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domingo, 27 de dezembro de 2020

Da crítica e autocrítica para o Avante, camaradas! Paulo Vinícius Silva

"... nós somos "livres" para ir aonde nos aprouver, 
livres para combater não só o pântano, 
como também aqueles que para lá se dirigem!"(*)
Lênin, Que fazer. 
 
 

Se eu perco, no dia seguinte, não dou minha tristeza como repasto aos inimigos. Nada... Na derrota, os piores conselheiros são o rancor e o medo. Mobilizam errado ou paralisam. Na vitória, o melhor conselho é o antigo, memento mori, o escravo romano agachado na biga junto ao general que entrava em Roma em triunfo, dizendo-lhe: «Respice post te. Hominem te memento» (Olhe atrás de você. Lembre-se de que você é um homem). Para isso existem a crítica e autocrítica.

Crítica e autocrítica são coisas de comunista. Rogério Lustosa definiu como nos relacionamos com a crítica e autocrítica. Dizia: "nós devemos ser os mais severos críticos de nossos próprios erros". Longe de indesejável, esse processo é ápice, é o controle dos resultados pelo próprio coletivo, é quando operário(a) e jovem pode questionar de igual para igual dirigentes e líderes partidários. As direções todas, eleitas de baixo pra cima, também todas hão de ser avaliadas no processo normal do Centralismo Democrático, o funcionamento do PC, que se ampliará ainda mais no Congresso do Centenário do Partido Comunista do Brasil.  E é um processo feito com cuidado, carinho, até. Porque se a crítica é dura, ainda mais é a auto-crítica. A síntese promovida pelo coletivo leva o processo a bom termo. O prêmio é a política justa, "só isso". Só a justa consciência organiza a ação justa e eficaz. Dizia Lenin: "Sem consciência revolucionária não há movimento revolucionário".

Por isso, nas formas de resistência dos nossos povos e ancestrais, o Partido Comunista, em especial, assegurou um lugar na História, e no futuro. Ele surgiu como novidade diante da incapacidade dos  partidos social-democratas e socialistas em levar adiante a luta contra a Guerra, pela Paz e pelo Socialismo. O PC é mais jovem historicamente que muitos partidos que passaram à história como gestores do neoliberalismo, inclusive o PT.

O Anticomunismo não é uma novidade, é o tributo que a classe dominante e o reformismo pagam aos(as) mais consequentes lutadores(as) pelo socialismo. Decorre dessa convicção funda da classe dominante e de seus aliados: não podem deixar os comunistas atuarem livremente. A razão última é que a forma Partido Comunista resume compromissos básicos: o proletariado, a classe trabalhadora, como classe referente, assim como os camponeses; o Socialismo Científico; o Marxismo-Leninismo e a base de quase um século de luta em solo Brasileiro, reunindo uma experiência nacional, democrática e popular que é um patrimônio da democracia e da História do nosso povo.
 
Dessarte, a derrota é um momento. Muitas foram as vezes em que comunistas foram, não só derrotados(as), mas aniquilados(as), torturados(as), banidos(as) e mortos(as). Tantas foram as vezes em que se anunciou a derrota dos comunistas, quantos filhos e filhas o Partido Comunista deu pela democracia e pelo povo brasileiro. Mas a derrota não te define. A gente não se abate com a derrota, está aí o sorriso do Che Guevara, em meio à morte para o provar. Exige a Dialética que miremos, mesmo em cada batalha perdida, toda uma  série de ganhos preciosíssimos, imprescindíveis, porque escassos e heróicos. 
 
Há duas perguntas: O que ganhamos? O que perdemos? Há que ver com cuidado, juntar no embornal toda fruta machucada, pois isso é acumular forças num tempo marcado pela derrota estratégica e por um período conturbado de mudança geopolítica, de crispação das contradições do capitalismo nesta etapa claramente agônica e destrutiva que ameaça a humanidade. 

