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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Sim à vitória da categoria bancária - Paulo Vinícius Silva*

O movimento sindical bancário ante o desgoverno de Temer

O desgoverno de Temer ameaçou a categoria bancária, criando uma sinuca de bico para a campanha nacional de 2018. Em especial, através de três ações articuladas:

- A Reforma Trabalhista - inúmeros impactos sobre a categoria bancária:
a) A ultratividade assegurava nosso acordo último vigente até o estabelecimento de outro, ainda que em dissídio. Isso não existe mais. Depois de 31 de agosto, deixam de valer os direitos que temos conquistado por gerações e ficam somente aqueles da lei de Temer, Rogério Marinho (PSDB-RN), (Ricardo Ferraço PSDB-ES).
b) Retirou-se no mínimo 40% do financiamento da estrutura sindical, comprometendo a sustentação, a independência e os serviços prestados à categoria. Criaram-se condições para um sindicalismo paralelo, legalizando o desrespeito à lei e a chantagem patronal, com o negociado acima do legislado e os acordos individuais que podem sacrificar direitos e dívidas;
c) Parte da categoria poderia ser considerada hiper-suficiente - segundo sua faixa salarial não poderias se contemplada no acordo coletivo, passando a "negociar" sozinha com o banco;
d) a situação jurídica é francamente desfavorável aos trabalhadores e trabalhadoras, por militância conservadora no judiciário, por fragilidade do marco legal, por grandes dificuldades de acionar a justiça e risco de ônus aos demandantes, além de riscos de paralelismo sindical.

- A Lei da Terceirização - Não há limites à terceirização quanto à atividade fim e atividade-meio, tampouco se impede a quarteirização e fenômenos de precarização similares, assim como a intermediação de mão de obra; impulsiona a pejotização sem qualquer pudor;

- O ataque à saúde e às condições de trabalho - Ao empalmar na mão grande o governo federal pelo golpe de Estado, Temer provou a muitos colegas conservadores que, sim, existe diferença entre governos de centro e esquerda e governos neoliberais que chegam ao poder sem o voto popular. Vivemos um descalabro na gestão das empresas públicas: reestruturações sucessivas e erráticas, dirigentes que praticam gestão temerária que prejudica e causa risco de imagem às próprias empresas, programas de privataria para destruir e pilhar o patrimônio público, novas tecnologias que impactam a saúde psíquica, o regime de metas e a gestão do trabalho pelo assédio sistemático.
Para ampliar o ambiente de medo e insegurança que atinge centenas de milhares de empregados das estatais, publicaram a Resolução nr. 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa de Administração de Participações Societárias da União - CGPAR. Esse nome impoluto esconde três assinaturas que vale a pena conhecer para entender: Dyogo Oliveira, economista, passou um ano e um mês como Ministro do Planejamento, foi pro BNDES; Henrique Meireles, então Ministro da Fazenda, agora candidato a Presidente pelo MDB e Elizeu Padilha, Ministro da Casa Civil de Temer.  Foi essa turma.

Desse modo, o governo Temer matou vários coelhos de uma só cajadada:
a) criou um clima de medo e insegurança jurídica sobre os funcionárias das estatais, já fragilizados pelas ameaças privatistas;
b) avançou mais uma casa no processo de destruição do SUS e da saúde pública, favorecendo a saúde privada e atacando as auto-gestões de trabalhadores;
c) criou um mecanismo para "enxugar" as estatais de "despesas" e obrigações com seu funcionalismo que obstaculizam o processo de privatização pretendido.

Gestão temerária, lesa pátria e assédio organizacional, com o apoio da imprensa golpista e as ameaças jurídicas

Foi sob esses múltiplos ataques que a categoria bancária teve de negociar este ano. A decisão de um acordo bianual em 2016, às vésperas da aprovação da famigerada deforma se mostrou mais que correta. Vale ouro assegurar o conquistado em tempos de fim da ultratividade e de negociado sobre o legislado. Esse tempo não foi em vão. Não paramos, e há dois anos o movimento sindical se desdobra em denunciar os perigos e politizar a categoria, que foi muito influenciada pela onda conservadora que varreu o Brasil. Pouco a pouco, mesmo os mais teimosos foram percebendo os riscos envolvidos e o novo cenário em que as greves podem se dar.

O calendário de negociação foi antecipado em praticamente seis meses, fincou-se o pé na bandeira "Todos por tudo", em defesa de todos os direitos do acordo coletivo; a militância jurídica dos sindicatos e federações de bancários assumiu um patamar inédito em número de ações e em luta para preservar os direitos ameaçados pela Deforma. A decisão consequente de defender até o fim a mesa única foi outro elemento decisivo, pelo risco objetivo de fragmentação das mesas e mesmo da categoria por faixa salarial.

Essa base unitária, qualificada e mobilizada fez o seu papel e mostrou o custo que envolveria implodir o principal modelo de negociação coletiva do país. As entidades sindicais classistas não se calaram diante do Golpe, dos ataques aos direitos, avisaram e mostraram para a sua base o perigo, as ameaças e o caminho para preservar tudo o que conquistamos.

O tostão contra o bilhão
Ainda assim, persiste a subestimação da importância da luta sindical, o imobilismo, as ilusões de saídas individuais e o medo como realidade vivida pela categoria bancária. A pressão psicológica, a dependência da categoria da remuneração variável e das funções que não estão incorporadas e as práticas antissindicais, compõem um cotidiano duro de sofrimento psíquico e de resistência da categoria.

Infelizmente, muitos colegas se deixaram manipular pelo discurso dos patrões que criminalizam a luta sindical e seus /suas dirigentes. São fenômenos desconcertantes e tristes, que cabem na metáfora das galinhas que elegem a raposa - que diz-se vegana - para presidir o galinheiro. É o concursado a favor da privatização. O funcionário desconfiado do sindicato, adoecido pelo banco, que acredita que o banco que o adoeceu cuida e se preocupa com a sua saúde. É o colega que não percebe que pode perder tudo e se mostra indignado em contribuir com quem defende e garante todos os seus direitos. É o raivoso apoiador de greve na assembleia que nunca participa nem participará da greve, é um fura-greve, que diz, cheio de moral: "greve é coisa do sindicato". Mas, mesmo para esses, é preciso que reconheçam que as conquistas sindicais são parte de seu contra-cheque, do tempo com seus filhos e família, da saúde e da sua velhice. Boa prova do que é coração de banqueiro foi a proposta de excluir as mulheres em licença maternidade da PLR.

Cumpre reconhecer as novas dificuldades desse contexto de golpe de estado, militância jurídica conservadora, perda de direitos, de garantias da negociação e de recursos financeiros. A visão equivocada que trata o movimento sindical como a terceirização da participação política da categoria é o principal obstáculo às greves. A mudança tecnológica do banco digital, o receio de empecilhos ao crescimento profissional, o medo face ao futuro das empresas públicas, todos são fatores que exigem a mudança no formato das greves, assim como a sua politização, porque as greves precisam ser feitas pelo conjunto dos bancários e bancárias, senão não cumprirão o papel que podem ter e servirão para abrir o flanco da categoria a todas as ameaças que listamos.

O cenário dos reajustes salariais do ano de 2017 ilustra os impactos malsãos da agenda anti-trabalhador e antissindical de Temer:

Observe-se que 28,6% das categorias tiveram reajuste igual ao INPC, 8,1% abaixo do índice, 49,5% perfez no máximo 1% de aumento real e 13,7% acima de 1% de ganho real. Acima de 2% de ganho real, apenas 2,5% dos reajustes se enquadraram.

