Policial chuta parte do tapete devocional da Semana Santa dedicado à Marielle pic.twitter.com/X0tcGW3G8l— Marina Miyazaki A. (@MarinaMiyazaki) 21 de abril de 2019
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Policial chuta parte do tapete devocional da Semana Santa dedicado à Marielle
quarta-feira, 17 de abril de 2019
POLÍCIA ENTRA NO INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS E FAZ PRISÃO POLÍTICA DE PROFESSORA - BRASIL 247
A professora Camila Marques foi presa dentro da sala de aula no IFG Aguas Lindas (GO) onde leciona; de acordo com as primeiras informações, a docente foi acusada de doutrinação; depois, outras notícias dizem que ela havia sido presa por desacato por ter se recusado a obedecer ordens de policiais que faziam uma operação na porta da escola; operação policial resultou na apreensão de 3 alunos que teriam feito ameaças sobre a realização de um suposto atentado no IFG
15 DE ABRIL DE 2019 ÀS 13:55
247 - A professora Camila Marques foi presa dentro da sala de aula na manhã desta segunda-feira (15) no IFG Aguas Lindas (GO) onde leciona. De acordo com as primeiras informações, a docente teria sido acusada de doutrinação. Depois, outras notícias dizem que ela havia sido presa por desacato por ter se recusado a obedecer ordens de policiais que faziam uma operação na porta da escola. Ela foi liberada.
Segundo a página Professores contra Escola Sem Partido, no Facebook, "as ultimas noticias são que Camila estava sim em sala de aula e a polícia que teve a sua entrada permitida no campus foi até a sala de aula atrás de alguns alunos e a professora impediu a entrada da polícia. A professora está agora prestando esclarecimentos e será liberada em seguida".
Leia mais sobre o assunto na reportagem da Agência Brasil.
Polícia apura ameaça de atentado no Instituto Federal de Goiás
Alex Rodrigues, repórter da Agência Brasil - Policiais civis apreenderam, hoje (15), três alunos do Instituto Federal de Goiás (IFG), que compartilharam ameaças de um atentado na escola. Segundo o delegado Danilo Victor Nunes, responsável pela Delegacia da Criança e do Adolescente de Águas Lindas de Goiás (GO), a cerca de 50 quilômetros de Brasília, ao que parece tudo não passou de um "brincadeira de péssimo gosto", que acabou alarmando funcionários do campus do IFG na cidade.
A existência das mensagens foi denunciada pelo responsável pela unidade. "Ontem (14), o diretor do IFG compareceu à delegacia e contou sobre boatos de que, possivelmente, haveria um atentado no campus do instituto na segunda-feira [hoje]", disse Nunes à Agência Brasil.
Equipes de policiais foram deslocados para o instituto nas primeiras horas da manhã de hoje. Após identificarem os três adolescentes suspeitos de divulgar as ameaças, os agentes revistaram o estabelecimento e os pertences dos três estudantes. Nada foi encontrado.
"Coletamos prints [imagens] das mensagens veiculadas por estes jovens ameaçando outros estudantes. Diligenciamos o estabelecimento com cautela, incluindo alojamentos, e não encontramos nenhum material suspeito", informou o delegado, explicando que os pais dos jovens foram chamados para acompanhar os filhos à Delegacia da Criança e do Adolescente, onde, até as 14h, os três estavam sendo ouvidos.
"Eles já disseram que se tratava de uma brincadeira, e os pais estão colaborando. Ainda estamos verificando tudo. Não há indícios de que se tratasse de algo sério, mas, por cautela, os domicílios desses adolescentes possivelmente serão alvo de buscas", disse o delegado, lembrando que, mesmo que fique comprovado que tudo não passou de uma brincadeira infantil de mau gosto, uma história para tentar chamar a atenção, fatos como esse são "muito sérios" e têm consequências.
Desobediência
Durante a ação policial, uma professora do Instituto Federal de Goiás (IFG) foi detida por desobedecer a ordem dos policiais. Segundo o delegado Danilo Victor Nunes, a professora insistiu em filmar os agentes e os jovens, mesmo tendo sido advertida de que o diretor do campus e os pais dos três adolescentes já estavam cientes do caso. (Leia no Brasil 247)
"Os agentes relataram tê-la advertido várias vezes de que ela não poderia filmar a diligência, principalmente por haver adolescentes envolvidos. Ela insistiu e continuou capturando as imagens até que os agentes lhe deram voz de prisão", disse Nunes.
