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quinta-feira, 7 de julho de 2016

LGBT TEM DIREITO DE VIVER - UNA LGBT e movimentos denunciam assassinato do estudante Diego Vieira Machado na UFRJ

O Brasil tem sua trajetória marcada pelo patriarcado e escravagismo, sempre dirigido pelo coronelismo e uma política fundamentalista que vem a cada dia desrespeitando a laicidade do estado democrático de direito. Na última década conquistamos com muita luta a ampliação do acesso e permanência da juventude pobre e preta nas Universidades, mas a cultura elitista e patriarcal permanece, mesmo com diversas ações e políticas afirmativas para a promoção da igualdade de direitos para mulheres, povos e comunidades tradicionais, LGBT e a população negra, os racismos e as LGBTfobias assim como os machismos estão enraizados em nosso sistema que se utiliza do discurso do ódio e da intolerância para aumentar a opressão e garantir os privilégios das classes elitistas brasileiras.

O Estado Brasileiro, embora tenha ampliado o acesso à educação para a população negra e pobre, não enfrentou de forma contundente os racismos, não temos uma política de educação e de permanência para nossos estudantes que valorize a diversidade e promova uma cultura de respeito às diferenças. As discriminações são de classe, são contra o povo que não está de acordo com os padrões estabelecidos por este sistema patriarcal e capitalista. O Brasil foi considerado pelo New York Times, o país mais perigoso para a população LGBT no Mundo.

No dia 2 de Julho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Racismo e a LGBTfobia levaram mais um jovem à morte. O corpo do estudante Diego Vieira Machado, nortista do Estado do Pará, gay e negro, foi encontrado com sinais de espancamento às margens da Baía de Guanabara, na Ilha do Fundão. Lamentavelmente esse não é um caso isolado, o recado vem sendo dado, grupos conservadores e fascistas, legitimados por discursos odiosos e fundamentalistas, vem dando sinais de alerta, não aceitam as populações negras e de LGBT em espaços que antes eram privilégios das elites branca e heteronormativas.

É importante ressaltar que outros estudantes, inclusive a vítima, tinham recebido mensagens de ódio e ameaças originadas de grupos conservadores da universidade, endereçadas especialmente a negros e gays. Estes elementos nos remetem à conjuntura política pela qual estamos passando, o conservadorismo, o fundamentalismo religioso e diversas outras expressões de ódio são características deste processo de golpe.
Precisamos aprofundar o debate sobre as ações a serem tomadas nas Universidades, e no conjunto da sociedade brasileira, estabelecer com o conjunto dos movimentos sociais LGBT e Estudantil uma campanha a ser realizada sistematicamente nas Instituições Públicas e Privadas.

Nos solidarizamos aos familiares e amigos do Diego, de outras tantas vítimas da LGBTfobia, dos racismos e machismos e nos comprometemos em lutar diuturnamente e sem descanso para desconstruir estes padrões, enfrentar a violência e construir um novo modelo de sociedade, que considere e respeite as mulheres a população pobre, negra e LGBT.

Assinam:

UNIÃO NACIONAL DE LÉSBICAS, GAYS, BISSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSEXUAIS - UNALGBT

ANTRA - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRAVETIS E TRANSEXUAIS

REDETRANS - REDE NACIONAL DE PESSOAS TRANS - BRASIL

ARTGAY - ARTICULAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS

UNIÃO BRASILEIRA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS - UBES

UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES - UNE

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES - UBM

UNIÃO DA JUVENTUDE SOCIALISTA - UJS

UNIÃO DE NEGROS PELA IGUALDADE - UNEGRO

GRUPO LAMBDA LGBT

UNIÃO PAULISTA DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS - UPES

CENTRAL DE TRABALHADORAS E TRABALHADORES DO BRASIL - CTB

terça-feira, 5 de julho de 2016

BB Digital: Bom para quem? Luíza Bezerra.

O Banco do Brasil vem implementando nos últimos meses seu novo modelo de atendimento aos clientes: o BB Digital. Trata-se da retirada das carteiras Personalizado (PF) e Empresa e Pequena Empresa(PJ) das agências, colocando-as em Escritórios Virtuais. O BB tem vendido o modelo como se fosse melhor tanto para o cliente como para o funcionário. Será mesmo?

Num mundo em que a tecnologia está cada vez mais presente no nosso dia a dia, muitas vezes facilitando a resolução das mais variadas questões, não é possível que sejamos contra a utilização dos canais virtuais, inclusive, pelos bancos. O problema não está no digital, e sim no modelo de banco que está por trás de sua implementação,  semelhante em todas as instituições financeiras: menos funcionários, mais clientes, mais metas e voltado para a alta renda. Esse modelo vem acompanhado da prática realizada pelo Banco do Brasil de jogar os clientes de baixa renda ao correspondente bancário, que nada mais é que uma terceirização (má) camuflada do trabalho bancário.

Todos esses fatores juntos indicam uma redução de postos de trabalho dentro do BB e de outros bancos que têm adotado um modelo semelhante, bem como o fechamento de mais agências bancárias (em Porto Alegre, somente nesse início da implementação, irão fechar 2 agências do BB). Os dados demonstram que essa redução de pessoal já está acontecendo: desde o final de 2012 até março de 2016, o BB acabou com 4.318 postos de trabalho. As contratações realizadas no período não compensaram as demissões e nem os pedidos de adesão ao Plano de Aposentadoria Antecipada de 2015.

Ao criar esse modelo, o BB se espelha nos bancos privados, como Itau e NU Bank. Enquanto no primeiro temos presenciado problemas de superlotação das agências por falta de funcionários e a centralização dos canais digitais apenas em São Paulo, no segundo sequer temos bancários. Ou seja, o modelo digital tem servido para atacar fortemente os postos de trabalho dos bancários e bancárias, além de precarizar o atendimento à população de baixa renda, principal cliente presencial das agências.

