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terça-feira, 24 de setembro de 2024

Banco Central: guardião da estagnação econômica, do desemprego e da concentração de renda - Luis Carlos Paes



A Sobrevivência dos Mais Gordos (2002): Jean Galschiot

Ao participar de debate no canal Ópera Mundi após a reunião do Copom, na semana passada, que elevou a Selic em 25 pontos, o renomado economista e professor da Unicamp Luiz Gonzaga Belluzzo, afirmou que a política de juros altos é uma circunstância da “guerra entre a Faria Lima e o resto do país” ao ser provocado pela pergunta: “por que o Brasil tem hoje a segunda maior taxa de juros real do mundo, perdendo apenas para a Rússia, que está em guerra contra a Ucrânia? Por que temos uma economia de guerra se não estamos em guerra?”


Os acontecimentos que se sucederam à crise de 2007/2008 desmoralizaram por completo a lógica da macroeconomia neoclássica. Esta teoria pressupunha que a ampliação da base monetária levaria obrigatoriamente à inflação, sendo o único remédio para combatê-la a adoção, pela autoridade monetária, de taxas de juros mais elevadas.


O ex-diretor do Banco Central do Brasil (Bacen), ex-presidente do BNDES e um dos idealizadores do Plano Real, o economista André Lara Resende, no prefácio de seu livro “Camisa de Força Ideológica – A Crise da Macroeconomia” afirma: “...Com o advento do Quantitative Easing, a teoria monetária foi obrigada a fazer uma revisão mais profunda e explícita do que recorrentemente fez desde seus primórdios. ... o dogmatismo fiscalista e a ortodoxia monetária passaram a ser questionados. Primeiro, por economistas mais periféricos em relação aos centros do poder e do prestígio, depois por grande parte das organizações internacionais, como o Banco Mundial, o BID, o FMI e também alguns bancos centrais, como o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu. Finalmente, até os papas da ortodoxia nos Estados Unidos reconheceram a necessidade de revê-los. No Brasil, curiosamente ainda não. ... sem nos livrarmos da camisa de força ideológica da macroeconomia dominante, não há como repensar um projeto de retomada do crescimento.”


Em tempos de Fake News, o Bacen continua a adotar uma falsa teoria, já superada, que só atende aos interesses dos rentistas, parcela da sociedade brasileira, no topo da pirâmide social, que compreende menos de 0,1% da população brasileira.


Na medida, em que o País começa a se aproximar de um crescimento, ainda pequeno, de 3%, o desemprego cai e a renda das famílias tem uma leve recuperação os senhores diretores do Banco Central, salvaguardas do rentismo, decretam que o PIB, o emprego e a renda dos que estão no piso da pirâmide social não podem crescer pois a inflação poderia, na crença destes senhores, subir um pouco além do centro da meta de inflação, estipulada em 3% para os anos de 2024, 2025 e 2026.


E assim, a atual diretoria do Bacen e um punhado de tecnocratas, prisioneiros da camisa de força ideológica, continuam sabotando o crescimento da economia real e transferindo bilhões de reais dos cofres públicos para a especulação financeira, é o conflito a que se refere o professor Belluzzo.


Pergunte a qualquer brasileiro racional, por mais humilde que seja, se ele prefere o desemprego com uma inflação de 3%, ou se prefere o emprego e a possibilidade de um maior crescimento do País, mesmo que a custa de uma inflação um pouco mais elevada?


Assim, toda a nossa solidariedade e apoio ao presidente Lula que, com sobeja razão, desde o ano passado, faz um duro combate à Roberto Campos Neto e aos demais diretores do Bacen nomeados por Bolsonaro, todos comprometidos com o rentismo. 


Neste final de ano, Lula terá a oportunidade de trocar três novos diretores, inclusive o presidente do Banco, que somados aos quatros já indicados anteriormente, garantirá uma maioria folgada em relação à diretoria que ele recebeu do inominável. Esperamos que aproveite bem a oportunidade e indique nomes comprometidos com um novo projeto de desenvolvimento soberano, inclusivo e sustentável, incompatível com o rentismo exacerbado.


Fortaleza, 23 de setembro de 2024


Luís Carlos Paes de Castro, engenheiro, analista aposentado do Banco Central e presidente do PCdoB no Ceará

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Cair na real – Lei de Responsabilidade Fiscal e juros - Adriano Benayon - Portal Vermelho



Lei de Responsabilidade: Uma lei para garantir rentismo especulativo - Portal Vermelho

Adriano Benayon: Cair na real – LRF e juros

O senador Cristovam Buarque divulgou mensagem em que manifesta preocupação com o risco de os gestores públicos, diante da crise e da queda da arrecadação, descumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Referiu-se aos projetos de lei aprovados na Câmara e no Senado que acrescentavam despesas ao Orçamento da União. A presidente Dilma buscou impedir sua passagem, com 32 vetos, dos quais 26 foram mantidos pelo Congresso, mas seis foram rejeitados, o que elevará gastos.

