SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador Islã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Islã. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de março de 2021

Pepe Escobar - O Enigma Papa-Sistani - Brasil 247

O Enigma Papa-Sistani

Francisco e Sistani fizeram pronunciamentos anti-guerra, anti-genocídio e anti-sectarismo além da compreensão da maior parte da mídia ocidental, escreve o jornalista Pepe Escobar sobre o encontro entre o Papa Francisco e o Grande Aiatolá Sistani

Papa Francisco e Aiatolá Sistani
Papa Francisco e Aiatolá Sistani (Foto: Reuters)
  Por Pepe Escobar, para o Asia Times

Tradução de Patricia Zimbres, para o 247

Seja qual for a avaliação histórica empregada, foi um divisor de águas: o primeiro encontro, desde o século VII, entre um Papa Católico Romano e um líder espiritual xiita visto como "fonte a ser emulada".

Vai demorar muito até que se consiga avaliar todas as implicações dessa imensamente intrigante conversa de 50 minutos, com a presença apenas dos intérpretes, entre o Papa Francisco e o Grande Aiatolá Sistani, em sua humilde morada em uma ruela de Najaf, próximo ao esplêndido santuário de Imam Ali.

Um paralelo confessadamente imperfeito é que, para a comunidade de fiéis xiitas, Najaf é tão rica em significado quanto Jerusalém o é para a Cristandade.

A versão oficial do Vaticano é que o Papa Francisco foi a uma cuidadosamente coreografada "peregrinação" ao Iraque sob o signo da "fraternidade"- não apenas em termos geopolíticos mas também como um escudo contra o sectarismo religioso, seja dos sunitas contra os xiitas, seja dos muçulmanos contra os cristãos.

Francisco retornou ao tema principal em uma conversa extremamente franca (em italiano) com a mídia, no avião que o trouxe de volta a Roma. O mais extraordinário, entretanto, foi sua avaliação sincera do Aiatolá Sistani.

O Papa ressaltou: "O Aiatolá Sistani disse uma frase, espero lembrá-la de forma correta: 'Os homens ou são irmãos pela religião ou iguais pela criação'. Francisco vê a transposição dessa dualidade também como uma jornada cultural.

Ele descreveu o encontro com Sistani como portador de uma "mensagem universal", louvando o Grande Aiatolá como "um sábio" e "um homem de Deus": Ouvindo-o falar, não se pode deixar de notá-lo. Ele é uma pessoa que traz sabedoria e também prudência. Ele me disse que há mais de dez anos não recebe 'pessoas que vêm me visitar, mas com outros objetivos políticos'".

O Papa acrescentou: "Ele foi muito respeitoso, e senti-me honrado, mesmo nas saudações finais. Ele nunca se põe de pé, mas o fez para saudar-me, por duas vezes. Um homem humilde e sábio. Fez bem à minha alma, esse encontro". 

Um vislumbre dessa cordialidade foi revelado nesta imagem, não publicada pela mídia convencional do Ocidente - que, em grande medida, tentou manipular, sabotar, ignorar, apagar ou sectarizar o encontro, em geral sob camadas mal disfarçadas de propaganda do tipo "ameaça xiita". 

Eles assim agiram porque, essencialmente, Francisco e Sistani estavam enviando uma mensagem anti-guerra, anti-genocídio, anti-sectarismo e anti-ocupação, que não pode deixar de incorrer na ira dos suspeitos de sempre.

Houve algumas tentativas desesperadas de retratar o encontro como o Papa privilegiando a Najaf quietista em detrimento da Qom militante, no universo xiita - ou, em termos mais crus, Sistani de preferência ao Aiatolá Khamenei, do Irã. Isso é pura bobagem. Para um contexto mais aprofundado, ver o contraste entre Najaf e Qom em meu e-book Persian Miniatures, publicado pelo Asia Times.

O Papa, em data recente, escreveu ao Aiatolá Shirazi, do Irã. Teerã mantém um embaixador no Vaticano, e há anos vem colaborando em protocolos de pesquisa científica. Essa peregrinação, entretanto, tratou exclusivamente do Iraque. Ao contrário da mídia Ocidental, a do Eixo de Resistência (Irã, Iraque, Síria, Líbano) trouxe uma cobertura completíssima.