Além disso, o Banco não está dando opção real para seus clientes: ou migra para o BB digital ou fica com um atendimento sem gerente de contas nas precarizadas agências. O BB, sem levar em conta a questão cultural da população brasileira - pois boa parte ainda prefere o contato presencial - está fazendo com que as agências fiquem ainda mais lotadas e, agora, com menos pessoal para dar conta desse atendimento.

O Banco do Brasil precisa retomar seu papel de banco público, ajudando a desenvolver o Brasil, garantindo crédito acessível a todos, fomentando as políticas sociais do Estado e valorizando seu funcionalismo. Por isso, somos contra qualquer modelo que vise à redução dos postos de trabalho, o fechamento de agências, o aumento das metas abusivas e a segregação discriminatória de clientes. Precisamos utilizar a tecnologia a nosso favor, facilitando o relacionamento com o(a) cliente; porém, defendendo o modelo de banco que queremos: com mais funcionários, sem fechamento de agências, com o fim da terceirização do trabalho bancário, sem a imposição de metas e a serviço do desenvolvimento nacional.

Luíza Bezerra, Bancária do BB e socióloga diretora da FETRAFI-RS e da Coordenação da CTB Bancários(as)

Vídeo - Filósofa Marilena Chauí denuncia: Lava Jato é para entregar Pré-Sal - Nocaute

sábado, 2 de julho de 2016

Urariano Mota - O repórter como porta-voz da polícia, por Urariano Mota - Jornal GGN Luís Nassif


Urariano Mota

O repórter como porta-voz da polícia, por Urariano Mota Publicado, originalmente, no Diário de Pernambuco

Em artigo anterior sobre o assassinato de uma criança de 10 anos pela polícia, pude observar a falta de investigação, ora, investigação, nem mesmo um distanciamento, da reportagem da televisão que transmitia as informações mais absurdas, como foi o caso de uma criança que dirigia abrindo e fechando o vidro do carro enquanto atirava, como se fosse um supermenino, afinal executado.

Mas esta semana pude ver que o fenômeno é maior e mais amplo, ao ver no Bom Dia Brasil esta notícia: “Dinheiro de fraude pagava contas de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann". O documento a que a TV Globo teve acesso é um relatório da Polícia Federal sobre o material apreendido no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, no ano passado. Serviu de base para a Operação Custo Brasil, que prendeu 11 pessoas na semana passada. Entre elas, o próprio advogado "Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento no governo Lula e das Comunicações no governo Dilma”. Ao ver isso, tive um choque e uma descoberta. É que já deixou de existir a chamada imprensa investigativa. A polícia investiga pela imprensa e faz do repórter o seu porta-voz. Tão simples, e não havia notado antes.

Até entendemos que diante de uma notícia-bomba, algo como “O ex-presidente Lula matou mais de cem amantes”, o repórter nem respira, toca a inverossimilhança para a frente. Na pressa e na prensa, ele não vai deixar o furo de reportagem para outro. Mas o que espanta é o depois da bomba, a retaguarda da notícia que não apura nem põe um salutar sinal de interrogação, uma dúvida sequer na fala noticiada. Pelo contrário, a retaguarda da Rede Globo, Band, SBT, rádios, e até mesmo da imprensa escrita, se põe a levantar um autêntico castelo de cartas, uma teoria que justifique a única verdade, a versão policial.

Imagino o dia em que a Polícia Federal descobrir, por exemplo, que Deus existe, conforme documentos apreendidos em investigação no Mercado Público de Água Fria. Claro, com provas fotográficas e testemunhas. Numa delas seria visto um senhor barbudo, numa manhã de domingo a comer cuscuz com guisado em uma mesa, num boxe do mercado. Sim, e daí? Daí é que houve esta revelação: o grisalho homem não pagou a conta com dinheiro vivo ou cartão. Ele sorriu, abençoou a graça da refeição, se levantou e sumiu por uma larga porta. Intrigada, a Polícia Federal, que hoje é o próprio olho de Deus, ao qual nada escapa, perguntou ao dono do boxe por que o cidadão não pagou. E o comerciante assim lhe respondeu: “Esse homem pra mim é Deus. É meu maior amigo”. E os policiais, para não se ajoelharem, registraram a ocorrência descoberta em relatório, ao qual nada escapa.

Levada a notícia para a televisão, os apresentadores acrescentariam que essa era mais uma prova da infinita humildade e concretude da existência divina. Quando mesmo se esperava, Deus se revelara a comer cuscuz com um guisadinho no popular bairro de Água Fria. E terminaria a notícia com o ar mais grave: “o local agora é destino de imensa romaria, e de tal sorte, que Denizar, filho de Seu João do Caldíssimo, está agora de plantão ali com uma imagem de São Jorge para que seja abençoada. Fieis de um terreiro próximo, o mais antigo do Recife, o do Pai Adão, já comparecem e batem os mais lindos toques de tambor todas os dias. O dono da coalhada no bairro, única do Recife, se tornou o mais ardoroso crente diante dos lucros por sua fórmula santa de coalhar o leite. E Carlos, o barbeiro da Rua Japaranduba, afirmou que será capaz de deixar o Santa Cruz e torcer pelo Sport, se Deus assim lhe mandar”.

Tudo agora é possível.

Washington Quaquá, Prefeito de Maricá, no Festival da Utopia dá a linha, vejam o excelente vídeo - Jornalistas Livres

Día Al-Quds, la jornada mundial de denúncia a la ocupación Palestina - Hispan TV


Día Al-Quds, la voz de los oprimidos contra los opresores







Día de Al-Quds, la voz de los oprimidos contra los opresores


Hoy, más que nunca, el Día de Al Quds es un acontecimiento, reconocido como una fecha internacional en la que todo el mundo sale a las calles para defender a palestinos.

