Não tenho a menor dúvida. Peço voto para o Sarto e o Elcio, 12. Não adianta conversa fiada: a única maneira de derrotar as forças trevozas do obscurantismo e da ditadura na eleição em Fortaleza, é defendendo e votando no 12, elegendo Sarto e Elcio para prefeitura de Fortaleza. Elcio, o vice, é um bom colega, Sociólogo, muito capaz, da minha época de UFC, qualificado e hábil; entende de segurança pública, não pela violência, mas com a Ciência. Sempre foi um amigo e um democrata. Forma uma dupla boa com o Sarto, quadro muito experiente da política cearense, numa Fortaleza que já avançou muito, mas guarda chagas terríveis e precisa de gente competente, e não do perigo da extrema direita violenta, cujo ódio conhecemos. Fortaleza é terra de liberdade, e seguirá livre e guerreira. Não podemos dar um passo atrás, deixar o obscurantismo e a violência vencerem. Sarto representa o PDT de Ciro, e Elcio é uma renovação importante. Não são amadores, tem toda chance de zelar e melhorar a cidade. Prometem o mais importante: diálogo. Voto nulo, abstenções, deixar de votar, tudo isso é cumplicidade com o fascismo, a violência, a incompetência, na nossa cidade... Já houve sangue demais.NÃO! O que Fortaleza precisa é de emprego, cultura, alegria, Desenvolvimento e paz. Por isso, é fundamental a eleição de Sarto e Elcio, com voto no 12. Saúdo ao mesmo tempo a pronta ação de Ciro, no sentido de angariar apoio a Manuela d'Ávila, 65, do PCdoB, na cidade de Porto Alegre e no PDT, contando com a força de Juliana Brizola e todo um simbolismo. É a hora de fazer gestos assim, pela democracia, para derrotar o fascismo. É preciso entender que a pátria e a democracia correm perigo, e centrar fogo no inimigo maior. É preciso ter grandeza entre nós. Ser realista é compreender a necessidade de unir as forças democráticas, patrióticas e de esquerda contra os asseclas de Bolsonaro. É a hora de Derrotar a Extrema direita com a Frente Ampla e a recomposição da democracia do nosso país. Vamos vencer! É preciso resistir, não retroceder, e avançar! E é possível. Então, sem distrações: Frente Ampla em Fortaleza com Sarto e Elcio, vote 12! Fortaleza avançará muito mais com a derrota da extrema direita em todo o Brasil! Frente AMPLA contra o Fascismo! Democracia sempre!@ Sarto e Elcio 12 para a Prefeitura de Fortaleza.
Último Discurso de Martin Luther King Jr., intitulado 'Eu Estive No Topo Da Montanha', no Mason Temple, sede mundial da Igreja de Deus em Cristo, Memphis, em 3 de abril de 1968, véspera de seu assassinato. pic.twitter.com/Y94DWHnvKa
Já vencemos o 2° turno em Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza - no mínimo?
Não.
Já estamos unidos?
Não.
Já ampliamos para poder ter a metade mais um voto?
Não.
Já preparamos como vencer nas ruas, numa onda avançada para afirmar a frente ampla?
Não.
Já acabou a pandemia?
Não.
Então, meu camarada, minha camarada, dediquemo-nos a isso, porque a avaliação tem espaço e sobretudo tem tempo: o da decisão das coisas da vida que ainda estão em curso... O povo nos deu o caminho, há muito que fazer! Batalhas de tiro curtíssimo!
Parafraseando a canção portuguesa: Avante, camarada avante! Faz do povo a tua voz! Avante camarada, avante camarada, e o sol brilhará para todos nós!
A vitória do povo e a derrota do bolsonarismo é a única coisa que importa nesse momento. Vamos para dentro do segundo turno com toda a força! Frente Ampla e protagonismo redobrado dos/as comunistas.
Nós podemos vencer! Manuela, Rosseto são 65, e com o povo podem resgatar Porto Alegre. Quanto poderá a esquerda unida em São Paulo? Haveremos de derrotar o fascismo em Fortaleza para que ela siga exemplo de liberdade, como Bárbara de Alencar! São Luís voltará ao passado? Nunca mais grilhões!