A docente foi liberada pouco depois das 13h, após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência – boletim usado para tipificar infrações de menor potencial ofensivo ou crimes de menor relevância. "Se ela tivesse acatado a ordem policial, não precisaríamos ter chegado a isto", acrescentou o delegado.
O advogado Bruno Conti, que acompanhou a professora, disse à Agência Brasil que a professora disse ter decidido filmar toda a ação após reclamar com os policiais da forma como estavam tratando os três adolescentes. "Segundo ela, eles agiram de forma muito incisiva, quase truculenta. Como não foi ouvida, ela decidiu registrar com o celular. Mas ela estava filmando os agentes, não os jovens. Houve uma discussão, ela retrucou, e eles, então, decidiram conduzi-la à delegacia", explicou o advogado.
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Vídeo - Des. Lédio de Andrade - UFSC homenageia Reitor Cau, sacrificado - Um juiz contra o fascismo. O que você não vê na TV - FERNANDO BRITO em Tijolaço·
POR FERNANDO BRITO em Tijolaço· 05/10/2017
Na nossa mídia, sempre ávida por desgraças e tragédias, sempre pronta a “fechar” a camera para os rostos emocionados, da lágrima, da voz embargada, quase nada se viu da cerimônia fúnebre do reitor Luiz Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina, que se matou pela humilhação pública a que foi submetido, sem culpa formada, sem defesa, apenas pela força.
Muito menos do discurso do desembargador Lédio Rosa de Andrade, que tomo como o desabafo de minha geração.
Não é de estranhar, mas é de apavorar. Trago para cá o que diz Nilson Lage, 60 anos de profissão e de janela na imprensa brasileira, que pode dimensionar melhor do que quem, como eu, só percebeu a ditadura na adolescência.
Muito sério, no episódio da morte do reitor da UFSC, é o fato de a grande mídia não ter dado destaque à notícia.
Indica que o vínculo da canalha jurídica-policial com a mídia é mais profundo do que se imaginava – escudo que, mais grave do que na ditadura anterior, protege o arbítrio e oculta os crimes de Estado..
Havia, na época censura; agora, ela é dispensável. O controle é mais inteligente (consiste em registrar o fato e dar ênfase editorial a outra coisa) e é espontâneo, automático, introjetado..
Não fosse isso, tratava-se, como tragédia humana e fato político de uma grande história jornalistica, com, com muitos ângulos a serem abordados, capaz de despertar profundas reflexões.
As palavras de Lédio não são apenas um lamento. São uma convocação.
E lançam um taça de vergonha, se isso adianta, no rosto dos que acham que “as coisas não são bem assim” e se perdem em discussões laterais.
Há uma matilha de feras, seguida por uma vara de porcos, tornando sangrenta e imunda a vida brasileira, onde só a escuridão, o xingamento, a ofensa, a polícia e a prisão valem alguma coisa.
Assista e divulgue o quanto puder. Especialmente para jornalistas, advogados, promotores e juízes jovens.
Talvez um deles possa ver no espelho aquilo que se transformou.
sábado, 2 de julho de 2016
Urariano Mota - O repórter como porta-voz da polícia, por Urariano Mota - Jornal GGN Luís Nassif
Urariano Mota
O repórter como porta-voz da polícia, por Urariano Mota Publicado, originalmente, no Diário de Pernambuco
Em artigo anterior sobre o assassinato de uma criança de 10 anos pela polícia, pude observar a falta de investigação, ora, investigação, nem mesmo um distanciamento, da reportagem da televisão que transmitia as informações mais absurdas, como foi o caso de uma criança que dirigia abrindo e fechando o vidro do carro enquanto atirava, como se fosse um supermenino, afinal executado.