Os que se preocupam com os déficits públicos alarmam-se com a situação, porquanto os déficits já vinham crescendo e, desse modo, tendem a aumentar ainda mais, também porque as receitas estão em baixa significativa.

Há que colocar os pingos nos is. A LRF não passa de instrumento destinado a acelerar o empobrecimento do Brasil, assegurando a perpetuação de sua condição de economia primarizada e de zona de extração de recursos naturais, para entregá-los a preço vil aos carteis transnacionais.
Trata-se de lei complementar, de maior hierarquia que as leis ordinárias, ditada pelo império angloamericano, via FMI. Data de 2000, quando FHC reinava na satrápia chamada Brasil.

Essa lei dá total prioridade ao pagamento dos juros da dívida pública, tanto no âmbito federal, como no dos Estados e municípios, os quais, com a federalização da dívida (lei 9.496/1997), se tornaram vassalos de absurdas taxas de juros e índices de correção monetária, que devem pagar à União. Esta ficou responsável pelo total das dívidas públicas.
As taxas de juros e os índices de correção monetária devidos pelos governos locais são semelhantes àqueles com os quais o governo federal provê estupenda acumulação de dinheiro em favor dos concentradores financeiros (banqueiros estrangeiros e locais, e demais rentistas, como as empresas transnacionais).

Desse modo, o Brasil tem perdido recursos que possibilitariam alçar sua taxa de investimentos produtivos (contando os do setor privado), a taxas de 35% do PIB, mesmo com proporcional crescimento do consumo.

Ora, se se endireitassem também as estruturas e infraestruturas, notadamente corrigindo a patológica desnacionalização da economia, não seria difícil progredir no ritmo observado na China dos últimos 30 anos.

Demonstremos, com base nas estatísticas do Tesouro Nacional, a quanto têm montado os recursos saqueados do Brasil, a título do “serviço da dívida pública”.

Somente de janeiro de 1995 — 1º ano após o plano Real, que proclamou a mentirosa estabilização monetária – até agosto de 2015, a dívida pública interna multiplicou-se 24 vezes, de R$ 135,9 bilhões (contando então as dívidas de estados e municípios) para R$ 3,83 trilhões. Isso significa que a dívida interna foi multiplicada por 28, no período.
Isso significa crescimento médio anual de 18,65% aa., decorrente da capitalização dos juros e da inflada correção monetária, ambos decretados pelo BACEN, para gáudio dos sistemas financeiros privados, mundial e local.

Desde a Constituição de 1988, os gastos com a dívida pública, atualizados monetariamente, superam em muito R$ 20 trilhões.
Se os gastos com a dívida interna, cujo montante passa de R$ 3,8 trilhões, continuarem crescendo com a taxa efetiva anual presente — aí nos 18% aa. – essa dívida subirá, em 30 anos, para 1/2 quatrilhão de reais. Um quatrilhão são mil trilhões: 1.000.000.000.000 x 1.000.
Na finança mundial, os derivativos voltaram a superar US$ 600 trilhões, como nas proximidades do colapso financeiro de 2007/2008. Agora já passam de US$ 1 quatrilhão.

Iludem-se grandemente os que acreditam nos bancos e em economistas das universidades famosas e das que as copiam, quando caem na conversa de que os juros são elevados para conter a inflação!

Ao contrário, o crescimento exponencial das dívidas, expressas em títulos, significa inflação ainda maior do que causaria a emissão de moeda, tão anatematizada pelos economistas “ortodoxos” (e pela opinião geral, por eles influenciada). Os títulos financeiros são dinheiro, como a moeda, e ainda turbinado pelos juros.

Um dia, a explosão da massa de títulos insuscetíveis de serem liquidados, leva a reformas monetárias. Então se consolida o poder absoluto dos concentradores, mesmo em relação aos cidadãos aparentemente abastados.

Imaginemos, num caso limite, que o patrimônio financeiro dos grandes concentradores atinja vários quatrilhões de dólares e que individualmente tenham, em média, ativos de 100 trilhões de dólares.

Ao acontecer o “saneamento”, a reforma monetária faz que um novo dólar valha um milhão dos antigos. Então, um oligarca que acumulou US$ 100 trilhões, ficará com 100.000.000 (cem milhões) de dólares novos. Já um empresário, dono de patrimônio de US$ 100 milhões, ficará reduzido a 100 dólares novos. Que chance tem alguém com 100 unidades de moeda, diante de quem tem 100 milhões delas?

