quinta-feira, 18 de abril de 2019
domingo, 3 de maio de 2015
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Armínio Fraga - o salário mínimo subiu demais - Conversa Afiada, O Cafezinho
Publicado em 09/10/2014
Do Cafezinho:
Armínio Fraga defende redução dos bancos públicos
Tem apenas 1 minuto.
Escute o áudio de Armínio Fraga, já “nomeado” por Aécio Neves como seu eventual ministro da Fazenda, defendendo redução do papel dos bancos públicos. Ao final, uma frase com reverberações sinistras: “não sei bem o que vai sobrar ao final da linha, talvez não muito”.
É importante destacar que Fraga mente ao falar da “história” do crescimento.
Todos os países desenvolvidos cresceram com enormes investimentos públicos. E hoje, os países que mais crescem, são os que tem bancos públicos fortes, como China.
E os bancos privados são justamente os principais responsáveis pelas periódicas crises financeiras que vem drenando recursos do Estado para mãos de algumas instituições bancárias.
A acusação de que os bancos públicos são capturados por interesses “públicos e privados” é inconsequente, porque finge ignorar que o mesmo acontece, numa escala infinitamente superior, com os bancos privados.
Os bancos públicos são a salvaguarda da nossa soberania econômica e, portanto, também política.
Os bancos públicos são o único instrumento do povo para reduzir o spread bancário e os juros reais, coisas com as quais Fraga não se preocupa.
O Brasil já conhece Armínio Fraga. Ele foi presidente do Banco Central, e sua primeira medida foi elevar os juros para 45%.
Armínio Fraga foi um dos braços direitos de George Soros, apelidado de o “destruidor de países”.
É, meus amigos e amigas, os abutres estão vindo para cá.
O argumento de Armínio, de que é preciso guardar relação entre a produtividade e o salário, é uma falácia, porque o aumento do salário estimula, justamente, o aumento da produtividade do trabalhador. Não é culpa do mesmo se o empresário não investe em tecnologias que elevem a produtividade da firma.
Ao contrário, salários historicamente baixos sempre fizeram os empresários preferirem contratar “escravos” a investir em criatividade e inovação.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Poder de compra do salário mínimo será o maior desde 1979 - Portal Vermelho
Mínimo será de R$ 622 em 1º de janeiro, alta de 14,13% sobre o valor atual e aumento real de 65,9% desde 2002. Estudo do Dieese revela que reajuste trará incremento de renda de R$ 47 bilhões na economia. Os efeitos serão sentidos especialmente no Norte e no Nordeste do país.
Ao passar a valer R$ 622 em 1º de janeiro, o salário mínimo brasileiro equivalerá a 2,25 cestas básicas, com valor unitário é estimado em R$ 276,31. É o maior poder de compra desde 1979, de acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese).
O reajuste do salário mínimo será de 14,13% diante dos atuais R$ 545, vigentes desde março de 2010. O aumento real atinge 9,2%. Para chegar a esse valor, o governo segue o acordo negociado em 2007 com as centrais sindicais, quando foi regulamentada a política de valorização do salário mínimo.
Essa política, que deve ser mantida até 2023, tem como critérios o repasse da inflação do período entre as correções, o aumento real pela variação do PIB, além da antecipação da data-base de revisão – a cada ano – até ser fixada em janeiro, o que aconteceu em 2010.
A política prevê que, em janeiro de 2012, o reajuste reponha a inflação segundo o INPC do período mais a variação do PIB de 2010. O crescimento do PIB em 2010, em dado que ainda será revisado, foi de 7,5%. Desde 2002, o aumento real acumulado do salário mínimo é de 65,9%.
O Dieese estima ainda que o novo valor do mínimo trará uma série de impactos positivos na economia brasileira. Entre eles: 48 milhões de pessoas que têm rendimento referenciado no salário mínimo serão beneficiadas; R$ 47 bilhões será o incremento de renda na economia; R$ 22,9 bilhões correspondem ao incremento na arrecadação tributária sobre o consumo. Os efeitos serão sentidos especialmente no Norte e no Nordeste do país.
“No setor público, o número de trabalhadores que ganha até 1 salário mínimo é pouco expressivo nas administrações federal e estaduais. Nas administrações municipais, a participação destes trabalhadores é maior, especialmente na região Nordeste. Quando se observa o impacto do aumento de 14,13% sobre o salário mínimo na massa de remuneração dos trabalhadores do setor público, verifica-se a mesma tendência: maior impacto nas administrações municipais no Nordeste e Norte”, diz a nota técnica do Dieese.