En este artículo pretendemos repasar el origen de la ocupación israelí, el nombramiento del Día Al Quds y su importancia.

Israel ocupa Palestina

El 2 de noviembre de 1917, el secretario de Relaciones Exteriores británico, Arthur James Balfour, publicó una declaración favorable a la creación de un hogar para los judíos dentro de los territorios de Palestina. Solo un año después, en 1918, el Reino Unido ocupó Palestina y entre 1919 y 1923, unos 35 mil judíos emigraron hacia allí. También, entre 1932 y 1935, otros ciento cuarenta y cinco entraron ilegalmente, con apoyo del Gobierno británico. La ola migratoria fue tal que el censo realizado en 1938 mostró un aumento del 30 por ciento en la población judía en esos territorios.

La situación continuó avanzando, al punto de que, en 1945, en un acto coordinado con Washington, Londres envió otros cien mil judíos desde Europa y EE.UU. a Palestina y, en ese año, la población judía conformaba ya el 32.9 por ciento de los residentes del país árabe. En 1948, los judíos saquearon las tierras de los palestinos y motivaron la migración de cientos de miles de ellos. En estas circunstancias, el Reino Unido dejó el Mandato de la Sociedad de Naciones sobre Palestina y el entonces premier israelí, David Ben-Gurión, declaró la independencia de su régimen dentro de los territorios palestinos.

Día de Al Quds, no a la represión

Los palestinos no toleraron la ocupación de sus tierras y desde el inicio de la usurpación israelí comenzaron a luchar para recuperar lo que les pertenecía. No obstante, el régimen israelí, que contaba y aún cuenta con el apoyo de las superpotencias, especialmente EEUU y Francia, recurrió a la presión y la guerra para socavar la voz palestina. Hasta 1979 pasaban ya unos treinta años de lucha por la supervivencia ante las balas y las bombas que mataban a sus hijos, ante los alambres de púa y los desplazamientos, ante las conspiraciones que querían que Palestina dejara de ser lo que es.

En estas circunstancias, y mientras el régimen israelí atacaba el sur de El Líbano, se había establecido un sistema islámico en Irán, cuyos principios se basan en la lucha contra la opresión y en la defensa de los oprimidos. Por esta razón, en agosto de 1979, el fundador de la República Islámica, el Imam Jomeini (que en paz descanse), quien consideraba al régimen israelí como un elemento usurpador que pretendía dominar los territorios palestinos, denominó el último viernes del sagrado mes de Ramadán como el Día de Al-Quds.

"El Día de Al-Quds es una jornada en la que tienen que esforzarse y esforzarnos para salvar Al-Quds", declaró el Imam Jomeini (P). Desde entonces, el último viernes de cada Ramadán, el alma de Palestina hace del mundo musulmán un solo cuerpo y una sola voz que grita ante la opresión.

De hecho, esa jornada no se limita solo a Al-Quds. Es también el día del enfrentamiento contra los opresores. Si bien, el Imam Jomeini determinó esa fecha en 1979, ahora, más de tres décadas después, no solo los países musulmanes la conmemoran, sino también aquellos no musulmanes. Porque Palestina es el símbolo de los oprimidos, atrapados en las garras de los opresores, y Al-Quds es el de la rebelión ante el opresor.

En ese día, Palestina se convierte en el centro del mundo. Cada año se incrementa el número de ciudades en las que confluyen mareas humanas a favor de Palestina. Blanco o negro, musulmán, cristiano o judío, basta ser humano para levantar la voz. Todos expresan su repudio a Israel, a sus bombas, a su bloqueo de odio contra Gaza, a su vergonzoso muro de separación, repudian sus asentamientos ilegales y el robo de las tierras palestinas.

Israel tiene un plan: ocupar toda Palestina y judaizar su corazón, Al-Quds. Una afirmación que se evidencia en las palabras de su premier, Benyamin Netanyahu: "No regresaremos a una ciudad [Jerusalén] dividida, desgarrada, una ciudad con cercas de alambres de púa y francotiradores en sus murallas".

El régimen israelí, en varias ocasiones, ha atacado el pueblo oprimido de Palestina en la Franja de Gaza. Un pueblo que se encuentra en la mayor cárcel del mundo, donde ni siquiera puede acceder a medicamentos o materiales para reconstruir sus casas arruinadas por las guerras israelíes.

Incluso el régimen de Israel está intensificando su cerco a Gaza para continuar su proyecto de construir un muro subterráneo de hormigón en torno a los más de 96 kilómetros de límites de la asediada Franja.

Unos crímenes que, además de violar las leyes internacionales, provocan el odio hacia sus autores, por lo que no resulta extraño que, hoy en día, no sean solo los musulmanes quienes celebren el Día de Al-Quds, sino también todos los pueblos de otras religiones del mundo.

Muestra de ello es la creciente ola de a favor del boicot a productos israelíes, tanto en Europa como en Latinoamérica. Una iniciativa de grupos pro palestinos que, solo en 2015, causó pérdidas superiores a los 31 mil millones de dólares para el régimen israelí. En este sentido, el secretario general del partido de la Iniciativa Nacional Palestina, Mustafa Barghouti, saludó la decisión del Consejo de Derechos Humanos de las Naciones Unidas (CDHNU) de hacer una lista negra de compañías israelíes e internacionales que operan directa o indirectamente en los asentamientos ilegales israelíes de Cisjordania, en Al-Quds (Jerusalén) y en el Golán, una iniciativa que está dando fruto y a la que cada día más países se incorporan.