E, se no meio dos gestos balsâmicos de sarar as feridas, a dúvida nos morde, sobre a justeza do que fazemos, basta olhar ao redor. Vive nosso povo bem? O Capitalismo, que consequências traz à Humanidade?! O capitalismo não tem futuro. 
 
E o perfume juvenil sempre vivo no Partido Comunista, que atrai a juventude, as mulheres, a intelectualidade, vem dessa dupla: escudo e espada - crítica-autocrítica e unidade avassaladora - aliada à causa mais justa possível, o socialismo como estrada da emancipação humana. Armados com essas certezas, podemos perceber duas importantes vitórias que poderão descortinar caminhos. A mais importante é termos derrotado Bolsonaro e a extrema direita nas urnas em 2020. Essa era a disputa principal. Vitória, digamos sem pejo.

A segunda, é que agora os e as comunistas falamos diretamente ao povo brasileiro.  Novidade, sim, comunistas serem o ponto mais alto da representação dos anseios de unidade da Frente Ampla que esboça o nosso povo. Flávio Dino e Manuela inauguraram essa época histórica: O PCdoB mostra ter condições de ser uma alternativa política viável e interlocutor na Frente Ampla. Também essa vitória podemos contabilizar em 2020. Então, falar ao povo através de Dino, Manuela, Luciana Santos, Augusto Vasconcelos, Gustavo Petta, Orlando, isso é ouro. 

Isso deveria nos animar quanto à possibilidade de mudar o quadro político em profundidade, abrindo caminho para lideranças que apontem em voto e em política como superar a Cláusula de Barreira. Provavelmente a tibieza e a perda de cara própria não ajudarão em nada, fica a dica.
 
Nós somos uma jovem geração que tem a cara do Brasil, e precisamos completar essa transição que é continuidade e é mudança, construção geracional dos comunistas e de sua permanência na História da Nação Brasileira. Esse combinado é essencial para construirmos o segundo centenário do Partido Comunista e a consecução da libertação da Nação, da Democracia e dos direitos universais que será a face do nosso socialismo verde-amarelo. 

Mas, claro, houve derrotas. Há que sopesá-las cuidadosamente, são mais preciosas e sutis as suas lições, importantíssimas. Dizia o socialista Charles Chaplin, mais importante que terem nos feito mal é saber o que fizemos com esse mal, como ele nos afetou, o que saiu de SÍNTESE. Porque isso depende de nós, não do adversário. É como digerimos, e se nos salva ou nos mata.

Minha opinião é que as derrotas e vitórias nas eleições de 2020 são ouro puro para o PCdoB, que saiu com ampla capacidade de diálogo com o campo democrático e estará à mesa da Frente Ampla Progressista que se antevê. O Brasil não é para amadores. As vacilações e  confusões no interior da esquerda já causaram imenso dano e, se persistem, conformar-se-á uma Frente Ampla Conservadora que intentará manter o neoliberalismo escravista intocado, sem os males de Bolsonaro, um domínio de direita com desodorante, mas podre, porque perpetuador da desigualdade, da preacariedade e do parasitismo rentista contra o povo brasileiro. 

Ainda que as vitórias muito ensinem, é nas derrotas que está o nosso mapa do tesouro em 2022. Isso diferencia a autocrítica comunista da depressão, dos discursos da culpa, ou das desculpas esfarrapadas que eludem e iludem, mas são certamente o buraco mais fundo. A derrota é uma mãe ou um pai severo, há que ouvir. O pior seria a imobilidade frente ao quadro político e frente a si mesmo, porque seria prostrarmo-nos contra a mudança, que é inexorável. O pior seria nosso isolamento. Ao contrário, somos cada vez mais ouvidos(as).
 