Fonte: Carta Maior
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A luta pela valorização do trabalho sob novas circunstâncias
| * Por Divanilton Pereira |
No momento em que se debate uma política que valoriza o salário mínimo no Brasil, penso ser oportuno resgatarmos alguns aspectos dos rumos que sustentam alguns projetos político-econômicos no Brasil e no mundo. Nessa direção, ganham relevo os debates em torno da crise capitalista manifestada em setembro de 2008. Nela os defensores do deus-mercado sofreram importante derrota ideológica enquanto projeto político. Marx e Keynes retomaram fôlego como elaboradores científicos do papel do estado na indução econômica. Naquela ocasião, contraditoriamente, os críticos do fortalecimento dos Estados nacionais sobreviveram com vultosos recursos financeiros desses mesmos Estados. No modo de produção capitalista, mesmo que em última instância eles estejam aí para isso, desmascarou-se o discurso da autorregulação pelo mercado, até então apresentado como caminho único, como uma verdade absoluta. Atualmente, a Europa e os Estados Unidos, apenas citando esses dois grandes centros, ainda sofrem fortemente seus efeitos – sobretudo a classe trabalhadora que luta para manter os antigos anéis do “bem-estar social” e impedir que sejam arrancados através de pacotes governamentais antitrabalho. A saída da crise pelo governo brasileiro As condições de enfrentamento a essa crise capitalista pelo Brasil foram gestadas ainda no segundo mandato do presidente Lula, em 2006. Esse período se caracterizou por uma definição mais nítida em seu projeto político. Com uma nova composição em sua equipe econômica – com forte participação da então Ministra Dilma Rousseff –, o desenvolvimentismo-social ganhou maior convicção. Impulsionado pelas estatais, sobretudo a Petrobras e o nosso pólo público bancário, alavancado pelo BNDES, fortaleceu-se a indução pelo Estado brasileiro. Essa diretriz teve conseqüência concreta com a elaboração de programas de crescimento (PACs), modelo até então elaborado mais recentemente nos anos 70. Com o advento da crise em 2008, esses instrumentais e demais políticas públicas e sociais foram acionados com maior volume e velocidade – no que pese o tardio ajuste a menor na taxa de juros. Esse conjunto propiciou a elevação do poder de compra do povo, sobretudo entre os trabalhadores que conseguiram uma política que valoriza o salário mínimo. O Brasil alcançou uma importante mobilidade social. O salto nessa orientação fortaleceu o mercado interno enquanto demandas e ofertas próprias, sendo determinantes para a superação relativa daquela circunstância, e central para os atuais níveis de crescimento do nosso PIB. O povo consagra mais uma vitória estratégica Esse debate foi o diferencial entre os projetos programáticos que se apresentaram na disputa presidencial em 2010. Nessa eleição, Dilma Rousseff – que se apresentou como gestora desse processo a partir de 2006, e reafirmando o investimento público como senha para o desenvolvimento com distribuição de renda – foi eleita como a primeira presidenta do Brasil. Uma grande vitória do povo brasileiro. Naquele período não havia conjunturalmente uma variável política, econômica ou social que desabonasse o rumo implementado pelo governo Lula – o mesmo reafirmava a então candidata. Pelo contrário, essas variáveis continuam até hoje e até tecnicamente são avalistas para que essa direção desenvolvimentista possa “avançar, avançar e avançar”, palavras da candidata Dilma Rousseff. A agenda política inaugural do governo Dilma A transição ainda em curso dentro da estrutura de poder do governo central também passa pelo fortalecimento da autoridade política da presidenta Dilma Rousseff. Seu estilo, seu método, seus caminhos, suas relações políticas, sobretudo com o movimento sindical, ainda estão por se desenvolver melhor. Herdar uma herança positiva e substituir uma liderança como a de Lula é uma tarefa desafiadora. Nós da CTB compreendemos esse processo que conta com menos de dois meses de mandato. Mas não é no estilo gerencial que reside o aspecto central de nossas opiniões. Nosso foco são as sinalizações políticas apresentadas em sua primeira agenda. A realização da consigna “avançar, avançar e avançar” não combina com o ajuste fiscal apresentado pelo novo governo. O "gasto público" foi o alvo das primeiras medidas – corte de R$ 50 bilhões no orçamento - condicionando negativamente a plataforma original da presidenta Dilma. O investimento público foi e será imprescindível para que o país alcance um novo padrão de desenvolvimento nacional, que valorize o trabalho. Essa medida na verdade é uma ponte com a agenda derrotada pelas forças políticas democráticas e populares através de Lula e Dilma. E é dentro do próprio governo que vozes e comandos influenciam suas primeiras medidas. Um filme por nós já assistido e que tem em Antônio Palocci o protagonista maior da ortodoxia econômica, uma política com vínculos umbilicais com o parasitismo financeiro. Infelizmente foi esse norte que determinou o novo valor para o salário mínimo no país, aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados, e que agora segue para o Senado Federal. Valorizar o salário mínimo é distribuir renda Setenta e cinco anos após o processo histórico que instituiu a lei do salário mínimo no Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras, através de seus sindicatos e centrais sindicais, tiveram uma vitória histórica: transformaram um acordo conquistado durante o período Lula em lei agora no governo Dilma. Uma lei que potencializa a valorização real do salário mínimo. Mesmo que ainda por ser consolidado no Senado Federal, esse marco nós devemos comemorar. No entanto, mesmo que fundamental e justo, a batalha para nós da CTB não se resume numa melhoria quantitativa para o salário mínimo deste ano. A cifra é o debate aparente, pois nosso pleito de R$ 560,00 é por demais factível. A essência é que estamos enfrentando uma contrapressão dentro do próprio governo que insiste, através da grande mídia, em pautar a agenda governamental privilegiando o sistema financeiro, ainda incólume desde o governo Lula. Apenas em 2010 a União pagou só com os juros da dívida pública interna R$ 172 bilhões. Continuaremos exigindo que o novo governo enfrente essa ciranda financeira e impulsione o investimento no setor produtivo. Não admitimos que o novo governo, através da velha chantagem da ameaça inflacionária, ataque a valorização do trabalho, dentro dele o reajuste do salário mínimo com ganho real. Condenamos que se utilize dessa parte mais frágil da renda do trabalho como tática para enviar recados de subserviência ao “deus-mercado”. A CTB, partícipe da elaboração de um novo projeto nacional de desenvolvimento na Conferência da Classe Trabalhadora brasileira, a CONCLAT, em 2010, não abdicará dessa plataforma. Viva a unidade das centrais sindicais Nessa batalha ainda em curso, revela-se que a cada enfrentamento político em defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores, a senha da vitória é a unidade de suas representações sindicais e sociais. As centrais sindicais vêm acumulando importantes protagonismo políticos, fator que será decisivo para garantirmos uma agenda que valorize o trabalho durante o mandato da presidenta Dilma Rousseff. |
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Blog do Miro: Rodrigo Vianna: A fama de Pochmann e o pernil de Delfim
Reproduzo artigo de Rodrigo Vianna, publicado no blog Escrevinhador:
Essa história de oferecer “Cem Dias” de trégua para o governo que se inicia é um modismo que vem dos EUA, mas faz algum sentido. É um tempo mínimo para que as equipes se (re) organizem e para que as primeiras diretrizes sejam tomadas, indicando os rumos da nova administração.
