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domingo, 29 de novembro de 2020

RESISTÊNCIA - Paulo Vinícius Silva - Aprendamos com Manuela



RESISTÊNCIA - Paulo Vinícius Silva

E quando parecia ser tudo derrota,

Ela veio.


E disse com uma firmeza ainda mais assentada:

Perdêramos uma batalha, 

mas a luta segue, amigas, camaradas!

E a gente pensou... como  pode? Tão forte!


Então, democrática e serena, ela nos contou seu segredo.

Disse-nos porque tinha fé.


E ela chamou sua força e a mostrou diante de todos:

- seu esposo, seu enteado, sua filhinha.

Era essa a sua Fortaleza.


Mas, olhando melhor, ao redor, 

perto dela, 

no mesmo espírito de união e amor pela cidade, há líderes do povo.

E há as mulheres,

a juventude e as crianças,

as mães e muitos pais, todas as cores, idades, amores,

e os sonhos, e a verdade

e todo o universo. 


A força de Manuela é 

a força das pessoas comuns.


Elas perdem, elas ganham, elas lutam, mas 

jamais desistem.


Assim nossas mães nos ensinaram.


E esses elos frágeis, evanescentes,

de seres humanos tão limitados,

à luz do Coletivo,

da História.

Oh! Quanta potência! Quanta transformação!


E nós que ansiamos tanto pela alvorada, 

é certo que verteremos uma lágrima.


Mas olhamos para o que se ergueu indômita, 

numa semeadura por entre pedras...

Cada semente que cresceu tem o brilho dos sóis, porque filha do combate, filha da provação. 

E olhamos os aliados, olhamos uma ampla resistência.

Que importa se a hora não é agora?!

Com o povo saberemos fazer a hora.


É preciso sentir o cheiro da chuva.

Já podemos sentir nos ossos a chuva que vem?

É preciso semear. 

É preciso lutar.

Aprender a resistência com ela,

Manuela.

Manuela se dirige à militância e à população de porto Alegre ao fim do 2o. turno

Manuela se dirige à militância e à população de porto Alegre.

sábado, 21 de novembro de 2020

SARTO E ELCIO EM FORTALEZA, VOTE 12, O AMOR À NOSSA CIDADE NÃO DÁ PASSO ATRÁS - Paulo Vinícius Silva


Não tenho a menor dúvida. Peço voto para o Sarto e o Elcio, 12. Não adianta conversa fiada: a única maneira de derrotar as forças trevozas do obscurantismo e da ditadura na eleição em Fortaleza, é defendendo e votando no 12, elegendo Sarto e Elcio para prefeitura de Fortaleza.
Elcio, o vice, é um bom colega, Sociólogo, muito capaz, da minha época de UFC, qualificado e hábil; entende de segurança pública, não pela violência, mas com a Ciência. Sempre foi um amigo e um democrata.
Forma uma dupla boa com o Sarto, quadro muito experiente da política cearense, numa Fortaleza que já avançou muito, mas guarda chagas terríveis e precisa de gente competente, e não do perigo da extrema direita violenta, cujo ódio conhecemos. Fortaleza é terra de liberdade, e seguirá livre e guerreira.
Não podemos dar um passo atrás, deixar o obscurantismo e a violência vencerem. Sarto representa o PDT de Ciro, e Elcio é uma renovação importante. Não são amadores, tem toda chance de zelar e melhorar a cidade. Prometem o mais importante: diálogo.
Voto nulo, abstenções, deixar de votar, tudo isso é cumplicidade com o fascismo, a violência, a incompetência, na nossa cidade... Já houve sangue demais.NÃO! O que Fortaleza precisa é de emprego, cultura, alegria, Desenvolvimento e paz. Por isso, é fundamental a eleição de Sarto e Elcio, com voto no 12.
Saúdo ao mesmo tempo a pronta ação de Ciro, no sentido de angariar apoio a Manuela d'Ávila, 65, do PCdoB, na cidade de Porto Alegre e no PDT, contando com a força de Juliana Brizola e todo um simbolismo.
É a hora de fazer gestos assim, pela democracia, para derrotar o fascismo. É preciso entender que a pátria e a democracia correm perigo, e centrar fogo no inimigo maior. É preciso ter grandeza entre nós.
Ser realista é compreender a necessidade de unir as forças democráticas, patrióticas e de esquerda contra os asseclas de Bolsonaro. É a hora de Derrotar a Extrema direita com a Frente Ampla e a recomposição da democracia do nosso país. Vamos vencer!
É preciso resistir, não retroceder, e avançar! E é possível. Então, sem distrações: Frente Ampla em Fortaleza com Sarto e Elcio, vote 12! Fortaleza avançará muito mais com a derrota da extrema direita em todo o Brasil!
Frente AMPLA contra o Fascismo!
Democracia sempre!@ Sarto e Elcio 12 para a Prefeitura de Fortaleza.