A reforma mostrará como o empresário empobrece, enquanto a composição dos juros e as demais jogadas do mercado financeiro fazem expandir os ativos dos banqueiros e demais concentradores.

Torna-se, assim, abissal a diferença de poder econômico entre estes e os demais mortais, mesmo os ricos, cuja maioria, como também a classe média, é convertida às ideologias de interesse dos concentradores e, assim, julga normais as manipulações de juros, câmbio e outras, praticadas pelo sistema financeiro.

No Brasil, esse sistema é criminosamente privilegiado pela fraude no artigo 166, § 3º, II, b), e pela sacralização suicida dos gastos com juros injustificados, assegurada pelo art. 164. Esse confere exclusividade ao Banco Central (BACEN), para emitir moeda – somente para servir os bancos – colocando o Tesouro Nacional à mercê destes.

Por lei, o BACEN está subordinado ao governo federal. Portanto, os governantes que se têm sucedido, deveriam explicar por que o BACEN age em favor da finança dos concentradores privados estrangeiros e locais e, em detrimento da economia e da sociedade.

Criaram um círculo vicioso: a dívida pública cresce devido a despesas financeiras, priorizadas pela LRF. A perspectiva de déficits orçamentários serve de desculpa para elevarem mais os juros. Daí minguam os investimentos produtivos e sociais da União e dos entes federativos.

É, pois, incrível que a LRF seja defendida como sagrada por tanta gente, até com o primarismo flagrante na mensagem de Cristovam: “a revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal é o mesmo que revogar as quatro operações aritméticas, é dizer que dois mais dois é igual a cinco.”

Para o senador, o brasileiro está acostumado a querer receber aposentadoria jovem, e a crise estrutural exige reforma da Previdência. Traduzindo o jargão da “esquerda” reacionária: ”que assalariados e aposentados paguem a conta; não se toque nos trilhões de reais de juros para os bancos!” É de estarrecer.

Conquanto as despesas financeiras não sejam a causa única do subdesenvolvimento acelerado, o vulto delas comprova, de sobra, seu peso na ruína financeira do País. Acarretam também a miséria da estrutura produtiva e social, além de reforçarem a tirania dos oligarcas concentradores sobre o sistema político.

Há mais causas da degringolada. A principal delas, inclusive por ser a fonte da dívida, é a desnacionalização da economia, com os carteis transnacionais subsidiados pela política econômica, aplicando preços absurdos aos consumidores, privando o País de tecnologias próprias, e transferindo quantias estratosféricas ao exterior.

Os déficits nas transações correntes com o exterior — mesmo com o País a exportar quantidades brutais e crescentes, via agronegócio e mineração — cresceram para valor próximo a US$ 100 bilhões anuais, e não mostram sinais de cair muito, nem com a depressão e com o dólar a 4 reais.

*Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Juros: um gráfico que precisa ser divulgado - Portal Vermelho

Juros: um gráfico que precisa ser divulgado - Portal Vermelho

8 DE JANEIRO DE 2012 - 7H00





Os juros vão consumir 47,19 % do orçamento da União para 2012

Juros: um gráfico que precisa ser divulgado

A Folha Online mostra a aprovação do Orçamento para 2012, pelo Congresso Nacional. A proposta prevê a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública no ano que vem, o que representa 47,19% de todo o orçamento. Enquanto isso, serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98% para a saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária, conforme se vê no gráfico acima.

Apesar de grande mobilização dos aposentados (reivindicando aumento real para as aposentadorias maiores que um salário mínimo) e dos servidores públicos do Judiciário (pela recomposição de perdas inflacionárias), o governo não acatou nenhum destes pleitos, alegando “falta de recursos” e a crise internacional. Desta forma, o governo “combate” a crise da mesma forma que os países do Norte: cortando gastos sociais para salvar o setor financeiro.

A extrema intransigência da Presidente Dilma gerou revolta entre os parlamentares da própria base do governo. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) chegou a executar uma manobra de “obstrução”, por meio do pedido de verificação de quorum, o que faria a sessão se encerrar, e a votação do orçamento ser adiada para o ano que vem. Porém, diante da pressão da base do governo, Paulo Pereira aceitou retirar o pedido de verificação, aceitando em troca apenas a promessa do governo de que irá negociar tais pleitos, além da mera troca do negociador do governo (Duvanier Ferreira seria substituído pela Secretária da Ministra do Planejamento, ou pelo Ministro Gilberto Carvalho). Ou seja: na prática, nada garante que haja um aumento nos recursos para os aposentados ou servidores públicos.