Mas esta semana pude ver que o fenômeno é maior e mais amplo, ao ver no Bom Dia Brasil esta notícia: “Dinheiro de fraude pagava contas de Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann". O documento a que a TV Globo teve acesso é um relatório da Polícia Federal sobre o material apreendido no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, no ano passado. Serviu de base para a Operação Custo Brasil, que prendeu 11 pessoas na semana passada. Entre elas, o próprio advogado "Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento no governo Lula e das Comunicações no governo Dilma”. Ao ver isso, tive um choque e uma descoberta. É que já deixou de existir a chamada imprensa investigativa. A polícia investiga pela imprensa e faz do repórter o seu porta-voz. Tão simples, e não havia notado antes.
Até entendemos que diante de uma notícia-bomba, algo como “O ex-presidente Lula matou mais de cem amantes”, o repórter nem respira, toca a inverossimilhança para a frente. Na pressa e na prensa, ele não vai deixar o furo de reportagem para outro. Mas o que espanta é o depois da bomba, a retaguarda da notícia que não apura nem põe um salutar sinal de interrogação, uma dúvida sequer na fala noticiada. Pelo contrário, a retaguarda da Rede Globo, Band, SBT, rádios, e até mesmo da imprensa escrita, se põe a levantar um autêntico castelo de cartas, uma teoria que justifique a única verdade, a versão policial.
Imagino o dia em que a Polícia Federal descobrir, por exemplo, que Deus existe, conforme documentos apreendidos em investigação no Mercado Público de Água Fria. Claro, com provas fotográficas e testemunhas. Numa delas seria visto um senhor barbudo, numa manhã de domingo a comer cuscuz com guisado em uma mesa, num boxe do mercado. Sim, e daí? Daí é que houve esta revelação: o grisalho homem não pagou a conta com dinheiro vivo ou cartão. Ele sorriu, abençoou a graça da refeição, se levantou e sumiu por uma larga porta. Intrigada, a Polícia Federal, que hoje é o próprio olho de Deus, ao qual nada escapa, perguntou ao dono do boxe por que o cidadão não pagou. E o comerciante assim lhe respondeu: “Esse homem pra mim é Deus. É meu maior amigo”. E os policiais, para não se ajoelharem, registraram a ocorrência descoberta em relatório, ao qual nada escapa.
Levada a notícia para a televisão, os apresentadores acrescentariam que essa era mais uma prova da infinita humildade e concretude da existência divina. Quando mesmo se esperava, Deus se revelara a comer cuscuz com um guisadinho no popular bairro de Água Fria. E terminaria a notícia com o ar mais grave: “o local agora é destino de imensa romaria, e de tal sorte, que Denizar, filho de Seu João do Caldíssimo, está agora de plantão ali com uma imagem de São Jorge para que seja abençoada. Fieis de um terreiro próximo, o mais antigo do Recife, o do Pai Adão, já comparecem e batem os mais lindos toques de tambor todas os dias. O dono da coalhada no bairro, única do Recife, se tornou o mais ardoroso crente diante dos lucros por sua fórmula santa de coalhar o leite. E Carlos, o barbeiro da Rua Japaranduba, afirmou que será capaz de deixar o Santa Cruz e torcer pelo Sport, se Deus assim lhe mandar”.
Tudo agora é possível.
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Viva Marighella! Postagem no Facebook de Osvaldo Bertolino - 1969
A fuzilaria ocorreu no dia 4 de novembro de 1969, enquanto jogavam Santos e Corinthians no estádio do Pacaembu pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão.
Não distante dali, em frente ao número 806 da Alameda Casa Branca, Marighella caia na arapuca armada pelo bando chefiado pelo delegado do Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo (Dops), Sérgio Paranhos Fleury.
O facínora montou uma equipe que se disfarçou de trabalhadores — o local era uma área de edifícios em construção —, namorados e passantes para fuzilar Marighella dentro de um Fusca, sem nenhuma chance de defesa. Líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), o revolucionário foi atraído para a arapuca por meio de padres dominicanos com quem mantinha contato, submetidos ao terror do bando de Fleury.
A fuzilaria atingiu, além do alvo, uma policial que se passava por namorada do chefe do Dops; um protético que teve a infelicidade de passar pelo local na hora do crime (ambos morreram); e um delegado, que nunca mais se recuperaria dos ferimentos na coxa direita. O bando deixou o corpo de Mariguella dentro do Fusca até às 23h15, quando foi recolhido pelo Instituto Médico Legal (IML).
