vitória de Lula nas eleições de 2002 — faleceu, cinco meses antes.
Para o PCdoB, a vitória de Lula abriu um novo ciclo histórico e político no Brasil. Essa vitória faz parte do vasto movimento mudancista que se instalou sobretudo na América do Sul, em resposta às crises agravadas pela vigência das políticas neoliberais, expressando as particularidades do Brasil.
A existência do governo Lula resultou do esforço conjugado das mais avançadas forças políticas, sociais e ideológicas — conformado nessas últimas décadas de redemocratização do país e das alianças alcançadas, Chegaram ao governo da República correntes políticas democráticas, patrióticas, revolucionárias e representantes de organizações sociais populares que nunca tinham alcançado tal intento.


XI Congresso: defesa do governo Lula
O XI Congresso ocorreu em outubro de 2005. O Congresso alertou que a oposição procurava tecer um quadro permanente de crise política, de provocações, a fim de forçar uma sinalização de instabilidade crescente do governo.
Filed under: Política, história

-->
« Stalin e o “grupo Amazonas-Grabois-Pomar”

domingo, 25 de outubro de 2009

Con normalidad uruguayos iniciaron histórica jornada electoral

www.telesurtv.net

Con total normalidad comenzó este domingo la jornada comicial en Uruguay al reportarse la apertura de los colegios electorales a las 08H00, hora local (10H00 GMT), donde acudirán cerca de dos millones y medio de personas para cumplir con su deber constitucional y elegir al Presidente que regirá los destinos del país suramericano entre 2010 y 2015, así como al futuro Parlamento.

Leer en: http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/60316-NN/con-normalidad-uruguayos-iniciaron-historica-jornada-electoral/

sábado, 24 de outubro de 2009

Os cinco patriotas cubanos: uma audiência memorável

www.vermelho.org.br

América Latina
24 de Outubro de 2009 - 9h19

Andrés Gómez, líder da comunidade progressista cubana que reside em Miami e diretor de Areítodigital, apresenta suas observações abaixo, sobre a audiência de re-sentença de Antonio Guerrero. Começando esta semana, Gómez viajará pela Europa, incluindo Bélgica, Holanda, França e Dinamarca, para falar sobre o caso e sobre a luta pela libertação dos Cinco.

Por Andrés Gómez

A recente audiência celebrada em Miami de redução da pena de Antonio Guerrero foi a primeira das audiências no processo judicial imposto aos Cinco a que tive oportunidade de assistir estano um deles presente. O motivo principal que me levou a aí estar é que queria conhecer pessoalmente a Antonio.

Lá na frente e de costas para nós, o tivemos pelo espaço de quase quatro horas. Entrou por uma porta lateral situada à frente da sala e todos nós que nos encontrávamos ao fundo, acompanhando sua mãe e sua irmã estávamos presentes para apoiá-lo, nos olhos com satisfação e aprumou-se, enquanto caminhava com seus tornozelos acorrentados até seu lugar diante de uma mesa ao lado de seu eminente advogado Leonard Weinglass.

Em nenhum momento foi permitido ao preso estabelecer contacto algum com outras pessoas na sala, sequer visual, com exceção de seu advogado. Terrível castigo este mais parece tortura. Mais pressão e frustração por essa razão tinha que ter sentido Antonio durante a audiência.

Antonio aparenta sua idade. Cumpre hoje precisamente 51 anos de vida. E como recordou à juiza, durante a audiência, o dr. Weinglass, esteve preso e separado de seus entes queridos durante onze anos, os últimos sete numa prisão de máxima segurança, desde seus 39 anos, "o coração de sua vida", como eloquentemente qualificava o dr.Weinglass a esses longos anos da vida de Antonio sofrida em prisão.

Está pálido devido à falta de sol, parte do cruel regime diário nesse tipo de cárcere. Permanece magro e um tanto fisicamente frágil, embora os que o conhecem intimamente que é normal nele. Durante o transcurso da audiência se manteve firme e tranquilo. Irradia a serenidade daquele que está consciente de sua responsabilidade com seu povo e diante da história. A mesma postura ven galhardamente demonstrando seus outros quatro irmãos.
Há outras duas questões que merecem ser abordadas com relação a esta audiência. A primeira é o motivo do acordo entre a defesa e a procuradoria, que recomendava ao Tribunal que a nova pena fosse de 20 anos de prisão. Deve ficar claro que este acordo nada tem a ver com a acusação falsamente imputada pelo governo dos Estados Unidos a Antonio Guerrero por 'conspiração para cometer espionagem'.