Nós mudamos sempre, faz parte da nossa capacidade básica de permanência no Brasil. Mas aqui ninguém perde o rumo. E se já mudamos muito, mudamos menos do que o mundo, e mudaremos ainda mais, mas SEMPRE a mudança é para perseguir esse curso antigo, e sob a ausculta do nosso passado, com gana de futuro. Nós não abrimos mão do símbolo, do nome, do socialismo nem mesmo ante a Queda do Leste, avalie agora, que o Socialismo aponta como única alternativa para a sobrevivência da Humanidade.  E serão diversas as formas de socialismo, inclusive a brasileira, que nos cabe construir, pelo que passa o Novo Programa Socialista para o Brasil. Mais que a convicção da vitória, tenho a aterradora certeza de que nossa vitória salva vidas, é decisiva para a democracia, para os direitos do povo, para a integridade da Nação Brasileira e a Paz.

Assim, mudamos, mas ancorados no exemplo de lutas, na força do sangue dos mártires e no ideal de servir ao povo até o fim. E ancorados nas gerações comunistas, cujo exemplo e voz está ativa e presente. Somos um conselho que tem desde anciãos a líderes secundaristas.  Há quadros, militantes e filiados(as).
 
Sob essa condução, a crítica e a autocrítica só podem nos corrigir e libertar, quando apontam o caminho justo, se não degeneram. Até porque ela obriga a mudanças duras que exigem convicção deste nosso magnífico coletivo militante. Crítica e autocrítica forjam coletivos de vencedoras, apontam o caminho da sabedoria e do coletivo, são um belo gesto de amor, coisa de camaradas... Não floresce em qualquer canto. E mais, expõem sem redenção todo joio, toda mentira, purificam de erros e vergonhas, problemas que há que sanar. E nesse caso, há luta interna. O Partido não é um lugar quentinho, mas é a casamata dos que lutam e vencem pensado sempre no melhor para a humanidade e o Brasil.

Ao longo dos últimos 98 anos, a bandeira, o ideal e o sonho tremulam, sempre, e nós não desanimamos jamais. Somos resiliência, o amor que perdura e vence, a força do povo e sua generosidade. Ano que vem cumprirei 30 anos desde que me filiei ao PCdoB, e tenho viva e intocada essa esperança cheia de método e trabalho a realizar. Longe de nós a auto-justificação cômoda, esconjuro os desesperados e amargosos, que vem de seus exílios da luta predicar o fim alheio, como se não lhes tocasse. Perto de nós, esteja toda flor que brotou nesta semeadura pedregosa e árida.
 
Nesse sentido crítico e autocrítico, pergunto-me:
 
- Nós fazemos uma divulgação eficaz do símbolo, da História e dos valores comunistas? Isso não é necessário nas batalhs eleitorais? Qual o resultado? Nosso desafio não será ser mais nítidos aos olhos do povo?! Ter candidaturas próprias, ter chapas próprias, disputar os 2% dos votos que se identifiquem com nossa linha, ninguém, exceto nós o poderemos fazer.
 
- Estamos ligados ao povo? Às vésperas do processo incerto e caótico de retomada e um duvidoso pós pandemia, somos chamados a nos perguntar sobre nossa ligação com o povo e nossa fixação nos territórios. Temos de repensar o papel das escolas e universidades, das sedes das entidades, dos sindicatos, e como esses pontos da resistência se ligam ao povo e promovem a retomada presencial da luta.
 
- Nossa política afirma a importância equânime das lutas de Ideias, de Massas e Político-Eleitoral. Ora, será que a institucionalidade não dá o tom? Não concentra os recursos? Como crscemos institucionalmente sem paralelo na centenária História do PC e perdemos ligação com o povo?  Como corrigir esse desbalanço que nos tem feito sofrer derrotas NA LUTA DE IDEIAS E DE MASSAS E NA ACUMULAÇÃO DE FORÇAS EM VOTOS?  Qual o balanço crítico e autocrítico que fazemos das filiações "democráticas" e da nossa perda de identidade face ao eleitorado? Vamos dobrar a aposta? Já é tempo de rever premissas que havia ainda antes do Golpe, e que seguem a dar resultado negativo.
 