A fatwa crucial

Tive o privilégio de acompanhar os movimentos do Aiatolá Sistani desde inícios dos anos 2000 e, por várias vezes, visitei seu gabinete em Najaf.

Quando, em 2003, o bicho-papão du jour, Abu Musab al-Zarqawi, literalmente explodiu o venerado Aiatolá Muhammad Baqir al-Hakim em frente ao santuário Imam Ali, em Najaf, Sistani apelou para que não houvesse retaliação: a máquina de ocupação americana era forte demais, e Sistani percebeu os perigos do dividir para governar e de uma guerra sectária sunita-xiita.

Mas em 2004 ele, praticamente sozinho, derrotou moralmente o poderoso aparato de ocupação da medonha Autoridade Provisória de Coalizão, que então contemplava um banho de sangue para se livrar do incandescente clérigo Moqtada al-Sadr, então refugiado em Najaf.

Em 2014, Sistani publicou uma fatwa legitimando o uso de civis iraquianos na luta contra o ISIS/Daesh - principalmente porque os takfiris pretendiam atacar os quádruplos santuários xiitas no Iraque: Najaf, Karbala, Kazimiya e Samarra.

Foi portanto Sistani quem legitimou o nascimento de grupos defensivos armados que se uniram às Unidades de Mobilização Popular (UPM), ou Hashd a-Shaabi, mais tarde incorporadas ao Ministério da Defesa Iraquiano.

As UPMs eram - e continuam sendo - um grupo amplo, algumas delas mais próximas a Teerã que outras, trabalhando sob a supervisão estratégica do Major General Qassem Soleimani até seu assassinato causado por um drone americano no aeroporto de Bagdá em 3 de janeiro de 2020.

Nunca prometi um jardim de rosas

Apesar de toda a cordialidade entre eles, o encontro entre o Papa e Sistani talvez não tenha sido o proverbial jardim de rosas. Meu colega, Elijah Magnier, o principal repórter em todas as questões relativas ao Eixo da Resistência, confirmou alguns detalhes surpreendentes com suas fontes em Najaf:

Sayyed Sistani recusou ter seu próprio fotógrafo, e não quis que nenhum clérigo xiita, nem qualquer dos funcionários de seu gabinete, estivessem presentes na Rua Al-Rasoul, onde ele recebeu Sua Santidade o Papa... O Vaticano não emitiu qualquer declaração nem tomou qualquer posição clara de reconhecimento ou apoio aos xiitas que foram mortos quando resistiam ao ISIS e defendiam os cristãos da Mesopotâmia. Sayyed Sistani, portanto, não julgou necessário divulgar um "documento conjunto", como era desejo e intenção do Papa, como ele fez em Abu Dhabi, ao se encontrar com o Sheik de Al-Azhar.

Magnier, com razão, foca-se no comunicado subsequentemente emitido pelo gabinete de Sistani - em especial em sua votação nominal de Não, Não, Não... Cada Não é uma acusação ao Hegêmona.

Sistani denuncia o "cerco às populações" - incluindo as sanções. Ele nega que os iraquianos queiram a permanência das tropas dos Estados Unidos, e quando denuncia a "violência", ele se refere aos bombardeios americanos.

Adicionalmente, "Não à injustiça" é a mensagem de Sistani não apenas aos políticos de Bagdá - atolados em corrupção e omissos no fornecimento de serviços básicos e oportunidades de emprego - mas também à "linguagem bélica" dirigida ao Oriente Médio mais amplo, da Síria e Irã à Palestina.

Fontes em Roma confirmam que houve negociações que se prolongaram por meses, na tentativa de convencer Bagdá a normalizar suas relações com Israel. Uma "mensagem" foi enviada por intermédio do Vaticano. Sistani respondeu asperamente que não havia a menor possibilidade de normalização. O Vaticano permanece mudo.