Cabe destacar que en la actualidad, desde Francia, Holanda, Italia, el Reino Unido, hasta los países de América Latina, además de otros Oriente Medio se han incorporado al Movimiento de Desinversión y Sanciones (BDS) que está despertando la conciencia del mundo sobre las atrocidades del régimen contra los palestinos.

Otro de los eventos que presiona y aísla al régimen de Tel Aviv, es la ola de reconocimiento de ese pueblo como un Estado. La gran mayoría de los países del mundo ya lo han hecho. En Europa, Suecia se convirtió el 30 de octubre de 2014 en el primer país de la Unión Europea (UE), casi 67 años después de la ocupación del país árabe por el régimen israelí.

También, los Parlamentos de otros países de este continente, como el Reino Unido, España, Francia, Portugal, Irlanda y Bélgica han pedido a sus propios gobiernos seguir los pasos de Suecia, provocando así la ira de las autoridades del régimen de Tel Aviv.

Con todo lo expuesto, se puede destacar la importancia de eventos como el Día Al Quds, una iniciativa para concienciar a la opinión pública internacional acerca de los actos de represión y las violaciones de derechos humanos de algunos regímenes, en este caso el de Israel. Además, la conmemoración de tales fechas y eventos sirven para dar una voz a los pueblos oprimidos y aislar, aún más, a sus represores.

Diputada Hanin al-Zoabi amenazada por sus críticas sobre asesinatos en la flotilha de solidaridad a Gaza (2010) - HispanTV



La diputada árabe del parlamento israelí Hanin al-Zoabi.


El primer ministro israelí planea expulsar a la diputada árabe del parlamento israelí Hanin Zoabi por llamar a los soldados israelíes "asesinos".

El premier israelí, Benyamin Netanyahu, afirmó que pretende poner en marcha el proceso de expulsión de Hanin Zoabi del parlamento israelí, después de que la diputada dijo en una sesión parlamentaria, en la misma jornada, que los comandos israelíes que mataron a nueve activistas turcos en su ataque contra una flotilla de ayuda a la Franja de Gaza en 2010, eran “asesinos”.

"Hablé de nuevo esta tarde con el fiscal general para considerar el avance del proceso de expulsión de Hanin Zoabi de la Knesset (parlamento del régimen israelí). En sus acciones (…) ha cruzado todas las líneas y no tiene lugar en la Knesset", afirmó Netanyahu.


Exijo una disculpa para todos los activistas políticos en el Marmara (…). Todos ustedes necesitan pedir perdón, todos los miembros de la Knesset aquí", dijo la parlamentaria. "Los que asesinaron necesitan disculparse, tiene que pedir disculpas", recalcó la diputada árabe del parlamento israelí, Hanin Zoabi

La sesión del miércoles del parlamento israelí, donde habló Zoabi se celebró para discutir el acuerdo sobre la normalización de las relaciones entre el régimen de Israel y Turquía. La sesión fue estridente mientras hablaba y ella fue retirada de la sesión cuando varios otros diputados israelíes intentaron interrumpir su discurso e incluso atacarla.

Zoabi, quien es famosa por sus críticas a los crímenes de lesa humanidad israelíes, se refirió a la disculpa dada por el régimen israelí a Turquía, llamando la atención sobre la ironía de que, hace seis años, los activistas a bordo del buque turco fueron llamados "terroristas", y ahora se les da una compensación.
Una corte israelí condena a cárcel a una diputada propalestina - -...

"Exijo una disculpa para todos los activistas políticos en el Marmara (…). Todos ustedes necesitan pedir perdón, todos los miembros de la Knesset aquí", dijo la parlamentaria. "Los que asesinaron necesitan disculparse, tiene que pedir disculpas", recalcó.

En otra parte de sus declaraciones condenó el bloqueo israelí contra Gaza y dio su apoyo a este tipo de convoys humanitarios como el turco que intentan romper el cerco de Gaza.

"Mientras hay un bloqueo [en Gaza], voy a oponerme al bloqueo, y hay una necesidad de organizar más flotillas", agregó.

Las declaraciones de Zoabi se produjeron un día después de que el régimen de Israel y Turquía firmaron un acuerdo de reconciliación para la restauración de los lazos que habían sido cortados después del episodio del Mavi Marmara.

tmv/ktg/msf

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Não deixe de ver este emocionante vídeo feito pela UBES

Fim da guerra: Governo e Farc anunciam cessar fogo definitivo - Portal Vermelho

Fim da guerra: Governo e Farc anunciam cessar fogo definitivo - Portal Vermelho:





Presidência da Colômbia
Juan Manuel Santos e Timoleón Jiménez firmam cessar fogo bilateral e definitivo, principal passo para o acordo final do conflito que deve ser anunciado em julho
Juan
Manuel Santos e Timoleón Jiménez firmam cessar fogo bilateral e
definitivo, principal passo para o acordo final do conflito que deve ser
anunciado em julho



O acordo de cessar fogo ainda não é o último passo do processo de
paz colombiano, mas é o mais importante porque as Farc se comprometem em
baixar as armas e converter-se em movimento político.



“Chegou a hora de viver sem guerra! A hora de ser um país normal! Um
país em paz! A paz se fez, por fim, possível e é de todos os
colombianos, sem exceção. O pesadelo da guerra se distancia para
sempre”, afirmou o presidente Juan Manuel Santos depois de firmar o
acordo de paz com o representante das Farc, Timoleón Jiménez.



O porta-voz de Cuba, Rodolfo Benítez, leu o comunicado conjunto número
76 com os pontos em que se chegou a um acordo: cessar fogo e baixar
armas; acordos sobre garantias de segurança e luta contra as
organizações criminais incluindo as denominadas sucessoras do
paramilitarismo e suas redes de apoio; acordo sobre referendo.