Este acordo somente diz respeito com a condenação a prisão perpétua que arbitrariamente lhe foi imposto tendo por base esta acusação. Acordo que obrigou a terrível juíza Joan Lenard –quem presidiu o julgamento em 2001 e lhes impôs aos Cinco essas bárbaras condenações - a impor essa tarde a Antonio 21 anos e 10 meses de prisão, o limite mínimo recomendado pelas normas federais de condenações. A todos os presentes na sala ficou patente que a juíza Lenard se retorcia de raiva porque, obrigada pelas circunstancias, não pôdo impôr a Antonio uma pena mais cruel ainda.

Mente a direita, enfurecida ao saber que no pior dos casos Antonio agora sairia da prisão em aproximadante sete anos -- em vez de poder mantê-lo encarcerado pelo restante de sua vida como era o propósito de sua condenação anterior- ao afirmar desavergonhadamente que Antonio reconheceu sua culpabilidade ao aceitar esse acordo. O acordo só teve de ver com a condenação. Nada mais.

A segunda questão a tratar é realmente assombrosa. É a explicação da Procuradoria do governo dos Estados Unidos, descrita pela procuradora, Caroline Heck Miller, a mesma procuradora que representou o governo no processo levado a efeito contra os Cinco, das razões pelas quais a procuradoria chegou ao acordo com o advogadode Antonio sobre a pena de 20 anos recomendada por ambas as partes ao Tribunal.

As razões são de caráter político e não de caráter jurídico nem humanitário. É o reconhecimento por parte do governo dos Estados Unidos que a opinião pública neste pais e no mundo, lhes é adversa e condenatória como resultado da natureza falaz e arbitrária do processo judicial contra os Cinco e de suas resultantes condenações. Estado de opinião que é de tal magnitude que prejudica os interesses dos Estados Unidos. Em nada exagero seu extraordinário pronunciamento.

Assim é que a juíza Lenard, irritada com a procuradora, a increpou dizendo-lhe que “como era possível que ela mantivesse agora esta opinião quando por seis meses, durante o transcurso do juízo em 2001, qualificou Antonio como “perigoso inimigo cujas ações havia posto em perigo a segurança nacional e que foi a base de considerá-lo culpado da acusação de conspirar para Cometer Espionagem e por isso condenado pela própria juíza Lenard à prisão perpétua.

Foi assim que neste momento da audiência se tornaram evidentes todas as mentiras assacadas contra os Cinco. O governo pôs a descoberto que este foi sempre um processo político que nunca teve a ver com a verdade.

A afirmação da procuradora Heck Miller constitui-se num evidente reconhecimento do êxito dos resultados obtidos pelo movimento político em todo o mundo que por todos esses anos vem denunciando o caráter arbitrário e mendaz deste processo seguido por parte do governo dos Estados Unidos contra os Cinco e inalteravelmente exigindo sua imediata liberdade. Agora mais que nunca este movimento tem de redobrar seus esforços até que possamos vê-los livres.

Fonte: http://www.freethefive.org

0 comentários

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Bergson Gurjão: de fera do basquete a herói do Araguaia - depoimentos de familiares, amigos e admiradores

 


 

8 de Outubro de 2009 - 0h00 - Vermelho.org.br

Veja o vídeo

O documentário Bergson Gurjão, homenagem ao herói da Guerrilha do Araguaia, foi feito pelo Coletivo de Cultura do PCdoB, Acartes e Clan do Cinema. Com depoimentos dos familiares e amigos, o curta-metragem conta a história do jovem e brilhante atleta de basquete, estudante de Química na Universidade Federal do Ceará (UFC), que se tornou exemplar guerrilheiro contra a ditadura no anos 70.

Bergson foi eleito vice-presidente do DCE da UFC em 1968 e preso, no Congresso da UNE em Ibiúna, no mesmo ano. Ainda em 68, o jovem militante comunista foi excluído da universidade com base no Decreto-lei 477, sendo também gravemente ferido na cabeça quando participava de manifestação estudantil na Praça José de Alencar. Em 1969, foi residir na região de Caianos, onde continuou suas atividades políticas. Em oito de maio de 1972, foi ferido e morto em combate nas selvas do Araguaia. A ossada de Bergson foi localizada em 1996, numa escavação feita na região do Araguaia, mas apenas 13 longos anos depois foi confirmada sua identificação. O anúncio oficial sobre a confirmação dos restos mortais foi feito em sete de julho deste ano pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República e pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. Leia também: - 37 anos depois, Bergson Gurjão é sepultado com honras de Estado

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lançamento do blog do Leandro no Bar Brahma - 3a. 06/10

Gracias, Mercedes, que nos ha dado tanto.

Paulo Vinícius


Duas das figuras que mais contribuíram para que eu me tornasse um internacionalista e pudesse me encontrar com a América Latina foram Mercedes Sosa e Pablo Neruda. Este pela prosa poética vertida em Confesso que Vivi, e aquela, “la negra”, por tudo de arrebatador e pungente que há em seu repertório irretocável.