Uma das razões dessa mudez é que a declaração do gabinete de Sistani deixa claro que o Vaticano não está fazendo o bastante para apoiar o Iraque. Segundo a fonte de Najaf citada por Magnier, entre 2014 e 2017 "O Vaticano manteve silêncio enquanto os xiitas perdiam milhares de homens que defendiam os cristãos (e outros iraquianos), e não receberam do Papa qualquer atenção, e nem ao menos uma declaração explícita de reconhecimento durante todos os anos que decorreram desde então".

A declaração do gabinete de Sistani refere-se explicitamente ao "desterro, às guerras, aos atos de violência, aos bloqueios econômicos, à ausência de justiça social aos quais o povo palestino se encontra exposto nos territórios ocupados".

Tradução: O Iraque apoia a causa palestina.

Uma coroa de espinhos

O encontro do catolicismo e do Islã xiita girou em torno de uma coroa de espinhos geopolíticos. Tomemos, por exemplo, o fato de que porta-vozes ou subalternos de um presidente católico dos Estados Unidos, bem como a mídia convencional americana, demonizam o inimigo da vez como sendo "milícias apoiadas pelo Irã", "milícias com apoio xiita", ou "milícias xiitas afiliadas ao Irã". 

Bobagem. O que vi ao me encontrar com alguns deles no Iraque, em 2017, foi que as brigadas das Unidades de Mobilização Popular são compostas não apenas por xiitas, mas por iraquianos de todas as religiões. Por exemplo, há um Conselho de Estudiosos do Sagrado Ribat de Maomé; o Conselho para a Luta contra o Pensamento Takfiri da Sunnah Fallujah e Anbar, e a Brigada Cristã Caldeia liderada por Rayan al-Kildani, que se encontrou com o Papa Francisco.

Para sermos justos, o Papa Francisco, em sua peregrinação, de fato condenou aqueles que instrumentalizam a religião para arquitetar guerras - em benefício de Israel, do latifúndio petrolífero saudita, do império e de todos os acima citados. Ele orou em uma igreja destruída pelo ISIS-Daesh.

Em um gesto de grande significado, o Papa Francisco entregou um rosário a al-Kildani, o chefe da milícia da Babilônia das Unidades de Mobilização Popular. O Papa considera al-Kildani nada menos que o salvador dos cristãos do Iraque. No entanto, al-Kildani é o único cristão do planeta a constar da lista de terroristas dos Estados Unidos.

Nunca é bastante lembrar que as UMP foram o alvo da excelente aventura bombardeira de Biden-Harris de 25-26 de fevereiro: militantes foram de fato bombardeados em território iraquiano, e não sírio. Anteriormente, o comandante geral de campo das UMPs era Abu al-Muhandis, que conheci em Bagdá em fins de 2017. Ele foi assassinado ao lado de Soleimani.

O Papa Francisco só foi capaz de embarcar em sua peregrinação iraquiana graças ao Hashd al-Shaabi - que foi de importância absolutamente crucial, atuando na linha de frente para salvar o Iraque da partição pelos takfiris e/ou de se tornar um (falso) califado.

Francisco, em sua peregrinação abraâmica, seguiu alguns dos passos do Profeta, especialmente em Ur, na Babilônia. Mas os ecos ressoam muito mais longe, chegando a al-Khalil (Hebron) na Palestina, e até a Síria e a Jordânia modernas.

Uma simples peregrinação não irá alterar os duros fatos no terreno mesopotâmio: 36% de desemprego (quase 50%  entre os jovens); 30% da população vivendo na pobreza; a ameaça iminente de intervenção da OTAN; a incapacidade do hegêmona de soltar o controle porque precisa desse império-de-bases entre o Mediterrâneo e o Oceano Índico; a corrupção política generalizada de uma oligarquia fortemente entrincheirada.

Francisco fez questão de deixar claro que esse foi apenas um "primeiro passo", que implica "riscos". O máximo que se pode esperar, nas atuais circunstâncias, é que o Papa e seu "humilde e sábio" interlocutor continuem afirmando que o dividir para governar e o atiçar as chamas das lutas religiosas, étnicas e comunitárias, só irá beneficiar - quem mais seria? - os suspeitos de sempre.