O documento estabelece que a partir do primeiro dia vigente do acordo a
“Força Pública reorganizará seus esquemas para que as Farc possam
retornar e reorganizar-se em 23 áreas do país”.



A partir do 5º dia “serão desalojadas as zonas seguindo as rotas estabelecidas pelo acordo”.

Serão 23 áreas transitórias de normalização que têm como objetivo o
baixar armas e a reincorporação da vida civil dos guerrilheiros. Serão
oito acampamentos, disse o porta-voz.



As Farc também vão designar 60 integrantes – homens e mulheres – para se
movimentarem por diferentes regiões do país a fim de cumprir o acordo.
Serão como “fiscais” responsáveis por ajudar na consolidação do
processo.


Serão instaladas 23 zonas monitoradas pela ONU para reintegrar os guerrilheiros à vida civil



Outras dez pessoas serão designadas e poderão mover-se dentro dos
municípios cumprindo tarefas relacionadas ao acordo de paz. Medidas de
segurança serão garantidas a todos os guerrilheiros.



“Ao redor de cada área haverá outra de segurança onde só haverá
equipamentos de monitoramento. Esta faixa terá sempre em torno de 1km”,
explicou Benitez.



As delegações, no acordo, pediram ao secretário geral da ONU, Ban
Ki-Moon, para agilizar a missão técnica que será encarregada de
verificar o baixar armas.



Sobre o baixar armas, o acordo anunciado deixa claro que existirá só um
“ponto de armazenamento onde estarão os containers para guardar as
armas. Estes serão resguardados por mecanismos de monitoramento da ONU”.




Ao firmar o cessar fogo, as duas partes se comprometeram em contribuir
com o surgimento de uma nova cultura que incentiva o uso de armas apenas
pela polícia. Além disso, assumem trabalhar para conquistar um consenso
nacional em que todos os setores apostem no exercício da política a fim
de garantir os valores da democracia e do debate civilizado. Desta
forma, não haverá mais espaço para intolerância e a perseguição por
razões políticas.



Foi estabelecida uma rota para que em no máximo 180 dias depois de
firmado o acordo final, se encerro o processo de baixar armas. O
objetivo do acordo firmado hoje é caminhar rumo ao fim definitivo das
ações ofensivas entre o governo e os guerrilheiros.



Serão criadas as condições para implementar o acordo final e preparar a
institucionalidade e o país para a reincorporação dos guerrilheiros na
vida civil.



O mecanismo de monitoramento e verificação será tripartite, integrado
por um representante do governo colombiano, a força pública, as Farc e
um componente internacional constituído pela Missão Política de
observadores não armados da ONU, integrada principalmente por
observadores dos países membros da Celac (Comunidade dos Estados
Latino-americanos e Caribenhos).


Uma nova Colômbia pode nascer depois de mais de 50 anos de guerra



Esta Missão Política presidirá em todas as instâncias o monitoramento e
será encarregada de administrar pequenos focos de discordância que
possam surgir, apresentar recomendações e gerar relatórios sobre os
avanços.



Imediatamente no dia seguinte após o acordo final, a força pública vai
reorganizar as tropas para facilitar o desmonte das estruturas das Farc
rumo às zonas demarcadas para cumprir o acordo de cessar fogo.



A saída dos combatentes das Farc dos acampamentos da guerrilha no meio
da floresta será feita sem armas e com vestimentas civis. Neste ponto as
duas partes concordaram com o compromisso de que não pode haver nenhuma
limitação para o desenvolvimento normal da vida em comunidade.



Números da guerra



Em 2012 o Centro Nacional de Memória Histórica publicou um informe
intitulado “Basta já! Colômbia: memórias da guerra e dignidade”, onde
expuseram o alcance e o dano social causado pelo conflito, considerado o
mais duradouro do mundo moderno.



Desde 1958 até 2012 a guerra na Colômbia deixou mais de 218 mil mortos e
25 mil desaparecidos, além de 9 mil presos políticos. As forças
paramilitares de extrema direita fizeram mais de 173 mil vítimas.



As desocupações violentas atingiram, desde 1985 até 2012 mais de 10
milhões de colombianos. Enquanto massacres deixaram mais de 156 mil
pessoas mortas.



Fim da guerra



Desde 2012 acontece em Havana, Cuba, os Diálogos de Paz, cujo objetivo
máximo foi atingido hoje: cessar fogo e firmar pontos de acordo para o
fim do conflito. Deste anúncio histórico, realizado na capital cubana,
participaram o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos e o comandante
das Farc, Timoleón Jiménez; além dos presidentes de Cuba, Chile,
Venezuela, República Dominicana e San Salvador.



Estiveram presentes ainda o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon,
diplomatas dos Estados Unidos e da União Europeia, além de representas
de organismos de integração continental.






Do Portal Vermelho, Mariana Serafini, com agências

Colômbia inicia um novo capítulo rumo à paz definitiva - Portal Vermelho

Colômbia inicia um novo capítulo rumo à paz definitiva - Portal Vermelho:



Presidência da Colômbia
A assinatura do acordo de cessar fogo bilateral e definitivo abre um novo capítulo na história da Colômbia e da América Latina
A
assinatura do acordo de cessar fogo bilateral e definitivo abre um novo
capítulo na história da Colômbia e da América Latina





A América Latina vive um momento conturbado. O continente sequer se
recuperou de um golpe (contra o Paraguai) e já há outro em curso (no
Brasil). Os governos de Nicolás Maduro, na Venezuela; Evo Morales, na
Bolívia e Rafael Correa, no Equador sofrem tentativas de
desestabilização. E mesmo em meio a este pandemônio, a Colômbia
conseguiu avançar.