As aposentadorias no valor de um salário mínimo receberão um aumento real, equivalente aos 7,53% aplicados ao salário mínimo. Apesar do governo festejar este aumento, cabe ressaltar que, desta forma, o governo Dilma acumulará, em seus dois primeiros anos, um aumento real médio anual de 3,4%, inferior até mesmo à média de FHC. Continuando-se nesta média anual, serão necessários 37 anos para se chegar aos R$ 2.349,26 exigidos pelo art. 7º, IV da Constituição, que garante um salário que garanta “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”.

Outras notícias importantes de hoje – dos jornais Estado de S. Paulo e Correio Braziliense – mostram o crescimento brutal do endividamento devido às altas taxas de juros, e também à emissão de mais títulos da dívida para a obtenção de recursos – aos maiores juros do mundo – para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) emprestar a empresas privadas cobrando taxas bem menores.

Finalmente, no plano externo, é interessante destacar também duas notícias – dos jornais Valor Econômico e O Globo – que mostram os privilégios dos bancos, que são salvos pelo estado com dinheiro público. Enquanto o primeiro traz artigo de um ex-economista chefe do FMI, reconhecendo que os bancos privados foram salvos às custas do Estado, o segundo mostra a ajuda de meio trilhão de euros do Banco Central Europeu aos bancos privados, a juros de 1% ao ano, para que estes bancos emprestem aos países, ganhando taxas de juros 5 vezes maiores, ou seja, ganhando às custas do povo.

Fonte: Auditoria da Dívida Cidadã

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O PIB estagnou e não foi só por culpa da Europa - Portal Vermelho

O PIB estagnou e não foi só por culpa da Europa - Portal Vermelho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (6) uma notícia que não foi nada boa. A economia nacional estagnou no terceiro trimestre. A crise da dívida na Europa certamente contribuiu para tal resultado, mas a causa mais relevante do pífio desempenho não vem de fora. É coisa nossa. É a política econômica ancorada no tripé conservador (juros altos, superávit primário e câmbio flutuante) que cobra seu preço.

O IBGE registrou queda das atividades nos setores secundário (indústria) e terciário (serviços). Em contrapartida, o setor primário (agropecuária) cresceu 3,2%, refletindo o bom desempenho das exportações, a alta dos preços e o crescimento do consumo doméstico.

Previsões em baixa

O órgão também revisou para baixo as taxas de crescimento apuradas no primeiro e segundo trimestres (de 1,2% para 0,8% e de 0,8% para 0,7% respectivamente). O consumo do governo caiu 0,7%, o consumo das famílias foi 0,1% menor e nos investimentos recuaram 0,2%. A perspectiva é de estagnação também para o quarto e último trimestre do ano.

Nos primeiros nove meses do ano o país progrediu 3,2%. Isto fez com que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitisse que a última previsão oficial para este ano (um avanço de 3,8% no PIB) não será alcançada. Note-se que a equipe econômica já havia rebaixado a estimativa anunciada no início do ano (4,5%).

Cenário crítico

O cenário lembra o segundo semestre de 2008, quando a crise mundial, iniciada nos EUA em 2007, fez valer os seus efeitos por aqui, levando a indústria à lona e o conjunto da economia nacional à recessão, que felizmente não tardou a ser contornada. Hoje, o quadro internacional é igualmente crítico, mas a situação é diversa. Não é justo atribuir à Europa a responsabilidade maior pelos nossos infortúnios.

As diferenças parecem óbvias. Naquele ano, o crédito internacional secou bruscamente e o comércio exterior sofreu forte queda. Entre março de 2008 a março de 2009 o volume de comércio internacional caiu 18,7% e a atividade industrial declinou 10,5%. A situação atual ainda não chegou a tal ponto. Embora o financiamento externo esteja escasseando, o intercâmbio de mercadorias com o resto do mundo (excetuando o velho continente) continua em alta. Em novembro, as exportações brasileiras cresceram 73,6% para os EUA e quase 55% para a China.

Política econômica

A crise mundial certamente pesa, mas a estagnação sinalizada pelo IBGE está associada principalmente a opções de política econômica feitas pelo governo Dilma no início do ano com o objetivo deliberado de conter o ritmo de crescimento (que em 2010 chegou a 7,5%). Cabe destacar o ajuste fiscal com cortes de R$ 50 bilhões e cinco rodadas consecutivas de alta dos juros, além das chamadas medidas macroprudenciais do BC para reduzir a expansão do crédito.

Apesar dos recorrentes sinais de agravamento da crise da dívida na Europa e nos Estados Unidos, a equipe econômica cedeu às vozes conservadoras que alertavam para uma suposta escalada incontrolável da inflação e reclamavam juros estratosféricos e maior economia para pagar os juros da dívida interna.