- Como fazer da construção das chapas próprias um processo de emulação, renovação e mobilização do Partido, de correção do personalismo e da política de concentração, de construção das direções e de nossos representantes, de reafirmação da viabilidade eleitoral e uma mensagem clara ao eleitorado brasileiro?
 
A onda está virando. É preciso sentir os sinais e se postar para essa imensa alegria que é a retomada da luta nas ruas pelo povo brasileiro, tão judiado... 
Haverá dificuldades, mas é preciso rejeitar com firmeza o desalento, o derrotismo, a descaracterização, a negativa daquilo que somos. É preciso que nossa direção seja corajosa em apontar saídas que mobilizem   e culminem na vitória. Há que ter firmeza, coragem, criatividade, renovação. Há exemplos a estudar, e não são os vergonhosos liquidacionistas e transformistas dos anos 90. Não se trata de mudanças cosméticas, mas de relançar a História com sede de futuro, de socialismo, de vida. 

Devemos aproveitar a crise para dizer ao povo brasileiro em alto e bom som o que é ser comunista no Brasil de hoje. A eleição acabou, mas não a nossa atividade política. Devemos falar para o Brasil, renovar o partido, filiar, aprender, estruturar, corrigir. Não há tempo, e é um imenso trabalho.  Não cabe o comodismo diletante, o hater das redes sociais, nem abrir o flanco às provocações. Aqui o sujeito e o objeto se sabem idênticos, critica quem milita e é criticado(a). Por isso defendo que não haja antecipação, mas um processo permanente de debate que trate os diferentes problemas nos espaços que lhes cabem. Nem tudo é tema de congresso. O Congresso do Centenário deve apontar caminhos, futuro, deve afirmar o Partido. 
 
Para mim, só a resposta à última questão está clara, um ato político que plasma afirmação e mudança, continuidade e ruptura, princípios e tática, passado e futuro, Brasil e democracia. É a clara mensagem de uma candidatura Presidencial que, surgida do Centenário Partido Comunista, fale ao Brasil, à juventude, às mulheres, à classe trabalhadora, através da voz e do gênio de Manuela D'ávila. 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

NERVO, AMOR E ATITUDE- Frente Ampla e vencer o Segundo Turno - Paulo Vinícius Silva


NERVO, AMOR E ATITUDE.
PARA VENCER, SÓ COM UNIÃO.
FRENTE AMPLA E PROTAGONISMO POPULAR
Já vencemos o 2° turno em Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza - no mínimo?
Não.
Já estamos unidos?
Não.
Já ampliamos para poder ter a metade mais um voto?
Não.
Já preparamos como vencer nas ruas, numa onda avançada para afirmar a frente ampla?
Não.
Já acabou a pandemia?
Não.
Então, meu camarada, minha camarada, dediquemo-nos a isso, porque a avaliação tem espaço e sobretudo tem tempo: o da decisão das coisas da vida que ainda estão em curso... O povo nos deu o caminho, há muito que fazer! Batalhas de tiro curtíssimo!
Parafraseando a canção portuguesa: Avante, camarada avante! Faz do povo a tua voz! Avante camarada, avante camarada, e o sol brilhará para todos nós!
A vitória do povo e a derrota do bolsonarismo é a única coisa que importa nesse momento. Vamos para dentro do segundo turno com toda a força! Frente Ampla e protagonismo redobrado dos/as comunistas.
Nós podemos vencer! Manuela, Rosseto são 65, e com o povo podem resgatar Porto Alegre. Quanto poderá a esquerda unida em São Paulo? Haveremos de derrotar o fascismo em Fortaleza para que ela siga exemplo de liberdade, como Bárbara de Alencar! São Luís voltará ao passado? Nunca mais grilhões!
E há mais tantas batalhas, agora! Como dizia Diógenes Arruda Câmara Ferreira: "ampliar radicalizando e radicalizar ampliando". Estamos sempre aprendendo a justeza dessa relação dialética e a oportunidade de implementá-la é agora. A crítica justa é sempre movida pelo amor e pela preocupação da síntese libertadora, catalisadora do melhor em nós.
Força, Brio, Atitude, é a hora!
Avante camaradas!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

