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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trabalhadores dos Correios e CTB-DF prestam solidariedade ao povo grego



Nota de solidariedade sugerida pela CTB-DF e aprovada por unanimidade pela assembleia dos trabalhadores dos correios realizada na Esplanada dos Ministérios em Brasília.


Nesse dia 22 de setembro, os trabalhadores brasileiros nos unimos às manifestações do movimento sindical em todo mundo em solidariedade ao povo grego que, com a participação destacada de seus trabalhadores e sindicalistas, liderados pelo PAME e pela Federação Sindical Mundial, tem tomado as ruas de todo o país, resistindo heroicamente contra a ganância dos banqueiros, da União Europeia e do FMI, que impõem, com a conivência de seu governo entreguista, uma agenda de ataque aos direitos dos trabalhadores e do povo, de absurdo ajuste fiscal, para alimentar a ganância do sistema financeiro.

De Brasília, em plena greve dos trabalhadores dos Correios, enviamos o nosso abraço e a solidariedade ao povo grego, repudiamos as medidas anti-povo que seu governo adota e que destroem o país, e reafirmamos o nosso compromisso de luta em todo o mundo para que os trabalhadores e o povo não paguem pela crise capitalista!

Viva a solidariedade internacional. Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!
Viva a luta do povo grego por sua soberania e direitos!

Brasília, Esplanada dos Ministérios, 22 de setembro de 2011

Assembleia dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal    
CTB-Distrito Federal


sábado, 22 de maio de 2010

Cúpula da UE e FMI incitam a luta de classes no velho continente - Umberto Martins

www.vermelho.org.br

Economia

21 de Maio de 2010 - 19h16


O presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, disse nesta sexta-feira (21) que a maioria dos governos do bloco apoia sanções mais duras para punir países que violaram os limites de déficit e da dívida. O contraste entre as orientações da cúpula europeia e do FMI, que fazem o jogo da oligarquia financeira, e os interesses da classe trabalhadora está exacerbando as contradições e a luta de classes no velho continente.

Por Umberto Martins

Enquanto a cúpula do bloco europeu discute regras mais severas, a crise ganha as ruas, com milhares de trabalhadores protestando na Espanha, Grécia e Portugal contra as medidas de arrocho anunciadas pelos governos.

Atenas parou

Na quinta (20), a Grécia foi palco de uma nova greve geral, a sexta neste ano. Uma passeata seguiu até o Parlamento, onde os manifestantes, dirigindo-se aos parlamentares, gritavam “saiam, ladrões”. Os trabalhadores protestam contra o governo e o FMI, que está por trás do pacote de ajuste que o governo social-democrata liderado pelo primeiro-ministro George Papandreou quer impor, a despeito da rejeição do povo trabalhador e da maioria da nação.

O pacote grego, no velho e reacionário estilo do Fundo Monetário Internacional, prevê corte de salários, elevação da idade mínima para aposentadoria, redução dos gastos públicos e aumento dos impostos. Não vai ajudar a recuperar a economia, pelo contrário, tende a agravar a crise, deprimindo o consumo e a produção.

A paralisação realizada na quinta foi convocada por sindicatos que representam 2,5 milhões de trabalhadores. Escolas e órgãos públicos não funcionaram, hospitais ficaram limitados ao atendimento essencial, o turismo foi afetado, assim como o transporte no céu e no mar.


Protesto em Atenas. O recado foi claro: a crise é dos ricos e eles é que devem pagar

Espanha e Portugal

Na Espanha, os trabalhadores deram início, também na quinta (20), a uma série de manifestações de rua que devem desembocar numa greve geral do setor público, que emprega 2,6 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, convocada pelo movimento sindical para 8 de junho.

O governo social-democrata do país também anunciou duras medidas para combater o déficit fiscal, incluindo o corte de salários do funcionalismo (de até 7%) e congelamento das aposentadorias. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras foram às ruas em Madri, Valência, Toledo e Santiago de Compostela nesta 5ª. “Trazer os tanques do Afeganistão e reduzir o financiamento da Igreja Católica são medidas que poderiam ser adotadas para diminuir o déficit, sem que aposentados e trabalhadores pagassem o pato”, desabafou o dirigente da União Geral dos Trabalhadores espanhóis, Rafael Espertero García.

A Central Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) também realizou várias manifestações ao longo dos últimos dias e tem concentrado sua energia na mobilização de um grande ato político em defesa dos direitos da classe trabalhadora dia 29 de maio em Lisboa. O dilema é o mesmo: o governo de José Sócrates, social-democrata como o grego e o espanhol e igualmente atolado na crise da dívida externa, apresentou um pacote semelhante ao de seus colegas, preconizando corte de salários e o retrocesso nas regras da aposentadoria.