O governo Dilma não chegou nem à metade dos “Cem Dias”. Ainda assim, é possível já identificar algumas tendências – não só do governo que começa, mas também do quadro político brasileiro.
Nesse primeiro texto, do que pretende ser um modesto “balanço” do início de governo, vou-me concentrar mais na economia.
Os primeiros sinais do governo Dilma indicam reversão da política “expansionista” adotada no segundo governo Lula para enfrentar a crise. O ministro Mantega, da Fazenda, teve papel fundamental em 2009 e 2010, ao adotar um programa que – em tudo – contrariava a velha fórmula utilizada pelos tucanos em crise anteriores: quando o mundo entrou em recessão, com os EUA lançados à beira do precipício, o Estado brasileiro baixou impostos, gastou mais e botou os bancos estatais para emprestar (forçando, assim, o setor privado a também emprestar).
O Brasil saiu bem da crise – maior, gerando emprego, e ainda distribuindo renda. Lula, quando falou em “marolinha” naquela época, foi tratado como um néscio. E Mantega, ao abrir as torneiras do Estado, como um estúpido economista que se atrevia a rasgar a bíblia (neo) liberal. Lula pediu que o povo seguisse comprando. Os tucanos (e os colunistas e economistas a serviço do tucanato) diziam que era hora de “apertar os cintos”. Lula e Mantega não apertaram os cintos. Ao contrário: soltaram as amarras da economia, e evitaram o desastre.
As primeiras medidas adotadas por Dilma vão no sentido inverso: corte de despesas estatais, alta de juros, aumento moderado do salário mínimo. É fato que a inflação em alta impunha algum tipo de medida para frear a economia. Mas a fórmula adotada agora indica um “conservadorismo”, ou “tecnicismo”, a imperar nas primeiras decisões do governo Dilma. Não é à toa que a velha imprensa derrama-se em elogios à nova presidenta, tentando abrir entre Dilma e Lula uma “cunha”, como a dizer: Lula era o populismo “atrasado” e “irresponsável”, Dilma é a linha justa (discreta, moderada, a seguir a velha fórmula liberal de gestão).
Há alguns sinais - preocupantes, eu diria – de que Dilma estimula esse movimento de proximidade com os setores mais conservadores da velha imprensa. Mas voltarei a isso no texto seguinte, na segunda parte desse balanço…
Voltemos à economia: as centrais sindicais fazem grande barulho por conta do salário mínimo subir “apenas” para R$ 545. Acho positiva essa pressão. O movimento sindical pode – e deve – criar um espaço para mais autonomia em relação ao governo. E deve perguntar, sim: por que, na crise, o governo quebrou regras para favorecer as empresas (corte de impostos), e não pode quebrar a regra do reajuste do mínimo para dar um aumento maior? É preciso mesmo tensionar o governo, pela esquerda. Ok. Mas, modestamente, acho que a medida mais danosa adotada pela administração Dilma, nesse início, não é o freio no salário mínimo – até porque, pelas regras acertadas durante o governo Lula (o salário sobe sempre com base na inflação do ano anterior mais o PIB de dois anos antes), o mínimo deve ter em 2012 um crescimento robusto, passando dos R$ 610. O que preocupa mais é outra coisa: a alta dos juros.
Explico: o impacto de juros altos é devastador para a estrutura econômica brasileira. O aumento da taxa serve para frear um pouco a demanda (e, assim, segurar a inflação), mas tem o efeito colateral de atrair cada vez mais dólares para o Brasil. Isso é ruim? Em parte, é. Com os juros brasileiros em alta, investidores do mundo inteiro despejam aqui dinheiro que não vem pra investimento, mas pro cassino financeiro. E qual a consequência? O real fica cada vez mais forte em relação ao dólar. Já bate em R$ 1,65. Isso provoca um estrago sem precedentes na indústria nacional. Fica muito mais fácil importar do que produzir qualquer coisa aqui no Brasil.