E há mais tantas batalhas, agora! Como dizia Diógenes Arruda Câmara Ferreira: "ampliar radicalizando e radicalizar ampliando". Estamos sempre aprendendo a justeza dessa relação dialética e a oportunidade de implementá-la é agora. A crítica justa é sempre movida pelo amor e pela preocupação da síntese libertadora, catalisadora do melhor em nós.
Os desdobramentos políticos de 2020 seguem surpreendentes, como o ano surpreendente, e muitas vezes triste, que vivemos. A disputa política no campo progressista e a realidade concreta das eleições municipais ocasionaram a dispersão do campo progressista, em um momento de crescimento estarrecedor da popularidade de Bolsonaro. Diante deste pasmo, extraio algumas lições:
- O impressionante efeito de programas que fazem o recurso chegar na ponta, aos mais pobres e sua importância para a economia nacional é inegável. O Bolsa Família e o Auxílio Emergencial mostraram como a renda básica de cidadania tem um caráter salvífico, redentor, numa nação afundada na desigualdade;
- Desde a negativa de apoio de Ciro a Haddad e Manu em 2018, vemos sucessivas demonstrações de incapacidade das maiores forças políticas de esquerda entenderem que a Frente Ampla é o único caminho para vencer o bolsonarismo. Durante 2 anos de DR, ataques e demarcações de parte a parte, o cenário é soturno. Esse desacordo fundamental que cinge PT e PDT é o principal responsável pelo vácuo político no campo progressista que impulsiona a extrema direita. Bolsonaro, vendo que uma oposição - que detinha a maioria - era incapaz de unir-se, fez a frente conservadora. Deixou de demagogia, e definiu a feição de seu governo, agregando a direção de Trump, o pentecostalismo de negócios, parasitas e especuladores financeiros, grileiros, madeireiros, desmastadores e reis do gado com o "Centrão", que nada mais é que o a base conservadora mais sólida e fiável para todo tipo de trairagem e negociata contra o país.
Ora, ora. Unir seu campo e dividir o do adversário(a) é o básico em política. Enfrentar inimigo principal é outra lição. Que preço cobrará a arrogância dos maiores partidos da esquerda brasileira? E dos demais, o que deles se espera? Que fiquem olhando os graúdos e aguardem?!
As vitórias que tivemos até agora advieram da política de Frente Ampla. O Auxílio Emergencial, O FUNDEB e a lei Aldir Blanc demonstraram o potencial de uma ação coordenada, realista, articulada, ampla e justa.
As derrotas que se anunciam também decorrem em grande medida de não termos uma política de Frente Ampla. O PT e o PSOL, em diferentes momentos e circunstâncias, e com destaque para o PT, colaboraram com a Cláusula de Barreira, ou seja: de acordo com um percentual de votos nessas eleições já tão maculadas, haverá a redução de partidos. O mesmo PT que recusa a Frente Ampla operou para que os partidos de esquerda menores que a sigla de Lula, fossem crescentemente excluídos da vida democrática. Na lógica tradeunionista, pragmática e burra, pensaram o aquilo que publicamente expressou seu dirigente nacional Breno Altman, quem em posts, digamos assim, de garoto maroto, afirma:
"O PCdoB luta com muitas dificuldades para alcançar a cláusula de
barreira em 2022. Não seria a hora de se integrar ao PT como corrente
interna? Os petistas, de quebra, além da incorporação desse valoroso
partido, teriam quadros como Dino e Manuela para a estratégia
presidencial."
E ainda:
"A cláusula de barreira, em si, não é antidemocrática. Ao contrário:
importante para impedir formação dos partidos de aluguel e fragmentação
parlamentar. Mas precisa ser completada com o instituto das federações
partidárias, para impedir que partidos ideológicos sejam ceifados."
É comovente a "solidariedade" e risível a ignorância. A sabedoria, então, ai, ai. Ora, a Cláusula de Barreira é antidemocrática por essência, e é universalmente - junto com o voto distrital - aplicada para a exclusão das minorias, da esquerda, do povo, que é excluído do jogo eleitoral. Escancara-se assim o incômodo no PT com as posições próprias do PC e o desejo de o eclipsar. Desvela-se a burrice de quem nos constrange à cooptação, ignorando a densidade ideológica e a História, que não começou em 1980. Por outro lado, resolve um problema das classes dominantes, cujos partidos carecem desesperadamente de união consevadora, para não desaparecerem, eclipsados pela extrema direita bolsonarista. É apenas um dos episódios em que o PT erra. Longe de liderar uma ampla frente, apequena-se, fecha-se, ao tempo em que vira alvo fácil.