Bem estar em xeque

A crise da dívida serviu de pretexto à direita europeia para desencadear uma feroz ofensiva contra a classe trabalhadora. Ressuscitaram o FMI e reativaram o neoliberalismo, tendo por objetivo final o desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social, erigido no pós-guerra, durante os “anos dourados” do capitalismo, que contemplou bandeiras e lutas históricas do movimento sindical e dos partidos de esquerda.

A defesa dos direitos sociais é a ordem do dia do movimento sindical no velho continente e se contrapõe ao projeto das elites, que foi bolado basicamente “para proteger bancos alemães, e especialmente franceses, do cancelamento de dívidas”, conforme denunciou o ex-governador do Bundesbank (banco central da Alemanha), Karl Otto Pöhl, em entrevista à revista Der Spiegel.

Ampliando a crise

“No dia em que o pacote do resgate [no valor de 750 bilhões de euros] foi aprovado as ações dos bancos franceses subiram 24%. Ao olhar para tudo isto, pode-se ver realmente do que se trata – nomeadamente, de resgatar os bancos e os gregos ricos", declarou Pöhl. Falando durante a manifestação diante do Parlamento em Atenas, o desempregado grego Nikos Galiatsatos, resumiu o sentimento que anima os protestos da classe trabalhadora: “essas medidas estão destruindo tudo pelo que lutamos. Cadê as medidas contra o desemprego? Não fomos nós que criamos esta crise.”


O ex-governador do Bundesbank denunciou: "o pacote foi feito para salvar os bancos"

Os pacotes podem até se revelar eficazes para resgatar os bancos e os ricos. Em contrapartida, tende a ampliar a crise econômica, prolongando a recessão e obstruindo a recuperação com a redução da demanda, elevando o nível de desemprego e o descontentamento social. O acirramento da luta de classes, entre capital e trabalho, é outro notório óbice ao plano perverso das classes dominantes europeias. O povo busca nas ruas uma alternativa progressista, exigindo que os ricos paguem pela crise. Uma das medidas nesta direção é a moratória das dívidas externas, que vai na contramão dos interesses dos bancos da Alemanha e da França e dos ricaços da Europa.




Veja abaixo o vídeo da manifestação na Grécia:




sexta-feira, 7 de maio de 2010

FSM lidera mobilizações na Grécia e envia mensagem à CTB

Moçada, vejam a mensagem que a CTB recebeu de Nikos Teodorakis da PAME (Frente Militante dos Trabalhadores) da Grécia, com quem estivemos na Conferência Internacional da Federação Sindical Mundial em Lima, Peru:

Caros camaradas,

Queremos agradecê-los pelas suas inicativas em expressar solidariedade à luta da classe trabalhadora grega e às lutas da PAME (Frente Militante dos Trabalhadores). Nossa greve no dia 5 de maio foi um momento histórico para os trabalhadores gregos.Milhões aderiram à greve, muitos pela primeira vez. Demonstramos nosssa oposição às políticas do capital, do FMI, da União Européia e do governo grego. E exigimos que a riqueza que produzimos retorne a nós, à classe trabalhadora.


E o sucesso de nossa greve aterrorizou a classe dominante.





Essa é a razão pela qual eles usaram de provocações para afastar os(as) trabalhadores(as) a fim de que retornassem às suas casas. Grupelhos de infiltrados mascarados começaram a incendiar construções e a causar tumultos. E não eram os(as) trabalhadores(as), não eram manifestantes. Suas ações só ajudam os capitalistas a reforçarem suas políticas.

Os monopólios da mídia capitalista (CNN, BBC, etc) tentam mostrar tais ações de pequenos grupos de provocadores infiltrados como ações de trabalhadores. Eles querem que o mundo acredite que o dilema em questão é escolher entre a ordem capitalista mudial ou o caos. Essa é a razão pela qual não mostram as centenas de milhares de manifestantes que pacificamente demonstraram e declararam que nós não aceitamos fazer mais nenhum sacrifício pelos capitalistas.

A solidariedade de vocês e as atividades que realizem por todo o mundo ajudam-nos a desmascarar as mentiras dessa propaganda. A solidariedade de todo o mundo fortalece a nossa luta.

Enviamos-lhes essas fotos e um breve vídeo das demonstrações da PAME em Atenas no dia 5 de maio.

http://www.youtube.com/watch?v=7EOnyx3Cxto


Nikos Teodorakis

PAME-Grécia


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