PCdoB lança número inédito de candidaturas nas capitais do país - Portal Vermelho

 

O período de realização das convenções eleitorais se encerrou nesta quarta-feira (16) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) colhe um feito inédito: pela primeira vez a legenda comunista lança o maior número de candidatos e candidatas à prefeitura das principais cidades do país. São 12 candidaturas, podendo chegar a 13, além das candidaturas a vice.

Foram convenções entusiasmadas, organizadas, com chapas completas e diversificadas, comemorou Nádia Campeão, secretária Institucional do PCdoB e integrante do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE).

Destaque para Porto Alegre, com a Manuela d’Ávila e Miguel Rosseto (PT) como vice, chapa que lidera as pesquisas para Prefeitura, mas também podemos destacar a convenção do Rio de Janeiro que fechou nesta quarta-feira (16) uma aliança com a Benedita da Silva (PT), tendo a nossa deputada Enfermeira Rejane como vice.

Enfermeira Rejane, vice do PCdoB no Rio.

A convenção do Rio de Janeiro ocorreu de forma remota, nesta quarta-feira (16), mas o ato político foi bastante prestigiado e com muita unidade. Na convenção, a deputada Enfermeira Rejane foi confirmada como representante do PCdoB na chapa que tem à frente a deputada federal, Benedita da Silva (PT). Recente pesquisa feita aos eleitores do Rio aponta a ex-governadora Benedita da Silva em segundo lugar na preferência dos cariocas para assumir à prefeitura.

Com 14 candidatos na disputa pela prefeitura da capital do Rio Grande do Sul, a ex-deputada Manuela d’Ávila lidera as pesquisas de opinião, Manu, como é conhecida, está na frente com 17% das intenções de voto.

Em uma convenção moderna e inovadora, o ato de Porto Alegre ocorreu no último sábado (12), contou com a participação e demonstração de apoio de diversas personalidades artísticas, políticas e sociais, com a presença da Manuela e Rosseto em estúdio conversando ao vivo com personalidades.

Destaque ainda para o PCdoB da cidade de São Paulo que realizou sua convenção no dia 5 de setembro e lançou o deputado federal Orlando Silva como candidato. Pela primeira vez, o PCdoB lança um nome para a disputa majoritária na capital paulista. O nome da vice foi escolhido em reunião realizada nesta terça-feira (15), Andrea Barcelos do PCdoB completa a chapa.

Andrea Barcelos a vice de Orlando Silva na disputa pela prefeitura da capital Paulista

Em Belo Horizonte, capital mineira, a convenção eleitoral do PCdoB realizada nesta quarta-feira (16) homologou a candidatura de Wadson Ribeiro à prefeitura, tendo como vice Kátia Vergílio, ambos do PCdoB. Na chapa proporcional, o PCdoB de BH apresenta 50 nomes como candidatos à vaga na Câmara Municipal, entre os nomes que integram a lista estão, a ex-deputada federal Jô Moraes, o vereador Gilson Reis e a cientista política Mara Teles.

Grandes convenções

Ênfase para as convenções de Salvador (BA) e São Luís (MA) que, segundo Nádia, dentro do esperado, no campo progressista o PCdoB obteve “muito sucesso em nossa busca por alianças”. Neste sentido, a dirigente destacou as convenções “vitoriosas” de São Luís, com Rubens Jr e Honorato Fernandes (PT) e de Salvador, com Olívia Santana e Joca Soares do PP.

A convenção eleitoral de Salvador foi realizada no sábado (12), contou com a presença do governador da Bahia, Rui Costa (PT), do vice-governador João Leão (PP), do senador Jaques Wagner (PT) e de deputados federais baianos. Em uma convenção emocionante, a deputada estadual Olívia Santana foi homologada candidata com Joca (PP), na vice.