Ao lado disto, pesou (e não menos) a política neoliberal para o câmbio, ou seja, o câmbio flutuante que por aqui virou tabu desde que o ex-presidente Lula se comprometeu com a orientação recomendada pelo FMI e pelo sistema financeiro na famosa e malfadada “Carta aos brasileiros”.

Déficit comercial da indústria

As autoridades econômicas preferem criticar a China por rejeitar o liberalismo cambial à alternativa mais sábia e prudente de controlar as cotações da moeda. Desta forma, a economia permanece refém da política monetária dos EUA, que inundou o mundo de dólares sem lastro. Os efeitos do câmbio apreciado sobre a indústria são notórios e explicam o fato de que a produção interna de manufaturados declina apesar do crescimento da demanda e das vendas.

O hiato entre produção e consumo, no caso, é preenchido por importações, o que se desdobra no déficit comercial da indústria de transformação, que nos nove primeiros meses do ano somou US$ 35,3 bilhões, com aumento de 37,1% em relação ao mesmo período de 2010. É por isto que os críticos da política econômica falam em desindustrialização.

Correndo atrás do prejuízo

A percepção de que a equipe econômica tinha exagerado na dose e mesmo no diagnóstico chegou ao Palácio do Planalto. Embora talvez um pouco tarde, o governo Dilma tem corrido atrás do prejuízo, adotando medidas de estímulo ao consumo (numa autocrítica velada da estratégia de desaceleração adotada no início do ano) e revelando uma saudável preocupação em preservar o crescimento. São ainda iniciativas tímidas, que não colocam em questão o tripé reacionário da política econômica.

A estagnação é mais um sinal da necessidade de mudar a política econômica, o que requer não só convicção como especialmente coragem política para enfrentar a oligarquia financeira. É crescente a consciência desta necessidade tanto entre representantes dos trabalhadores quanto da indústria.

Fiesp

Mesmo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que sempre foi moderada e bem comportada em suas críticas, está mudando de tom. Em nota divulgada também hoje, a entidade também atribui o desempenho medíocre da economia às medidas de contenção da demanda adotadas pelo governo no início do ano, aos juros altos e à sobrevalorização do real.

“Destaque-se que este quadro de enfraquecimento econômico é resultado das medidas de aumento de juros e restrição de crédito adotadas no final de 2010 e ao longo do primeiro semestre de 2011 e do excesso de importações. Assim, cobramos ações do governo para acelerar o processo de queda da taxa de juros, estimular a oferta de crédito e aumentar as desonerações tributárias”, sustenta a Fiesp.

Quanto ao movimento sindical, não é de hoje que cobra a redução ou o fim do superávit primário, a redução substancial dos juros, o controle do câmbio, maior taxação e restrição das remessas de lucros das multinacionais (que cresce como nunca em períodos de crise) e outras medidas que requerem mudanças de vulto na política econômica e que podem transformar a crise em oportunidade. Resta saber se o governo continuará surdo ao clamor da maioria e amarrado a compromissos (com a oligarquia financeira) hostis ao desenvolvimento nacional.

Da Redação, Umberto Martins, com agências

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ato contra juros altos ocupa Paulista, em São Paulo - Portal Vermelho

Ato contra juros altos ocupa Paulista, em São Paulo - Portal Vermelho

Manifestantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Nova Central e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira (29), para exigir que o Banco Central (BC) reduza os juros no país, dando continuidade ao processo de redução da taxa Selic. O ato ocorreu em frente à sede do BC e contou com a participação de movimentos sociais.


Ato contra juros altos em São Paulo
Movimentos sociais e centrais sindicais fazem ato na Paulista / crédito: CTB

Aos gritos de “1, 2, 3, 4, 5, 1000, ou abaixam os juros, ou paramos o Brasil!”, cerca de 200 estudantes e trabalhadores chamaram a atenção da população para explicar o que representa para o país a manutenção de juros exorbitantes.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, somente com juros menores será possível o Brasil se tornar uma nação mais desenvolvida, com um parque industrial forte e competitivo, que seja capaz de criar mais empregos e diminuir a desigualdade social.

“Ainda temos a taxa de juros real mais alta do mundo. Apesar das recentes quedas, é preciso dizer que essa redução em conta-gotas não resolve o problema do Brasil”, afirmou Wagner Gomes, referindo-se às duas mais recentes decisões do Copom, de queda de 0,5%, nos meses de setembro e outubro.

Para o dirigente, é fundamental a mobilização de toda a classe trabalhadora pela queda dos juros no Brasil. “Chega de dar dinheiro para banqueiro. Esperamos do Copom (Comitê de Política Monetária) uma atitude patriota, em um nível necessário para que o país possa se desenvolver”, declarou.