Desse modo, nem frente de esquerda, nem frente ampla, e sim pulverização e sinais claros de derrota nas eleições municipais, não só do PT, mas do campo progressista.
Ora, num tal cenário, que deveria fazer o PCdoB, imprensado pela esquerda e pela direita? Ser aba daqueles responsáveis pela divisão?! Tomou para si as lições do então camarada Carlos Drummond de Andrade e disse:
Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida
Ou seja, vai pra cima, PC! No rumo do nosso centenário, fica claro que só haverá unidade se nossa voz for respeitada. Assim foi também no movimento sindical. Anos e anos dentro da CUT nos ensinaram que ou teríamos voz própria, ou não viria a unidade. Dialeticamente, só tendo voz e cara própria poderemos nesse cenário defender a unidade e a existência do PCdoB. Assim, nosso Partido, experiente, vivo, cheio de ginga e de amor ao povo brasileiro, decidiu botar para moer, e pôs. Aonde houver chance de unir, união a mais ampla possível, aonde prevaleceu a dispersão, cara própria, contar com as próprias for;cas, não ser aba e fazer o quociente. Assim, em Porto Alegre, com Manuela; em São Luís, com Rubens; em Florianópolis com Elson (PSOL); no Rio, com Benedita (PT) e a Enfermeira Rejane (PCdoB); em Belém, com Edmilson Rodrigues (PSOL), são exemplos de um princípio de unidade, na esquerda. País afora, no entanto, a dispersão tal que fomos confrontados infelizmente com a necessidade de resistir ou fenecer. E aqui, cair, em pé ou deitado, não é opção. As almas sebosas que e frustrem, nós venceremos a cláusula de Barreira e construiremos mais 100 anos de lutas.
Essa determinação levou ao mais ousado projeto do PCdoB em eleições municipais de sua história. O Partido se desdobra, tão pobre e combatido pelos poderosos e gringos, e faz das tripas coração, mas lançou suas chapas país afora, incluindo as candidaturas a Prefeitura em 13 capitais. E assim, com ousadia e generosidade, apresenta chapas de inegáveis qualidade e representatividade. Só fera: em São Paulo, Orlando Silva e a enfermeira e bancária Andréa; em Salvador, Olívia Santana, a cara do povo e da luta; em Fortaleza, o Professor Anízio e a legendária Helena Serra Azul; em Belo Horizonte, meu ex-presidente da UJS, Wadson Ribeiro;
Curitiba (PR), com Camila Lanes e Dr. Zequinha; Maceió (AL), com Cícero
Filho e Maria Yvone; Manaus com Marcelo Amil e Dora Brasil, e Natal com Fernando Freitas e Joana Lopes; Porto Velho (RO), com Samuel Costa, e em Vitória (ES), Namy Chequer.
Em cada cidade, o Partido se desdobra em ampliar sua influência social, enfrentando as barreiras e a pandemia, com o foco em três questões: a nossa própria contribuição para tornar nossas cidades mais humanas, na nossa independência e existência, superando o quociente eleitoral, ter voz ativa na eleição e lutar pela vitória do campo progressista. Assim, criou o Movimento 65, e precisa de plataformas ainda mais amplas para construir as múltiplas escadas que levam o povo da luta cotidiana até a consciência avançada. O PCdoB precisa se dirigir diretamente ao povo para crescer e poder influenciar mais fortemente os destinos do país, por mais do que nunca o Brasil precisa do PCdoB. Não temos dinheiro, mas temos vontade, verdade, a cara do povo, e sabemos como cuidar bem das pessoas, da política e dos dinheiros públicos. E o povo precisa saber.