Como se hoje fora, recordo da saudade que senti de Neruda – estranha nostalgia de quem não se conheceu, lastreada em poesia. Tal sentimento se intensificou ao ouvir na voz de Mercedes Sosa os zambas, chacareras, os versos de justiça e amor, voando pelo espaço aninhados naquela voz vibrante, forte, inconfundível.

Foi assim, exposto a esta dupla influência que me vi repentinamente órfão da América Latina, lastimando-me por não a ter conhecido antes, inconformado e intrigado ante o paradoxo em que a proximidade geográfica não se faz amizade, conhecimento mútuo, identidade. E desde então isso mudou a maneira como me situava no mundo. Descobrira-me, malgrado tanto lixo que se nos empurra, enfim, latino-americano.

E o que Mercedes Sosa cantou me ensinou tanto! Meu portunhol bem ajambrado foi aprendido com ela, cantando e entendendo a rebeldia e o amor, a ânsia por justiça e a grandiosidade com que aquela tucumana afirmava nossa origem comum, nossa irmandade de história, povo e sonhos.

Ela dizia a simplesmente e dura realidade, que “a esta hora exatamente há uma criança na rua”. Reinventou a geografia ao afirmar que “um verde Brasil beija meu Chile de cobre e mineral”. Lembrou-nos em meio a tantas vicissitudes que “tudo muda e mudarmos não é estranho” ainda que “não mude meu amor por mais distante que eu esteja, nem a lembrança nem a dor do meu povo, da minha gente”. Ademais, com os versos de Atahualpa Yupanqui, definiu para mim a amizade, ao mostrar-nos que temos “tantos irmãos que nem os podemos contar/, no bairro, na montanha/, no pampa e no mar/ cada qual com seu trabalho, com seus sonhos cada qual/ com a esperança adiante e as recordações lá de trás”, “tenho tantos irmãos que nem os posso contar e uma irmã muito linda que se chama liberdade”.

Versos assim se cravam no peito se se os canta como ela cantava, ao clamar às massas empobrecidas, “irmão, dá-me a mão, venha comigo buscar esta coisa pequenina que se chama liberdade. Esta é a hora primeira e este é o justo lugar, em que com tua mão e a minha, irmão, havemos de começar. Olha adiante irmão, tua terra que te espera, sem distâncias nem fronteiras que a afastem de tua mão, sem distâncias nem fronteiras, nesta hora primeira em que o punho americano marque o rosto dos tiranos e a dor enfim vá embora”.

Por tudo isto, quando ela veio a Brasília em 2008, senti que enfim chegava a oportunidade - que até desacreditava - de ouvi-la ao vivo, oportunidade que provavelmente fosse a última. E foi como um reencontro, essa sintonia tão estranha de fã, quando a ouvi erguer-se por cima da evidente fragilidade física pelas palavras de carinho e a voz inacreditável que venceu o tempo. E do meu lugar no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, depois de ir ao Chile, Cuba, Paraguai, Bolívia, Nicarágua e Venezuela, depois de ver os ventos de mudanças tão ansiados em seus versos se fazerem realidade, pude ouvi-la frente a frente, a dizer tão bem do Brasil, de nosso povo, cantando nossa música, aquela irmã argentina a declarar um amor tão sincero ao nosso país. Não foi em vão.

E agora que ela partiu, em paz consigo e com seus sonhos de uma intimorata e bela América Latina, não posso pranteá-la, apenas. Tenho na verdade é de lhes sugerir o único tributo verdadeiro para uma pessoa que dizia que “se se cala o cantor, cala-se a vida, porque a vida, a vida mesma é toda um canto”. Não podemos é permitir-nos não ouvi-la, pois assim permanece viva, tão necessária que é a iluminar os caminhos singulares em que a arte nos faz entender com uma profundidade total esta irmandade latino-americana, este amor aos oprimidos e o ódio às injustiças.

Conheçam Mercedes Sosa e partilhem do legado caudaloso de sua obra, das lições e do prazer de ouvi-la cantar, da poesia tão bem escolhida por uma intérprete que sabia o que dizer à mente e ao coração, uma irmã tucumana, argentina, latino-americana que, como a vida, pôde nos dar tanto.