Coincidentemente, dois dias antes o dirigente máximo do PCdoB, João Amazonas — antigo companheiro de Marighella na militância comunista — estivera próximo ao local, em um encontro com sua mulher, Edíria.
Os dirigentes do PCdoB que estavam em São Paulo passaram o dia reunidos e à noite souberam, pela televisão, do ocorrido na Alameda Casa Branca.
Carlos Marighella nasceu em Salvador, em dezembro de 1911.
Ainda adolescente despertou para as lutas sociais, tornando-se militante do Partido Comunista do Brasil aos 18 anos e dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.
Foi preso pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor do governo federal na Bahia Juracy Magalhães.
Em maio de 1936 Marighella foi novamente preso e torturado, durante 23 dias.
Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos revolucionários comunistas e o combate ao terror imposto pela ditadura do Estado Novo.
Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do Partido Comunista do Brasil na legalidade.
Eleito deputado para a Assembléia Nacional Constituinte de 1946 pelo Estado da Bahia, mas teve seu mandato cassado.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
'Ordem absurda não se cumpre', diz major da PM sobre nova norma de socorro - São Paulo - iG
Major Olímpio Gomes, deputado estadual e policial da reserva, pede afastamento de novo secretário de segurança e diz que resolução não impede crimes de policial mal intencionado
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
CTB condena ação golpista no Equador e manifesta seu apoio ao presidente Rafael Correa
A CTB se soma aos diversos governos, entidades, partidos políticos e organizações sociais progressistas da América Latina e de todo o mundo para se solidarizar ao povo equatoriano, que certamente saberá fazer valer a democracia no país, e não se deixará que sua Constituição seja mutilada por meia dúzia de golpistas.
As forças reacionárias de nosso continente já tentaram agir dessa maneira na Venezuela, em abril de 2002, e fracassaram rotundamente. Oito anos depois a história se repete – e novamente será o povo o fiador da democracia na América Latina.
Já não há espaço em nosso continente para iniciativas golpistas dessa natureza. A cada eleição, o povo atinge um estágio mais elevado no protagonismo político de nossas nações. No Equador, não será nenhuma atitude desesperada, de forças reacionárias da direita, que colocará em risco a democracia e os direitos constitucionais.
É com esse espírito que a CTB espera ver a ordem constitucional ser prontamente restabelecida em todo território equatoriano. Da mesma forma, esperamos que o presidente Rafael Correa se recupere o mais rápido possível das agressões sofridas nesta quinta-feira, de modo que ele possa conduzir as instituições do Equador de volta à normalidade e retomar as transformações sociais que vem sendo colocadas em prática no país nos últimos anos.
Viva a democracia! Viva o povo latino-americano!
Wagner Gomes
Presidente nacional da CTB
São Paulo, 30 de Septiembre del 2010.
La CTB se suma a los diversos gobiernos, organizaciones, partidos políticos y organizaciones sociales progresistas de América Latina y del mundo para expresar su solidaridad con el pueblo ecuatoriano, que sabrá hacer valer la democracia de su país y no permitirá que su Constitución sea mutilada por un puñado de golpistas.
Las fuerzas reaccionarias de nuestro continente han tratado de actuar de esa manera en Venezuela en abril de 2002 y fracasaron por completo. Ocho años más tarde la historia se repite y, nuevamente, será el pueblo el que garantice la democracia en América Latina.
Ya no hay más lugar en nuestro continente para iniciativas golpistas de esta naturaleza. En cada una de las elecciones el pueblo llegar a una etapa superior en el protagonismo político de nuestras naciones. En el Ecuador, no será una medida desesperada, de las fuerzas reaccionarias de la derecha, que ponga en peligro la democracia y los derechos constitucionales.
Es bajo este espíritu que la CTB espera ver el orden constitucional ser rápidamente restablecido en todo el territorio ecuatoriano. Del mismo modo, esperamos que el presidente Rafael Correa se recupere tan pronto como sea posible de la agresiones sufridas este jueves, de forma tal que pueda conducir de vuelta a la normalidad a las instituciones del Ecuador y retomar las transformaciones sociales que se han puesto en práctica en el país en los últimos años.
¡Viva la democracia! ¡Viva el pueblo Latinoamericano!
Wagner Gomes
Presidente Nacional de la CTB
CTB
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