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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Granma: Livres os cinco heróis cubanos - Vitória histórica

Cuba abre los brazos a sus hijos Gerardo, Ramón y Antonio en una bienvenida que emana calor humano y sentimiento sincero


La alegría del regreso en los héroes y Raúl. Foto: Estudio Revolución
El cielo cubano, ese que tanto soñaron ver, fue el primero en darles la bienvenida a nuestros Héroes; luego el olor y la brisa, esa sensación de libertad… Difícil para los ojos creer lo que ante ellos estaba aconteciendo, para el corazón recibir de golpe tanto regocijo, para el pueblo radiante, absorto y eufórico abrir los brazos finalmente a sus hijos y brindarles una taza de café. Once millones de lágrimas multiplicadas se derramaron mientras se daba a conocer la noticia, y más tarde cuando llegaron unas tras otras las imágenes donde Raúl les daba la bienvenida a nuestra Patria.
Quién no se electrizó junto a Elizabeth con el beso de Ramón, quién no se enterneció con la mirada de Gerardo a su amada Adriana, quién no sintió en la piel el mismo calor que emanó entre Mirta y su hijo Tony ante el abrazo que creían imposible recibir… A dónde salieron disparados todos los sentidos cuando se les escuchó decir “Para lo que sea”, a ellos que hasta en ese momento nos estaban dando una lección de genuino patriotismo.
Y afuera, en las calles, un mar humano para darles la bienvenida a casa, a este hogar confortable, caliente y amoroso, que en cuanto lo supo estremeció sus cimientos y llenó de júbilo cada rincón del país. En la grandeza de la patria y de sus hijos, dice una sentencia martiana, no es mentira decir que siente crecer el corazón.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Frei Betto: Herois condenados - Portal Vermelho

Frei Betto: Herois condenados - Portal Vermelho

"Os últimos soldados da guerra fria”, livro de Fernando Morais editado pela Companhia das Letras (2011), teria suscitado inveja em Ian Fleming, autor de 007, se este não tivesse morrido em 1964, sobretudo por comprovar que, mais uma vez, a realidade supera a ficção.

Por Frei Betto*


Suponhamos que na esquina de sua rua haja um bar que abriga suspeitos de assaltarem casas do bairro. Como medida preventiva, você trata de infiltrar um detetive entre eles, de modo a proteger sua família. A polícia, de olho nos meliantes, identifica o detetive. E ao invés de prender os bandidos, encarcera o infiltrado...

Foi o que ocorreu com os cinco cubanos que, monitorados pelos serviços de inteligência de Cuba, se infiltraram nos grupos anticastristas da Flórida, responsáveis por 681 atentados terroristas contra Cuba, que resultaram no assassinato de 3.478 pessoas e causaram danos irreparáveis a outras 2.099.

Desde setembro de 1998, encontram-se presos nos EUA os cubanos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández e Ramón Labañino. O quinto, René González, condenado a 15 anos, obteve liberdade condicional no último dia 7 de outubro, mas por ter dupla nacionalidade (americana e cubana) está proibido de deixar o país.

Os demais cumprem pesadas penas: Hernández recebeu condenação de dupla prisão perpétua e mais 15 anos de reclusão... Precisaria de três vidas para cumprir tão absurda sentença. Labañino está condenado à prisão perpétua, mais 18 anos; Guerrero, à prisão perpétua, mais 10 anos; e Fernando a 19 anos.

Os cinco constituíam a Rede Vespa, que municiava Havana de informações a respeito de terroristas que, por avião ou disfarçados de turistas, praticaram atentados contra Cuba, contrabandearam armas e detonaram explosivos em hotéis de Havana, causando ferimentos e mortes.

Bush e Obama deveriam agradecer ao governo cubano por identificar os terroristas que, impunes, usam o território americano para atacar a ilha socialista do Caribe. Acontece, no entanto, exatamente o contrário, revela o livro bem documentado de Fernando Morais. O FBI prendeu os agentes cubanos, e continua a fazer vista grossa aos terroristas que promovem incursões aéreas clandestinas sobre Cuba e treinamentos armados nos arredores de Miami.

Em 15 capítulos, o livro de Morais relata como a segurança cubana prepara seus agentes; a saga do mercenário salvadorenho que, a soldo de Miami, colocou cinco bombas em hotéis e restaurantes de Havana; o papel de Gabriel García Márquez, como pombo-correio, na troca de correspondência entre Fidel e Bill Clinton; a visita sigilosa de agentes do FBI a Havana, e o volume de provas contra a Miami cubana que lhe foram oferecidas por ordem de Fidel.

"Os últimos soldados da guerra fria” é fruto de exaustivas pesquisas e entrevistas realizadas pelo autor em Cuba, EUA e Brasil. Redigido em estilo ágil, desprovido de adjetivações e considerações ideológicas, o livro comprova por que Cuba resiste há mais de 50 anos como único país socialista do Ocidente: a Revolução e suas conquistas sociais incutem na população um senso de soberania que a induz a preservá-las como gesto de amor.