Com toda a sua importância, os reajustes, no entanto não esgotam nossas reivindicações, embora representem muitíssimo. A fragilização geral da CLT e a Terceirização ilimitada criaram uma situação de quatro frentes simultâneas de luta: a) salários; b) negociação coletiva e demais direitos no acordo nacional; c) defesa das estatais; d) saúde e condições de trabalho; É diante desse contexto mais amplo que conquistamos, graças às ações de luta nas ruas, à pressão institucional e à negociação unitária:

I - Ganho real de 1,18% em 2018 e 1% em 2019 sobre todas as verbas;
II- Manutenção de todas as cláusulas do Acordo Coletivo Nacional por dois anos, da mesa única abrangendo toda a categoria e das negociações específicas, e a neutralização parcial da perda de receita para a luta sindical com a contribuição negocial de 1,5% para todos;
III- O movimento de unificação das ações dos sindicatos das estatais e da sociedade acompanhou todas as campanhas salariais do período e cumpriu papel destacado em impedir, por exemplo, os planos de privatização do sistema ELETROBRAS, a licitação das Loterias sem a CEF, a suspensão de medidas de privatização no governo Temer, a partir da ação da FENAE e CONTRAF junto ao supremo;
IV - A defesa do Saúde Caixa nos termos atuais e a ampla denúncia do adoecimento dos bancários(as) no sistema financeiro. A campanha salarial abordou a Saúde, inclusive em temas que não eram objeto da negociação, por veto patronal. Exemplo disso foi a ampla campanha em defesa da CASSI que desmascarou as manobras e chantagens contra o funcionalismo para empurrar na marra a resolução CGPAR 23. O movimento associativo e sindical se uniu e deu um rotundo não ao BB, batalha política que precisa continuar a ser travada na rejeição das propostas caô , mas cujo resultado só virá nas eleições de 2018.

Celebrar cada vitória e salvar o Brasil
É diante desse contexto, que consideramos uma grande vitória o resultado da negociação de 2018 para a categoria bancária e defenderemos nesta quarta às 19h00, na Praça do Cebolão que a categoria aceite a proposta, seguindo a orientação do Comando Nacional. A Campanha Nacional é uma parte da nossa luta, e sabemos que esse novo acordo de dois anos tem sentido exatamente pelo horizonte turvo e ameaçador diante de nós.

Parte da vitória que tivemos vem de terem se fortalecido as perspectivas da derrota do Partido de Silvério dos Reis, de Temer e sua gangue, nas eleições de 2018. É a unidade do povo que dá essa força, e é preciso ampliar esse movimento, porque meses podem nos separar da destruição de tudo que restou dos nossos direitos. Se fizeram essa tragédia em 2 anos, a urgência é varrê-los de Brasília e retomar o Brasil e a Democracia. Dificilmente numa luta atingimos toda a nossa pauta, ainda mais se a situação é difícil. Garantamos a nossa vitória e fortaleçamos a unidade popular!

* Diretor de Relações do Trabalho da CTB e diretor de Política Sindical dos bancários de Brasília

domingo, 26 de agosto de 2018

#LulaLivre #LulaPresidente - Paulo Silva - canção


Paródia de Chan Chan https://g.co/kgs/NHGjVx 

Buena Vista Social Club


Dm               F
#LulaLivre, primeiramente
Gm                  A7
E o povo diz: é Lula Presidente. BIS

Dm                     F
Lula, o melhor Presidente
Gm               A7
De que me posso lembrar
Dm.             F
Está preso e seu crime
Gm           A7
É o povo lhe amar!

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

Um golpista torpemente
Contra Dilma conspirou
Michel Temer o traíra
o mandato lhe roubou

Porque Dilma é honesta
Não se deixou corromper
Fez-se tudo que não presta
Pra tirá-la do poder

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente



Foi golpe dos deputados,
Da Globo, do Senador
Com Supremo e Tudo Junto
Nosso voto se rasgou

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

A burrice é destacada
E a paciência é sublime,
Mas isso é privataria
É Lesa pátria, é crime!

Querem dar a PETROBRAS
Do Pré-Sal abriram mão
ELETROBRAS, BB e Caixa
A xêpa da nossa Nação!

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

Os direitos trabalhistas
que Getúlio nos legou
A maioria vigarista
do Congresso nos roubou

Getúlio foi perseguido,
Lula seu nome enlameado ,
Mentir, sabe a imprensa,
com o poder mancomunado.

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

Contra Lula tem a Globo
A justiça no poder
As raposas da política
E os Bancos a crescer.

É juiz e delegado
É Miami de avião
Existe aí a mão ocultas
do Império, meu irmão!

Pode ver: é Pré Sal,
as riquezas estatais
Nossa indústria e emprego
Tudo já ficou pra trás

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

E a ONU concordou
com o clamor popular
Lula é candidato
Deixem o povo votar!

Querem censurar o Lula
Por isso sua prisão
Contra ele não há prova
Só cruel perseguição

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente
Jesus Cristo, outro preso
Ensinou essa lição
A justiça dos homens falha
A de Deus e a do Povo Não.

Lula não é criminoso
E Temer está no poder
Você quer maior prova
Que justo não pode ser?

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

Uma novela montada,
Provas ninguém encontrou
Perseguição desalmada
Nosso Lula enfrentou

O Brasil da covardia
Não pode continuar
Unir o Povo, ganhar no Voto
Lula, Manu e Haddad!

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

Porque a democracia
é com voto, com eleição
Ditadura nunca mais
É do povo a decisão

Todos contra o Fascismo,
Viva a luta da Mulher,
A juventude negra viva
E o Brasil fique de pé!

Porque Lula é emprego,
É escola, é poder,
Abrir o seu negócio
é plantar e é vender.

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente
Lula é oportunidade
do Pobre virar Doutor,
Diploma da liberdade do
Povo Trabalhador.

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente
Haddad é a Ciência,
A educação e o Saber
Para a nossa juventude
Ter futuro e viver!

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

Manuela é a força
da Mulher Brasileira
A juventude o Futuro
A nossa vice é Guerreira

Temos o nosso triplex
Vamos unir o nosso povo
LulaHaddad e Manu
O Brasil Feliz de Novo!

#LulaLivre, primeiramente
E o povo diz: é Lula Presidente

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Feliz aniversário, Dona Lourdes, Mater Amabilis. Paulo Vinícius Silva

Feliz aniversário Dona Lourdes. Consolamo-nos, mas o coração segue contrito. Foste no dia 11, exatamente na véspera da tua tão amada festa da padroeira, em Fortaleza, no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, nosso bairro, nossa paróquia, cujos tijolos assentamos em mutirão e que assentaram nosso caráter. Nova Assunção - Nova Ascensão - tudo é homenagem a quem foste tão devota, Nossa Senhora, devoção que nos ensinaste exclusivamente pelo teu amor.
Então, velávamos-te, mas pelo teu amor a tua casa, a teu bairro e à Nossa Senhora, compreendemos o sentido de terdes ido no sábado, por tua fé na ressurreição e no Coração de Maria, porque querias celebrar com Ela. 

Ainda assim, passaste dois dias fazendo todos rezarem à tua Mãe Rainha, e o pranto e as orações dos comunistas tinham a sinceridade de sempre, mas eram um tributo à parte. A mesma sinceridade que comovera teus filhos quando ingressaram na Luta, e que foi comovendo a teu esposo e a ti, fazendo-nos todos queridos camaradas. E se teu jeitinho conseguia tudo, conseguiu inclusive uma cepa de comunistas Marianos, hehehehe.

No dia 15, na Marcha com Maria, percorri caminhos que já fizeras, no sentido inverso. Se vim contigo da Catedral até a Juvêncio Barroso, à Francisco Sá, ao Nova Assunção, e daí para o mundo; refiz então o caminho que fizeste, da casa de teu irmão Antônio, na Gomes Passos, à Catedral onde me batizaste.

E já estavas com teu amado Louro, pois Betinho resolveu tudo.

E sábado, teu Sétimo Dia aconteceu outra vez em torno da Amada Maria, no dia solenemente dedicado à sua ascensão em todas as missas do Brasil. Brasília, Fortaleza, Barbalha, Manaus, Araguaína, por toda parte pranteávamos-te, e em cada missa a mensagem de amor e consolo foi a mesma: não tenhais medo da morte, vede Maria. Não temais por mim, estou bem. Olhai como é lindo o amor por Nossa Senhora.