sexta-feira, 20 de novembro de 2020

terça-feira, 17 de novembro de 2020

NERVO, AMOR E ATITUDE- Frente Ampla e vencer o Segundo Turno - Paulo Vinícius Silva


NERVO, AMOR E ATITUDE.
PARA VENCER, SÓ COM UNIÃO.
FRENTE AMPLA E PROTAGONISMO POPULAR
Já vencemos o 2° turno em Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza - no mínimo?
Não.
Já estamos unidos?
Não.
Já ampliamos para poder ter a metade mais um voto?
Não.
Já preparamos como vencer nas ruas, numa onda avançada para afirmar a frente ampla?
Não.
Já acabou a pandemia?
Não.
Então, meu camarada, minha camarada, dediquemo-nos a isso, porque a avaliação tem espaço e sobretudo tem tempo: o da decisão das coisas da vida que ainda estão em curso... O povo nos deu o caminho, há muito que fazer! Batalhas de tiro curtíssimo!
Parafraseando a canção portuguesa: Avante, camarada avante! Faz do povo a tua voz! Avante camarada, avante camarada, e o sol brilhará para todos nós!
A vitória do povo e a derrota do bolsonarismo é a única coisa que importa nesse momento. Vamos para dentro do segundo turno com toda a força! Frente Ampla e protagonismo redobrado dos/as comunistas.
Nós podemos vencer! Manuela, Rosseto são 65, e com o povo podem resgatar Porto Alegre. Quanto poderá a esquerda unida em São Paulo? Haveremos de derrotar o fascismo em Fortaleza para que ela siga exemplo de liberdade, como Bárbara de Alencar! São Luís voltará ao passado? Nunca mais grilhões!
E há mais tantas batalhas, agora! Como dizia Diógenes Arruda Câmara Ferreira: "ampliar radicalizando e radicalizar ampliando". Estamos sempre aprendendo a justeza dessa relação dialética e a oportunidade de implementá-la é agora. A crítica justa é sempre movida pelo amor e pela preocupação da síntese libertadora, catalisadora do melhor em nós.
Força, Brio, Atitude, é a hora!
Avante camaradas!

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Eleições de 2020: só une quem tem voz e luz próprias. Paulo Vinícius Silva

Os desdobramentos políticos de 2020 seguem surpreendentes, como o ano surpreendente, e muitas vezes triste, que vivemos. A disputa política no campo progressista e a realidade concreta das eleições municipais ocasionaram a dispersão do campo progressista, em um momento de crescimento estarrecedor da popularidade de Bolsonaro. Diante deste pasmo, extraio algumas lições:

- O impressionante efeito de programas que fazem o recurso chegar na ponta, aos mais pobres e sua importância para a economia nacional é inegável. O Bolsa Família e o Auxílio Emergencial mostraram como a renda básica de cidadania tem um caráter salvífico, redentor, numa nação afundada na desigualdade;