Meses atrás, entrevistei na “Record News” o professor Marcio Pochmann, presidente do IPEA. Ele é uma das melhores cabeças do governo – cabeça que, aliás, corre riscos, porque o IPEA foi colocado sob a guarda (guarda?) de Moreira Franco, que já andou espalhando pela imprensa o desejo de demitir Pochmann. Hum… Seria mais um sinal negativo. Mas, por enquanto, não se confirmou.
Na entrevista, o presidente do IPEA dizia-me que, por causa da equação econômica que expus dois parágrafos acima, o Brasil corre o risco de se perder na fórmula fácil da “fa-ma”.
Não se trata do Big Brother Brasil. Mas de algo mais sério. A “fa-ma”, diz Pochmann, é a mistura de fazenda com indústrias maquiladoras (como as existentes no México).
Ou seja: com câmbio desfavorável (por causa dos juros altíssimos que inundam o país com dólares), o Brasil só conseguiria manter competitividade na agricultura, contentando-se com o papel de grande fazenda do mundo, a fornecer grãos e carne para chineses e europeus. Do lado da indústria, aconteceria algo parecido ao que ocorreu no México, depois de assinar o Nafta, tratado de livre comércio com EUA e Canadá. A indústria mexicana foi dizimada. Quase tudo vem pronto de fora, e o México mantem apenas “maquiladoras” para fazer a “montagem” final dos produtos (aproveita-se, pra isso, a mão-de-obra barata do país).
O Brasil tem um parque industrial sofisticado – construído a duras penas, desde a era Vargas. Nossa indústria parece ter resistido às ondas de abertura recentes. Mas tudo tem limite.
Em artigo na “CartaCapital”, o ex-ministro Delfim Netto – a quem se pode criticar por ter servido à ditadura, mas que nunca desistiu de pensar no futuro do Brasil – tratou desse assunto de forma incisiva:
“Não é preciso ser economista para entender uma coisa simples: cinco anos atrás, quando não se falava de desindustrialização, as condições importantes para o trabalho das indústrias eram as mesmas que são hoje. Qual é a única grande diferença entre o que tínhamos naqueles anos e o que temos hoje? É um câmbio extremamente valorizado por uma política monetária que mantém a taxa de juros brasileira no maior nível do mundo. O Brasil continua sendo aquele pernil com farofa à disposição do sistema financeiro internacional, mesmo fora da época das festas.
Todas aquelas discussões não levaram a nada: só agora os mais sabichões começam a entender que a questão-chave que o Brasil tem de resolver não é um problema de câmbio; o que resolve é construir uma política monetária que, num prazo suportável, leve a taxa de juros interna ao nível da taxa de juros externa.”
As primeiras medidas econômicas tomadas pela equipe de Dilma podem indicar um caminho perigoso, na direção da “fama” do Pochmann e do “pernil com farofa” do Delfim.
Lula e Palocci, dirão alguns, começaram do mesmo jeito em 2003, lançando os juros na estratosfera. A diferença é que o Brasil vinha de uma campanha eleitoral, em 2002, em que se tinha vendido para o mercado (ou pelo mercado) o “risco Lula”. Era preciso evitar o “risco”. Agora, Dilma encontrou o país crescendo, bem arrumado.
Os economistas de linha liberal diriam que, para baixar os juros e fugir do estigma da fama e do pernil, é preciso “primeiro” cortar os gastos públicos. É a velha lenga-lenga: “precisamos fazer a lição de casa”. Dilma fez exatamente isso, com o corte recente de 50 bilhões no Orçamento. E elevou os juros ao mesmo tempo. Eles cairão mais à frente?
Na época de Malan/FHC, a gestão liberal ficava sempre pelo meio do caminho: corte de gasto, seguido de… mais cortes de gastos. Fora as privatizações. E a hora de baixar os juros? Não chegava nunca.
Não era à toa. Juros altos garantiam o real equiparado ao dólar (“moeda forte”, lembram? Foi assim que FHC se reelegeu em 98; depois, desandou tudo).
Mais que isso: juros altos fazem a alegria dos banqueiros e daqueles que vivem de aplicar dinheiro a taxas estratosféricas, “ajudando” assim a financiar a dívida pública (sempre crescente, por causa dos juros!). Malan, depois de deixar o Ministério da Fazenda, foi trabalhar num banco. Palocci teve sua campanha a deputado, dizem, financiada por banqueiros…
Palocci, agora, está na Casa Civil.
Hum…
O governo Dilma vai significar um movimento em direção ao centro, com a gestão “técnica” da economia – que tanto encanta colunistas e economistas tucanos?
A presença de Mantega na Fazenda parece indicar que não… Ou que “nem tanto”.
Dilma chegou a afirmar em entrevistas que uma das metas de seu governo – além de eliminar a pobreza extrema – seria trazer os juros reais do Brasil para patamares “civilizados”. Pode ser que a meta seja essa, a médio prazo.
Mas o risco é perder-se no meio do caminho.
Cinquenta dias são muito pouco para qualquer leitura definitiva sobre as escolhas de Dilma.