Entre hoje e amanhã (30), o Copom do BC estará reunido em Brasília para decidir qual será a nova taxa de juros.

da redação, com informações da CTB



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Centrais consideram insuficiente redução de 0,5% na Selic - Portal Vermelho

Centrais consideram insuficiente redução de 0,5% na Selic - Portal Vermelho

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) emitiu nota, em seu portal, criticando a redução de somente meio ponto percentual da taxa básica de juros, baixando de 12% para 11,5% ao ano. Força Sindical e UGT também criticaram a timidez da decisão.

Confira o comunicado da CTB:

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, colegiado formado pelos diretores e presidente da autoridade monetária, em reunião nesta quarta-feira, 19/10, anunciou uma nova redução na taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 0,5 ponto percentual, caindo de 12% para 11,5% ao ano.

Leia também:

BC mantém tendência e reduz Selic para 11,5% ao ano
A redução na taxa de juros foi uníssona na reunião que aconteceu nesta terça-feira, 18/10, no lançamento do movimento “Por um Brasil com juros baixos: mais empregos e maior produção”, quando empresários, economistas e sindicalistas se reuniram em São Paulo para assinar um documento a favor da redução da taxa básica de juros.

Tinha uma grande expectativa entre os presentes que esperavam uma queda acentuada, apesar da expectativa dos economistas dos bancos que previam uma redução de 0,5 ponto percentual nos juros, para 11,50% ao ano, o que acabou se confirmando.

O presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Wagner Gomes, declarou: “Considero insuficiente a queda de 0,5% para que o país continue a enfrentar a crise financeira internacional e espero que a taxa de juros continue caindo em um percentual maior ainda”.

CTB


Outras centrais também cobraram maior redução

As centrais sindicais consideraram que a redução de 0,50% na taxa básica de juros (Selic), anunciada hoje (19) pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi “muito pequena”.

Por meio de nota, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, voltou a dizer que o Banco Central “acertou no remédio, mas errou na dose”.

“A redução é positiva, mas insuficiente. O que há para comemorar é que a redução do índice – que foi de 12% para 11,50% – reflete a pressão da sociedade, especialmente do movimento sindical, que constantemente tem-se manifestado a favor de queda ousada na taxa básica de juros. Esperamos, agora, que o Copom ao menos mantenha esse ritmo de queda, que, apesar de suave, serve de alento para a economia”, disse o presidente da Força Sindical.

Para Ricardo Patah, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), faltou ousadia ao Banco Central para reduzir ainda mais os juros. “A UGT apoia a decisão do Copom em reduzir a taxa Selic em 0,5%. Lamenta apenas ter faltado ousadia a favor do Brasil e se adotar uma redução mais enérgica, de pelo menos um ponto percentual. Isso sim, seria uma decisão pelo Brasil, pela geração de empregos e pela produção”, disse Patah, por meio de nota.

Com agências

sexta-feira, 4 de março de 2011

CLASSISTA - Novo aumento de juros é tapa na cara dos trabalhadores


 

Novo aumento de juros é tapa na cara dos trabalhadores

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entende que o novo aumento da taxa de juros no Brasil, anunciado nesta quarta-feira (2) pelo Banco Central, significa um verdadeiro “tapa na cara” da classe trabalhadora do país.

A taxa básica de juros determinada pelo Banco é o valor de referência para os títulos da dívida emitidos pelo país, determinando os juros cobrados em financiamentos, empréstimos, etc. Com a ampliação em 0.5 ponto percentual, a Selic passou de 11,25% para 11,75% ao ano.

“É inadmissível. Não foi para esse tipo de política que o povo elegeu Dilma Rousseff para a Presidência. Não foi para isso que tanto pressionamos pela saída do ex-presidente Henrique Meirelles do Banco Central. A confirmação de novo aumento soa como um tapa na cara dos trabalhadores e de todos aqueles que realmente fazem com que a economia do país se movimente”, afirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.

Leia abaixo a nota da CTB a respeito do novo aumento da Selic:


São Paulo, 02 de março de 2011

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entende que o novo aumento da taxa de juros no Brasil, anunciado nesta quarta-feira (2) pelo Banco Central, significa um verdadeiro “tapa na cara” da classe trabalhadora do país. A decisão do governo serve, mais uma vez, apenas para atender à expectativa de lucros dos rentistas e investidores internacionais, atraídos pela maior taxa de juros do mundo.