- Desde a negativa de apoio de Ciro a Haddad e Manu em 2018, vemos sucessivas demonstrações de incapacidade das maiores forças políticas de esquerda entenderem que a Frente Ampla é o único caminho para vencer o bolsonarismo. Durante 2 anos de DR, ataques e demarcações de parte a parte, o cenário é soturno. Esse desacordo fundamental que cinge PT e PDT é o principal responsável pelo vácuo político no campo progressista que impulsiona a extrema direita. Bolsonaro, vendo que uma oposição - que detinha a maioria - era incapaz de unir-se, fez a frente conservadora. Deixou de demagogia, e definiu a feição de seu governo, agregando a direção de Trump, o pentecostalismo de negócios, parasitas e especuladores financeiros, grileiros, madeireiros, desmastadores e reis do gado com o "Centrão", que nada mais é que o a base conservadora mais sólida e fiável para todo tipo de trairagem e negociata contra o país.

Ora, ora. Unir seu campo e dividir o do adversário(a) é o básico em política. Enfrentar  inimigo principal é outra lição. Que preço cobrará a arrogância dos maiores partidos da esquerda brasileira? E dos demais, o que deles se espera? Que fiquem olhando os graúdos e aguardem?!

As vitórias que tivemos até agora advieram da política de Frente Ampla. O Auxílio Emergencial, O FUNDEB e a lei Aldir Blanc demonstraram o potencial de uma ação coordenada, realista, articulada, ampla e justa.

As derrotas que se anunciam também decorrem em grande medida de não termos uma política de Frente Ampla. O PT e o PSOL, em diferentes momentos e circunstâncias, e com destaque para o PT, colaboraram com a Cláusula de Barreira, ou seja: de acordo com um percentual de votos nessas eleições já tão maculadas, haverá a redução de partidos. O mesmo PT que recusa a Frente Ampla operou para que os partidos de esquerda menores que a sigla de Lula, fossem crescentemente excluídos da vida democrática. Na lógica tradeunionista, pragmática e burra, pensaram o aquilo que publicamente expressou seu dirigente nacional Breno Altman, quem em posts, digamos assim, de garoto maroto, afirma: 

"O PCdoB luta com muitas dificuldades para alcançar a cláusula de barreira em 2022. Não seria a hora de se integrar ao PT como corrente interna? Os petistas, de quebra, além da incorporação desse valoroso partido, teriam quadros como Dino e Manuela para a estratégia presidencial."

E ainda:

"A cláusula de barreira, em si, não é antidemocrática. Ao contrário: importante para impedir formação dos partidos de aluguel e fragmentação parlamentar. Mas precisa ser completada com o instituto das federações partidárias, para impedir que partidos ideológicos sejam ceifados." 

É comovente a "solidariedade"  e risível a ignorância. A sabedoria, então, ai, ai. Ora, a Cláusula de Barreira é antidemocrática por essência, e é universalmente - junto com o voto distrital - aplicada para a exclusão das minorias, da esquerda, do povo, que é excluído do jogo eleitoral. Escancara-se  assim o incômodo no PT com as posições próprias do PC e o desejo de o eclipsar. Desvela-se a burrice de quem nos constrange à cooptação, ignorando a densidade ideológica e a História, que não começou em 1980. Por outro lado, resolve um problema das classes dominantes, cujos partidos carecem desesperadamente de união consevadora, para não desaparecerem, eclipsados pela extrema direita bolsonarista. É apenas um dos episódios em que o PT erra. Longe de liderar uma ampla frente, apequena-se, fecha-se, ao tempo em que vira alvo fácil.

Desse modo, nem frente de esquerda, nem frente ampla, e sim pulverização e sinais claros de derrota nas eleições municipais, não só do PT, mas do campo progressista.