Mas é bom olhar com atenção para essas escolhas – especialmente na economia. E torcer para que a nova gestão não se deixe encantar pela “fama”, e nem sirva o Brasil na mesa da banca internacional – como se fosse um suculento “pernil com farofa”.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
O salário mínimo é a ponta do iceberg - Paulo Vinícius
- Políticas monetária e fiscal compatíveis com metas sociais de crescimento econômico, valorização do trabalho e distribuição de renda;
- Reduzir as taxas de juros para diminuir o endividamento público e os seus encargos, estimulando os investimentos públicos e privados no desenvolvimento produtivo.
- Uma ampla reforma financeira, ampliando a oferta de crédito e redução do spread bancário;
- Política cambial orientada ao crescimento econômico e à geração de empregos.
- Democratizar o Conselho Monetário Nacional e o Comitê de Política Monetária, garantindo a representação dos trabalhadores e empregadores;
- Reduzir as metas de superávit primário (da União, Estados, DF, municípios e das empresas estatais) para ampliar a capacidade de investimentos em infraestrutura, em políticas sociais e serviços públicos de qualidade.
- Promover política adequada de “preços administrados”, evitando aumentos abusivos.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Ato pelo Reajuste do Salário Mínimo para R$ 580, 00 no Congresso 3ª, 15/02 - 14h00
Como tem sido noticiado amplamente pela imprensa, há uma queda de braço entre o governo e as centrais sindicais polarizando a cena política pelo que significa: a luta por mudanças na atual política macro-econômica, no que penaliza a produção e os trabalhadores com juros altos e cortes no orçamento, em favor do capital financeiro que chantageia e especula contra o país.
Dado a ruptura unilateral das negociações por parte do governo e seu sinal de que a votação no Congresso será iminente, a população do DF está no centro da batalha. Por isso queremos CONVOCAR todos e todas a se fazerem presentes no ato e divulgar a atividade onde seja possível.
Salário mínimo: mobilização para conseguir um reajuste digno
O deputado federal Assis Melo (PCdoB-RS) já tomou as primeiras medidas para reafirmar a pauta dos trabalhadores, por meio de uma emenda modificativa individual à Medida Provisória (MP) elaborada pelo governo, defendendo o mínimo de R$ 580,00, conforme defendem as centrais sindicais. “A emenda tem o objetivo de ampliar o poder aquisitivo da população por meio de uma política de valorização do salário mínimo, que garanta, além da correção anual, o aumento real”, sustenta.
Para o presidente da CTB no Rio Grande do Sul, Guiomar Vidor, a proposta apresentada pelo governo está na contramão do que vem dando certo e é algo contraditório em relação ao que pretende a presidenta Dilma Rousseff. “Essa política não está em acordo com o que foi tratado durante a campanha eleitoral. Além disso, em sua posse a presidenta falou em priorizar o combate à pobreza, mas a questão do salário mínimo está
umbilicalmente ligada a isso”, afirmou.
Por esse acordo, a reposição do mínimo se dá pela inflação anual e a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Em função da crise econômica mundial de 2009, o PIB não teve variação positiva.
Apesar desse dado, a proposta do governo encaminhada à Câmara dos Deputados considera somente a correção da inflação, ignorando o processo de valorização do benefício.
“Como o crescimento do PIB em 2009 não foi satisfatório, podemos quebrar essa regra. Os grandes bancos e empresários têm conquistado grandes resultados. O país pavimentou uma condição diferente, numa perspectiva de franco crescimento”, argumenta o dirigente baiano.
Diante das dificuldades encontradas, o presidente da CTB em Minas Gerais, Gilson Reis, entende
que a mobilização daqui para frente precisa englobar diversos interesses da classe trabalhadora,
tendo o salário mínimo como carro-chefe dessas reivindicações. “Será preciso pressionar o governo,
os parlamentares e, sobretudo, organizar uma grande luta popular nos estados. Sem isso teremos muita dificuldade”, afirmou.
Para Gilson Reis, tratar apenas do salário mínimo diminui a abrangência da demanda dos trabalhadores.
“Se ampliarmos nossas ações, incluindo o reajuste dos aposentados, a correção da tabela do Imposto de Renda, o fim do fator previdenciário e algumas demandas dos trabalhadores do setor público, sem deixar de focar na questão do salário mínimo, conseguiremos ampliar nossas articulações”, disse.
Guiomar Vidor entende que as centrais devem liderar uma grande mobilização nacional nas próximas
semanas, de modo a sinalizar para o Congresso o que realmente deseja a classe trabalhadora.
“Temos que deixar nossa posição bem clara sobre o reajuste que consideramos necessário, sem
esquecermos a questão dos aposentados. Precisamos trabalhar em todos os estados, de forma que
a unidade prevaleça”, afirmou.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Lula e Dilma prometeram aumento real em campanha, não somos oportunistas, rbate Wagner Gomes da CTB
"08/02/2011
Em entrevista ao jornal O Globo, Wagner Gomes, presidente da CTB Nacional comenta a declaração do ex-presidente Lula, que vê como oportunismo dos sindicalistas a reivindicação do salário mínimo de R$ 580.
Na opinião do presidente da CTB, Lula perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado, já que agora a discussão é com a presidenta Dilma Rousseff, que em campanha eleitoral prometeu aumento real aos trabalhadores.