Depois de quatro anos de intensos debates, realizados em Havana, Cuba,
os chamados Diálogos de Paz atingiram seu ponto mais alto: o cessar fogo
bilateral e definitivo. Isso porque, este era o acordo mais difícil de
firmar entre as duas partes e agora, com o documento assinado por
diversos chefes de Estado com o monitoramento da ONU, a Colômbia caminha
rumo à paz.



Os próximos meses serão de boas expectativas. Espera-se que em julho o
acordo do fim do conflito seja assinado. Mas até lá, a guerrilha e o
governo já estarão desarmados e trabalhando para reintegrar os
guerrilheiros à sociedade.



O documento de cessar-fogo bilateral e definitivo foi assinado por
representantes do governo colombiano, pelos principais líderes das Farc e
por chefes de Estado, entre eles Nicolás Maduro e Michelle Bachelet
(Chile). Coube ao mandatário cubano, Raúl Castro, entregar uma cópia de
cada um dos documentos ao presidente colombiano Juan Manuel Santos e ao
líder das Farc, Timoleón Jiménez. A cerimônia contou com a presença do
secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon.



Assista ao vídeo:








Do Portal Vermelho

domingo, 19 de junho de 2016

Ele está de volta - Mario Santayana

Ele está de volta

Mauro Santayna

O lançamento, na Europa, do filme “Ele está de volta”, uma “comédia” “leve” sobre o que aconteceria se Adolf Hitler voltasse à Alemanha de nossos dias, com cenas de pessoas parando, na rua, para tirar selfies com o maior assassino da História; e o relançamento de sua obra-síntese, o “Mein Kampf” – “Minha Luta”, em vários países – uma edição portuguesa esgotou-se em poucas horas, esta semana, na Feira do Livro de Lisboa – mostram que, mais do que perder o medo de Hitler, o mundo está, para com ele, cada vez mais simpático, no rastro da entrega – quase sem concorrência – dos grandes meios de comunicação globais a meia dúzia de famílias e de milionários conservadores que, se não simpatizam abertamente com o nazismo, com ele comungam de um profundo, hipócrita, e tosco anticomunismo, fantasma a que sempre recorrem quando seus interesses estão em jogo, ou se sentem de alguma forma ameaçados.

Como também mostram o filme e o livro, e manifestações em vários lugares do planeta, defendendo a tortura, a ditadura, o racismo, o sexismo, a homofobia, o criacionismo, o fundamentalismo religioso, não é Hitler que está de volta.

É o Fascismo.

Um perigo sempre iminente, permanente, persistente, sagaz, que se esconde no esgoto da História, pronto a emergir, como a peste, com sua pregação e suas agressões contra os direitos individuais, a Liberdade e a Democracia, regime que não apenas odeia, como despreza, como um arranjo de fracos e de tolos, desprovidos de mão forte na defesa dos seus interesses.

Os interesses de uma elite “meritocrática” e egoísta, ou da elite sagrada, ungida por direito de sangue e de berço, na hora do nascimento

terça-feira, 7 de junho de 2016

Dilma: Governo interino é pequeno e mesquinho - Portal Vermelho

Dilma: Governo interino é pequeno e mesquinho - Portal Vermelho:



 
 


Na ocasião, a presidenta eleita criticou as limitações impostas por Temer a suas viagens e a tentativa de dificultar seu direito de defesa.



"Estão testando sistematicamente as características de um regime
democrático. Tentam proibir meu direito de defesa nas instâncias da
Câmara e do Senado. Tentam transformar o Palácio da Alvorada em uma
'prisão dourada' colocando uma barreira. Criam obstáculos para o meu
direito de ir e vir. Ainda apresentam toda sorte de armadilhas. Me
obrigam a responder se foi golpe ou não", afirmou.



O governo interino negou a Dilma estrutura para fazer uma viagem a Campinas, no interior de São Paulo. Nesta
terça, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidenta,
protocolou um ofício no Planalto informando que Dilma fará viagens com
aviões de carreira
e que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) será responsável pela segurança da presidenta.



No encontro com os historiadores, Dilma voltou a defender a recriação da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Para ela,
é preciso aumentar a arrecadação do governo, para que a população mais
carente não pague a conta da crise econômica.



"Numa crise, se acirra o conflito distributivo. Os mais ricos não vão
querer pagar uma parte da conta. Daí esse horror [dos ricos] com a
CPMF", condenou. Segundo ela, tal tributo é positivo, pois "quem faz
mais transações financeiras paga mais".



Afastando-se da visão do governo Temer, que prega o corte de gastos sociais,
Dilma defendeu a manutenção dos investimentos em Saúde e Educação. "Em
todos os países, diante da crise, se discute quem paga a conta. Se você
coloca a conta toda para cima da população, você tem um retrocesso
inimaginável. Daí que você tem que necessariamente aumentar a receita.
Se não aumentar a receita, a conta é paga pelos mais pobres", declarou.



A presidenta criticou as primeiras medidas da gestão interina, que
extinguiu ministérios e sinaliza para cortes em várias áreas. Segundo
ela, o presidente promove um desmantelamento do aparato institucional.



"A lei que rege o impeachment é absolutamente arcaica. É estarrecedor
que, sem nenhum voto, um governo provisório e interino assuma a condução
do país e desmantele o seu aparato institucional", avaliou.



Ela criticou ainda a política externa implementada pelo chanceler José Serra, que, para ela, significa "despreparo" . De acordo com Dilma, o ministro não percebe a importância de manter relações com regiões como a África e a própria América Latina. "Isso
é pensar que o mundo é unilateral, só com os Estados Unidos e com a
Europa. Temos que ter relações boas com Estados Unidos e Europa, mas não
únicas e exclusivas", completou.