Ora, num tal cenário, que deveria fazer o PCdoB, imprensado pela esquerda e pela direita? Ser aba daqueles responsáveis pela divisão?!   Tomou para si as lições do então camarada Carlos Drummond de Andrade e disse:

Quando nasci, um anjo torto
Desses que vivem na sombra
Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida

Ou seja, vai pra cima, PC! No rumo do nosso centenário, fica claro que só haverá unidade se nossa voz for respeitada. Assim foi também no movimento sindical. Anos e anos dentro da CUT nos ensinaram que ou teríamos voz própria, ou não viria a unidade. Dialeticamente, só tendo voz e cara própria poderemos nesse cenário defender a unidade e a existência do PCdoB. Assim, nosso Partido, experiente, vivo, cheio de ginga e de amor ao povo brasileiro, decidiu botar para moer, e pôs. Aonde houver chance de unir, união a mais ampla possível, aonde prevaleceu a dispersão, cara própria, contar com as próprias for;cas, não ser aba  e fazer o quociente. Assim, em Porto Alegre, com Manuela; em São Luís, com Rubens; em Florianópolis com Elson (PSOL); no Rio, com Benedita (PT) e a Enfermeira Rejane (PCdoB); em Belém, com Edmilson Rodrigues (PSOL), são exemplos de um princípio de unidade, na esquerda. País afora, no entanto, a dispersão tal que fomos confrontados infelizmente com a necessidade de resistir ou fenecer. E aqui, cair, em pé ou deitado, não é opção. As almas sebosas que e frustrem, nós venceremos a cláusula de Barreira e construiremos mais 100 anos de lutas.

Essa determinação levou ao mais ousado projeto do PCdoB em eleições municipais de sua história. O Partido se desdobra, tão pobre e combatido pelos poderosos e gringos, e faz das tripas coração, mas lançou suas chapas país afora, incluindo as candidaturas a Prefeitura em 13 capitais. E assim, com ousadia e generosidade, apresenta chapas de inegáveis qualidade e representatividade. Só fera: em São Paulo, Orlando Silva e a enfermeira e bancária Andréa; em Salvador, Olívia Santana, a cara do povo e da luta; em Fortaleza, o Professor Anízio e a legendária Helena Serra Azul; em Belo Horizonte, meu ex-presidente da UJS, Wadson Ribeiro;  Curitiba (PR), com Camila Lanes e Dr. Zequinha;  Maceió (AL), com Cícero Filho e Maria Yvone; Manaus com Marcelo Amil e Dora Brasil, e Natal com Fernando Freitas e Joana Lopes; Porto Velho (RO), com Samuel Costa, e em Vitória (ES),  Namy Chequer.

Em cada cidade, o Partido se desdobra em ampliar sua influência social, enfrentando as barreiras e a pandemia, com o foco em três questões: a nossa própria contribuição para tornar nossas cidades mais humanas,  na nossa independência e existência, superando o quociente eleitoral, ter voz ativa na eleição e lutar pela vitória do campo progressista. Assim, criou o Movimento 65, e precisa de plataformas ainda mais amplas para construir as múltiplas escadas que levam o povo da luta cotidiana até a consciência avançada. O PCdoB precisa se dirigir diretamente ao povo para crescer e poder influenciar mais fortemente os destinos do país, por mais do que nunca o Brasil precisa do PCdoB. Não temos dinheiro, mas temos vontade, verdade, a cara do povo, e sabemos como cuidar bem das pessoas, da política e dos dinheiros públicos. E o povo precisa saber.

A partida começou. Haverá uma derrota universal? Poderemos nos unificar em torno das candidaturas frente amplistas e vencer no segundo turno? Haverá cabeças de lança que ampliem nossa liderança e alcem nossa voz. Tudo depende da política, contato e do voto. Tenho muita esperança que as vozes comunistas nas eleições municipais ajudarão às vitórias do povo. Isso se fará, entretanto, na medida exata de resistirmos firmes, e fazermos um trabalho consciente, das redes às ruas, das ruas às redes e para a urna. O PCdoB, que lançou Manuela a Presidenta e que assumiu espaço na chapa nacional em 2018 na vice, que projetou Flávio Dino ao patamar de Presidenciável, é o mesmo PCdoB que falará ao nosso povo, olhos nos olhos, na metade das capitais dos estados brasileiros.