Confira abaixo a entrevista na íntegra:
'Lula perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado', diz presidente da CTB
07/02 às 18h49 Leila Suwwan e Marcio Allemand
SÃO PAULO e RIO - O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, reagiu à afirmação do ex-presidente Lula que, no Senegal, para participar do Fórum Social Mundial, chamou os sindicalistas de 'oportunistas' porque não concordam com o anúncio do governo, que enviará ao Congresso um projeto de lei com o valor fechado de R$ 545 para o salário mínimo.
- Ele está com a memória curta. Não somos oportunistas. Ajudamos quando ele estava no governo e ajudamos a eleger a candidata dele à presidência. Ele perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado - disse Wagner, que na manhã desta segunda-feira participou, junto com mais cinco presidentes das centrais, de uma reunião para traçar os próximos passos da negociação.
Na reunião, os sindicalistas decidiram que aceitam adiantar parte do reajuste de 2012 e fechar em torno de R$ 560 o valor do mínimo, mas se chatearam ao perceber que estavam esperando à toa um novo encontro com o governo.
- Lula pode falar o que quiser. Ele não é mais o presidente. Nós queremos falar com a Dilma. Na campanha, quando o Serra prometeu aumentar o salário mínimo para R$ 600, Lula veio com Dilma a um comício em São Miguel Paulista e os dois garantiram que o mínimo teria aumento real. Portanto, oportunistas foram eles e não nós, sindicalistas - afirmou o presidente da CTB.
O presidente da CUT, Artur Henrique, disse que não comentaria diretamente uma fala do ex-presidente Lula, mas afirmou que ninguém está querendo mudar a regra do jogo.
- Só queremos ser tratados da mesma forma que os empresários e o setor financeiro foram tratados durante a crise. Da mesma forma que a crise exigiu medidas excepcionais, especialmente para os bancos privados, queremos que os trabalhadores sejam tratados da mesma forma - disse Artur, que mesmo sendo um dos menos hostis na negociação, deixou claro que existe disposição em negociar, mas a intransigência do governo com os R$ 545 está empatando tudo.
Para Antonio Neto, da CGTB, a briga no Congresso pode ser pior para o governo, lembrando da aprovação do fim do fator previdenciário que Lula teve que vetar, com grande desgaste.
- Eu topo adiantar o reajuste de 2012, a nossa deliberação é que pode ser isso, na faixa de R$ 560. Mas agora vamos aguardar - afirmou.
Para o presidente da CTB, combater a pobreza é dividir a renda e o salário mínimo é o maior instrumento para esta distribuição.
- Lamentamos muito que a Dilma esteja começando seu governo com este tipo de atitude de não conversar com as centrais - encerrou Wagner Gomes.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Primeiro ano ou terceiro turno?
Graças aos acontecimentos recentes, tenho pensado em uma frase do Aldo Rebelo. Pode haver erro na citação, mas não no sentido. Foi dita quando foi ele preterido pelo aliado hegemônico na disputa à Presidência da Câmara, malgrado seu protagonismo na defesa do Governo Lula face à sanha golpista da direita e aliados ultra-esquerdistas. E a despeito de haver um entendimento sobre a sua recondução. Então, o Aldo, com aquela profundidade de análise e expressão de que é capaz, saiu-se com essa: "Vão conseguir derrotar um aliado". Brilhante. Afinal, qual é o mérito de derrotar um aliado? E, ademais, quando é para agradar os inimigos?
Penso nisso sem poder negar certo abatimento, ao constatar (sem entender) que seja tão importante assim para o Governo Dilma, aumentar em meio ponto percentual a SELIC, cortar na carne no orçamento 2011 (foi dito em campanha não haver necessidade de ajuste fiscal); derrotar as centrais sindicais na questão do aumento do mínimo e, para fechar, ainda espremer os aliados de esquerda na composição do governo.
Receita de cruz-credo
Estamos a internalizar a guerra cambial que os EUA travam com o mundo e a manter a política macroeconômica inspirada pelo neoliberalismo. Reféns da especulação rentista, temo que sigamos como a orquestra do Titanic, empertigada e autista, alheia ao naufrágio, e sem a desculpa da música (que até posso aceitar para um músico). Afinal, a ortodoxia nossa de cada dia, essa que nos faz seguir qual dogma os tais fundamentos, pra que serve mesmo?
Por quanto tempo prevalecerá essa equação:
- Superávits primários elevadíssimos;
- Câmbio flutuante em regime de banda;
- Taxa de juros SELIC, látego do sistema financeiro a açoitar sem dó a quem produz e a quem deve (pois encarece todo o crédito). E as decisões sobre o tema em mãos do COPOM, de costas para os trabalhadores e a Nação;
- Esse regime de meta de inflação, que se utiliza descaradamente do trauma da hiperinflação dos anos 80 - que assusta ainda hoje a população - e justifica toda sorte de maldade. Na verdade, remunera especuladores e sacrifica a quem produz.
E o que tem a ver isso tudo com o salário mínimo? Tudo. É a partir dessa equação que se justificam todas as medidas que diminuem o crescimento da economia, os cortes no orçamento, o aumento do endividamento das famílias, penalizar a produção, apequenar o país e fazer com que a reinvidicação de aumento do salário mínimo de R$ 580,00 seja motivo para anátemas.