Então, com toda dor, sabemos que não somos quem escolhemos a nossa data, consolamo-nos pelas suficientes demonstrações das graças da tua devoção, que nos consola e que aprendemos. Ensinaste-nos a viver sem nos deter nas tragédias. Surgiste em meio a um mar de provações de que só agora temos ideia, ouvindo tristes umas histórias que levaram ao teu nascimento, e que só aprendemos agora, porque era hora. Daí aquele teu sorriso perpétuo, aquela força sem quartel, o bom humor indefectível, a esperança e a fé. Procuramos, e não achamos a lição da tristeza.


Muito obrigado. Feliz aniversário. Estamos bem, mãe. Amém.




quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Vitória do funcionalismo BB: Paula Goto toma posse na Diretora de Planejamento da PREVI.


Neste dia 15 de agosto de 2018 assumo o mandato de Diretora de Planejamento,  cargo  que me foi conferido pelos Associados da Previ e para o qual fui eleita na chapa Previ para os Associados.
 Na minha história profissional tenho a experiência como Administradora do BB e, tendo atuado na rede de agências, unidades táticas e estratégicas nas regiões sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste do Brasil, levarei a experiência das múltiplas vivências e o olhar do associado para  a gestão na Previ.
 Pós-graduada em Administração, com MBA em Finanças, Especialização em Agronegócios, Certificação em Investimentos pelo Instituto de Certificação de Profissionais de Seguridade Social (ICSS) e pela Anbima (CPA20), tivemos o nosso nome e currículo referendado pela Previc para o exercício do cargo, tendo a mesma emitido e ratificado o devido Atestado de Habilitação de Dirigente.
 Com 114 anos de existência, a Previ é a história viva do espírito de previdência e de associativismo dos funcionários do Banco do Brasil e de seus familiares. Inicialmente Caixa Montepio, foram 52 bravos guerreiros que fundaram juntos o hoje maior fundo de pensão da América Latina, legado que se perpetua através da experiência e da renovação. 
 A Previ possui robustez em sua governança corporativa, que garante a blindagem a interesses alheios aos seus fins, tanto de governos quanto de agentes do mercado. Com um modelo de paridade na gestão entre patrocinador e associados temos sempre o "olhar do dono" perpassando todos os atos da entidade.
 O Plano 1, de Benefício Definido, maduro e com a maioria dos seus associados  já aposentados tem uma carteira com expressivo volume de renda variável. Conjugando participação em empresas de mercado e participação em blocos de controle através de acordos de acionistas, a estratégia de planejamento deve considerar maior liquidez e menor exposição à volatilidade de seus ativos para fazer face ao pagamento dos benefícios.
 O Previ Futuro é um Plano de Contribuição Variável do qual fazem parte os funcionários pós-98. Por estar em fase de acumulação, exige maiores desafios no esforço contributivo, educação financeira e previdenciária para maior aderência ao perfil de investidor de cada associado e estudos para diversificação de seus ativos. Dentre as  funcionalidades do APP Previ temos o “Meu Benefício” que permite ao associado o planejamento de sua aposentadoria a partir do conceito de "ambição definida", que parte do objetivo de vida do trabalhador para a busca pela melhor forma de contribuição, horizonte temporal, montante, perfil de investimento e  rentabilidade necessária.
 Alguns desafios para o Previ Futuro são a implementação do resgate da parte patronal, a criação dos perfis ciclos de vida, a revisão dos perfis de investimento, a possibilidade de resgate da contribuição esporádica e a revisão da tabela de pontuação individual do participante - PIP, de modo a permitir uma maior contribuição do associado e patrocinador que, agregado a rentabilidade ao longo do tempo garantirão  um maior saldo de reserva.
 A nossa Carteira de Pecúlios, a Capec, possui espaço para proteger maior número de associados e ainda avançar para a proteção dos funcionários egressos dos Bancos Incorporados. Queremos criar o Capec Família, de forma similar ao Previ Família, abrangendo, desta forma, a possibilidade de participação de familiares nos planos, a exemplo do que vem fazendo de forma exitosa outras fundações.
 O nosso Plano de Gestão Administrativa, o PGA, possui o desafio de custear  nossas despesas ao longo do tempo. Reduzir despesas, incrementar receitas e buscar constante rentabilidade de seus ativos são tarefas da direção. Com essas ações podemos implantar a redução da taxa de carregamento do Plano Previ Futuro, consoante diretrizes estratégicas da Previ. Na busca de mais receitas temos a possibilidade de criar  Planos Instituídos, o “Previ Família” que traria mais sustentabilidade ao plano na curva do tempo.
 Em um cenário de mudanças disruptivas e aperfeiçoamento da governança nas entidades fechadas de previdência complementar, o Conselho Monetário Nacional  revoga a resolução CMN 3792 e publica a resolução CMN 4661, onde segrega as funções da gestão de riscos e da alocação, gestão e supervisão dos recursos garantidores, delimitando e diferenciando as funções do Administrador Estatutário Responsável pelo Risco e do Administrador Estatutário Tecnicamente Qualificado.
 A diretoria responsável pela gestão e condução dos estudos referentes a Riscos na Previ é a Diretoria de Planejamento, responsável, dentre outras atividades, pela construção da Matriz de Riscos Corporativos. Com uma gerência voltada aos estudos de Risco, identifica os indicadores-chave de risco e consubstancia os Mapas de Riscos identificados. É pioneira na adoção do modelo ALM - Asset Liability Managment, modelo de Risco  que verifica o casamento de ativos e de passivos em seus fluxos de caixa.
 A nova resolução aprofunda o conceito de Supervisão Baseada em Riscos e de segregação de funções entre as áreas de gestão dos recursos garantidores e de gestão de riscos, criando a figura do Administrador Estatutário Responsável pela Gestão de Riscos, na Previ, a Diretoria de Planejamento. Desta forma é que a Previc ratifica os entendimentos da resolução CMN 4661, sendo na Previ a Diretoria de Investimentos a responsável pela alocação dos recursos garantidores e pela gestão do Programa de Investimentos, dos processos de investimento e desinvestimento.
 A sustentabilidade se consubstancia pela garantia do direito das gerações atuais e futuras, pela participação no exercício da gestão de pré e pós-98, na integração ou nas especificidades de suas pautas, pelo olhar aos colegas do Banco do Brasil oriundos dos Bancos Incorporados, pelo desenvolvimento de novas soluções de serviços e produtos que contemplem os familiares e agreguem valor ao associado e receitas à Previ, na uniformidade do discurso e das ações pela garantia da razão de existência e missão da Previ, de pagar benefícios a todos nós, de forma eficiente, segura e sustentável.
 É com respeito à robustez desta governança, com o reconhecimento aos níveis de excelência de todo o corpo técnico da Previ,  com o meu agradecimento especial aos diretores Marcel Barros e Márcio de Souza, que, com sua generosidade compartilham a sua sabedoria e apoio nesta jornada, e com o meu muito obrigado a todos que depositaram o seu voto nas urnas na chapa Previ para os Associados  que  com honradez e gratidão assino nesta data a carta de posse como Diretora de Planejamento da Previ. 
 
 Paula Regina Goto
 Diretora de Planejamento

terça-feira, 7 de agosto de 2018

PCdoB: ousadia para vencer e mudar o Brasil e o DF! Paulo Vinícius Silva

A unidade é a bandeira da esperança.
PCdoB

É em meio às grandes batalhas da História que as forças consequentes e revolucionárias se agigantam. A aliança PT-PCdoB-PROS-PCO e o apoio de inúmeras lideranças do PSB à eleição do Presidente Lula tem as digitais do PCdoB, de sua grande atividade desenvolvida pela unidade, a fim de assegurar a vitória do povo em 2018.