Firmeza, trabalho, método, boa política, candidatos filhos do nosso povo, teremos nossas vozes para combater o bom combate pela vida de nossa gente, nos municípios brasileiros. Imagino a felicidade ter esse direito de votar no 65, de ter esses candidatos e candidatas tão representativos, de luta, nossos camaradas queridos. E, claro, preparem o lombo, porque somos pedra e vidraça.

Unir onde pudermos unir, mas contar sempre, primeiro, com nossas próprias forças, e aprender com esse desafio que veio para ficar, as chapas e as candidaturas próprias do PCdoB. Somente com cara e voz própria é que içaremos a bandeira da vitória, a bandeira da unidade, a bandeira da Frente Ampla.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Una indígena canadiense graba al personal de un hospital insultándola antes de morir - Russia Today

Publicado:

El caso ha provocado una serie de vigilias y protestas en contra del racismo que enfrentan los indígenas en el país norteamericano.
Una indígena canadiense graba al personal de un hospital insultándola antes de morir

Una indígena canadiense de la comunidad Atikamekw ha fallecido este lunes en un hospital de Joliette, en Quebec. Mientras la paciente agonizaba, trabajadores del centro médico la insultaron varias veces sin saber que la mujer estaba grabando todo con su celular.

El video, transmitido en vivo a través de Facebook, registra perturbadoras imágenes de los últimos momentos de Joyce Echaquan. En él se escucha al personal sanitario decir frases como: "Eres estúpida como el infierno", "Solo sirve para tener sexo, mejor estaría muerta", entre otras.

ADVERTENCIA: El siguiente video puede herir su sensibilidad

 

 

 

"Tengo siete hijos que se encuentran sin madre […] Estoy triste. Estoy tan triste", se oye decir a Joyce tras pedir ayuda repetidamente. "¿Has terminado de actuar como tonta? ¿Ya terminaste?", "Tomaste algunas malas decisiones, querida […] ¿Qué van a pensar tus hijos al verte así?", le responden los trabajadores en diferentes momentos.

Según contó a medios locales el esposo de la fallecida, Carol Dubé, su pareja acudió al hospital por un dolor de estómago el sábado y "dos días después murió". Otros familiares comentaron que la mujer padecía problemas cardíacos y consideran que le estaban dando demasiada morfina.

La muerte de Joyce, de 37 años, ha provocado una serie de vigilias y protestas en contra del racismo que enfrentan los indígenas en el país norteamericano. El Consejo de la Nación Atikamekw (CNA) interpeló al gobierno de Quebec sobre las circunstancias que precedieron al fallecimiento de la mujer.

"Es lamentable que en el 2020 este comportamiento todavía pueda ocurrir. Es responsabilidad de todos denunciarlo, especialmente en el contexto de los servicios de salud, cuyas normas éticas deberían protegernos del racismo", declaró el jefe del CNA, Constant Awashish.

Por su parte, las autoridades han anunciado el inicio de una investigación forense y administrativa. En una conferencia de prensa, el primer ministro de Quebec, François Legault, calificó el incidente como "inaceptable" y anunció que una de las enfermeras involucradas ya ha sido despedida.








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    quarta-feira, 30 de setembro de 2020

    Propostas do PCdoB-65 para a eleição de 2020 na defesa do - SUS


    O PCdoB lançou, na sexta-feira (25), sua Plataforma de Saúde para as eleições municipais com a participação da presidenta Luciana Santos, do governador Flávio Dino e da deputada federal Jandira Feghali. Diretrizes consideram medidas de combate à pandemia, assim como de fortalecimento do atendimento universal e gratuito à saúde.

    Lançamento da Plataforma de Saúde para as Eleições Municipais.

    O lançamento virtual da Plataforma de Saúde para as Eleições Municipais defendeu diretrizes básicas para a defesa d saúde pública nas eleições municipais de 2020, como forma de garantir um sistema universal, inclusivo e solidário para a população mais vulnerável em meio a políticas de desmonte do estado brasileiro. 