 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ali Khamenei:"confrontar o Estado Islâmico, denunciar o Império da Arrogância e armar a Palestina” - 11/2014 - Oriente Mídia

Oriente Mídia 
25/11/2014, Sayed Ali Khamenei, Guia Supremo da República Islâmica do Irã no Congresso Internacional sobre movimentos extremistas e takfiris
Enviado por Sayed Hasan e traduzido do inglês pelo pessoal da Vila Vudu
Excerto: “As três tarefas urgentes”  vídeo original
Versão original legendada em inglês a seguir:

[...] É nossa responsabilidade levar a bom termo algumas tarefas da mais alta importância. Durante esse Congresso de dois dias, os senhores, ilustres participantes, elaboraram e propuseram algumas soluções e especificaram certas responsabilidades. Cuidarei aqui de mencionar também duas ou três tarefas que não devem ser negligenciadas.
Primeira tarefa
Uma é que os teólogos do Islã têm de formar um movimento racional, global, de inteligência, que inclua todas as escolas islâmicas, que terá por objetivo cortar as raízes da corrente takfiri. Esse movimento não se deverá limitar a algumas escolas de pensamento [islâmicas]. Todas as correntes do Islã que creiam nessa religião e a considerem bem-vinda e a vejam com generosidade partilham esse responsabilidade. Todos os sábios do Islã devem lançar um grande movimento intelectual.
[O Estado Islâmico] entrou em cena sob a falsa pretensão de seguir “os piedosos predecessores” [al-Salafu al-Saleh]. Temos de demonstrar e provar que os piedosos predecessores sempre se opuseram radicalmente aos atos que eles perpetram e ao movimento que eles lançaram. Deve-se fazer isso recorrendo à linguagem da religião, do saber e da razão.
É vosso dever salvar os mais jovens. Muitos se deixam influenciar por esses pensamentos desviantes e desorientados. Esses infelizes supõem que estejam realizando boas ações. São a encarnação dos santos versos do Corão: “Quereis que vos inteire de quem são os mais desmerecedores, por suas obras? São aqueles cujos esforços se desvaneceram na vida terrena, não obstante crerem haver praticado o bem”. [Alcorão, 18, 103-104].
São a encarnação desses versos corânicos. Pensam, errados, que combatem na trilha de Deus. São os que dirão a Deus, no Dia do Julgamento Final: “Ó Senhor nosso, em verdade, obedecíamos aos nossos chefes, os quais nos desviaram da (verdadeira) senda. Ó Senhor nosso, redobra-lhes o castigo e amaldiçoa-os reiteradamente!”. [Alcorão, 33, 67-68].
[Os que combatem pelo Estado Islâmico] são esses miseráveis. Os que assassinaram um grande sábio na mesquita de Damasco são também desses. Os que decapitaram muçulmanos acusando-os de apostasia são também desses. Os que fazem correr, em atentados, o sangue de inocentes no Paquistão, no Afeganistão, em Bagdá e em diferentes vilas do Iraque, Síria, Líbano são dos que gemerão no Dia do Juízo Final: “Oh, Senhor, nos seguimos nossos chefes que nos desviaram da (verdadeira)senda. Castiga-os, Senhor, com duplo castigo”.
Em outro ponto do Santo Alcorão, Deus diz [aos que lhe pedem que duplique o castigo infernal] “o dobro será para todos” [Alcorão, 7, 38]. Todos vocês serão castigados, ao mesmo tempo os chefes e guias e os guiados. “Por certo que é real a disputa dos réprobos!”. [Alcorão, 38, 64]
Nesse dia, esses todos estarão em campos opostos e se enfrentarão. Por isso é necessário salvá-los [dessa provação]. Os jovens têm de ser salvos e essa é a responsabilidade dos sábios, porque eles estão em contato, ao mesmo tempo, com os intelectuais e com as massas. É necessário que se esforcem para salvar os mais jovens. Deus, o Altíssimo, interrogará os sábios no Último Dia: “O que fizeste?” É imperioso que os sábios ajam [desde já]. Essa é uma primeira tarefa imediata.
A segunda tarefa
A segunda tarefa extremamente urgente que tem de ser executada é chamar a atenção e destacar sempre o papel dos políticos arrogantes dos EUA e da Inglaterra.