Canções citadas (pra você curtir):

1- Gracias a la Vida – Violeta Parra - http://www.youtube.com/watch?v=xm9sIAW39o0
2- Hay un Nino en la Calle - Armando Tejada Gómez - Ángel Ritro - http://www.youtube.com/watch?v=apzGIJNipdY
3- Canción con todos - A. Tejada Gomez e Cesar Isella - http://www.youtube.com/watch?v=icrCSlBGkl0
4- Todo Cambia - Julio Numhauser - http://www.youtube.com/watch?v=In5TjoaYMRs
5- Los Hermanos – Atahualpa Yupanqui - http://www.mercedessosa.com.ar/cancionero/letras/loshermanos.htm
6- Hermano Dame tu Mano - Jorge Sosa, J. Sánchez - http://www.youtube.com/watch?v=F9-pdpfHxrs
7- Si se calla el cantor - Horacio Guarany - http://www.youtube.com/watch?v=xm9sIAW39o0

domingo, 4 de outubro de 2009

Oliver Oliveira – 0635 Candidato ao Conselho Tutelar de Planaltina


banner_oliver.jpg

Moçada, hoje, domingo, é a eleição do conselho tutelar e peço-lhes o voto para o meu cndidato, o Oliver Oliveira, um ex-diretor da Executiva da UBES, ue foi Presidente da UJS no DF e é flho de Planaltina. Oliver é um pessoa fundamental para ocupar uma vaga no conselho tutelar, comprometio com a infância e a adolescência e é uma liderança juvenil de futuro.

Paulo Vinícius


O Conselho Tutelar é o órgão mobilizador, fiscalizador e promotor dos direitos da Criança e do Adolescente. É o elo entre a comunidade e as autoridades. Para organizar e mobilizar a povo por mais melhorias para as nossa cidade e nossas crianças.

É muito simples, fácil e rápido votar!

Você vota na cidade (RA) onde está localizada o seu titulo. A sua seção está vinculada a umas das escolas onde você ira votar. Veja em anexo a relação das seções divididas por cidades e escolas.

Passo a passo pra votar:

· Na cabine de votação a tela do computador ira mostrar todas as cidades (RA) do DF;

· Você ira escolher a cidade a qual ira votar (Planaltina, por ex.);

· Vão aparecer todos os candidatos de Planaltina e você então ira votar em 0635 - Oliver Oliveira;

· Depois é só confirmar.

Obs. Ao escolher a cidade você só poderá votar nos candidatos daquela cidade.

Documentos para votar: Titulo de Eleitor e Identidade




quarta-feira, 30 de setembro de 2009

2º Congresso da CTB:unidade, Conclat e plataforma para pleito de 2010



Portal CTB
Nova pauta da CTB inclui unidade, Conclat e plataforma para pleito de 2010, diz Diap A um ano das eleições presidenciais de 2010, Declaração Política também sai em defesa de uma plataforma unificada dos trabalhadores e do desenvolvimento...




28/09/2009 Vídeos: Boletim nº 3 do Congresso da CTB
26/09/2009 Declaração Política do 2º Congresso Nacional da CTB
26/09/2009 Balanço vitorioso da CTB reflete notável crescimento
26/09/2009 Vídeo: Ciro Gomes fala ao Portal CTB
26/09/2009 Vídeo: Boletim nº 2 do Congresso da CTB
25/09/2009 Oficina do Congresso debate trabalho decente e erradicação do trabalho infantil
25/09/2009 Sindicalistas devem participar ativamente da 1ª Confecom, disse Altamiro Borges no 2º Congresso da CTB
25/09/2009 A saída é o socialismo e ações unitárias contra as ofensivas do capitalismo
25/09/2009 Abertura do 2º Congresso Nacional da CTB defende a unidade para enfrentar a crise
25/09/2009 Plataforma unitária classista em 2010 é destaque da abertura do Congresso da CTB
24/09/2009 Presidente da CTB destaca unidade na luta pelas mudanças e aponta desafios de 2010


CTB elege nova direção em seu II Congresso

Confira abaixo a composição da nova diretoria e os números do congresso.

Direção Executiva

¢ Presidente: Wagner Gomes - Metroviários/SP

¢ Vice-presidente: David W. de Souza - Contag

¢ Vice-presidente: Nivaldo Santana - Sintaema

¢ Vice-presidemte.: Vicente Selistre - Sapateiros Campo Bom (RS)

¢ Vice-presidente: Márcia Machado - Sinpro/ES

¢ Secretário Geral: Pascoal Carneiro - Metalúrgico Bahia

¢ Secretrário Geral Adjunto: Salaciel F. Vilela - Metroviários/SP

¢ Secretário de Finanças: Vilson Luiz da Silva - Fetaemg

¢ Secretária das Finanças Adjunta: Gilda Almeida - Fenafar

¢ Secretário de Formação e Cultura: Celina Areas - Sinpro

¢ Secretário de Política Sindical e Relações Institucional - Joílson Cardoso - professores RJ