Para a presidenta, os historiadores devem ficar atentos ao presente para
passar à sociedade um panorama do futuro. “É muito importante debater a
história enquanto ela está em curso. Apesar dos pontos negativos,
acredito que algumas coisas podem ser positivas. Especialmente que as
pessoas estão participando. Mulheres, jovens... Vejo um despertar para a
questão do risco que vivemos”, acrescentou.



Dilma reafirmou sua defesa do modelo presidencialista. “Tenho clareza
que no Brasil é imprescindível que se mantenha o presidencialismo.
Acredito que, desde a República Velha (1889-1930), há a questão das
oligarquias regionais, que sempre foram extremamente conservadoras e
antipopulares”, afirmou, acrescentando: “As propostas de parlamentarismo
sempre foram no país o que são. Coroações de períodos golpistas”,
acrescentou.



Para ela, há uma onda de rupturas das oligarquias tradicionais. “Cada
vez temos mais governadores progressistas que fogem do parâmetro
regional conservador. É interessante que isso ocorreu no Nordeste”,
disse. Um dos principais exemplos foi a queda dos governos tradicionais
no Maranhão. No pleito de 2014, Flávio Dino (PCdoB) rompeu com a
hegemonia de famílias como Lobão e Sarney.



Dilma novamente argumentou que processo de impeachment em curso não tem
bases legais. “Fui questionada se o governo provisório poderia remontar
todas as estruturas. Decidem sobre tudo, sobre o pré-sal, e isso é ditar
o futuro. Argumentam que impeachment não é golpe porque está na
Constituição. Mas não dizem o resto, que tem que haver crime de
responsabilidade. Não dizem que no presidencialismo não se pode tirar o
chefe de Estado e de Governo por impopularidade. Até porque existe um
contraponto no parlamentarismo: o chefe de Governo pode destituir o
Parlamento e vice-versa”, afirmou.



A presidenta reafirmou que mais que a batalha contra o impeachment, está
em jogo defender a democracia. "Ninguém é ingênuo para não saber que a
grande briga é no Senado. Temos que ter os 28 votos no Senado, mas a
briga é ganha porque os senhores senadores fazem parte da sociedade, mas
é ganha por todos que acreditamos na democracia", disse Dilma.



Assista ao pronunciamento:













 Do Portal Vermelho, com agências

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Coragem, bancários(as), eu sei que vocês podem mais! Campanha Salarial de 2016 - Paulo Vinícius Silva

Recentemente fui eleito com cerca de 50 colegas para representar as dezenas de milhares de bancários(as) da base do Sindicato dos Bancários de Brasília. Nem tomei posse, ainda, mas pelo meu compromisso pessoal e pela expectativa dos colegas, vejo com vontade e preocupação tamanha responsabilidade. Afinal, estamos no início da Campanha Salarial de 2016, em meio a um golpe de Estado que depõe a Presidenta Dilma para arrebentar as conquistas dos trabalhadores, violar a democracia, com ladrões descarados a tomar o poder, com as mãos sobre as estatais, em especial a PETROBRAS e os bancos públicos. Mas o pior de tudo são as dúvidas e os medos que povoam os corações mentes dos(as) colegas, em especial quando cada um(a) sente a sua dor solitariamente, achando que esses poucos diretores sindicais poderão construir uma vitória que só pode ser fruto da luta coletiva.

Quarta-feira, 08/06/2016, teremos a Assembleia do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, respectivamente o primeiro e o segundo maiores bancos do país, em importância e número, ambos reunindo mais de 200 mil bancários e bancárias, com uma concentração imensa em Brasília, que reúne as funções estratégicas dessas empresas na capital federal. Mas a categoria não reconhece a sua própria força. Pressionada pelas empresas, temerosa ante o futuro, desiludida muitas vezes com sua representação. Penso nos(as) colegas e me vem à mente uma música do Raul Seixas, Por quem os sinos dobram, com vontade de dizer-lhes:

"Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Você sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida que vive guardada
O eco de suas palavras não repercute em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado,
Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais"


Essa semana uma colega me perguntou o que conquistaríamos a nova gestão do sindicato nessa greve... Eu me senti um terceirizado das obrigações políticas da categoria.  Pra mim é muito claro que conquistaremos o que a nossa greve conquistar. Afinal, de quem é a Campanha Salarial, de quem é a greve, senão de cada um(a) de nós?  Você já pensou quanto duraria a greve se todos nós parássemos? Num momento como esse é fundamental que a Greve Nacional dos Bancários e Bancários faça a diferença, em especial em Brasília. E toda a minha garra ao aceitar o desafio de alinhar a CTB Bancários com a CUT na eleição passada se baseou na firme convicção de que a nossa unidade é indispensável nesse momento dramático da vida nacional.

E eu entrei para tentar algo novo. Não penso em repetir as greves anteriores, nem compactuo com o espírito de rotina. É preciso romper com a acomodação na forma de construir a campanha salarial, da parte das direções sindicais, por um lado. E por outro, é preciso chamar à responsabilidade a categoria, que cai na conversa fiada dos patrões que lucram e nos adoecem, ao tempo que alimenta uma visão errada, terceiriza sua responsabilidade e participação política, e ainda espera um resultado ótimo na campanha salarial. Isso é ainda mais absurdo num momento desses. Por isso, minha convicção é que se não pudermos abrir o sindicato à participação da categoria, sensibilizando-a, seremos derrotados.

Os primeiros atos do governo golpista demonstram o firme propósito de retomada da agenda de privatizações, de retirar direitos, acabar com a CLT, terceirizar tudo, submeter as mulheres, negar a diversidade e o Estado laico, violentar a liberdade e liquidar os bancos públicos. Por isso, não podemos ter dúvidas, os temerários sacrificarão os bancários e bancárias, o que passa, inicialmente, pela redução de pessoal e pelo aprofundamento das piores práticas do sistema financeiro, que impõem grande sofrimento psíquico à categoria, revertido em graves problemas de saúde. Como você pode terceirizar tão importantes questões a quem quer que seja?!