Para o PCdoB, a maior vitória sempre foi unir as forças democráticas, patrióticas e populares para derrotar o Golpe. E Manuela assumiu lugar central ao defender a Frente Ampla, a liberdade de Lula e o direito dos Brasileiros(as) o elegerem. Reconhecida como liderança nacional, será a vice-presidenta com a vitória do Povo em 2018.

Essa linha política levou Manuela a brilhar, unindo a voz das mulheres, da juventude, de negros(as) e da população LGBT à defesa da democracia e do desenvolvimento nacional. Com grande capacidade, Manu desvelou o rosto atual da classe trabalhadora, levantou a pauta dos direitos, do desenvolvimento, da defesa do Brasil e da democracia, das revogações da Deforma trabalhista e do Teto de Gastos. Com a coragem da defesa da vida das mulheres e da juventude negra, Manu se especializou em falar para o povo e denunciar a babaquice perigosa da extrema direita,  ganhando o respeito e a confiança de setores cada vez mais amplos. O ânimo da militância do PCdoB, das feministas, LGBT, de sindicalistas, jovens e estudantes garantiam a ela todas condições de seguir adiante como candidata. Confiança, no entanto, jamais foi soberba. Ser candidata não é o que preocupa Manu se estão em jogo  o Brasil, a vida de seu povo. Quanto já perdemos!! É o nosso futuro em jogo!!

Foi Manuela quem disse: não podemos nos dar ao luxo de perder a eleição de 2018. Sua palavra vale. Manu e o PCdoB disseram que nunca foram óbice à unidade,. Provaram ser a voz da unidade, e assim asseguraram excepcionais espaços à ação de massas do PCdoB.

Fazemos a grande política e podemos ter a nossa voz nessa luta. Nossa decisão é viver o Centenário do PCdoB em 2022 num ambiente de vitória do Brasil e com Manuela na Vice-Presidência da República. Precisamos libertar o Brasil, precisamos libertar Lula, os comunistas, Manuela o prova, são fiadores da unidade.

A união é uma vitória urdida pelas mulheres. Preso político o maior líder do Brasil – #LulaLivre - ,  foram elas,  Gleisi, no PT, e Luciana Santos e Manuela, no PCdoB, quem teceram esse acordo de palavra, fiado entre elas e o Presidente Lula, e que define o núcleo da frente de esquerda que precisa ser uma Frente Ampla em defesa do Brasil, da Democracia e dos direitos e empregos.

No Brasil do Golpe, a unidade inicia pela confiança entre a esquerda. Por um acordo de confiança, o PT pediu compreendesse o PCdoB a necessidade de ter Haddad pelo lawfare contra Lula. E disse, seja de Lula, seja Haddad, Manu é a vice. É o núcleo da unidade popular, a base a da Frente ampla, e digo-o pensando na importância do PSB que já está nessa luta  - em muitas partes essa unidade já existe na prática. É um momento memorável, entrará para a História. Basta que pensemos no ciclo de mudanças na América Latina  partir de 1998: em que país da América Latina, com governos de esquerda, o vice era do Partido Comunista? Qual a importância do Brasil e o significado de termos Manu como uma das faces da esperança de uma vida melhor?

Manuela tem chances reais de ser eleita Vice-Presidenta do Brasil, e isso tem um significado transcendente. Ela levará a voz do Partido mais antigo e mais jovem, partido das mulheres, da juventude, da classe trabalhadora.

O PCdoB foi quem mais vidas ofertou no altar da democracia e dos direitos do povo, foi quem sempre defendeu o PT nos momentos mais difíceis, quem propôs a Frente Brasil Popular em 1989. O PCdoB compor a chapa presidencial é um ato de ousadia e é um justo e suado reconhecimento por suas lealdade e capacidades de articulação política e luta social.

Uma frente ampla também do DF
Pensando nessa unidade e levando em conta o grave risco de retrocesso no DF e no Brasil, o PCdoB fez uma busca infatigável pela Frente Ampla no DF, e o conjunto dos movimentos locais e nacionais apontou para a reeleição do Governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e a construção de uma frente de centro-esquerda: PSB-PV-PCdoB-Rede-PDT.

No centro da decisão está a recusa da volta de velhas e perigosas raposas da política candanga. O PCdoB quer unir o povo e manter a velharia corrupta mais quatros anos fora do GDF. Tem tambem uma pauta com críticas e sugestões. Propõe-se a pôr a mão na massa, falando, ouvindo, negociando a favor dos servidores públicos e da população do DF e do entorno. A capacidade de articulação e o compromisso com a base que o PCdoB encarna serão decisivos nessa aliança de centro-esquerda.

O PCdoB, mesmo sem ter sido oposição, por opção ficou fora do primeiro governo de Rollemberg. Chega numa hora de dificuldade, sabe que é preciso mudar o roteiro e politizar o debate. Queremos  uma guinada em favor do diálogo e da melhoria dos serviços públicos para a população. É preciso avançar, melhorar, corrigir. Retroceder, jamais. E enxergou o partido o risco de a direita ganhar o Buriti. Com a fragmentação da direita, o Partido quer avançar unindo a esquerda com setores progressistas do DF.

Essa união é importante. Evidenciou-se que a derrota de Rollemberg seria apenas a volta da direita no DF. O PCdoB apostou conscientemente na unificação da centro-esquerda no DF e rejeita a tese de que seria indiferente ter uma força à direita à frente do GDF, e é nosso dever cortar tais possibilidades.

Rollemberg apoia Ciro Gomes para presidente. Lutamos há muito para que estejamos todos juntos no segundo turno, com o PT e o PDT, local e nacionalmente. O PCdoB gosta de crítica e auto-crítica, tem opinião e ação. Reúne corajosas e qualificadas lideranças no serviço público, em especial na Saúde e na Educação, e elas trarão críticas ao governo e as reivindicações. Defenderão  um novo diálogo com a sociedade e os servidores, uma pactuação pela qualidade do serviço público no DF. O PCdoB quer falar da juventude e dos direitos da população das periferias do DF.
Assim como ajudou muito ao governo Agnelo, apoiando o PT local e nacionalmente, o PCdoB se prepara para recuperar as suas vagas nas CLDF e no Congresso. Para isso, busca unir mobilização social, diálogo político, e competência técnica para construir avanços no governo e isolar a direita. É preciso criticar, mas assumir também a responsabilidade de resolver, nacional e localmente, e por isso o PCdoB busca chances reais de vitória. É hora de entusiasmo, de esperança, podemos vencer no Distrito Federal e no Brasil e reconstruir o país a partir da unidade do povo.

Opinião - Secretário Sindical do PCdoB-DF

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PCdoB comporá a chapa Presidencial com o PT - Nota da Comissão Executiva Nacional do PCdoB


A Comissão Executiva Nacional do PCdoB apresenta as razões que levaram o Partido a aprovar coligação com PT, tendo Manuela como candidata a vice. Para o partido, uma vez inviabilizada a unidade mais ampla da esquerda, diante da orquestração da direita para vencer as eleições, considerando o campo social e político construído pela longeva aliança do PT, PCdoB e outras legendas e do convite de Lula para Manuela ser vice, a aliança amplia as possibilidades de vitória das forças progressistas.

Foto: Felipe Neiva
Leia abaixo a íntegra da nota:


Uma aliança pela vitória: Coligação PT-PCdoB

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) fixou como estratégia eleitoral conquistar a vitória das forças progressistas nas eleições presidenciais. Coerente com esse objetivo, buscou viabilizar a perspectiva de uma frente ampla, a partir da unidade da esquerda, como fator indispensável para essa almejada quinta vitória do povo. Trabalhou incessantemente por propostas programáticas unitárias, elaboradas pelas fundações dos partidos de esquerda, e contribuiu para a realização de uma série de reuniões com PT, PDT, PSB e PSOL.