O papel deles tem de ser destacado e explicado. Cada pessoa do mundo muçulmano deve conhecer o papel e a responsabilidade dos políticos dos EUA em tudo que tenha a ver com o Estado Islâmico.
Todos devem conhecer o papel dos serviços secretos norte-americanos, britânicos e do regime sionista, em todos os atos do movimento takfiri. Todo o mundo deve saber que o Estado Islâmico trabalha para eles; que o complô foi fomentado pela Arrogância [o Imperialismo Ocidental] e que essas correntestakfiris são ajudadas e financiadas por aquelas potências.
O Estado Islâmico recebe dinheiro dos regimes fantoches da região. São esses regimes fantoches que lhes fornecem dinheiro, mas o complô é fomentado pelo Imperialismo Ocidental, a Arrogância, e o resultado é, principalmente, que destroem esses infelizes jovens takfiris. Estão criando problemas sem precedentes para o mundo do Islã. E aí está a segunda tarefa a ser cumprida completamente, imediatamente.
A terceira tarefa
A terceira tarefa absolutamente inadiável é ocupar-se, como prioridade, da causa palestina. Não permitam que a causa da Palestina, da Santa Al-Qods (Jerusalém) e da Mesquita Al-Aqsa seja apagada e caia no esquecimento. Isso, precisamente, é o que eles desejam: querem que o mundo islâmico esqueça a causa palestina.
Já viram que, recentemente, o regime sionista declarou que a Palestina seria estado judeu. O regime sionista anunciou que a Palestina seria estado judeu. É o que sempre tentaram, já faz muito tempo.
Agora, apenas o declararam abertamente. Aproveitando-se da ignorância e da apatia do mundo muçulmano, das massas, das populações dos países muçulmanos, depois de ter ocupado a Santa Al-Qods (Jerusalém) e a Mesquita Al-Aqsa, o regime sionista continua a enfraquecer os palestinos, o mais que consiga.
Temos de nos manter vigilantes. Todos os povos devem exigir de seus governos que assumam, como deles, a causa palestina. Os mestres e sábios do Islã devem exigir dos governos que assumam, como deles, a causa palestina, que a abracem, que se envolvam nela. Essa é responsabilidade de importância capital.
Agradecemos a Deus que, na República Islâmica do Irã, o governo e o povo partilham esse princípio. Desde o início, o governo da República Islâmica e nosso generoso Imã [Khomeini] anunciaram e estimularam a política de apoio à Palestina e de hostilidade declarada contra o regime sionista. Essa política continua mantida até hoje. São já 35 anos que vimos mantendo essa linha de conduta, e nosso povo mantém a mesma política com entusiasmo e com adesão plena.
Vez ou outra, alguns dos nossos jovens, cujas demandas não são plenamente satisfeitas nesse campo, escrevem para mim e pedem insistentemente: “Permita que partamos, para lutar contra o regime sionista nas linhas de frente!”. Nosso povo deseja ardentemente combater contra o regime sionista, e a República Islâmica também manifestou seu compromisso com essa luta.
Pela Graça de Deus e Sua Misericórdia, ultrapassamos as barreiras e as lutas sectárias e em torno de questões de doutrina.
Ajudamos o Hezbollah libanês, que é grupo de xiitas, assim como ajudamos o Hamas e a Jihad Islâmica, sunitas. E continuaremos a ajudá-los. Nunca nos deixamos capturar por barreiras sectárias. Jamais demarcamos qualquer diferença entre xiitas, sunitas, hanafitas, hanbalitas, xafitas ou zaidis [escolas do Islã]. Mantivemos nossos olhos focados no nosso objetivo principal e oferecemos nossa ajuda.
Conseguimos reforçar os contingentes de nossos irmãos palestinos em Gaza e, pela Graça de Deus, continuaremos a fazê-lo. Já anunciei, e sem dúvida será feito conforme foi anunciado, que a Cisjordânia tem de ser armada, como Gaza, e preparar-se para se autodefender também militarmente.
http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/12/ali-khamenei-muculmanos-devem.html

Coletivizando no Youtube