A partida começou. Haverá uma derrota universal? Poderemos nos unificar em torno das candidaturas frente amplistas e vencer no segundo turno? Haverá cabeças de lança que ampliem nossa liderança e alcem nossa voz. Tudo depende da política, contato e do voto. Tenho muita esperança que as vozes comunistas nas eleições municipais ajudarão às vitórias do povo. Isso se fará, entretanto, na medida exata de resistirmos firmes, e fazermos um trabalho consciente, das redes às ruas, das ruas às redes e para a urna. O PCdoB, que lançou Manuela a Presidenta e que assumiu espaço na chapa nacional em 2018 na vice, que projetou Flávio Dino ao patamar de Presidenciável, é o mesmo PCdoB que falará ao nosso povo, olhos nos olhos, na metade das capitais dos estados brasileiros.
Firmeza, trabalho, método, boa política, candidatos filhos do nosso povo, teremos nossas vozes para combater o bom combate pela vida de nossa gente, nos municípios brasileiros. Imagino a felicidade ter esse direito de votar no 65, de ter esses candidatos e candidatas tão representativos, de luta, nossos camaradas queridos. E, claro, preparem o lombo, porque somos pedra e vidraça.
Unir onde pudermos unir, mas contar sempre, primeiro, com nossas próprias forças, e aprender com esse desafio que veio para ficar, as chapas e as candidaturas próprias do PCdoB. Somente com cara e voz própria é que içaremos a bandeira da vitória, a bandeira da unidade, a bandeira da Frente Ampla.
El caso ha provocado una serie de vigilias y protestas
en contra del racismo que enfrentan los indígenas en el país
norteamericano.
Imagen ilustrativa Bruno Kelly / Reuters
Una indígena canadiense de la comunidad Atikamekw ha fallecido este lunes en un hospital de Joliette, en Quebec. Mientras la paciente agonizaba, trabajadores del centro médico la insultaron varias veces sin saber que la mujer estaba grabando todo con su celular.
El
video, transmitido en vivo a través de Facebook, registra perturbadoras
imágenes de los últimos momentos de Joyce Echaquan. En él se escucha al
personal sanitario decir frases como: "Eres estúpida como el infierno", "Solo sirve para tener sexo, mejor estaría muerta", entre otras.
ADVERTENCIA: El siguiente video puede herir su sensibilidad
Warning: The language in this story is disturbing.
A painful video of an Atikamekw woman in a Quebec hospital shows the nurses attending her to be rude and dismissive.
The woman died shortly after posting the video live on Facebook.
"Tengo siete hijos
que se encuentran sin madre […] Estoy triste. Estoy tan triste", se oye
decir a Joyce tras pedir ayuda repetidamente. "¿Has terminado de actuar
como tonta? ¿Ya terminaste?", "Tomaste algunas malas decisiones,
querida […] ¿Qué van a pensar tus hijos al verte así?", le responden
los trabajadores en diferentes momentos.
Según contó a medios locales el esposo de la fallecida, Carol Dubé, su pareja acudió al hospital por un dolor de estómago el sábado y "dos días después murió". Otros familiares comentaron que la mujer padecía problemas cardíacos y consideran que le estaban dando demasiada morfina.
La muerte de Joyce, de 37 años, ha provocado una serie de vigilias y protestas en contra del racismo que enfrentan los indígenas
en el país norteamericano. El Consejo de la Nación Atikamekw (CNA)
interpeló al gobierno de Quebec sobre las circunstancias que precedieron
al fallecimiento de la mujer.
"Es
lamentable que en el 2020 este comportamiento todavía pueda ocurrir. Es
responsabilidad de todos denunciarlo, especialmente en el contexto de
los servicios de salud, cuyas normas éticas deberían protegernos del racismo", declaró el jefe del CNA, Constant Awashish.
Por
su parte, las autoridades han anunciado el inicio de una investigación
forense y administrativa. En una conferencia de prensa, el primer
ministro de Quebec, François Legault, calificó el incidente como "inaceptable" y anunció que una de las enfermeras involucradas ya ha sido despedida.
Une enquête du coroner a été annoncée au lendemain de la mort d’une femme autochtone sur son lit d’hôpital à Joliette, indique la responsable des communications du Bureau du coroner du Québec, Dominique D’Anjou.https://t.co/4MoQsB4Rdl
Une centaine de personnes tiennent une vigile en mémoire de Joyce Echaquan décédée il y a quelques jours ds un hôpital de Joliette #rcqc#assnat. pic.twitter.com/hPsU8Chdnu
O
PCdoB lançou, na sexta-feira (25), sua Plataforma de Saúde para as
eleições municipais com a participação da presidenta Luciana Santos, do
governador Flávio Dino e da deputada federal Jandira Feghali. Diretrizes
consideram medidas de combate à pandemia, assim como de fortalecimento
do atendimento universal e gratuito à saúde.