Nesse ambiente de diálogo, o PCdoB e sua candidata Manuela D’Ávila foram incisivos na defesa de uma pactuação eleitoral progressiva das candidaturas para derrotar as forças conservadoras e golpistas. Em 22 de julho, o PCdoB e Manuela se dirigiram aos partidos de esquerda e os conclamaram à unidade desde o primeiro turno.

Na Convenção do Partido, Manuela foi consagrada candidata à Presidência para, em nome do PCdoB, batalhar por esses objetivos. Manuela, mediante uma campanha vibrante, mobilizou amplos setores progressistas e populares, granjeando prestígio e respeito.

Nos últimos dias, o PCdoB intensificou as conversações em torno da unidade. Apesar de todo esse esforço, prevaleceu nesse campo a fragmentação.

O Partido dos Trabalhadores homologou a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, grande liderança popular do país, que está arbitrariamente preso.

O Partido Democrático Trabalhista, por sua vez, oficializou a candidatura de Ciro Gomes, que corretamente aponta como saída para a grave crise do país um novo projeto nacional de desenvolvimento.

O Partido Socialismo e Liberdade, por sua vez, lançou Guilherme Boulos, candidato. E o PSB não coligou, nem lançou candidato, mas recomendou seus militantes apoio aos candidatos do campo progressista.

Inviabilizada a unidade mais ampla dos partidos de esquerda, na reta final do prazo legal para definições, o PCdoB e o PT, conjuntamente, persistiram na busca de uma aliança e intensificaram as negociações entre si, tendo em conta que ambos os partidos e outras legendas construíram juntos, ao longo de trinta anos, um campo político e social que resultou no importante ciclo dos governos Lula e Dilma. As duas legendas também estiveram coesas na luta contra o golpe de agosto de 2016, nas jornadas pela liberdade do ex-presidente Lula e pelo seu direito de ser candidato a presidente.

No último domingo (5), a direção do Partido dos Trabalhadores foi porta-voz de um convite do ex-presidente Lula para que Manuela D’Ávila assumisse a candidatura de vice na sua chapa.

Embora a proposta não contemplasse a unidade mais ampla resultante de uma composição que abarcasse as candidaturas de Lula, Ciro Gomes, Manuela, o PCdoB considerou que, diante da forte orquestração das forças conservadoras e golpistas para vencer as eleições, a coligação entre PCdoB e PT emergia como a aliança possível e importante para se construir a vitória das forças progressistas.

Em razão disto e em face da proposta apresentada pelo PT e pelo ex-presidente Lula, a Comissão Política Nacional do PCdoB decidiu aprovar a coligação com o PT, que inclui também Pros e PCO. Tomada a decisão, as presidentas do PT e do PCdoB – a senadora Gleisi Hoffmann e a deputada federal Luciana Santos – anunciaram que Manuela D’Ávila será a vice da chapa de Lula.

Face à circunstância excepcional em que o ex-presidente Lula está arbitrariamente preso, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad será registrado como vice-presidente para vocalizar a orientação do ex-presidente até que se esclareça a estabilidade jurídica da candidatura de Lula. A seguir, em qualquer circunstância, Manuela será candidata a vice-presidente, seja com o deferimento ou não da candidatura de Lula.

Haddad e Manuela irão liderar ombro a ombro a jornada desde já em todo o país.

O convite do ex-presidente Lula evidencia o reconhecimento da dimensão que adquiriu a campanha de Manuela D’Ávila na disputa em curso. Sua voz corajosa e altiva, na defesa da unidade das forças progressistas e de um projeto nacional de desenvolvimento, soberano e democrático, de amplas conquistas para o povo e a classe trabalhadora e dos direitos das mulheres, da juventude, dos negros e da população LGBT, conquistou apoios e galvanizou entusiasmo.

A concretização da Coligação PT-PCdoB-Pros-PCO, que será liderada por Lula presidente e Manuela vice, é um acontecimento relevante na acirrada disputa em curso, uma vez que amplia as possibliidades de vitória das forças progressistas.

O PCdoB conclama seu coletivo militante, todos seus apoiadores, às forças populares, democráticas, patrióticas a se convergirem e combaterem para tornar possível a quinta vitória do povo nas eleições presidenciais, único meio para tirar o país da crise, e desencadear a jornada por um novo projeto nacional de desenvolvimento.

São Paulo, 6 de agosto de 2018.

Comissão Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)

sábado, 21 de julho de 2018

Fica a Dica do PCdoB: vamos de mãos dadas - Paulo Vinícius Silva

Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças
Entre eles, considero a enorme realidade
O presente é tão grande, não nos afastemos
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas

Drummond





Manuela Dávila, do PCdoB


O PCdoB tem uma longa tradição de construção da unidade não só na esquerda, mas com nacionalistas e democratas. O chamado para a criação da Frente Brasil Popular de 1989 foi feito pela sigla, num gesto de grandeza em apoio à candidatura de Lula. Mas também a Constituinte, a Redemocratização e a vitória de Tancredo, a vitória de JK, tiveram lá a contribuição dos comunistas do Brasil, que buscam ser consequentes, seguir o conselho do Marx, no Manifesto Comunista, que completou 170 anos: lutar no presente com a cabeça no futuro do movimento. Ver longe. O Comitê Central do PCdoB adotou uma resolução justa, cirúrgica, ajustada ao momento de confusão e ameaça que vivemos. Mais que isso, a resolução é funcional, orienta o conjunto das ações de todos e todas as militantes na reta decisiva das coligações. E nos dá liberdade para agir.

O Partido é muito habilidoso, tem conteúdo, seus quadros são notáveis e tem princípios, como sempre se mostrou na solidariedade ao Ex-Presidente Lula - sempre. Reflete num momento grave de união da direita golpista e dispersão do povo. Age com a sensibilidade e a responsabilidade que o momento exige. E foi cristalino ao apresentar seu projeto, é muito importante o avanço eleitoral do PCdoB como parte de uma vitória do povo brasileiro e da nossa democracia.




Treino é treino, jogo é jogo, e o que se poder perder é o futuro do Brasil, da democracia, uma vida de privações para nosso povo. Vamos por toda parte dialogar pela unidade da esquerda, dos nacionalistas, democratas, já no primeiro turno para salvar o Brasil.

A Frente Ampla exige o entendimento da esquerda, representada nas candidaturas de Manu, Lula, Ciro e Boulos para a partir daí unir o Brasil e vencer o golpe. Então, essa clareza é material finíssimo para a luta política nas próximas semanas.

Vamos trabalhar pela unidade, rejeitar provocações e arroubos, o momento é de paciência, mobilização, responsabilidade. Nossa Pré-candidata, a querida camarada Manuela Dávila seguirá nos orgulhando a cada gesto, construindo a política desse coletivo que se afirma no cenário nacional como o que é: uma força já quase secular, mas que renova a política brasileira, força nacionalista, da classe trabalhadora, das mulheres e da juventude. Como foi acertado ter lançado Manu e ver a importância do papel que tem assumido e tanto há para fazer!




Eu acredito que é possível unir, é possível vencer, como diz o PCdoB. O povo unido jamais será vencido. É essa união que permitirá à maioria do povo entender o perigo e salvar o nosso país pela democracia.

Confira na íntegra:
PCdoB faz chamado a PT, PDT e PSB à unidade

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CTB - Paulo Vinícius - CDEICS - CÂMARA - Desenvolvimento produtivo e me...





Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços - CDEICS
Tema: "Desenvolvimento produtivo e mercado de trabalho" Requerimento nº 156/2018 Iniciativa: Deputado Daniel Almeida
Local: Anexo II, Plenário 05
Data: 11/07/2018

Sessão: Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços - Audiência Pública

terça-feira, 10 de julho de 2018

Manuela D’Ávila:'Não temos o direito de não vencer as eleições' - Portal Vermelho

Manuela D’Ávila: \'Não temos o direito de não vencer as eleições\' - Portal Vermelho:

Em um grande ato na Unicamp, nesta quinta-feira (28), que reuniu mais de mil pessoas, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, reafirmou a importância de ganhar as eleições para barrar o projeto neoliberal que destrói o Estado brasileiro. Manuela frisou que a velocidade da destruição do Brasil e dos direitos dos trabalhadores é avassaladora.
Foto: Karla Boughoff
“Acabaram com a CLT, sem legitimidade e autoridade política. Estão entregando o pré-sal, uma das perspectivas do desenvolvimento de médio e longo prazo altamente vinculada à produção científica nacional (…) A gente não tem o direito de não lutar obsessivamente por ganhar as eleições. Por que? O presidente nesse país não é um rosto, é um projeto. E o projeto neoliberal do governo Temer está rondando um monte de candidaturas”, explicou.

Questionada sobre o ex-presidente Lula, a pré-candidata do PCdoB afirmou que o pré-candidato do PT está preso porque está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. “Lula é submetido a um processo que não consta nenhuma prova.” Manuela ressaltou que sua candidatura é legítima, e acredita que se a justiça fosse feita e Lula estivesse em liberdade, ele seria o candidato que unisse a esquerda.

Na visão da pré-candidata do PCdoB, a esquerda já conseguiu um avanço construindo o programa “Unidade para Reconstruir o Brasil”, que gira em torno de um novo projeto nacional de desenvolvimento com diretrizes que apontam condições do Brasil superar a crise. O programa é assinado pelas fundações Maurício Grabois (PCdoB), Perseu Abramo (PT), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e Lauro Campos (PSOL).

“Esse programa é inédito, e nós do PCdoB, fizemos um esforço além, que foi dizer: Se o problema das 4 pré-candidaturas somos nós, então não existe problema. Mesmo eu sabendo a exata importância e significado de ser a única pré-candidata de esquerda e feminista depois de um golpe misógino. Mas, não é sobre contar a minha história, é sobre contar a história do nosso povo e das nossas mulheres, que precisam que nós vençamos as eleições.”

Manuela explicou que o gesto do PCdoB não resultou em uma saída conjunta. “Saída conjunta não é um retirar para apoiar o outro. Saída conjunta é nós nos unirmos para vencer as eleições. Meu partido e a minha pré-candidatura trabalham para isso, pela exata razão de precisar vencer as eleições. Nós precisamos tirar o Brasil das mãos dessa gente que quer destruir o Estado e os direitos do povo.”

Na opinião da pré-candidata do PCdoB, o campo da esquerda estará no segundo turno. “O nosso povo não colocou essa turma lá nas últimas quatro eleições.” Manuela disse que se a esquerda não construir uma saída conjunta, ela tem esperança em ser a pessoa que conseguirá, de forma mais dinâmica, ter relação com os milhares de brasileiros que querem votar branco e nulo. “Não admito que a gente perca as esperanças.”

De acordo com a pesquisa Ibope/CNI, divulgada nesta quinta-feira (28), juntos os brancos e nulos somam 33% das intenções de voto. Manuela defendeu a necessidade de conversar com essas pessoas.

A pré-candidata do PCdoB ressaltou que tem visto muitos discursos que pregam conversar só com pessoas que sabiam que era um golpe. “Eu não vou falar só quem sabia que era golpe. É muito importante falar que foi golpe, mas a gente também tem que falar com as pessoas que acreditaram que não era golpe, mas acreditam que o Brasil é dos brasileiros. Porque eu não quero entregar o povo do nosso país para essa elite financeira, que não nos representa.”

Segurança

Manuela também defendeu a necessidade de a esquerda falar sobre segurança. “Por que? Porque senão eles falam com as ideias deles, que na verdade, são ideias que já estão em prática.”

“Na vida real, ou a gente se apropria desse tema ou vamos ficar em um lugar de fala, que ‘os presídios são horrorosos e a polícia mata todo mundo’.”

“Quem quer ser candidato como eu precisa de um projeto de reforma de segurança pública progressista. Eu sou a única pré-candidata que tem um projeto inteiro de segurança pública, que se baseia em algumas coisas.”

Durante o encontro, houve um ato de desagravo de mulheres feministas contra o programa Roda Viva, da TV Cultura, que contou com a participação da pré-candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila, onde foi alvo de ataques machistas e misóginos.

Manuela também falou sobre temas como economia, meio ambiente, educação e questão indígena.


Assista ao evento na íntegra:





Fonte: Portal PCdoB

AI-5 da Globo impõe censura aos jornalistas - Portal Vermelho



AI-5 da Globo impõe censura aos jornalistas - Portal Vermelho:
Os jornalistas amestrados do Grupo Globo – um monopólio midiático que reúne TVs aberta e por assinatura, rádios, jornais, revistas e internet – sempre expressaram suas opiniões mais reacionárias, elitistas e golpistas pelas redes sociais.

Por Altamiro Borges*
Criação do chargista Jota
Nunca foram incomodados pela famiglia Marinho. Pelo contrário. Os serviçais, que chamam patrão de companheiro e são mais realistas do que o rei, eram incentivados e bajulados. Bastou, porém, o vazamento de uma conversa pelo WhatsApp de um jornalista mais crítico e independente para o império global baixar um comunicado censurando seus profissionais de forma draconiana, que relembra o período mais sombrio da ditadura militar, o do Ato Institucional número 5. Tanto que a norma está sendo chamada de “Lei Chico Pinheiro”.

O documento intitulado “Grupo Globo divulga diretrizes sobre uso de redes sociais por jornalistas” é assinado pelo presidente do Conselho Editorial do império, João Roberto Marinho. Em um dos seus adendos, a peça medieval chega a vetar a utilização do WhatsApp de grupos familiares. A Seção II das Novas Diretrizes faz uma ameaça escancarada. “É evidente que, em aplicativos de mensagens, como WhatsApp e outros, todos têm o inalienável direito de discutir o que bem entender com grupos de parentes e amigos de confiança... Mas, é preciso que o jornalista tenha em mente que, mesmo em tais grupos, o vazamento de mensagens pode ser danoso à sua imagem de isenção e à do veículo para o qual trabalha... Tal vazamento o submeterá (o profissional envolvido) a todas as consequências que a perda de reputação de que é isento acarreta”.

As “diretrizes” também proíbem expressamente que os jornalistas emitam ou compartilhem opiniões políticas próprias ou de terceiros em redes sociais e ainda orienta que não façam reclamações públicas de nenhuma empresa ou prestadora de serviço em caso de mau atendimento. Afinal, a publicidade é que garante a fortuna dos três filhos de Roberto Marinho, que seguem constando no ranking da revista Forbes dos maiores bilionários do Brasil. Diante destas e de outras bizarrices, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgou nesta quarta-feira (4) um documento duro de crítica ao império global. Vale conferir:

Regras do Grupo Globo para redes sociais impõem censura prévia a jornalistas

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), entidade máxima de representação da categoria, vem a público denunciar e repudiar a censura prévia que o Grupo Globo estabeleceu para os seus jornalistas contratados. A pretexto de estabelecer “diretrizes para o uso de redes sociais”, o Grupo Globo atenta contra a liberdade de expressão dos jornalistas, impedindo, sob ameaça, os profissionais de se manifestarem em redes sociais, as que existem e que as vierem a existir.

As “diretrizes” do Grupo Globo afrontam os direitos e garantias fundamentais da Constituição Cidadã de 1988. O artigo 5º da Constituição Federal, em seus incisos IV, VIII e IX, assegura que é livre a manifestação do pensamento, que ninguém será privado de direitos por convicção filosófica ou política e que é livre a atividade intelectual, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Já em seu artigo 220, que trata da Comunicação Social, a Constituição Federal também expressa que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição.

Pelas novas “diretrizes”, os jornalistas do grupo empresarial não podem compartilhar mensagens que revelem posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos, mesmo em grupos em que se exige a confiança absoluta em seus participantes.