¢ Secretário de Políticas Socicias: Carlos Rogério Nunes -Assistente Social

¢ Secretário Internacional: Severino Almeida - Contmaf

¢ Secretário Internacional Adjunto: João Batista Lemos - Metalúrgico

¢ Secretário de Imprensa e Comunicação: Eduardo Navarro - Federação dos Bancários BA e SE

¢ Secretário da Mulher Trabalhadora : Dilce Abigail Pereira - Turismo e Hospitalidade do RS

¢ Secretário Juventude Trababalhadora: Paulo Vinicius (DF) - Bancário

¢ Secretária de Promoção da Igualdade Racial: Valmira/Sintratel/SP

¢ Secretária de Meio Ambiente: Maria do Socorro - Fetaema/ CTB/MA

¢ Secretaria de Saúde e Segurança do Trabalho: Elias Bernardino - Técnica de Segurança do Trabalho - RJ

¢ Secretaria de Política Agrícola e Agrária: Sérgio Miranda - FETAGRS

¢ Secretário de Previdência e Aposentados: Hildinete Pinheiro Rocha - Educação/MA

¢ Secretário do Servidor Público: Fátima - CTB/GO

¢ José Adílson - Conttmaf

¢ Divanilton Pereira - Petroleiros RN

¢ Guiomar Vidor - Federação dos Trabalhadores no Comércio RS

¢ Onofre de Jesus - Metroviário

¢ Adílson Araújo - Bancário CTB/BA

¢ Ana Zélia - ECT/RJ

¢ Marilene Beltros - APLB

¢ Luiz Ary Gim - Federação dos Trabalhadores na Indústria - PR

¢ Hilário Gottselig - Fetaesc

¢ Luís Penteado - Federação Nacional dos Aquaviários

¢ Mário Teixeira - Fenccovib

¢ Marcelino Rocha - Betim/MG

¢ Vítor Espinoza - Comerciários Taquará/RS

¢ Dalva - Comerciários Bahia

¢ Ricardo Ponzi - Federação Nacional dos Aquaviários

¢ Marta / CTB/CE

Direção Plena

¢ Raimundo Brito - Construção Civil BA

¢ Ana Rita Fetag/BA

¢ Jonas R. de Paula - CTB/ES

¢ Ailma - pres.CTB/GO

¢ Júlio Guterres - CTB/MA

¢ Gílson Reis - CTB/MG

¢ Ricardo Ortiz - Radialista MS

¢ Nara Teixeira - CTB/MT

¢ José Marcos Araújo - CTB/Pará

¢ José Agnaldo Pereira - CTB/PR

¢ Maurício Ramos - CTB

¢ Francisco de Assis da Paixão e Silva - Urbanitários/PA

¢ Edval Góes - CTB/SE

¢ Valéria - CTB/PE / Sintepe

¢ Assis Melo - Caxias do Sul

¢ José Chaves - Sinpro/CTB AC

¢ Aurino Pedreira - Metal. BA

¢ Márcia A. Santana - Sinpro/GO

¢ Moysés Leme - ECT/DF

¢ Edson de Paula - Fitee

¢ José Gonçalves - Servidores Municipais e presidente CTB/PB

¢ Elgiane de Fátima Machado - Fetag RS

¢ Vandirlei Castanha Sec.Ger. - Conf. Trab.Saúde

¢ Valdeli Cunha - CTB/AM

¢ Lenir Piloneto Fanton - Fetag/RS

¢ Igo Menezes - Transp. Alt./RJ

¢ Clotilde Peta - Sinpro / Campinas

¢ Caetano - Petrol.AM

¢ Wagner Fajardo - Fenametro/UIS

¢ Lúcia Moura - Fetag/SE

¢ Caroline - Sinfar/SC

¢ Helder Abud Paranhos - Sinpro

¢ Jadson Pontes - CTB/CE/Água

¢ Margarida - Fetag/Pres.CTB PE

¢ Rizonilson - - Taxista

¢ Ricardo Martinez Fróes CTB/MS - Sinpro

¢ Raimunda Gomes - Doquinha/Sinteam

¢ Cláudio Bezerra - Universidade/MA

¢ Luiz Cláudio - Sind. Serv. Civis das FFAAs / RJ

¢ Claudemir Nonato - APLB/BA

¢ Sueli Moraes da Silva Cardozo - Serv. Públicos/RR

¢ José Barbelino - Bancários/BA

¢ Paulo - Condutores Americana

Conselho Fiscal

Efetivos

¢ Ademir Miller (FEAG/PR)

¢ Luiz Batista Bruno (Gráficos/RJ)

¢ Sandra Regina de Oliveira (Fed. Metal. BA)

Suplentes

¢ Osmar da Silva (Fluviários/SP)