Lançamento da Plataforma de Saúde para as Eleições Municipais.
O
lançamento virtual da Plataforma de Saúde para as
Eleições Municipais
defendeu diretrizes básicas para a defesa d saúde pública nas eleições
municipais de 2020, como forma de garantir um sistema universal, inclusivo e
solidário para a população mais vulnerável em meio a políticas de desmonte do
estado brasileiro.
Essas
diretrizes foram defendidas e analisadas durante o ato de lançamento da
Plataforma para a Saúde nas Eleições Municipais, ocorrido nesta sexta (25), com
presença do governador do Maranhão, Flávio Dino, da vice-governadora de
Pernambuco e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, do secretário de
Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, de Jorge Venâncio, conselheiro nacional
de saúde e coordenador do Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) e do
farmacêutico Ronald Santos da Comissão Nacional de Saúde do partido. O
evento foi mediado pelo jornalista e escritor Osvaldo Bertolino.
RonaldSantos
destacou a intervenção e presença do partido na elaboração de políticas
públicas para a área que é considerada em pesquisas a principal
preocupação da população. “Além de defensores do povo, temos propostas e
capacidade de gestão. Temos a convicção de que é possível colocar os
serviços públicos sob os interesses da população e ter mecanismos e
caminhos para dar concretude a isso, agora, nas eleições municipais de
2020”, afirmou.
Luciana Santos
ressaltou o momento afirmativo do partido, em que apresenta essa
plataforma voltada para o fortalecimento do SUS, num momento de pandemia
de Covid-19, em que o sistema público de saúde se mostrou absolutamente
necessário para a defesa da vida.
“A defesa
da proteção social e a defesa da vida está no DNA do nosso partido. Não somos
um partido só de eleição, mas somos um corpo que vive o dia a dia do país, que
pensa no cotidiano do nosso povo”, declarou.
Ela
reafirmou que a plataforma é um verdadeiro programa, que precisa se transformar
em bandeiras com ideias-força para estar na boca da militância. “Estamos
próximos das 150 mil mortes e a defesa da vida e do SUS se tornaram movimentos
centrais da atual conjuntura, em que vivemos a pior crise sanitária e social do
último século”.
Luciana
enfatizou o papel da bancada omunista de parlamentares, que atuou na linha de
frente para aprovar medidas como o auxílio emergencial, recursos
extraordinários na compra de equipamentos e a constituição de unidades de
terapia intensiva, como a relatoria da Lei Aldir Blanc, por Jandira Feghali.
Para
ela, a Covid-19 demonstrou a forte desigualdade do país. “O CEP, o local onde
as pessoas moram, se tornou um forte indicativo do número de mortes. As
periferias são os locais onde os pretos e pobres mais perdem as vidas nessa
pandemia”, criticou.
Ela
também mencionou a experiência em políticas públicas de saúde do PCdoB. “Temos
a experiência no governo federal, com a criação e implementação de muitos
programas inovadores de saúde, assim como nas prefeituras e governos estaduais,
com particular atenção à população negra e pobre, mais vulnerável aos problemas
de saúde”, lembrou.
Ela
terminou destacando o “caráter nocivo” da intervenção de Bolsonaro, “sabotando
as medidas de isolamento social, recursos de emergência, dois ministros da
saúde caindo durante a pandemia, mostrando o descaso com a saúde da população”.
A parlamentar Jandira Feghali
considera estratégico o embate sobre a importância do Sistema Único de
Saúde, pois a pandemia não garante a interrupção do desmonte do estado e
da saúde pública.
Ela defendeu diretrizes básicas nas eleições
municipais de 2020, como forma de garantir, em meio a políticas de desmonte do
estado brasileiro, saúde pública de qualidade, gratuita e para todos,
especialmente para a população mais vulnerável.