Nas redes sociais, os jornalistas devem se abster de expressar opiniões políticas, promover e apoiar partidos e candidaturas, defender ideologias e tomar partido em questões controversas e polêmicas que estão sendo cobertas jornalisticamente pelo Grupo Globo.

Os jornalistas, chamados de comentaristas, analistas ou colunistas de opinião, devem ter uma atuação na rede social que não permita a percepção de que são militantes de causas e que fazem parte da luta político-partidária ou de ideias. A eles, como a todos, é vedado apoiar candidatos ou partidos, dentro e fora de eleições.

Os jornalistas do Grupo Globo também ficam impedidos de fazer publicidade, mesmo que indiretamente, ao citar ou se associar a nome de hotéis, marcas, empresas, restaurantes, produtos, companhias aéreas etc. Isso também não deve acontecer em contas (em redes sociais) de terceiros, e o jornalista deve zelar para evitar tais ocorrências.

Não satisfeito em cercear a liberdade de expressão, a livre manifestação do pensamento e privar o direito do jornalista de manifestar suas convicções políticas, o Grupo Globo também amordaça os seus colaboradores não-jornalistas. Proíbe os profissionais de outras áreas de atuação de declarar voto ou fazer propaganda para candidatos ou partidos no material produzido especificamente para os veículos para os quais trabalham.

Ao impor as novas “diretrizes”, incorporadas aos “Princípios Editoriais”, datados de 2011, o Grupo Globo amordaça os seus profissionais, estabelecendo a censura prévia. As “diretrizes” aparecem como “recomendações”, mas fica evidente que quem não segui-las será responsabilizado e sofrerá consequências.

“As regras são válidas para todos os jornalistas do Grupo Globo e devem ser rigorosamente observadas. As chefias diretas ficam com a incumbência de implementá-las, torná-las uma realidade e, em caso de faltas por parte de jornalistas, dividir os episódios com a direção de redação do veículo, que decidirá então se é o caso de levá-los à apreciação do Conselho Editorial do Grupo Globo”, estabelecem as “diretrizes”.

Em carta aos jornalistas, João Roberto Marinho tenta justificar o injustificável, afirmando que o objetivo da medida é garantir a isenção, princípio basilar do Jornalismo. Paradoxalmente, Marinho esquece que a isenção jornalística nunca foi a marca do Grupo Globo que, inclusive, já veio a público pedir desculpas por ter apoiado a ditadura civil-militar. E, provavelmente, terá de vir a público no futuro pedir desculpas pelo apoio ao golpe político de 2016.

A Fenaj não admite o estabelecimento da servidão intelectual e, junto com os Sindicatos de Jornalistas do país, vai procurar as medidas legais cabíveis, tanto na Justiça do Trabalho quanto na Justiça comum, para pôr fim à censura prévia estabelecida e devolver a dignidade aos jornalistas do Grupo Globo.

Um silêncio que vale por mais de mil palavras - Portal Vermelho



Um silêncio que vale por mais de mil palavras - Portal Vermelho:
O processo de entrega da EMBRAER à Boeing, em um pacote que inclui tecnologia de uso militar não preocupou o ministério da Defesa, conforme “informam” os grandes jornais. Tampouco se viu alguma manifestação dos comandos militares, dos generais da ativa ou, mesmo, de certos oficiais twitteiros, da ativa e da reserva.

Por Rita Coitinho*

O mesmo pode-se dizer das operações envolvendo vendas, a preços irrisórios, de campos de petróleo e até plataformas da Petrobrás, a despeito dos protestos e manifestações de grupos altamente qualificados para tratar do tema, como as associações de engenheiros da área.

A venda da Embraer à multinacional estadunidense está em pé de igualdade em descalabro nacional com o desmonte do programa nuclear brasileiro, ocorrido em lances rápidos que envolveram a ação coordenada do judiciário e da “inteligência” estadunidense e que levou à prisão, pouco esclarecida e baseada em vagas acusações de corrupção, do pai do programa nuclear brasileiro, o Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva. É da mesma gravidade das notícias recentes de que avança o entendimento do Brasil com os EUA para cessão do uso da Base de Alcântara (conforme abordamos em artigo anterior http://desacato.info/a-america-do-sul-no-mapa-das-guerras-do-futuro/).

O caso dos aviões envolve, da mesma maneira que o do submarino nuclear, o sequestro de tecnologia. Lembremos os debates acalorados em torno da compra dos aviões Gripen NG, durante o governo de Dilma. O Brasil recusou a compra de aviões estadunidenses porque a venda não incluía transferência de tecnologia e optou pelas aeronaves suecas, numa decisão de Estado que gerou protestos dos estadunidenses e ensaios de setores do Ministério Público de questionar a decisão da chefe do poder executivo, tomada em conjunto com o Ministério da Defesa e o comando da Aeronáutica. As aeronaves (F-39) de tecnologia sueca seriam fabricadas pela Embraer, com a transferência da tecnologia desenvolvida pela empresa nórdica. Agora, num lance rápido, o governo de Temer entrega a empresa e a tecnologia ao país que perdeu a concorrência. Coincidência? Não. Mais um passo adiante na consolidação do objetivo do golpe de Estado: submeter o Brasil e fazê-lo retornar à condição da qual não deveria ter ousado sair: a de país dependente, tecnologicamente atrasado e politicamente alinhado aos interesses do capital internacional.

Em política, certos silêncios são eloquentes. Já passou o tempo em que o profissionalismo, o zelo pela função e a discrição poderiam ser alegados por quem desejasse sair em defesa dos comandos militares. Desde que uma porção deles tem feito uso de redes sociais para expressar suas não solicitadas opiniões sobre a vida civil, passou a ser esperado que se pronunciem sobre as questões que, de fato, afetam sua função: a defesa da soberania nacional. Mas não. Preferem usar as redes sociais para opinar sobre política e questões morais, como se viu, uma vez mais, neste domingo, quando o general da reserva, Paulo Chagas, utilizou-se do twitter para investir contra o desembargador Rogério Favreto. De maneira mais sutil, o próprio comandante do exército, General Villas Boas, já utilizara o twitter para pressionar o STF na véspera da sessão que decidiu sobre o pedido de habeas corpus para Lula, em abril deste ano. Com platitudes sobre “moralidade”, “respeito à paz social” e “atenção à missão institucional do exército”, o comandante externou sua posição, favorável à prisão de Lula já em segunda instância, quando se sabe que não lhe cabe opinar sobre questões que estejam sob a apreciação do poder judiciário.

A julgar pelos oficiais twitteiros, a preocupação de uma parcela considerável – e poderosa – dos militares está centrada na “moralidade”, o velho mantra imortalizado pelo Brigadeiro Eduardo Gomes, o ex-tenentista que, em 1945 e 1950, foi o candidato (derrotado) da UDN à presidência da república, tendo também participado ativamente do Golpe de Estado de 1964. Com a internacionalização da formação teórica das forças armadas, a partir da criação da Escola das Américas (1946), sediada no Panamá e coordenada pelos EUA, o moralismo uniu-se ao discurso anticomunista da Guerra Fria e foi instrumentalizado na perseguição às esquerdas do subcontinente latino-americano. Hoje a escola já não funciona no Panamá, e toda sua estrutura foi transferida para as instalações do Estado da Geórgia, nos EUA (Fort Benning), onde os cursos de formação para militares latino-americanos seguem a todo vapor. Muitos dos militares brasileiros que chegam ao topo da carreira passaram por algum desses cursos. Ao que tudo indica, embora o Livro Branco da Defesa do Brasil aponte para o entendimento de que hoje a maior ameaça à segurança nacional vem de uma “potência” estrangeira, o pensamento hegemônico das forças armadas segue na velha cartilha da Escola das Américas, segundo a qual a principal ameaça é o “inimigo interno”, que parece ser, até hoje, o mesmo do período da guerra fria: as organizações de esquerda e movimentos populares.

