DANDO UMA PERDIDA NA NIGHT - lindo demais, Bemvindo e Dimitri entrevistam mãe Yá Darabi - Hoje, 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara sincretizada com Iansã. O papo nos remete á cultura afro brasileira, ao racismo, à questão racial, ao momento brasileiro. https://www.youtube.com/watch?v=CezTYRmUTPw
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sábado, 4 de dezembro de 2021
terça-feira, 5 de maio de 2020
sábado, 25 de abril de 2020
segunda-feira, 10 de junho de 2019
sábado, 14 de janeiro de 2017
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
DARIA UMA PERNA PARA ESTAR NA GLOBO - Bemvindo Sequeira
Bemvindo Sequeira - Blog Oficial do Ator - R7
Dia desses um colega veterano, que eu muito respeito, e que
o público consagra por seu comprovado talento,
afirmou em entrevista o seguinte: “Tem muito ator que fala mal da Globo mas dá uma
perna pra entrar” .
Eu, com meu humor,
pensei logo no ator perneta sendo aproveitado para o papel de Saci.(risos)

Mas a chamada do provedor que o entrevistou oportuniza suas palavras para afirmar que ele “ironiza quem
critica a Globo”. Enfim, transformou uma declaração parcial em generalizada.
Claro que o provedor faz parte do PIG, sigla popularizada por Paulo Henrique Amorim e que significa Partido da Imprensa Golpista.
Uma das características do PIG foi atacar o governo de Lula e agora de Dilma; os Partidos populares; a Rede Record; os blogueiros – chamados de “sujos” - , e tudo e todos mais que não rezarem pela cartilha destes que há décadas vinham tratando o Brasil como o quintal de casa.
Não desmereço a declaração do colega. Conheço este tipo de “quem desdenha quer comprar”.
Mas saio em defesa daqueles que criticam a Rede Globo e nem pensam em perder uma perna, sequer um dedo mindinho para poder trabalhar lá.
Nossa profissão é formada por milhares de atores e atrizes. Alguns foram e são capazes de vender a alma para o Diabo pela vaidade, e pela aparente segurança de um emprego.
É humano. É compreensível.
Mas há muitos, e não são poucos , que possuem caráter, discernimento, escolhas, que não passam pelo mesmo prisma dos acima mencionados.
Estes podem escolher trabalhar ou não na Globo. E se o fazem, fazem por profissão e não por servilismo.
Fazem porque estão vendendo para lá sua força de trabalho. São trabalhadores. Não sao capachos.
Antes da existência da Record chegava a ser curioso, senão divertido, ver a reação dos produtores globais quando um desses atores recusava a oferta de trabalhar na Vênus Platinada. Era como se fosse impossível alguém negar tão honroso convite. Era inadmissível que alguém não desse uma perna para estar lá. Era como se não fosse possível haver vida - e vida inteligente, criativa - fora da Rede Globo.
Pois creiam, os que me leem, esta gente existe.
Sabem o valor e a dignidade da sua força de trabalho, sacrificaram e sacrificam muitas coisas na vida para manter a face limpa e o rabo intacto. (risos finais)
Dia desses um colega veterano, que eu muito respeito, e que
o público consagra por seu comprovado talento,
afirmou em entrevista o seguinte: “Tem muito ator que fala mal da Globo mas dá uma
perna pra entrar” .
Eu, com meu humor,
pensei logo no ator perneta sendo aproveitado para o papel de Saci.(risos)
Mas a chamada do provedor que o entrevistou oportuniza suas palavras para afirmar que ele “ironiza quem
critica a Globo”. Enfim, transformou uma declaração parcial em generalizada.
Claro que o provedor faz parte do PIG, sigla popularizada por Paulo Henrique Amorim e que significa Partido da Imprensa Golpista.
Uma das características do PIG foi atacar o governo de Lula e agora de Dilma; os Partidos populares; a Rede Record; os blogueiros – chamados de “sujos” - , e tudo e todos mais que não rezarem pela cartilha destes que há décadas vinham tratando o Brasil como o quintal de casa.
Não desmereço a declaração do colega. Conheço este tipo de “quem desdenha quer comprar”.
Mas saio em defesa daqueles que criticam a Rede Globo e nem pensam em perder uma perna, sequer um dedo mindinho para poder trabalhar lá.
Nossa profissão é formada por milhares de atores e atrizes. Alguns foram e são capazes de vender a alma para o Diabo pela vaidade, e pela aparente segurança de um emprego.
É humano. É compreensível.
Mas há muitos, e não são poucos , que possuem caráter, discernimento, escolhas, que não passam pelo mesmo prisma dos acima mencionados.
Estes podem escolher trabalhar ou não na Globo. E se o fazem, fazem por profissão e não por servilismo.
Fazem porque estão vendendo para lá sua força de trabalho. São trabalhadores. Não sao capachos.
Antes da existência da Record chegava a ser curioso, senão divertido, ver a reação dos produtores globais quando um desses atores recusava a oferta de trabalhar na Vênus Platinada. Era como se fosse impossível alguém negar tão honroso convite. Era inadmissível que alguém não desse uma perna para estar lá. Era como se não fosse possível haver vida - e vida inteligente, criativa - fora da Rede Globo.
Pois creiam, os que me leem, esta gente existe.
Sabem o valor e a dignidade da sua força de trabalho, sacrificaram e sacrificam muitas coisas na vida para manter a face limpa e o rabo intacto. (risos finais)
domingo, 26 de junho de 2011
CENAS DE UMA DITADURA - 11 - PCB OU PCdoB? - Bemvindo Sequeira conta como ingresou no PCdoB na Ditadura
Blog do Bemvindo: CENAS DE UMA DITADURA - 11 - PCB OU PCdoB?