Jandira ressaltou o caráter histórico do
PCdoB lançar, pela primeira vez, uma plataforma de saúde num momento dramático
de pandemia. “Os comunistas participam, há décadas, desse debate sobre a
construção do Sistema Único de Saúde desde a redemocratização e na
Constituinte, numa luta de resistência e conquista permanente”, afirmou.
“As eleições vão
estabelecer um quadro de quantos prefeitos vamos ter que defendem o SUS,
quantos vereadores vão fazer essa defesa, para que a gente tenha um tecido
social para as disputas maiores que vamos fazer a partir de então, para
resgatar essa contribuição histórica dos comunistas na defesa do SUS, da vida,
da tecnologia e da qualidade de vida das pessoas”, anunciou.
Com todas as políticas de
redução do estado e políticas de desconstitucionalização do SUS, de acordo com
a parlamentar, foi essa capilaridade, controle social e capacidade de
resiliência que deu a condição de resistir e não perder o SUS no texto
constitucional. “Apesar de todos os limites, as asfixias, e os embates que ele
sofreu, foi o que fez o SUS acontecer até hoje”.
Apesar do SUS ter tornado visível sua
importância na pandemia, com a vigilância em saúde ter sido visível e
fundamental, tanto do ponto de vista epidemiológica, sanitário, ambiental e no
trabalho dos profissionais de saúde, ele continua em risco. “Diante de um
governo de características fascistas e de uma agenda que faz parte de uma meta
que é o desmonte do estado brasileiro, o desfecho não está dado. É um alerta
sobre o desmonte do estado pelo confronto com o SUS e as reformas em andamento
com imensa precarização no mundo do trabalho e necessidade de ameaça de muitos
setores de privatização”.
Ela pontuou as
diretrizes defendendo um plano permanente de enfrentamento da pandemia nas gestões
municipais, medidas preventivas como segurança alimentar e saúde da família,
investimentos e estímulo à tecnologia e inovação para reduzir a dependência de
importados na saúde. Outros pontos que a pandemia reforçou foi a necessidade de
manter a capacidade instalada com a emergência da Covid-19, assim como o
combate efetivo às fake news e à desinformação em saúde.
A luta
contra a emenda do teto é decisiva, na opinião da parlamentar. “Mesmo
que lutemos pela reforma tributaria, tributação progressiva, tributação
das fortunas, sobre o patrimônio, com a emenda do teto, a gente arrecada
e não pode gastar. Temos que arrebentar com o teto!”, concluiu.
Nésio Fernandes
imagina um novo SUS, que atenda melhor a realidade do povo, a partir da
ocupação de espaços de poder político pelos setores avançados das
classes populares e os setores progressistas. Como secretário de Estado,
ele enfatizou o privilégio de trabalhar no município, no bairro, com a
unidade básica de saúde, criando vínculos com a população e suas
necessidades.
“Ter
na carteira de serviços, na agenda política, um conjunto de medidas
capazes de transformar o SUS da Constituição no SUS real da vida do
povo, é uma agenda possível que qualquer gestor que ocupa espaço de
poder político, mesmo em momentos de adversidade, pode fazer muita
coisa”, defendeu o médico formado em Cuba, salientando a capacidade
daquele país em oferecer a melhor saúde do mundo apesar das dificuldades
econômicas.
“Isso só é possível em contexto de adversidade,
quando há projetos reais concretos e ousadia; e é isso que nossa
organização propõe ao povo brasileiro: que participe das eleições para
construir um projeto de nação mais avançado”, declarou o gestor.
Ele
pontuou medidas tomadas em sua gestão em Palmas (TO), que levaram ao
avanço da atenção primária em saúde, por meio de coordenação complexa do
sistema. Também falou da ousadia de criar formação municipal em saúde
para garantir qualificação profissional. “Foi uma gestão premiada
nacionalmente porque havia um prefeito avançado, gestão avançada e
comprometimento dos trabalhadores”, ressaltou.
Essa é, na opinião
dele, uma característica importante da gestão municipal, ao criar
movimento entre os trabalhadores da saúde, a população precisa
reconhecer, participar e se sentir pertencente das conquistas e avanços
da saúde. A gestão precisa ter uma escuta qualificada das demandas da
população. “Esse componente protetor da política pública que é o
controle social, precisa ser valorizado por qualquer candidatura do
nosso campo”, defendeu.