São Luís também contou com uma calorosa convenção que oficializou a candidatura do deputado federal (licenciado), Rubens Pereira Jr, tendo como vice, o vereador Honorato Fernandes (PT). O evento ocorreu no domingo (13) e contou com a participação da militância comunista.

A coligação do PCdoB em São Luís conta com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Progressistas (PP), o Cidadania, o Democracia Cristã (DC) e o Partido da Mulher Brasileira (PMB).  A chapa do PCdoB terá 200 nomes de candidatos e candidatas à vereador.

Alianças

O PCdoB sai fortalecido do processo de buscas por alianças, computa Nádia, foi fechado apoio com o PT em quatro capitais, com o Psol em três locais, com o MDB em duas oportunidades, já com o PDT, PSB, PSD e Solidariedade, o Partido fecha aliança em cada uma dessas capitais.

Apesar de não encabeçar chapa, em algumas cidades, o PCdoB integra uma ampla frente progressista, destaque para as capitais Florianópolis (SC) e Belém (PA), “com frentes muito expressivas”, ressaltou a dirigente.

A Frente Democrática por Florianópolis reúne o maior quantitativo de partidos de esquerda e do campo democrático e popular do país, entre eles, PCdoB, Psol, PT, PDT, PSB, Rede, UP, UCB, PCLCP. O PCdoB de Florianópolis se destaca ainda por ter fechado uma chapa com 29 nomes na disputa proporcional, 14 candidaturas femininas e 15 homens.

Em Belém do Pará, o PCdoB confirmou apoio a uma frente que tem PT, Psol, PDT e Rede. A chapa que disputa a prefeitura tem Edmilson Rodrigues (Psol) como candidato e Edilson Moura (PT) como vice. Nas pesquisas, Edmilson tem a preferência do eleitorado da capital do Pará. Está em primeiro lugar nas intenções de voto.

Candidaturas fortes

“Além das chapas completas de candidatos a vereador e vereadora, fechamos algumas candidaturas fortes em Olinda e Campina Grande, que valem a pena destacar, disse Nádia Campeão.

O deputado estadual de Pernambuco, João Paulo foi consagrado representante do PCdoB na disputa em Olinda. A convenção foi realizada nesta quarta-feira (16) e o ex-prefeito de Recife recebe o apoio do PSB, PT, PP, MDB e PV. O candidato a vice será definido posteriormente.

Em Campina Grande, a convenção oficializou Inácio Falcão à Prefeitura da cidade, com a candidata a vice-prefeita Tatiana Medeiros (MDB). Inácio não participou da convenção porque testou positivo para a Covid-19. O ato foi na sede com transmissão ao vivo.

Vices

Além da vice-candidatura no Rio de Janeiro, o PCdoB aprovou em convenção o nome de Lorena Quintas em Macapá (AP) que tem Paulo Lemos (Psol), encabeçando chapa. Em Boa Vista, capital de Roraima, Dr Wesley Thomé do PCdoB é vice do Linobergue Almeida, da Rede, . Em João Pessoa (PB), Percival Henriques, representa o PCdoB na chapa do Anísio Maia do PT. Esta última chapa não está completamente confirmada.

As convenções do PCdoB nas capitais e demais cidades do país foram noticiadas na página eleitoral do PCdoB. Acompanhe em eleicoes.pcdob.org.br.

Esforços continuam

Segundo as normas aprovadas nas convenções municipais, a direção continuará com a tarefa de fechar uma ou até duas chapas majoritárias, dependendo assim das conversações com outros partidos.

Com isso, até o dia 26 de setembro, último prazo para inscrição das chapas na Justiça Eleitoral, possivelmente o número de candidaturas nas capitais pode ficar entre 11 e 13 candidatos do PCdoB.