¢ Ana Maria Pereira (Fetaemg)

¢ Marionaldo (Servidores Públicos)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Oficina do Congresso debate trabalho decente e erradicação do trabalho infantil


25/09/2009

Trabalho infantil foi o tema de uma das oficinas realizadas ao final da plenária do segundo dia do 2º Congresso Nacional da CTB, contando com a presença do coordenador do Programa Internacional para Eliminação do Trabalho Infantil, Renato Mendes, Isabel Rêgo, coordenadora do Fórum Paulista de Erradicação do Trabalho Infantil, Sônia Latgê, Políticas Sociais e Previdência, Márcia Viotto, socióloga e assessora da CTB e Rogério Nunes, secretário de imprensa e Comunicação.


Em sua explanação, Mendes deu diversos exemplos de trabalho que prejudicam a vida das crianças, citando as atividades de contato com agrotóxico e tabaco até exploração para prostituição e tráfico. Em todas as situações, Renato destacou que sempre deve haver a consciência de que o limite para o trabalho infantil é a preservação da saúde e da vida da criança.

Para ele, não é possível expropriá-las do tempo de criança, de brincar e se divertir, pois é neste momento que a criança se desenvolve.

Neste contexto, Renato enfatizou a importância de o movimento sindical participar mais ativamente desta luta, priorizando estratégias para valorizar a qualidade da educação das crianças e, como consequência, contribuir com a formação de um Brasil mais justo.

Representantes do campo e da cidade enfatizaram a importância da implementação de políticas públicas que garantiam educação de qualidade e opções de lazer para a criança e o adolescente. Outra necessidade discutida foi a da distribuição de renda para que as famílias encontrem condições de se sustentar sem contar com a mão de obra de infantil.


Isabel Rêgo revelou que a complexão é complexa por isso a necessidade de participar dos Fóruns de discussões nos Estados para que haja a interação e discussão com a sociedade. Ela revelou que o Fórum tem somado esforços com entidades voltados para promoção do trabalho descente e erradicação do trabalho infantil.

Preocupada com a questão, a OIT está promovendo uma agenda que vai desde o trabalho descente passando pelos problemas dos trabalhadores e aposentados, até a questão do meio ambiente. Ele foi enfático ao afirmar que as pessoas precisam participar e motivar essa discussão dentro dos sindicatos, onde o tema é pouco promovido. E exigir que esse ponto, a proteção da criança e da família faça parte dos acordos coletivos fechados.

Sônia Latgê, que fechou os trabalhos, reafirmou o compromisso da secretaria com o tema e garantiu que será construída uma agenda nesse sentido, com planejamento e ações para o próximo ano. “Essa foi a CTB que a gente idealizou em 2007. Onde a participação da militância dentro dos sindicatos define a pauta de luta. A questão do trabalho digno e a proteção de nossas crianças e jovens é principal programático da central. E esse mandato que se inicia deve cumprir um papel no sentido de alimentar as ações políticas e as interlocuções de nossa Central com todas as esferas de controle social existente no nosso país”, finalizou a secretária de políticas sociais da central.

(Portal CTB - Fotos João Zinclar)

Leia em Bancários Classistas

A Caixa, os cães de guarda e os TBs





Elvira Madeira*



Já faz um tempo que as posturas adotadas pela direção da Caixa Econômica Federal não são mais surpresa, nem para os antigos empregados, que viveram os duros anos de FHC e os fins da ditadura, nem para novos bancários recém-chegados na peleja do dia a dia, mais confesso que de uns tempos pra cá até os mais experimentados, até os mais repletos da credibilidade cega pela empresa têm se surpreendido com as últimas de nossos colegas diretores.

Desde a campanha salarial passada, esperamos ansiosos um plano de funções que resolva, ou amenize, nossos problemas cotidianos, problemas diários de quem sustenta, com salário rebaixado, família, estudos e afins. E de quem se pendura no cheque especial e no cartão de crédito, esperando o dia da santa PLR pra livrar o sufoco do ano corrente, para poder brindar o ano novo e se preparar para um novo sufoco. Problemas do cotidiano de quem se indigna com CTVAs, com jornadas de oito horas, com uma vida sacrificada e com pouco reconhecimento para muita responsabilidade. Mas estes problemas, todos do cotidiano, continuam engavetados, enquanto esperamos um plano de funções que resolva nosso dia a dia e que não seja como mais uma dádiva PLReana a nos sanar o problema dos meses seguintes.