A Campanha Salarial é nossa chance de criticar, de denunciar os patrões, de exigir tudo que se nos nega no dia a dia. Além do mais, vimos desde 2015 o que querem os banqueiros: voltar à agenda de perdas salariais, de abonos. Participação nos Lucros, comissões pelo atingimento de metas gigantes, tudo isso precisa ser visto criticamente. Nos últimos doze anos não tivemos perdas, conquistamos modestos ganhos salariais, e sofremos os impactos da mudança perfil da remuneração, que se baseou sobretudo em benefícios e remuneração variável, e não em um aumento do piso e dos salários que recuperasse as perdas salariais devastadoras dos anos FHC.

Muito jovem, a categoria não entende que seu padrão de vida é mantido de modo precário, baseado naquilo que não ficará para a aposentadoria, para a previdência, nem para os planos de saúde. Mais que isso, a categoria precisa entender que a defesa dos bancos públicos e de seu papel no desenvolvimento é decisivo para nosso futuro e para o Brasil. A agenda de Temer e Cunha, Globo e CIA é para um país com uma economia menor, mais pobre, de exclusão. Nós também seremos atingidos, é contra todos nós essa agenda.

Por isso, nessa campanha salarial, pela opinião da Central de Trabalhadoras e Trabalhadoras do Brasil, estará em jogo, simultaneamente:
- a democracia;
- os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras em todos os níveis;
- o emprego da categoria bancária, o tamanho e o papel dos bancos públicos;
- se perderemos novamente para a inflação, ou se nos uniremos pela valorização do ganho real no salário e no piso salarial, se seguiremos escravos das metas e da remuneração variável, ou se avançaremos para mais dignidade no reconhecimento de uma categoria que se mostrou indispensável para a inclusão social e o desenvolvimento da economia real, com gente, salário, consumo.

Então, humildemente, eu sei que sozinho não posso nada, nem mesmo promover as mudanças que desejo em nosso sindicato. Isso só será possível se a categoria cumprir o seu papel, e se a direção nova souber abrir-se à participação dessa nova geração, falando e ouvindo, aceitando as críticas, mas também questionando o papel passivo e oportunista de muitos que acham natural furar a greve e xingar a representação sindical; Que acham aceitável furar o piquete e votar pela continuidade da greve; Que consideram estar em vantagem quando querem aparecer bonitos diante dos chefes, ao mesmo tempo que tratam com desdém aqueles e aquelas que lutam pelos seus direitos ameaçados. Mudou o contexto. Nem os(as) dirigentes sindicais nem a base poderão encenar esse teatro do absurdo, esse pacto da mediocridade. Por isso, mais que a confiança daquele que abandona, achando que votando se desobrigou, eu preciso da confiança que se mobiliza: aí sim faremos algo diferente, na prática.



Como diria o Jorge Ben, está na hora dessa gente bronzeada mostrar o seu valor. O movimento é nosso, podemos melhorá-lo. No sindicato localizado na capital do país e sede das empresas, com um funcionalismo de milhares, extremamente qualificado e em funções estratégicas, ouso em sonhar que a maioria poderá entender e cumprir seu papel, porque em parte nisso repousam o futuro do país, dos bancos públicos e de nossos sonhos profissionais. Por isso, essa Campanha Salarial não pode nem será igual às outras. Ela é parte destacada da luta de classes, quando a burguesia parasitária e subalterna quer ajoelhado o país e seu povo. Nossa categoria é grande, forte, tem o único acordo efetivamente nacional, e luta contra o setor mais perigoso, lucrativo e pernicioso, os banqueiros. É preciso que nosso número, nossa criatividade, nossa ação mostre seu peso, pois aí obteremos a vitória, apontando um caminho de retomada da iniciativa política para todas as categorias, ao tempo que defenderemos o papel e a dimensão atual dos esteios fundamentais do desenvolvimento brasileiro, que são os bancos públicos e a PETROBRAS.

Nessa quarta-feira, 08 de junho, na sede do Sindicato dos Bancários de Brasília, precisamos dos bancários e bancárias do BB e da Caixa para dizerem que propostas querem sejam aprovadas para a Campanha Salarial de 2016. Nesse espaço, elegeremos nossos delegados(as) para elaborarem nossa pauta, inclusive as propostas de remuneração, saúde do trabalhador, além de ser aonde podemos dizer em alto e bom som o que queremos do nosso movimento. Precisamos de mais: que a categoria diga o que se pode esperar dela na Campanha Salarial e na Greve.


Tenho muita esperança que podemos unir nossas inteligências e sensibilidades para que nossas atividades possam abrir os olhos dos(as) colegas, mudando a maneira de fazer o movimento sindical bancário em Brasília. Podemos fazer uma greve diferente, uma greve legal, animada, cheia de cultura e com uma escala de participação que possa envolver muito mais colegas, uma greve com alma, que fale para as pessoas, que denuncie a exploração de que somos vítimas bancários e clientes, afirmando ao mesmo tempo aquilo que podemos fazer de melhor pelo Brasil e por nós mesmos.

SERVIÇO - ASSEMBLEIA DE ELEIÇÃO DOS DELEGADOS(AS) E DA PAUTA DE REIVINDICAÇÕES
AO 27º CONGRESSO DO BANCO DO BRASIL E
AO 32º CONGRESSO DOS EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

QUARTA-FEIRA - 08/06/2016
ÀS 19H00 NO SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA

SHCS EQ. 314/315 Bloco “A” – Asa Sul - Brasília/DF

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