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quarta-feira, 2 de março de 2022

Conflito na Ucrânia:A paz deve ser o objetivo imediato alcançado - CEBRAPAZ

 

Conflito na Ucrânia: A paz deve ser o objetivo imediato alcançado

“O atual conflito tem suas raízes na agressiva expansão dos EUA e da OTAN, após o fim da União Soviética, em direção às fronteiras da Federação Russa, ali instalando bases militares e armas nucleares, ignorando os repetidos e insistentes protestos da Rússia, hoje totalmente cercada por forças hostis”, diz, em nota, o Cebrapaz.

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) defendeu, em nota, um cessar-fogo que construa o ambiente de diálogo na Ucrânia; uma solução política para o conflito que contemple as preocupações de segurança da Rússia e desmantele os grupos neonazistas; e o fim da política de provocações e guerra da Otan/EUA.

Conheça a íntegra da nota do Cebrepaz:

A humanidade acompanha com extrema preocupação o desenrolar dos acontecimentos na Europa Oriental, com a eclosão do conflito militar envolvendo a Rússia e a Ucrânia.

O Cebrapaz defende negociações que conduzam ao cessar-fogo e que permitam criar um ambiente de diálogo e a construção de uma saída política para esse conflito.

A paz deve ser o objetivo imediato e urgente a ser alcançado!

A defesa consequente da paz exige que as causas e os principais responsáveis pela guerra sejam identificados.

O atual conflito tem suas raízes na agressiva expansão dos EUA e da OTAN, após o fim da União Soviética, em direção às fronteiras da Federação Russa, ali instalando bases militares e armas nucleares, ignorando os repetidos e insistentes protestos da Rússia, hoje totalmente cercada por forças hostis.

Após as ondas de expansão militar, os EUA e a OTAN patrocinaram, em 2014, um golpe de estado, que destituiu o presidente eleito da Ucrânia – por resistir a uma integração à OTAN – levando grupos neonazistas ao poder.

A rebelião das populações do leste da Ucrânia contra esse golpe foi reprimida “a ferro e fogo” pelo governo de Kiev, com a conivência e o apoio dos EUA e da OTAN.

Os acordos de Minsk, de 2014, que buscaram pacificar o país, foram ignorados por Kiev – sob os olhos complacentes dos EUA e da União Europeia. Seguiram-se oito anos de ataques das Forças Armadas ucranianas às populações de Lugansk e Donetsk, causando a morte de milhares de cidadãos ucranianos, em especial de origem russa, na região de Donbass.

Por essas razões, não pode restar dúvidas de que os EUA e a OTAN são os principais responsáveis pelo atual conflito na Europa Oriental.

Denunciamos também a manipulação do vasto aparato midiático hegemônico que torna invisível a expansão guerreira da OTAN e dos EUA e o apoio prestado por eles aos grupos neonazistas ucranianos, procurando colocar sobre a Federação Russa toda a responsabilidade da atual crise.

Condenamos, além disso, as sanções econômicas contra a Federação Russa, que em nada contribuem para a paz e, ao contrário, tornam ainda mais tensa a situação.

Assim, o Cebrapaz defende:

  • Um cessar-fogo que construa o ambiente de diálogo.
  • Uma solução política para o conflito que contemple as preocupações de segurança da Rússia e desmantele os grupos neonazistas.
  • O fim da política de provocações e guerra da Otan/EUA.

Executiva Nacional Ampliada do Cebrapaz

28/02/2022

Fonte: Portal do Cebrapaz

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CEBRAPAZ debate Direitos Humanos e a paz no FMDH, hoje às 10h00 em Brasilía

O Cebrapaz realizará uma Mesa Redonda no Fórum Mundial de Direitos Humanos para debater "Direitos Humanos e a Paz", no dia 11/12, das 10 às 12 horas. O fórum e a atividade acontecem no Centro Internacional de Convenções do Brasil -> http://www.fmdh.sdh.gov.br/index.php/local-do-forum Queremos convidar vocês para três atividades: 1) Terça-feira, dia 10/12 - 16 horas Sessão de abertura do FMDH e distribuição por seus membros de uma nota pública

2) Quarta-feira, dia 11/12 Mesa Redonda com o tema: Direitos Humanos e a Paz. Nesse momento de crescimento da agressividade imperialista e de crises em que os direitos humanos são diariamente desrespeitados pelas guerras.

Serviço
Quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 às 10h00
Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB
Endereço: Setor de Clubes Esportivos Sul
Trecho 02 Conj. 63, Lote 50


Com informaçõres de Marcos Tenório e do site do Fórum.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com Presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes- Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira - Portal Vermelho

Colômbia: ministro da Justiça polemiza com pacifista brasileira


Após declarações da presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a uma rádio colombiana, o ministro da Justiça, Juan Carlos Esguerra, declarou que “na Colômbia não há presos políticos”.  


A polêmica surgiu após a também presidente do Cebrapaz denunciar a falta de comprometimento do governo de Juan Manuel Santos com a solução do conflito na Colômbia, diante da recusa da permissão para que ativistas visitassem os presos de guerra e políticos em prisões no país.



As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram recentemente - entre os
preparativos para as libertações - que veriam como um gesto positivo a autorização dessas visitas.

A pacifista sustenta que na Colômbia existem sim presos políticos porque há um "conflito político com mais de seis décadas" naquele país.

No entanto, Esguerra indicou que em seu país não há "ninguém privado de sua liberdade por suas convicções políticas ou religiosas".

Em entrevista concedida ao Vermelho nesta quinta-feira (5), Socorro foi taxativa sobre a atitude do governo: “é uma demonstração de que ele não quer a paz, nem o diálogo. Ele quer, na verdade, esmagar a guerrilha. Está empenhado em uma operação de cerco e aniquilamento da insurgência” e ressaltou que “não há solução militar para o conflito colombiano. A solução só pode ser política”.

Para as Farc, é uma contradição que o governo negue a existência dos presos políticos para impedir a visita, quando autoridades penitenciárias reconhecem que há 15 mil prisioneiros políticos na Colômbia.

Como uma das integrantes do grupo Mulheres pela Paz, que participaria das visitas às prisões no país, Socorro sublinhou que a atitude frustrou a expectativa dos ativistas internacionais. “O que ele [Santos] quer esconder? Por que não podemos fazer as visitas? Há ou não há violação de direitos humanos nas prisões da Colômbia?”, questiona.

Da Redação, com informações da Prensa Latina

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