 

Do Portal PCdoB

terça-feira, 12 de maio de 2020

Manuela recebe indicação de Rosseto (PT) como seu vice em Porto Alegre - Portal Vermelho

Quero me congratular com O , PT de POA edo RS por esse importante gesto, que cala fundo na militância do e abre caminho para uma maior unidade na esquerda e a construção da ansiada #FrenteAmpla que derrubará o fascismo!

Vermelho


O Partido dos Trabalhadores (PT) indicou Miguel Rossetto como vice-pré-candidato a prefeito na chapa encabeçada por Manuela do PCdoB para a prefeitura da capital gaúcha.
Manuela e Rossetto durante a campanha eleitoral de 2018, quando ela foi candidata a vice-presidenta na chapa de Haddad (PT). Foto: Joana Berwanger/Sul21



A pré-candidata do PCdoB à prefeitura de Porto Alegre, Manuela d’Ávila recebeu mais um importante apoio ao movimento iniciado ainda no ano passado para construção de ampla aliança por Porto Alegre. O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), que reuniu mais de 70 pessoas virtualmente no último sábado (9), decidiu indicar Miguel Rossetto como pré-candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo PCdoB para a prefeitura da capital gaúcha.

Essa é a primeira vez que o PT não terá candidatura a prefeito em Porto Alegre, cidade que governou por 16 anos ininterruptamente e que desde 1982 nunca deixou de lançar candidaturas próprias.

Manuela d’Ávila participou do final da reunião, junto com lideranças do PCdoB, como do presidente da legenda comunista, Adalberto Frasson, que afirmou: “a unidade da esquerda é uma exigência do momento duro e difícil que vive o povo de Porto Alegre”.


Para oficializar o apoio, o PT emitiu nota em que destaca a necessidade de apoiar um nome que melhor represente “uma alternativa para Porto Alegre” e que a apresentação de um quadro petista para a composição da frente política fortalece o projeto, que tem como centro “a defesa da vida de todas e todos porto-alegrenses e a preparação de um projeto de futuro” para a cidade. No mesmo documento, o PT afirma necessidade de um pacto de apoio mútuo de todo o campo progressista e democrático no segundo turno “para derrotar o neoliberalismo e o fascismo”.

Por meio das redes sociais, Manuela d’Ávila comentou da “saudade de estar nas ruas” e ressaltou a aliança selada para o próximo período.

“Foi extraordinário ver Olívio [Dutra], Tarso [Genro] e Raul [Pont, três ex-prefeitos petistas de Porto Alegre] e centenas de militantes juntos. Receber a tarefa de representar a tradição democrática, ética e transformadora do PT de Porto Alegre me deixa cheia de responsabilidade. Contar com meu amigo Miguel Rosseto, companheiro trabalhador e muito preparado é motivo de orgulho”, destacou.


“Vivemos dias difíceis e é verdade que a pauta eleitoral não está na ordem do dia. Mas sabemos que juntos teremos mais condições de lutar pra garantir direitos aos mais vulneráveis e nossas iniciativas de solidariedade. Depois, quando tudo isso passar, vamos debater com nossa gente em qual cidade queremos voltar a viver. Obrigada, companheiras e companheiros. Tenho a exata dimensão de nossos desafios e de minha responsabilidade”, escreveu Manuela.

Pré-campanha

Em meio a uma pré-campanha movimentada pela necessária mobilização solidária em favor de famílias que precisam de apoio diante da pandemia do novo coronavírus, Manuela tem focado sua campanha na solidariedade.


Em Porto Alegre, por meio do Instituto E se Fosse Você?, Manuela tem trabalhado pela conscientização da população e também na arrecadação de alimentos e itens de higiene para ajudar as famílias mais vulneráveis, que mais sofrem com a inação dos governantes de turno. O Instituto já conseguiu arrecadar e distribuir mais de 37 toneladas de alimentos, além de produtos de limpeza e higiene e máscaras.

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