Erro tático
E é em defesa disto e ontra as centrais sindicais, que o nosso governo - ainda que não só nosso - esgrime um argumento pétreo. Querem ou não querem que continue a política de valorização do salário mínimo acordada com as centrais sindicais?
Ora pitombas, claro que queremos! A pergunta é outra: qual é o compromisso do governo Dilma em seguir valorizando o salário mínimo - portanto, acima da inflação - , essa sim a bandeira que levou à conformação do acordo com as centrais?! E qual a relação entre o combate à miséria e a valorização do salário mínimo?
Por que errar assim na tática, dando sinalizaçãoes completamente incompatíveis com uma agenda de desenvolvimento? E por que assumir essa posição quanto ao aumento do salário mínimo!!!??? A ortodoxia de hoje serve a que, dentro do projeto nacional de desenvolvimento que queremos para o Brasil? Aliás, estamos no terceiro mandato do projeto iniciado em 2002. Quer dizer que é essa formulazinha acima citada para seculum, seculorum amem?! Quer dizer que os países ricos mandam às favas a ortodoxia, asumem déficits gigantescos, estatizam, fazem e desfazem para assegurar sua posição e a dos rentistas, iniciam uma guerra cambial, e a gente continua nessa?!
Vejam a cobertura da mídia, e como o governo se enrola nela... Primeiro, na campanha, o Serra propõe R$600,00. Depois, os pigs - vendo a cintura dura e o bom mocismo palocciano, digo, palaciano, reforçam a posição do governo e a amplificam. Observem como o PIG aplaude e estimula um mau passo do governo! A partir daí, passa a ser derrota sua cada centavo acima dos R$ 545,00, pois comprou a provocação da ortodoxia. Assim, assume como derrota o que o povo ganhar a mais! E os "negociadores" seguem a cantilena, emparedando o próprio governo e chegam a falar que levarão o tema para votar no Congresso. Isso que se levar ao congresso, né? Podiam ser as reformas estruturais, não?.. É muita cegueira!
Ou melhor, vamos não. Certas estão as centrais sindicais ao dizerem que vão mobilizar povo. E essa luta unitária tem nome e sobrenome, desde antes do governo Lula:
- Valorizar o trabalho;
- Reduzir a Jornada de Trabalho para 40 horas, sem reduzir salários.
É necessário entender quão complexa será a tática que marcará esse próximo período, e isto não está claro. Será fruto de muito amadurecimento, bater cabeças. Mas já acalma algumas ilusões reformistas que crêem seja possível prescindir da luta de massas, da luta de idéias e da militância, armada ideologicamente para enfrentar as forças do capital, em especial a tríade:
- sistema financeiro - banqueiros;
- latifúndio;
- Partido da Imprensa Golpista (PIG).
Ou seja, a dialética e complexidade na política continuam, é unidade e luta, proposição, pressão. E não venha o PIG querer fazer mais intriga, porque não é de ruptura que se fala. Não tem nada a ver. Só não queiram que as centrais sindicais façam esse mau papel do governo. Afinal, nem sempre ele acerta, como vemos já no seu início. Outros erros haverá, e o povo deve participar da política para intervir e fortalecer as forças da mudança. Política, não tem jeito, também é ter lado e lutar pela melhor correlação de forças.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Salário mínimo: o outro lado da moeda - Por Wagner Gomes
Publicado na Agência Sindical http://twixar.com/RjkqL5y
O governo da presidente Dilma Rousseff convive em seus primeiros dias com duas “verdades” que soam como absolutas, embora uma delas esteja muito distante dessa definição. A primeira mostra que é preciso cortar os gastos públicos, como forma de se conter a inflação e colocar as contas do governo federal nos eixos; a outra evoca o fato de que a política de valorização do salário mínimo foi uma das responsáveis pelo bom momento econômico vivido pelo Brasil, a despeito da crise internacional que ainda assombra diversos países.
Diante de tais “dogmas”, como deveria agir o governo recém-instalado no Palácio do Planalto para definir o valor do salário mínimo para 2011? Por que interromper a política iniciada durante o governo Lula? Por que a falta de diálogo com a classe trabalhadora em torno dessa questão?
A imprensa vem noticiando nos últimos dias que as centrais sindicais têm sido muito duras com o novo governo, mas não é esse o ponto crucial do debate. O fato é que a proposta de reajuste para R$ 545,00 está na contramão daquilo que foi colocado em prática – com sucesso – nos últimos anos. É frustrante acompanhar o ressurgimento da tese de que os salários deterioram as contas públicas, especialmente porque esse ideário não fez parte do programa com o qual a presidente Dilma foi eleita – ao contrário, fazia parte do discurso da oposição.
Estudos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) demonstram que 47 milhões de pessoas são diretamente beneficiadas pelo aumento do salário mínimo. É nesse universo que está um dos principais pilares de sustentação do crescimento da economia brasileira, responsável pelas excelentes perspectivas para o curto, médio e longo prazos do país.