Nésio considerou que, quando se otimiza
os recursos mínimos de saúde, sem terceirização, é possível testemunhar o
fenômeno da classe média utilizando a atenção básica em saúde. Em
Palmas, ele observou isso, devido à sensação de segurança da população
no serviço de atenção primária em saúde se comparado com os planos de
saúde.
Ele
destacou entre as diretrizes da plataforma, o estímulo a formação de
polos de tecnologia e inovação em saúde nos municípios. Para isso, ele
considera que recursos de custeio investidos em terceirização e
políticas de baixo desempenho sejam absorvidos para isso, especialmente
em grandes municípios com impacto regional.
Ele ainda mencionou o
trabalho exitoso da gestão estadual do Espírito Sando na contenção da
pandemia, por meio de informação diária para a população, sem ter
colapsado o sistema em nenhum momento. A expansão da testagem também foi
considerada, por ele, fundamental para o controle da pandemia no
estado.
Jorge Venâncio considera que o principal mérito da
plataforma é demarcar com os principais erros cometidos no enfrentamento da
pandemia. “A primeira demarcação que acho importante é com a postura de que não
há nada a fazer diante da pandemia. Que estamos condenados a assistir esse
festival de óbitos, enquanto as pessoas no governo defendem a inércia, não
fazer nada, sob a justificativa falsa de que o STF o proibiu de agir”, disse.
Ele também avalia que
a proposta de um isolamento social por tempo indeterminado também é inviável,
como demonstram os fatos. Por isso, a proposta da plataforma visa a expandir a
testagem e a vigilância sanitária para manter confinamento somente para contaminados.
“Temos um exército de 300 mil agentes comunitários de saúde que ficaram
praticamente inertes nesse processo por falta de comando centralizado”, lamentou.
Ele
também reforçou o papel do método científico para desmascarar falsas
polêmicas como a de que a cloroquina seria um remédio milagroso para
Covid-19. Podiam ter sido realizadas duas vezes pesquisas que
comprovassem a eficácia da cloroquina, no entanto, não foram feitas, e
se foram tiveram o resultado escondido. “Essa tentativa de fabricar
falsas soluções faz parte do sentimento de impotência desse governo, que
não acredita em si mesmo, nem merece nossa confiança. Esta é a mensagem
central dessa plataforma”, concluiu.
O governador do
Maranhão, Flávio Dino, encerrou o
lançamento dizendo da primazia que o tema da saúde ganhou no debate eleitoral.
Ele considera que podemos ter a convicção de terminar 2020 com a vitória da
batalha da reafirmação do SUS. “Havia uma visão de que o SUS era acessível, mas
ineficiente. Conseguimos virar a chave que evidenciou para a sociedade a
eficiência do sistema, que nós já sabíamos”, observou.
Ele acredita que o
SUS pode se tornar, como no Reino Unido, um patrimônio da sociedade que nem a
direita ataca, porque a população protege.
Flávio diz que pegou
o Maranhão com 80 leitos de tratamento intensivo e, independente da pandemia,
ampliou para 310 em cerca de cinco anos. “Isso determinou que pudéssemos
enfrentar a pandemia com poucos hospitais de campanha, apenas dois”, relatou.
O
governador alertou para o iceberg de crise econômica que o país vive,
em que se enxerga apenas o preço do arroz e o câmbio descontrolado, mas
que a maior parte do problema ainda está submersa. Segundo ele, a
inviabilidade fiscal do país é expressa abertamente pelo governo no
rebaixamento do piso de orçamento da saúde e da educação para atender ao
teto de gastos, o que ele considera “criminoso e uma falácia”.
Ele
alerta para que esta plataforma eleitoral proteja a saúde, já que o
governo não sabe o que fazer para resolver a crise fiscal. “Eles vão
tentar a CPMF porque não querem mexer no patrimônio dos ricos
bilionários”, analisou. “Precisamos estar atentos para que eles não
queiram resolver o problema que eles criaram com a equivocada e
inusitada emenda 95, em cima dos recursos do SUS e da educação”.
“Nenhum
país do mundo tem esse teto de gastos. E eles criaram um impasse
brutal, em que, mesmo que eles tenham receita, não podem gastar, por
isso enxergam como saída constranger os gastos com serviços públicos, o
que é inegociável”, concluiu o governador.