Em país capitalista, para quem, graças à loteria biológica, nasceu em família e classe social imunes à miséria e à pobreza, é difícil entender por que os cubanos não se rebelam contra as autoridades que os governam. Ora, quando se vive num país bloqueado há meio século pela maior potência militar, econômica e ideológica da história, da qual dista apenas 140 km, é motivo de orgulho resistir por tanto tempo e ainda merecer elogios do papa João Paulo II ao visitá-lo em 1998.

Em mais de 100 países – inclusive no Brasil – há médicos e professores cubanos em serviços solidários em áreas carentes. O número de desertores é ínfimo, considerada a quantidade de profissionais que, findo o prazo de trabalho, retornam a Cuba. E a Revolução, como ocorre agora sob o governo de Raúl Castro, tem procurado se atualizar para não perecer.

Talvez este outdoor encontrado nas proximidades do aeroporto de Havana, e citado com frequência por Fernando Morais, ajude a entender a consciência cívica de um povo que lutou para deixar de ser colônia, primeiro, da Espanha e, em seguida, dos EUA: "Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana.”

[Frei Betto é escritor, autor de "Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org- twitter:@freibetto.

Fonte: Adital

sábado, 24 de outubro de 2009

Os cinco patriotas cubanos: uma audiência memorável

www.vermelho.org.br

América Latina
24 de Outubro de 2009 - 9h19

Andrés Gómez, líder da comunidade progressista cubana que reside em Miami e diretor de Areítodigital, apresenta suas observações abaixo, sobre a audiência de re-sentença de Antonio Guerrero. Começando esta semana, Gómez viajará pela Europa, incluindo Bélgica, Holanda, França e Dinamarca, para falar sobre o caso e sobre a luta pela libertação dos Cinco.

Por Andrés Gómez

A recente audiência celebrada em Miami de redução da pena de Antonio Guerrero foi a primeira das audiências no processo judicial imposto aos Cinco a que tive oportunidade de assistir estano um deles presente. O motivo principal que me levou a aí estar é que queria conhecer pessoalmente a Antonio.

Lá na frente e de costas para nós, o tivemos pelo espaço de quase quatro horas. Entrou por uma porta lateral situada à frente da sala e todos nós que nos encontrávamos ao fundo, acompanhando sua mãe e sua irmã estávamos presentes para apoiá-lo, nos olhos com satisfação e aprumou-se, enquanto caminhava com seus tornozelos acorrentados até seu lugar diante de uma mesa ao lado de seu eminente advogado Leonard Weinglass.

Em nenhum momento foi permitido ao preso estabelecer contacto algum com outras pessoas na sala, sequer visual, com exceção de seu advogado. Terrível castigo este mais parece tortura. Mais pressão e frustração por essa razão tinha que ter sentido Antonio durante a audiência.

Antonio aparenta sua idade. Cumpre hoje precisamente 51 anos de vida. E como recordou à juiza, durante a audiência, o dr. Weinglass, esteve preso e separado de seus entes queridos durante onze anos, os últimos sete numa prisão de máxima segurança, desde seus 39 anos, "o coração de sua vida", como eloquentemente qualificava o dr.Weinglass a esses longos anos da vida de Antonio sofrida em prisão.

Está pálido devido à falta de sol, parte do cruel regime diário nesse tipo de cárcere. Permanece magro e um tanto fisicamente frágil, embora os que o conhecem intimamente que é normal nele. Durante o transcurso da audiência se manteve firme e tranquilo. Irradia a serenidade daquele que está consciente de sua responsabilidade com seu povo e diante da história. A mesma postura ven galhardamente demonstrando seus outros quatro irmãos.
Há outras duas questões que merecem ser abordadas com relação a esta audiência. A primeira é o motivo do acordo entre a defesa e a procuradoria, que recomendava ao Tribunal que a nova pena fosse de 20 anos de prisão. Deve ficar claro que este acordo nada tem a ver com a acusação falsamente imputada pelo governo dos Estados Unidos a Antonio Guerrero por 'conspiração para cometer espionagem'.

Este acordo somente diz respeito com a condenação a prisão perpétua que arbitrariamente lhe foi imposto tendo por base esta acusação. Acordo que obrigou a terrível juíza Joan Lenard –quem presidiu o julgamento em 2001 e lhes impôs aos Cinco essas bárbaras condenações - a impor essa tarde a Antonio 21 anos e 10 meses de prisão, o limite mínimo recomendado pelas normas federais de condenações. A todos os presentes na sala ficou patente que a juíza Lenard se retorcia de raiva porque, obrigada pelas circunstancias, não pôdo impôr a Antonio uma pena mais cruel ainda.