Desde a posse da presidenta Dilma, esta foi a segunda vez que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reuniu para definir a taxa de juros do país. Na ocasião passada, em janeiro, o BC já havia jogado um balde de água fria naqueles que esperavam por um novo rumo para as decisões macroeconômicas do país.

O discurso do BC e da equipe econômica do governo tenta transparecer como responsável, atribuindo o aumento ao processo de contenção da inflação no país. No entanto, tal teoria carece de sustentação lógica. Na prática, essa política é ineficaz e só amplia ainda mais a dívida pública, que por sua vez passa a exigir cada vez mais uma enorme carga de empréstimos para novamente financiá-la, estabelecendo um círculo vicioso que só tende a se tornar cada vez maior.

A CTB sustenta que o novo aumento de juros se torna ainda mais grave pelo fato de a presidenta Dilma Rousseff ter barrado, há poucas semanas, um reajuste mais digno para o salário mínimo. Somadas, essas duas posições escancaram um projeto de governo que não foi o escolhido pelo povo brasileiro nas urnas. Pior do que isso, suas consequências certamente se refletirão negativamente no crescimento da economia e no projeto de desenvolvimento necessário para o Brasil.

Ao lado das demais centrais sindicais e dos movimentos sociais progressistas do país, a CTB espera que o a presidenta decida enfrentar, o quanto antes, o conservadorismo da política financeira que ainda vigora no Brasil. É preciso que Dilma saiba que o povo estará ao seu lado nessa batalha, pronto para lutar até o fim. No entanto, se as mudanças não vierem, o povo também estará pronto para sair às ruas caso prevaleça a agenda conservadora que tem norteado o início deste governo.

Wagner Gomes
Presidente nacional da CTB

Fonte: CTB

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O salário mínimo é a ponta do iceberg - Paulo Vinícius


Quem pauta a agenda brasileira?

Independentemente do resultado da votação do salário mínimo, em meados de fevereiro de 2011, as centrais sindicais unidas conquistam vitórias políticas importantes neste início do governo Dilma.

Por um lado, a novidade política do Fórum das Centrais Sindicais se impõe pelo seu poder unitário, como parte destacada dos movimentos sociais brasileiros, a despeito dos prognósticos pessimistas que vaticinavam sombrio futuro de fragmentação do movimento sindical e dos trabalhadores. Essa tese foi em especial difundida quando da decisão do sindicalismo classista criar sua própria organização. À época, este campo afirmava ser fundamental a constituição de uma central classista para recuperar a unidade dos trabalhadores, unicamente possível a partir das centrais. Tal tese, dialeticamente vem se confirmando na prática.

Por outro, a partir dessa unidade, as Centrais vem seguidamente pautando a agenda com as suas bandeiras que, longe de representarem pauta específica e lateral, dialogam cada vez mais com os grandes debates sobre o presente e o futuro do Brasil. As Marchas Nacionais a Brasília prenunciaram tal fato. Porém, mais recentemente, foi a realização da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, havida em 2010, que preparou o cenário para esse fato transcendente que marca o início de 2011 e o governo Dilma: os Trabalhadores e as Trabalhadoras disputam a agenda do país.

Na hora da sede você pensa em mim”

Muitos se assustaram quando viram a temperatura aumentar no debate entre centrais e governo. Primeiramente, observe-se que as expressões mais duras de tal embate não partiram das centrais sindicais. E, em segundo lugar, o que se deve ressaltar no debate foi a firmeza que tiveram as centrais ao afirmar o que não era possível ver pautado no debate nacional: que há graves problemas na política macroeconômica. E é esse o debate.

Essa é a maior vitória das centrais, pautar as agendas política e econômica. E a falta de capacidade de pautar a agenda que avulta nas movimentações do governo, que expressa indisfarçável tibieza ao tratar o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e o setor financeiro, em contraponto à força com que arremete contra as centrais sindicais (“oportunistas”, fechando negociação, antecipando votações). Por mais força que demonstre nesta ou naquela votação, a força de um governo, sobretudo de um governo de mudança, reside na iniciativa de pautar a sua própria agenda política.

Se fosse fácil, não precisavam da gente

Mas é assim mesmo, e ainda é cedo para ser definitivo nas considerações. Afinal, os movimentos sociais aprenderam muito durante os dois mandatos de Lula, em especial a importância da dinâmica de unidade e luta quando deparados com um governo de composição heterogênea, cuja aliança vai desde os(as) trabalhadores(as) até o capital financeiro. Isto notabilizou a fórmula “governo em disputa”, muito importante quando do primeiro mandato de Lula, cujas medidas muitas vezes contraditórias fizeram muitos perderem a noção dos campos, por não entenderem que contraditória mesma era a composição política, ontem e hoje.