    Essas diretrizes foram defendidas e analisadas durante o ato de lançamento da Plataforma para a Saúde nas Eleições Municipais, ocorrido nesta sexta (25), com presença do governador do Maranhão, Flávio Dino, da vice-governadora de Pernambuco e presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, do secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, de Jorge Venâncio, conselheiro nacional de saúde e coordenador do Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) e do farmacêutico Ronald Santos da Comissão Nacional de Saúde do partido. O evento foi mediado pelo jornalista e escritor Osvaldo Bertolino.

    Ronald Santos destacou a intervenção e presença do partido na elaboração de políticas públicas para a área que é considerada em pesquisas a principal preocupação da população. “Além de defensores do povo, temos propostas e capacidade de gestão. Temos a convicção de que é possível colocar os serviços públicos sob os interesses da população e ter mecanismos e caminhos para dar concretude a isso, agora, nas eleições municipais de 2020”, afirmou.

    Luciana Santos ressaltou o momento afirmativo do partido, em que apresenta essa plataforma voltada para o fortalecimento do SUS, num momento de pandemia de Covid-19, em que o sistema público de saúde se mostrou absolutamente necessário para a defesa da vida.

    “A defesa da proteção social e a defesa da vida está no DNA do nosso partido. Não somos um partido só de eleição, mas somos um corpo que vive o dia a dia do país, que pensa no cotidiano do nosso povo”, declarou.

    Ela reafirmou que a plataforma é um verdadeiro programa, que precisa se transformar em bandeiras com ideias-força para estar na boca da militância. “Estamos próximos das 150 mil mortes e a defesa da vida e do SUS se tornaram movimentos centrais da atual conjuntura, em que vivemos a pior crise sanitária e social do último século”.

    Luciana enfatizou o papel da bancada omunista de parlamentares, que atuou na linha de frente para aprovar medidas como o auxílio emergencial, recursos extraordinários na compra de equipamentos e a constituição de unidades de terapia intensiva, como a relatoria da Lei Aldir Blanc, por Jandira Feghali.

    Para ela, a Covid-19 demonstrou a forte desigualdade do país. “O CEP, o local onde as pessoas moram, se tornou um forte indicativo do número de mortes. As periferias são os locais onde os pretos e pobres mais perdem as vidas nessa pandemia”, criticou.

    Ela também mencionou a experiência em políticas públicas de saúde do PCdoB. “Temos a experiência no governo federal, com a criação e implementação de muitos programas inovadores de saúde, assim como nas prefeituras e governos estaduais, com particular atenção à população negra e pobre, mais vulnerável aos problemas de saúde”, lembrou.

    Ela terminou destacando o “caráter nocivo” da intervenção de Bolsonaro, “sabotando as medidas de isolamento social, recursos de emergência, dois ministros da saúde caindo durante a pandemia, mostrando o descaso com a saúde da população”.

    A parlamentar Jandira Feghali considera estratégico o embate sobre a importância do Sistema Único de Saúde, pois a pandemia não garante a interrupção do desmonte do estado e da saúde pública.

    Ela defendeu diretrizes básicas nas eleições municipais de 2020, como forma de garantir, em meio a políticas de desmonte do estado brasileiro, saúde pública de qualidade, gratuita e para todos, especialmente para a população mais vulnerável.

    Jandira ressaltou o caráter histórico do PCdoB lançar, pela primeira vez, uma plataforma de saúde num momento dramático de pandemia. “Os comunistas participam, há décadas, desse debate sobre a construção do Sistema Único de Saúde desde a redemocratização e na Constituinte, numa luta de resistência e conquista permanente”, afirmou.

    “As eleições vão estabelecer um quadro de quantos prefeitos vamos ter que defendem o SUS, quantos vereadores vão fazer essa defesa, para que a gente tenha um tecido social para as disputas maiores que vamos fazer a partir de então, para resgatar essa contribuição histórica dos comunistas na defesa do SUS, da vida, da tecnologia e da qualidade de vida das pessoas”, anunciou. 