Mente a direita, enfurecida ao saber que no pior dos casos Antonio agora sairia da prisão em aproximadante sete anos -- em vez de poder mantê-lo encarcerado pelo restante de sua vida como era o propósito de sua condenação anterior- ao afirmar desavergonhadamente que Antonio reconheceu sua culpabilidade ao aceitar esse acordo. O acordo só teve de ver com a condenação. Nada mais.

A segunda questão a tratar é realmente assombrosa. É a explicação da Procuradoria do governo dos Estados Unidos, descrita pela procuradora, Caroline Heck Miller, a mesma procuradora que representou o governo no processo levado a efeito contra os Cinco, das razões pelas quais a procuradoria chegou ao acordo com o advogadode Antonio sobre a pena de 20 anos recomendada por ambas as partes ao Tribunal.

As razões são de caráter político e não de caráter jurídico nem humanitário. É o reconhecimento por parte do governo dos Estados Unidos que a opinião pública neste pais e no mundo, lhes é adversa e condenatória como resultado da natureza falaz e arbitrária do processo judicial contra os Cinco e de suas resultantes condenações. Estado de opinião que é de tal magnitude que prejudica os interesses dos Estados Unidos. Em nada exagero seu extraordinário pronunciamento.

Assim é que a juíza Lenard, irritada com a procuradora, a increpou dizendo-lhe que “como era possível que ela mantivesse agora esta opinião quando por seis meses, durante o transcurso do juízo em 2001, qualificou Antonio como “perigoso inimigo cujas ações havia posto em perigo a segurança nacional e que foi a base de considerá-lo culpado da acusação de conspirar para Cometer Espionagem e por isso condenado pela própria juíza Lenard à prisão perpétua.

Foi assim que neste momento da audiência se tornaram evidentes todas as mentiras assacadas contra os Cinco. O governo pôs a descoberto que este foi sempre um processo político que nunca teve a ver com a verdade.

A afirmação da procuradora Heck Miller constitui-se num evidente reconhecimento do êxito dos resultados obtidos pelo movimento político em todo o mundo que por todos esses anos vem denunciando o caráter arbitrário e mendaz deste processo seguido por parte do governo dos Estados Unidos contra os Cinco e inalteravelmente exigindo sua imediata liberdade. Agora mais que nunca este movimento tem de redobrar seus esforços até que possamos vê-los livres.

Fonte: http://www.freethefive.org

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mobilização mundial exige libertação dos Cinco



Realiza-se em Nova Iorque primeiro concerto público

• HAVANA — O primeiro concerto público de solidariedade aos Cinco cubanos presos políticos em cárceres norte-americanos, realizou-se em Nova Iorque, com a assistência de mais de 600 espectadores, que reclamaram a liberdade desses antiterroristas.

A membro do Comitê Internacional pela Libertação dos Cinco, Alice Jrapko, declarou à Agência de Informação Nacional que no espetáculo intitulado Cinco Estrelas e um canto se exigiu de Washington a liberdade de René González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, presos desde 12 de setembro de 1998 em Miami por prevenirem Cuba de ações terroristas.
O cenário foi o Auditório do Centro Comunitário Hostos, donde foi lida a mensagem dos Heróis da


República de Cuba.
As performances de reconhecidas figuras, entre as quais, o porto-riquenho Danny Rivera, o dominicano Víctor Víctor, Las Estrellas Doradas del Jazz de Porto Rico, e a mensagem do ator norte-americano Danny Glover, foram aplaudidas pelo público.

MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL
A jornada pela libertação dos Cinco Heróis foi realizada em Dili, capital de Timor-Leste, com uma multidão no populoso parque de Dissidere.

Três representantes dos combativos manifestantes apresentaram-se na embaixada norte-americana em Dili e entregaram a declaração, antes aprovada, exigindo a libertação dos antiterroristas cubanos. Por outro lado, em 14 de setembro, as mais de 200 delegadas iniciaram, na sessão de encerramento do 3º Congresso da Organização das Mulheres de Timor-Leste, a assinatura de uma declaração onde fazem um apelo para as mães e esposas estadunidenses aderirem ao reclamo universal a fim de que Olga Salanueva e Adriana Pérez possam visitar seus esposos, René e Gerardo, respectivamente, e sejam libertados os Cinco.

Também em Sevilha, Espanha, convocou-se a uma vigília em solidariedade aos Cinco, e no Japão, com a participação dos principais meios de comunicação locais como Asahi, Kyodo News, NHK, NTV, representantes de diversos meios digitais e jornalistas independentes, teve lugar uma entrevista coletiva do embaixador de Cuba nesse país, José Fernández de Cossío, dando-se início com ela à 3ª Jornada pela Libertação dos Cinco. Os assistentes receberam uma nota de imprensa com detalhes sobre o caso.


Amigos de Cuba na Austrália exigiram a liberdade dos lutadores antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos. Uma manifestação teve lugar frente à legação estadunidense em Perth, estado de Western Australia, quando grupos da Associação de Amizade, organizações políticas e outros setores reclamaram justiça para os Cinco, soltando igual número de pombas.

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