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sábado, 10 de junho de 2023

Jornalistas mostram um mapa de bases dos EUA na África, Oriente Médio, Europa e em TODA COSTA DA CHINA e a China e Russia são ameaça? - Twitter @pueblopatriota)

 


quarta-feira, 6 de junho de 2012

NOTA DE REPÚDIO DA DEP COMUNISTA LECI BRANDÃO CONTRA O ASSASSINATO DE JOVEM ANGOLANA


NOTA DE REPÚDIO

Assassinato da Estudante Angolana Zulmira de Souza Borges Cardoso

Venho, por meio desta nota, manifestar o meu repúdio ao ato criminoso, motivado por racismo, ocorrido no dia 23 de maio, em um bar da rua Cavalheiro, no bairro do Brás, na capital paulista, que resultou no assassinato da estudante angolana ZULMIRA DE SOUZA BORGES CARDOSO e deixou mais três feridos.

A violência atroz e o motivo pelo qual esse ato foi praticado nos revolta, entristece e causa profunda indignação.

Como membro da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, manifesto o meu compromisso em cobrar do poder público a investigação do caso e a punição dos culpados.
Como primeiras ações para que esse crime não caia na impunidade, informo que a Comissão de Direitos Humanos, na pessoa de seu presidente, o deputado Adriano Diogo (PT), e demais deputados membros da referida comissão, estão solicitando audiência com os secretários de Segurança Pública e de Justiça do Estado de São Paulo para cobrar a apuração desse caso.
Não podemos permitir que crimes de intolerância continuem a ser banalizados em nossa sociedade.

Nosso mandato assume o compromisso de acompanhar de perto as investigações desses crimes bárbaros e exigir a punição dos culpados.

Leci Brandão
Deputada Estadual - PCdoB

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CNA, partido de Nelson Mandela, comemora 100 anos - Portal Vermelho

CNA, partido de Nelson Mandela, comemora 100 anos - Portal Vermelho

Neste domingo (8), o Congresso Nacional Africano (CNA), partido de Nelson Mandela, comemora o seu centenário. Milhares de sul-africanos lotaram o estádio de Free State, na cidade de Bloemfontein. Quem foi ao estádio esperava pela presença de Mandela, mas o líder sul-africano não compareceu. Para representá-lo, membros de sua família foram à comemoração.

Outros ex-presidentes do partido também foram ao estádio. O partido está à frente do país desde 1994, após a libertação do regime do apartheid e a realização das primeiras eleições democráticas.

Esse triunfo fez possível que a 10 de maio de 1994, o líder histórico do CNA, Nelson Mandela, assumisse a presidência sul-africana, com o que se pôs fim ao segregacionista regime racista do apartheid. O CNA, que esteve no poder desde então, propugna uma política inclusiva.
À época, o partido venceu a disputa com mais de 60% dos votos de 22 milhões de eleitores. De acordo com os últimos números oficiais, a aprovação do partido segue acima dos 60% ainda hoje.

Antes de vencer as eleições de 1994, no entanto, o CNA ficou durante décadas na clandestinidade. O apoio ao partido cresceu, principalmente, entre a população nos guetos negros de grandes cidades como Johanesburgo.

Uma série de eventos será realizada ao longo deste ano. Uma tocha, levada ao estádio, viajará por todo o país e estará incluída nas demais comemorações. Por todo o mundo, chefes de Estado e partidos políticos parabenizaram o partido pelo centenário e destacaram a luta do CNA pelos direitos humanos.

O centenário do Congresso Nacional Africano (CNA) representa um grande acontecimento político, já que essa organização é símbolo da luta contra o apartheid e toda forma de opressão.

Nelson Mandela permaneceu 27 anos na prisão por defender os direitos do povo. Em 1993, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Em diversas partes da África do Sul são promovidas atividades esportivas e culturais, cerimônias religiosas tradicionais para comemorar o centenário do partido. Muitos debates e conferências foram organizados sobre a história do CNA.

Como avaliou o presidente sul-africano Jacob Zuma, a recordação dos 100 anos de fundação do partido é um fato significativo não somente para o CNA, como também para todos os ex-movimentos de libertação no continente e dos povos africanos em geral.

A história confirmou que não foram em vão os esforços e o sangue derramado por integrantes do CNA, que teve como aliado inseparável o Congresso de Sindicatos da África do Sul (Cosatu) e o Partido Comunista.

Todos unidos enfrentaram outrora o regime racista, que impôs a separação entre brancos e a maioria negra, despojou esta das melhores terras e a manteve na ignorância, sem acesso à educação. Também obrigou o negro a portar passes especiais para seu deslocamento.

O CNA, o mais antigo movimento de libertação nacional na África, sempre defendeu a prosperidade e uma vida melhor para todos os povos da região, com a erradicação da pobreza social.

Exemplo eloquente disso é que já em 1892, o presidente fundador do CNA (1912-1917), John Langalibalele Dube, chamou em sua conferência "Sobre Minha Terra Natal" à unidade dos africanos nos planos espiritual e humano, para a construção de um continente próspero.

Em 1919, um dos máximos líderes partidários do agrupamento político (1917 a 1924), Sefako Makgatho, dizia: "O CNA aponta para a união dos africanos, não somente da África do Sul, como também do Lesoto, Botsuana, Suazilândia em particular... para encabeçar a luta comum pela liberdade".

Mais adiante, em 1977, no I Congresso do Movimento Popular para a Libertação de Angola, o independentista Oliver Tambo ao expor sobre a futura política exterior sul-africana enfatizou a necessidade de fortalecer a solidariedade internacional na era pós-apartheid.

“Tentaremos viver em paz com os vizinhos e povos do mundo em condições de igualdade, respeito mútuo e vantagens recíprocas”, dizia Tambo, que dirigiu o CNA de 1967 a 1991.

Ao render homenagem aos combatentes sul-africanos, numa recente mensagem, o secretário-geral do CNA, Gwede Mantashe, considerou que nestes 100 anos de história não devem ser esquecidas as memórias de luta, dor, resistência e fatos heroicos. A memória, disse, é nossa arma.

Também demandou manter os valores, princípios e tradições que animaram o movimento, o qual se renova como partido na África do Sul atual.

Hoje, o CNA, ao lado da Cosatu e do Partido Comunista, esforça-se, em meio a grandes dificuldades, para construir uma sociedade democrática com justiça social, com melhorias na educação e a luta contra a pobreza, o atraso e o subdesenvolvimento.

Com agências

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