    Com todas as políticas de redução do estado e políticas de desconstitucionalização do SUS, de acordo com a parlamentar, foi essa capilaridade, controle social e capacidade de resiliência que deu a condição de resistir e não perder o SUS no texto constitucional. “Apesar de todos os limites, as asfixias, e os embates que ele sofreu, foi o que fez o SUS acontecer até hoje”.

    Apesar do SUS ter tornado visível sua importância na pandemia, com a vigilância em saúde ter sido visível e fundamental, tanto do ponto de vista epidemiológica, sanitário, ambiental e no trabalho dos profissionais de saúde, ele continua em risco. “Diante de um governo de características fascistas e de uma agenda que faz parte de uma meta que é o desmonte do estado brasileiro, o desfecho não está dado. É um alerta sobre o desmonte do estado pelo confronto com o SUS e as reformas em andamento com imensa precarização no mundo do trabalho e necessidade de ameaça de muitos setores de privatização”.

    Ela pontuou as diretrizes defendendo um plano permanente de enfrentamento da pandemia nas gestões municipais, medidas preventivas como segurança alimentar e saúde da família, investimentos e estímulo à tecnologia e inovação para reduzir a dependência de importados na saúde. Outros pontos que a pandemia reforçou foi a necessidade de manter a capacidade instalada com a emergência da Covid-19, assim como o combate efetivo às fake news e à desinformação em saúde.

    A luta contra a emenda do teto é decisiva, na opinião da parlamentar. “Mesmo que lutemos pela reforma tributaria, tributação progressiva, tributação das fortunas, sobre o patrimônio, com a emenda do teto, a gente arrecada e não pode gastar. Temos que arrebentar com o teto!”, concluiu.

    Nésio Fernandes imagina um novo SUS, que atenda melhor a realidade do povo, a partir da ocupação de espaços de poder político pelos setores avançados das classes populares e os setores progressistas. Como secretário de Estado, ele enfatizou o privilégio de trabalhar no município, no bairro, com a unidade básica de saúde, criando vínculos com a população e suas necessidades.

    “Ter na carteira de serviços, na agenda política, um conjunto de medidas capazes de transformar o SUS da Constituição no SUS real da vida do povo, é uma agenda possível que qualquer gestor que ocupa espaço de poder político, mesmo em momentos de adversidade, pode fazer muita coisa”, defendeu o médico formado em Cuba, salientando a capacidade daquele país em oferecer a melhor saúde do mundo apesar das dificuldades econômicas.

    “Isso só é possível em contexto de adversidade, quando há projetos reais concretos e ousadia; e é isso que nossa organização propõe ao povo brasileiro: que participe das eleições para construir um projeto de nação mais avançado”, declarou o gestor.

    Ele pontuou medidas tomadas em sua gestão em Palmas (TO), que levaram ao avanço da atenção primária em saúde, por meio de coordenação complexa do sistema. Também falou da ousadia de criar formação municipal em saúde para garantir qualificação profissional. “Foi uma gestão premiada nacionalmente porque havia um prefeito avançado, gestão avançada e comprometimento dos trabalhadores”, ressaltou.

    Essa é, na opinião dele, uma característica importante da gestão municipal, ao criar movimento entre os trabalhadores da saúde, a população precisa reconhecer, participar e se sentir pertencente das conquistas e avanços da saúde. A gestão precisa ter uma escuta qualificada das demandas da população. “Esse componente protetor da política pública que é o controle social, precisa ser valorizado por qualquer candidatura do nosso campo”, defendeu.

    Nésio considerou que, quando se otimiza os recursos mínimos de saúde, sem terceirização, é possível testemunhar o fenômeno da classe média utilizando a atenção básica em saúde. Em Palmas, ele observou isso, devido à sensação de segurança da população no serviço de atenção primária em saúde se comparado com os planos de saúde.