Precisávamos de uma sala para reunir o pequeno grupo de agitadores e criar o Centro de Estudos Sociais... Foi quando o José Fernandes, um dos jovens, deu a idéia de procurarmos nas redações dos jornais de esquerda da época.
E fomos nós em direção ao Edifício Santos Vahlis, no Centro. No saguão do prédio decidimos a linha política:
-“Aqui tem o “Novos Rumos” e tem a “A Classe Operária”. Em qual vamos pedir a sala? Disse ele.
Perguntei:
-“Qual a diferença?”
- “Novos Rumos” é a favor da União Soviética e da coexistência pacífica. É do PCB. Já “A Classe Operária” é a favor da China e pela Revolução Socialista. É do PCdoB.”
A mim, tanto fazia. PCB ou PCdoB naqueles tempos não me dizia nada. Mas eu, que sempre fui muito do radical, resolvi:
-“Vamos à “A Classe Operária!”
Quando chegamos lá em cima, na sala, havia três “velhos” sentados, conversando. Depois vim saber que eram: Maurício Grabois, Pedro Pomar e João Amazonas. O Comitê Central do PC do B estava em reunião e nem imaginávamos o que fosse aquilo.
Grabois e Pomar eram vistosos e brilhantes. Já o Amazonas era pequeno e sem brilho, passava desapercebido na multidão.
Perguntaram o que desejávamos, explicamos e nos levaram para uma salinha contígua, para a nossa reunião, enquanto eles ficaram numa conversa sussurrada na outra sala. Sussurros que naturalmente deveriam estar definindo a continuidade do Partido e a “Revolução Brasileira”.
E eu lá, café com leite puro , no que tangia aos meandros partidários.
Claro que na segunda reunião já estávamos cooptados pelo PCdoB.
E eu junto. Lá ia eu, Pinóquio novamente, em meu caminho de tornar-me gente.
Assim criamos a base da Ilha do Governador, Rio, que foi do PC do B até perdermos total contato com o Partido Comunista do Brasil - que à época não chegava a 50 militantes no Rio de Janeiro – após o golpe militar.
Com a criação e militância da base afastei-me da UBES, o que me livrou do incêndio, e postergou minha detenção.
Próximo: O DIA DO GOLPE. CHOVIA NO RIO.

Precisávamos de uma sala para reunir o pequeno grupo de agitadores e criar o Centro de Estudos Sociais... Foi quando o José Fernandes, um dos jovens, deu a idéia de procurarmos nas redações dos jornais de esquerda da época.
E fomos nós em direção ao Edifício Santos Vahlis, no Centro. No saguão do prédio decidimos a linha política:
-“Aqui tem o “Novos Rumos” e tem a “A Classe Operária”. Em qual vamos pedir a sala? Disse ele.
Perguntei:
-“Qual a diferença?”
- “Novos Rumos” é a favor da União Soviética e da coexistência pacífica. É do PCB. Já “A Classe Operária” é a favor da China e pela Revolução Socialista. É do PCdoB.”
A mim, tanto fazia. PCB ou PCdoB naqueles tempos não me dizia nada. Mas eu, que sempre fui muito do radical, resolvi:
-“Vamos à “A Classe Operária!”
Quando chegamos lá em cima, na sala, havia três “velhos” sentados, conversando. Depois vim saber que eram: Maurício Grabois, Pedro Pomar e João Amazonas. O Comitê Central do PC do B estava em reunião e nem imaginávamos o que fosse aquilo.
Grabois e Pomar eram vistosos e brilhantes. Já o Amazonas era pequeno e sem brilho, passava desapercebido na multidão.
Perguntaram o que desejávamos, explicamos e nos levaram para uma salinha contígua, para a nossa reunião, enquanto eles ficaram numa conversa sussurrada na outra sala. Sussurros que naturalmente deveriam estar definindo a continuidade do Partido e a “Revolução Brasileira”.
E eu lá, café com leite puro , no que tangia aos meandros partidários.
Claro que na segunda reunião já estávamos cooptados pelo PCdoB.
E eu junto. Lá ia eu, Pinóquio novamente, em meu caminho de tornar-me gente.
Assim criamos a base da Ilha do Governador, Rio, que foi do PC do B até perdermos total contato com o Partido Comunista do Brasil - que à época não chegava a 50 militantes no Rio de Janeiro – após o golpe militar.
Com a criação e militância da base afastei-me da UBES, o que me livrou do incêndio, e postergou minha detenção.
Próximo: O DIA DO GOLPE. CHOVIA NO RIO.
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