Não importa que justamente os governos desses partidos de esquerda que tanto combatem tenham dado sustentação ao programa nuclear brasileiro; que tenham garantido a soberania do país sobre seu território recusando-se a seguir adiante nas tratativas de cessão da Base de Alcântara (como ocorreu no governo de FHC); que tenham tido coragem de decidir contra as pressões estadunidenses por aquisição de tecnologia militar; que tenham reequipado as forças armadas, que estavam à míngua ao final do governo de FHC, e ampliado seu orçamento. Nada disso é tão importante, ao que parece, quanto a cruzada moral em que se empenham os oficiais twiteiros.

A não ser que demonstrem o contrário – e passem a utilizar-se das redes sociais para questões pertinentes à sua missão institucional -, desde que teve início o processo político que redundou na situação em que nos encontramos no dia de hoje, as manifestações públicas das Forças Armadas, na medida em que se atêm ao velho moralismo udenista e silenciam frente aos reiterados ataques à soberania nacional, têm expressado lealdade às forças de desestabilização da sociedade brasileira e de desmonte da soberania nacional, articuladas aos interesses das grandes corporações internacionais, num processo que já caracterizamos, em artigos anteriores, como “guerra híbrida”. Calam-se diante da entrega das estatais brasileiras e dos recursos naturais, do desmonte da ciência e tecnologia nacionais, ao mesmo tempo em que emprestam prestígio à prática de lawfare do judiciário brasileiro, cujo único objetivo é impedir que, nas eleições de 2018, Lula seja reeleito e retome o projeto político soberano que esteve em curso entre 2003 e 2016.

*É socióloga, Dra. em Geografia e membro do Conselho Consultivo do Cebrapaz.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Vídeo - CTASP - Câmara - Seminário Impactos Deforma Trabalhista - Fala em nome da CTB - TV Câmara

Representei ontem, 04/07, a CTB no Seminário - Impactos da Aplicação da Nova Legislação Trabalhista no Brasil, promovido pela Comissão de Trabalho de Administração e Serviço Público, tendo como tema o impacto da Deforma Trabalhista sobre as Negociações Coletivas.

O Seminário completo está disponível no portal da Comissão, clique aqui




Vídeo - 20ª Conferência dos Bancários - Falei pela CTB sobre as eleições de 2018 - Rosolução



RESOLUÇÃO 
As delegadas e os delegados eleitos e reunidos na 20ª Conferência Nacional dos Bancários, reforçam a importância do respeito à democracia, da realização das eleições 2018 e orientam a escolha de candidatos comprometidos com a classe trabalhadora. 
Isso significa candidatos à Presidência da República que se comprometam 
com a revogação da reforma trabalhista, 
revogação da PEC da Morte, 
da revogação da lei das terceirizações e 
em defesa das empresas públicas, da democracia brasileira e da soberania nacional. 
Também candidatos que se posicionem contrários à criminalização da política e dos movimentos sociais e sindical.

ELEIÇÕES 2018: POR UM CONGRESSO NACIONAL COMPROMETIDO COM O POVO 

Pela revogação da reforma trabalhista, pelo direito à aposentadoria, em defesa das empresas públicas, da democracia e da soberania nacional

Em 2017, quase 200 mil estudantes matriculados abandonaram o ensino superior. E este ano, o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, teve 1,2 milhão de inscritos a menos.

O Brasil tem atualmente quase 14 milhões de desempregados. Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas com força de trabalho subutilizada. Se comparado com 2014, o número de desempregados cresceu 94,2%, o que significa que há 6,6 milhões de pessoas a mais procurando emprego no país desde o golpe por meio do qual Michel Temer (MDB-SP) assumiu o governo no Brasil. São 4,6 milhões os trabalhadores que sequer têm forças para procurar uma vaga no mercado de trabalho, depois de meses e meses de tentativas frustradas. A maioria (60,6%) vive na região Nordeste, onde estão 2,8 milhões dos desalentados.

Desalento é a palavra que hoje, talvez, melhor defina o povo brasileiro, antes conhecido por sua alegria e disposição de viver. Mas isso é passado e o que vemos hoje é um país que voltou atrás, 20 anos em dois. Um país onde não há emprego, onde não há estudo, onde a crueldade sob a alcunha de austeridade fiscal mata. A taxa de mortalidade na infância (proporção de óbitos de menores de 5 anos para cada mil nascidos vivos), que durante de mais de uma década teve quedas consecutivas, subiu 11% em 2016, em comparação com o ano anterior.

Enquanto isso, seis milionários brasileiros têm a mesma riqueza que 50% dos mais pobres no país.

Já somam 40% os municípios brasileiros que não contam com uma agência bancária. E em muitos onde ainda há esse serviço, prestado prioritariamente pelos bancos públicos, já não chega mais dinheiro. Cidades abandonadas, desemprego que assombra.

O resultado do golpe, para onde quer que se olhe, é mais pobreza, o estrangulamento do desenvolvimento nacional, o aumento do desrespeito aos direitos dos trabalhadores, dívidas interna e externa em alta, o caos.

Quando da última eleição, mesmo antes do golpe, o perfil dos eleitos dava uma ideia, ainda que distante da terrível realidade vivida agora, do país que teríamos. A bancada de deputados federais que defende a causa dos trabalhadores caiu quase pela metade. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), em outubro de 2014, identificava que os eleitos pela classe trabalhadora diminuíram de 83 representantes para 46. E que do outro lado, a
bancada empresarial contaria com 190 parlamentares.

O resultado foi visto ao longo dos últimos anos, com medidas que praticamente inviabilizaram o governo de Dilma Rousseff. Foi esse Congresso – majoritariamente patronal e com bancadas relacionadas a igrejas (“da bíblia), avessas aos direitos humanos (“da bala”), ex-jogadores de futebol (“da bola”) e ruralistas – que votou, em 2016, o impeachment da presidenta eleita.

As consequências foram nefastas para a sociedade brasileira, com o avanço de ditas reformas que na verdade estão levando ao desmonte de setores estratégicos da economia nacional.

Assim, foi aprovada a toque de caixa, em dezembro de 2016, a Emenda Constitucional 95, devidamente apelidada de PEC da Morte, por meio da qual foram congelados por 20 anos os investimentos nas áreas de Saúde, Educação, infraestrutura. Vai faltar dinheiro também para a agricultura familiar, responsável por 70% da produção de alimentos que vão para a mesa do povo brasileiro. E para programas de combate à violência contra a mulher – isso em um país que registra uma agressão contra elas a cada quatro minutos.  Outro ataque frontal à maioria do povo brasileiro foi a “reforma” trabalhista. A lei 13.467, sancionada em julho do ano passado, praticamente rasga a CLT, retirando direitos e reduzindo a força do movimento sindical. Entre as mudanças, autorização para o trabalho intermitente e temporário, liberação da terceirização, fim das homologações nos sindicatos, prevalência do negociado sobre o legislado, o que possibilita o desrespeito a conquistas históricas dos trabalhadores.

O governo tentou ainda promover uma reforma da Previdência, por meio da PEC 287 protocolada em dezembro de 2016. As mudanças praticamente extinguiam o direito à aposentadoria, inviabilizando a Previdência pública e penalizando principalmente os que ingressaram mais cedo no mercado de trabalho, os mais carentes. Os movimentos sindical e social se uniram e conseguiram barrar a proposta até agora. O decreto de intervenção militar no Rio de Janeiro, de fevereiro de 2018, suspendeu as votações de Proposta de Emenda Constitucional até dezembro deste ano. Esse é o cenário em que se darão as campanhas salariais do segundo semestre de 2018, quando ocorrerão também as eleições que definirão o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.


Vídeo - Assembleia 22/05 - A campanha nacional dos Bancários em 2018 - Paulo Vinícius Silva - CTB



22/05/18 - eleição em assembleia para os congressos dos bancos. A campanha nacional e os desafios para os bancários esse ano.
Fala de Paulo Vinícius - CTB - Diretor de Relações Sindicais do Sindicato dos Bancários de Brasília

Coletivizando no Youtube