Enquanto esperamos, ansiosos, uma negociação que nunca vem, assistimos de camarote as mudanças nos normativos RH060 e RH040, que tratam das estruturas de acesso aos cargos comissionados e o formato dos famigerados PSIs. Agora, somos chamados a participar de provas constantes, com conteúdos muito maiores do que de muitos concursos com salários de R$6mil. São provas, seleções, cursos e afins, para que se ganhe, caso aprovado em tudo isso, o incrível direito de participar de um processo de seleção interna onde serão avaliados sua graduação (Ops! O concurso da Caixa não era de nível médio?), a sua pós-graduação (Ops! E o TB? Como paga uma pós?), seus milhões de cursos da Universidade Caixa (em que tempo mesmo pode-se fazer?) e o seu tempo de função (Função? Que função?). Isso mesmo, o seu tempo de função conta como pontuação para o ingresso em um processo de seleção de uma função inicial da Caixa.

E nas unidades da Caixa os empregados cochicham que o BANCOP para Analista Junior, um dos cargos iniciais da carreira, mais parece prova para ser astronauta. (mas o que é isso companheiros? Só caía administração, português, raciocínio lógico, estatística aplicada, informática, linguagem de programação, direito administrativo, o código de ética da Caixa e mais 35 normativos integralmente listados em uma relação. E a Caixa ainda deu vinte dias para estudar.), e mesmo assim para aqueles poucos que passaram, ganharam o incrível direito de concorrer em um processo de seleção, sem nenhum beneficio por isso.

Mas o mais engraçado vem agora. Para esses mesmos empregados, em sua maioria TBs, julgados incapazes de serem aprovados em uma “simples” prova e seus “justos processos seletivos”, para esses incapazes empregados “despreparados”, a Caixa coloca agora uma média de 50 a 100 seguranças contratados, em cada Edifício-Sede, para intimidar e impedir, em uma atitude ditatorial e truculenta, o piquete desgostoso dos revoltosos com essa simplória situação. Dentre tantas outras que não me cabe enumerar. Se somos tão incapazes, por que tantos cães de guarda, por vezes armados? Qual o temor que sente a direção da Caixa de seus TBs, julgados por eles mesmos, despreparados, incapazes?

A resposta, só o movimento, a luta e a união nos dirão. Enquanto isso, nos piquetes, uma leva de empregados segue cantando:

”Vem pra caixa você também... Vem!”

Elvira Madeira é Secretária de Ação Sindical do Sindicato dos Bancários do Ceará e colaboradora do Bancários Classistas

Mobilização total no BNB

Um exemplo para a categoria. Em greve desde quinta-feira, as 35 agências do Banco do Nordeste na Bahia estão fechadas, inclusive a Superintendência. São quatro em Salvador e 31 no interior.

Entre outras questões, estão na pauta específica de reivindicações, retorno da licença-prêmio para todos os funcionários, isonomia, férias de 35 dias, tíquetes e cesta alimentação para os aposentados, bolsa educação, implantação do ponto eletrônico, reintegração dos demitidos nas eras FHC e Byron, complementação dos auxílios doença, acidentário e previdenciário.

DESCONFORTO

Diferentemente de todo o resto do Estado, na agência do BNB na Barra aconteceu algo inusitado. Chamados pelo gerente, apareceram policiais militares, na sexta-feira e ontem, fazendo perguntas às pessoas do piquete, na porta da agência. Para os empregados, a postura foi uma intimidação ao movimento grevista da categoria.

O caso gerou desconforto entre os funcionários, pois, em todo o Estado, o relacionamento com os gerentes sempre foi cordial e a intimidação foi, portanto, descabida.

Bancários cobram negociação da Fenaban

O Comando Nacional dos Bancários reuniu-se no sábado (26), em São Paulo, para avaliar os primeiros dias da greve, que começou na quinta-feira, em todo o país, e discutir a estratégia de ampliação do movimento.

A primeira atitude foi encaminhar ofício à Fenaban, cobrando a retomada das negociações a partir de hoje. No documento, os bancários reafirmaram as reivindicações da categoria por aumento real de salário, PLR maior, valorização dos pisos, garantia do emprego e mais contratações, melhores condições de trabalho, saúde, segurança e trabalho, combate às metas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de Previdência complementar.

Nesta segunda-feira, o Comando Nacional enviou carta às direções dos bancos públicos - BB, Caixa, Banco da Amazônia e BNB -, cobrando a retomada das negociações específicas.

Na avaliação dos bancários, a greve surpreendeu pela força e amplitude em todo o país. Somente no primeiro dia da paralisação, foram fechadas 2.881 agências no Brasil.

A greve dos bancários e a truculência de quem se tornou patrão


J. Tramontini*

Mais um ano, mais uma campanha salarial, mais uma greve. Essa tem sido a rotina dos bancários, que têm data base em setembro.