Setores do governo argumentam que o reajuste para R$ 545,00 corresponde ao valor acordado com as centrais sindicais, a partir da fórmula que utiliza a variação do Produto Interno Bruto e a inflação anual. Esse é um viés bastante discutível, pois não é essa a expectativa criada por um governo comprometido com o desenvolvimento do país. O PIB negativo de 2009 foi um ponto fora da curva, que não pode servir de pretexto para interromper o ciclo de crescimento real dos salários.
Essa discussão não pode ser encerrada por meio de uma medida provisória, conforme demonstra a equipe econômica do novo governo. É preciso mais diálogo com a sociedade e com os movimentos sociais em geral. Se as centrais sindicais hoje pressionam por um reajuste maior do salário mínimo, isso é mero reflexo do que anseia a classe trabalhadora do país, setor que apoiou em massa a continuidade do projeto iniciado pelo presidente Lula e viu em Dilma Rousseff a líder ideal para conduzir o Brasil a um novo patamar de desenvolvimento.
Wagner Gomes é presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
CTB convoca Plenária em Juazeiro do Norte para debater Mínimo de R$ 580,00 e crise política
A Central de Trabalhadores(as) do Brasil da cidade de Juazeiro do Norte-CE, convoca os(as) trabalhadores(as), as centrais sindicais, os movimentos sociais e de juventude da cidade para uma plenária no Dia Nacional de Luta convocado pelas Centrais Sindicais pela aprovação do Salário Mínimo de R$ 580,00. A plenária visa a reunir apoio e mobilizar os parlamentares da região, unindo esforços por mais essa conquista dos(as) trabalhadores(as) e do povo.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Centrais pedem reunião com Dilma para cobrar mínimo de R$ 580,00.
Centrais Sindicais marcam ato conjunto para 18 de janeiro pelo aumento do Salário Mínimo
As centrais sindicais CTB, CUT, FS, UGT, NCST e CGTB, reuniram-se na última terça feira e reafirmaram a luta e mobilização pelo salário mínimo de R$ 580,00 reais. A estratégia vai desde a mobilização de rua até reunião com a Presidenta a Dilma Rousseff para cobrar dela o reajuste.de 13.7%
Queremos abrir negociação tanto com o palácio do planalto como com o congresso nacional.
Para o salário mínimo o governo oferece R$ 540,00 reais previstos no orçamento da União para 2011. Para o presidente da Central de Trabalhadores(as) do Brasil, Wagner Gomes ,é hora de o governo atender as reivindicações dos trabalhadores, já que para amenizar os efeitos da crise foram tomadas várias medidas em favor do capital.
As centrais marcaram uma manifestação para o dia 18 de janeiro de 2011, terça-feira. Essa manifestação conjunta em São Paulo vai ser na Av. Paulista, iniciativa a ser reproduzida em todos os Estados, para ocupar as praças públicas reivindicando o salário mínimo de R$ 580,00.
Leia também:
Centrais divulgam nota conjunta em defesa do Salário Mínimo de R$ 580
Com informações de Pascoal Carneiro - Secretário Geral da CTB CTB Nacional 011 - 31060700 www.portalctb.org.br
domingo, 9 de janeiro de 2011
A CTB E O NOVO SALÁRIO MÍNIMO
A CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – manifesta sua posição contrária à Medida Provisória nº 516/10, que fixa o novo valor do salário mínimo para 2011 em R$ 540,00. Publicada na última edição do ano do Diário Oficial da União, a MP caminha na contramão da política permanente de valorização do salário mínimo, prevista para durar até 2023.
O último reajuste do salário mínimo no governo Lula foi o mais baixo dos seus dois mandatos, jogando uma ducha de água fria nos trabalhadores. A elevação nominal proposta pelo governo, de 5,88%, ficou aquém da própria inflação do período (INPC de 6,47%). O valor consagra uma perda real, portanto, de 0,55%.
A CTB lutará, em unidade com as outras centrais sindicais, para que o Congresso Nacional, depois do recesso, altere para R$ 580,00 o novo salário mínimo. Na nossa compreensão, esse reajuste deve levar em conta que o PIB negativo de 2009 foi um ponto fora da curva e, a exemplo do que ocorreu com as concessões a diversos setores empresariais, não pode servir de pretexto para interromper o ciclo de crescimento real dos salários.
Estudos do Dieese demonstram que 47 milhões de pessoas são diretamente beneficiadas pelo aumento do salário mínimo, com a vantagem adicional de fortalecer o mercado interno – uma das âncoras essenciais para o crescimento sustentado da economia. Ressuscitar a desmoralizada tese de que os salários deterioram as contas públicas não fez parte do programa com o qual a presidente Dilma Rousseff foi eleita.
A CTB, que tem como programa a luta por um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, conclama o Congresso Nacional a rever a MP 516/00 e a estabelecer um novo salário mínimo em R$ 580,00, ao mesmo tempo em que conclama o novo governo, neste gesto inaugural e simbólico, a reafirmar seu compromisso com a valorização do salário mínimo como um dos pilares da luta pela erradicação da miséria no país.
São Paulo, 5 de janeiro de 2011
WAGNER GOMES
Presidente da CTB
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Notícias do Movimento Sindical
Para Wagner Gomes, 2011 será o ano para consolidar a Agenda da Conclat
A Entrevista da semana | Quarta, 22 Dezembro 2010
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