    Ele destacou entre as diretrizes da plataforma, o estímulo a formação de polos de tecnologia e inovação em saúde nos municípios. Para isso, ele considera que recursos de custeio investidos em terceirização e políticas de baixo desempenho sejam absorvidos para isso, especialmente em grandes municípios com impacto regional.

    Ele ainda mencionou o trabalho exitoso da gestão estadual do Espírito Sando na contenção da pandemia, por meio de informação diária para a população, sem ter colapsado o sistema em nenhum momento. A expansão da testagem também foi considerada, por ele, fundamental para o controle da pandemia no estado.

    Jorge Venâncio considera que o principal mérito da plataforma é demarcar com os principais erros cometidos no enfrentamento da pandemia. “A primeira demarcação que acho importante é com a postura de que não há nada a fazer diante da pandemia. Que estamos condenados a assistir esse festival de óbitos, enquanto as pessoas no governo defendem a inércia, não fazer nada, sob a justificativa falsa de que o STF o proibiu de agir”, disse.

    Ele também avalia que a proposta de um isolamento social por tempo indeterminado também é inviável, como demonstram os fatos. Por isso, a proposta da plataforma visa a expandir a testagem e a vigilância sanitária para manter confinamento somente para contaminados. “Temos um exército de 300 mil agentes comunitários de saúde que ficaram praticamente inertes nesse processo por falta de comando centralizado”, lamentou.

    Ele também reforçou o papel do método científico para desmascarar falsas polêmicas como a de que a cloroquina seria um remédio milagroso para Covid-19. Podiam ter sido realizadas duas vezes pesquisas que comprovassem a eficácia da cloroquina, no entanto, não foram feitas, e se foram tiveram o resultado escondido. “Essa tentativa de fabricar falsas soluções faz parte do sentimento de impotência desse governo, que não acredita em si mesmo, nem merece nossa confiança. Esta é a mensagem central dessa plataforma”, concluiu.

    O governador do Maranhão, Flávio Dino, encerrou o lançamento dizendo da primazia que o tema da saúde ganhou no debate eleitoral. Ele considera que podemos ter a convicção de terminar 2020 com a vitória da batalha da reafirmação do SUS. “Havia uma visão de que o SUS era acessível, mas ineficiente. Conseguimos virar a chave que evidenciou para a sociedade a eficiência do sistema, que nós já sabíamos”, observou.

    Ele acredita que o SUS pode se tornar, como no Reino Unido, um patrimônio da sociedade que nem a direita ataca, porque a população protege.

    Flávio diz que pegou o Maranhão com 80 leitos de tratamento intensivo e, independente da pandemia, ampliou para 310 em cerca de cinco anos. “Isso determinou que pudéssemos enfrentar a pandemia com poucos hospitais de campanha, apenas dois”, relatou.

    O governador alertou para o iceberg de crise econômica que o país vive, em que se enxerga apenas o preço do arroz e o câmbio descontrolado, mas que a maior parte do problema ainda está submersa. Segundo ele, a inviabilidade fiscal do país é expressa abertamente pelo governo no rebaixamento do piso de orçamento da saúde e da educação para atender ao teto de gastos, o que ele considera “criminoso e uma falácia”.

    Ele alerta para que esta plataforma eleitoral proteja a saúde, já que o governo não sabe o que fazer para resolver a crise fiscal. “Eles vão tentar a CPMF porque não querem mexer no patrimônio dos ricos bilionários”, analisou. “Precisamos estar atentos para que eles não queiram resolver o problema que eles criaram com a equivocada e inusitada emenda 95, em cima dos recursos do SUS e da educação”.

    “Nenhum país do mundo tem esse teto de gastos. E eles criaram um impasse brutal, em que, mesmo que eles tenham receita, não podem gastar, por isso enxergam como saída constranger os gastos com serviços públicos, o que é inegociável”, concluiu o governador.

    Assista à íntegra do lançamento, abaixo:

     

    Coletivizando no Youtube