Mesmo com toda a lucratividade das instituições financeiras, os banqueiros, inclusive o governo federal, insistem em reduzir direitos e arrochar o salário dos bancários. Em 2009, em que pese a rebaixada pauta de reivindicações, os bancos mantiveram sua costumeira intransigência.

No entanto, há algumas novidades. As assembleias que deflagraram a greve, realizadas na quarta-feira, 23 de setembro, contaram com uma presença muito maior de trabalhadores, o que é um sinal novo bastante positivo.

Mas como nem tudo são flores, também há péssimas novidades. O governo do presidente-operário parece que aprendeu bem a lição de casa com a banca privada. Dessa vez, a Caixa Econômica Federal, instituição 100% pública e onde os bancários encontram-se mais mobilizados resolveu voltar no tempo, relembrando a finada ditadura militar.

Por ordem de Brasília, já no primeiro dia da greve, seguranças, inclusive armados, foram postados nos edifícios da CEF, sedes nos estados, com objetivo de impedir, à força, a greve da categoria.

Inacreditável é, no governo do presidente-operário, eleito com o voto dos trabalhadores, também da grande maioria dos empregados da Caixa, a empresa tomar essa postura ditatorial.

Na mesa de negociação não se apresenta absolutamente nada e na porta das unidades Brasil afora, a Caixa apresenta seguranças para tentar obrigar os bancários a trabalhar, na marra.

Como se não bastasse a violência desse ato em si, Brasília ainda encaminhou em cada local, por via judicial, o pedido de interdito proibitório, instrumento jurídico muito utilizado por latifundiários e pelos banqueiros privados para manter seus privilégios.

Impondo impagáveis multas aos sindicatos, a Caixa pretende calar a boca de seus mais de 80mil empregados, que são diariamente submetidos a duras condições de trabalho, pela pressão, assédio, falta de funcionários e salários achatados.

Obviamente, a Caixa, empresa pública que é, não faz isso sem a anuência do governo federal, do presidente-operário, que se fez nas grandes greves de 30 anos atrás.

Fica claro, portanto, qual é a postura do governo, por intermédio da Caixa, não atender a nada das justas reivindicações dos trabalhadores, mesmo que seja pela violência.

Para todos os bancários, em especial os da Caixa, só há uma alternativa possível, endurecer e ampliar a greve nacional. Exigindo o fim da violência e a retomada das negociações. Não só para conquistar um reajuste decente a toda a categoria, mas fazendo com que o governo do presidente-operário, finalmente, lembre de onde veio, atendendo às demandas por justiça dos trabalhadores, para o qual foi eleito.


J. Tramontini é dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e membro da Coordenação Nacional dos Bancários Classistas

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Zelaya, de volta, agradece ao povo hondurenho e a Lula

www.vermelho.org.br

América Latina

21 de Setembro de 2009 - 17h28


O presidente de Honduras, que voltou ao país nesta segunda-feira (21), surpreendendo o governo golpista, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por o ter acolhido na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Ele também anunciou que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza chega amanhã ao país para apoiar seu regresso ao poder. Milhares de pessoas se concentraram diante da embaixada, em apoio a Zelaya.

.

O presidente de Honduras, que voltou ao país nesta segunda-feira (21), surpreendendo o governo golpista, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por o ter acolhido na embaixada brasileira em Tegucigalpa. Ele também anunciou que o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza chega amanhã ao país para apoiar seu regresso ao poder. Milhares de pessoas se concentraram diante da embaixada, em apoio a Zelaya.

Zelaya conclamou o povo hondurenho a se reunir em frente à embaixada e acompanhá-lo "na recuperação do fio constitucional da nação", rompido há 86 dias com o golpe militar de 28 de junho. Zelaya chamou as Forças Armadas de Honduras a "manter a cordura". "As pessoas estão desarmadas, gritando pacificamente lemas, com alegria", observou. Ele se reuniu com sindicalistas do magistério e outros representantes de organizações sociais.

A manifestação popular começou por concentrar milhares de pessoas diante da sede das Nações Unidas na capital hondurenha, Tegucigalpa. Em seguida a multidão se deslocou para a rua da legação diplomática brasileira.

O presidente deposto relatou as peripécias de seu regresso à pátria.Disse que percorreu "quase meia Honduras", ao longo de "15 horas em diferentes transportes". "Tive colaboração, porém não posso revelá-la para que não incomodem a ninguém", comentou.

A primeira dama hondurenha, Xiomara Castro de Zelaya, falou de sua alegria pela volta do esposo e disse que os meios de comunicação, que negaram a presença do presidente no país, deveriam "se retratar e dizer a verdade". Segundo ela, o presidente retorna "para buscar a paz e o acordo" mas "temíamos um pouco quando seria a chegada".

Da redação, com agências

Coletivizando no Youtube