Longe de estimular o desespero e o desencanto de alguns que chegaram a – voluntária ou involuntariamente – servir à direita, esta percepção da disputa estimulou um profícuo aprendizado sobre a importância da agenda política. A crise de 2005 ensinou que era preciso saber defender o governo da Direita. O início de 2011 ensina que é preciso defender o governo da Direita, quando ela ataca, mas não devemos defender a direita no governo. Não nos assustemos com este ou aquele termo; é uma nova partida no campeonato e esse jogo está começando, apenas.

A Agenda da Classe Trabalhadora

Não à toa, o documento síntese da CONCLAT foi a Agenda da Classe Trabalhadora 
(baixe aqui), uma das maiores conquistas nesse processo. Lá se evidencia o projeto nacional de desenvolvimento que queremos: soberano, democrático, com crescimento econômico e valorização do trabalho. A partir dessa convicção dada pela CONCLAT foi que as centrais cravaram um ponto no debate nacional, pondo em xeque os rumos da política econômica e o caminho do desenvolvimento brasileiro. CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e CGTB sustentam, na Agenda da Classe Trabalhadora:

Além de um Estado forte, é preciso uma política de redução dos juros, do superávit primário e câmbio equilibrado, uma política macroeconômica que tenha como pressuposto o crescimento sustentado a um ritmo compatível com as potencialidades e necessidades do país, o pleno emprego e a distribuição mais justa da renda produzida pelo trabalho".

E defendem:
  • Políticas monetária e fiscal compatíveis com metas sociais de crescimento econômico, valorização do trabalho e distribuição de renda;
  • Reduzir as taxas de juros para diminuir o endividamento público e os seus encargos, estimulando os investimentos públicos e privados no desenvolvimento produtivo.
  • Uma ampla reforma financeira, ampliando a oferta de crédito e redução do spread bancário;
  • Política cambial orientada ao crescimento econômico e à geração de empregos.
  • Democratizar o Conselho Monetário Nacional e o Comitê de Política Monetária, garantindo a representação dos trabalhadores e empregadores;
  • Reduzir as metas de superávit primário (da União, Estados, DF, municípios e das empresas estatais) para ampliar a capacidade de investimentos em infraestrutura, em políticas sociais e serviços públicos de qualidade.
  • Promover política adequada de “preços administrados”, evitando aumentos abusivos.

  Como podemos observar, o salário mínimo é só a ponta do iceberg. Os trabalhadores anseiam por mudanças de relevo na política econômica. A parte do sistema financeiro é descabida, imensa e é essa a contradição central do Brasil há décadas. O povo merece uma fatia maior do bolo e deseja o desenvolvimento econômico. Daí a importância de destrinchar e tornar compreensível à maioria o que são esses tais “superávit primário”, “câmbio”, “regime de metas” e “taxa SELIC” que impõem tamanhos entraves à classe trabalhadora e ao desenvolvimento brasileiro.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ato pelo Reajuste do Salário Mínimo para R$ 580, 00 no Congresso 3ª, 15/02 - 14h00


Saudações Classistas!
Está confirmada a mobilização em defesa do aumento do salário mínimo de R$ 580,00 na terça, 15/02 às 14h00 no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

Como tem sido noticiado amplamente pela imprensa, há uma queda de braço entre o governo e as centrais sindicais polarizando a cena política pelo que significa: a luta por mudanças na atual política macro-econômica, no que penaliza a produção e os trabalhadores com juros altos e cortes no orçamento, em favor do capital financeiro que chantageia e especula contra o país. 
Para mudar isso, é imperativo valorizar o trabalho, com uma política permanente que assegure aumentos reais para o salário mínimo. E a justeza dessa bandeira  ganha vigor graças à unidade das centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB).

Dado a ruptura unilateral das negociações por parte do governo e seu sinal de que a votação no Congresso será iminente, a população do DF está no centro da batalha. Por isso queremos CONVOCAR todos e todas a se fazerem presentes no ato e divulgar a atividade onde seja possível.


Reproduza o convite:
 As Centrais Sindicais ( CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central e CGTB) convidam a todos e todas para o ato público a favor do reajuste do salário mínimo de R$580,00 e em defesa da política permanente de valorização do Salário Mínimo com ganhos reais!
Dia:15-02-2011 - Terça-feira
Horário:14h
Local: Câmara dos Deputados, Auditório Nereu Ramos, anexo 3
 
OBS: Levem suas bandeiras,vistam camisetas, levem suas faixas!


Entrevista com  o Presidente da CTB, Wagner Gomes: Política econômica conservadora impede a valorização do mínimo  

Veja também: Primeiro ano ou terceiro turno? - Paulo Vinícius



A Direção da CTB Distrito Federal

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